MÓDULO 1 “IDENTIDADE
E DESENVOLVIMENTO
PROFISSIONAL”
Formação Inicial Psicólogo Júnior
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Índice
Introdução .................................................................................................................................... 2
Identidade dos/as Psicólogos/as.............................................................................................. 5
Enquadramento Epistemológico ............................................................................................... 5
Características Identitárias dos/as Psicólogos/as ..................................................................... 6
O EuroPsy e as Competências dos Psicólogos/as Europeus ............................................. 8
A Evolução da Situação Profissional dos Psicólogos na Europa ................................................ 9
Uniformização de Competências ............................................................................................ 14
Certificado Europeu de Psicologia .......................................................................................... 22
Direitos e Deveres dos Membros da Ordem dos Psicólogos Portugueses .................... 26
A Criação da Ordem dos Psicólogos Portugueses: Perspectiva Histórica ............................... 27
A Profissão de Psicólogos em Portugal: Enquadramento Jurídico .......................................... 31
Desenvolvimento Profissional ................................................................................................ 34
Evolução Histórica da Formação em Psicologia em Portugal ................................................. 35
Situação Actual da Psicologia e dos Psicólogos em Portugal .................................................. 50
Desenvolvimento Profissional Contínuo ................................................................................. 54
Página 1 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Introdução
O módulo 1, referente à Identidade e Desenvolvimento Profissional, possibilita uma reflexão
acerca da identidade dos psicólogos/as em todo o mundo, reconhecer as suas características
pessoais, analisar as suas competências técnicas e científicas e conhecer o Modelo Europeu de
Competências.
Ao nível nacional, clarificam-se os esforços que estão na base da criação da Ordem dos
Psicólogos Portugueses e conheceremos o enquadramento legal da profissão. Por fim,
procurara-se compreender o papel dos/as psicólogos/as no desenvolvimento das suas carreiras.
Tal como outros profissionais, os/as psicólogos/as têm uma identidade profissional que se
desenvolve com base nas suas características pessoais, na sua formação e na sua prática. A sua
capacidade de observação e de análise, de actualização, de reflexão e de autoreflexão, a
tolerância e aceitação da diversidade, a empatia e a relação que estabelecem com os seus
clientes tornam-nos profissionais únicos e diferenciam-nos dos outros profissionais. São, acima
de tudo, Psicólogos e praticam todos actos psicológicos, distintos de outros actos profissionais.
A crescente internacionalização estimulou a mobilidade dos psicólogos e a prestação de serviços
além fronteiras. Progressivamente começaram a surgir novas tendências e desafios, um pouco
por toda a Europa e mesmo pelo mundo, que impulsionaram a criação de grupos de trabalho,
no sentido de dar visibilidade e consistência a esta área de intervenção profissional.
De entre as várias iniciativas, destaca-se a construção do Modelo Europeu de Competências
que cria o Certificado Europeu de Psicologia (EuroPsy) que permitiu harmonizar as
competências de formação e prática supervisionada da psicologia, garantir qualidade e
reforçar a afirmação da profissão. Estas competências garantem também que a qualidade dos
serviços que os/as psicólogos/as europeus prestam aos seus clientes.
Se em termos internacionais se sentiu a necessidade de afirmar a Psicologia enquanto profissão,
em Portugal esta necessidade foi ainda mais sentida.
O exercício da Psicologia em Portugal iniciou-se muito antes da legalização de formação superior
em Psicologia.
Página 2 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Os pioneiros da Psicologia em Portugal estudaram licenciaturas Psicologia no estrangeiro ou
Filosofia teses na área da Psicologia. O seu trabalho não era muitas vezes devidamente
reconhecido e viam-se ultrapassados por pessoas que exerciam Psicologia sem carteira
profissional e outros com carteira, mas sem formação específica na área.
Esta indefinição permitiu que mesmo entre os psicólogos, se verificassem abusos e erros na
prática profissional, o que exigia cada vez mais regulamentação para a profissão. Importava
que o exercício da profissão fosse feito apenas por pessoas credenciadas e alinhadas com as
normas de conduta exigidas e devidamente controladas.
A ausência de tradição da Psicologia em Portugal, tal como em países com padrões de
desenvolvimento similares, em nada favoreceu os psicólogos portugueses que, durante muito
tempo, viram os seus serviços prestados por outros profissionais.
Mesmo antes de existir o curso de Psicologia em Portugal, começaram a surgir sociedades,
seguidas de outras iniciativas e movimentos que acima de tudo pretendiam ver reconhecida e
valorizada esta área profissional. Mas, a afirmação da Psicologia enquanto área de intervenção
exigia, ainda, definição, estatuto, tradição, formação, credibilidade, reconhecimento e
regulamentação.
O Psicólogo responde perante a Ordem dos Psicólogos Portugueses no que concerne ao
exercício da profissão, cumprimento de normas deontológicas ou respeito de deveres
associativos, mas também tem responsabilidades perante outras matérias que interessa
conhecer. Nomeadamente, sobre as leis da Assembleia da República e os decretos-lei do
Governo, assim como, os regulamentos administrativos, elaborados e aprovados pela própria
Ordem dos Psicólogos Portugueses. É também sobre estes diplomas que nos vamos debruçar ao
longo deste módulo.
Os dados revelam que todos os anos, cerca de 1.300 pessoas terminam uma formação em
Psicologia (Fonte: DGEEC).
Presentemente, existem psicólogos a trabalhar em diferentes áreas da sociedade: educação,
saúde, organizações, justiça, segurança, desporto, entre outras.
Este crescimento verificado na área da Psicologia representou importantes conquistas, mas
também veio criar alguns problemas relacionados com o desemprego.
Página 3 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
O desemprego e a crescente internacionalização estimulou a mobilidade dos psicólogos e a
prestação de serviços além fronteiras. Assim, progressivamente começaram a surgir novas
tendências e desafios, um pouco por toda a Europa, que impulsionaram a criação de grupos
de trabalho, no sentido de dar visibilidade e consistência a esta área de intervenção
profissional.
Das várias iniciativas que se verificaram, destaca-se a construção de um referencial de
competências específicas para os psicólogos. Isto permitiu, harmonizar as competências
exigidas a um psicólogo, independentemente do país europeu onde se formou e, reforçar a
afirmação da profissão.
Cada psicólogo/a desempenha um papel proactivo fundamental no desenvolvimento da sua
própria carreira. Respeitando a centralidade de cada um na construção do seu percurso e de
forma a mobilizar os recursos individuais e contextuais necessários a ultrapassar obstáculos, a
Ordem dos Psicólogos Portugueses apoia todos os seus membros no seu desenvolvimento
profissional.
Ao longo das suas carreiras a OPP apoia os membros ou futuros membros nos momentos
decisivos das suas carreiras através de diversas soluções e iniciativas, entre elas:
• Academia OPP
• Workshops EmCarreira
• Apoio ao Ano Profissional Júnior
• Formação Inicial Psicólogo Júnior
• Bolsa de Emprego
• Projecta-te – Constrói a tua carreira profissional
• Espaço OPP Desenvolvimento Profissional
• WebTalks PsiCarreiras
• Formação Contínua
• Diploma Europeu de Psicologia
• Especialidades OPP
• Sistema de Acreditação de Acções formativas
Página 4 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Identidade dos/as Psicólogos/as
Acerca deste tema é possível reflectir sobre o que os psicólogos e as psicólogas têm em comum,
independentemente do contexto em que trabalham.
Todos/as psicólogos/as são diferentes, tal como as pessoas com quem lidam são diferentes. O
estudo das diferenças individuais é, aliás, o âmago da sua ciência e como tal, quem se
especializou no seu estudo inevitavelmente valoriza a diversidade e possui naturalmente um
conjunto de atributos comuns que lhe permitem desempenhar a sua actividade profissional de
uma forma única e distinta de outras profissões.
Enquadramento Epistemológico
A Psicologia caracteriza-se por ser uma profissão dinâmica e interactiva com abordagens
teóricas, científicas e práticas diversas que se desenvolve como resposta a tendências sociais
mais alargadas. Esta diversidade e inserção na sociedade conferem-lhe uma riqueza particular.
Independentemente dos contextos em que trabalhamos, todos acreditamos no poder da
palavra, na possibilidade da modificação do comportamento através da mobilização dos
recursos pessoais ou organizacionais, na relevância do contexto na compreensão do outro e na
participação que podemos ter enquanto profissionais de Psicologia para contribuir para um
mundo melhor. Por isso abraçamos o que fazemos!
A Psicologia enquanto ciência teve início no laboratório de Wundt em 1879 há mais de 140
anos e sofreu até hoje muitas influências. A literatura sistematiza essas raízes em três grandes
temas:
• Psicanálise, que nos deu a ideia da “cura” através da palavra;
• Comportamentalismo, da qual herdámos a noção de modificação do comportamento;
• Humanismo, que trouxe a possibilidade de mudança com base nos recursos pessoais e a
tradição da Gestalt que fez compreender as pessoas no seu contexto. Esta perspectiva
trouxe ainda a ideia da necessidade da utilização de princípios científicos e da investigação
empírica para a promoção do bem-estar humano, abrindo os horizontes para a aceitação da
diversidade e dando efectivamente resposta às necessidades destas pessoas ou grupos.
Página 5 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
A questão da diversidade vai além de uma mera aceitação passiva da presença de minorias
culturais, étnicas, sociais, económicas ou de género, orientação sexual ou de capacidades. A
diversidade implica o desenvolvimento de competências, conhecimentos e estratégias
adequadas para trabalhar com pessoas e grupos diversos.
Para tal, os/as psicólogos/as precisam de reflectir de forma crítica sobre as suas competências
para promover a inclusão social, a aceitação da diversidade e procurar não perpetuar muitas
das formas complexas através das quais a injustiça social continua a se manifestar em muitos
aspectos da sociedade, procurando não impor as suas próprias crenças na sua prática
quotidiana. É nesta lógica que os/as psicólogos/as praticam a sua actividade.
Os/as psicólogos/as praticam actos psicológicos que os diferenciam de outros profissionais. Acto
psicológico consiste na actividade de avaliação psicológica em diferentes áreas incluindo os
procedimentos de construção e aplicação de protocolo de avaliação, a elaboração de relatórios
de avaliação e a comunicação dos respectivos resultados e, ainda, o diagnóstico, análise,
prescrição e intervenção psicológica ou psicoterapêutica não farmacológica, bem como
actividades de promoção e prevenção e intervenção específica aos diversos contextos relativas
a indivíduos, grupos, organizações e comunidades.
A elaboração de pareceres no âmbito da Psicologia, e toda a actividade de supervisão dos actos
psicológicos, incluindo os desenvolvidos no contexto da função de docente e de investigação e
as actividades técnico-científicas de ensino, formação, educação e organização para a promoção
da saúde e prevenção da doença também são actos psicológicos que devem ser praticados
exclusivamente por psicólogos.
Características Identitárias dos/as Psicólogos/as
A literatura refere que os psicólogos apresentam um conjunto de características comuns, tais
como:
Domínio Cognitivo
• Competências de observação e de análise e capacidade de recolher informação e de
fazer inferências.
• Interesse pelo conhecimento científico e pela formação contínua.
• Abertura à inovação e a novos paradigmas de investigação; respeito e tolerância pela
diferença.
• Conhecimento dos regulamentos e cumprimento do código deontológico.
Página 6 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
• Competências de comunicação oral e escrita que permitem a adaptação à diversidade
de pessoas e de grupos com que os/as psicólogos/as lidam.
Domínio Sócio-emocional
• Empatia, confiabilidade, competências interpessoais, intuição e gosto em trabalhar com
pessoas e grupos.
• Estabilidade emocional e capacidade para gerir o stress causado pelo seu trabalho.
• Paciência e capacidade para esperar por mudanças que podem não ser imediatas.
• Ética, confidencialidade, respeito e isenção nos julgamentos.
Embora cada um de nós seja diferente, estas parecem ser características comuns a partir das
quais vamos construindo a nossa individualidade enquanto profissionais. A capacidade
profissional dos/as psicólogos/as é também desenvolvida com base num conjunto de
competências que definem o seu comportamento e reflectem as atitudes e os valores da
Psicologia.
Página 7 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
O EuroPsy e as Competências dos Psicólogos/as Europeus
Neste tema poderá ver, em traços gerais, qual a origem do Certificado Europeu de Psicologia e
compreender em que medida o EuroPsy é uma relevante certificação para os/as psicólogos/as.
Os profissionais da área da Psicologia habituaram-se, desde sempre, a intervir em contextos
muito próprios, delimitados por normas, regras e leis próprias do seu país, não só do ponto de
vista académico como também profissional.
Progressivamente começaram a surgir novas tendências e desafios, um pouco por toda a
Europa, que impulsionaram diferentes grupos de trabalho, no sentido de dar visibilidade e
consistência a esta área de intervenção.
Tendo por base o conceito de competência, alguns grupos de trabalho empenharam-se na
construção de um referencial de competências específicas para os psicólogos. É sobre este
processo que se centra esta unidade.
Mais do que identificar competências, existiu a preocupação de definir todo um processo, onde
estas pudessem ser desenvolvidas e avaliadas por profissionais reconhecidos, os orientadores.
Profissionais que precisam de estar devidamente alinhados com este modelo de competências.
Um modelo permitiria harmonizar as competências exigidas a um psicólogo competente,
independentemente do país da Europa e reforçar a afirmação da profissão e da área de
conhecimento. É, neste contexto, que é criado o Certificado Europeu de Psicologia.
As competências são o elo de ligação entre a formação académica e a actividade profissional e
estão relacionadas com o processo através do qual os psicólogos prestam um serviço aos seus
clientes que se pretende de qualidade e distinto, tendo em conta os diferentes contextos de
intervenção do psicólogo.
Página 8 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
A Evolução da Situação Profissional dos Psicólogos na Europa
As mudanças ocorridas nas últimas décadas trouxeram inovações com impacto na garantia da
qualidade da formação de profissionais e desenvolvimento de competências que permitam
fazer face às exigências do mercado de trabalho.
A Europa, tal como o resto do mundo, tem procurado dar resposta aos desafios das mudanças
e da globalização pautada por relações entre pessoas e culturas diversificadas.
É nesta lógica que surge o modelo Europeu de Competências de Psicologia, um modelo que
permitiu delinear critérios académicos e profissionais que possibilitam o reconhecimento da
competência de um psicólogo/a para o exercício de um psicólogo/a para o exercício da
profissão.
A crescente internacionalização da economia e a implementação de um mercado interno
comum no seio da União Europeia estimulou a mobilidade dos psicólogos e a prestação de
serviços além das fronteiras nacionais.
Verificaram-se progressos significativos quer em termos educativos, quer em termos
profissionais.
Processos Educativos
Como resultado da Declaração de Bolonha, de 1999, o sistema universitário europeu foi revisto
com o objectivo de criar o Espaço Europeu Superior. Em Portugal o Processo de Bolonha foi
implementado em 2007.
Processos Profissionais
A Comissão Europeia propôs uma revisão do sistema de reconhecimento de qualificações
profissionais, que foi aceite pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho Europeu (Directiva
2005/36/EC, adoptada em Setembro de 2005). O objectivo desta revisão foi promover a
mobilidade dos profissionais nos vários países da europa.
O artigo 15º é visto como o “artigo dos psicólogos”, resultando de um esforço de lobbying por
parte da EFPA, particularmente do anterior presidente Tuomo Tikkanen.
Página 9 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
As novas tendências e progressos que se verificaram no âmbito da Psicologia revelaram-se muito
úteis para os psicólogos e para os seus clientes.
Os psicólogos, à semelhança de outros profissionais, deveriam ter a oportunidade de obter
formação e exercer a sua profissão em qualquer país da União Europeia.
Os clientes, sejam instituições ou pessoas, deveriam poder recorrer a psicólogos competentes,
em qualquer lugar da Europa, de acordo com os seus interesses e direitos.
Embora se espere semelhança, equivalência, transparência e flexibilidade dos programas
formativos dos diferentes países, quando se passa de um sistema educativo e profissional para
outro, estes objectivos não são fáceis de alcançar, tendo em conta a diversidade dos sistemas
e práticas que foram sendo implementados ao longo do tempo.
Foi necessário, por isso, a nível europeu agir no sentido de:
• encontrar quadros comuns para comparar e estabelecer a equivalência das
qualificações profissionais e educativas;
• definir normas comuns para garantir a qualidade dos conhecimentos dos especialistas
na área.
Definiu-se um grande desafio, que implicou mudanças de fundo nas práticas e sistemas
existentes e o ultrapassar de outro tipo de interesses. O EuroPsy passou a ser um modelo de
referência dentro e fora da Europa do ponto de vista da qualificação da profissão, da sua
credibilidade, da mobilidade e da imagem dentro e fora de cada país. É ainda uma garantia da
prática profissional supervisionada e da sua relevância pois em cada um dos países europeus
esta é desenvolvida à luz do EuroPsy.
A Ordem dos Psicólogos Portugueses foi integrada na Federação Europeia das Associações de
Psicologia (EFPA) após o Congresso Europeu de Psicologia realizado em julho de 2013, em
Estocolmo, na Suécia.
A EFPA é uma federação de Associação de Profissionais de Psicologia, composta por 368
membros, com cada país a ser representado na quase totalidade dos casos, por apenas uma
associação. A EFPA representa 300.00 psicólogos. O professor Telmo Mourinho Baptista é o
Página 10 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
primeiro português a ser eleito presidente da EFPA. A eleição realizou-se em Milão durante o
14º Congresso Europeu de Psicologia.
A EFPA teve no biénio 2017/2019, 7 Conselhos, 8 Comissões Permanentes, 2 Grupos de
Trabalho e 1 Rede:
Conselhos 2017-2019 (EFPA Boards)
• Conselho para Assuntos Científicos
• Conselho para Assuntos Educacionais
• Conselho de Ética
• Conselho para a Promoção e Prevenção
• Conselho de Avaliação
• Conselho de Direitos Humanos
• Conselho de Diversidade Cultural e Étnica
Comissões Permanentes 2017-2019 (EFPA Standard Commitees)
• SC de Psicologia e Saúde
• SC de Psicologia na Educação
• SC de Psicologia no Trânsito
• SC de Gerontopsicologia
• SC de Psicologia da Crise, Desastre e Trauma
• SC de Psicologia Comunitária
• SC de Psicologia do Trabalho e Organizacional
• SC de Neuropsicologia Clínica
Grupos de Trabalho 2017-2019 (EFPA Taskforce)
• TF em e-Saúde
• TF em Psicologia do Desporto
Redes 2017-2019 (EFPA Network)
• Rede de Apoio Operacional
Página 11 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
No período 2019/2021, A EFPA contou com 8 Conselhos, 8 Comissões Permanentes e 2 Grupos
de Trabalho:
Conselhos 2019-2021 (EFPA Boards)
• Conselho para Assuntos Científicos
• Conselho para Assuntos Educacionais
• Conselho de Ética
• Conselho para a Promoção e Prevenção
• Conselho de Avaliação
• Conselho de Direitos Humanos
• Conselho de Diversidade Cultural e Étnica
• Conselho de Desenvolvimento Profissional
Comissões Permanentes 2019-2021 (EFPA Standard Commitees)
• Comissão Permanente de Psicologia e Saúde
• Comissão Permanente de Psicologia na Educação
• Comissão Permanente de Psicologia no Trânsito
• Comissão Permanente de Gerontopsicologia
• Comissão Permanente de Psicologia da Crise, Desastre e Trauma
• Comissão Permanente de Psicologia Comunitária
• Comissão Permanente de Psicologia do Trabalho e Organizacional
• Comissão Permanente de Neuropsicologia Clínica
Grupos de Trabalho 2019-2021 (EFPA Taskforce)
• Grupos de trabalho em Psicoterapia (sob a Comissão Permanente de Psicologia e Saúde)
Página 12 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
No período 2021/2023, a EFPA contínua com 78 Conselhos, 7 Comissões Permanentes e 2
Grupos de Trabalho:
Conselhos 2021-2023 (EFPA Boards)
• Conselho para Assuntos Científicos
• Conselho para Assuntos Educacionais
• Conselho de Ética
• Conselho para a Promoção e Prevenção
• Conselho de Avaliação
• Conselho de Direitos Humanos e Psicologia
• Conselho de Diversidade Cultural e Étnica
Comissões Permanentes 2021-2023 (EFPA Standard Commitees)
• Comissão Permanente de Psicologia e Saúde
• Comissão Permanente de Psicologia na Educação
• Comissão Permanente de Gerontopsicologia
• Comissão Permanente de Psicologia da Crise, Desastre e Trauma
• Comissão Permanente de Psicologia Comunitária
• Comissão Permanente de Psicologia do Trabalho e Organizacional
• Comissão Permanente de Neuropsicologia Clínica
Grupos de Trabalho 2021-2023 (EFPA Taskforce)
• Grupos de trabalho em Psicoterapia
• Grupos de trabalho em eSaúde
Página 13 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Uniformização de Competências
Tendo as suas raízes na filosofia e na fisiologia, a Psicologia começou por se revelar bastante
distinta em cada país, quer em termos educativos quer em termos profissionais. Os profissionais
desta área de conhecimento e intervenção habituaram-se a actuar em contextos com
características bem delimitadas.
Progressivamente começaram a surgir novas tendências, novas apostas, grupos de trabalho,
uma maior mobilização dos profissionais e, sobretudo, uma forte aposta da comissão europeia
em reconhecer e validar as competências dos profissionais desta área de actuação.
Foi então estabelecida a meta de definir a nível europeu normas comuns de actuação que
orientassem a prática de todos os profissionais. Este processo deu, por sua vez, origem à
criação de um certificado específico de competências para os psicólogos.
Durante as últimas décadas verificaram-se inúmeros esforços no sentido de estabelecer
normas comuns que se estendessem a toda a Europa, nomeadamente:
• Federação
Em 1990 a Federação Europeia de Associações de Psicólogos Profissionais (EFPA) adoptou um
conjunto de normas óptimas para os profissionais de Psicologia (EFPA, 1990). Neste documento
foram definidos os requisitos para a educação académica e a formação profissional dos
psicólogos.
• Rede
A Rede Europeia de Psicólogos do Trabalho e das Organizações (ENOP), com a ajuda Copérnico
da Comissão Europeia, elaborou um programa curricular e definiu normas mínimas para a
Psicologia Organizacional e do trabalho (Roe et al., 1994; ENOP, 1998).
• Grupo
Ao abrigo do projecto Leonardo Da Vinci da União Europeia (Lunt, 2000; Lunt et al. 2001ª; Lunt,
2002), um grupo de trabalho de psicólogos europeus seguiu uma abordagem semelhante,
definindo um marco para a educação e a formação destes profissionais.
Na sequência do trabalho desenvolvido pelo Grupo EuroPsy foi construído um documento
amplamente discutido e difundido na Europa e que acabou por ser adoptado pela EFPA em 2001.
Página 14 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Este documento designou-se por “EuroPsy-T: um marco para a educação e formação dos
Psicólogos da Europa”.
Em 2005 o mesmo grupo elaborou outro documento, designado por: EuroPsy, o Diploma
Europeu de Psicologia”. Este documento foi igualmente aprovado pelo EFPA, na sua assembleia
geral de Granada, que ocorreu em Julho de 2005.
No seguimento da aprovação do Certificado Europeu de Psicologia, foi criado um projecto
experimental para a sua implementação. Este projecto decorreu durante três anos, tendo
abrangido os seguintes países: Alemanha, Espanha, Finlândia, Hungria, Inglaterra e Itália.
A implementação do Certificado EuroPsy impulsionou também o desenvolvimento de
Certificados Europeus de diversas especialidades.
Abaixo fica com algumas questões importantes relativas ao EuroPsy.
Pergunta 1 - O que é o EuroPsy?
O EuroPsy é um Standard de qualificação para acesso à profissão de Psicólogo desenvolvido pela
EFPA.
O EuroPsy serve como um cartão que permite um reconhecimento facilitado das qualificações
de um psicólogo num outro país da União Europeia ao abrigo da Directiva Europeia 36/2005. Ou
seja, fornece um padrão uniforme de competência profissional e conduta ética, aceite pelas
associações nacionais de psicólogos em 38 países (incluindo todos os países da UE) que são
membros da EFPA.
Pergunta 2 - O que determina esta directiva?
Esta directiva estabelece as bases para o reconhecimento de títulos académicos e profissionais,
e tem como objectivo tornar mais expedita e funcional a mobilidade dos profissionais entre
estados-membros da União Europeia.
O artigo 15º é visto como ”o artigo dos psicólogos”, resultando de um esforço de lobbying por
parte da EFPA, desde 1999, particularmente do anterior presidente Tuomo Tikkanen.
Pergunta 3 - O que pretende o EuroPsy?
O EuroPsy visa tornar mais fácil o reconhecimento de títulos e competências entre 38 países
membros. Incluindo os membros da União Europeia.
Página 15 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
A implementação do EuroPsy começou em 2010. A maioria dos países começou a adoptá-lo em
2011. (Fonte: EFPA, 2014).
Através de um padrão comum de competência, pretende:
• Promover o conhecimento público sobre a psicologia e a disponibilidade de serviços
psicológicos de qualidade garantida na Europa.
• Facilitar a mobilidade de psicólogos, estudantes, e clientes na Europa.
• Promover o desenvolvimento contínuo da formação dos psicólogos e da profissão de
psicólogo na Europa.
O EuroPsy apoia os clientes a encontrar um psicólogo que seja qualificado e com a garantia de
que é competente numa determinada área de prática profissional. Não consiste numa licença
para exercer num determinado país, mas complementa os padrões nacionais. Sendo um padrão
uniforme aplicado em toda a Europa, sustenta o reconhecimento das qualificações profissionais
dos psicólogos além-fronteiras na Europa.
O EuroPsy foi desenvolvido ao abrigo do Programa Leonardo da Vinci, contando com
intervenientes de 16 Organizações parceiras provenientes de 12 países europeus, e consiste
num sistema de normas reguladoras da formação e actividade dos psicólogos, através da criação
de um Diploma Europeu em Psicologia.
Este trabalho iniciou-se com a Declaração de Bolonha de 1999 e a revisão dos sistemas de ensino
universitário dos vários países da Europa, com vista à integração num Ensino Superior Europeu
que permitisse simplificar o reconhecimento de habilitações profissionais e promover a livre
circulação de profissionais em toda a Europa (Fonte: OPP, 2014).
Em 1957
O Tratado de Roma estabelece nos seus Artigos 48º e 57º a livre movimentação dos
trabalhadores e os princípios para o mútuo reconhecimento das qualificações profissionais.
Na década de 70
Na década de 70 são criadas as Directivas Sectoriais que abrangem 7 profissões: médicos,
dentistas, enfermeiras, parteiras, veterinários, farmacêuticos e arquitectos.
Em 1989
Página 16 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Neste ano é redigida a Directiva Geral (48/89) sobre o reconhecimento mútuo dos diplomas do
Ensino Superior, que cobre todas as profissões que requeiram formação universitária.
De todo o trabalho desenvolvido pelos profissionais ao longo deste processo de estandardização
e afirmação da profissão de psicólogo, destaca-se um conceito-chave que passa a integrar esta
área de conhecimento, o conceito de competência.
Passamos, então, a falar no desenvolvimento de competências que podem ser avaliadas como
resultado da educação e da formação, em vez de se basear unicamente num currículo
académico.
A Comissão Europeia seguiu, igualmente, esta abordagem com base nas competências, como
meio para alcançar a transparência necessária à avaliação das mesmas em distintos contextos.
Projecto “Tuning”
O projecto “Tuning” faz parte da implementação da Declaração de Bolonha e aponta para o
desenvolvimento de uma série de competências genéricas e específicas que promovam a
aprendizagem. Posteriormente, este projecto foi alargado a outras áreas, entre elas a Psicologia.
Mais recentemente foi criado o Projecto Tuning de Psicologia.
Actualmente a equivalência das qualificações académicas é avaliada por duas entidades
distintas:
• Em território nacional, a equivalência das qualificações académicas (graus académicos)
ou é feita pelas instituições de ensino superior (com estudos em Psicologia) ou pela
Direcção Geral do Ensino Superior, onde está inserido o NARIC;
• A nível europeu é feito pela Rede Europeia de Centros de Informação (ENIC).
Espera-se que a combinação da especificação do currículo com a especificação das
competências dos psicólogos profissionais, permita uma avaliação mais real e transparente das
suas equivalências.
Página 17 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
As Competências
Embora se atribuam diferentes significados à definição de competência, tal como nos mostram
alguns autores (por exemplo, Spencer & Spencer, 1993; Mansfeld, 1996; Fletcher, 1997),
verifica-se um consenso cada vez maior sobre a forma mais correcta de o fazer.
Segundo Roe (2002) a competência corresponde a “uma capacidade aprendida para realizar
adequadamente uma tarefa, função ou papel”.
A definição de competência comporta duas características essenciais:
• o tipo de trabalho e o respectivo contexto;
• os tipos de conhecimento, habilidade e atitude.
As competências adquirem-se, tipicamente, num processo de “aprender fazendo com
supervisão”, o que habitualmente designamos por learning by doing. Para que este processo de
aprendizagem ocorra deverá acontecer numa situação real de trabalho ou numa situação
simulada.
É importante observar as diferenças entre competências por um lado, e conhecimentos,
habilidades e atitudes por outro. Os três últimos fenómenos psicológicos diferem das
competências porque são mais elementares, ou seja, podem ser desenvolvidos e avaliados
separadamente e utilizados no desempenho de diversas competências. Assim, o conhecimento
da linguagem e da matemática, a habilidade para escrever ou falar e as atitudes de cuidado e
orientação ao cliente podem surgir em diferentes contextos de trabalho e ser integradas em
múltiplas competências.
Conhecimentos, habilidades e atitudes são habitualmente adquiridos durante o percurso
académico em sucessivas situações de aprendizagem.
O modelo arquitectónico de competências, que reflecte através da analogia com um templo
grego a relação entre competências, habilidades, traços de personalidade e outras
características estáveis da personalidade aplica-se a qualquer profissão e, como tal, permite
responder à questão de quais as qualidades que os psicólogos devem ter. Para a sua
operacionalização, podemos adoptar uma de duas opções, que vamos analisar de seguida.
Página 18 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Modelo Arquitectónico de Competências
1. Centrarmo-nos nos ingredientes a partir dos quais se constroem as competências, ou seja,
os conhecimentos, habilidades e atitudes, e ainda nas subcompetências. Estas qualidades
adquirem-se ao longo da formação académica em Psicologia.
Conhecimentos
Os conhecimentos referem-se às diversas teorias e dados empíricos produzidos nas diversas
áreas e disciplinas da Psicologia.
Habilidades
As habilidades aplicam-se na comunicação oral e escrita, na observação e escuta, análise de
problemas, aplicação de métodos estatísticos, utilização de programas informáticos, e outros.
Atitudes
As atitudes relacionam-se com a retidão, integridade, autocrítica, obrigações, responsabilidade,
respeito e tolerância para com os outros, consciência ética, orientação para o trabalho, e outras.
Subcompetências
As subcompetências são mais latas – no sentido em que abarcam e integram conhecimentos,
habilidades e atitudes – mas são também mais específicas. Relacionam-se com o cumprimento
das funções ocupacionais mais nucleares tais como aplicar testes, conduzir entrevistas, aplicar
técnicas de grupo e pesquisar documentação.
Página 19 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
2. Considerar as competências necessárias para desempenhar os papéis profissionais do
psicólogo, seja no início da carreira, seja em algum momento posterior.
Uma vez que as competências são específicas, é necessário distinguir entre as
especialidades e ter em conta:
• o contexto profissional (escola, empresa, sistema nacional de saúde);
• o tipo de cliente (criança, estudante, mulher, chefe);
• o tipo de problema (desenvolvimento pessoal, intervenção clínica, resolução de
conflito), etc.
Isto significa que cada especialidade deve ser descrita nos seus termos específicos. Se as áreas
têm elementos comuns, tal será demonstrado através deste procedimento.
Não podemos, assim, supor que um psicólogo será competente na condução de uma entrevista
de recrutamento porque o é na condução de uma entrevista em situação psicoterapêutica.
A excessiva generalização que pode ocorrer durante a descrição de uma competência (como
por exemplo a condução de entrevistas) é um risco que pode limitar a aplicabilidade e utilidade
do modelo de competências e sua utilização para a descrição do exercício profissional.
Se na descrição de competências para o exercício profissional em cada especialidade da
Psicologia introduzirmos descrições demasiado generalizadas, baseadas no que as diferentes
especialidades parecem ter em comum, corremos o risco de confundir mais do que esclarecer.
Embora possa parecer apelativo recorrer a manifestações generalizadas de competências, o
resultado pode ser contraproducente e mesmo prejudicial.
Boeing 737
Se utilizarmos um modelo de competências para avaliar a capacidade de pilotar um Boeing 737,
devem ser consideradas diferentes subcompetências tais como a leitura de mapas, a leitura de
painéis, a condução através de controlo manual, entre outros. Também se poderão avaliar
competências de preparação e condução do voo (durante um voo real com este modelo de avião
ou através de um simulador).
Página 20 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
McDonald Douglas MD-53
Para a avaliação da competência de condução de um voo num modelo McDonald ML-53, seria
necessário proceder à avaliação num avião deste modelo em específico ou num simulador deste
modelo.
Observar o piloto do B-737 e o piloto do MD-53 e avaliar as competências de cada “em geral”
ou “para cada modelo de avião” poderia levar a resultados inválidos de domínio de
competências que podem, mesmo, ser perigosos.
No caso da Psicologia também é errado assumir que um psicólogo é globalmente competente.
Na realidade, um psicólogo pode ser extremamente competente em Psicologia Clínica e o
mesmo não acontecer na área da Psicologia Organizacional, ou vice-versa.
A avaliação de competências de modo generalizados pode ocultar as diferenças entre
especialidades e criar ideias falsas e ilusórias sobre as qualificações dos psicólogos.
É possível desenvolver uma estrutura comum para a avaliação das competências nas diferentes
especialidades recorrendo a afirmações generalizadas, mas não podemos esquecer que cada
uma delas deverá ser interpretada tendo em conta um contexto de trabalho específico e que
não é possível assumir a equivalência de cada competência para os restantes contextos e
especialidades.
Página 21 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Certificado Europeu de Psicologia
A prática dos psicólogos tem como finalidade desenvolver e aplicar princípios, conhecimentos,
modelos e métodos da Psicologia de forma ética e científica, com o propósito de promover o
desenvolvimento, bem-estar e eficácia dos indivíduos, grupos, Organizações ou sociedade.
Para tal, o psicólogo deve ser capaz de desempenhar a sua profissão de um modo competente.
O modelo de competências formulado pelo Certificado Europeu de Psicologia define as
principais competências que os psicólogos deverão desenvolver e demonstrar antes de serem
admitidos na ordem profissional e desenvolverem a prática de modo independente. Estas
competências estão relacionadas com aspectos do processo através do qual os psicólogos
prestam um serviço aos seus clientes.
Existem dois grupos principais de competências:
Nuclares
As competências nucleares ou relacionadas com o conteúdo psicológico inerente ao processo
da prática profissional (competências primárias) são específicas da prática profissional da
Psicologia no que respeita aos conteúdos, conhecimentos e habilidades necessárias ao seu
desempenho.
Facilitadoras
As competências facilitadoras são aquelas que permitem ao profissional prestar os seus serviços
eficazmente. Estas competências são comuns a outras profissões e fornecedores de serviço.
Tanto as competências nucleares como as competências facilitadoras são essenciais para a
correcta prestação de serviços e para uma prática profissional adequada.
As competências proporcionam uma descrição das diversas funções (por vezes também
designadas como papéis) que os psicólogos desempenham num determinado âmbito ou
contexto do exercício profissional. Assim, estes papéis ou funções são colocados em prática num
ou mais contextos ocupacionais e para diversos tipos de clientes.
As competências baseiam-se no conhecimento, compreensão e habilidades aplicadas e
praticadas de modo ético. Um profissional competente deverá não só ser capaz de demonstrar
as habilidades necessárias, mas também as atitudes adequadas à prática correcta da sua
Página 22 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
profissão. As atitudes têm uma importância vital, já que definem a natureza única da prática
psicológica.
Enquanto que existem conhecimentos e habilidades generalistas no que respeita aos
respectivos âmbitos de aplicação, a maior parte destes relacionam-se com o contexto concreto
no qual se aplicam. Assim, o psicólogo que demonstrou competências profissionais num
determinado contexto com um grupo de clientes específico não pode assumir ser competente
noutros contextos ou com outros clientes no mesmo contexto.
Os psicólogos com o Certificado Europeu de Psicologia terão um perfil onde estará definido o
contexto no qual o profissional demonstrou competências para uma prática profissional
independente e de qualidade.
Em Psicologia distinguem-se os seguintes contextos profissionais:
• Clínicos
• Educacional
• Trabalho e Organizações
Existem diferentes modelos de especialidades nas várias profissões e nos vários países. Esta
multiplicidade prende-se com a finalidade da especialidade no país ou na profissão em causa e
dos princípios que norteiam a sua criação.
Na apresentação do modelo de competências pretende-se uma descrição genérica e aplicável
à maioria ou a todos os contextos profissionais dos psicólogos, para o desempenho a um nível
básico e inicial da profissão.
De qualquer modo, quando se pretende mostrar evidências sobre a aquisição ou no momento
de as avaliar, é necessário especificar de que forma se vê a sua adequada utilização no contexto
específico nas quais são relevantes.
Assim, é importante que no momento de passar à prática as diferentes competências descritas
no modelo, tal seja efectuado de um modo específico para cada contexto profissional.
O EuroPsy representa o conjunto de normas, do ponto de vista educacional e profissional,
consideradas essenciais para um desempenho de qualidade por parte dos psicólogos. As
directrizes, normas e regras que constituem o certificado resultam de um acordo da
Assembleia da Federação Europeia de Assiciações de Psicologia (EFPA).
Página 23 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
O objectivo do Certificado Europeu de Psicologia é estabelecer um modelo comum que oriente
os profissionais e ao mesmo tempo reconheça as competências exigidas a um psicólogo, nos
diferentes contextos profissionais, aquando da sua entrada no mercado de trabalho.
Desta forma, são também definidos os requisitos mínimos para a obtenção do respectivo
certificado.
O Certificado Europeu de Psicologia não representa uma licença para o exercício da profissão,
nem pretende substituir as normas nacionais definidas neste âmbito.
Na realidade, o modelo europeu de competências foi pensado e desenhado de tal forma que
possa ajustar-se às especificidades de cada país e espera-se que seja tido em conta nas
mudanças futuras em termos de regulamentação da profissão.
O desenvolvimento do Certificado Europeu de Psicologia tem na sua base os seguintes
princípios:
• Promover a oferta de serviços de Psicologia adequados, em toda a Europa;
• Garantir a qualidade dos serviços prestados, protegendo assim os consumidores
Europeus;
• Promover a mobilidade dos psicólogos, dando-lhes a oportunidade de exercerem em
qualquer lugar da Europa, sempre que reúnam os requisitos para o fazer, com
consequências devidamente certificadas;
• Uniformizar os requisitos de atribuição do certificado, tendo em conta a formação
académica em Psicologia, as competências demonstradas no desempenho dos papéis
profissionais durante o estágio e o compromisso com questões éticas a nível europeu e
nacional;
• Assegurar que o sistema de atribuição de certificados é equitativo e não favorece ou
desfavorece os psicólogos tendo por base diferenças nacionais ou outras decorrentes
dos próprios contextos educacionais e profissionais. O EuroPsy reconhece a alta
qualidade do serviço como um princípio fundamental, mas não estabelece requisitos
específicos em relação à estrutura ou formato da educação académica ou à natureza e
organização das práticas pré-profissionais;
• Garantir a qualidade do estágio desenvolvido pelos psicólogos e das práticas
profissionais desenvolvidas a partir daí;
Página 24 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
• Assumir o compromisso de manter activo o desenvolvimento de competências
profissionais. Por isso, o Certificado Europeu de Psicologia, baseado em evidências da
prática e por um desenvolvimento profissional contínuo, é atribuído durante um
período de tempo limitado e renova-se também por períodos estipulados;
• Respeitar as normas nacionais vigentes para os psicólogos.
O Registo Europeu de Psicólogos Certificados
O Registo Europeu de Psicólogos é uma base de dados onde podem ser encontrados os
psicólogos certificados pelo EuroPsy, bem como evidências sobre a sua formação e
competências profissionais.
Depois de ser membro ef https://www.europsy.eu/search-psychologistectivo poderá fazer o
seu registo e aceder ao seu certificado aqui.
Clique aqui para aceder ao directório de psicólogos detentores do Europsy.
Resumidamente…
Durante as últimas décadas verificaram-se inúmeros esforços no sentido de estabelecer normas
comuns que se estendessem a toda a Europa.
O EuroPsy serve como cartão que permite um reconhecimento facilitado das qualificações de
um psicólogo num outro país da União Europeia ao abrigo da Directiva Europeia 36/2005.
As competências adquirem-se, tipicamente num processo de “aprender fazendo com
supervisão”, o que habitualmente designamos por learning by doing.
A avaliação de competências de modo generalizado pode ocultar as diferenças entre
especialidades e criar ideias falsas e ilusórias sobre as qualificações dos psicólogos.
O modelo de competências formulado pelo Certificado Europeu de Psicologia define as
principais competências que os psicólogos deverão desenvolver e demonstrar antes de serem
admitidos na ordem profissional e desenvolverem a prática de modo independente.
Os psicólogos com o Certificado Europeu de Psicologia terão um perfil onde estará definido o
contexto no qual o profissional demonstrou competências para uma prática profissional
independente e de qualidade.
Página 25 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Direitos e Deveres dos Membros da Ordem dos Psicólogos Portugueses
Os/as psicólogos/as portugueses são profissionais de Psicologia que partilham as
características, competências, atitudes e valores dos/as psicólogos/as de todo o mundo com
algumas especificidades particulares da herança histórica da Psicologia em Portugal.
O exercício desta profissão no nosso país foi um percurso repleto de obstáculos. Os primeiros
profissionais tiveram dificuldade em afirmar os seus saberes e práticas, sendo muitas vezes o
seu trabalho considerado desnecessário por colegas de equipas multidisciplinares ou mesmo
subalternizados nalguns serviços.
A agravar a situação, muitas pessoas exerciam Psicologia sem carteira profissional e outros com
carteira, mas não tinham formação específica na área. Mesmo antes de existir o curso de
Psicologia em Portugal, começaram a surgir sociedades, seguidas de outras iniciativas e
movimentos que acima de tudo pretendiam ver reconhecida e valorizada esta área profissional.
A afirmação da Psicologia enquanto área de intervenção exigia definição, estatuto, tradição,
formação, credibilidade, reconhecimento e regulamentação. Iremos compreender os esforços
envidados pelas primeiras gerações de psicólogos e psicólogas portugueses para a regulação da
sua profissão.
Com a criação da Ordem dos Psicólogos Portugueses, todos os psicólogos respondem perante
ela no que concerne ao exercício da profissão, cumprimento de normas deontológicas ou
respeito de deveres associativos e têm responsabilidades sobre as leis da Assembleia da
República e os decretos-lei do Governo e os regulamentos administrativos elaborados e
aprovados pela própria Ordem dos Psicólogos Portugueses. É sobre estes diplomas que se
debruça ao este tópico.
Página 26 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
A Criação da Ordem dos Psicólogos Portugueses: Perspectiva Histórica
A OPP nasce mais de três décadas após os fundadores da Psicologia em Portugal terem iniciado
a sua actividade profissional.
Ao longo dessas décadas, a Psicologia, enquanto área de conhecimento e intervenção,
experimentou um longo período caracterizado por:
• Falta de formação;
• Falta de credibilidade;
• Falta de definição;
• Falta de estatuto;
• Falta de tradição;
• Falta de regulamentação;
• Falta de reconhecimento.
Este cenário tornou urgente a necessidade de dignificar e reconhecer a classe e regular o
exercício da profissão.
Os primeiros profissionais de Psicologia em Portugal provêm essencialmente de três tipos de
formação:
• Licenciaturas em Psicologia obtidas no estrangeiro (particularmente França e Suíça);
• Formações Pós-Graduadas, por exemplo Doutoramentos em Psicologia, como
complemento após a licenciatura em Filosofia;
• Médicos e outros profissionais de saúde que trabalhavam na área da Saúde Mental.
As formas de organização da classe estiveram durante muito tempo confinadas às próprias
escolas de formação ou a grupos aí constituídos. Perante a sociedade, os psicólogos não tinham
um estatuto profissionalmente reconhecido como outros profissionais por não terem uma
formação devidamente reconhecida pela sociedade que desde cedo levantou reservas muitas
vezes infundadas quanto à qualidade dos serviços prestados.
Sabia que alguns dos membros honorários da Ordem têm esta formação? Poderá consultar a
Lei 57/2008, de 4 de Setembro para conhecer melhor como são admitidos os Membros
Honorários.
Página 27 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Tendo as suas raízes na Filosofia e na Fisiologia, compreende-se que os primeiros profissionais
a interessarem-se pela Psicologia em Portugal fossem pessoas com este tipo de formação. É o
caso da professora Doutora Adelina Lopes da Silva, da Professora Doutora Luísa Morgado, do
Professor Doutor Jorge Correia Jesuíno, do Professor Doutor José Henrique Ferreira Marques e
do Professor Doutor Viegas de Abreu, Professores de referência, que são membros honorários
da OPP. O Professor Doutor Leandro de Almeida, um dos primeiros licenciados em Psicologia,
também foi nomeado membro honorário.
Efectivamente, foram estas pessoas que, no seu percurso profissional, muito contribuíram para
o desenvolvimento e afirmação da Psicologia no nosso país. Tendo estado, por exemplo, na
origem dos primeiros cursos de Psicologia em Portugal.
Por esse motivo, a primeira Direcção da Ordem dos Psicólogos quis prestar-lhes uma justa
homenagem, com o título de Membros Honorários (artº. 59º, da Lei 57/2008, de 4 de Setembro),
enaltecendo, desta forma, o seu contributo para a Psicologia, nomeadamente na investigação,
na abertura de cursos, em publicações, nas sociedades científicas, fundamentais para a criação
de uma Ordem dos Psicólogos.
Durante muitos anos o exercício da Psicologia careceu de uma formação académica própria,
bem como do desenvolvimento de competências específicas inerentes à sua prática profissional.
Se do ponto de vista da formação dos Psicólogos as oportunidades eram limitadas, também do
ponto de vista do exercício da profissão o seu percurso foi cheio de obstáculos.
Confundia-se o trabalho interdisciplinar com a sobreposição de saberes e práticas, sendo o
psicólogo considerado desnecessário ou até subalternizado em alguns serviços. Verificava-se
inclusivamente que muitas pessoas exerciam Psicologia sem carteira profissional e outros com
carteira, mas sem formação adequada na área.
Esta ausência de tradição da Psicologia em Portugal, tal como em países com padrões de
desenvolvimento similares, em nada favoreceu os psicólogos portugueses que, durante muito
tempo, viram os seus serviços prestados por professores e médicos.
Os destinatários dos serviços de Psicologia, sem informação, nada sabiam sobre os seus
direitos, nem dispunham de parâmetros de qualidade com os quais pudessem avaliar. Esta
indefinição também permitiu que mesmo entre os psicólogos se verificassem abusos e erros na
Página 28 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
prática profissional. Importava que o exercício da profissão fosse feito apenas por pessoas
credenciadas e alinhadas com as normas de conduta exigidas e devidamente controladas, o que
por si só implicaria a regulamentação da profissão.
Em Portugal, o acesso à carreira de psicólogo era controlado pelo Ministério do Trabalho, que
assumia a atribuição das carteiras profissionais aos profissionais de Psicologia. Contudo,
continuava a sentir-se a necessidade de criar um organismo representativo da classe que
controlasse o acesso e o exercício da profissão e ainda a atribuição da carteira profissional. Esta
situação resultava da carteira profissional ser passada de forma pouca estandardizada pelas
diversas delegações do Instituto de Emprego e de Formação Profissional, resultando num rol de
queixas e denúncias, sobre a certificação indevida de profissionais enquanto psicólogos.
A Ordem tem, efectivamente, conhecimento de sociólogos, psicopedagogos, filósofos,
historiadores, teólogos, gestores e outros profissionais que obtiveram a carteira profissional de
psicólogo.
Assim, e de acordo com a legislação vigente até à publicação da Lei 57/2008, as carteiras
emitidas pelo Instituto de emprego e Formação Profissional deveriam obedecer ao Decreto-Lei
n.º 354/84. Este Decreto estipula a passagem da carteira profissional de psicólogo a pessoas
licenciadas em Psicologia, mas também com outras formações, nomeadamente doutorados em
Filosofia e a licenciados em Ciências Histórico-Filosóficas e Filosofia, que tivessem um
doutoramento em um dos ramos da Psicologia.
Marcos históricos importantes
Num contexto caracterizado por uma enorme ambiguidade sobre quem deveria exercer
Psicologia em Portugal, começam a ser criadas Associações de Psicólogos, em contraponto à
precariedade do acesso e exercício da profissão.
1960 – É criada a Sociedade Portuguesa de Psicologia.
1972 – Doze anos após a fundação da Sociedade Portuguesa de Psicologia, em 16 de Junho de
1972, é fundado o Sindicato Nacional dos Psicólogos com o objectivo de defender e promover
os interesses dos trabalhadores desta área profissional.
1974 – É constituída a Associação Portuguesa de Licenciados em Psicologia (APLP).
Página 29 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
1979 – É fundada a Associação Portuguesa de Psicologia (sob a designação de Associação Análise
Psicológica).
1982 - Em 1982, é criada a Associação dos Psicólogos Portugueses (APPORT), uma Associação
representativa da classe e aquela que maior número de psicólogos reúne. As maiores iniciativas
verificadas junto dos psicólogos e dos respectivos serviços deveram-se a esta Associação. Um
dos aspectos decisivos neste processo foi o envolvimento dos psicólogos nos estudos e nos
seminários realizados por todo o país.
O reconhecimento social dos psicólogos decorre da sua qualidade profissional e as suas práticas
requerem um esforço continuado de actualização e adaptação a novos contextos. Neste sentido,
a APPORT criou um espaço próprio para formação e procurou responder às necessidades
imediatas de formação complementar, de supervisão do exercício profissional, de informação
ao público, de identificação a novas áreas de intervenção dos psicólogos, estabelecendo
protocolos de colaboração com instituições públicas e privadas.
O Professor Doutor Leandro Almeida foi a figura impulsionadora da APPORT e a ele devemos o
mérito de ter procurado reunir os psicólogos e lutar pelos seus direitos.
A Associação Pró-Ordem dos Psicólogos (APOP), presidida pelo Professor Telmo Mourinho
Baptista, significou uma tentativa muito dirigida de criar uma Ordem dos Psicólogos em
Portugal, num contexto de diversificação dos cursos de Psicologia e de aumento significativo de
profissionais a exercer, o que veio a exigir a existência de uma estrutura organizativa que
garantisse uma prática da Psicologia qualificada. Esta teria como função proteger os
destinatários dos serviços (cidadãos, Estado e Empresas), garantir práticas de qualidade, bem
como a sua regulamentação.
Tendo por base estes objectivos, realizaram-se reuniões formais e informais, estabeleceram-se
contactos, constituíram-se núcleos de pessoas-chave, debateram-se ideias, definiram-se
estratégias. Existiam, na altura, muitas pessoas interessadas e sensibilizadas para as questões
inquietantes da área, pessoas jovens e familiarizadas com os meios de comunicação que seriam
essenciais na difusão da mensagem.
A APOP constitui um marco importantíssimo na história da Psicologia em Portugal. Extingue-se
a partir do momento em que atinge o objectivo para a qual foi constituída: criar a Ordem dos
Psicólogos Portugueses.
Página 30 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
A Profissão de Psicólogos em Portugal: Enquadramento Jurídico
A Constituição da Ordem dos Psicólogos Portugueses
A constituição da Ordem dos Psicólogos Portugueses foi um processo longo e difícil, resultante
de um conjunto de constrangimentos de natureza interna, decorrentes de particularidades
associadas à formação e ao exercício da profissão, e de outros, de natureza externa, em
consequência de alterações políticas e legislativas que ocorreram em Portugal.
Assim, foram necessários vinte e cinco anos até à criação da Ordem dos Psicólogos Portugueses,
e tomada de posse do 1º Bastonário, Professor Doutor Telmo Baptista, a 16 de abril de 2010.
A Ordem dos Psicólogos Portugueses é uma Associação Pública representativa dos profissionais
de Psicologia que, em conformidade com os preceitos do estatuto, previsto a Lei 57/2008, de 4
de Setembro e das disposições legais aplicáveis, exercem a profissão de psicólogo em Portugal.
Qual a importância da Ordem para o exercício da profissão em Portugal?
• Define claramente quem pode aceder e exercer Psicologia em Portugal;
• Defende os direitos dos destinatários dos serviços de Psicologia, salvaguardando que
estes sejam prestados apenas por profissionais devidamente credenciados e
certificados pela Ordem;
• Regulamenta o exercício da profissão, permitindo que apenas as pessoas científica e
tecnicamente credenciadas e alinhadas por princípios éticos e deontológicos possam
exercer Psicologia em Portugal.
Quais são as principais responsabilidades da Ordem?
• Representar e defender os interesses gerais da profissão;
• Exercer o poder disciplinar sobre os seus membros, sempre que infringem a Lei, os
Estatutos e os regulamentos internos;
• Participar na elaboração da legislação que diga respeito à respetiva profissão;
• Prestar serviços aos seus membros, no respeitante ao exercício profissional,
designadamente em relação à formação e informação profissional.
Página 31 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Abaixo poderá conhecer alguns acontecimentos que permitiram a criação da Ordem dos
Psicólogos Portugueses:
1985 – Neste ano, verificou-se a primeira tentativa de criação da Ordem dos Psicólogos. Foi
apresentada uma proposta de regulamento para a Carteira Profissional.
1989 – É formado o Conselho Nacional dos Psicólogos com as seguintes Associações:
• Associação dos Psicólogos Portugueses (APPORT);
• Sindicato Nacional de Psicólogos (SNP);
• Associação Portuguesa de Psicologia (APP);
• Sociedade Portuguesa de Psicologia (SPP).
O Conselho Nacional dos Psicólogos:
• enseja uma segunda tentativa de criação da Ordem dos Psicólogos.
• apresenta uma proposta de Estatutos para a Ordem.
Verifica-se a terceira tentativa de criação da Ordem dos Psicólogos, pelo Deputado José Carlos
Tavares, com o apoio da ANEP.
2001 – O Deputado José Carlos Tavares apresenta uma nova proposta de Estatutos para a Ordem
dos Psicólogos. A Assembleia da República é dissolvida.
2002 – É fundada a Associação Pró-Ordem dos Psicólogos (APOP).
2003 – A APOP apresenta a sua proposta de Estatutos.
2004 – A maioria parlamentar (PSD/CDS/PP) revê os Estatutos e apresenta um Projecto de Lei
de criação da OPP. Em novembro os Estatutos da OPP entram em discussão pública. Em
dezembro a Assembleia da República é dissolvida.
2005 – Em abril, dois grupos parlamentares (CDS e PS) apresentam projectos de Lei de criação
da OPP. Em dezembro, os Estatutos da OPP são aprovados na generalidade.
2008 – Em fevereiro, os Estatutos da OPP baixam à 24ª Comissão para análise na especialidade.
Em fevereiro, é publicada a Lei 6/2008, que estabelece o novo regime legal das Associações
Públicas. Em maio, a 24ª Comissão apresenta um texto de substituição dos dois projetos de Lei
em discussão. Em julho, é aprovada a Lei 57/2008, que cria a OPP e publica os seus estatutos. A
4 de setembro é publicada a Lei 57/2008.
2009 – Em abril, é nomeada a Comissão Instaladora da OPP. Em dezembro, inicia-se o registo
dos Psicólogos.
2010 - Em abril, realizam-se as primeiras eleições da Ordem. A 16 de abril, ocorre a cerimónia
pública de tomada de posse do Bastonário. No dia 30 de abril, teve lugar a investidura dos
membros da Assembleia de Representantes (AR) da Ordem dos Psicólogos. Nesta reunião, foram
eleitos os membros da Mesa da Assembleia e os membros do Conselho Juridiscional. Após esta
eleição, tomam posse, perante o Presidente da Mesa da Assembleia, os restantes elementos da
Direcção, assim como o Conselho Fiscal.
Página 32 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Resumidamente…
• A Ordem dos Psicólogos Portugueses é uma Associação dos Profissionais de Psicologia
que, por ser uma profissão de relevante interesse público, justifica um controlo do
acesso e do exercício da profissão;
• Toda a regulamentação que a Ordem dos Psicólogos Portugueses aprovou e venha a
aprovar não pode desrespeitar o que ficou estabelecido em lei geral, nomeadamente
no Estatuto;
• Para a inscrição na Ordem são relevantes as normas sobre critérios de inscrição, o
procedimento, os dados e os documentos a fornecer à Ordem e os procedimentos de
suspensão e cancelamento da inscrição;
• O Regulamento de Estágios define o funcionamento do estágio profissional, na
perspectiva do estagiário, mas também com regulamentação sobre os orientadores de
estágio;
• O Psicólogo deve estar ciente da importância do Código Deontológico enquanto regime
regulador mais relevante do seu exercício profissional;
• O Regulamento Disciplinar define as regras a que deve obedecer a averiguação e
punição do incumprimento dos deveres que resultam do Estatuto e do Código
Deontológico.
Clique aqui para aceder aos Atos Legislativos e Regulamentares Aplicáveis aos Psicólogos
Este documento também se encontra disponível na Plataforma Moodle, na Unidade 4 do
Módulo1.
Página 33 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Desenvolvimento Profissional
A carreira constrói-se ao longo da vida. Tudo o que fazemos desde muito cedo molda a nossa
identidade pessoal e repercute-se mesmo que indirectamente na vida adulta. O que vamos
aprendendo ao longo da formação académica tem uma influência directa na carreira e o
conhecimento construído ao longo da actividade profissional é determinante para o nosso
desempenho.
A identidade da Psicologia em Portugal tem origem na falta de formação universitária pública
específica em Psicologia antes do 25 de abril de 1974. Após um período de lento crescimento
nas duas últimas décadas do século passado de licenciados em Psicologia em Portugal, houve
um aumento exponencial que teve um forte impacto na empregabilidade dos psicólogos.
O Desenvolvimento Profissional dos/as Psicólogos/as hoje é acompanhado pelo próprio
desenvolvimento da Ordem dos Psicólogos Portugueses cuja actuação é sempre pensada para
benefício dos profissionais que representa, reforçando assim a sua identidade. Deste modo,
fatores pessoais e factores contextuais são determinantes para o desenvolvimento profissional
da nossa classe. As caraterísticas pessoais e as competências desenvolvidas na formação e na
prática possibilitam a adaptabilidade, ou seja, a capacidade para enfrentar as tarefas previsíveis
da vida e também as imprevisibilidades.
Esta unidade está dividida em 4 capítulos. O capítulo que se segue ao enquadramento
corresponde à formação académica e profissional acreditada pela OPP, incluindo a prática
supervisionada que constitui uma constante do desenvolvimento profissional de um/a
psicólogo/a.
Na medida em que a formação nem sempre foi como hoje, e porque o passado ainda hoje tem
repercursões na situação profissional da Psicologia em Portugal, iniciaremos este capítulo com
uma breve descrição dos momentos de formação mais relevantes ao longo da carreira, com
particular incidência para o apoio que a OPP proporciona no desenvolvimento profissional.
Em seguida, apresenta-se a situação profissional dos psicólogos em Portugal, explicitando o
panorama geral da sua inserção na sociedade e o trabalho que a OPP tem realizado nos últimos
anos em prole da sua afirmação.
O último capítulo é dedicado ao desenvolvimento profissional, em particular ao papel proactivo
que cada membro efectivo terá no desenvolvimento da sua própria identidade profissional bem
como da identidade da Psicologia em Portugal.
Página 34 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Evolução Histórica da Formação em Psicologia em Portugal
Do ponto de vista da formação, sabemos que em Portugal os primeiros licenciados
obtiveram a Licenciatura no estrangeiro, outros fizeram formação pós-graduada em
Psicologia, mas tendo realizado licenciaturas em outras áreas como, por exemplo, em
Filosofia.
O primeiro curso de Psicologia em Portugal foi criado em 1962 pelo Instituto de Ciências
Psicológicas, que posteriormente passou a designar-se por Instituto Superior de
Psicologia Aplicada (ISPA).
Em 1970, o Curso Superior de Psicologia passa a ter uma duração de quatro anos,
porém só em 1986 é reconhecido como um curso de licenciatura.
1976 - Em 21 de Maio de 1976 foi criado o Departamento de Psicologia da Universidade
de Coimbra e de seguida, 29 de Maio, o da Universidade do Porto. No ano seguinte, foi
também criada a Licenciatura em Psicologia na Universidade de Lisboa.
década de 80 - Na década de oitenta, formaram-se os primeiros licenciados em
Psicologia nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra. Em 1987, se estimava existirem já
1.000 licenciados nesta área.
década de 90 - Em 1991 foi criada a licenciatura em Psicologia na Universidade do
Minho e dois anos depois no Instituto Superior de Matemáticas Aplicadas. Foi apenas
na década de 90 que começámos a assistir à criação de novas licenciaturas, elevando-
se o número destas para 10 em 1995. O crescimento acentuou-se bastante desde aí.
A partir de 2000 - No ano 2000 atingiu-se 23 licenciaturas. Este crescimento prolongou-
se durante a primeira metade da década anterior chegando a 35 licenciaturas em 2005.
A partir do ano de 2004, Portugal passou a deter mais licenciaturas em Psicologia do
que a Espanha.
Assistiu-se a uma ligeira redução no número de instituições com cursos de Psicologia
em funcionamento, após um pico de 37 em 2007, diminuíram para 34 em 2010 e 32
neste ano lectivo. Em 2007 surgem os primeiros alunos formados em Mestrado
Integrado pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de
Coimbra.
Página 35 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Em 2009 as formações em Psicologia são adaptadas em função das orientações do Tratado de
Bolonha.
Refira-se que a maioria das pessoas que detém uma formação em Psicologia adquiriu-a entre
2001 e 2005. 7761 (31,7%) durante o período 2001-2005 e 16820 (68,8%) em 2001-2010.
O número total de pessoas com formação universitária em Psicologia em 2013 é de 1847. Em
2014, o número total apurado de diplomados em Psicologia é de 21.929. O número crescente
de vagas em cursos de Psicologia em Portugal acabou por contribuir, consideravelmente, para
um aumento significativo do número de diplomados na área da Psicologia.
Através do gráfico abaixo apresentado, verifica-se que a evolução do número de vagas em
Psicologia em Portugal tem seguido desenvolvimentos diferentes nos dois sistemas de ensino
(universidades públicas e universidades privadas.
É necessário considerar que os cursos das Universidades Públicas, na sua maioria, tendem a
colocar mais candidatos do que o número de vagas disponíveis devido aos vários regimes de
colocação especiais, enquanto entre os cursos de Universidades Privadas tendencialmente as
vagas não são totalmente preenchidas. Conforme é possível verificar no gráfico abaixo,
registam-se significativamente mais vagas por preencher nas Universidades Privadas).
Página 36 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Acontecimentos importantes anualmente
2010
- Primeiras eleições Tomada de posse: Telmo Mourinho Baptista, Eleito primeiro bastonário da
OPP
- Reconhecimento de Qualificações: Criação de metodologia para reconhecimento de
qualificações profissionais.
- Gabinete de Estudos
- Contributos Políticos: Tomadas de posição, divulgação de estudos, partilha de relatórios.
- Cédulas Profissionais: Modelo e regulamento são aprovados pela Assembleia de
Representantes da OPP [Até maio de 2015 foram emitidas + 17.000 cédulas]
- Taxas e Quotas | Estágios Profissionais: Criação de regulamentos
- Início dos Cursos de Formação | Estágios Profissionais: Uma das primeiras medidas tomadas
pela Direcção da OPP. [N.º Psicólogos com curso de formação, em maio de 2015: 2.819]
2011
- OPP / A3ES
- Observatório da Empregabilidade
- Aprovação do Código Deontológico: Documento fundamental à intervenção dos psicólogos,
determinante para salvaguardar os interesses dos utentes.
Página 37 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
- Lançamento PSIS21 [N. de exemplares expedidos até 2015: + 100.000; até 2021: + 200.000]
- Benefícios OPP: Criação de protocolos com várias entidades/Benefícios para os membros da
OPP
- Estudo Custo-Efectividade: Vantagens de uma maior intervenção de Psicólogos no Serviço
Nacional de Saúde
- Visitas ao Website da OPP: www.ordemdospsicologos.pt 500.000
2012
- Participação no Conselho Nacional de Saúde Mental
- Estágios Profissionais: Aprovada a proposta de alteração ao artigo 84º da Lei para agilizar o
processo de inscrição na OPP [N. de protocolos assinados e de orientadores reunidos até 2015:
+ 1.000; até 2021: 4.150 (protocolos activos); 5.628 (orientadores registados)]
- Defesa e Enquadramento Legal e Político da OPP: Efectuadas 15 reuniões com o Governo e
participação em Comissões na Assembleia da República
- Vinhetas: Acesso de todos os membros efectivos à utilização de vinhetas
- Projecção mediática da OPP: Ordem profissional com melhor posicionamento nas redes sociais.
Aumento dos níveis de reputação e influência mediática
- 1º Congresso da OPP [Profissionais Presentes: 1.800; Apresentações: 450]
- Mensagem do Bastonário ao Presidente da República e ao país
- Parcerias OPP: Criação e desenvolvimento de plataformas de comunicação com a CPLP e
Espanha
- Eleições Regionais: Primeiras eleições regionais da OPP
- OPP / FIAP: Bastonário da OPP nomeado presidente da FIAP, Federación Iberoamericana de
Associaciones de Psicologia
- Formação e Empregabilidade: Divulgação de estudos relacionados com a análise da formação
em psicologia e a empregabilidade dos psicólogos
Página 38 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
2013
- 35ª Conferência / International School Psychology Association (ISPA): The future of school
psychology services: Linking creativity and children’s needs
- 1º Encontro Luso-Espanhol: Soluções da Psicologia em tempos de crise
- Newsletter Semanal: Criação de uma newsletter semanal
- Protocolos Internacionais: APA e Conselho Federal de Psicologia do Brasil
- Seguro de Responsabilidade Civil Profissional: Oferta de seguro de Responsabilidade Civil
Profissional para todos os membros efectivos
- Taskforce: Criação da Taskforce para apoio dos membros estagiários, Prospecção de locais de
estágio e Acompanhamento de membros estagiários
- Comparticipação da Psicologia: Consultas de Psicologia comparticipadas pelo seguro de saúde
da AXA
- Podcast: Criação do podcast da OPP
- Delegações Regionais da OPP: Inauguração das Delegações Regionais: Açores, Centro, Norte,
Madeira e Sul
- CNOP: Representação no Conselho Nacional das Ordens Profissionais
2014
- OPP / EFPA: Admissão à EFPA
- Taxas e Regulamentos: Revisão dos Regulamentos
- Conselho Jurisdicional [Processos analisados até 2014: 222]
- 2º Congresso da OPP - IX Congresso Iberoamericano de Psicologia
- Espaço OPP Desenvolvimento Profissional: Criação do plano de acompanhamento individual,
com início em Outubro [Membros inscritos até dezembro de 2014: 300]
- Ética e Deontologia no exercício da Psicologia: Primeiro livro publicado pela OPP
- Taskforce: Reforço / Cobertura de todo o território nacional
- 1º Censo OPP: Realização do 1º Censo a Membros Efectivos
- Encontre uma saída: Lançamento da campanha https://encontreumasaida.pt/
Página 39 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
- Orçamento Participativo: Lançamento da 1ª edição
- 1.000 Psicólogos para Situações de Catástrofe: Criação do curso de formação
- Acção Formativa Acreditada: Criação do sistema de créditos OPP
- V Encontro PSI-CPLP
- Denúncias OPP ao Ministério Público: 30 Situações de eventual usurpação de título
denunciadas ao Ministério Público.
- SClínico: Trabalho conjunto com Serviços Partilhados do Ministério da Saúde
2015
- Healthy Workplaces: Elegeram-se as Organizações que mais contribuíram para a segurança, o
bem-estar e a saúde (física e psicológica) no local de trabalho.
- Provedor do Estágio: Implementação
- Eventos Científicos: Lançamento do programa de Apoio a Eventos Científicos
- Ethics and Psychology Conference
- Estrutura OPP: Criação de 2 novos Conselhos, 7 comissões e 13 Grupos de Trabalho
- Academia OPP: 1ª Edição / Distinguir a inovação, o método, a criatividade e o rigor científico
em projectos de Intervenção Psicológica, nomeadamente aqueles que façam uso criativo da
tecnologia
- OPP no Facebook [N.º de seguidores em outubro de 2015: +35.000; em novembro de 2021:
76.000]
- Conselho Científico | Comissão de Ética: Implementação
- 1ª Edição Mostra de Projectos Empreendedores e Desafios e Empregabilidade na Psicologia
- Ser Psicólogo: Implementação do programa de Desenvolvimento de Competências
- Mais de 60 reuniões com o Governo e Entidades Responsáveis
- Healthy Workplaces Award: Healthy Workplaces - Prémios Locais de Trabalho Saudáveis
- Presidente da EFPA: Telmo Mourinho Baptista - Eleito presidente da EFPA
Página 40 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
- Psicologia para Cidadãos Europeus: Semestre Europeu
- Sentir a Psicologia
- Especialidades: Aprovação do regulamento das Especialidades
- A Psicologia nos Programas do Governo: Propostas de Medidas para reforçar a participação da
Psicologia e dos Psicólogos na sociedade civil
2016
A execução do plano estipulado em 2016 foi cumprido e superado graças ao esforço e trabalho
de toda a Direcção e colaboradores da OPP, assim como de membros efectivos e estagiários e
estudantes que marcaram presença nas várias iniciativas ao longo de 2016.
De acordo com o programa 2014-2016, realizaram-se as seguintes actividades:
• Criação de um sistema de acreditação de formação;
• Créditos de formação para desempregados até 100 euros;
• Criação de Grupos de Trabalho da OPP;
• Envio regular de Mailings e PSI – Para Sua Informação;
• Prémio Healthy Workplaces – Locais de Trabalho Saudáveis 2016;
• Processo de Equiparação das Especialidades;
• Aumentar a visibilidade dos psicólogos;
• Disponibilização de formação aos psicólogos numa situação de catástrofe;
• Suporte ao processo de Estágio profissional;
• Relações com estudantes de Psicologia;
• Disponibilização de um pacote de benefícios aos membros;
• Acesso à Base de Dados EBSCO e Redalyc;
• Certificação do Sistema de Gestão da Qualidade;
• Débito directo no pagamento das quotas;
• Realização do 3º Congresso da OPP;
• Avaliação e prevenção dos riscos psicossociais;
• Colaboração com a Direção Geral da Educação.
- Vinhetas - Uma garantia adicional de autenticação
As vinhetas lançadas pela Ordem são uma garantia adicional de autenticação para os utilizadores
dos serviços de Psicologia.
Prosseguindo um dos seus objetivos principais, consignados na lei que criou a Ordem dos
Psicólogos (Lei 57/2008 de 4 de Setembro), que é o de defender os interesses gerais dos utentes,
a OPP entendeu que deveria proporcionar aos seus membros um meio de autenticação dos
documentos produzidos pelos profissionais.
Página 41 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
As vinhetas tornam claro que se está na presença de um acto psicológico relevante, único,
identificado pelo número de vinheta, exclusivo daquele profissional. Garantem ainda que o
profissional está inscrito na Ordem, cumprindo assim os requisitos legais para a inscrição.
(Fonte: OPP)
- Grupos de Trabalho da OPP
• Intervenção do Psicólogo em Contexto de Crise e Catástrofe
• Intervenção do Psicólogo em Contexto de Ensino Superior
• Intervenção do Psicólogo em Contexto de Violência Doméstica
• Intervenção do Psicólogo em Contexto Escolar
• Intervenção do Psicólogo nos Processos de Acolhimento Residencial
• Intervenção Psicológica nos Cuidados Paliativos
• Neuropsicologia
• Intervenção Psicológica no Contexto da Pediatria
• Psicogerontologia (2017)
• Fórum Nacional de Álcool e Saúde
• Criação de Arquivo Clínico Informático no SNS
• Intervenção do Psicólogo em Contexto Desportivo
• Implementação dos Serviços de Psicologia no SNS
Reorganização dos Serviços de Psicologia no SNS:
No âmbito da participação da Ordem dos Psicólogos Portugueses no contributo para o
desenvolvimento e sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), foi publicado o
despacho do Ministério da Saúde que prevê a criação do Grupo de Trabalho para preparar os
diplomas relativos à reorganização dos serviços de Psicologia no SNS, com vista a uma maior
autonomização e ao registo das suas actividades e dos seus actos.
De acordo com o Despacho n.º 13278/2016 de 7 de Novembro de 2016, “é constituído um Grupo
de Trabalho com o objectivo de proceder à análise, estudo e elaboração de propostas nas
seguintes áreas:
• Modelos de organização da prestação de cuidados na área da Psicologia no Serviço
Nacional de Saúde (SNS), que permitam uma maior rentabilização e optimização dos
recursos humanos e materiais;
• Definição e caracterização das várias intervenções no contexto do acto do psicólogo,
que permitam a uniformização dos procedimentos de registo das intervenções, a
normalização da informação e a garantia de um registo clínico adequado no âmbito dos
sistemas de informação”.
(Fonte: OPP)
Página 42 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
- Reorganização dos serviços de Psicologia no SNS:
No âmbito da participação da Ordem dos Psicólogos Portugueses no contributo para o
desenvolvimento e sustentatibilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), foi publicado o
despacho do Ministério da Saúde que prevê a criação do Grupo de Trabalho para preparar os
diplomas relativos à reorganização dos serviços de Psicologia no SNS, com vista a uma maior
autonomização e ao registo das suas atividades e dos seus atos.
De acordo com o Despacho n.º 13278/2016 de 7 de Novembro de 2016, “é constituído um Grupo
de Trabalho com o objetivo de proceder à análise, estudo e elaboração de propostas nas
seguintes áreas:
• Modelos de organização da prestação de cuidados na área da Psicologia no Serviço
Nacional de Saúde (SNS), que permitam uma maior rentabilização e otimização dos
recursos humanos e materiais;
• Definição e caraterização das várias intervenções no contexto do ato do psicólogo, que
permitam a uniformização dos procedimentos de registo das intervenções, a
normalização da informação e a garantia de um registo clínico adequado no âmbito dos
sistemas de informação”
2017
- Plano de Actividades e Orçamento: O Plano de Actividades e Orçamento da Ordem para 2017
assentou numa estratégia nacional, com implementação regional articulada e comum, com o
objectivo de aproximar todos os órgãos nacionais aos membros da Ordem dos Psicólogos/as
Portugueses, ao mesmo tempo que influencia decisões políticas e a opinião pública.
As ideias apresentadas serão operacionalizadas, área a área, a partir de 4 eixos estratégicos:
Eixo 1. Melhorar o bem estar dos cidadãos aumentando a acessibilidade aos serviços
prestados por Psicólogos/as.
Eixo 2. Valorizar a profissão melhorando as condições do seu exercício.
Eixo 3. Alcançar um serviço de excelência e proximidade aos/as psicólogos/as.
Eixo 4. Aumentar o envolvimento e participação dos/as psicólogos/as na vida da OPP.
- Escola Saudavelmente: A aposta na promoção da Saúde em meio escolar é fundamental e
indissociável da contribuição da Psicologia e dos Psicólogos. A OPP tem, por isso, o dever de
contribuir para uma cultura de responsabilidade, envolvimento e participação social,
Página 43 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
colaborando na promoção de políticas saudáveis na escola. Neste sentido, em 2017, a Ordem
dos Psicólogos Portugueses lança a Campanha Escola SaudávelMente.
Após receção de 253 candidaturas, 99 escolas e agrupamentos de escolas serão distinguidas
com o Selo “Escola SaudávelMente – Boas Práticas de Saúde Psicológica e Sucesso Educativo
2016-2018”, a ser entregue em sessão solene. A promoção da Saúde Psicológica e do Sucesso
Educativo é, no nosso entender, absolutamente crucial para o desenvolvimento das crianças e
jovens e urge que mais e mais estabelecimentos de ensino se organizem no sentido de
apostarem em políticas e práticas de intervenção nestas áreas.
- Plano Nacional de Prevenção da Depressão: A Ordem dos Psicólogos Portugueses define como
sendo uma das suas principais linhas de actuação o desenvolvimento de um Plano Nacional de
Prevenção da Depressão.
A depressão tem hoje impactos muito significativos na qualidade de vida dos Portugueses, que
se expressam nas mais variadas áreas, e que significam custos de sofrimento (para os próprios
e para as famílias) e custos económicos muito significativos.
- Repositório OPP: O Repositório OPP tem como objectivo a agregação de diversos tipos de
documentos produzidos pelo Gabinete de Estudos da Ordem dos Psicólogos Portugueses,
relevantes e do interesse dos Psicólogos/as (ou do público em geral). Constitui-se como um
ponto de pesquisa, descoberta e acesso a documentos, em formato digital, de carácter científico
e resultantes das actividades e da intervenção da OPP na defesa dos interesses da profissão de
Psicólogo/a em Portugal.
Os conteúdos do Repositório estão organizados por Coleções que correspondem a seis
categorias distintas de documentos, a saber: Comentários Técnicos e Contributos OPP,
Pareceres, Relatórios de Evidência Científica, Revisão de Dados e Literatura Científicos, Perfis
do/a Psicólogo/a, Campanhas e Ações Publicitárias da OPP, Outros.
Os documentos constantes no Repositório têm diferentes níveis de abrangência e deve notar-
se que o seu conteúdo depende da informação disponível à data de elaboração. Todos incluem
uma sugestão de citação, caso necessite de os referenciar.
Página 44 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
- Programas de Prevenção | Promoção de Competências: Um aspecto fundamental da
intervenção do psicólogo consiste na promoção de competência sócio-emocionais e na
prevenção de problemáticas específicas.
Promoção e Prevenção
Promoção e prevenção são conceitos distintos, mas complementares. Distintos porque,
enquanto os programas de prevenção visam evitar (ou adiar, nos casos em que não é possível
evitar) a ocorrência de uma determinada condição que se considera prejudicial ao adequado
desenvolvimento e/ou ajustamento psicológico do indivíduo, os programas de promoção visam
aspectos positivos para este ajustamento focando-se, por isso, na melhoria da qualidade de vida.
Complementares porque a mesma intervenção pode integrar componentes de prevenção e de
promoção. Entre as áreas mais comuns de prevenção encontram-se: os comportamentos
aditivos, perturbações do comportamento alimentar, violência, comportamentos de risco,
obesidade e outros problemas de saúde.
Entre as competências mais frequentemente promovidas encontram-se: a autoestima ou
autoconceito, a resiliência, as competências de comunicação, de gestão de conflito ou as
competências parentais.
- Livros / Publicações OPP: “Uma dor tão desigual”, Intervenção Psicológica em Situações de
Catástrofe e Revista científica da Ordem dos Psicólogos Portugueses.
- Momentos Políticos Relevantes para a Profissão: O documento que foi desenvolvido de forma
conjunta entre a Direção-Geral da Saúde e a Ordem dos Psicólogos Portugueses, destina-se a
quem vivenciou um desastre natural e a todos aqueles que possam de alguma forma intervir ou
relacionar-se com as pessoas afectadas, apresentando recomendações para melhor lidar com
as emoções após um desastre natural.
Página 45 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
No seguimento do incêndio e trágicos acontecimentos testemunhados na região de Pedrógão
Grande, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) solicitou a activação da bolsa da OPP,
“1.000 Psicólogos para situações de crise e catástrofe”.
2018
-OPP nomeia nova Provedora do Psicólogo Júnior
– Lançamento do Guia para Implementação dos Serviços, Unidades ou Núcleos de Psicologia
no SNS - https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/noticia/2211
– Publicação do Perfil dos Psicólogos da Justiça -
https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/noticia/2216
– 4ª edição do Prémio Inovação na Intervenção Psicológica
- Lançamento do Guia – Como lidar com um Desastre Natural -
https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/noticia/2308
– 4º congresso da OPP
- OPP disponibiliza guia “Parentalidade na era digital – orientação parental para a proteção
online de crianças contra a exploração sexual e o abuso sexual”. -
https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/noticia/2401
2019
- Dia da Psicologia nas Instituições Europeias -
https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/noticia/2481
– Lançamento das Linhas de Orientação para a prática profissional nos cuidados paliativos -
https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/noticia/2505
- Valorizar.me também disponível para Psicólogos Júnior
- Projeto de Regulamento que define os Atos do Psicólogo -
https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/noticia/2576
– Nomeado 1º Conselho Nacional de Psicólogos
- Nova campanha da Ordem dos Psicólogos Portugueses "Comunidades Pró-Envelhecimento"
Página 46 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
- International Summit on Psychology and Global Health: A Leader in Climate Action
- 1ºEbook OPP - "Pareceres da Comissão de Ética da OPP"
2020
- Aprovada proposta para isenção de IVA para quaisquer serviços prestados enquanto
psicólogos
– Covid-19
– Apoio na criação da Linha de aconselhamento Psicológico do SNS24
- Linhas de Orientação OPP - Prestação de Serviços de Psicologia Mediados por Tecnologias da
Informação e da Comunicação (TIC)
– lançamento do Podcast OPP "O Frio é Psicológico"
– Disponibilização do Relatório do custo do stress e dos problemas de saúde psicológica no
trabalho, em Portugal
- Linhas de Orientação para a Prática Profissional no Âmbito da Intervenção Psicológica com
Pessoas LGBTQ
– Disponibilização do Relatório sobre Impacto Socioeconómico e Saúde Mental: Crise
Económica, Pobreza e Desigualdades: OPP lança site maisprodutividade.org
- Recomendações para a Prática de Intervisão e Supervisão em Psicologia -
https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/noticia/3107
– Eleições
- eBook OPP Afirmar os Psicólogos nos Media (2017-2020) -
https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/noticia/3281
- Linhas de Orientação para a Prática Profissional no Âmbito daIntervenção Psicológica com
Adultos mais Velhos
Página 47 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
2021
– Programa Regional de promoção da literacia em Saúde Mental (Autarquias)
– Lançamento do eBook OPP "Equipas de Alto Desempenho"
- Apresentação Revista "Psicologia para Psicólogos"
- Novo Portal OPP de informação e recursos sobre Saúde Psicológica e Bem-estar - EU
SINTO.ME
– 1ª edição do Magazine Informativo
– Inicio do processo de avaliação de riscos psicossociais com o apoio da OPP na administração
pública
– Nova área pessoal
– 1º episódio do Podcast Isto é Psicologia
– 1º episódio Impaciência do Coração (parceria com a RTP2)
- OPP cria medidas de apoio à Investigação e aos produtos promovidos pelos Psicólogos
- +OPP a nova aplicação da Ordem dos Psicólogos
– Fim da prescrição médica para consultas de Psicologia na ADSE
Página 48 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Formação Inicial e Formação Profissional Contínua
A formação actual compreende a:
• formação académica
• prática supervisionada
• formação pós-graduada e creditada.
A formação académica em Psicologia em Portugal obedece ao enquadramento legal actual e
está em consonância com a estrutura preconizada pelas orientações europeias:
Dois ciclos em Psicologia - 5 anos de estudos sob a forma de um 1º e de um 2º ciclo ou um
mestrado integrado que pressupões 3 + 2 anos de estudos. Existem 31 cursos em diferentes
universidades públicas e privadas espalhadas pelo continente e ilhas que são reconhecidos pela
OPP como cumprindo os critérios do EuroPsy.
Ao longo deste período a OPP garante o acompanhamento dos estudantes através da
Academia OPP, do Prémio Inovação na Intervenção Psicológica e Summer Camp.
O exercício profissional só é possível após um ano de estágio profissional supervisionado. O
objectivo principal do estágio profissional é possibilitar uma transição do estudo académico para
uma prática autónoma de Psicologia, de forma a permitir a integração da teoria e investigação
na prática. Constitui um primeiro momento de prática supervisionada que é garantida num
segundo momento pelas sociedades e associações especializadas e acreditadas pela OPP e
formações pós-graduadas por sociedades, associações ou instituições de ensino superior
acreditadas de forma a assegurar o desenvolvimento profissional dos membros da OPP. A
prática supervisionada é também uma obrigatoriedade para o acesso às especialidades gerais e
avançadas.
Como forma de promover competências de empregabilidade, empreendedorismo e
planeamento de carreira, a OPP dinamiza Workshops Online EmCarreira. Os Workshops são
uma iniciativa gratuita que pretende apoiar na transição para o mercado de trabalho e procura
do primeiro emprego em Psicologia. Visite a página do site para saber mais
Página 49 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Situação Actual da Psicologia e dos Psicólogos em Portugal
O crescimento da Psicologia está, assim, associado ao aumento do número de profissionais e ao
alargamento das áreas de intervenção.
Esta situação resulta do número de instituições com formação universitária em Psicologia e ao
crescimento do número de graduados em Psicologia em Portugal.
A Psicologia em Portugal experienciou um período de grande expansão nas últimas duas
décadas.
De um número reduzido, na década de sessenta, passou-se para um número presentemente de
cerca de 25 000 psicólogos activos em Portugal. Actualmente, existem psicólogos a trabalhar em
diferentes áreas da sociedade: educação, saúde, organizações, justiça, sistema de segurança,
desporto, entre outras.
De acordo com os dados internos da OPP, à data de novembro de 2021 registam-se os
seguintes números:
Membros Efectivos (Activos): 24.415
Membros Estagiários com nº de cédula: 1.448
Suspensões de inscrição activas: 2.644
Falecidos: 104
Pensionistas: 105
Membros correspondentes:152
1063 Psicólogos no Serviço Nacional de Saúde
529 Cuidados de Saúde Primários
Existe um total de 1063 Psicólogos e Psicólogas no Serviço Nacional de Saúde, cuja distribuição
territorial é assimétrica (grande parte dos recursos concentra-se nas regiões de Lisboa e Vale do
Tejo e Norte). Destes, 529 intervêm nos Cuidados de Saúde Primários, sendo que o rácio
recomendado seria de 1 Psicólogo/a por cada 5000 utentes (dados de novembro de 2021).
Persiste uma situação carência crónica no que respeita à acessibilidade, equidade e qualidade
dos cuidados de saúde psicológica, patente no reduzido número de profissionais da Psicologia
que integra o SNS e na assimetria da sua distribuição territorial, que se traduz ainda numa
Página 50 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
escassez de respostas preventivas e de diagnóstico precoce e de promoção global da saúde e na
predominância de intervenções psicológicas pontuais, descontinuadas, reactivas e centradas
meramente no tratamento da doença.
Promoção, união, defesa e representação dos psicólogos
Desde a tomada de posse do 1º Bastonário e consequentemente da 1ª Direção e 1ª Assembleia
de Representantes que a Ordem dos Psicólogos tem finalmente tido poderes para promover,
unir, defender e representar os psicólogos.
A sua actuação tem sido pautada por uma forte intervenção junto da sociedade procurando
mostrar às entidades responsáveis a importância do trabalho dos psicólogos, promovendo a
empregabilidade e reforçando a sua influência.
O desenvolvimento profissional dos psicólogos também tem sido objecto de atenção particular
no sentido de mobilizar os psicólogos a desempenharem um papel activo na promoção da sua
acção profissional através de um conjunto de programas ao longo da carreira, desde a formação
académica até a momentos mais avançados na sua carreira.
Actuação durante a Pandemia COVID-19
Durante a pandemia da COVID-19, a OPP ajustou-se, desde o primeiro momento, à exigência
colocada por esse enorme e complexo desafio.
Estão disponibilizadas/os:
o mensagens do Bastonário OPP
o comunicados
o documentos de apoio
o vídeos
o comunicação social
o #COVIDica
o FAQs
o Formação e Desenvolvimento Profissional
o Materiais de apoio
o Fóruns, Agentes e Investigação
o Eventos
o Links úteis
Foi implementada uma reformulação da estrutura da OPP, de forma a posicionar-se enquanto
contribuidor activo junto das autoridades e dos decisores, da comunicação social e das diversas
entidades e organizações da sociedade civil. Visite o site aqui para ficar a saber mais.
Página 51 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Soluções PsiCarreiras - Qualificação e Emprego
A Ordem dos Psicólogos Portugueses tem como um dos seus eixos estratégicos a Qualificação e
o Emprego. Nesse sentido, disponibiliza medidas de estímulo à empregabilidade, de apoio à
integração no mercado de trabalho e ao desenvolvimento de carreira dos seus membros.
Dentro das Soluções PsiCarreiras existem dois programas:
• Projecta-te – Constrói a Tua Carreira Profissional
• Espaço OPP – Desenvolvimento Profissional
Complementarmente são dinamizadas sessões de WebTalks e existe a Bolsa de emprego:
• WebTalks
• Bolsa de Emprego: A OPP criou a Bolsa de Emprego cujo objetivo primordial é
disponibilizar anúncios de emprego para Psicólogos/as, partindo dos interesses
manifestados pelas entidades empregadoras. A Bolsa de Emprego constitui, assim, mais
um recurso que pretendemos que seja útil e eficaz nos contactos entre candidatos e
empresas. É um serviço disponibilizado pela OPP aos seus membros efetivos e
estagiários que visa apenas facilitar o contacto destes com as entidades que publicitem
empregos ou estágios profissionais na área da Psicologia. A Bolsa de Emprego reúne
anúncios de emprego e de estágios profissionais de entidades que aceitem aderir à
Bolsa, não constituindo por isso uma reunião exaustiva dos anúncios da área da
Psicologia publicados em território nacional.
Página 52 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Especialidades
A atribuição do título de especialista aos psicólogos portugueses tem diversas vantagens
como:
• o reconhecimento da formação e da qualificação numa determinada área da Psicologia
• a certificação pela OPP desta qualificação/especialização
• a legitimação, junto de utentes e entidades, do exercício profissional numa determinada
área da Psicologia
• a constituição de um directório público de especialistas.
A equiparação às especialidades de Psicologia está dividida em duas fases. Na primeira fase,
pode submeter o seu CV numa plataforma que desenvolvemos para si. Subsequente à sua
candidatura pode fazer a submissão através da plataforma dos documentos digitais
comprovativos requeridos.
Procurámos simplificar o processo de candidatura que é operacionalizado através de uma
plataforma online. Todos os elementos necessários serão submetidos na plataforma e através
desta será possível simular o número de créditos que dispõe, bem como o eventual número de
créditos em falta. A plataforma permite ainda várias simulações e correções para que consiga
de forma informada submeter a sua candidatura.
Seleccione os documentos abaixo para aceder aos mesmos:
• Regulamento Geral de Especialidades Profissionais da OPP
• Questões Frequentes
Acreditação da Formação
Numa profissão em constante desenvolvimento e mudança como é a dos/as Psicólogos/as, a
formação contínua e a aprendizagem ao longo da vida revestem-se de uma importância fulcral,
potenciando o desenvolvimento profissional e da carreira mediante a actualização de
conhecimentos e competências tão necessárias ao melhor exercício da profissão.
Perante a diversidade, heterogeneidade e disparidade das ofertas formativas existentes no
mercado, em termos operativos, pedagógicos, científicos e de corpo docente/formadores, a
OPP, enquanto entidade reguladora da profissão, criou o Sistema de Acreditação das Acções
Formativas.
Página 53 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
Desenvolvimento Profissional Contínuo
Ser psicólogo/a é um compromisso de vida. Todo o seu comportamento reflecte os valores e as
atitudes da Psicologia, como a sensibilidade para com os outros, a aceitação da diversidade
individual e cultural, o relacionamento eficaz e significativo com indivíduos, grupos e
comunidades.
O desempenho da profissão obriga à competência profissional e ao compromisso ético, isto é, a
uma constante actualização científica e aplicação dos princípios éticos e legais em relação a
actividades profissionais com indivíduos, grupos e organizações em relação aos quais se
intervém.
Uma outra componente essencial da actividade profissional é a prática reflexiva que exige uma
autoavaliação e autocuidado.
Esta necessidade constante da actualização implica um desenvolvimento profissional contínuo
através de actividades que mantenham ou melhorem a competência profissional e que sejam
relevantes para a prática profissional presente ou futura, permitindo aos profissionais lidar de
forma inovadora com problemas ou obstáculos com que se cruzam.
O Desenvolvimento Profissional Contínuo possibilita a construção de padrões profissionais e
éticos e a actualização de conhecimentos profissionais importantes quer em termos
metodológicos como teóricos e empíricos, ampliando a qualidade dos serviços prestados e
viabilizando a partilha de experiências e a adaptabilidade dos próprios profissionais. Esta é a
lógica do EuroPsy que requer que o Certificado Europeu de Psicologia seja renovado
periodicamente de forma a garantir que os profissionais se actualizem e assumam o seu
compromisso para com a sua missão.
O desenvolvimento contínuo de conhecimentos é actualmente disponibilizada pela Ordem
dos Psicólogos Portugueses aos seus membros através do programa Valorizar.me:
O objectivo da Formação OPP é o desenvolvimento de competências necessárias à eficaz prática
profissional e ao desenvolvimento profissional dos psicólogos, nas diferentes áreas e contextos
de intervenção.
A formação OPP 2017 surge num novo formato com o compromisso de se ajustar ainda mais às
necessidades e expectativas dos Psicólogos Portugueses e antecipar as necessidades do
Página 54 de 55
Módulo 1 “Identidade e Desenvolvimento Profissional”
mercado de trabalho, actuando sobre as áreas emergentes da Psicologia, fomentando uma
maior afirmação do exercício profissional da Psicologia e dos psicólogos.
Resumidamente…
Terminamos assim esta unidade, onde teve oportunidade de compreender como o
Desenvolvimento Profissional Contínuo dos/as Psicólogos/as portugueses depende da sua
proactividade e do seu envolvimento com a Ordem dos Psicólogos que tem vindo a trabalhar
para defender e afirmar a profissão através dos eixos estratégicos já referidos:
• melhoria do bem-estar dos cidadãos e aumento da acessibilidade dos serviços prestados
pelos/as psicólogos/as;
• valorização da profissão e melhoramento das condições do seu exercício;
• obtenção de um serviço de excelência e proximidade aos/às psicólogos/as;
• incremento do envolvimento e participação dos/as psicólogos/as na vida da OPP.
O futuro depende de todos nós.
Compromisso para com a sua missão.
Página 55 de 55