Universidade São Tomas de Moçambique
Faculdade de ética, Ciências Humanas
Licenciatura em Farmácia
Tema: Impacto da falta de medicamentos essenciais na qualidade da assistência
farmacêutica prestada aos pacientes
Xai-Xai, Setembro 2025
Universidade São Tomas de Moçambique
Faculdade de ética, Ciências Humanas
Licenciatura em Farmácia
Estudante:
Jenifa José Tivane
Cadeira: Trabalho de conclusão de curso
Tema: Impacto da falta de medicamentos essenciais na qualidade da assistência
farmacêutica prestada aos pacientes
Trabalho a ser Entregue na
Universidade São Tomas de
Moçambique no curso de Farmácia, na
cadeira de Trabalho de conclusão de
curso sob orientação do Docente: Dr.
Rufino, para fins avaliativos.
Docente: Dr.: Rufino Infante
Xai-Xai, Setembro 2025
Abreviaturas
CNBS – Comité Nacional de Bioética para a Saúde
OMS – Organização Mundial da Saúde
MISAU – Ministério da Saúde de Moçambique
ARV – Antiretroviral
WHO – World Health Organization
HIV – Vírus de Imunodeficiência Humana
Resumo
A falta de medicamentos essenciais constitui um dos maiores desafios para os sistemas
de saúde, particularmente em países de baixa renda como Moçambique. Este estudo tem
como objectivo investigar o impacto da indisponibilidade de medicamentos essenciais na
qualidade da assistência farmacêutica no Hospital Distrital de Quissico. Trata-se de um
estudo descritivo, transversal, com abordagem mista (quantitativa e qualitativa). Serão
aplicados questionários e entrevistas semiestruturadas a profissionais de saúde e
pacientes.
Os resultados esperados incluem a identificação das principais causas de ruptura de
estoque, os efeitos sobre a adesão ao tratamento e a satisfação dos pacientes, bem como
propostas de melhoria para a gestão de medicamentos no hospital. Espera-se que este
estudo contribua para o fortalecimento das políticas públicas de saúde, redução de custos
relacionados à ineficiência no abastecimento e aumento da qualidade de vida dos
pacientes.
Palavras-chave: falta de medicamentos; assistência farmacêutica; gestão hospitalar;
Quissico; Moçambique.
Abstract
The lack of essential medicines is one of the biggest challenges for health systems,
particularly in low-income countries such as Mozambique. This study aims to investigate
the impact of the unavailability of essential medicines on the quality of pharmaceutical
care at the Quissico District Hospital. This is a descriptive, cross-sectional study with a
mixed approach (quantitative and qualitative). Questionnaires and semi-structured
interviews will be applied to health professionals and patients.
Expected results include identifying the main causes of stock-outs, the effects on
treatment adherence and patient satisfaction, as well as improvement proposals for
medicine management at the hospital. It is expected that this study will contribute to
strengthening public health policies, reducing costs related to inefficiency in supply, and
improving patients’ quality of life.
Keywords: drug shortage; pharmaceutical care; hospital management; Quissico;
Mozambique
Sumário
1. Introdução ..................................................................................................................... 7
1.1. Contextualização ................................................................................................... 7
1.2. Delimitação do Tema............................................................................................. 7
1.3. Abordagem do Problema ....................................................................................... 8
1.4. Questão de Pesquisa .............................................................................................. 8
1.5. Justificativa ............................................................................................................ 8
2. Revisão de literatura ..................................................................................................... 9
3. Objectivos ................................................................................................................... 11
3.1. Objectivo Geral/ Hipóteses .................................................................................. 11
3.2. Objectivos Específicos ........................................................................................ 11
3.3. Hipótese nula: ...................................................................................................... 12
3.4. Hipótese alternativa: ............................................................................................ 12
4. Metodologia ................................................................................................................ 12
4.1. Descrição do Local de Estudo ............................................................................. 12
4.2. População do Estudo ........................................................................................... 12
4.3. Critérios de Elegibilidade .................................................................................... 12
4.3.1. Critérios de Inclusão ..................................................................................... 12
4.3.2. Critérios de Exclusão .................................................................................... 12
4.4. Amostragem e Tamanho da Amostra .................................................................. 13
4.5. Tipo de Estudo ..................................................................................................... 13
4.6. Técnicas e Instrumentos de Recolha de Dados ................................................... 13
4.7. Variáveis .............................................................................................................. 13
4.8. Procedimentos de Estudo .................................................................................... 14
4.9. Gestão e Análise de Dados .................................................................................. 14
4.10. Disseminação do Estudo.................................................................................... 14
4.11. Limitações do Estudo ........................................................................................ 14
4.12. Previsão de Término do Estudo ......................................................................... 15
4.13. Considerações Éticas ......................................................................................... 15
5. Orçamento .................................................................................................................. 15
6. Cronograma ................................................................................................................ 15
7. Referências bibliográficas .......................................................................................... 17
1. Introdução
1.1. Contextualização
O acesso universal a medicamentos essenciais é reconhecido pela Organização Mundial
da Saúde (OMS) como um direito fundamental de todos os cidadãos (WHO, 2023). No
entanto, estima-se que cerca de dois bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso
regular a medicamentos essenciais, sendo a maioria em países de baixa e média renda
(WHO, 2022).
A disponibilidade de medicamentos essenciais não é apenas uma questão técnica, mas
também um indicador directo da eficácia dos sistemas de saúde. Em Moçambique, relatos
do Ministério da Saúde (MISAU, 2023) apontam para frequentes rupturas de estoque de
medicamentos essenciais, tanto em hospitais provinciais como distritais. Essa situação
compromete a qualidade da assistência prestada, afecta a confiança dos pacientes nos
serviços de saúde e aumenta a probabilidade de desfechos negativos relacionados à saúde.
Segundo Marconi e Lakatos (2021), a pesquisa científica deve partir de um problema
concreto e observável, demandando investigação sistemática e rigorosa para a busca de
soluções viáveis. Assim, compreender as causas e consequências da falta de
medicamentos no Hospital Distrital de Quissico é de suma importância para propor
alternativas de melhoria que possam impactar directamente a gestão hospitalar e a
qualidade da assistência farmacêutica.
Estudos recentes na África Subsaariana têm mostrado que a falta de medicamentos
essenciais está associada à baixa adesão ao tratamento, ao aumento da automedicação e
até ao risco de desenvolvimento de resistência antimicrobiana (Nguyen et al., 2021;
Adebayo et al., 2022). Além disso, a indisponibilidade de medicamentos compromete o
cumprimento das diretrizes clínicas estabelecidas por organismos internacionais e
nacionais (MISAU, 2024).
1.2. Delimitação do Tema
Segundo Lakatos e Marconi (2021), a delimitação do tema é fundamental para restringir
a abrangência da pesquisa, tornando-a exequível e cientificamente viável. A definição
clara do espaço, tempo e população estudada permite maior objectividade na colecta e
análise dos dados.
7
O presente estudo será realizado no Hospital Distrital de Quissico, localizado na
Província de Inhambane, Moçambique. A investigação será conduzida no segundo
semestre 2025, com foco na análise da falta de medicamentos essenciais e suas
repercussões na assistência farmacêutica.
1.3. Abordagem do Problema
A escassez de medicamentos essenciais tem sido documentada em diversos países
africanos. Em um estudo realizado na Nigéria, observou-se que 37% dos hospitais
avaliados apresentaram rupturas frequentes de medicamentos essenciais (Adebayo et al.,
2022). Em Moçambique, a situação não é diferente: segundo dados do MISAU (2023),
cerca de 45% das unidades sanitárias reportaram falta de pelo menos um medicamento
essencial durante o ano.
No Hospital Distrital de Quissico, pode ser que observe-se frequentemente a ausência de
medicamentos para condições crónicas como hipertensão, diabetes e HIV, além de
fármacos para o tratamento de doenças infecciosas como a malária. A ruptura de estoque
compromete a continuidade terapêutica, gera insatisfação nos utentes e aumenta os custos
indirectos com saúde.
1.4. Questão de Pesquisa
Segundo Creswell (2022), a problematização é o processo de identificar uma situação de
pesquisa que demanda estudo sistemático e que possui relevância social e científica. Para
Marconi e Lakatos (2021), um bom problema deve ser formulado em forma de questão
clara e objectiva, susceptível de investigação empírica.
Quais são os impactos da falta de medicamentos essenciais na qualidade da
assistência farmacêutica prestada no Hospital Distrital de Quissico?
1.5. Justificativa
Segundo Marconi e Lakatos (2021), a justificativa de um trabalho científico deve
evidenciar a relevância social, científica e prática da investigação. Já de acordo com a
OMS (2022), garantir o acesso a medicamentos essenciais é um dos pilares fundamentais
para alcançar a cobertura universal em saúde.
Este estudo é relevante sob os pontos de vista social, científico e político. Socialmente,
busca contribuir para a melhoria do acesso a medicamentos essenciais, promovendo a
adesão ao tratamento e a satisfação dos pacientes. Cientificamente, o estudo preencherá
8
uma lacuna existente na literatura nacional sobre o impacto da falta de medicamentos nos
hospitais distritais. Politicamente, os resultados poderão subsidiar gestores de políticas
públicas de saúde na elaboração de estratégias mais eficazes de gestão de medicamentos.
Segundo a OMS (2022), o fortalecimento dos sistemas de abastecimento e a
implementação de práticas de gestão baseadas em evidências são fundamentais para
garantir a disponibilidade de medicamentos e melhorar os resultados em saúde. Portanto,
a realização desta pesquisa no Hospital Distrital de Quissico pode representar um
contributo directo para a melhoria da qualidade da assistência farmacêutica no país.
2. Revisão de literatura
A revisão da literatura é um passo essencial em qualquer pesquisa científica, pois permite
compreender o estado actual do conhecimento sobre o tema, identificar lacunas e
construir a base teórica que sustentará a investigação (Marconi & Lakatos, 2021).
No presente estudo, a literatura será analisada em diferentes níveis: global, continental e
nacional, com ênfase nos desafios enfrentados no Hospital Distrital de Quissico.
Perspectiva global
O acesso a medicamentos essenciais foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde
(OMS, 2022) como parte integrante do direito humano à saúde. Ainda assim, estima-se
que cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo não tenham acesso regular a medicamentos
essenciais (WHO, 2023). Os factores mais frequentemente associados à escassez incluem
falhas logísticas, dependência de importações, baixa capacidade de produção local e má
gestão de estoques (Bigdeli et al., 2021).
De acordo com Wirtz et al. (2022), a falta de medicamentos essenciais afecta
principalmente países de baixa e média renda, impactando negativamente a adesão ao
tratamento, aumentando a morbimortalidade e os custos em saúde. Além disso, a
pandemia da COVID-19 agravou ainda mais esse cenário, ao interromper cadeias de
fornecimento e gerar escassez de medicamentos críticos (OECD, 2021).
A Realidade Africana
Na África Subsaariana, a falta de medicamentos essenciais é um problema crónico, com
graves repercussões para os sistemas de saúde. Segundo Adebayo et al. (2022),
aproximadamente 37% dos hospitais avaliados na Nigéria apresentaram rupturas
9
frequentes de estoque de medicamentos essenciais. Em Gana, Boateng et al. (2023)
identificaram que as falhas na gestão de inventários e a dependência excessiva de
importações são os principais factores responsáveis pela escassez.
A escassez compromete não apenas os pacientes, mas também os profissionais de saúde.
Médicos e farmacêuticos, diante da falta de medicamentos, muitas vezes são obrigados a
improvisar terapias ou orientar os pacientes a comprar os fármacos no sector privado, o
que gera desigualdade no acesso (Nguyen et al., 2021).
Além disso, estudos apontam que a falta de medicamentos contribui para o aumento da
automedicação e do uso de alternativas ineficazes, aumentando o risco de resistência
antimicrobiana e piora de doenças crónicas (WHO, 2022; Okeke et al., 2023).
O Contexto Moçambicano
Em Moçambique, a disponibilidade de medicamentos essenciais é uma prioridade do
Ministério da Saúde (MISAU, 2023), que adopta a Lista Nacional de Medicamentos
Essenciais como guia para o abastecimento. No entanto, relatórios recentes indicam que
cerca de 45% das unidades sanitárias reportaram falta de pelo menos um medicamento
essencial em 2023 (MISAU, 2024).
As principais causas incluem:
Rupturas nas cadeias de fornecimento;
Dependência de doadores e organizações internacionais;
Falhas na previsão de consumo;
Problemas logísticos no transporte e armazenamento (Givá et al., 2022).
De acordo com Chissano et al. (2021), a indisponibilidade de medicamentos essenciais
em hospitais distritais compromete directamente a adesão ao tratamento em pacientes
com doenças crónicas, como HIV e hipertensão, resultando em maiores taxas de
abandono terapêutico.
O Caso do Hospital Distrital se Quissico
O Hospital Distrital de Quissico, pode estar a enfrentar desafios relacionados à
disponibilidade de medicamentos. Profissionais da saúde e pacientes frequentemente
10
podem relatar a ausência de medicamentos para hipertensão, diabetes, malária e até
alguns antibióticos básicos.
Estudos locais ainda são escassos, mas relatos de gestores e relatórios distritais (Serviços
Distritais de Saúde, 2023) indicam que a falta de medicamentos compromete não apenas
a qualidade da assistência, mas também a confiança da população no sistema de saúde.
Além disso, a população atendida pelo hospital, em sua maioria rural e de baixa renda,
encontra dificuldades em recorrer ao sector privado para adquirir medicamentos
indisponíveis no hospital. Isso amplia a desigualdade no acesso e expõe os utentes a riscos
de complicações graves e até fatais.
3. Objectivos
Segundo Marconi e Lakatos (2021), os objectivos de uma pesquisa científica representam
as intenções do pesquisador e orientam todas as etapas do estudo. Devem ser formulados
de maneira clara e precisa, estabelecendo os resultados esperados da investigação. Da
mesma forma, Creswell (2022) enfatiza que objectivos bem definidos permitem alinhar
o problema de pesquisa com a metodologia adoptada, aumentando a validade dos
achados.
3.1. Objectivo Geral/ Hipóteses
Avaliar o impacto da falta de medicamentos essenciais na qualidade da assistência
farmacêutica no Hospital Distrital de Quissico.
3.2. Objectivos Específicos
Identificar os principais medicamentos essenciais em falta no Hospital Distrital
de Quissico durante o período de estudo.
. Analisar as causas da ruptura de estoque de medicamentos essenciais no hospital.
Avaliar as consequências da falta de medicamentos na adesão ao tratamento pelos
pacientes.
Propor recomendações para a melhoria da gestão de medicamentos no hospital.
De acordo com Creswell (2022), as hipóteses orientam a pesquisa quantitativa ao propor
possíveis respostas para a questão investigada, devendo ser testáveis e relacionadas aos
objectivos do estudo. Já Marconi e Lakatos (2021) salientam que a formulação de
hipóteses fornece direcção à colecta e análise de dados, além de permitir a verificação das
suposições iniciais do pesquisador.
11
3.3. Hipótese nula:
A falta de medicamentos essenciais não tem impacto significativo na qualidade da
assistência farmacêutica no Hospital Distrital de Quissico.
3.4. Hipótese alternativa:
A falta de medicamentos essenciais compromete significativamente a qualidade da
assistência farmacêutica no Hospital Distrital de Quissico.
4. Metodologia
4.1. Descrição do Local de Estudo
O estudo será realizado no Hospital Distrital de Quissico, localizado na Província de
Inhambane, sul de Moçambique. O hospital é a principal unidade sanitária do distrito,
atendendo uma população estimada em 150.000 habitantes (Instituto Nacional de
Estatística, 2024). O hospital oferece serviços de medicina geral, pediatria, maternidade,
urgências e farmácia hospitalar.
4.2. População do Estudo
A população do estudo será composta por:
Profissionais de saúde do Hospital Distrital de Quissico (farmacêuticos, técnicos
de farmácia, médicos, enfermeiros e agentes de serviços envolvidos na prescrição,
gestão e dispensação de medicamentos).
Utentes do hospital, em tratamento para doenças crónicas (hipertensão, diabetes,
HIV, tuberculose) e doenças agudas (malária, infecções respiratórias, etc.).
Segundo o relatório distrital de saúde (Serviços Distritais de Saúde, 2023), o hospital
realiza em média 8.000 consultas externas por mês, com grande procura por
medicamentos do programa de HIV/SIDA, antimaláricos e antibióticos.
4.3. Critérios de Elegibilidade
4.3.1. Critérios de Inclusão
Profissionais de saúde com pelo menos 6 meses de trabalho no hospital.
Utentes com idade ≥ 18 anos, em tratamento para doenças crónicas ou agudas,
que utilizem medicamentos essenciais.
4.3.2. Critérios de Exclusão
Utentes menores de 18 anos.
12
Pacientes em situação de emergência, incapazes de responder às entrevistas.
Profissionais em licença médica ou ausentes durante o período de colecta de
dados.
4.4. Amostragem e Tamanho da Amostra
A amostragem será não probabilística, intencional, dado o interesse específico em grupos
directamente afectados pela falta de medicamentos.
Profissionais de saúde: pretende-se entrevistar aproximadamente 25 profissionais.
4.5. Tipo de Estudo
Será um estudo observacional, descritivo, transversal, com abordagem mista quantitativa
que permitirá mensurar a frequência e os padrões de falta de medicamentos e qualitativa
que possibilitará compreender a percepção dos profissionais e utentes sobre o impacto da
indisponibilidade
De acordo com Creswell (2022), a pesquisa de métodos mistos é indicada quando se
pretende explorar não apenas dados estatísticos, mas também as experiências e narrativas
dos participantes.
4.6. Técnicas e Instrumentos de Recolha de Dados
Segundo Mores (2003) a técnica de recolha de dados "é um instrumento de processos
elaborados para garantir informações, a colecta e análise de dados". Assim, serão
utilizadas, para esta pesquisa, as seguintes técnicas: entrevista e análise documental.
Entrevistas semiestruturadas com profissionais de saúde.
Questionários estruturados aplicados a utentes.
Os instrumentos serão elaborados pelo pesquisador com base em estudos semelhantes
(Boateng et al., 2023; Givá et al., 2022).
4.7. Variáveis
Objectivos Específicos Variáveis
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Identificar os medicamentos em falta Lista de medicamentos, frequência de
ruptura
Analisar as causas da ruptura de estoque Logística, financiamento, gestão, previsão
de consumo
Avaliar consequências na adesão ao Número de doses faltosas, interrupção de
tratamento tratamento, automedicação
Investigar percepção de profissionais e Confiança no sistema, estratégias
utentes alternativas
4.8. Procedimentos de Estudo
Solicitação de autorização ao hospital
Realização de entrevistas individuais com profissionais de saúde (10–15 minutos
cada).
Aplicação de questionários a utentes na saída da farmácia hospitalar.
Análise documental dos relatórios de estoque.
4.9. Gestão e Análise de Dados
Os dados serão armazenados no computador, confidenciados por senha.
Os dados quantitativos serão analisados no software SPSS versão 26.
Os dados qualitativos serão transcritos e analisados por meio de análise de
conteúdo (Bardin, 2021), permitindo identificar categorias temáticas sobre a
percepção de profissionais e utentes.
4.10. Disseminação do Estudo
Os resultados serão apresentados:
Em defesa académica do trabalho.
4.11. Limitações do Estudo
Amostragem não probabilística, o que pode limitar a generalização dos resultados.
Possível viés de resposta nas entrevistas, já que alguns participantes podem não
relatar suas percepções de forma completa.
Falta de estudos anteriores específicos no Hospital Distrital de Quissico para
comparação.
14
4.12. Previsão de Término do Estudo
Início: Outubro de 2025
Término: Janeiro de 2026
4.13. Considerações Éticas
O estudo seguirá os princípios da Declaração de Helsínquia e as normas do CNBS.
Recrutamento: será feito entre utentes e profissionais voluntários.
Confidencialidade: os dados serão codificados e armazenados em formato digital
protegido por senha.
Riscos: risco mínimo, relacionado apenas ao desconforto em responder perguntas.
Benefícios: contribuir para melhorias na gestão de medicamentos e na qualidade
da assistência.
5. Orçamento
Segundo Marconi & Lakatos (2021), a previsão de custos é essencial em projectos de
pesquisa para garantir viabilidade e execução adequada.
N/ODescricao QT PU TOTAL
1 Copias de questionario 200 5,00 1 000,00
2 Esferrograficas 2 10,00 20,00
3 Resma de papel A4 1 270,00 270,00
4 Credito (chamadas e internet) 1 500,00 500,00
5 Impressão e encadernação do relatório final 3 300,00 900,00
6 Transporte 1 1 000,00 1 000,00
7 Lache 4 120,00 480,00
8 Outros 1 1 200,00 1 200,00
Custo total 5 370,00
6. Cronograma
Meses
Actividades Setembro Outubro Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro
Elaboração do X
protocolo de
pesquisa
15
Preparação dos X
instrumentos de
recolha de dados
Colecta de dados no X
H. de Quissico
Relatório de trabalho X
do campo
Análise de dados X
Apresentação dos X
resultados
preliminares
Revisão de literatura X X X X X X
Revisão pelo X
orientador
Apresentação do X
relatório final
Publicação X
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7. Referências bibliográficas
Adebayo, A., Olayemi, A., & Johnson, F. (2022). Essential medicine shortages in sub-
Saharan Africa: causes and consequences. African Journal of Pharmacy and
Pharmacology, 16(4), 55–64. [Link]
Bigdeli, M., Jacobs, B., Tomson, G., & Laing, R. (2021). Access to medicines from a
health system perspective. Health Policy and Planning, 36(7), 1015–1025.
[Link]
Creswell, J. W. (2022). Research design: Qualitative, quantitative, and mixed methods
approaches (6th ed.). Thousand Oaks, CA: Sage Publications.
GIL, A. C. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2021.
Marconi,& Lakatos. (2021). Metodologia científica (8ª ed.). São Paulo: Atlas.
Ministério da Saúde de Moçambique (MISAU). (2023). Relatório anual de avaliação do
sistema de abastecimento de medicamentos essenciais. Maputo: MISAU.
Ministério da Saúde de Moçambique (MISAU). (2024). Lista Nacional de Medicamentos
Essenciais. Maputo: MISAU.
MISAU – MINISTÉRIO DA SAÚDE DE MOÇAMBIQUE. Relatório Anual de Saúde
2023. Maputo: MISAU, 2023.
OMS – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Universal Health Coverage and
Access to Medicines: 2022 Progress Report. Geneva: WHO, 2022.
WHO. (2023). Universal health coverage and essential medicines. Geneva: World Health
Organization. [Link]
Wirtz, V. J., Hogerzeil, H. V., Gray, A. L., & Reich, M. R. (2022). Essential medicines
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17