INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
FACULDADE DE CIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO
CURSO DE LICENCIATURA EM PORTUGUÊS
ESTRUTURA DA SÍLABA
ANGELINA CELESTINO CAMUICHE. CÓDIGO: 81232695
NAMPULA, MAIO, 2024
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Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância
Faculdade de Ciências de Educação
Curso de Licenciatura em Português
Estrutura da Sílaba
Trabalho de Campo a ser submetido na
Coordenação do Curso de Licenciatura
em Português da UnISCED, cadeira de
Fonética e fonologia do Português.
Tutor: D Nhatuve
Angelina Celestino Camuiche. Código: 81232695
Nampula, Maio, 2024
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Índice
Introdução ........................................................................................................................................ 7
Estrutura das silabas ........................................................................................................................ 8
1. Revisão da literatura ............................................................................................................. 8
2. Constituintes da sílaba .......................................................................................................... 8
2.1. Ataque ........................................................................................................................... 8
2.2. Rima .............................................................................................................................. 8
2.3. Núcleo ........................................................................................................................... 9
2.4. Coda .............................................................................................................................. 9
3. Propostas para o ensino da sílaba ......................................................................................... 9
Conclusão ...................................................................................................................................... 10
Referências bibliográficas ............................................................................................................. 11
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Introdução
Sílabas são fonemas emitidos de uma só vez. Isso é percebido mais facilmente quando fazemos
exercícios de separação silábica e dividimos as palavras conforme elas são pronunciadas. Assim,
a palavra mar tem uma sílaba, enquanto on-da tem duas; bi-quí-ni, três e bra-si-lei-ros, quatro
sílabas.
Em cada sílaba há sempre uma vogal, por isso, lembre-se: as vogais são um elemento obrigatório;
não existe sílaba sem vogal!
O presente trabalho de campo versa Estrutura das Silabas. Para sua realização, foram
considerados os seguintes aspectos:
i. Revisão da literatura sobre a estrutura da sílaba.
ii. Identificação dos constituintes da sílaba (Ataque, Rima, Núcleo e Coda).
iii. Descrição de cada um dos elementos da sílaba e exemplos relevantes.
iv. Apresentação de propostas para o ensino da sílaba
Na elaboração do presente trabalho, tomou-se como método, o levantamento bibliográfico, sendo
que são apresentadas as referências na bibliografia. Finalmente, reforça-se que obedeceu-se as
normas de publicado e estruturação de uma pesquisa científica vigentes na Instituição. O trabalho
apresenta uma estrutura básica, contando com uma introdução, o desenvolvimento, conclusão e
bibliografia.
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Estrutura das silabas
1. Revisão da literatura
Cristófaro-Silva, T. (2009) nos apresenta a estrutura silábica como sendo o ordenamento das
vogais (V) e das consoantes (C) na constituição de sílabas. Segundo o autor, as línguas
apresentam distintas estruturas de silabas. Para o português, são encontradas sílabas compostas
pela estrutura:
a) Consoante-Vogal (CV) exemplo: sala (sa-la.
b) V (u-va),
c) VC (es-co-la),
d) CVC (car-ta),
e) CCV (pra-to),
f) CCVC (cris-tal),
g) CVCC (pers-pec-ti-va).
Nestas distintas formações estruturais, uma sílaba que termina por vogal é chamada de aberta, a
terminada por consoante é travada. A presença da vogal é obrigatória nas diferentes estruturas
silábicas. Já a da consoante é opcional. Isso quer dizer que todas as estruturas silábicas têm de
apresentar vogal, de modo que há sílaba constituída somente por vogal (sílaba V), mas não por
apenas consoante (OLIVEIRA, 2010).
2. Constituintes da sílaba
Segundo o Manuel do UnISCED, a sílaba situa-se num nível diferente do segmento. Os
constituintes da sílaba são:
2.1. Ataque
Ataque é a consoante que antecede a rima.
2.2. Rima
Rima é a sequência do núcleo e da consoante que se lhe segue.
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2.3. Núcleo
Núcleo é qualquer vogal.
2.4. Coda
Coda é a consoante final da rima.
3. Propostas para o ensino da sílaba
Segundo Cristófaro-Silva, T. (2009) nos apresenta:
Do ponto de vista da aprendizagem, as variadas estruturas apresentam diferentes graus de
complexidade. Estudos apontam a sílaba CV, chamada de sílaba canônica, como sendo a mais
frequente na língua portuguesa. Por esse motivo, os alfabetizandos tenderiam a aprender primeiro
essa estrutura silábica. É comum, inclusive, que o aprendiz generalize o uso de tal sílaba na escrita
de outras estruturas silábicas que não domina. Isso poderia ocorrer, por exemplo, na escrita de
palavras como pedra (peda), porta (pota) e escola (secola), em que as sílabas CCV (dra), CVC
(por) e VC (es) são grafadas, respectivamente, como sílabas CV (da, po e se).
Na mesma abordagem, o autor nos alerta que considerar as diferentes estruturas silábicas da
língua é importante para o professor alfabetizador, tendo em vista que os aprendizes da escrita
precisam conhecer todas elas, a fim de consolidarem seu processo de alfabetização. Um outro
ponto importante é não confundir a noção de sílaba na fala e na escrita. Se, do ponto de vista da
escrita, a palavra cha-ve apresenta uma sílaba CCV e outra CV, do ponto de vista da fala,
apresenta duas sílabas CV, tendo em vista que é pronunciada como “xa-vi” na maior parte do
país. Desse fato é que pode ocorrer uma interferência da fala sobre a escrita do aprendiz, de modo
que ele grafe duas sílabas CV (“xavi”) e não uma CCV e outra CV para chave.
Seguindo esse raciocínio, Oliveira, (2005) diz que a escrita da palavra xale – que tanto na fala
como na escrita apresenta a mesma estrutura silábica (duas sílabas CV) – tenderia a ser mais fácil
do que a escrita de chave. Acrescenta-se, ainda, a necessidade de reflexão sobre a divisão silábica
indicando os diferentes critérios que são aplicados na escrita e na fala. Um caso típico é o da
regra que indica que, na escrita, ao final de uma linha, quando dividimos uma palavra, os dígrafos
‘rr’ e ‘ss’ não ficam na mesma sílaba. Assim a palavra ‘carro’, por exemplo, seria dividida como
‘car-ro’. Essa divisão, no entanto, não implica que, na fala, a primeira sílaba seja CVC. Aqui,
como em vários casos de convenções, tem-se um procedimento ortográfico e não fonológico.
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Conclusão
As sílabas mais frequentes nas línguas do mundo são constituídas por uma consoante e uma vogal
(CV) e são também as mais frequentes em Português. Nesta forma canónica da sílaba, a
consoante e a vogal correspondem à sua grande divisão interna: o ataque e a rima. Mas porque
uma sílaba pode ser constituída apenas por uma vogal (como na primeira sílaba de a-bre), esta é o
seu elemento mais importante, que funciona como centro e se denomina núcleo. No caso da
primeira silaba de a-bre, nucleo e rima coincidem. Em Portugues os nucleos silabicos sao sempre
vogais, mas existem muitas linguas em que certas consoantes podem ocupar esse lugar, como o
[l] silabico da segunda silaba na palavra inglesa bottle [•Lbowtl], o [r] silabico do servio krv
[•Lkrv] ('sangue') ou o [;] silabico do ingles button [•Lb•ãtn]. Normalmente, essas consoantes
sao apenas /l/ e /r/ (as liquidas) e as nasais; contudo, palavras como psst mostram que, em certas
circunstancias, ate uma fricativa como [s] pode ocupar o centro silabico.
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Referências bibliográficas
Cristófaro-Silva, T. (2009); Fonética e Fonologia do Português: roteiro de estudo e guia de
exercícios. São Paulo: Contexto.
Oliveira, M. A. (2005); Conhecimento linguístico e apropriação do sistema de escrita. Belo
Horizonte: Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita – Ceale/ FaE/ UFMG. Coleção
Alfabetização e Letramento (Caderno do Formador).
Oliveira, M. A. (2010); Trabalhando com a sílaba no ensino da escrita. Revista Educação
(Especial Guia da Alfabetização). São Paulo: Segmento.