ESTUDOS DE CASO E EXERCÍCIOS – DECADÊNCIA DO
CRÉDITO TRIBUTÁRIO II
Aluno:
Professor: Iamara Feitosa Furtado Lucena
Curso: Direito Data:
Turma: Disciplina: Direito Tributário II
ORIENTAÇÕES: Esta atividade é para treinar e reforçar o aprendizado. Não confere pontuação,
nem é preciso enviar para a Profa.
01) Autoridade fiscal do Município de Manaus constatou que, em 2015, a Fazenda Pública municipal deixou
de promover o lançamento do IPTU daquele exercício, relativamente a diversos imóveis localizados em seu
território. Considerando: (1) o disposto no Código Tributário Nacional acerca desta matéria; (2) que nada
impedia que o referido lançamento já fosse efetuado no próprio exercício de 2015; e (3) que não houve a
notificação, aos respectivos sujeitos passivos, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento;
o prazo
A) prescricional para a efetuação do referido lançamento teve início em fevereiro de 2015.
B) decadencial para a efetuação do referido lançamento teve início em janeiro de 2015.
C) prescricional para a efetuação do referido lançamento teve início em janeiro de 2016.
D) decadencial para a efetuação do referido lançamento teve início em janeiro de 2016.
E) prescricional para a efetuação do referido lançamento teve início em janeiro de 2015.
Justifique e fundamente sua resposta.
02) A empresa ABC Ltda. recebeu, em 01 de janeiro de 2021, um auto de infração fiscal referente ao
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) relativo ao exercício fiscal de 2015. O auto de
infração alega que a empresa deixou de recolher o ICMS devido sobre operações realizadas naquele ano. A
empresa ABC Ltda. discorda da cobrança decide impugnar o AIIM administrativamente em 20 de janeiro de
2021. O processo administrativo fiscal tramita perante a Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará.
Considerando a situação apresentada, o que poderia a empresa alegar em sua impugnação administrativa?
Justifique e fundamente.
03) A sociedade empresária ABC Ltda. realizou, em 10/01/2014, fato gerador de um tributo sujeito a
lançamento por homologação. O prazo final para entrega da declaração e pagamento era 10/02/2014, mas a
empresa nem entregou a declaração, nem pagou o tributo devido. Em razão disso, o Fisco, em 05/02/2019,
realizou lançamento de ofício do tributo devido, notificando a contribuinte, em 15/02/2019, para impugnar
ou pagar o débito em 30 dias. A sociedade empresária, no entanto, nem pagou, nem impugnou
administrativamente tal lançamento. O débito é inscrito em dívida ativa e, em 10/06/2019, é ajuizada ação
de execução fiscal contra ela, com despacho do juiz ordenando a citação, em 30/06/2019. A sociedade
empresária, ao fazer sua defesa em embargos à execução fiscal, alega que o direito de lançar aquele crédito
tributário já havia sido alcançado pela decadência, pois, nos termos do Art. 150, § 4º, do CTN, aplicável aos
tributos sujeitos a lançamento por homologação, já havia transcorrido mais de cinco anos entre a data do fato
gerador e o lançamento efetuado pelo Fisco. Diante desse cenário, tem razão a sociedade empresária em sua
alegação? Justifique e fundamente.
04) A sociedade empresária Sigma S/A, foi autuada pelo Fisco do Estado X, em 31/07/2017, por não
recolher ICMS sobre operações ocorridas de janeiro a junho de 2010, sendo-lhe dado prazo de trinta dias
para pagamento do débito tributário. Inconformada com a exigência, a sociedade resolve primeiro tentar
desconstituir tal autuação na via administrativa, recorrendo ao Conselho de Contribuintes do Estado X.
Nesse órgão colegiado administrativo, o recurso da sociedade tem seu provimento negado. Irresignada, a
sociedade empresária interpõe recurso hierárquico ao Secretário Estadual de Fazenda, conforme permitia a
legislação do Estado X. O Secretário de Fazenda nega provimento ao recurso, mantendo a exigência de
cobrança do tributo. Esgotada a via administrativa, a empresa imediatamente ingressa em juízo com
mandado de segurança de competência originária do Tribunal de Justiça local contra o ato do Secretário
Estadual, nos termos do estabelecido pela Constituição do Estado X. Julgado o mandamus pelo Tribunal de
Justiça local, a ordem é denegada e a empresa é condenada a satisfazer o débito em favor da Fazenda
Pública estadual. Diante desse cenário, como advogado(a) da sociedade empresária Sigma S/A, o que você
alegaria para tutela dos interesses do contribuinte no bojo desse mesmo processo? Fundamente e justifique.