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Memorex Cnu (Bloco 9) Rodada 05

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MEMOREX CNU (Bloco 9) – Rodada 05

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Parabéns por ter dado esse passo importante na sua preparação, meu amigo (a).
Temos TOTAL certeza de que este material vai te fazer ganhar muitas questões e
garantir a sua aprovação.

Você está tendo acesso agora à Rodada 05. As demais rodadas serão liberadas
conforme o cronograma na sua área de membros.

Nesse material focamos também nos temas mais simples e com mais DECOREBA,
pois, muitas vezes, os deixamos de lado e isso pode, infelizmente, custar inúmeras
posições no resultado final.

Lembre-se: uma boa revisão é o segredo da APROVAÇÃO.

Portanto, utilize o nosso material com todo o seu esforço, estudando e aprofundando
cada uma das dicas.

Se houver qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando suas
dúvidas para: [email protected]

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ÍNDICE
LÍNGUA PORTUGUESA............................................................................ 4
MATEMÁTICA ....................................................................................... 11
DE DIREITO NOÇÕES DE DIREITO........................................................ 13
REALIDADE BRASILEIRA ..................................................................... 24
REGULAÇÃO E AGÊNCIAS REGULADORAS ............................................ 26

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LÍNGUA PORTUGUESA

DICA 01
ORTOGRAFIA OFICIAL - ACENTUAÇÃO GRÁFICA
A acentuação gráfica é uma parte importante da ortografia na língua portuguesa, que
tem como objetivo indicar a correta pronúncia e entonação das palavras, além de
diferenciar termos com grafia semelhante, mas sentidos distintos.
Na Língua Portuguesa, os acentos gráficos são:

ACENTO AGUDO ´ ACENTO GRAVE ` ACENTO CIRCUNFLEXO


^

aparece sobre as letras a, i, Mais conhecido como Aparece nas vogais “a”, “e”
u e sobre o e (no caso de – crase. e “o”, indica a vogal tônica
em). Sua função é indicar e o timbre fechado na
a as vogais tônicas. Ex.: à; àquela. pronúncia.
Ex.: Saúde; Paraná. Ex.: Vovô; mês.
Pode indicar um timbre
aberto.
Ex.: chulé; herói.

A acentuação gráfica relaciona-se com a posição da sílaba tônica nas palavras. Existem
regras específicas para palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.
DICA 02
REGRAS GERAIS DA ACENTUAÇÃO
A fim de compreender adequadamente as regras, veja estes conceitos iniciais em
relação à sílaba tônica das palavras:

as últimas sílabas são tônicas.


PALAVRAS
OXÍTONAS:
Ex.: abacaxi / a-ba-ca-xi

as penúltimas sílabas são tônicas.


PALAVRAS
PAROXÍTONAS:
Ex.: levedo / le-ve-do

as antepenúltimas sílabas são tônicas.


PALAVRAS
PROPAROXÍTONAS:
Ex.: pálido / pá-li-do

DICA 03
PAROXÍTONAS
As paroxítonas são palavras na Língua Portuguesa cuja penúltima sílaba é a tônica,
ou seja, é nela que recai a maior intensidade da pronúncia. Elas representam a maior
parte das palavras da língua e, em muitos casos, não necessitam de acento gráfico, pois
sua tonicidade é identificada de forma natural pela pronúncia.

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Acentuam-se as paroxítonas terminadas em um e un(s):


Ex.: álbum e fórum.

Acentuam-se as paroxítonas terminadas em r:


Ex.: açúcar e caráter.

Acentuam-se as paroxítonas terminadas em x:


Ex.: tórax e látex.

Acentuam-se as paroxítonas terminadas em n:


Ex.: abdômen e hífen.

Acentuam-se as paroxítonas terminadas em l:


Ex.: amável e fácil.

Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ão (s):


Ex.: órgãos e órfão.

Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ps:


Ex.: bíceps.

Acentuam-se as paroxítonas que terminam em ditongos:


Ex.: memória e Ásia.

CUIDADO: por exemplo, PÓLEN leva acento, mas o plural “polens” não possui
acento!

ATENÇÃO!!

Os ditongos abertos (“ei”, “oi”) das paroxítonas não devem ser acentuados.
Ex.: ideia, joia, paranoia e assembleia.

TOME NOTA: a palavra “herói”, por exemplo, continua sendo acentuada. Embora
possua ditongo aberto “ói”, ela é oxítona, não é paroxítona.
DICA 04
OXÍTONAS E PROPAROXÍTONAS
Acentuam-se as oxítonas terminadas em a(s):
Ex.: Pará e maracujás.
Acentuam-se as oxítonas terminadas em e(s):
Ex.: café e até.
Acentuam-se as oxítonas terminadas em o(s):
Ex.: vovô e avós.
Acentuam-se as oxítonas terminadas em em e en(s):
Ex.: armazém e parabéns.
Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas!
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Ex.: médico, lâmpada e público.


DICA 05
PAROXÍTONAS
As palavras são paroxítonas porque têm a sua penúltima sílaba tônica. Há as
seguintes regras:

REGRAS PAROXÍTONAS

Palavras terminadas em R Açúcar, caráter, néctar.

Palavras terminadas em X Córtex, látex, tórax, fênix.

Palavras terminadas em N Abdômen, pólen, próton.

Palavras terminadas em L Ágil, fácil, amável.

Palavras terminadas em OS Bíceps, tríceps.

Palavras terminadas em ã(s), ão(s) Órfã, órfãos, bênção.

Palavras terminadas em I, IS Táxi, grátis, tênis.

Palavras terminadas em EI, EIS Hóquei, jóquei.

Palavras terminadas em US Vírus, bônus.

Palavras terminadas em om, ons um,


Prótons, álbum, álbuns.
uns
DICA 06
FALSA PROPAROXÍTONA
Muitas vezes há dúvida sobre uma palavra ser paroxítona terminada em ditongo oral
crescente ou proparoxítona.
Ex. de palavras paroxítonas: his-tó-ria, ar-má-rio, á-rea, tê-nue. São ditongos orais
crescentes.
Por outro lado, essas palavras podem ser interpretadas como proparoxítona (em última
instância). Ex.: his-tó-ri-a, ar-má-ri-o, á-re-a, tê-nu-e.

ATENÇÃO!!

1º - Se aparecer uma questão, pedindo 2º - SOMENTE se você não encontrar


para você marcar a palavra que possui
uma palavra proparoxítona, com certeza
a mesma regra de acentuação que a terá uma palavra que seja paroxítona
terminada em ditongo crescente e
palavra “ÚLCERA” (que é uma
você marcará esta como correta (ex.:
proparoxítona), por exemplo, você
vitória), pois, daí, significa que o
procura por uma palavra proparoxítona, em
examinador considerou essa palavra
que a antepenúltima sílaba seja acentuada
“vitória” como proparoxítona. Embora
(ex.: vítima → ví-ti-ma).
“vitória” não seja uma verdadeira
proparoxítona, ela pode ser uma falsa
proparoxítona.

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DICA 07
ACENTO DIFERENCIAL
CUIDADO! O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi extinto.

ANTES DEPOIS

VÔO VOO

ENJÔO ENJOO

CRÊEM CREEM

LÊEM LEEM

MACETE! “CREDELEVE” → são os verbos: CRER, DAR, LER e VER. → Quando ficam
no plural, dobra-se o “e” e não levam acento, como exposto no quadro acima.

QUESTÃO, FGV.
Indique a alternativa cujos vocábulos tiveram sua acentuação gráfica alterada em
função do último acordo ortográfico.
a) têm – vêm
b) heroico – saúde
c) colmeia – herói
d) veem – leem.
GABARITO: d.
Comentário: não mais se acentua os encontros -oo e –ee. Ex.: voo, enjoo, creem,
deem, leem, veem.

DICA 08
ACENTO DIFERENCIAL
Não existe mais o acento diferencial. Mas em algumas palavras ele aparece para
diferenciar uma da outra que se grafa de igual maneira:

PÔR – VERBO / POR – PREPOSIÇÃO. PÔDE – VERBO PASSADO / PODE –


VERBO PRESENTE

Pôr: verbo, mesmo sentido de: colocar, Ex.: Joana pôde fazer no passado
botar, inserir. coisas que não mais pode realizar
atualmente.
Por: preposição, mesmo sentido de:
através de, para, durante.

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TEM – VERBO NA 3ª PESSOA DO VEM – VERBO NA 3ª PESSOA DO


SINGULAR/ TÊM – VERBO NA 3ª SINGULAR/ VÊM – VERBO NA 3ª
PESSOA DO PLURAL PESSOA DO PLURAL

Ex.: Ela tem um papagaio muito fofo. Ex.: Ele vem de longe. / Eles vêm
/ Eles têm dois papagaios em casa. jantar conosco.

DICA 09

EMPREGO DE X E CH
O “X” é empregado em regra, após um ditongo.
Ex.: caixa, peixe
Depois da sílaba inicial "en".
Ex.: enxame, enxaqueca
CUIDADO: palavras que começam com "ch" e recebem o prefixo "en-".
Ex.: encharcar (de charco).
Em regra, depois da sílaba inicial "me-".
Ex.: mexer.
Em palavras de origem africana/indígena e nas palavras inglesas que foram
aportuguesadas.
Ex.: abacaxi, orixá, xampu.
Em outras palavras, como: bruxa, coaxar, lixa, rixa, praxe, roxo, vexame, xadrez,
xarope, xingar, entre outras.
O “CH” é empregado nas seguintes palavras: bochecha, cachimbo, chalé, chuchu,
debochar, fachada, flecha, mochila, pechincha, salsicha...

DICA 10

USO DAS CONSOANTES Y, K E W

Quando falamos em ortografia oficial, um dos tópicos interessantes, é o uso das


consoantes Y, K e W. Quando utilizá-las no Português?

Na transcrição de nomes
próprios estrangeiros e de seus derivados
portugueses.
Veja as duas
possibilidades para Ex: Katy Perry, Nova York, Disney World, etc.
a utilização dessas
letras: Nas abreviaturas e símbolos de uso
internacional.
Ex: Kg (quilograma), W (Watt), Km (quilômetro),
etc.

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ATENÇÃO!!
Se na sua prova cair algum sobre qualquer substantivo comum (ex: iogurte, ilha,
vale, cabelo, cansaço) questionando-o se pode ser escrito com Y, K ou W, não caia na
pegadinha de responder que sim! Isso porque, essas letras são apenas para
abreviaturas e nomes próprios.

DICA 11
PALAVRAS TERMINADAS EM “ESA” E “EZA”
É muito fácil confundir o final das palavras com “esa” ou “eza”. Ficamos na dúvida se
a palavra é escrita de uma forma ou outra. Por isso, as terminações em “esa/ês” são
usadas com ADJETIVOS e as terminações em “eza/ez” são usadas com
SUBSTANTIVOS.

ADJETIVOS SUBSTANTIVOS
Eu odeio lasanha de calabresa. Como eu amo a natureza!
Minha esposa é Portuguesa. A palidez do seu irmão me assustou!
Júlia ama filme Francês. A Terra possui muita beleza.

Casou-se com um Camponês.

DICA 12
PALAVRAS COM TERMINAÇÃO EM “ISAR” E “IZAR”
Se a palavra primitiva possuir “s”, as palavras que dela derivarem também serão
escritas da mesma forma.
Ex.: Análise – Analisar / Pesquisa – Pesquisar / Revisão – Revisar / Improviso –
Improvisar

CUIDADO → catequese – catequizar


Por outro lado, quando a palavra primitiva não possuir “s”, as palavras que dela
derivarem serão escritas com “z”.
Ex.: Eterno – Eternizar / Símbolo – Simbolizar / Útil – Utilizar / Final – Finalizar
DICA 13
USO DOS PORQUÊS
POR QUE: indica motivo ou razão. É utilizado no início de perguntas (por que motivo/
por qual razão). Poderá aparecer no meio de uma frase e terá a função de pronome
relativo. Será equivalente a "por qual”, "pelo qual" e suas variações.
Ex.: Por que não faz a prova?

Ex.: Esta é a razão por que rezo. → Esta é a razão pela qual rezo.
POR QUÊ: também indica motivo ou razão. É utilizado no final de perguntas (por
que motivo/ por que razão).

Ex.: Chorou por quê? → Chorou por qual motivo?


Demorou por quê? → Demorou por qual razão?
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DICA 14
USO DOS PORQUÊS

Porque: indica explicação ou causa. Por isso, exerce função de conjunção


subordinativa causal ou coordenativa explicativa. Poderá ser substituído por “pois”,
“para que” e “uma vez que”.

Ex.: Lara não foi à festa, porque estava doente. → justificativa para Joana não ter
ido à festa.

Porquê: indica motivo ou razão. Aparece acompanhado de um artigo definido (o,


os) ou indefinido (um, uns). Pode ser substituído por: o motivo; a causa; a razão.
É um substantivo masculino e pode sofrer flexão em número (singular/plural): o porquê,
os porquês.

Ex.: Não me disseram o porquê de tanta tristeza na tarde de segunda-feira.


Não me disseram o motivo de tanta tristeza na tarde de segunda-feira.
DICA 15
HÁ X A
Essas palavras possuem o mesmo som, porém são escritas de maneira diferente e
possuem significados diferentes.

O “HÁ” vem do verbo “haver” e é utilizado quando a oração é sem sujeito, ou seja,
impessoal, e o verbo significa “existir”.
CUIDADO! Mesmo que a frase esteja no plural, o “há” ficará no singular.

Ex.: Há um homem elegante no bar – Existe um homem elegante no bar


Há homens elegantes no bar – Existem homens elegantes no bar
Ainda, o “HÁ” é usado para frases que se referem ao passado.

Ex.: Há anos que não visito minha mãe – Faz anos que não...

O “A” pode ser artigo, preposição e pode indicar futuro:

Ex.: a jovem chora muito.

Ex.: Vani mora a um quilômetro de distância da escola José Martins.

Ex.: Daqui a cinco anos estarei divorciada.

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MATEMÁTICA

DICA 16
PROBABILIDADE COM DADOS
Dado comum tem 6 faces, e todas as faces são igualmente prováveis.
Ex.: Dois dados são lançados. Qual a probabilidade de a soma ser 7?
→ Total de combinações = 6 × 6 = 36
→ Combinações favoráveis = {(1,6), (2,5), (3,4), (4,3), (5,2), (6,1)} → 6
P = 6/36 = 1/6.
DICA 17
EVENTOS INDEPENDENTES E CONJUNTOS: USE “E” E “OU” COM CUIDADO
O uso correto de multiplicação ou adição depende da relação entre os eventos.

EVENTOS INDEPENDENTES: EVENTOS MUTUAMENTE


EXCLUSIVOS:
(ocorrem simultaneamente): use (não ocorrem juntos): use adição
multiplicação P (A ou B) = P (A) + P (B)
P (A e B) = P (A) × P (B)

Ex.: Lançar um dado e tirar número par E cara em uma moeda:


P(par) = 3/6 = 1/2; P(cara) = 1/2 → P = 1/2 × 1/2 = 1/4
DICA 18
CUIDADO COM A EXPRESSÃO “AO MENOS” OU “EXATAMENTE”
Palavras como “pelo menos”, “no máximo”, “exatamente” indicam complemento ou
análise de caso.
“Pelo menos uma cara em dois lançamentos de moeda”?
Total = 4 combinações
Só 1 delas é sem cara: (coroa, coroa)
P(pelo menos uma cara) = 1 − 1/4 = 3/4.
“Pelo menos” = 1 − P(nenhum). “Exatamente” = conte os casos um a um.
DICA 19
PROBABILIDADE COM ANAGRAMAS E POSIÇÕES
Quando a questão envolve posições ou palavras, pense em permutações.
Total de anagramas = permutação de n elementos.
Casos favoráveis = aqueles que atendem ao critério da questão.
Ex.: Qual a probabilidade de uma palavra sorteada de “ALBERTO” começar por B?
Total de anagramas: 7! = 5040
Começando por B: 6! = 720
P = 720/5040 = 1/7.

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DICA 20
ESCOLHAS ALEATÓRIAS - COMBINAÇÃO NA VEIA
Quando se trata de formar grupos sem importar a ordem, é combinação.
Escolher 3 pessoas entre 10 → C₁₀,₃ = 10! / (3! × 7!) = 120.
Ex.: Qual a probabilidade de sortear 3 pessoas entre 10 e todas serem mulheres
(supondo 4 mulheres)?
Casos favoráveis: C₄,₃ = 4
Casos possíveis: C₁₀,₃ = 120
P = 4/120 = 1/30
Problemas com “formar grupo” = combinação. E a fórmula resolve em segundos.
DICA 21
VARIAÇÃO ABSOLUTA E RELATIVA
A FGV adora confundir variação absoluta com variação percentual. Entenda a diferença!
Resumo teórico:

Variação absoluta: Variação Fórmula: V% =


diferença simples percentual: [(valor final –
entre os valores diferença em relação inicial) / valor
(final – inicial) ao valor inicial inicial] × 100

Ex.: De 80 para 100:


Variação absoluta: 20
Variação percentual: (20/80) × 100 = 25%
Absoluta é a diferença real; percentual é a diferença proporcional ao valor de origem!
DICA BÔNUS
INVERSÃO DE BASE NA PORCENTAGEM (PEGADINHA!)
Aumentos e reduções com bases diferentes geram confusão. A FGV cobra isso!
Atenção: 25% de 200 ≠ 25% de 250.

A base sempre importa: mudar o valor base muda o valor absoluto da


porcentagem.
Ex.: 25% de 200 = 50.
25% de 250 = 62,5.
Mesma porcentagem, bases diferentes = resultados diferentes. Leia com atenção!
DICA BÔNUS
REAJUSTE NECESSÁRIO PARA VOLTAR AO VALOR ORIGINAL
Se algo sofreu redução, qual aumento percentual o leva de volta ao valor original? A
banca adora isso!
Dessa forma: se o valor foi reduzido em x%, para voltar ao valor original o aumento
necessário será maior que x%.
Ex.: Preço caiu 20%, foi de 100 para 80.
Para voltar de 80 para 100 → aumento de (100 – 80)/80 × 100 = 25%.ÕES

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DE DIREITO NOÇÕES DE DIREITO

DICA 22
A LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO (LAI) É NORMA DE EFETIVAÇÃO DA
CIDADANIA
Você sabe por que a LAI é considerada um instrumento essencial da democracia? A FGV
ama esse enquadramento!
A LAI (Lei nº 12.527/2011) regulamenta o direito de acesso à informação previsto na
CF/88 (art. 5º, XXXIII) e se aplica a:
União, Estados, DF e Municípios
Administração direta e indireta (inclusive autarquias, fundações, EP e SEM)
Entidades privadas sem fins lucrativos que recebam recursos públicos
A LAI concretiza o direito fundamental à informação — e a FGV quer saber se você
entende isso como dever do Estado e direito do cidadão.
DICA 23
PRINCÍPIOS E DIRETRIZES DA LAI: PUBLICIDADE É A REGRA
FGV adora os princípios que norteiam a LAI. Vamos a eles?

Publicidade como regra, sigilo como exceção

Transparência ativa: sem necessidade de solicitação

Uso da tecnologia para promover o acesso

Cultura de transparência

Fortalecimento do controle social

O Estado não pode esconder o que pertence à sociedade — é isso que a LAI garante.
DICA 24
CONCEITOS FUNDAMENTAIS QUE CAEM EM PROVA
Você sabe o que é “informação primária” ou “autenticidade”?
Informação: dado em qualquer formato
Documento: unidade de registro
Informação pessoal: relativa à pessoa natural
Informação sigilosa: restrição temporária por segurança
Primariedade: coletada na fonte, sem alterações
Autenticidade: produzida por pessoa autorizada
Integridade: não modificada
Disponibilidade: acessível a quem tem direito
Se cair um termo técnico, lembre: primária = sem modificação | autenticidade =
autoria reconhecida.

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DICA 25
TRANSPARÊNCIA ATIVA: OBRIGAÇÃO DO ESTADO - LAI
Transparência ativa é a divulgação espontânea de:

Estrutura organizacional

Repasses de recursos

Despesas

Licitações e contratos

Metas, programas e ações

FAQ com dúvidas frequentes

DICA 26
TRANSPARÊNCIA E ACESSIBILIDADE DIGITAL
Você sabe o que um site oficial precisa ter para atender à LAI? Isso cai muito!
Sítios eletrônicos devem:

Ter ferramenta de Permitir download Adotar formato


busca de relatórios aberto e legível

Garantir Ter acessibilidade


autenticidade e (ex: para pessoas
atualização com deficiência)

DICA 27
O QUE É ACESSO À INFORMAÇÃO SEGUNDO A LAI
Direito de obter:
Orientações sobre como e onde buscar
Informações produzidas ou custodiadas pelo Estado
Documentos em qualquer formato
Dados atualizados, primários e autênticos
Informações sobre estrutura, metas, despesas, auditorias e contratos
Acesso à informação não é só pedir,é entender, fiscalizar e cobrar.
DICA 28
LAI: DEVERES DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS: GESTÃO DA INFORMAÇÃO
Cabe aos órgãos:
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Garantir gestão transparente da informação

Manter informações disponíveis e íntegras

Proteger dados pessoais e sigilosos

Facilitar o acesso por meios físicos e digitais

Gestão da informação é dever contínuo da Administração.


DICA 29
PROTEÇÃO À INFORMAÇÃO SIGILOSA E PESSOAL - LAI

Não confunda!

Informação sigilosa: risco à segurança do Estado/sociedade → restrição temporária

Informação pessoal: dados da pessoa natural → acesso restrito por 100 anos.
Informação pessoal não precisa ser sigilosa para ser restrita.
DICA 30
CRIAÇÃO DO SIC: SERVIÇO DE INFORMAÇÃO AO CIDADÃO

SIC é unidade obrigatória para:

Atender e orientar o cidadão

Registrar e encaminhar pedidos

Prover ou indicar como acessar a informação


SIC é o balcão do cidadão — se não funciona, há infração administrativa.
DICA 31
A LAI não é só teoria — prevê medidas corretivas. A FGV cobra isso com frequência.

É possível requerer abertura de sindicância em caso de extravio

Negativa sem justificativa = infração FORMAS DE GARANTIA DO ACESSO À


INFORMAÇÃO

Acesso parcial deve ser garantido quando possível

Informação incompleta ou vaga pode ser objeto de recurso


Negar informação sem fundamentar = infração.

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DICA 32
OBJETIVO DA LEI Nº 12.529/2011: DEFESA DA CONCORRÊNCIA COMO DIREITO
COLETIVO
A Lei estrutura o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC) e trata da
prevenção e repressão às infrações contra a ordem econômica, com base em:

Liberdade de Livre Função social da


iniciativa concorrência propriedade

Repressão ao
Defesa do
abuso de poder
consumidor
econômico

O bem jurídico protegido é coletivo — visa o interesse da sociedade como um todo.


DICA 33
SISTEMA BRASILEIRO DE DEFESA DA CONCORRÊNCIA (SBDC): COMPOSIÇÃO E
FINALIDADE

O SBDC é um conjunto de órgãos que atuam para garantir a concorrência no Brasil.


Seus pilares:

CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica): autarquia federal


vinculada ao MJSP, com função decisória.

Superintendência-Geral: conduz investigações, instrui processos.

Tribunal do CADE: julga atos de concentração e infrações.

Departamento de Estudos Econômicos (DEE): fornece pareceres técnicos.

SBDC = sistema de prevenção, repressão e regulação econômica. FGV ama


perguntar as funções de cada órgão.

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DICA 34
CADE: QUEM É E O QUE FAZ?
O CADE é uma autarquia federal de natureza judicante, com atuação em todo
território nacional.

Tem sede no DF e vinculação ao Ministério da Justiça.

Atua na prevenção e repressão a condutas anticompetitivas, com base na Lei


nº 12.529/2011.

Resumo: CADE é o “guardião da concorrência” no Brasil — julga, pune e educa.

DICA 35
INFRAÇÕES À ORDEM ECONÔMICA: CONCEITO-CHAVE PARA A FGV
Sabe o que configura uma infração? São atos que:

Limitem, falseiem ou
Abusem de posição Manipulem preços ou
prejudiquem a
dominante mercados
concorrência

Mesmo sem culpa ou intenção, se o efeito for anticompetitivo, já é infração.


DICA 36
CARTÉIS: A INFRAÇÃO MAIS GRAVE DO DIREITO CONCORRENCIAL

Cartel é um acordo entre concorrentes para:

Fixar preços Dividir mercado Reduzir produção

Consequências: preços altos, baixa diversidade, prejuízo ao consumidor e à


economia.

Cartel = acordo ilegal e secreto.

DICA 37
ABUSO DE POSIÇÃO DOMINANTE: QUANDO A EMPRESA É GRANDE DEMAIS
PARA SER JUSTA

Ocorre quando uma empresa usa seu poder de mercado para:

Imposição de preços Discriminação de


Exclusividade forçada
predatórios condições comerciais

Presunção de posição dominante: quando se detém ≥20% do mercado relevante (art.


36, §2º na Lei nº 12.529/2011).

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Ser grande não é problema. Usar esse poder para excluir ou abusar = infração.
DICA 38
ATOS DE CONCENTRAÇÃO ECONÔMICA: O QUE PRECISA DO OK DO CADE

Fusões, incorporações, aquisições e joint ventures são atos de concentração.


Devem ser submetidos à análise do CADE antes da efetivação, se ultrapassarem os
critérios de faturamento (art. 88 na Lei nº 12.529/2011).
Se a operação pode impactar a concorrência, o CADE precisa avaliar antes de
acontecer.
DICA 39
ANÁLISE DE CONCENTRAÇÃO ECONÔMICA: ETAPAS E CRITÉRIOS
Você conhece o passo a passo da análise feita pelo CADE? Cai muito!

Etapas:

Avaliação inicial (triagem e protocolo)

Consulta a partes interessadas

Análise econômica e simulação de impactos

Aprovação, restrição ou reprovação

Critérios: impacto no mercado, participação, risco de monopólio, barreiras à entrada.

DICA 40
ACORDO DE LENIÊNCIA: QUEM DELATA, PODE SE LIVRAR
Acordo firmado com CADE (art. 86 e 87 Lei nº 12.529/2011).

Empresa ou pessoa que colaborar com investigação de cartel pode ter isenção ou
redução de pena

Requisitos: ser o primeiro a colaborar, parar a prática e entregar provas relevantes


Leniência = colaboração em troca de alívio punitivo — peça-chave no combate a
cartéis.
DICA 41
EDUCAÇÃO E PREVENÇÃO: A FACE PEDAGÓGICA DO CADE
Campanhas, cartilhas, guias e seminários.

Educação para empresas, órgãos públicos e consumidores

Fortalecimento da cultura da concorrência e ética nos negócios


CADE não é só repressão — também educa, previne e difunde boas práticas.
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DICA 42
O QUE É A LGPD E O QUE ELA PROTEGE
A LGPD disciplina o tratamento de dados pessoais (inclusive digitais), por pessoa
natural ou jurídica, pública ou privada, com o objetivo de proteger os direitos
fundamentais de liberdade, privacidade e livre desenvolvimento da
personalidade (art. 1º Lei nº 13.709/2018).
A LGPD não protege dados — protege pessoas! É uma lei voltada à dignidade
informacional.
DICA 43
DADO PESSOAL X DADO PESSOAL SENSÍVEL

Dado pessoal: qualquer informação que identifique ou torne identificável uma pessoa
natural ( ex: nome, CPF, e-mail).

Dado sensível: envolve origem racial, convicção religiosa, opinião política, saúde,
vida sexual, genética ou biometria (art. 5º, II ).

: Se a informação pode causar discriminação, é sensível — e exige proteção


redobrada.
DICA 44
DADO ANONIMIZADO NÃO É DADO PESSOAL

A LGPD não se aplica a todos os dados — a FGV já cobrou isso!

: Dado anonimizado é aquele que não pode identificar o titular, com uso de meios
técnicos razoáveis (art. 12 Lei nº 13.709/2018).

Exceção: se a anonimização for reversível, a LGPD se aplica.

: Sem possibilidade de reidentificar? A LGPD não regula. Se houver risco, aplica-se!

DICA 45
AGENTES DE TRATAMENTO: QUEM FAZ O QUÊ
A FGV exige que você saiba os papéis dos responsáveis. Vamos lá:

: Controlador: toma as decisões sobre o tratamento.

Operador: realiza o tratamento em nome do controlador.


Encarregado (DPO): canal de comunicação entre controlador, ANPD e titular.

Encaminha?
Controla? Decide. Opera? Executa.
Representa.

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DICA 46
TRATAMENTO DE DADOS: O QUE É E O QUE ENVOLVE

Tratamento é toda operação com dado pessoal:

Coleta Produção Recepção Classificação

Eliminação Armazenamento Compartilhamento Utilização

Usou o dado de alguma forma? Já está sob a LGPD.


DICA 47
HIPÓTESES LEGAIS PARA TRATAR DADOS

São 10 hipóteses no art. 7º Lei nº 13.709/2018!

Consentimento

Cumprimento de obrigação legal

Execução de políticas públicas

Estudos por órgão de pesquisa

Legítimo interesse (com limites!)


DICA 48
DADOS SENSÍVEIS: BASES LEGAIS ESPECÍFICAS

Dados sensíveis exigem hipóteses restritas de tratamento.

Consentimento específico e destacado

Cumprimento de obrigação legal

Políticas públicas

Defesa de direitos em processo

Prevenção à fraude e segurança

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Quanto maior o risco ao titular, mais rigor na base legal.


DICA 49
LEGÍTIMO INTERESSE: A BASE MAIS POLÊMICA

Só se não ferir os direitos e liberdades do titular.

Deve haver transparência e equilíbrio.

Requer relatório de impacto em alguns casos.


DICA 50
CONSENTIMENTO DO TITULAR: FORTE, MAS NÃO ABSOLUTO

Deve ser:

livre, informado e inequívoco.

Pode ser revogado a qualquer momento.

Consentimento genérico é inválido.

Consentimento só vale quando for claro, destacado e revogável, memorize isso!


DICA 51
REVOGAÇÃO DO CONSENTIMENTO: COMO E QUANDO
O titular pode voltar atrás? Sim! A revogação deve ser facilitada como a concessão.
A partir da revogação, o tratamento deve cessar (salvo obrigação legal).
Consentiu hoje, pode mudar amanhã, e o controlador tem que respeitar.
DICA 52
CONCEITO DE CONSUMIDOR (ART. 2º DO CDC): O PONTO DE PARTIDA
Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou
serviço como destinatário final.

Jurisprudência amplia o conceito em casos de vulnerabilidade evidente (ex: teoria


finalista aprofundada).

CUIDADO! Se a empresa for vulnerável e destinatária final, o CDC se aplica, sim!

DICA 53
CONCEITO DE FORNECEDOR (ART. 3º DO CDC): ABRANGENTE E FUNCIONAL
Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira,
que desenvolve atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação,
importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou serviços.
FGV pode te testar com exemplo de hospital, banco ou concessionária — todos podem ser
fornecedores conforme o CDC.

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DICA 54
PRODUTO X SERVIÇO: DISTINÇÕES IMPORTANTES
Saber distinguir produto de serviço é essencial para entender responsabilidade. A FGV já
cobrou essa diferença.

Produto: bem móvel ou imóvel, material ou imaterial.

Serviço: qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante


remuneração, inclusive bancária, financeira, securitária, entre outras.

Produto = bem. Serviço = ação.

DICA 55
CONSUMIDOR POR EQUIPARAÇÃO: PROTEÇÃO A TERCEIROS
Pessoa exposta à prática no mercado de consumo, mesmo que não tenha adquirido
o produto.

Ex.: vítima de explosão causada por produto defeituoso.

: Se o terceiro for atingido por defeito de produto ou prática abusiva, ele é equiparado
a consumidor.
DICA 56
DIREITOS FUNDAMENTAIS (ART. 6º DO CDC): O CORAÇÃO DA PROVA

Principais direitos:

Proteção contra
Vida, saúde e Informação
publicidade enganosa
segurança adequada e clara
e abusiva

Modificação de
Inversão do ônus da
Acesso à Justiça cláusulas
prova
desproporcionais

DICA 57
PRINCÍPIO DA BOA-FÉ OBJETIVA: BASE DOS CONTRATOS
Muitos esquecem, mas o CDC é fundamentado em boa-fé objetiva. Exige lealdade,
confiança e cooperação entre as partes. Aplica-se à formação, execução e rescisão dos
contratos de consumo.
Não basta cumprir o contrato, tem que cumprir com respeito e equilíbrio.
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DICA 58
PUBLICIDADE ENGANOSA E ABUSIVA: CONCEITOS-CHAVE

Vejamos:

Enganosa: induz a erro sobre características, preço


ou qualidade.

Abusiva: ataca valores sociais, utiliza medo,


preconceito ou abusa da deficiência do consumidor.

Resumo: Enganosa = falsa. Abusiva = ofensiva ou manipuladora.


DICA 59
INFORMAÇÃO CLARA, ADEQUADA E VERIFICÁVEL
Informações devem ser:
Sem letras
Em língua ilegíveis ou
Claras Visíveis Acessíveis
portuguesa termos técnicos
excessivos

Se a informação é “escondida ou incompreensível”, há infração.


DICA 60
DIREITO À REPARAÇÃO INTEGRAL DO DANO
Um dos pilares do CDC é a responsabilidade objetiva com reparação integral.
O fornecedor responde por todos os danos:

Materiais;

Morais;

Coletivos;

Não precisa provar culpa, basta o dano e o nexo com a atividade.


Reparação integral significa compensar tudo o que foi perdido e o que se deixou de
ganhar.
DICA 61
VÍCIO DO PRODUTO E DO SERVIÇO: RESPONSABILIDADE POR QUALIDADE
Vício é defeito que compromete a qualidade, segurança ou funcionalidade.
O consumidor pode exigir:

Abatimento Devolução com


Troca
proporcional correção

O fornecedor tem 30 dias para resolver vício (exceto produtos essenciais ou


irreparáveis).
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REALIDADE BRASILEIRA

DICA 62
INFRAESTRUTURA LOGÍSTICA: ESTRADAS, PORTOS, FERROVIAS E MAIS

Modal rodoviário = predomínio (≈60%) → caro e poluente.

Ferroviário = mais barato e sustentável, mas pouco explorado.

Hidroviário e aeroviário = apoio complementar.


concentração em rodovias impacta custo Brasil, aumenta acidentes e emite mais CO₂.
DICA 63
INFRAESTRUTURA DIGITAL E INCLUSÃO TECNOLÓGICA

Infraestrutura digital = conectividade, redes, telecomunicação.

Inclusão digital: acesso igualitário à tecnologia e à informação.

Desigualdade digital = exclusão social contemporânea.


Sem internet, não há acesso à cidadania plena.
DICA 64
ENERGIA E DESENVOLVIMENTO: UMA PARCERIA ESTRATÉGICA
Energia é fator produtivo básico. Países com energia barata, estável e limpa são mais
competitivos.

No Brasil: desafios com hidrelétricas (crise hídrica), incentivo à solar e eólica.

Desenvolver sem energia é como correr sem combustível, e o Brasil ainda depende
do clima.
DICA 65
SANEAMENTO BÁSICO: A INFRAESTRUTURA MAIS SOCIAL DE TODAS
Você sabia que saneamento é um dos serviços públicos mais desiguais?

Envolve água potável, esgoto, drenagem urbana e resíduos


sólidos.

Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020): metas


até 2033

Déficit maior nas regiões Norte e Nordeste

Mais de 30 milhões de brasileiros sem acesso à água tratada, tema de impacto direto.

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DICA 66
INVESTIMENTO PÚBLICO E GESTÃO FEDERATIVA
Vamos à lógica da infraestrutura compartilhada?

Investimento em infraestrutura exige: Coordenação federativa, Planejamento


plurianual (PPA), Capacidade técnica e orçamentária.

Ex.: obras do PAC demandam convênios entre entes federativos.

Entende que sem cooperação federativa, infraestrutura não se realiza com


equidade.
DICA 67
INFRAESTRUTURA E EQUIDADE TERRITORIAL

Regiões pobres carecem de:

Transporte Energia Telecomunicação Saneamento

Investir nessas regiões promove:

Redução da migração
Crescimento local Mais justiça territorial
forçada

Infraestrutura reduz desigualdade regional, e é ferramenta para o Estado


democrático.
DICA 68
O QUE SÃO DESIGUALDADES REGIONAIS?

Desigualdade regional = disparidade no acesso a:

Oportunidades de
Renda Serviços públicos Infraestrutura
trabalho

Ex.: Sudeste concentra PIB; Norte/Nordeste concentram vulnerabilidade.

DICA 69
FATORES HISTÓRICOS DAS DESIGUALDADES REGIONAIS

Desigualdade regional não é de hoje:

Ciclos econômicos concentrados (cana, ouro, café);

Política de investimentos centralizada;

Baixo incentivo ao desenvolvimento regional;

Migração forçada para regiões urbanas.


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REGULAÇÃO E AGÊNCIAS REGULADORAS

DICA 70
FISCALIZAÇÃO REGULATÓRIA: FINALIDADE E PRINCÍPIOS
Fiscalizar não é punir, é garantir conformidade, segurança e confiança no setor regulado.
A fiscalização exercida por agências reguladoras atua como atividade estatal de controle
técnico e preventivo.

Objetivos principais:

Verificar cumprimento de normas técnicas e contratuais;

Prevenir riscos à saúde, à segurança e ao meio ambiente;

Estimular melhoria contínua no setor regulado.

legalidade

proporcionalidade
Fundada em princípios
como:
razoabilidade

eficiência

A fiscalização regulatória é instrumento de tutela do interesse público, e não apenas


mecanismo punitivo.
DICA 71
MODELOS DE FISCALIZAÇÃO: REATIVO X PREVENTIVO
Entender os modelos de fiscalização ajuda a compreender a evolução das agências
reguladoras.

Modelo reativo: atua após a infração ou descumprimento (orientado por denúncia ou


dano)

Modelo preventivo (ou responsivo): atua antes do problema, com foco em risco,
análise de dados e monitoramento contínuo

A transição entre os modelos exige uso de tecnologia, inteligência regulatória e cultura de


compliance.
O modelo moderno de fiscalização deixa de ser policialesco e passa a ser estratégico,
orientado à prevenção e ao desempenho.

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DICA 72
PLANEJAMENTO DA FISCALIZAÇÃO: BASE EM DADOS E RISCOS

O planejamento da fiscalização é orientado por:

Grau de risco das atividades;

Histórico de não conformidade;

Relevância social e econômica;

Dados de monitoramento e denúncias.

A lógica é de eficiência regulatória e racionalização do uso dos recursos públicos.


Agência moderna fiscaliza com base em risco, impacto e prioridade estratégica, não por
pressão ou aleatoriedade.
DICA 73
FISCALIZAÇÃO X AUDITORIA: NÃO CONFUNDA!
Em regulação, é comum confundir os dois termos, cuidado!

Aspecto Fiscalização Auditoria

Externa, com poder de Interna ou contratual, de


Natureza
polícia revisão sistêmica

Garantir cumprimento da Avaliar desempenho, controle


Objetivo
norma e qualidade

Foco Conformidade Eficiência e melhoria contínua

Fiscalização atua na responsabilidade regulatória; auditoria atua na gestão da


qualidade e melhoria organizacional.
DICA 74
GARANTIA DA QUALIDADE: CONCEITO E ESTRUTURA
Agências reguladoras também avaliam se há qualidade nos serviços ofertados aos
usuários.

A garantia da qualidade é o conjunto de ações voltadas a assegurar que os serviços ou


produtos:

Estejam em conformidade com padrões normativos;

Apresentem desempenho técnico adequado;

Sejam seguros, acessíveis e transparentes.

Inclui indicadores de desempenho, pesquisa de satisfação, metas regulatórias e auditorias


periódicas.
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A garantia da qualidade não é luxo, é dever regulatório de quem opera serviços públicos
essenciais.
DICA 75
INDICADORES DE QUALIDADE REGULATÓRIA

Indicadores de qualidade podem ser:

Técnicos (ex.: interrupções de serviço, falhas operacionais);

Econômicos (ex.: tarifas, inadimplência);

Relacionais (ex.: tempo de resposta ao usuário, NPS).

Devem ser transparentes, auditáveis e ajustáveis por complexidade regional.

Qualidade regulada se mede com critérios claros e úteis – para a agência, o prestador
e o cidadão.
DICA 76
AUDITORIA DA QUALIDADE: PAPEL E TÉCNICAS
A auditoria é uma ferramenta preventiva e corretiva, ideal para ajustes e
aperfeiçoamento contínuo.
Avalia conformidade com padrões de qualidade estabelecidos pela agência

Utiliza técnicas como:

Amostragem documental

Entrevistas com usuários

Inspeções presenciais ou remotas

Análise de registros operacionais

Pode ser periódica, extraordinária ou por amostragem dirigida


Auditoria da qualidade é lente ampliada sobre a operação, promove correção de rumos e
prestação de contas ao usuário.
DICA 77
COMPLIANCE REGULATÓRIO
Termo muito em alta, já apareceu como questão contextualizada em provas recentes.

Compliance é o conjunto de práticas adotadas por regulados para garantir:

Cumprimento das normas;

Ética nos processos internos;

Transparência e autorregulação.
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A agência regula, mas também incentiva que as empresas se autorregulem por meio
de programas de conformidade
O compliance regulatório reduz o custo da fiscalização e fortalece a confiança na relação
Estado–empresa–cidadão.
DICA 78
GESTÃO DA QUALIDADE: CICLO PDCA E MELHORIA CONTÍNUA

PDCA = Plan → Do → Check → Act

Método aplicado para padronizar, executar, monitorar e corrigir processos de


trabalho.
Apoia o sistema regulado a atingir padrões sustentáveis de desempenho e qualidade.
A gestão da qualidade regulada não é improvisada, é planejada, executada, avaliada e
aprimorada constantemente.
DICA 79
ANÁLISE DE RISCO: CONCEITO E APLICAÇÃO NA REGULAÇÃORisco é a
probabilidade de ocorrência × severidade do dano.

A análise de risco regula decisões como:

Prioridade de fiscalização

Definição de indicadores

Escolha de sanções proporcionais

É aplicada em setores como saúde, energia, transportes e alimentos


Regulação moderna age com base em risco real – e não em achismos ou pressões
externas.
DICA 80
GERENCIAMENTO DE RISCO REGULATÓRIO

Não basta identificar o risco – é preciso mitigá-lo e controlá-lo ao longo do tempo.

Envolve monitoramento contínuo, mapeamento de vulnerabilidades e reação institucional


Usa ferramentas como matriz de risco, mapas críticos, planos de contingência. A regulação
responsiva baseia-se na evolução do risco no tempo.
Gerenciar risco regulatório é proteger o serviço, o cidadão e o sistema contra falhas
previsíveis e evitáveis.
DICA 81
FISCALIZAÇÃO RESPONSIVA: O QUE É E DE ONDE SURGE
A fiscalização responsiva é uma abordagem inteligente, proporcional e estratégica,
diferente da lógica punitivista tradicional.
Baseada na teoria de Ayres & Braithwaite (1992) – “Responsive Regulation”
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Propõe que o Estado deve:

Começar com instrumentos mais leves (orientação, diálogo).

Aumentar a intensidade das sanções conforme o comportamento do regulado.

Reconhece que nem todos os agentes regulados têm má-fé ou agem por dolo.
A fiscalização responsiva adapta a resposta do Estado ao perfil do regulado –
equilibrando incentivo e punição com inteligência e justiça.
DICA 82
PIRÂMIDE DA FISCALIZAÇÃO RESPONSIVA

A FGV já cobrou esse esquema clássico da teoria responsiva, memorize a lógica da


pirâmide!

Formato piramidal: quanto mais alto, mais rígida a sanção.

Níveis da pirâmide:

Orientação e cooperação

Advertência e acordos de ajustamento

Multas administrativas

Suspensão, interdição ou cassação

Sanções judiciais (em último caso)

A pirâmide responsiva mostra que o Estado deve começar ensinando, e endurecer


apenas se for necessário.
DICA 83
BENEFÍCIOS DA FISCALIZAÇÃO RESPONSIVA
A fiscalização responsiva é mais do que um modismo, é política pública inteligente e
eficaz.

Reduz custos e sobrecarga da estrutura fiscalizatória

Estimula cultura de conformidade espontânea

Melhora a relação entre regulador e regulado

Permite atuar com mais rigor onde há dolo ou reincidência

Ex.: Empresas com bom histórico e baixa gravidade de infração podem firmar termo de
ajustamento em vez de serem multadas de imediato.

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A responsividade regulatória humaniza o controle, foca no risco e melhora a


efetividade da fiscalização.
DICA 87
LIMITES E CUIDADOS NA FISCALIZAÇÃO RESPONSIVA

Responsividade não significa “passar pano” – há riscos que precisam de resposta


firme desde o início.

A abordagem leve não deve ser adotada em:

Riscos graves à vida, saúde ou meio ambiente.

Casos de má-fé comprovada ou fraude.

Reincidências ou histórico de resistência ao cumprimento.

A atuação deve ser proporcional ao dano potencial e à conduta do regulado.

A fiscalização responsiva é flexível, mas não permissiva, exige análise técnica e critério
rigoroso sobre risco e intencionalidade.

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