As Resinas
Compostas na
Odontologia
Prof. Msc. Carolina Souto Lima
Materiais restauradores amplamente utilizados
na odontologia moderna.
Oferecem uma solução estética e
funcional para diversos problemas dentários.
Anos 1940: O Início
As primeiras resinas compostas foram
desenvolvidas nas décadas de 1940 e 1950,
utilizando materiais como resina acrílica e
polimetacrilato de metila (PMMA)
Problemas como baixa resistência mecânica,
estética limitada e dificuldades de adesão ao
dente - comprometia sua durabilidade e
adequação para o uso odontológico diário.
Anos 1950-1960:
Avanços iniciais
• Incorporação de partículas
inorgânicas: aumentou a resistência
e melhorou a estética.
• Partículas de vidro ou sílica -
resina composta mais resistente e
capaz de suportar a carga
mastigatória.
• Avanços nas técnicas de adesão
Anos 1970-1980:
Consolidação e Popularização
• Melhoria dos sistemas adesivos e a
introdução de técnicas de aplicação
mais eficazes.
• Restaurações anteriores, devido à
sua estética superior em relação ao
amálgama
• Desafios: problemas com a
contração de polimerização e a
tendência de descoloração ao
longo do tempo.
Anos 1990-2000: • Resinas híbridas: A combinação de
partículas maiores e menores nas
Melhoria das resinas Avanços na
Propriedades fotopolimerização: A evolução na
Mecânicas e Estéticas fotopolimerização, com fontes de luz
mais potentes e eficazes, permitiu uma
cura mais uniforme e rápida das resinas
compostas.
• Resinas fotoativadas se tornaram
mais comuns, eliminando a
necessidade de mistura química e
proporcionando mais praticidade ao
procedimento.
Anos 2010-2020: Inovações e Novas Tecnologias
• Resinas compostas nanoparticuladas:
• Alta estética e resistência com menor contração durante a
fotopolimerização.
• Bulk fill: inserção de camadas maiores sem comprometimento da
qualidade da polimerização.
• Tecnologia de adesão universal:
Surgiram sistemas adesivos universais,
que podem ser usados em diferentes tipos
de dentina e esmalte
Indicações
• Restaurações diretas
• Dentes anteriores e posteriores
• Restauracoes Indiretas
• Facetas estéticas
• Reconstruções
• Resina Compostas Diretas
• Diretamente sobre o dente
Resina Compostas
• Resinas Compostas Indiretas
• Realizada em laboratorio
Vantagens das
Resinas Compostas
1.Estética Natural
Ampla gama de cores para combinar com os dentes
naturais, proporcionando resultados estéticos
superiores.
Boa translucidez, ideal para dentes anteriores.
2.Conservação do Dente Natural
Permite preparos mais conservadores, com remoção
mínima de tecido dentário saudável.
Vantagens das
Resinas Compostas
3. Aderência aos Tecidos Dentários
Alta capacidade de adesão ao esmalte e dentina
4. Propriedades Mecânicas Melhoradas
tornando-as resistentes e duráveis para restaurações
anteriores e posteriores.
5. Facilidade de Manipulação
Maior versatilidade nas técnicas de aplicação
Desvantagens das Resinas
Compostas
• Necessidade de Técnica Cuidadosa
• especialmente em relação à adesão e fotopolimerização.
• Sensibilidade à Descoloração
• exposição a alimentos e bebidas pigmentadas.
• Contração de Polimerização
• pode causar microfissuras ou falhas nas interfaces
Desvantagens das Resinas
Compostas
• Custo
• mais elevado que outros materiais
restauradores, como o amálgama,
especialmente em materiais de alta
performance.
• Durabilidade Variável
• afetada por fatores como hábitos
alimentares e cuidados com a higiene bucal
Adesão das resinas compostas aos tecidos dentários
• Fundamental para o sucesso das restaurações.
• União química entre o material restaurador e a estrutura
do dente, por meio de agentes de união ou sistemas
adesivos.
Resinas
Compostas
• Adesão micromecânica
• Preparos conservadores
(comparados com o amálgama)
Composição
• Matriz orgânica
• Partículas de carga inorgânica,
• Agente de ligação e
• Iniciadores/ativadores de polimerização.
Composição
Matriz orgânica Ou
Matriz Inorgânica Sistema Iniciador Sistena Inibidor
matriz resinosa:
• Responsavel pela • Quatzo, vidro e • Canforoquinona • controlar o processo
contração silica • Subst. de endurecimento
• Composta por Maior resistência Fotoiniciadora
Monômeros da resina composta.
• Estroncio e bário
• Bis-GMA, UDMA e • Radiopacidade
TEGDMA e BIS-
EMA
Unir essas matrizes com agente de união SILANO, para se obter uma estrutura coesa
MATRIZ ORGÂNICA
MATRIZ INORGÂNICA
SILANO
Matriz Orgânica
• Apresenta inibidores de
• Polimento, estética alta , mas
polimerização
• hidroquinona e BHT sem retenção
• Aumento da vida útil e impedindo • Precisa da matriz inorgânica
polimerização precoce
para maior resistência
• Modificadores de cor / Pigmentos
MAIOR PESO MOLECULAR = MENOR CONTRAÇÃO
MATRIZ ORGÂNICA
MENOR PESO MOLECULAR = MAIOR CONTRAÇÃO MATRIZ INORGÂNICA
SILANO
Matriz Inorgânica (carga)
• Reduzir a quantidade de matriz • Incorporação de carga
orgânica. • quanto MAIS carga
• MENOR porção
• Aumentar as propriedades
orgânica
mecânicas e
• MENOR contração
• Redução da contração de • MAIOR resistência
polimerização
MATRIZ ORGÂNICA
MATRIZ INORGÂNICA
Incorporação de carga = menos matriz orgânica
MENOR contração,
MAIOR resistência,
MAIOR viscosidade
MENOR estética
Classificação
Sistema de ativação
• Quimicamente
• Fotoativado
Tamanho de partículas
• Macro, micro, hibridas, nanopartículas...
Viscosidade
• Alta
• Média
• Baixa
Sistema de Ativação
Resinas Quimicamente Ativadas
• O material é preparado antes da sua inserção na
cavidade a partir da mistura de duas pastas
• A presa ocorre através da formação de radicais livres,
• mistura de uma Amina Terciária com o Peróxido de
Benzoila
• O processo de polimerização ocorre de forma uniforme
em todo o material
Resinas Quimicamente Ativadas
• Desvantagens:
• Necessidade de mistura
• Descontrole do tempo de presa
• Instabilidade de cor
• Manchamento marginal
• Porosidade interna
• Maior praticidade
• O processo de polimerização inicia por absorção de
Resinas
luz numa faixa especifica de comprimento de onda,
Fotoativadas
através da canforoquinona
Tamanho de Partículas
Tamanho de partículas
• Macroparticuladas
• Particulas grandes 40 micrômetros
• 60 a 65% carga
• Baixo polimento,
• Alta resistência,
• baixa contração
• baixa estética
• Indicação POSTERIORES
Microparticuladas
• Partículas de 0,04 a 0,4
micrômetros
• 30 a 45% de carga
• Bom polimento Manipulação
• Menor resistência
• Indicação ANTERIORES
Hibridas
• Tamanho médio: 1 a 5 micrômetros
• 60 a 66% de carga
• Boas propriedades fisicas mecânicas,
• lisura superficial aceitável
• indicação UNIVERSAL
• Microparticuladas + partículas maiores sem ser
Macro
• Inferiores a 1 micrômetro
Micro Híbridas • 60 a 66% carga
• Uso UNIVERSAL
Nanoparticuladas
• Entre 5 a 75 Nanômetros
• 60 а 66% de carga
• Boas propriedades físicas
• Excelente estética e lisura superficial
• Menor contração de polimerização
• Indicação UNIVERSAL
Viscosidade
Baixa viscosidade
• Resina FLOW (fluida)
• Reduz a quantidade de carga - Reduz resistência
• Maior contração de polimerização
• Menor modulo de elasticidade,
• Menor rigidez
• Áreas de difícil acesso, camada intermediaria de restaurações
Média
viscosidade
• Resinas CONVENCIONAIS
• Dificil manipulação (muita carga)
• Condensável (para inserir na cavidade)
• Difícil polimento,
Alta viscosidade • Baixa estética
• Alta resistência)
• Estão em desuso
Resinas
BulkFill
• Baixa contração de polimerização
• Vários tipos de viscosidade
• Permite incrementos maiores que 4
a 5mm
• Propriedades similares ou inferiores
convencionais e superiores às flows
TÉCNICA DE APLICAÇÃO
DA RESINA COMPOSTA
Passo a passo
1- Isolamento do Campo
Operatório
Objetivo: Manter a área seca e limpa durante todo oprocedimento.
Métodos de
isolamento:
• Absoluto
• Dique de borracha: Usado para isolar o
dente do ambiente, garantindo que não
haja contaminação por saliva ou sangue.
• Relativo:
• Algodão: menor controle da umidade
2. Preparação da
Cavidade
• Objetivo: Criar uma cavidade
que permita a adesão do
material e que seja adequada ao
formato da restauração.
Remoção de • Com brocas ou outros instrumentos manuais
cárie ou tecido • Limpeza da cavidade: Remova resíduos e umidade da
cavidade com jatos de ar e água ou com instrumentos
comprometido apropriados
3. Aplicação do • Objetivo: Criar microporosidade no esmalte e
dentina para garantir boa adesão do sistema
Ácido adesivo.
Ácido fosfórico 37%:
• Aplique sobre o esmalte por cerca de 15 segundos e sobre a
dentina por 10 segundos.Enxágue e secagem: Após o tempo de
condicionamento, enxágue completamente para remover o ácido.
Seque a cavidade cuidadosamente, sem desidratar a dentina
4. Aplicação do
Sistema Adesivo
• Objetivo: Criar uma
ligação entre o material
restaurador e os tecidos
dentários (esmalte e
dentina).
Fotopolimerizacao
adesivo
• tempo geralmente de 10 a 20
segundos, conforme a marca
do adesivo para garantir que
ele se fixe corretamente ao
dente.
5. Inserção da Resina
Composta
• Objetivo: Preencher a cavidade com a
resina composta, garantindo a melhor
adaptação possível ao formato do dente.
Passo a passo – Inserção
• Seleção da resina: Cor, de acordo com a localização (dentes
anteriores ou posteriores) e o tipo de restauração.
• Inserção por camadas :A resina composta deve ser inserida em
camadas finas, geralmente de 1 a 2 mm de espessura.
• Fotopolimerização após cada camada: varia entre 20 e 40
segundos por camada, dependendo da profundidade e do tipo de
resina.
• Formação da anatomia dental
7. Fotopolimerização
Final
• Objetivo: Garantir que a resina seja
completamente curada em toda a sua
profundidade.
8. Acabamento e
Polimento e
ajuste final
• Objetivo: Garantir que a
restauração tenha uma superfície
lisa e brilhante, além de eliminar
excessos e ajustar a forma.
• Garantir que a restauração esteja
funcional e esteticamente bem
adaptada.
Longevidade e durabilidade das restaurações
Resistência ao desgaste
Excelente resistência ao desgaste, garantindo a longevidade das
1
restaurações.
Adesão aos tecidos dentários
2
A adesão das resinas aos dentes é essencial para uma restauração
duradoura e estável.
Propriedades mecânicas
3 Propriedades mecânicas aprimoradas, como resistência à fratura,
contribuem para a durabilidade das restaurações.
Central de cases
Ambiente Virtual
AVA
Materiais de
prevenção a
Cárie
Assistir o vídeo “Materiais de
prevenção à cárie” no ambiente virtual
Leitura do E-book da Unidade 4,