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Aula 04

O documento aborda a compactação e o movimento da água nos solos, destacando a importância da compactação para a engenharia e os métodos de ensaio, como o Ensaio de Proctor. A água nos solos é discutida em termos de sua permeabilidade e percolação, enfatizando como a umidade afeta a resistência do solo e a construção. O conteúdo é dividido em aulas que exploram esses temas de forma teórica e prática, com referências para aprofundamento.

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Aula 04

O documento aborda a compactação e o movimento da água nos solos, destacando a importância da compactação para a engenharia e os métodos de ensaio, como o Ensaio de Proctor. A água nos solos é discutida em termos de sua permeabilidade e percolação, enfatizando como a umidade afeta a resistência do solo e a construção. O conteúdo é dividido em aulas que exploram esses temas de forma teórica e prática, com referências para aprofundamento.

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COMPACTAÇÃO E MOVIMENTO DA ÁGUA NOS SOLOS

76 minutos

 Aula 1 - Compactação de solos

 Aula 2 - A água nos solos

 Aula 3 - Permeabilidade dos solos

 Aula 4 - Percolação nos solos

 Aula 5 - Compactação e movimento de água nos solos

 Referências

Aula 1

COMPACTAÇÃO DE SOLOS
Iniciaremos, neste momento, uma nova etapa da disciplina de Geologia e Mecânica dos Solos,
abordando a importância da compactação dos solos para os estudos da engenharia.
16 minutos

INTRODUÇÃO

Olá, estudante!
Iniciaremos, neste momento, uma nova etapa da disciplina de Geologia e Mecânica dos Solos, abordando a
importância da compactação dos solos para os estudos da engenharia. Para a correta apropriação dos
termos, a compactação de um solo pode ser entendida como a densificação do solo com a utilização de
equipamentos como o rolo compactador ou. a depender do tipo de obra, simplesmente os soquetes manuais.
Trazendo para a realidade das nossas obras, com a compactação, desejamos, por exemplo, a redução da
permeabilidade e de possíveis recalques, bem como o aumento de resistência e rigidez do solo.
Nesta aula, abordaremos o ensaio normal de compactação, também conhecido como Ensaio de Proctor, em
homenagem ao engenheiro norte-americano responsável pela descoberta dos efeitos da compactação em
aterros na década de 1930.
CONCEITUANDO A COMPACTAÇÃO DE SOLOS

Olá, estudante! Vamos dar início a uma abordagem inicial do tema de nossa aula. Buscaremos, durante todo o
material, relembrar e unir os conhecimentos já abordados com a intenção de alinharmos todas as
informações. Conceitualmente, é importante entendermos que o assunto não se inicia em nossos dias; assim
como Proctor fez suas observações na década de 1930, o homem vem verificando essa importância desde os
tempos antigos. A partir de agora, você entenderá melhor como isso ocorreu. Vamos lá?
É interessante notar que, mesmo nos tempos mais antigos, o homem verificou a importância da compactação
aplicada às construções, como a melhoria das propriedades de solos em contato com a água, por exemplo.
Sem estudos mais aprofundados e baseados na vivência e experiência, sabiam que o solo adquiria
propriedades satisfatórias para as construções quando compactado. Existem vestígios de que essa técnica era
utilizada em meados de 3.500 a.C., pelo povo inca, para a construção de estradas.
Aplicando um experimento simples para o entendimento do fenômeno, Botelho (2014) sugere preencher ¾ de
um recipiente de vidro com grãos de arroz e, logo após, bater no recipiente de forma cuidadosa, aplicando
uma vibração. Essa ação fará com que os grãos se acomodem, ocupando cerca de 65% da altura que antes era
de 75%, e essa redução de volume se dará pela expulsão do ar dos vazios entre as partículas dos grãos, que
ocupava um espaço mais considerável antes da vibração.
Sempre que pensamos em um aterro, por exemplo, o solo transportado e depositado tende a não atingir a
resistência esperada, permitindo grandes deformações e apresentando-se fofo e heterogêneo. Ao aumentar o
contato entre as partículas, tornando o aterro mais homogêneo, é possível obter resultados satisfatórios para
a construção desejada.
Seguindo nossa abordagem apresentada na introdução desta aula, Proctor verificou que quando uma energia
de compactação é aplicada no solo, seja pela quantidade de golpes de um soquete seja em uma obra, por
meio de um equipamento que passa repetidas vezes sobre o solo, por exemplo, a massa específica resultante
é função da umidade em que o solo estiver.
Com base na observação acima, podemos entender a importância da realização do ensaio de compactação e
dos dados retirados dele. Ao lermos a norma ABNT NBR 7182:2016 Versão Corrigida:2020 – Solo – Ensaio de
compactação, verificamos os procedimentos para a execução desse ensaio, em que visamos a obtenção do
peso específico seco e da umidade ótima do solo analisado. Quando tratamos da umidade ótima, estamos nos
referindo àquela em que o solo estudado atinge a maior massa específica aparente seca. Em outras palavras,
a umidade nesse ponto de massa específica aparente seca máxima recebe o nome de umidade ótima.
COMPACTAÇÃO DOS SOLOS

A partir de agora, abordaremos com maiores detalhes a execução do Ensaio de Proctor, em homenagem ao
brilhante engenheiro que, por meio de suas observações, fez importantes contribuições para o entendimento
da compactação dos solos. Está preparado para a nova etapa? Então, vamos lá!
Para que tenha um melhor entendimento, lembre-se de que o Ensaio de Proctor, hoje chamado Ensaio
Normal de Proctor, visa a obtenção do peso específico máximo e a umidade ótima do solo analisado. As
etapas do ensaio estão descritas detalhadamente na ABNT NBR 7182:2016 Versão Corrigida:2020 – Solo –
Ensaio de compactação e consiste em compactar a amostra analisada em três camadas em um recipiente de
formato cilíndrico de 1000 cm³. Em cada camada, devem ser aplicados 26 golpes com um soquete manual de
2,5 kg a uma altura de 30,5 cm de altura. O ensaio deverá ser realizado com diferentes teores de umidade,
pelo menos para a obtenção de 5 pontos, e é de extrema importância que façamos dois pontos na região seca
e dois pontos na região úmida, esquerda e direita da curva, a fim de que tenhamos os pontos para a curva de
compactação que anteriormente abordamos.
A compactação em campo deve ser feita espalhando-se o material em camadas horizontais, buscando a
maior uniformidade possível e com o auxílio de rolos compressores, pilões e vibradores, bem como carros-
pipa com barra de distribuição para irrigar. Procure sempre alinhar os conhecimentos teóricos até aqui
abordados com a prática em campo, e para a correta adição de água, deve-se calcular considerando a barra
de distribuição e a velocidade do carro-pipa. As camadas deverão ter espessura entre 15 e 30 cm, e a
quantidade de vezes que o rolo compressor passará sobre o solo deverá ser determinado com base no trecho
retirado e ensaiado como modelo, que deve ser previsto anteriormente, ao início das atividades. Vale
ressaltarmos que, acima de 10 passadas, a compactação se torna pouco efetiva e o custo pode tornar-se
economicamente inviável.
Aqui, vale lembrar que a avaliação do engenheiro como profissional responsável da obra deve ser minuciosa e
equilibrada na busca do maior aproveitamento com o menor custo possível, nunca se esquecendo da
qualidade e da segurança. Está se sentindo mais confiante para as decisões? Então, vamos continuar!
O controle de compactação deve ser feito levando-se em consideração o valor do teor de umidade e o peso
específico aparente do material, mesmos índices que anteriormente abordamos.
Aplicamos, aqui, o grau de compactação (GC) que relaciona o peso específico aparente seco obtido no campo
e o peso específico aparente seco máximo obtido no laboratório. Dessa forma, temos:
γ d (campo)
GC = × 100
γ ó
(laborat rio)
á
d,m x

Outra ferramenta amplamente utilizada para a determinação da umidade ótimo e do peso específico seco
máxima é o Índice de Suporte Califórnia, porém voltado às rodovias nos pavimentos flexíveis. Em maiores
detalhes, para obtenção dos valores acima citados, esse ensaio é executado compactando-se a amostra em 5
camadas com 55 golpes, peso de 4,563 kg e altura de queda de 45,7 cm em um cilindro de 15 cm de diâmetro
e 17,5 cm de altura, com um colarinho que estende em mais 5 cm a altura. No fundo falso, usa-se o disco
espaçador.
APLICANDO OS CONHECIMENTOS SOBRE COMPACTAÇÃO DOS SOLOS

Seguiremos nosso conteúdo em busca das aplicações até aqui relatadas. Aquele que é responsável por
projetos e execução de obras de terra precisa estar alinhado com os conhecimentos de compactação dos
solos, para que sempre esteja um passo à frente. Lembre-se de que o solo é a base de nossas construções,
dessa forma, pode interferir em todo o restante do processo construtivo de uma edificação. No mais,
seguiremos com aplicações que elucidarão melhor cada conceito. Vamos lá?
Iniciaremos relembrando os pontos de análise para a compactação em campo já abordada de forma teórica
nesta aula. Entenda que a decisão da área de empréstimo exige análise, pois um erro pode inviabilizar
economicamente; não obstante, devemos atender também aos critérios técnicos. Aqui, cabe uma boa
avaliação por parte dos profissionais; na escolha, devemos observar a distância do ponto de empréstimo ao
local da obra e avaliar as características geotécnicas desse material, atentando-se cuidadosamente à umidade
natural do ponto de empréstimo e à umidade ótima de compactação, pois o acerto da umidade pode ser
consideravelmente de alto custo.
Um segundo ponto de extrema importância diz respeito ao transporte e espalhamento do solo, pois a camada
a ser espalhada quando está solta deve ser compatível com a espessura final, geralmente, na faixa de 15 a 20
cm, visto os equipamentos não atingirem profundidades maiores. A espessura de espalhamento segue um
padrão para cada tipo de solos, mas, geralmente, entre 22 e 23 cm, que resultarão em uma camada de
aproximadamente 15 cm de solo compactado.
Um terceiro ponto seria quanto ao acerto da umidade. Assim como indicado no primeiro item, este deve ser
feito de forma prudente, para que atenda aos requisitos técnicos sem tornar-se inviável economicamente.
Baseando-se no primeiro item, que foi atendido de forma satisfatória, este acerto pode ser feito por meio de
irrigação ou aeração seguida de técnica para homogeneização do solo, podendo ser por revolvimento
mecânico.
Em quarto, citamos a compactação propriamente dita, e o ponto crucial é a escolha dos equipamentos certos
para cada tipo de solo. Mas afinal, qual escolher para obter um resultado satisfatório? Aqui vai um resumo
para lhe ajudar na escolha. Assim, temos: rolos de carneiro – indicados para solos argilosos, pois, nas
primeiras passadas, consegue penetrar na camada, evitando a formação de uma placa superficial que reduza
a ação do equipamento com a profundidade; rolos pneumáticos – eficientes para vários solos, pois permite a
adaptação do peso e da pressão dos pneus; e os rolos vibratórios – indicados para solos granulares.
Diante disso, o conteúdo ficou mais claro? Vamos continuar com as indicações para uma situação prática de
compactação em campo para um solo granular?
Como os ensaios de compactação são pouco utilizados para areias e pedregulhos, indica-se a realização por
vibração, pois maiores densidades secas são encontradas no estado saturado da areia e, depois, no estado
seco. Você pode se perguntar: “Como farei o controle da compactação para as areias, então?” Isso se dará por
meio da compacidade relativa, pedindo que sejam alcançados valores iguais ou superiores a 65 ou 70%. Esses
valores precisam estar classificados por meio dos grupos propostos por Terzaghi; na tabela, verificamos que
areias com compacidade acima de 66% são consideradas compactadas. Analisando de forma geotécnica, seria
importante a consideração do conceito de índice de vazios crítico.
VÍDEO RESUMO

Olá, estudante!
Neste vídeo, abordaremos de forma mais aprofundada os conhecimentos introduzidos nesta aula.
Convidamos você a conhecer mais a compactação de solos, desde o seu histórico, com engenheiros que
formataram as teorias, até a execução de ensaios para obtenção das informações fundamentais aos cálculos,
com exemplos em aplicações práticas. Vamos lá?

 Saiba mais
Olá, estudante!
O que achou dos conhecimentos abordados até aqui? Nesta aula, sugerimos que façam a leitura da obra
a seguir, especialmente do capítulo 3, página 19, com maior atenção à página 20, que contextualiza, em
outras palavras, o peso específico e a umidade.
BOTELHO, M. H. C. Princípios da mecânica dos solos e fundações para a construção civil. São Paulo:
Editora Blucher, 2014.
Indicamos, também, a leitura da obra a seguir, a partir do capítulo 9, página 81.
CAPUTO, H. P.; CAPUTO, A. N. Mecânica dos solos: teoria e aplicações. São Paulo: Grupo GEN, 2022.
ATENÇÃO! Os livros indicados estão disponíveis na Biblioteca Virtual e são de suma importância para um
maior aprofundamento no assunto. Não perca a oportunidade de adquirir ainda mais conhecimento!

Aula 2

A ÁGUA NOS SOLOS


Dando seguimento ao nosso conteúdo, iniciaremos os estudos voltados à água nos solos.
17 minutos

INTRODUÇÃO

Olá, estudante!
Dando seguimento ao nosso conteúdo, iniciaremos os estudos voltados à água nos solos.
Sabe-se que a água ocupa parte considerável dos vazios do solo, e quando sujeita a diferenças de potenciais,
desloca-se no seu interior, e essa migração é um conhecimento de grande valia para nós, pois auxilia na
construção das edificações, principalmente quando abordamos as tensões que ela pode provocar.
Seguindo nossas referências bibliográficas, que você pode acessar na biblioteca virtual, ressaltamos três
principais pontos em nossos estudos sobre percolação, isto é, o movimento da água no solo, que são: cálculo
de vazões, análise de recalques e estudos de estabilidade. Em nosso próximo bloco e ao decorrer de nossos
estudos, você entenderá melhor os conceitos de cada um dos pontos e suas aplicações nas obras de
engenharia.
Vamos lá?

CONCEITUANDO A PERCOLAÇÃO DO SOLO

Seguindo a nossa caminhada de estudos, agora, faremos a conceituação de alguns termos fundamentais ao
entendimento do nosso novo assunto: percolação de água nos solos.
O assunto torna obrigatório o resgate da conceituação do ciclo hidrológico, e sabemos que o lençol freático é
formado pela água evaporada dos oceanos e rios, que formam nuvens e caem novamente sobre os oceanos e
solos. Essa água, aos poucos, por ação da gravidade, vai escoando pelo solo, porém parte dela migra até a
superfície, formando os conhecidos olhos de água.
Os solos arenosos, conforme você aprendeu nas unidades anteriores, por serem compostos de partículas
maiores, facilitam a infiltração de água da chuva (águas superficiais); já nos solos argilosos, o comportamento
é contrário, visto os tamanhos das partículas serem menores, dessa forma, a água tem mais dificuldade para
infiltrar, logo, parte da água superficial chega ao lençol e a maior parte fica caminhando pela superfície do
terreno. Aliás, esse conhecimento é fundamental, pois sabemos que a água retida no solo aumenta o seu
peso específico e diminui a resistência do solo ao cisalhamento, como um corte.
Com base em nossos conhecimentos já adquiridos em mecânica dos fluidos, entendemos que na prática, a
água deve ser considerada incompressível e sem resistência ao cisalhamento; com isso, podemos entender
que, quando submetida a altas pressões, penetra nas microfissuras e poros, promovendo tensões que podem
levar a colapsos de maciços de solos.
Segundo Caputo (2022), permeabilidade pode ser entendida como a propriedade que o solo apresenta de
permitir o escoamento da água através dele, e o seu grau de permeabilidade é expresso numericamente pelo
coeficiente de permeabilidade, determinado pela letra k, e iremos apresentar a conservação de energia pela
equação de Bernoulli, e esse coeficiente supracitado será determinado por meio da Lei de Darcy.
A maior parte de nosso estudo do fluxo de água será visualizado por meio de um permeâmetro, assunto que
será abordado com maior ênfase em nossa próxima aula, porém, conceitualmente, será apresentado nesta
seção. Trata-se de um modelo que representa uma situação real da engenharia e não de um equipamento de
ensaio; ainda, é importante salientarmos que o valor do coeficiente de permeabilidade é variável em função
do tipo de solo e, em um mesmo solo, pode variar em função da temperatura e de seu índice de vazios.
Diversos fatores afetam a permeabilidade do solo, podendo citar o índice de vazios, a temperatura, estrutura
do solo, grau de saturação e estratificação do terreno. Entre estes, vamos fortalecer alguns conceitos.
O índice de vazios foi introduzido pelo engenheiro Karl von Terzaghi (1883-1963), quando este estudava o
fenômeno de adensamento do solo, pois a variação desse índice se dava, principalmente, pela variação do
volume de vazios, visto que o volume de sólidos não se altera muito ou nada durante o fenômeno.
A temperatura é outro item a ser considerado, pois, segundo os estudos de Taylor, que será mais bem
apresentado em nossa próxima aula, depende diretamente do peso específico e do grau de saturação. Outro
ponto é a influência do grau de saturação, pois a percolação não remove todo o ar presente nos vazios do
solo não saturado; seguindo esse conceito e acrescentando ao nosso conhecimento prévio para a próxima
aula, o valor k (coeficiente de permeabilidade) varia para menos em um solo não saturado em relação a um
totalmente saturado.
Ah! Antes de darmos o próximo passo para a aplicação, é importante fazermos uma última ressalva: a Lei de
Darcy se aplica a escoamento laminar.

PERCOLAÇÃO DO SOLO

Conforme abordado em nossa introdução, o entendimento da movimentação da água no solo tem caráter
imprescindível nas definições de uma obra. Os principais pontos indicados por nossa bibliografia, na
introdução desta aula, serão citados com maiores detalhes a partir de agora. Vamos entender melhor?
Quando foram citados os três pontos importantes da percolação, vimos, como primeiro item, a possibilidade
do cálculo das vazões. Baseando-se em termos práticos, esse cálculo nos permite fazer a verificação
estimada da quantidade de água que poderá infiltrar em uma escavação, por exemplo. Já o segundo item
indicava a análise de recalques, e para que você se habitue ou lembre dos termos, quando falamos recalque,
referimo-nos à deformação ocorrida no solo após a aplicação de cargas. Nesta aula, entenderemos melhor
como a água no solo contribui para que esse fenômeno seja de suma importância para a engenharia
geotécnica; em termos gerais e iniciais, podemos citar essa movimentação como a expulsão da água dos
vazios devido à diminuição do índice de vazios causada pelas cargas aplicadas no solo.
O terceiro item aborda o estudo de estabilidade, e aqui cabe uma conceituação mais aprofundada,
lembrando que a tensão efetiva determina a resistência do solo e que esta se encontra diretamente ligada à
pressão neutra, que, por sua vez, depende das tensões provocadas pela percolação da água.
Bernoulli determinou, por meio de seus estudos, o conceito de energia total de um fluido, citado amplamente
nas disciplinas de mecânica dos fluidos e fenômenos de transportes. A ideia, de forma resumida, consiste em
representar a energia total em um determinado ponto do fluido por meio da expressão:
2
u v
h total = z + +
γa 2×g

Em que:

h total – carga total do fluido.

z – carga altimétrica.

u – pressão neutra.

g – aceleração da gravidade.

γa – peso específico da água.

Relembrando, a carga altimétrica trata da diferença de cota entre o ponto observado e o nível de referência, e
para o peso específico da água, pode ser adotado o valor de 10 kN/m³.
Quanto aos problemas de fluxo de água nos solos, em sua grande maioria, podemos desconsiderar a
contribuição da energia cinética. Dessa forma, teremos:
u
h total = z +
γa
Por meio da Lei de Darcy, constatou-se como os fatores geométricos agem na vazão de água, utilizando um
permeâmetro para essas simulações de casos reais da engenharia, conforme relatamos anteriormente.

Figura 1 | Água percolando em um permeâmetro

Fonte: Pinto (2006, p. 114).

Por meio da Figura 1, temos:


h
Q = k × × A
L

Em que:

Q – vazão.

h – carga que dissipa por percolação.

L – distância ao longo da qual a carga se dissipa.

A – área do permeâmetro

k – coeficiente de permeabilidade

Seguindo nossos conceitos, a razão entre h (área do permeâmetro) e L (distância ao longo da qual a carga se
dissipa) recebe o nome de gradiente hidráulico e será indicado pela letra i. A partir disso, temos:

Q = k × i × A

A razão de vazão por área resulta na velocidade com que a água sai da areia e recebe o nome de velocidade
de percolação. Após isso, temos:

v = k × i

Você em breve, vai aprender sobre as ferramentas para a determinação do coeficiente de permeabilidade por
meio dos permeâmetros de carga constante e variável, bem como as variações deste em função de cada tipo
de solo.
APLICANDO CONHECIMENTOS SOBRE PERCOLAÇÃO NO SOLO

A partir de agora, abordaremos algo de extrema importância para nós, como profissionais, que é o
entendimento de como aplicar nossos conhecimentos teóricos na prática. Você já conseguiu entender e se
aprofundar nos principais temas propostos, agora, vai conhecer exemplos que o ajudarão a aplicá-los; para
tanto, faz-se importante ressaltar que apresentaremos um problema de laboratório para determinação de um
índice físico fundamental à compactação e um problema para cálculo do gradiente hidráulico. Vamos lá?
Aproveitando a oportunidade, vale relembrar alguns conceitos importantes adquiridos anteriormente;
iniciamos apresentando a utilização da fórmula para cálculo do índice de vazios, pois esse valor será
requerido para a resolução de vários exercícios sobre o assunto. Na prática, os valores podem ser obtidos em
laboratório, em função da massa específica das partículas do solo e da massa específica do solo seco. Em
termos gerais, pode ser obtido por meio da equação abaixo:
Vv
e =
Vs

Vamos aplicar o índice de vazios num problema prático? Então, vamos lá!
Imagine que você ficou com a responsabilidade de apresentar os relatórios após os ensaios laboratoriais.
Entre os valores que devem ser apresentados, cabe o cálculo do índice de vazio. Sabendo que se trata de um
dos índices físicos e que o solo analisado possui um volume total (V t
) 12.200 cm³, um volume de sólidos (V s
)

de 6816 cm³ e um volume de água (V w


) de 3.800 cm³, como determinar o índice de vazios?

Inicialmente, é importante lembrar que um volume total (V t


) de um solo contempla:

V t = V s + V w + V ar

Em que V diz respeito ao volume de ar.


ar

Sabemos que a água e o ar estão nos vazios, dessa forma, somando volume de água (V w
) com o volume de
ar (V ar
, temos o volume de vazios (V
)
v
). Assim, conseguimos facilmente resolver o exercício proposto:

V t = V s + V v → V v = V t − V s → V v = 12200 − 6816 → V v = 5.384 cm ³

Agora, podemos calcular o índice de vazios:


5384
e = → e = 0,79
6816

Viu como é simples? Lembre-se de que o ponto mais importante é o entendimento dos conceitos, pois, assim,
você conseguirá interpretar cada situação.
Imagine um permeâmetro que possui h = 30 cm, z = 20 cm e L = 50 cm e cuja seção transversal é de 500 cm³.
Mantendo a carga hidráulica, mediu-se um volume de 100 cm³ escoando em 18 segundos, diante disso, pede-
se o cálculo de vazão e do gradiente hidráulico.
Calma! Apesar de muitas informações, não é difícil aplicar. Vamos lá? Primeiro, vamos reproduzir esse
permeâmetro:
Primeiro, o cálculo de vazão, conforme aprendemos na hidráulica, é a razão entre o volume e o tempo. Dessa
forma, temos:
V 100 cm ³
Q = → Q = → Q = 5,56
t 18 s

O cálculo do gradiente, conforme você aprendeu, é a razão entre h (área do permeâmetro) e L (distância ao
longo da qual a carga se dissipa). Dessa forma, temos:
h 30
i = → i = → i = 0,6
L 50

Viu que simples? Agora você pode continuar aplicando nas questões deste bloco e aperfeiçoando mais essa
etapa de nosso conteúdo.

VÍDEO RESUMO

Olá, estudante!
Vamos abordar neste vídeo a sintetização dos conhecimentos introduzidos nesta aula. Aqui, você poderá
entender, por meio do resumo e dos exemplos, como a movimentação da água nos diferentes tipos de solo
afeta diretamente as decisões a serem tomadas em uma obra. Seguindo em busca desse objetivo,
convidamos você para essa imersão. Vamos lá?

 Saiba mais
Olá, estudante!
O que achou dos conhecimentos abordados até aqui? Nesta aula, indicamos que faça a leitura do
capítulo 4, a partir da página 29, do livro Princípios da mecânica dos solos e fundações para a construção
civil.
BOTELHO, M. H. C. Princípios da mecânica dos solos e fundações para a construção civil. São Paulo:
Editora Blucher, 2014.
Indicamos também a leitura do capítulo 12, a partir da página 150, do livro Mecânica dos Solos – Teoria e
Aplicações. Nele você encontrará mais detalhes e exercícios resolvidos.
CAPUTO, H. P.; CAPUTO, A. N. Mecânica dos solos: teoria e aplicações. São Paulo: Grupo GEN, 2022.
ATENÇÃO! Os livros indicados estão disponíveis na Biblioteca Virtual e estão com suas informações
detalhadas em nossas referências. Não perca a oportunidade de adquirir ainda mais conhecimento!

Aula 3

PERMEABILIDADE DOS SOLOS


Seguindo com nosso conteúdo, estamos chegando à penúltima aula e, nela, abordaremos um pouco
mais a permeabilidade dos solos, porém, agora, de forma mais aprofundada sobre o coeficiente de
permeabilidade indicado pela letra k.
15 minutos

INTRODUÇÃO

Olá, estudante!
Seguindo com nosso conteúdo, estamos chegando à penúltima aula e, nela, abordaremos um pouco mais a
permeabilidade dos solos, porém, agora, de forma mais aprofundada sobre o coeficiente de permeabilidade
indicado pela letra k. Você se lembra dele? Aqui, aprenderemos a determiná-lo por meio dos conhecimentos já
adquiridos e com a apresentação dos permeâmetros de carga constante e de carga variável, desde os seus
conceitos até a resolução de problemas práticos de engenharia utilizando esse modelo. Precisamos nos
lembrar, também, dos conceitos ensinados em nossa última aula, por meio da Equação de Bernoulli e da Lei
de Darcy. Vamos lá?

CONCEITUANDO OS PERMEÂMETROS

Olá, estudante!
A partir de agora, vamos iniciar a conceituação dos permeâmetros, os de carga constante e os de carga
variável. Lembre-se de que, em caso de dúvidas nesta aula, é importante retornar aos estudos da aula
passada, quando abordamos a Lei de Darcy. A premissa constatada por Darcy em suas observações foi base
para os estudos utilizando os permeâmetros e será apresentada com conceitos e exemplos nesta aula.
O permeâmetro de carga constante possui duas formas, indicadas na norma por A e B, possuindo diâmetro
interno de 8 a 12 vezes a dimensão máxima dos grãos maiores com altura útil de 1,5 a 2 vezes o diâmetro
interno. O conjunto deve possuir o disco perfurado ou tela reforçada (no permeâmetro do tipo B, utiliza-se
somente o disco perfurado) e saídas para os manômetros, com a finalidade de se determinar a perda de carga
H ao longo do comprimento L. Os demais componentes são: reservatório com filtro, funil, bomba de vácuo,
tubos manométricos, balanças, régua metálica rígida, peneiras, reservatório de água, concha metálica,
termômetro, cronômetro com indicação de segundos, proveta de vidro, repartidor de amostras, bandejas
metálicas, paquímetro, entre outros. Aqui, é importante, a fim de unirmos os conhecimentos da disciplina,
lembrarmos das unidades anteriores, para indicarmos que os últimos equipamentos são necessários para a
preparação das amostras de solo.
O permeâmetro de carga variável é constituído de um cilindro metálico de 15 cm de diâmetro e 13 cm de
altura, com duas tampas acopladas e com um recipiente em que o dispositivo pode ser parcialmente imerso.
Quando o corpo de prova estiver em fase de saturação, deverá ser permitida a entrada de água, e para que as
medições sejam feitas, é necessária a saída do ar, para isso, o dispositivo dispõe de um orifício na tampa
inferior. A tampa superior permite a entrada e saída de ar por um orifício com a mesma finalidade da tampa
inferior, porém recebe a bureta de vidro graduada, que tem a função de medir a carga hidráulica. Por fim, na
montagem, são inseridos anéis de borracha chamados de o’rings e tela metálica.
Os permeâmetros de carga constante, como já definidos anteriormente, seguem as indicações da ABNT NBR
13292:2021 (Solo – Determinação do coeficiente de permeabilidade de solos granulares à carga constante), e
os de carga variável seguem as indicações da ABNT NBR 14545:2021 (Solo – Determinação do coeficiente de
permeabilidade de solos argilosos à carga variável). Aproveite e verifique as normas técnicas citadas para uma
melhor compreensão do método para execução, retirada e interpretação dos dados necessários aos cálculos
que aqui foram apresentados. Vamos lá?
Em busca de uma melhor compreensão do que estamos tratando, sigamos para o aprofundamento dos
permeâmetros a seguir. Vamos seguir para esta nova etapa?

PERMEÂMETROS

Olá, estudante!
Seguindo com o nosso aprofundamento, caracterizaremos, a partir de agora, os permeâmetros, parte
fundamental para a simulação de nossos estudos. O permeâmetro de carga constante é muito eficiente para
solos granulares, sendo uma repetição do já conhecido experimento feito por Darcy, que apresentamos
anteriormente. Nesse modelo, a carga h é mantida por um período e a água percolada é obtida junto à
medição de volume. Com o conhecimento da vazão e da geometria, é possível utilizar diretamente a Lei de
Darcy para se determinar o coeficiente de permeabilidade k. Dessa forma, temos:
Q
k =
i×A

Em que:

k – coeficiente de permeabilidade.

Q – vazão.

i – gradiente hidráulico.

A – área do permeâmetro.

Para uma melhor compreensão, vejamos um permeâmetro de carga constante com suas indicações:

Figura 1 | Permeâmetro de carga constante


Fonte: Pinto (2006, p. 115).

O permeâmetro de carga variável é uma alternativa para os ensaios de solos finos, naqueles em que a
permeabilidade é reduzida. Sabemos que, nesses casos, se utilizássemos o permeâmetro de carga constante,
o tempo para realização da simulação seria incrivelmente longa. A ideia presente e como citado
anteriormente, é verificar quanto tempo a água demora para baixar de sua altura inicial h , chegando a uma
i

altura final, chamada de h . Em um determinado tempo t, a carga será h, e o gradiente hidráulico que você já
f

conhece será a razão entre h e l. Sendo assim, teremos:


h
Q = k × × A
L

Para uma melhor compreensão, vejamos um permeâmetro de carga variável com suas indicações:

Figura 2 | Permeâmetro de carga variável

Fonte: Pinto (2006, p. 116).

Agora, veremos o gradiente crítico, que nada mais é do que a consideração do aumento progressivo da carga
hidráulica h. Dessa forma, a tensão efetiva, que é a que governa o comportamento dos solos, vai diminuindo
até se tornar nula, e, consequentemente, as forças transmitidas entre os grãos também se anularão. Então, ao
verificarmos essa situação, podemos concluir, teoricamente, que os grãos permanecem em suas posições,
mas não transmitem forças por meio dos pontos de contato. O peso dos grãos contrapõe a força de arraste,
chamada de força de percolação; nessa situação, temos a areia movediça, fenômeno que ocorre quando a
resistência das areias é proporcional à tensão efetiva, e quando esta se anula, faz com a areia perca sua
resistência. Para esse cálculo, temos:
γ sub
i crit =
γw

Em que:

i crit - gradiente hidráulico crítico.

γ sub - peso específico submerso,

γw - peso específico da água.

A seguir, você verá como aplicar os cálculos para cada permeâmetro, para obtenção do coeficiente de
permeabilidade. Chamamos a sua atenção para verificar o quanto variam esses valores em função da
granulometria das amostras simuladas, e esse entendimento munido de outros, obtidos ao decorrer do nosso
curso, preparam-nos para situações reais e entendimentos do comportamento do solo quanto à presença de
água, ponto crucial para que possamos evitar uma vasta gama de acidentes nas construções. Está pronto para
esta nova etapa? Então, vamos lá!

APLICANDO CONHECIMENTOS SOBRE PERMEÂMETROS

Olá, estudante!
Estamos entrando na aplicação dos conhecimentos adquiridos até aqui, e nada melhor do que a resolução de
alguns exemplos para melhor absorção dos conhecimentos. Apresentaremos os permeâmetros de carga
constante e variável para um melhor entendimento, bem como a metodologia que considera a influência da
temperatura em nossos cálculos. Convidamos você para essa nova etapa!
Mas antes de um exercício, vamos aproveitar o momento para lhe trazer alguns outros exemplos práticos e
casos que você poderá enfrentar em sua caminhada como profissional da engenharia. Conforme você já deve
saber, a água no solo está aliada ao ciclo hidrológico que anteriormente abordamos. Quando as águas da
chuva caem sobre o solo, elas podem seguir superficialmente, chegando aos rios, enquanto outra parte
penetra no solo. Sabemos que, devido à granulometria, assunto abordado em unidades anteriores, os solos
argilosos apresentam maior dificuldade para a penetração da água. Aqui, lembramos muito do que foi
abordado em nossa presente aula, o coeficiente de permeabilidade; quando observamos um solo arenoso,
essa dificuldade para infiltração é menor, pois, devido ao tamanho dos grãos, a água consegue caminhar. A
nossa aplicação humana chega neste momento, pois, se fizermos um furo de 10 metros, por exemplo, a água
penetrará em nosso poço e, com o auxílio de bomba, poderá ser retirada, conforme demonstra a Figura 3.

Figura 3 | Esquema
Fonte: Botelho (2014, p.33).

Podemos fazer a determinação do coeficiente por meio de fórmulas que correlacionam a granulometria, seja
por meio dos permeâmetros, seja por ensaio de bombeamento ou tubo aberto, e, para as argilas, o ensaio de
adensamento. Para areias fofas e uniformes, temos:

2
k = C × D
10

K deve ser apresentado em cm/s; C é um coeficiente que varia de 100 a 150 e D 10 em centímetros.
Anteriormente, falamos sobre a influência da temperatura; neste caso, considerando a variável, temos:

2
k = C × (0,7 + 0,03 × T ) × D
10

O valor é dado em cm/s.


Vamos iniciar com um exemplo feito em outra aula, porém, agora, aplicando os cálculos para o coeficiente de
permeabilidade. Vamos lá?
Imagine um permeâmetro de carga constante com uma amostra cilíndrica de 0,15 m de altura, 0,10 mm de
diâmetro e que percola 5 × 10 −5
³ de água por essa amostra durante um período de 1,0 minuto com um
m

nível efetivo de 0,25 m. Diante disso, qual o valor do coeficiente de permeabilidade k?


O primeiro passo para a resolução é calcularmos o gradiente hidráulico, que é a razão entre h e L; dessa
forma, temos:
h 0,25
i = → i = → i = 1,67
L 0,15

Logo após, vamos calcular a área. Assim, temos:


2
0,1
A = 3,14 ×
4
→ A = 0,00785m ²

Sabemos que a vazão é a razão entre o volume e o tempo. Dessa forma, temos:
−5

Q =
5×10
→ Q = 8,33 × 10
−7 m ³/
s
1×60

Finalmente, vamos calcular o valor para o coeficiente de permeabilidade. Por ele, temos:

h −7 −5 m
Q = k × × A → 8,33 × 10 = k × 1,67 × 0,00785 → k = 6,35 × 10 /s
L

Viu que simples? Agora, você pode praticar e aperfeiçoar mais essa etapa do nosso conteúdo.
VÍDEO RESUMO

Olá, estudante!
Este vídeo resumo tem a finalidade de ajudá-lo na sintetização dos conhecimentos apresentados nesta aula.
Aqui, você poderá reforçar, por meio do resumo e dos exemplos, como resolver os permeâmetros de carga
constante e variável e, assim, preparar-se para uma situação real de engenharia. Seguindo em busca desse
objetivo, convidamos você para essa etapa. Vamos lá?

 Saiba mais
Olá, estudante!
O que achou dos conhecimentos abordados até aqui? Nesta aula, indicamos que façam a leitura do
capítulo 3, a partir da página 23, do livro Princípios da mecânica dos solos e fundações para a construção
civil.
BOTELHO, M. H. C. Princípios da mecânica dos solos e fundações para a construção civil. São Paulo:
Editora Blucher, 2014.
Indicamos também a leitura do capítulo 12, a partir da página 152, do livro Mecânica dos Solos – Teoria e
Aplicações. Nele, você encontrará mais detalhes e a partir da página 158, encontram-se os exercícios
resolvidos.
CAPUTO, H. P.; CAPUTO, A. N. Mecânica dos solos: teoria e aplicações. São Paulo: Grupo GEN, 2022.
ATENÇÃO! Os livros indicados estão disponíveis na Biblioteca Virtual e especificados nas referências
bibliográficas. Não perca a oportunidade de adquirir mais conhecimento!

Aula 4

PERCOLAÇÃO NOS SOLOS


Seguimos para a nossa aula apresentando os conceitos necessários de percolação de água nos solos, a
força de percolação e o gradiente crítico, já iniciado em nossa última aula, você se lembra? A diferença, a
partir de agora, está no aprofundamento do tema; na resolução de exercícios, na busca de exemplos e
na aplicação destes em nosso cotidiano.
14 minutos

INTRODUÇÃO

Olá, estudante!
Seguimos para a nossa aula apresentando os conceitos necessários de percolação de água nos solos, a força
de percolação e o gradiente crítico, já iniciado em nossa última aula, você se lembra? A diferença, a partir de
agora, está no aprofundamento do tema; na resolução de exercícios, na busca de exemplos e na aplicação
destes em nosso cotidiano. Falaremos, também, sobre os filtros de proteção e as redes de fluxo, em
continuidade ao efeito de “areia movediça”, já iniciado em nossa última aula. Ressaltamos que é de extrema
importância a junção dos conceitos ensinados em nossas últimas aulas para seguir no assunto de forma
satisfatória. Se houver dúvidas, retome os conceitos da última aula. Vamos lá?

CONCEITOS FUNDAMENTAIS

Assim como já aprendemos até aqui, a disciplina de Geologia e Mecânica dos Solos visa a influência da água
no solo, assunto de muita importância para a engenharia. A partir de agora, conceituaremos cada assunto.
Vamos lá?
Iniciamos com a força de percolação. Classicamente, utilizamos a Figura 1, apresentada no livro do Carlos de
Souza Pinto (2006), para explicar esse conceito.

Figura 1 | Água percolando num permeâmetro

Fonte: Pinto (2006, p. 114).

No desenho indicado, vemos uma representação em que há fluxo. Visando a cota h, que representa a
diferença de carga entre a face de entrada e a de saída, podemos calcular a pressão por meio de h × γ . w

Quer saber mais? A seguir, abordaremos o tema com maiores detalhes.


Vimos, o gradiente crítico, que apresenta um sistema em que a carga hidráulica h aumenta de forma
progressiva. No decorrer da espessura, a tensão efetiva diminui até se tornar nula, bem como as forças
transmitidas entre os grãos, e é esse o ponto em que o gradiente provoca o conhecido estado de “areia
movediça”. Prossiga em nossa leitura inicial e, em breve, abordaremos melhor esse assunto.
Analisando a Figura 2, verificamos um permeâmetro com duas areias, que nos orienta quanto aos filtros de
proteção. Perceba que a areia B é um filtro da areia A na proporção que confina a areia A e ocorre o
desenvolvimento de forças de percolação relativamente baixas.

Figura 2 | Permeâmetro com duas areias


Fonte: Pinto, (2006, p. 126).

Já as redes de fluxo bidimensional são aquelas em que os traçados seguem as premissas de canais de vazões
e com zonas de perda de potencial iguais. Podemos observar o conceito em um permeâmetro curvo, com o
formato de um setor de anel circular, útil para a simulação de um sistema que permita o estudo de fluxos
bidimensionais, assim como o permeâmetro regular foi utilizado para ensino de fluxos unidimensional. Aqui,
temos outros termos importantes, como as linhas de fluxo e a análise dos equipotenciais, e essas novas
expressões, bem como o tema central, serão detalhados com maiores informações a seguir. Vamos lá?
A fim de que compreenda melhor o que estamos tratando, aprofundaremos cada tema a seguir, lembrando
que, conforme dissemos anteriormente, existem conceitos primordiais em nossas aulas anteriores que
servem como base para esta nova etapa. Diante de qualquer dúvida, retome a pesquisa.

APROFUNDANDO OS CONHECIMENTOS

Agora, vamos aprofundar cada um dos assuntos citados anteriormente. Iniciamos falando sobre a força de
percolação. Em nossa introdução, abordamos, com a Figura 1, como calcular a pressão, e relembrando as
disciplinas de Mecânica dos Fluidos ou Fenômenos de Transportes, estudamos o atrito viscoso, em que a
carga se dissipa na percolação por atrito viscoso por entre o solo, e essa dissipação de energia provoca um
esforço ou arraste na direção do movimento. A atuação dessas forças nas partículas tende a carregá-las,
porém pode ser impedido por meio do peso das partículas ou pela contenção por forças externas à areia.
Dessa forma, temos:

F = h × γw × A

Em que:

F – Força dissipada.

h – Diferença entre cargas totais na face de entrada e de saída.

γw – Peso específico da água.

A – Área do corpo de prova.


Observando todo o volume do solo, com fluxo uniforme, a força se dissipa uniformemente, assim, a força por
unidade de volume é:
h×γ w ×A h
j = → j = × γw → j = i × γw
A×L L

Em que:

j – Força de percolação.

i - Gradiente hidráulico.

γw – Peso específico da água.

Vale ressaltarmos que a força de percolação se assemelha ao peso específico, atuando como a força
gravitacional. Quando o sentido do fluxo é de cima para baixo, as forças se somam, e quando o fluxo é de
baixo para cima, elas se subtraem.
O assunto força de percolação é extremamente importante para seguirmos este próximo ponto, que são as
tensões no solo submetido à percolação. Aqui, considere para o nosso exemplo um fluxo ascendente, e vamos
avaliar as tensões totais e neutras em relação à profundidade. Para esse entendimento, observe a Figura 3.

Figura 3 | Permeâmetro com fluxo ascendente

Fonte: Pinto (2006, p. 114).

Observe que, para o cálculo da tensão efetiva, haverá variação em função da profundidade. Dessa forma,
teremos:

σ′= (z × γ w + L × γ n ) − (z × γ w + L × γ w + h × γ w )

De forma simplificada, podemos obter esse valor por meio da expressão:

σ′= L × (γ sub − j)

Faz-se importante entender que estamos obtendo a tensão efetiva da subtração da tensão total e
poropressão ou pressão neutra. A nossa última abordagem, diz respeito aos filtros de proteção, e é
importante salientar que eles são utilizados nas transições entre camadas com solos muito diferentes e que
foram propostos por Terzaghi, sendo amplamente utilizados em nossos dias e baseados na granulometria dos
materiais.
Passaremos, a seguir, com as devidas aplicações do assunto, trazendo melhor entendimento com a utilização
de números. Aquele que projeta necessita entender os comportamentos aqui citados para um correto
tratamento e dimensionamento, e aquele que acompanha obras de terra precisa estar atento à
movimentação de água, para que possa ter condições de tomar as devidas decisões em campo. Vamos juntos
para esta nova etapa?

APLICANDO CONHECIMENTOS

Nada melhor do que a resolução de alguns exemplos para melhor absorção dos conhecimentos. Iniciaremos
aplicando as seguintes informações na Figura 3: L = 50 cm, z = 24 cm, h = 14 cm. O permeâmetro possui área
de 530 cm², e o peso específico da areia é de 18 kN/m³. Primeiro, pede-se: qual o esforço que a areia exercerá
na peneira?
ique calmo, pois é muito simples! Vamos relembrar os conhecimentos apresentados. Nele, aprendemos que,
para o cálculo de tensão total, multiplicamos o peso específico pela cota, e analisando o permeâmetro
fornecido, temos:

σ = 10 × 0,24 + 18 × 0,50 → σ = 11,4kP a

Lembrando que 10 kN/m³ é o peso específico da água multiplicado pela cota z, que vale 0,24 m, somado com
o peso específico da areia, que vale 18 kN/m³ (conforme enunciado), multiplicado pela cota L, que vale 0,50 m.
Assim, chegamos ao ponto de análise, o esforço da areia na peneira.
Vamos continuar elaborando esse exercício, pois calculamos apenas a tensão total, e a poropressão ou
pressão neutra avalia as cotas da água. Vamos conferir?

u = 10 × (0,14 + 0,24 + 0,50) → u = 8,8kP a

Para esse cálculo, temos o peso específico da água, que é de 10 kN/m³ multiplicado pelo somatório de cotas
até o ponto de análise (h + z + L), e para finalizar esse exemplo, vamos calcular a tensão efetiva, lembrando
que essa tensão é de extrema importância para entendermos o comportamento do solo. Dessa forma, temos:

σ′= 11,4 − 8,8 → σ′= 2,6kP a

Para o cálculo da tensão efetiva, o valor da tensão total, calculado em primeiro lugar, deve ser subtraído pelo
da poropressão ou pressão neutra, segundo item calculado.
Conforme vimos anteriormente, esse valor também pode ser calculado por meio do peso específico submerso
da areia e a força de percolação. Calculando, inicialmente, o valor de j, que indica a força de percolação,
temos:
h 14
j = (
L
) × γw → j = (
50
) × 10 → j = 2,8kN /m ³

Prosseguindo, para o cálculo da tensão efetiva, temos que:

σ′= 0,50 × (18 − 10 − 2,8) → σ′= 2,6kP a

Aqui, multiplicamos L, que vale 0,50 m; 18 – 10 refere-se ao conhecido peso específico submerso, que consiste
no peso específico da areia, informado no enunciado, menos o peso específico da água, menos o gradiente
hidráulico multiplicado pelo peso específico da água.
Para encerrarmos o exercício, lembremos que a tensão efetiva é aquela que se transmite entre os corpos
sólidos, dessa forma, a força exercida pela areia será:

F = 2,6 × 0,0530 → F = 0,1378kN → F = 137,8N

O valor de 2,6kPa se refere ao valor de tensão calculado anteriormente multiplicado pela área do
permeâmetro, porém em m². Já a força obtida está em kN, e multiplicando-a por 10³, temos o resultado em N.
Viu que simples? Agora, você pode continuar aplicando os cálculos nas questões e aperfeiçoando mais esta
etapa do nosso conteúdo. O estudo com as aplicações aqui apresentadas subsidiará a execução do exercício.
Vamos lá?

VÍDEO RESUMO

Olá, estudante!
Este vídeo resumo tem a finalidade de sintetizar os conhecimentos apresentados nesta aula. Para tanto, faz-se
importante buscar, com a repetição dos exemplos e exercícios, a consolidação das competências aqui
passadas. Neste vídeo, auxiliaremos você nesse sentido, buscando relacioná-las com problemas práticos a
serem resolvidos numa situação real da engenharia. Seguindo em busca desse objetivo, convidamos você
para essa etapa. Vamos lá?

 Saiba mais
Olá, estudante!
O que achou dos conhecimentos abordados até aqui? Nesta aula, indicamos que façam a leitura do
capítulo 12, a partir da página 154, do livro Mecânica dos Solos – Teoria e Aplicações; nele, você
encontrará mais detalhes e a partir da página 158, exercícios resolvidos.
CAPUTO, H. P.; CAPUTO, A. N. Mecânica dos solos: teoria e aplicações. São Paulo: Grupo GEN, 2022.
ATENÇÃO! Os livros indicados estão disponíveis na Biblioteca Virtual e suas informações estão em nossas
referências bibliográficas. Não perca a oportunidade de adquirir mais conhecimento!

Aula 5

COMPACTAÇÃO E MOVIMENTO DE ÁGUA NOS SOLOS


10 minutos
ÁGUA NOS SOLOS

Olá, estudante!
Iniciamos o resumo de nossa unidade de estudos. A partir de agora, você verá a sintetização dos
conhecimentos adquiridos até aqui, com a finalidade de fortalecer as competências desenvolvidas sobre a
movimentação de água nos solos. Vamos lá?
Primeiramente, abordamos a compactação dos solos, e a ideia de compactar os solos é reduzir o volume de
vazios, isto é, expulsar o ar desses vazios, dessa forma, obtemos uma massa específica maior para o solo e,
assim, aumentamos a resistência e a rigidez. Tratamos desse assunto indicando dois pontos como
preponderantes no sucesso do ensaio para posterior aplicação em campo, que são: teor de umidade e
energia de compactação, sendo de extrema importância citarmos Proctor, grande estudioso que inseriu o
conceito. Por meio de suas observações, verificou que a massa específica, após a aplicação da compactação, é
resultado da umidade em que o solo se encontra. Buscamos a umidade ótima, que é aquela em que o solo
atinge a maior massa específica aparente seca.
Em seguida, abordamos a percolação de água nos solos, no entanto, ao abrirmos esse assunto, devemos,
primordialmente, falar sobre as três finalidades do estudo. Em primeiro lugar, temos a possibilidade do
cálculo de vazões, permitindo que aquele que é responsável pela obra consiga estimar a quantidade de água
que poderá infiltrar em uma escavação, por exemplo. Em segundo lugar, temos a análise de recalques; já em
terceiro, o estudo de estabilidade, visando as tensões geostáticas (tensão total, pressão neutra ou
poropressão e tensão efetiva).
Depois, abordamos o coeficiente de permeabilidade, e esse coeficiente, expresso pela letra k, tem variação
preponderante em função do tipo de solo analisado, mas pode ter variação pela temperatura e índice de
vazios. O coeficiente de permeabilidade pode ser determinado por meio dos permeâmetros de carga
constante e variável, e também vimos o gradiente hidráulico e gradiente hidráulico crítico, que são um
parâmetro de avaliação para o fenômeno de “areia movediça”
E por fim, abordamos a influência da água no solo, ponto fundamental para esta unidade. Pudemos verificar,
de forma mais ampla, as tensões geostáticas introduzidas em nossa terceira aula, e esse conceito visa a
utilização do cálculo do peso específico do solo ou da água (a depender da análise) e multiplica pela sua
profundidade. Em nossos exemplos, aplicaremos o cálculo utilizando os permeâmetros para as análises.
Não se esqueça de assistir ao vídeo resumo da unidade! Vamos lá?

REVISÃO DA UNIDADE

Olá, estudante!
Chegamos ao vídeo resumo desta unidade. Pedimos que, em posse dos conhecimentos apresentados até
aqui, inclusive de nosso resumo, você assista a ele com a intenção de consolidar tudo o que foi abordado.
Lembre-se de que cabe a você a tomada de decisões de pontos imprescindíveis para a execução das obras de
Engenharia. Então, vamos lá?
ESTUDO DE CASO

Olá, estudante!
Apresentaremos um estudo de caso que visa a aplicação do nosso conteúdo à prática. Para melhor
compreensão, imagine que você trabalha em uma empresa especializada em geotecnia, que trabalha desde a
investigação do subsolo até a execução das fundações da edificação. A obra em questão trata de uma
construção imponente em sua cidade, a sede de uma secretaria municipal; nessa aplicação, imagine estar na
execução da compactação de solo e que as amostras foram enviadas para o laboratório, para que os devidos
ensaios possam ser executados.
Conforme você aprendeu nesta unidade, o Ensaio Normal de Proctor tem o objetivo de obter o peso
específico máximo e a umidade do solo. Como colaborador na empresa, coube a você a apresentação da
curva de compactação, a determinação da umidade ótima e o peso específico máximo. Você recebeu os
resultados obtidos no ensaio por meio do quadro abaixo, do qual serão retiradas as informações necessárias
para o desenvolvimento da curva e dos cálculos:

w (%) 9,8 12,6 15,6 18,1 22,4

³
γ d (kN /m ) 15,9 18,8 18,5 17,5 15,6

Agora, é sua vez de colocar em prática o que vimos até aqui, certo? Lembre-se de que é de suma importância
tentar resolver o exercício e, depois, conferir a resposta em nosso próximo bloco. Vamos lá?

Reflita

Conforme abordamos em nosso estudo sobre a compactação dos solos, dois fatores precisam ser
determinados e avaliados no ensaio com ênfase, sendo eles: teor de umidade e peso específico aparente
seco. Em nosso exercício prático (estudo de caso) nos foi informado o valor de teor de umidade e de peso
específico aparente seco, que pode ser considerado um ponto no gráfico que correlaciona as duas
informações, sendo importante salientar que a massa específica após a aplicação da compactação é
resultado da umidade em que o solo se encontra e, por esse motivo, buscamos a umidade ótima.
Para que o gráfico seja elaborado e faça sentido, é de extrema importância a utilização de escala,
podendo ser feita na régua ou escalímetro, por exemplo. Outra dica é a utilização do Excel, informando
os valores, e o gráfico pode ser inserido automaticamente. Procure tentar resolver o que é pedido e, logo
após, siga a resolução para a conferência ou retirada de dúvidas. Bons estudos!
RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO

Conforme abordamos em nosso estudo sobre a compactação dos solos, dois fatores precisam ser
determinados e avaliados no ensaio com ênfase, sendo eles: teor de umidade e peso específico aparente
seco. Em nosso exercício prático (estudo de caso) nos foi informado o valor de teor de umidade e de peso
específico aparente seco, que pode ser considerado um ponto no gráfico que correlaciona as duas
informações, sendo importante salientar que a massa específica após a aplicação da compactação é resultado
da umidade em que o solo se encontra e, por esse motivo, buscamos a umidade ótima.
Para que o gráfico seja elaborado e faça sentido, é de extrema importância a utilização de escala, podendo ser
feita na régua ou escalímetro, por exemplo. Outra dica é a utilização do Excel, informando os valores, e o
gráfico pode ser inserido automaticamente. Procure tentar resolver o que é pedido e, logo após, siga a
resolução para a conferência ou retirada de dúvidas. Bons estudos!

Figura 1 | Curva de compactação

Fonte: elaborada pelo autor.

Após isso, verificamos facilmente o ponto mais alto da curva; nesse ponto, temos a umidade ótima, e os
ajustes podem ser feitos por meio de:

1 1
w = −
γd G

Vamos aproveitar o resultado obtido para lembrar que é necessária a conferência, isso quer dizer, o controle
da compactação. Aprendemos o Grau de Compactação, você se lembra? Nele, relacionamos o peso específico
aparente seco de campo pelo peso específico aparente seco do laboratório, conforme abaixo:
γ d (campo)
GC = × 100
γ ó
(laborat rio)
á
d,m x
Você conseguiu assimilar melhor o conteúdo? Esperamos que você tenha conseguido compreender a
importância do conhecimento desse assunto para a geotecnia e para a engenharia.

RESUMO VISUAL

Figura 1 | Esquema do conteúdo desta unidade

Fonte: elaborada pelo autor.

REFERÊNCIAS
04 minutos

Aula 1

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 7182: Solo – Ensaio de compactação. Rio de Janeiro:
ABNT, 2016.
BOTELHO, M. H. C. Princípios da mecânica dos solos e fundações para a construção civil. São Paulo:
Editora Blucher, 2014. Disponível em: [Link]
Acesso em: 31 maio 2023.
CAPUTO, H. P.; CAPUTO, A. N. Mecânica dos solos: teoria e aplicações. São Paulo: Grupo GEN, 2022.
Disponível em: [Link] Acesso em: 31 maio 2023.
Aula 2

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 7182: Solo – Ensaio de compactação. Rio de Janeiro:
ABNT, 2016.
BOTELHO, M. H. C. Princípios da mecânica dos solos e fundações para a construção civil. São Paulo:
Editora Blucher, 2014. Disponível em: [Link]
Acesso em: 31 maio 2023.
CAPUTO, H. P.; CAPUTO, A. N. Mecânica dos solos: teoria e aplicações. São Paulo: Grupo GEN, 2022.
Disponível em: [Link] Acesso em: 31 maio 2023.
PINTO, Carlos de Souza. Curso Básico de Mecânica dos Solos em 16 Aulas. 3. ed. São Paulo: Oficina de
Textos, 2006. ISBN: 978-85-86238-51-2.

Aula 3

ABNT – Associação Brasileira De Normas Técnicas. NBR 13292: Solo - Determinação do coeficiente de
permeabilidade de solos granulares à carga constante. Rio de Janeiro: ABNT, 2021.
ABNT – Associação Brasileira De Normas Técnicas. NBR 14545: Solo - Determinação do coeficiente de
permeabilidade de solos argilosos à carga variável. Rio de Janeiro: ABNT, 2021.
BOTELHO, M. H. C. Princípios da mecânica dos solos e fundações para a construção civil. São Paulo:
Editora Blucher, 2014. Disponível em: [Link]
Acesso em: 31 maio 2023.
CAPUTO, H. P.; CAPUTO, A. N. Mecânica dos solos: teoria e aplicações. São Paulo: Grupo GEN, 2022.
Disponível em: [Link] Acesso em: 31 maio 2023.
PINTO, C. de S. Curso básico de mecânica dos solos em 16 aulas. 3. ed. São Paulo: Editora Oficina de Textos,
2006.

Aula 4

BOTELHO, M. H. C. Princípios da mecânica dos solos e fundações para a construção civil. São Paulo:
Editora Blucher, 2014. Disponível em: [Link]
Acesso em: 31 maio 2023.
CAPUTO, H. P.; CAPUTO, A. N. Mecânica dos solos: teoria e aplicações. São Paulo: Grupo GEN, 2022. Disponível
em: [Link] Acesso em: 31 maio 2023.
PINTO, C. de S. Curso básico de mecânica dos solos em 16 aulas. 3. ed. São Paulo: Editora Oficina de Textos,
2006.

Aula 5

BOTELHO, M. H. C. Princípios da mecânica dos solos e fundações para a construção civil. São Paulo:
Editora Blucher, 2014. Disponível em: [Link]
Acesso em: 31 maio 2023.
CAPUTO, H. P.; CAPUTO, A. N. Mecânica dos solos: teoria e aplicações. São Paulo: Grupo GEN, 2022.
Disponível em: [Link] Acesso em: 31 maio 2023.
PINTO, C. de S. Curso básico de mecânica dos solos em 16 aulas. 3. ed. São Paulo: Editora Oficina de Textos,
2006.
Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.

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