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Finalmente

O texto explora a jornada emocional de alguém que finalmente reconhece o verdadeiro amor e a dor da perda. Reflete sobre a importância de se libertar de pesos emocionais e aceitar a realidade, mesmo diante da saudade e arrependimento. A autora expressa um amor profundo e complexo, que persiste apesar das dificuldades e da necessidade de seguir em frente.
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Finalmente

O texto explora a jornada emocional de alguém que finalmente reconhece o verdadeiro amor e a dor da perda. Reflete sobre a importância de se libertar de pesos emocionais e aceitar a realidade, mesmo diante da saudade e arrependimento. A autora expressa um amor profundo e complexo, que persiste apesar das dificuldades e da necessidade de seguir em frente.
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Finalmente

Depois de tantos amores estranhos, pequenos, errados e tortos,


finalmente eu tinha reconhecido no seu olhar centralizado e no
seu sorriso espalhado, a minha princesa! E só olhar pra você,
ouvir sua voz, faz tudo ficar mais feliz. Algumas pessoas
simplesmente valem a pena...

Finalmente entendi o que significa o verdadeiro amor... Amor


quer dizer que você se importa mais com a felicidade da outra
pessoa do que a sua própria. Não importa o quão dolorosas sejam
as escolhas que você tiver que enfrentar.

Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu


finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei
que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa
nunca, mas quase passa todos os dias.

E quando você finalmente discar o meu número, ele estará


ocupado demais ou nem será mais o mesmo, ou até eu nem
queira mais te atender. E se você bater na minha porta ela estará
muito trancada, se aberta, mostrará uma casa vazia. Seus olhos
se encherão de lágrimas, aquelas que eu te disse que ardiam
tanto. O nome do enjoo que você vai sentir é arrependimento, e a
falta de fome que virá chama-se tristeza. Então quando os dias
passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer e
ninguém te olhar com meus olhos encantados. Você encontrará a
famosa solidão. A partir daí o que acontecerá, chama-se surpresa.
E provavelmente o remédio para todas essas sensações acima é
o tal tempo em que você tanto falava…

Então, eu finalmente me senti em casa dentro de mim mesma. E


hoje, mais do que nunca, sinto que não devo nada para ninguém.
A gente demora demais para se livrar de pesos e culpas. Mas um
dia, finalmente, a gente acorda. E descobre que tem uma vida
inteirinha pela frente.

"Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu


finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei
que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa
nunca, mas quase passa todos os dias. Chorar deixou de ser uma
necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser
algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo
lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo
que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho. Você,
que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase
que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila
em nada, feliz em nada."

É propriamente ter os olhos fechados, sem jamais tentar abri-los,


viver sem filosofar. E finalmente, esse estudo é mais necessário
para regrar os nossos costumes e conduzir-nos por essa vida do
que o uso dos nossos olhos para orientar os nossos passos. Com a
busca de todas as verdades que somos capazes de conhecer,
tratemos, em primeiro lugar, de nos libertar dos nossos
preconceitos, e estaremos em condições de rejeitar todas as
opiniões que outrora recebemos através da nossa crença até que
as tenhamos examinado novamente.

E agora que eu mandava na minha vida, poderia, finalmente,


mandar esse amor embora. Tchau, coisinha besta. Nada feito. Só
piorou. Acordava e ia dormir com ele engasgado aqui. Ficava
inconformada. Mas aí concluí: amor é coisa de quem tem tempo
pensar nele. Claro, eu fico em casa o dia todo, no silêncio das
minhas coisas, claro que acabo pensando besteira. Aquele papo
de mente desocupada casa do diabo, sabe? Amor do diabo. Fui
procurar Jesus. […] achei que ficaria tudo bem. Ficou nada. […]
Parei, talvez, de odiar o amor. Mas o amor, na verdade, ficou lá.
Duro que nem pedra. Daqueles que não vão embora nem com
reza brava.

Enquanto a filosofia que declara uma raça superior e outra


inferior não for finalmente e permanentemente desacreditada e
abandonada; enquanto não deixarem de existir cidadãos de
primeira e segunda categoria de qualquer nação; enquanto a cor
da pele de uma pessoa for mais importante que a cor dos seus
olhos; enquanto não forem garantidos a todos por igual os
direitos humanos básicos, sem olhar a raças, até esse dia, os
sonhos de paz duradoura, cidadania mundial e governo de uma
moral internacional irão continuar a ser uma ilusão fugaz, a ser
perseguida, mas nunca alcançada.

Finalmente, eu consegui dar um final ao meu modo nessa nossa


história que começou atrasada e terminou cedo demais. Claro
que eu queria ter continuado, mas como você preferiu fugir, eu
resolvi te ajudar como um sinal de compreensão. Afinal, a gente
cavou essa cova juntos. E agora só vai nos sobrar a dor de não ter
conseguido lidar com aquela felicidade simples e magnífica que
era estar perto um do outro. Erros imperdoáveis. Palavras fatais.
Confissões destrutivas. E eu te mandei pra longe quando tudo
que eu queria era te levar comigo. É a história triste de outro
amor que vai deixar planos pela metade. Como a saudade das
coisas que a gente nunca viveu. Essas saudades são as piores.
Inesquecívei

Eu finalmente desisto de querer mudar você. Desisto porque eu


preciso desistir, porque já não me atrai insistir numa causa que já
está há muito perdida, afinal de contas, se durante todo esse
tempo eu não fui capaz de fazer a mínima alteração no seu corte
de cabelo, que chances eu teria de mudar o seu jeito de ser? E
sabe o quê? No que me diz respeito, você nem precisa. Porque eu
adoro suas qualidades, mas gosto mesmo é dos defeitos. De
todos eles, um por [Link] amo o desenho torto das suas
sobrancelhas e o arquejo engraçado que elas formam quando
você sorri. Eu amo quando você diz que me ama, desse seu jeito
de amar aos pedaços, à La carte, com hora marcada. Eu amo, da
forma mais insanamente egoísta, o seu péssimo gosto musical,
que faz com que eu me sinta tão mais infinitamente culta que
você, ainda que, no fim das contas, eu acabe chorando sozinha
ouvindo minhas bandinhas Cult, enquanto você se enrosca por aí
num corpo qualquer ao som do seu tão amado sertanejo
universitário. Eu amo sua conversa chata sobre como eu fico
ridícula falando sobre as minhas séries de TV que você não
conhece, porque até o seu silêncio é muito mais interessante que
qualquer conversa sobre os meus livros que você também não
conhece. Eu amo a confusão que é a sua família, que é você, que
é a gente.
E pode aparecer um cara bonito, inteligente, que goste do que eu
gosto e que preste atenção no que eu falo que, mesmo assim, eu
não vou querer, porque, com tantas qualidades assim, é claro que
ele não poderia ser melhor que você. Ninguém mais me faz
enxergar o sofrimento com tanta alegria, e a paixão com tanto
fervor adolescente. Mesmo que eu siga em frente, e beije outra
boca, e até me encante por um outro alguém, com você é
diferente. Com você, sempre vai ser diferente. Eu gosto dos seus
olhos, do seu beijo, do seu cheiro, das suas roupas, do seu nome,
e do número do seu telefone. E a verdade, se quer saber, é que
eu não me sinto tola ou envergonhada por isso. Porque se não for
com, por, para e sobre você, não vale a pena.
Mesmo grandes, nossas esperanças perdem para a realidade, e
finalmente temos de nos entregar à realidade. Significa apenas
que perdemos a batalha de hoje. Não a guerra de amanhã. Eis a
questão sobre se entregar: quando se entrega, realmente se
rende, você esquece porque resistiu em algum momento.

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