Bases da Biologia
Celular, Molecular e
Tecidual
Pr. Dr. Rodrigo Tenório
Teoria Celular Moderna
• 1) as células são as unidades morfológicas e fisiológicas de todos
os organismos vivos;
• 2) as propriedades de um dado organismo dependem daquelas
de cada uma de suas células;
• 3) as células originam-se somente de outras células, das quais
herdam suas características;
• 4) a menor unidade da vida é a célula.
MICROSCOPIA ÓPTICA (MO) X MICROSCOPIA ELETRÔNICA (ME)
MICROSCOPIA DE LUZ (ÓPTICA) X MICROSCOPIA ELETRÔNICA
✓ MO = utiliza a luz visível para iluminar o
espécime.
✓ ME = utiliza feixes de elétrons, em vez de
fótons, para a visualização de células ou
estruturas celulares.
Microscópio de luz: C.O. = ~500 nm (as menores
células e as maiores organelas)
Microscópio eletrônico: C.O. = ~0,005 nm
(ultraestruturas – 0,2 nm)
MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA - MEV
bactéria
hemácias
fecundação
estômato
inseto
MICROSCOPIA DE VARREDURA
✓ Emprega feixes de elétrons;
✓ Complementar à microscopia de transmissão (transmissão tem maior poder de
resolução, varredura tem a vantagem de fornecer imagens tridimensionais);
✓ O trajeto do feixe de elétrons é modificado fazendo com que percorra a superfície do
espécime, ponto por ponto, e ao longo de linhas paralelas (varredura);
✓ Os espécimes não precisam ser cortados para serem examinados (objetos de 1 cm ou
mais podem ser examinados);
✓ O material deve ser fixado, dessecado, e recoberto por uma delgada camada condutora
de eletricidade, em geral ouro ou platina depositados à vácuo.
MEV: amostras grossas podem ser utilizadas.
Neste caso, amostras fixadas quimicamente são desidratadas, secas no aparelho de ponto
crítico de secagem e cobertas como um metal condutor (Ex: ouro).
MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE TRANSMISSÃO - MET
mitocôndria
vírus
citoplasma
MICROSCOPIA DE TRANSMISSÃO:
✓ Não se pode examinar células vivas, apenas fixadas e completamente
secas;
✓ Os cortes histológicos precisam ser realmente finos, sendo necessária a
utilização de micrótomos com navalha de vidro fraturado ou diamante;
✓ Os estudos de microscopia eletrônica transmissão são feitos
principalmente em ampliações em papel fotográfico, mais do que
diretamente no microscópio.
MET: seções ultrafinas do espécime são necessárias para que o feixe de elétrons
atravesse a amostra e uma imagem seja formada.
MICROSCOPIA ELETRÔNICA (ME)
Microscópio eletrônico
de varredura (UniFeSP)
Microscópio eletrônico
de transmissão (UniFeSP)
CONCEITOS IMPORTANTES
Fixação: consiste no tratamento de células
com soluções específicas que causam sua
morte, conservando-se suas propriedades
físicas e químicas.
Coloração: visa corar determinados
componentes celulares, não corando os
demais, possibilitando seu estudo pelo
contraste de regiões “escuras” (coradas)
e “claras” (não coradas).
Uredosporos de Puccinia psidii,
agente causal da ferrugem do
eucalipto, durante o processo de
diferenciação morfológica.
por A.P.B.
Células de hepatócitos.
POR QUE FIXAR AMOSTRAS?
• Evitar a autólise (degradação) das amostras;
• Impedir a contaminação por bactérias e fungos;
• Endurecer as células para o corte pelo micrótomo;
• Aumentar a afinidade dos componentes por
corantes; Tratamento com:
– Microscopia óptica -> formol e glutaraldeído
– Microscopia eletrônica -> tetróxido de ósmio e glutaraldeído.
TÉCNICAS DE COLORAÇÃO
✓ Melhor distinção de estruturas internas e contrastes em amostras celulares;
✓ Estudo de componentes específico dentro das células;
✓ Técnicas de coloração consistem em mergulhar a célula numa substância
denominada corante, capaz de tingir diferencialmente uma ou mais partes
celulares.
✓ Não existe uma técnica de coloração que evidencie todas as estruturas celulares;
✓ Afinidade depende de carga elétrica e pH;
✓Podem matar ou não as células.
No microscópio eletrônico a coloração é feita com sais de metais pesado, por isso a
imagem obtida é sempre em preto e branco.
EXEMPLOS DE CORANTES
CORANTES BÁSICOS OU CATIÔNICOS ESTRUTURAS EVIDENCIADAS
(liga-se à moléculas carregadas
negativamente)
Azul de metileno Cora o núcleo de azul (DNA e RNA)
Giensa Cromossomos e células do sangue
Vermelho neutro Acumula-se em vacúolos
Azul de toluidina Fosfatos do DNA e RNA; carboxila e
sulfato presentes nos polissacarídeos
ácidos
Água iodada Cora o núcleo e amiloplastos
Hematoxilina Cora o núcleo
CORANTES ÁCIDOS OU ANIÔNICOS ESTRUTURAS EVIDENCIADAS
(liga-se à moléculas carregadas
positivamente)
Eosina Citoplasma
Fucsina básica Citoplasma
Xilydine Ponceau Cora grupamentos ácidos de proteínas
citoplasmáticas
CORANTES NEUTROS ESTRUTURAS EVIDENCIADAS
Violeta de Genciana Cromossomas de células vivas em divisão
Solução de lugol Grãos de amido, paredes celulósicas
Os corantes também podem ser classificados como naturais ou sintéticos de acordo
com a origem:
CORANTE NATURAL ORIGEM
Carmim Ovários de um inseto - Cochonilha
Hematoxilina Leguminosa
Anil Anileira – papilionácea
Orceína Líquen
Açafrão Estames de Crocus sativus
MICRÓTOMO
Movimento do braço
do micrótomo
Objeto embebido
em resina plástica
Faca de aço
Sequência de
cortes
Coloração
Cortes dispostos entre
lâmina e lamínula
Cortes histológicos para observação
em microscópio óptico
DESVENDANDO O INTERIOR DAS CÉLULAS…
• Corte em fatias finas pelo MICRÓTOMO;
• Amostra incluída e protegida por matriz ou resina
(facilitar o corte e proteger tecido);
• Microscopia óptica: parafina ou resina plástica:
– espessura 1 a 6 micrômetros (μm)
– micrótomo com navalha de aço
• Microscopia eletrônica: resina dura tipo Epóxi :
– espessura 0,02 a 0,1 micrômetros (μm)
– micrótomo com navalha de vidro ou diamante
A imagem depende do plano de
corte!
Microscopia Optica
Microscopia Óptica
•A microscopia óptica se baseia na possibilidade de
formação de imagens ampliadas reais ou virtuais de
objetos que são colocados diante de lentes esféricas
MICROSCOPIA ÓPTICA (MO)
Atanásio Kircher (1601-1680) foi o primeiro a usar a palavra
microscopium nome dado ao microscópio daquela época;
Invenção do microscópio Galileu (atribuída) porém Antonie van
Leeuwenhoek, (1632-1723), aperfeiçoou (permitindo um aumento de
até 300 vezes;
Robert Hooke, em 1665 publicou seu livro intitulado “Micrographia”.
Em seu microscópio, Robert Hooke incorporou o ajuste fino e
acrescentou mais uma lente;
Após o aprimoramento, os microscópios ficaram constituídos por 2
sistemas de lentes de cristal (oculares e objetivas) que produzem
ampliações de imagem que vão em geral de 100 a 1000 vezes.
MICROSCOPIA ÓPTICA (MO)
Fonte de luz → Lente condensadora → Lentes objetivas → Lente ocular
O posicionamento estratégico das lentes no microscópio proporcionam a
formação de uma imagem Invertida
Tipos de microscópicos ópticos
• Microscópio simples: uma única lente para ampliar a
imagem da amostra, similar a uma lupa.
• Microscópio de comparação: permite a vista simultânea de
duas amostras diferentes, uma em cada olho.
Uso forense: pode usar a opção de
sobreposição para comparar evidências de
impressão que requerem uma ampliação. Tipo
balas disparadas e marcas de ferramenta.
Impressões de números de série ou caracteres
de uma máquina de escrever, também podem
ser comparadas.
Usado para comparar as camadas de um chip de tinta. Isso pode permitir a
identificação do veículo de onde a tinta se originou.
Comparar cabelos, fibras ou estrias de extrusão de sacolas plásticas.
Isso permite a comparação de fibras encontradas em um assento com as roupas
de um suspeito, por exemplo.
• Microscópio Digitas: pode ter lentes simples ou compostas, mas
usa um computador para visualizar a imagem sem a necessidade
de uma lente ocular para ver a amostra.
• Microscópio composto: uma série de lentes para ampliar a
imagem da amostra com maior resolução, usado geralmente na
pesquisa moderna.
Os microscópios são intensivamente
usados nos mais diversos ramos da
ciência, como biologia, metalurgia,
espectroscopia, medicina, geologia e
pesquisa científica em geral.
Microscópio invertido: vê a amostra de embaixo, que é útil examinar culturas
celulares líquidas.
Aplicações biológicas: são úteis para a
observação de células vivas ou organismos na
parte inferior de um recipiente maior (por
exemplo, um frasco de cultura de tecido, ou
uma placa de petri) sob condições mais
naturais do que numa lâmina de vidro, como
é o caso com um microscópio convencional.
Micromanipulação: são utilizados em aplicações onde é necessário
micromanipulação no espaço acima da amostra, de forma a utilizar
diminutas ferramentas para a manipulação. Já em aplicações metalúrgicas
podem ser usadas amostras polidas onde pode ser colocado em cima da
mesa do microscópio e visto a partir de baixo usando objetivas refletoras.
microscópios estereofónicos: gera imagens
tridimensionais, lateralmente precisas
• Cirurgia - é usado durante a
microcirurgia em muitos hospitais
• Paleontologia – usado na limpeza e
analise análises de fósseis.
• Pesquisa biológica - usado por biólogos
para ajudar nas dissecções.
• Entomologia - usado no estudo dos insetos sem ter que dissecá-los.
•Botânica - usado no estudo de flores e outras estruturas de planta;
•eletrônica – usado na montagem e reparo de placas de circuito;
•Controle da qualidade - usados em todos os tipos de indústria para
verificar a qualidade dos produtos, incluindo a procura microfraturas;
•Patologia - usado para examinar condições de pele, entre outros usos.
MICROSCOPIA ÓPTICA (MO)
➢ Tipicamente, as ampliações das lentes objetivas
situam-se na faixa de 4X a 100X.
➢ As lentes oculares geralmente oferecem aumentos de
8X a12X, sendo 10X as mais comuns.
➢ Portanto, ampliações típicas de microscopia óptica
situam-se na faixa de ~40X a ~1000X.
Métodos Citoquímicos
Métodos citoquímicos de coloração
• São aqueles que se apresentam altamente
específicos para os seus substratos, havendo
técnica que permitem a quantificação destes
substratos após a coloração.
• Ex: Azul de Toluidina, Xilydine Ponceau e
Reativo de Schiff
Dra. Maria Izabel Gallão
• Azul de Toluidina
• Corante básico (+) cora substratos com
grupamentos ácidos (-).
• fosfatos do DNA e RNA.
• Carboxila e sulfato → presentes nos
polissacarídeos ácidos.
• Ácidos hialurônico e o condroitino sulfato.
• Significado químico do corante → altera-
se em função do pH.
Dra. Maria Izabel Gallão
• pH 4,0 → 3 radicais mostram-se corados.
• pH 3,5 → apenas os grupamentos sulfato
e fosfatos.
• pH 1,0 → somente os sulfatos.
Dra. Maria Izabel Gallão
Língua
Duodeno
Estiraço
Bioenergética
Carboidratos
Lipídeos
Proteínas
Dependência dos organismos
autotróficos para produção
desses compostos orgânicos
Organismos
• Obrigatórios: Utilizam O2 como
agente oxidante para obter energia.
AERÓBICOS
• Facultativos: Ausência ou
presença de oxigênio Ex. Escherichia coli
• Utilizam agentes oxidantes como
sulfato e nitrato. Ex.: Bactérias
nitrificantes, sufulrosas como
Acidithiobacillus ferrooxidans. ANAERÓBICOS
*Obrigatórios*: morrem na presença de
O2 Ex. Bacilo causador do tétano (Clostridium tetani).
Uma série de reações químicas intrincadas que permitem obter,
armazenar e utilizar energia para realização das funções celulares.
As reações cooperam para 4 funções:
❖ Obter e energia química (luz solar ou nutrientes);
❖ Converter nutrientes → moléculas próprias da célula
(precursores)
❖ Polimerizar macromoléculas;
❖ Sintetizar e degradar biomoléculas especializadas.
Fluxo energético e de compostos
→ Anabolismo: → Catabolismo:
Via Biossintética Via degradativa
- Utilização de energia na - Extração de energia
forma de Trabalho - Simplificação das
- Síntese de biomoléculas moléculas a compostos
- Multiplicação comuns
➔ Endergônica ➔ Exergônica
➔ O fluxo de moléculas e energia ocorrem
em vias
→ Catabolismo:
- Extração de energia
- Simplificação das moléculas a compostos
comuns
→ Anabolismo:
- Utilização de energia na forma de Trabalho
- Síntese de moléculas complexas
- Multiplicação
- São interdependentes
- São coordenadas
- Sumariza a
- Mais de 2000
interdependência e
reações
coordenação das
conhecidas
reações anabólicas e
catalisadas por
catabólicas
enzimas
diferentes
- Mais de 1000
reações podem
- São simples e
ocorrer ao mesmo
de tipos comuns
tempo na E. coli
Rim
(Pollak)
Fígado
(Pollak)
Morfologia Celular
Especialização de Superfície
Duodeno
Organelas Envolvidas na
Síntese de Moléculas
Via Biossintética
• A via biossintética-secretora é o processo de secreção de moléculas de uma
célula eucariótica. Ela é composta pelo retículo endoplasmático, pelo
complexo de Golgi e pelas vesículas de secreção.
• O processo de secreção envolve as seguintes etapas:
[Link] ribossomos do retículo endoplasmático rugoso produzem proteínas secretoras
[Link] proteínas são englobadas por vesículas que brotam da membrana do retículo
endoplasmático
[Link] vesículas viajam até o complexo de Golgi
4.O complexo de Golgi direciona as proteínas para a membrana plasmática
[Link] vesículas fundem-se com a membrana plasmática, liberando o conteúdo para o
exterior
R.E. RUGOSO
• A base das células é
basófila devido a
grande quantidade de
retículo
endoplasmático
granular situado logo
abaixo do núcleo
(terço inferior).
Complexo de
Golgi
• Observar na porção
apical das células
acinares pancreáticas
pontuações marron-
escuras que
caracterizam o
acúmulo desta
organela. O núcleo
não aparece corado e
sim, em negativo.
Epidídimo
Divisão Celular
Divisão Celular
• As fases da divisão celular
são a prófase, metáfase,
anáfase e telófase, que
correspondem à mitose. A
mitose é o processo de
divisão celular, que ocorre
em uma ordem sequencial.
Núcleo Interfásico
Núcleo Interfásico
• A presença de nucléolo
(Nu) é uma característica
de núcleo interfásico,
podendo apresentar-se
em número variável, de
acordo com a atividade
metabólica da célula.