FACULDADES INTEGRADAS NORTE DO PARANÁ - UNOPAR
PEDAGOGIA - LICENCIATURA
A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR
E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
Francisco Sá
2021
A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR
E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
Produção textual para o curso de Pedagogia,
apresentado a Faculdades Integradas Norte
do Paraná - Unopar, como requisito parcial
para a obtenção de média bimestral nas
disciplinas de Didática,
Pensamento Científico,
Funcionamento da Educação Brasileira e
Políticas Públicas, Práticas Educativas em
Espaços não Escolares e Psicologia da
Educação e da Aprendizagem
Tutor à Distância: Carolina Santos Pereira Cardoso
Trindade.
Francisco Sá
2021
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO............................................................................................................6
1 DESENVOLVIMENTO............................................................................................7
CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................................................11
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INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem o objetivo de apresentar uma situação problema
onde abordará a Base Nacional Curricular (BNCC) e as práticas pedagógicas,
como uma das etapas para obtenção de Licenciatura em Pedagogia da Faculdades
Integradas Norte do Paraná – Unopar.
No caso deste portfólio, sobre interpretar uma situação-problema para
exercitar a aplicação prática dos conteúdos interdisciplinares no processo de pauta
da próxima pedagógica da escola “Machado de Assis”.
No Brasil, em cumprimento à Constituição Federal (BRASIL, 1988) e à
LDBEN 9.394/96 (BRASIL, 1996), foram elaborados, pelo MEC e pelo Conselho
Nacional de Educação, documentos curriculares para as diferentes etapas da
Educação Básica (BRASIL, 1997). Passados mais de vinte anos da publicação
desse documento, a atual conjuntura da educação brasileira vivencia um marco
histórico: a recente publicação da Base Nacional Comum Curricular (BRASIL,
2018). O interesse pelos temas expostos segue a trajetória acadêmica dos
autores,
que tiveram a curiosidade de investigar as competências gerais dentro da BNCC.
Mais precisamente, será analisada a hipótese de que a proposta do BNCC
abrange a competência para pesquisar, avaliar e utilizar informação (competência
em informação) e a competência para relacionar, negociar e trabalhar
colaborativamente (competência em comunicação).
Neste artigo, serão apresentados: o percurso de elaboração do BNCC, as
competências gerais da Base, os referenciais teóricos que fundamentam a análise
e a correlação com as competências. Nas considerações finais, um resumo dos
principais achados deste PTI, que não se destina a encerrar a discussão, mas sim
a provocar reflexões, pertinentes ao contexto atual da BNCC.
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1 DESENVOLVIMENTO
A etapa da educação brasileira que apresenta um dos índices mais
preocupantes: cerca de 1,5 milhão de crianças e adolescentes estão fora da escola
(15% desta parte da população) e outros 2 milhões estão atrasados (distorção
idade-série). Trata-se de um fenômeno complexo que envolve pressões sociais e
econômicas, reprovação dos alunos, entre outros.
Outro aspecto pode ser a conexão entre o conteúdo e os métodos de ensino
utilizados e a realidade contemporânea e os interesses dos alunos. “Existem
questões específicas do estágio, como problemas de currículo e práticas escolares
que não se conectam com a realidade do aluno”, aponta Santos (2018).
Em resposta a esses desafios, o Plano Nacional de Educação (PNE), 2014,
criou a Base Curricular Comum Nacional (BNCC), um documento normativo para a
educação. Sua versão foi apresentada pelo Ministério da Educação, em abril de
2018, ao Conselho Nacional de Educação (CNE).
A BNCC tem sido objeto de intenso debate. Por um lado, os apoiadores da
base reconhecem avanços na proposta. Por outro lado, destaca-se a reprovação
da elaboração, implantação e conteúdo da Base. Depois de aprovado e ratificado,
estados e municípios terão que adaptar os currículos de todas as escolas à Base
até 2023.
Neste contexto, e considerando que a BNCC propõe competências gerais,
parece oportuno analisar se existe correlação entre as competências gerais
previstas na BNCC e os conceitos acadêmicos. As competências podem ser
caracterizadas como a convergência de conhecimentos, habilidades e atitudes que
cada um coloca em ação para localizar e utilizar as informações de que necessita
para suas atividades diárias, bem como interagir e agir com outras pessoas.
As tendências pedagógicas surgiram para melhor direcionar a prática
educativa e essa prática não se reduz ao pedagógico apenas, mas aos
movimentos sócio-políticos e filosóficos que são fortes norteadores dessas
concepções. Cada concepção formulou-se na tentativa de interpretar o processo
educativo e buscar soluções que serão refletidas no ato de educar, ação e
intenção para aprendizagens significativas. Em suma, as concepções pedagógicas
ainda permanecem intrínsecas mesmo com as novas competências da BNCC.
As quatro primeiras competências apresentam em comum a ênfase aos
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conhecimentos historicamente constituídos, aos conhecimentos das diferentes
áreas e ao saber científico. Dessa maneira, fica evidente buscar caminhos para a
integração entre teoria e prática, tendo em vista a importância de sabermos como
articular os conhecimentos historicamente constituídos com a realidade e
podermos, assim, exercer a cidadania, transformando o mundo com atitudes de
reflexão crítica e de participação ativa na realidade.
Nessa perspectiva, o currículo precisa ser repensado como política cultural
de participação coletiva e de possibilidade de transformação social, tendo a
instituição escolar como espaço de diversas experiências e de construção de
identidades, de compartilhamento de saberes, e de expressão e de partilha da
diversidade cultural. Nesse sentido, o currículo precisa ser entendido não como
transmissão de conhecimentos, mas como “local onde ativamente se produzem e
se criam significados sociais” (ABRAMOWICZ; CRUZ; MORUZZI, 2016, p. 35).
Considerando os aspectos, em que as tendências pedagógicas que se
expressam nas competências previstas pela BNCC, conclui-se que a escola
precisa se fortalecer como espaço democrático, em que os estudantes tenham
participação ativa na construção de saberes, sem, contudo, desmerecer o papel do
professor como mediador da aprendizagem. Nesse processo, as competências
precisam se evidenciar como possibilidades de repensar o currículo e ampliar
conhecimentos, de modo a fortalecer os estudantes para o desenvolvimento de
pesquisas, valorizando suas hipóteses, seus saberes e suas descobertas.
Segundo o MEC a Base Nacional Comum Curricular é uma proposta que
visa uniformizar o aprendizado na Educação Básica em todo território nacional e
deste modo
O reconhecimento desse potencial aponta para o direito de as crianças
terem acesso a processos de apropriação, de renovação e de articulação
de saberes e conhecimentos, como requisito para a formação humana, para
a participação social e para a cidadania, desde seu nascimento até seis
anos de idade (MEC, 2017).
Competência, na BNCC (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2017), “é definida
como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades
(práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas
complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do
trabalho” (p. 6). Essa definição remete, então, à ideia de que a escola básica deve
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tornar os indivíduos capazes de utilizar conhecimentos, habilidades, atitudes e
valores na solução de demandas da vida cotidiana, promover o exercício da
cidadania e o ingresso no mundo do trabalho. Dessa forma, o aprendido na escola
precisa ter uma aplicabilidade ou utilidade prática e, portanto, a escola deverá estar
a serviço da sociedade, respondendo às suas demandas, sem questioná-las,
passando a ideia de que é justa, igualitária e fundada na valorização de todos os
seres humanos.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Base Nacional Comum Curricular culminou na liberdade de ensino e o
direito da família de escolher o tipo de educação que deseja para os seus filhos. E
a ideia de plano de educação ficou reduzida a instrumento de distribuição de
recursos para os diferentes níveis de ensino.
Em resumo compete a nos refletir, e que no final trata-se de construir um
verdadeiro sistema nacional de educação, isto é, um conjunto unificado que articula
todos os aspectos da educação no país inteiro, com normas comuns válidas para
todo o território nacional e com procedimentos também comuns visando a
assegurar educação com o mesmo padrão de qualidade a toda a população do
país.
O que cabe fazer é instituir um sistema nacional em sentido próprio, que não
dependa das adesões autônomas e prioridade não só para a união, mas também
para estados e municípios assim como é assegurado na nossa carta magna de
1988.
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REFERÊNCIAS
BRASIL, Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Brasília. 2018. “Introdução” (da página 7 até 21).
MEC. Base nacional Comum Curricular. 2017. Disponível em:
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/a-base Acesso em: 13 ago.
2021.