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EXAME ANDROLÓGICO

É fundamental p/ a determinação da capacidade reprodutiva do macho.


A validade do exame é no máximo de 1 ano, pois qualquer lesão no sistema genital ou
doenças infecciosas, rapidamente alteram a capacidade fecundante do reprodutor.

Importância do exame andrológico (p/ bovinos):


+ verificar a fertilidade do touro tanto p/ a cobertura em monta natural (início da E.M.),
quanto p/ envase de sêmen p/ I.A.(centrais ou fazenda);
+ atestado de fertilidade p/ a compra e venda (fazenda, leilão);
+ atestado de fertilidade p/ exposições;
+ determinar o nº de fêmeas que pode ser capaz de cobrir;
+ determinar o nº de coletas que se pode fazer ou recomendar descanso;
+ descartar ou confirmar o touro como problema de infert. ou sub-fertilidade no rebanho.

O exame andrológico é constituído de :


/ exame externo dos testículos, epidídimos e escroto;
/ palpação retal p/ examinar glând. vesículas seminais (pouco utilizado);
/ espermiograma.
/ além do andrológico propr. dito, deve-se fazer o teste de libido e comportamento sexual.
/ verificar também exame externo como prepúcio, membros e cascos.

Comportamento sexual e Libido (10 min. c/ 2 vacas no cio);

Anorm.=repete teste, depois= elimina. Palpação de testíc., epidíd., escroto, vesíc. seminais;

Medida de circunf. Escrotal; Anormal = elimina.

Anormal = elimina. Avaliação do sêmen (imediato);

Avaliação do sêmen (conc. e patol.); Anormal = repete até 2 × e

Anormal = repete até 2 ×, se persistir = elimina.

se persiste =elimina Reprodução.

Deve-se acompanhar os testes de brucelose, leptospirose, tuberculose, IBR, BVD,


campilobacteriose, tricomonose.
Testículos = tamanho e simetria (biometria testicular) indicam a capacidade de produção de
Sptz. O deslizamento no escroto indica a não aderência e a palpação indica a degeneração
pela textura flácida ou normal pela textura firme.
Epidídimos = simétricos, firmes, cauda de tamanho normal (não pode ser pequena).
Circunferência escrotal = 30 a 35 cm.

A análise do sêmen ou espermiograma é o meio mais importante p/ a determinação da


fertilidade do reprodutor.
Coleta de sêmen :
-Vagina artificial; -Masturbação;
-Eletroejaculação; -Massagem das ampolas dos ductos deferentes.

Eletroejaculação ⇒ estímulo das glândulas anexas e da medula espinhal (5ª vértebra lombar).
Eletroejaculador = caixa de comando, eletrodo bipolar (banana), tubo coletor.
Estímulos preparatórios = 50 a 100 mA; 12 V; 10 a 15 estímulos de 3 seg de duração c/
intervalo de 3 seg.
Estímulos ejaculatórios = 200 a 500 mA; 12 V; 10 a 15 estímulos de 5 seg de duração c/
intervalo de 5 seg.
Deve-se proteger o tubo coletor da luz e do choque térmico.

Análise do Sêmen (p/ touros):


1) Exame Macro :
a) volume = varia de 1 a 20 ml (média de 6 ml) [leitura no tubo coletor].
b) cor = brancacenta, podendo ser amarelada.
c) aspecto = cremoso (aquoso, ralo, leitoso).
d) odor = imperceptível (pútrido, urina).

2) Exames Micro (imediatos): são feitos em lâmina a 36 - 38°C


a) Turbilhonamento (0 a 5) = é o resultado de 2 valores físicos dos Sptz, a concentração e o
vigor da motilidade. É o movimento de ondas que a massa seminal produz no campo
microscópico. É feito na lâmina, sem lamínula e objetiva de ×10.
0 = ausência de movim. de onda; 1 - 2 = movim. de onda lento; 3 = movim. de onda rápido;
4 - 5 = movim. de onda rápido, que muda de direção.
b) Motilidade (em %) = observa-se a % de células móveis no campo, p/ avaliar a capacidade
fecundante do sêmen. Põe-se a lamínula e objetiva de ×10 (ou até ×40). Verificar a % que se
move no campo. O mínimo aceitável é ≥ 30%.
c) Vigor (0 a 5) = avalia o vigor da movimentação e o seu tipo : progressivo, circular,
oscilatório, retrógrado. Também c/ lamínula, e objetiva de ×10 (ou até ×40).
0 = imóveis; 1 - 2 = movimentos lentos; 3 - 5 = movimentos rápidos.

3) Exames Micro (mediatos):


a) Concentração = determina o nº de Sptz por ml.
Prepara-se solução salina a 1% de formol (NaCl 0,9% c/ 1% de formol a 37%).
Coloca-se 0,02 ml (20 µl) de sêmen c/ a pipeta de Sahli, em um frasco c/ 4 ml de solução
salina a 1% de formol [1/200].
Depois leva à câmara de Neubauer (25 quadrados) e conta 5 quadrados em diagonal, na
objetiva de ×40. Deve-se preencher os 2 compartimentos da câmara, c/ a mesma amostra
(contra-prova), e não deve dar mais que 10 % de diferença de 1 p/ outra.
Resultados = em 106 /cm3 (ml).
Ex.: 85 Sptz em 5 quadrados = 85 × 107 = 850 × 106 Sptz/ml.

b) Morfologia (Patologias) = determina as formas normais ou patológicas dos Sptz.


Coloca-se num frasco 2 - 3 gotas do diluente sol. salina a 1% de formol, juntamente c/ 2 - 3
gotas de sêmen.
Depois no laboratório ⇒ No microscópio de contraste de fase : põe-se 1 gota (sêmen +
diluente) na lâmina + lamínula + secagem c/ papel toalha + esmalte p/ fixar a lamínula.
Com corante : Rosa de Bengala = põe-se 1 gota (sêmen + diluente) na lâmina + 1 gota de rosa
de bengala + lamínula + papel toalha p/ secagem.
[Rosa de bengala = 3 g de rosa de bengala + 100 ml sol. fisiológica 0,9% + 1 ml formol a
37%], deixar 7 dias em frasco escuro antes de usar.

Para ambas (micr. contr fase ou corante) :


M.O. c/ objetiva de ×100 c/ óleo de imersão.
Deve-se contar 200 células (ou 100), mudando o campo e marcando os normais e os
patológicos. Depois faz-se a relação em % de defeitos maiores e menores.
Patologia espermática :
Principais Anomalias :
I) defeitos maiores :
a) Cabeça → piriforme; microcéfalo; contorno anormal; estreita na base; pouch formation
(diadem defect / em forma de diadema); pequena anormal; cabeça dupla.
b) Acrossoma → knobbed sperm (acrossoma apical); enrugado; swolen (edema); inclusões
(vírus);.
c) Peça Intermediária (PI) → desnudamento ou fibrilação da PI (perde mitocôndrias);
pseudogota; stump defect (coto ou espícula lateral); edema; corkscrew defect (saca-rolha);
fratura de PI; PI dupla.
d) Cauda → dag defect; cauda fortemente dobrada ou enrolada; dobrada ou enrolada c/ gota
presa; bífida; gota citoplasmática proximal; cauda dupla.
e) Outras → head aglutination; medusa.

II) defeitos menores :


a) Cabeça → delgada; gigante; pequena normal; larga.
b) Acrossoma → desprendido (tinta Nankin faz soltar).
c) Peça Intermediária (PI) → abaxial; oblíqua; retroaxial; gota citoplasmática distal.
d) Cauda → em vírgula; cauda levemente dobrada ou enrolada.

Porcentagem de defeitos permitida :


Bovino→ maiores = 5% individuais; 10% totais.
menores = 15% individuais; 20% totais.
Total = 30%.
Motilidade mínima = 60%.

Outros índices também usados (bovinos):


Defeitos maiores ⇒ individuais = ≤ 5%; totais = ≤ 20%.
Defeitos menores ⇒ individuais = ≤ 10%; totais = ≤ 25%.
Total de maiores e menores ⇒ ≤ 30%.
FISIOLOGIA DA REPRODUÇÃO DE MACHOS

Espermatogênese ⇒ transformação de uma célula-tronco (espermatogônia) em


espermatozóide.
Espermatocitogênese ⇒ transformação que vai de espermatogônia até espermátide.
Espermiogênese ⇒ transformação de espermátide em espermatozóide.

A produção ocorre na gônada masculina → testículo.


O processo ocorre nos túbulos seminíferos.
Túbulos seminíferos = células germinativas, células de Sertoli e células mióides.

Mecanismo da Espermatogênese
- Gonócito (célula primordial) c/ a Puberdade Espermatogônia (A0).
- Células A (empoeiradas) são =A1, A2, A3, A4.
- A0 A1 (mitose) A1 A1
A2
A2 A3 A4
(mitose)
- A4 espematogônias intermediárias (In) células B (espermatogônia tipo B).
ários
- Células B espermatócitos 1 (2n) (passam por fases de prófase meiótica =
leptóteno, zigóteno, paquíteno, diplóteno) espermatócitos 2ários (n)
espermátides (são lapidadas p/ chegar à Sptz = espermiogênese).

Na espermiogênese ocorre → formação da cauda, desenvolvimento de mitocôndrias, na PI


(energia p/ motilidade), desenvolvimento de acrossoma, expulsão do citoplasma.
À partir dos espermatócitos 2ários (n) já há diferenciação em cromossomo X ou Y (50% cada).
- Espermiação → Sptz se desprendem das células de sustentação (Sertoli) p/ a luz do túbulo
seminífero.

Duração das Fases (Espermatogênese) : {touros}


1º) Divisão mitótica que vai das espermatogônias basais (A0) até espermatócito 1ário (2n) [15
a 17 dias].
2º) Divisão meiótica de espermatócito 1ário em espermatócito 2ário (n) [15 dias].
3º) Divisão de espermatócito 2ário em espermátide [algumas horas].
4º)Transformação de espermátide em espermatozóide (Sptz), com maturação e
desprendimento p/ a luz do túbulo seminífero. [15 dias].
. Tempo total da espermatogênese = ± 45 a 50 dias.
. Tempo da maturação que ocorre no epidídimo = ± 10 dias.
. Portanto são necessários ± 60 dias p/ a avaliação do sêmen, de um exame p/ outro,
em casos de patologias graves ou ↓ concentração.
( O tempo do Sptz no epidídimo pode reduzir em 20% c/ ↑ na freqüência de ejaculações.

Quadro dos valores das concentrações de Sptz no sêmen das espécies domésticas
Espécie Concentração  Sptz / ml
Bovino 1×109 (300×106 a 2×109)
Ovino 3×109 (2×109 a 5×109)
Caprino 1,5×109
Eqüino 150× 106 (30×106 a 800×106)
Suíno 250×106 (150×106 a 500×106)
Canino 3×109 (1×109 a 9×109) [pastor alemão = 130×106]

Componentes do Espermatozóide
- Cabeça → contém o núcleo achatado (oval) c/ cromatina condensada (DNA e proteína) e
número haplóide (n) de cromossomos.
- Acrossoma (capuchão) → fina cobertura sobre a extremidade anterior do núcleo. Recobre
2/3 da cabeça.
- Peça Intermediária (PI) → contém mitocôndrias e a.a. (Arginina). Importante p/ gerar
energia p/ motilidade espermática.
- Cauda → possui axonema p/ motilidade espermática.

O citoplasma do Sptz é desprendido no trajeto núcleo - cauda. As gotas citoplasmáticas são


restos de citoplasma.
Na cabeça do epidídimo há Sptz c/ GCP. Na cauda do epidídimo há Sptz c/ GCD. Durante o
trajeto pelo ducto deferente a GC sai por completo (normalmente).
Controle Endócrino da Função Testicular

No testículo há 2 tipos de células envolvidas na produção hormonal : - Células de Leydig;


- Células de Sertoli.
- Células de Leydig → são chamadas células intersticiais. Estão localizadas fora do túbulo
seminífero, no interstício (interlobular).
Funções = produção de andrógenos, a testosterona (principal), que vai p/ veia
testicular e p/ o interior do túbulo seminífero.
Testosterona (funções) → manutenção da espermatogênese, desenvolvimento e
manutenção da libido, da atividade secretora dos órgãos acessórios e das características
sexuais secundárias do macho.

- Células de Sertoli → estão no interior do túbulo seminífero. São células de sustentação p/ as


células germinativas. Circundam os espermatócitos e espermátides, controlam suas funções
nutritivas e mantém um contato íntimo durante o desenvolvimento destas células
germinativas. O número de céls. de Sertoli é um fator limitante p/ a produção espermática.
Funções = secreção de fluido testicular (p/ a luz do túbulo seminífero); sustentação p/
desenvolvimento das células germinativas, até o desprendimento dos espermatozóides;
formação de uma barreira que isola as células germinativas da circulação geral (do sist.
imunológico); produção de inibina, ativina e ABP.

Mecanismo hormonal :
Hipotálamo GnRH Adeno-hipófise FSH e LH (ou ICSH - hormônio
estimulador da célula intersticial).
LH atua nas células de Leydig que produz testosterona vai p/
vaso sangüíneo e p/ túbulo seminífero no túb. semin. ela atua nas células de Sertoli (e
talvez nas cél. germinativas).
↑ testosterona feed-back negativo no eixo hipotálamo - hipófise ↓ prod. LH
(controla ↑ e ↓ de testosterona) e também ↓ GnRH e ↓ FSH.
FSH ativa célula de Sertoli produção ABP (proteína ligada a andrógeno),
inibina e ativina.
ABP → secretada p/ luz do túbulo seminífero, se liga à testosterona e outros andrógenos. Ela
estabiliza a concentração de andrógenos p/ a espermatogênese e p/ própria função das células
de Sertoli.
Inibina → proteína que exerce feed-back negativo no eixo hipotálamo-hipófise, porém inibe
somente FSH e não LH.
Ativina → atua c/ feed-back positivo p/ liberação de FSH.
Ativina e Inibina agem nas gônadas como moduladores autócrinos (na prod. FSH) e
parácrinos (em outras glândulas, como hormônio inibidor do crescimento).

FSH → é necessário p/ início da espermatogênese. Logo após o início da puberdade, não é


mais essencial, pois cél. Sertoli não responde c/ mesma intensidade. Ela já responde à
testosterona.
Qualquer interrupção na espermatogênese (doença, fotoperíodo, etc.) torna necessário o FSH
endógeno p/ reiniciá-la.
LH → é necessário continuamente, p/ espermatogênese, devido à prod. testosterona (p/ atuar
na cél. Leydig).
EOPs (peptídeos opióides endógenos) → atuam na esteroidogênese e no controle hormonal
testicular (permeabilidade vascular).

Trânsito Espermático

Sptz desprende p/ luz do túbulo seminífero túbulo reto Rede testis


ducto eferente cabeça do epidídimo corpo do epidídimo cauda
do epidídimo ducto deferente ampola do ducto deferente uretra
peniana ejaculação.

Glândulas acessórias [glândula vesicular (vesícula seminal), próstata, glândula bulbo-uretral]


→ despejam suas secreções p/ dentro da uretra.
Funções = fornecem líquido seminal p/ transporte de Sptz, favorecendo nutrição,
tamponamento, etc. Porém ainda não se sabe as funções de cada uma individualmente.
Glândula Espécies
Glândulas vesiculares ou vesículas seminais Todas, exceto caninos e felinos.
Próstata Todas espécies.
Glândulas bulbo-uretrais Todas, exceto caninos e são
rudimentares nos felinos.

Plasma seminal → secreção composta de líquidos das glândulas acessórias, testículos e


epidídimos. Tem função de proteção e nutrição espermática. É removido pelo muco cervical.
Portanto é mais importante em espécies cuja ejaculação ocorre na vagina.(ruminantes).
Na cauda do epidídimo os Sptz já são maduros p/ fecundar, porém ainda precisam
adquirir motilidade.

Fatores Ambientais Sobre a Função Testicular

-Estação reprodutiva → regulada por fatores ambientais, fisiológicos e sociais.


-Nutrição → importante, porém é um fator individual (↓ escore corporal inibe os outros).
-Fotoperiodismo → afeta mais fêmeas que machos. Afeta mais carneiros e garanhões.
Mecanismo ⇒ variação de luz na retina ⇒ atua na glândula pineal ⇒ produção de
melatonina ⇒ atuação no hipotálamo ⇒ GnRH ⇒ hipófise ⇒ Gonadotrofinas
(FSH e LH) ⇒ gônada (testículo).

Carneiros e bodes → luz decrescente ativa a glândula pineal. Melatonina ativa eixo
hipotálamo-hipófise (espermatogênese).
Garanhões → luz crescente ativa espermatogênese, pois inibe pineal. Melatonina nos equinos
inibe eixo hipotálamo-hipófise.
Touros e varrões → não há significativa alteração pelo fotoperíodo. Raramente ligeira
redução na fertilidade.
PATOLOGIAS DO SISTEMA GENITAL MASCULINO

Os problemas de fertilidade vão desde a sub-fertilidade até a esterilidade, e são dependentes


de várias causas, tanto no sistema genital quanto externamente.
O macho, ao contrário da fêmea, precisa : - dominar, perseguir, cortejar a fêmea.
- lutar c/ outros machos.
- alta libido (p/ várias fêmeas em cio).
Portanto tem que estar completamente sadio.

Parâmetros p/ se selecionar touros

Tamanho testicular e Capacidade de


Configuração escrotal serviço
SELEÇÃO DE TOUROS
MAIS FÉRTEIS

Habilidade em descobrir e Qualidade do


efetuar cobertura das fêmeas em cio sêmen

Manifestação de Sub-fertilidade ou Esterilidade do Macho


Impotência coeundi : é a incapacidade do macho de realizar a cópula. Está relacionada c/
problemas de origem anatômica, ou do aparelho locomotor ou nos órgãos genitais externos.
Impotência generandi : é a incapacidade do macho de fecundar a fêmea. Está
relacionada c/ problemas de fertilidade localizados no sêmen.

Causas da Impotência coeundi


1) Com sede extra-genital :
a) lesões dos membros locomotores : afecções de cascos, de tendões, músculos e ossos,
principalmente de membros posteriores (salto) e pelve.
b) lesões do SNC : traumatismos na medula espinhal, tumores, etc.
c) intoxicações diversas : plantas tóxicas, produtos químicos.
d) distúrbios orgânicos em geral : depressão do SNC (hipotálamo, hipófise).
2) Com sede no pênis e prepúcio :
a) anomalias do desenvolvimento : -hipoplasia peniana (curto ou ausente);
- duplicidade de pênis e/ou glande;
- falta de desaparecimento da flexura sigmóide ("S") por disfunção dos músculos retratores do
pênis / disfunção dos músculos prepuciais (cranial, caudal e elevador do prepúcio), que
causam pouca ou nenhuma penetração;
- persistência do frênulo; fimose (óstio prepucial estreito).

b) formação de fundo de saco prepucial : - dorsal (cranial ao óstio prepucial), devido à


prepúcio muito penduloso ou aos músculos prepuciais. [Trat. = descarte ou cirurgia].
- ventral (caudal ao óstio prep.), devido à onfaloflebites mal curadas, herniorrafia mal feita.

c)"fraturas" ou hematomas do pênis : ocorre aumento de volume cranial ao escroto, ou na


região do "S" peniano. A "fratura" é a ruptura de músculos cavernosos c/ extravasamento de
sangue (devido à força que o macho faz na cópula c/ erro na penetração vaginal). Podem
causar aderência. [Trat. = repouso sexual, ducha quente, anti-inflamatório, antibiótico //
Progn.= reservado, + p/ desfavorável].

d) aderências : traumas devido a arame farpado, pastos c/ pendões e espinhos. [Trat.= evitar a
aderência c/ exercício sexual, além de curativos locais].

e) desvios : - congênitos [glande em saca-rolha (em suínos é normal)];


- adquiridos (devido a lesões c/ fibrose e portanto desvio da glande).

f) acrobustite fimose : inflamação na mucosa prepucial (postite), c/ estreitamento e desvio do


óstio prepucial. Ocorre prolapso da mucosa. [Trat.= cirurgia + anti-inflam. e antibiót.].

g) parafimose : incapacidade de recolher o pênis após a cópula ou ereção.


- congênita (distúrbios na involução peniana).
- adquirida [lesões na coluna vertebral (inervação); tumores no pênis (fibropapilomas);
balanite (inflam. da glande); exposição peniana em eqüinos devido à sedação c/
acepromazina; falha no refluxo de sangue do bulbo da glande em cães na ereção espontânea].

h) tumores : aumento de células e sangramento no pênis. [cães = TCVT (tumor de Sticker)].


i) abcessos : ocorrem por lesões traumáticas. Podem causar aderência. [Trat.= curetagem,
depende da localização (extremidades)].

κ Opção ∧ dependendo da qualidade do reprodutor c/ impotência coeundi (adquirida), pode-se


coletar o sêmen c/ eletroejaculador ou massagem das ampolas dos ductos deferentes.

Causas da Impotência generandi


Definições : − Aspermia = ausência de ejaculado (sêmen);
− Azospermia = ausência de espermatozóides no ejaculado;
− Oligospermia = poucos espermatozóides no ejaculado;
− Necrospermia = Sptz mortos ou c/ baixa motilidade, morrendo rapidamente.

1) Esterilidade e sub-fertilidade c/ sede nos testículos :


a) Anomalias do desenvolvimento :
Η hermafroditismo testicular : 1 testículo e 1 ovário, ou ovotestis. (Pseudo-hermafroditas).
Η cistos do paradídimo : são formados por resquícios dos túbulos mesonéfricos (origem dos
ductos eferentes) e causam compressão do parênquima (isquemia e edema).
Η aplasia segmentar dos ductos de Wolff : ausência da parte tubular (epidídimo, ducto
deferente, gl. vesícula seminal). Se for uni-lateral (fértil ou sub-fértil); bi-lateral (estéril).
Η criptorquidismo : falta de descenso total dos testículos. Mais comum em eqüinos (gene
dominante), menos em outras espécies (gene recessivo ligado ao sexo). Ocorre satiríase
(exacerbação sexual) e pode ser bi-lateral (estéril) ou uni-lateral (fértil ou sub-fértil).
[Trat.= castração (animal de lida) e descarte (outros animais)].
Η hipoplasia testicular : é o desenvolvimento incompleto dos testículos.
- Causas = genética : gene recessivo autossômico de baixa penetrância.
adquirida : sub-nutrição (fase de crescimento); doenças pré-puberdade; intoxicações quando
feto ou quando recém-nascido.
- Fertilidade = hipoplasia bi-lateral total (estéril), bi-lateral parcial (sub-fértil), uni-lateral total
(sub-fértil) e uni-lateral parcial (sub-fértil ou mesmo fértil).
- Sintomas = assimetria (na uni-lateral); testículo diminuído, duro (fibrose), ou mole (na
parcial). A hipopl. bi-lateral leva à anafrodisia, e hipoplasia de pênis e glând. acessórias
(↓testost.). Sêmen c/ baixa concent. e alta patologia. [Trat.= descarte; não deve reproduzir].
b) Degeneração testicular : ocorre degeneração das células dos túbulos seminíferos (cél.
Sertoli e cél. germinativas). São problemas adquiridos.
Sintomas = testículos aumentados de volume, flácidos, c/ exagerado descenso do funículo
espermático. Ocorre invasão de tecido conjuntivo nas células do túb. seminífero. (Pode haver
diminuição de volume, c/ consistência firme ou flácida). Diminuição da libido (> infiltração
de fibroblastos). Cauda do epidídimo subdesenvolvida.
Na deg. hidrópica = órgão flácido (vacuolização celular).
Na deg. c/ fibrose e na deg. c/ calcificação = órgão duro e c/ hipotrofia.
O aumento testicular é devido à hipertrofia p/ manter a produção (compensatória).
Alterações = oligospermia ou azospermia. Alta patologia espermática (cabeça, PI e cauda).
Diagnóstico = tamanho (na maioria grande), consistência (na maioria é flácida), redução da
fertilidade (repetições de cio nas fêmeas c/ intervalos normais), deficiência do
espermiograma, diminuição da libido.
Tratamento = quase sempre é irreversível (descarte). Deve-se tentar retirar a causa quando
possível;/ Pode-se tentar FSH, testosterona, vit. A, B (exógenos), mas é difícil. Testosterona
exógena inibe a endócrina;/ Repouso sexual mínimo de 90 dias.
Causas :
Η fatores térmicos diversos : -clima = temperatura ambiente elevada (Bos taurus são +
susceptíveis). P/ prod. de Sptz é necessário temp. testic. ± 5°C abaixo da temp. corporal.
-localizados no escroto = Produtos irritantes como óleo queimado, pomadas, cresol,
matabicheiras, etc.; Ectoparasitas (carrapatos = hiperemia); Excesso de gordura; Alojamento
(baia fechada s/ ventilação)  todos ↑ a temp. testicular c/ hiperemia local.
Η doenças febris : se prolongadas causam ↑ temp. e interfere na termorregulação.
Η doenças caquetizantes : emagrecimento → depressão hipófise → ↓ gonadotrofinas →
↓ ativação de cél. túb. seminífero → degeneração testicular.
Η intoxicações diversas : - Exógenas = carrapaticidas [uso de organofosforados por muito
tempo (melhores são os piretróides)]; Não se deve utilizar Triclorfon (Neguvon* injetável) em
touros. / Plantas tóxicas = ingestão freqüente de "erva de rato".
Η nutricionais : ↑ consumo de carboidratos (acidose metabólica); excesso de uréia
(↓fertilidade); Ração não deve passar de 12% de proteína; Farelo de algodão (contém gossipol
que interfere na espermatogênese, por isso evitá-lo na ração de touros); Farelo de amendoim
(↑ aflatoxina → depressão hipofisária → ↓ função testicular → degeneração).
Macro e micro-minerais = ↓ P e Ca → desnutr. mineral → degen. testicular.
Desnutrição geral, senilidade (desgaste dos dentes) → defic. nutricional → depressão
hipofisária → degen. testicular.

c) Processos inflamatórios : - Orquite: processo inflamatório do testículo.


- Periorquite : processo inflamatório das túnicas que envolvem o testículo.
Causas : Podem ser sépticas ou assépticas
Sépticas ⇒ ascendente = via uretral (polimicrobiana).
descendente = vias hematógena e linfática ou por contigüidade.
Assépticas ⇒ traumática = chute, pisada, paulada.
irritante = picadas de inseto, cobra, etc.
Vacinação contra Brucelose em machos = orquite e epididimite.
Sintomas : agudo ⇒ dor, hipertermia local, andar inseguro, aumento de volume.
crônico ⇒ orquite = deg. hidrópica (flacidez), ou hipotrofia c/ fibrose e calcificação.
periorquite = aderência da túnica e perda de mobilidade do órgão.
Libido = diminuída.
Tratamento ⇒ -uni-lateral = deve-se retirar a causa ou orquiectomia uni-lateral. Duchas frias
e anti-inflamatórios.
-bi-lateral = geralmente é desfavorável. Orquiectomia bi-lateral e descarte (eqüino = serviço).

d) Tumores testiculares
-Sertolioma = mais em cães e gatos, há ↑ de volume do parênquima e ↑ de E2 (feminização).
-Leydigocitoma = não há exceso de prod. de testosterona, mas por compressão há deg. testic.
-Teratoma (cistodermóides) = + em cavalo. Presença de tec. estranho (pelo, cartilagem) no
parênquima testicular.
-Seminomas (cél germinat.) = por compressão causa deg. testic. e impede a espermatogênese.
-Epitelioma = ocorre nas túnicas e na cavidade vaginal do testículo.

2) Esterilidade e sub-fertilidade c/ sede nos epidídimos :


a) Anomalia do desenvolvimento :
Aplasia segmentar = é a obstrução congênita em um determinado ponto do epidídimo.
Epidídimo é um único tubo de ± 40 m. de comprim. (enovelado).
Obstrução → acúmulo de Sptz e líquidos (espermatocele) → irritação → esgota a capacidade
de absorção de Sptz mortos → inflam. crônica → ↑ volume → Granuloma espermático.
Granuloma espermático ⇒ uni-lateral = fértil ou sub-fértil. // bi-lateral = estéril.
Mas a libido não é afetada.

b) Processo inflamatório : Epididimite ∏ Causas semelhantes às orquites e periorquites.


- Causas : sépticas (vias ascendente e descendente) e assépticas (traumatismos e irritações).
- Sintomas : dor, hipertermia local, andar inseguro, aumento de volume. Geralmente está
associado a orquite e periorquite, além de espermatocistite. Podem ser uni ou bi-lateral.
Epididimite pode levar à espermatocele e granuloma espermático.
- Tratamento : ducha fria, anti-inflamatório, antibiótico.
- Prognóstico : se houver obstrução é desfavorável.

c) Disfunção epididimária:
- Genética : alteração no plasma epididimário e na morfologia dos Sptz.
- Composição bioquímica : desequilíbrio Na/K → altera pressão osmótica → defeito na cauda
do Sptz.
- Ausência de enzimas anti-aglutinantes → aglutinação de cabeças dos Sptz, ↓ fertilidade.
- ↑ concentração de Zn → enrolamento da cauda do Sptz (dag defect).

3) Esterilidade e sub-fertilidade c/ sede nas glândulas anexas :


As mais acometidas clinicamente são as glând. vesícula seminal, devido à grande produção de
plasma seminal.
a) Processos inflamatórios : Causas sépticas iguais às das orquites e epididimites, já as
assépticas, por traumas ao toque retal. [cópulas freqüentes = vesíc. seminal ↑volume (fisiol.)]
Espermatocistite ou vesiculite = inflam. das glând. vesícula seminal (+ em ruminantes).
Prostatites = inflam. da próstata (+ em cães e gatos).
- Sintomas : dor à palpação retal, ↑ vol. da glând., ↓ fertilidade, ejaculado c/ piócitos.
- Prognóstico : 3se for inflam. inespecífica (polimicrobiana) = pode-se permitir monta natural,
mas não o envase de sêmen (devido à ↓ qualidade e ruim p/ congelação).
3se for específica (brucelose, tuberculose alojam na ves. semin.) = descarte (transmissível).
- Tratam. : inespecífica = antibióticos e anti-inflam. (mas é difícil).
- Seqüelas : podem ocorrer = - aderências e abcessos.
- fístulas retais ou vesicais (bexiga).
b) Tumores : raros, pode ocorrer algum adenoma.

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