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VIDROS

Tudo sobre composição de vidros

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Ítalo Eduardo
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Tudo sobre composição de vidros

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PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE MATERIAIS E PROCESSOS DE FABRICAÇÃO

INTRODUÇÃO AOS
CERÂMICOS E COMPÓSITOS
Tópico Especial em Materiais
Cerâmicos
Classificação
Com base na aplicação dos materiais cerâmicos

Materiais Cerâmicos

Produtos à base
Refratários Abrasivos Cimentos Carbonos Vidros
de argila

Produtos estruturais Louças Argilas


Sílica Diamante Grafite Vidros Vitrocerâmicas
à base de argila brancas refratárias

Básicos Especiais Fibras

CALLISTER, W. D.; RETHWISCH, D. G. Ciência e Engenharia dos Materiais, uma Introdução. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2012.
2
Vidros - História
Vidros naturais: existem muito antes da vida na Terra

OBSIDIANA FULGURITO

Vi dro v ul câni co obtid o a parti r d o resfri am ento Rochas d e composi ção ví trea si mpl es em
rel ati vamente rápi do d a l av a. form a d e tubos form ados pel a fusão d e
Com posição pri ncipal : S i O 2 (~ 70%) sedi m entos i nconsoli dad os , solos ou rochas ao
Pod e conter : óxi dos d e al umí nio, ferro, sódi o, serem ati ngi dos por rai os .
potássi o e m agnési o. Com posição pri ncipal : S i O 2 (90%)
ROGERS, A. F. 1946. Sand fulgurites with enclosed lechatelierite from Riverside County, California. The Journal of Geology, v. 54, n. 2, p. 117-122.
LETIZIA, B., OLEKSANDRA, K., GIULIA, R. (2023). XRF Semi-Quantitative Analysis and Multivariate Statistics for the Classification of Obsidian Flows in the 3
Mediterranean Area. Applied Sciences, 13(6):3495-3495. doi: 10.3390/app13063495
Vidros - História
Descoberta: teoria mais popular
LENDA!
Plínio, o Velho (23 – 79 d.C.)
“Naquela parte da Síria conhecida como Fenícia e vizinhanças da Judéia há um lago
chamado Candevia, nas partes baixas do Monte Carmelo. Esta é supostamente a
nascente do Rio Belos, que depois de atravessar uma distância de uns 7 km deságua no
mar próximo à colônia de Ptolomeida. Seu fluxo é lento e suas águas são insalubres
para se beber, embora sejam consideradas sagradas. O rio é lamacento e flui através
de um canal profundo, revelando suas areias apenas quando a maré abaixa. Por isso,
não é antes de serem reviradas pelas ondas e limpas de impurezas que as areias
ressurgem com brilho. Mais, é somente nessa hora, depois que parecem afetadas pelas
propriedades acentuadas e adstringentes da água salgada, que se tornam prontas
para o uso. A praia se estende por não mais que 500 passos, mesmo assim a produção
de vidros dependeu por muitos séculos dessa área sozinha. Há uma história que certa
vez um barco pertencente a alguns comerciantes de soda natural desembarcou aqui e
seus ocupantes se espalharam pela areia para preparar suas refeições. Como, no
entanto, nenhuma rocha estava à mão ou próxima, que pudesse ser utilizada para
apoiar seus caldeirões, eles os apoiaram em blocos de soda de seu próprio
carregamento. Quando estes se aqueceram e se misturaram com a areia da praia um
estranho líquido translúcido escorreu diante deles; esta é dita ser a origem do vidro.”

Rasmussen, S.C. (2012). Origins of Glass: Myth and Known History. In: How Glass Changed the World. SpringerBriefs in Molecular Science(), vol 3.
Springer, Berlin, Heidelberg. [Link]

4
Vidros - História
Descoberta: teoria mais aceita

6000 a.C. na Turquia – Fundição do cobre

• Presença de rochas contaminantes advindas do processo de


extração;

• Contaminantes apresentavam alto ponto de fusão e tinham


que ser removidos;

• Utilização de fundentes -> minérios metálicos, sais simples de


carbonato, sulfato e nitrato;

• Formação da escória: fundentes + rochas fundidas

• Quando resfriadas apresentavam uma superfície lisa e


brilhante de coloração azul por conta do cobre -> vidro.

Rasmussen, S.C. (2012). Origins of Glass: Myth and Known History. In: How Glass Changed the World. SpringerBriefs in Molecular Science(), vol 3.
Springer, Berlin, Heidelberg. [Link]

5
Vidros - História

VÍDEO

6
Vidros - História
50 d.C. 1674 1879
P ri mei ro v i dro d e j anel a Pri mei ro v i dro d e óxi d o d e chum bo I nv enção d a l âm pad a el étri ca

1912 1947 1953


Vi d ro borossi licato (P yrex ) Vi d ro fotossensív el por S tookey Vi trocerâmicas tam bém por S tookey

7
Vidros - Definição
O QUE É VIDRO?

Não existe só
vidros inorgânicos Não existe
somente a fusão
de resfriamento

ASTM: “produto inorgânico obtido por fusão que foi resfriado até uma condição rígida sem
cristalização.”
Por que essa definição não está correta?
8
Vidros - Definição
"Um estado da matéria condensada fora do equilíbrio termodinâmico, não cristalino , que exibe
uma transição vítrea ." Zanotto e Mauro (2017)

Fora do equilíbrio termodinâmico: não é a configuração


mais estável ou de energia mínima que o sistema poderia
alcançar.

O estado amorfo do vidro é metastável, ou seja, não se


altera perceptivelmente ao longo de longos períodos de
tempo, mas pode cristalizar se dado o tempo suficiente e
condições adequadas!

ZANOTTO, E. D.; MAURO, J. C. The glassy state of matter: Its definition and ultimate fate. Journal of Non-Crystalline Solids, v. 471, n. May, p. 490–495, 2017.
VARSHNEYA, A. K.; MAURO, J. C. Fundamentals of inorganic glasses. 1994.
CALLISTER, W. D.; RETHWISCH, D. G. Ciência e Engenharia dos Materiais, uma Introdução. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2012. 9
Vidros - Definição
"Um estado da matéria condensada fora do equilíbrio termodinâmico, não cristalino, que exibe
uma transição vítrea." Zanotto e Mauro (2017)

Adaptado de Callister e Rethwisch (2012) Adaptado de Zanotto e Mauro


(2017)

"A passagem do estado sólido para um estado termodinamicamente instável, conhecido como
estado super-resfriado, que é a temperatura na qual o vidro começa a amolecer sob aquecimento."
Varshneya e Mauro (1994).
ZANOTTO, E. D.; MAURO, J. C. The glassy state of matter: Its definition and ultimate fate. Journal of Non-Crystalline Solids, v. 471, n. May, p. 490–495, 2017.
VARSHNEYA, A. K.; MAURO, J. C. Fundamentals of inorganic glasses. 1994.
CALLISTER, W. D.; RETHWISCH, D. G. Ciência e Engenharia dos Materiais, uma Introdução. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2012. 10
Vidros - Definição
COMO IDENTIFICAR SE O MATERIAL POSSUI
TRANSIÇÃO VÍTREA E DESORDEM ATÔMICA?

Principais técnicas de caracterização: DSC e DRX


11
Vidros - Definição
Como identificar a temperatura de transição vítrea ( T g )?

ENSAIO DE CARACTERIZAÇÃO – DSC (Calorimetria


Exploratória Diferencial)

T g : transição entre dois estados, acima o material é


fluido e abaixo são imóveis e rígidos.

QUEDA NA LINHA DE BASE -> MUDANÇA NA


CAPACIDADE CALORÍFICA DE UM ESTADO PARA OUTRO.

T x1 e T c1 : Temperaturas de início de cristalização e de


cristalização .

T f : Temperatura de fusão.

Yamane e Asahara (2004) Estabilidade térmica: T x1 - T g

GABBOTT, P. Principles and Applications of Thermal Analysis. 1. ed. New Delhi: Blackwell Publishing Ltd, 2008.

12
Vidros - Definição
Como identificar o carácter cristalino do material?

ENSAIO DE CARACTERIZAÇÃO – DRX (Difratometria de raios-X)

Adaptado de Mendoza (2021, p. 50).

Princípio é baseado na difração dos raios-x quando interagem com o material, podendo causar interferência
construtiva ou destrutiva.
13
Vidros – Definição
É possível vitrificar qualquer tipo de material?

VIDROS ÓXIDOS VIDROS FLUORETOS

silicatos, boratos, fosfatos, Fluorozirconato,


germanatos Fluoroaluminato, Fluorindato

14
Vidros – Formação vítrea
AGENTES FORMADORES

Formar uma rede tridimensional


SiO2, GeO2, B2O3

AGENTES MODIFICADORES

Romper a continuidade da rede


Na2O, K2O, MgO, CaO

AGENTES INTERMEDIÁRIOS
Martins (2009, p. 33).
Atuar dentro da rede como formador
ou modificador
TiO2, ZnO, BeO, PbO2 e AlO3
15
Vidros – Formação vítrea
Influência do modificador na T f

16
Vidros – Famílias, propriedades e
aplicações

VARSHNEYA, A. K.; MAURO, J. C. Fundamentals of inorganic glasses. 1994. 17


Vidros – Famílias e aplicações
Sílica vítrea
PROPRIEDADES

• Refratariedade
• Alta resistência química à corrosão
• Baixa condutividade elétrica
• Coeficiente de expansão térmica próximo de zero
• Boa transparência no UV e visível.

APLICAÇÕES

Tubos de fornos, espelhos astronômicos, fibras ópticas, cadinhos para fusão de silício de
alta pureza e envelopes de lâmpadas de alta eficiência.

SÍNTESE

Fusão de alta pureza. Cristais de quartzo de pureza ou areia beneficiada em temperaturas


superiores a 2.000°C.

VARSHNEYA, A. K.; MAURO, J. C. Fundamentals of inorganic glasses. 1994. 18


Vidros – Famílias e aplicações
Soda cal (soda-lime, incolor, vidro float)
PROPRIEDADES

• Boa durabilidade química


• Alta resistividade elétrica
• Boa transparência na região visível
• Alto coeficiente de expansão térmica (baixa resistência ao choque térmico)

APLICAÇÕES

Recipientes de bebidas, janelas de vidro e bulbo de lâmpadas incandescentes e


fluorescentes.

SÍNTESE

Fusão contínua em larga escala de materiais de lote baratos, como carbonato de sódio
(Na 2 C0 3 ), calcário (CaC0 3 ) e sílica a 1.400-1.500°C.

VARSHNEYA, A. K.; MAURO, J. C. Fundamentals of inorganic glasses. 1994. 19


Vidros – Famílias e aplicações
Borossilicato
PROPRIEDADES

• Baixo coeficiente de expansão térmica


• Ótima durabilidade química
• Baixa condutividade elétrica

APLICAÇÕES

Vidrarias de laboratório, recipientes farmacêuticos, recipientes culinários.

SÍNTESE

A composição mais usual é 81% de SiO 2 , 2% de Al 2 O 3 , 12% B 2 O 3 e 4,5% de Na 2 O com fusão


a ~1650°C.

20
Vidros – Famílias e aplicações
Silicato de chumbo
PROPRIEDADES

• Alto grau de brilho (alto índice de refração)


• Grande faixa de trabalho
• Alta resistividade elétrica

APLICAÇÕES

Utilizados em taça, objetos de arte e microeletrônica (por exemplo, para condutores,


resistores e pastas dielétricas)

SÍNTESE

Geralmente é composto por 48% de areia de sílica, 24% de óxido de potássio ou sódio e
28% de óxido de chumbo a ~900-1400°C.

VARSHNEYA, A. K.; MAURO, J. C. Fundamentals of inorganic glasses. 1994. 21


Vidros – Famílias e aplicações
Aluminossilicato
PROPRIEDADES

• Intermediários entre a soda cal e a sílica vítrea em termos de refratariedade e expansão


térmica
• Baixa condutividade elétrica
• Alta resistência à corrosão química
• Alto módulo de elasticidade

APLICAÇÕES

Fibras de vidro para reforço em compósitos poliméricos e lâmpadas de alta eficiência em


automóveis (onde o vidro pode ser selado diretamente aos cabos elétricos)

SÍNTESE

57-60% SiO 2 e 16-20% de Al 2 O 3 , juntamente com pequenas quantidades de CaO, 6-12% de


MgO), (B 2 O 3 ), entre outros cátions a ~1650°C.

VARSHNEYA, A. K.; MAURO, J. C. Fundamentals of inorganic glasses. 1994. 22


Vidros – Famílias
Aluminossilicato - Compósitos poliméricos
VIDRO COMO FIBRA DE REFORÇO:

• É estirado com facilidade em fibras de alta resistência a partir do seu estado fundido.
• Material facilmente disponível e pode ser fabricado economicamente, usando uma
ampla variedade de técnicas de fabricação de compósitos.
• Como uma fibra, é relativamente resistente e, quando incorporado em uma matriz
polimérica, produz um compósito com resistência específica muito alta.
• Inércia química que torna o compósito útil em inúmeros ambientes corrosivos.

23
Vidros – Famílias
Aluminossilicato - Compósitos poliméricos
COMPÓSITOS POLIMÉRICOS REFORÇADOS COM FIBRA DE VIDRO

Compósito que consiste em fibras de vidro, contínuas ou descontínuas, contidas em uma


matriz polimérica.

FIBRAS

Principais responsáveis pela resistência


às cargas

MATRIZ

Além de base, mantém as fibras no local


desejado garantindo sua orientação e
ainda as protege de danos externos.

24
Vidros – Famílias
Aluminossilicato - Compósitos poliméricos
INTERAÇÃO FIBRA X MATRIZ

• Qualidade superficial da fibra (minimizar defeitos superficiais);

AGENTES DE COBERTURA (FILM FORMERS)


DEFIBRAÇÃO/ESTIRAMENTO

Revestidas durante o processo de


estiramento: composição líquida
que reduz a abrasão,
minimizando a formação de
defeitos superficiais durante o
manuseio subsequente.

Polímeros como poliésteres,


polivinil acetato, poliuretanos ou
epóxis.
25
Vidros – Famílias
Aluminossilicato - Compósitos poliméricos
INTERAÇÃO FIBRA X MATRIZ

• Afinidade química entre a fibra e a matriz;

AGENTES DE ACOPLAMENTO (COUPLING AGENTS)

Retira-se o revestimento inicial


(agente de cobertura) antes da
fabricação do compósito e
aplica-se um agente de
acabamento ou de acoplamento
para melhorar a adesão entre a
fibra e a matriz.

Ex.: Silano.

26
Vidros – Famílias
Aluminossilicato - Compósitos poliméricos
FIBRAS DE VIDRO UTILIZADAS NA MANUFATURA DE COMPÓSITOS

Composição (%) Vidro E Vidro C Vidro S Propriedades Vidro E Vidro C Vidro S


Dióxido de silício (SiO₂) 52,4 64,4 64,4 Densidade (Mg/m³) 2,6 2,49 2,48

Óxidos de alumínio e ferro Condutividade térmica (W/m·K) 13 13 13


14,4 4,1 25,0
(Al₂O₃ + Fe₂O₃)
Coeficiente de expansão térmica
Óxido de cálcio (CaO) 17,2 13,4 - 4,9 7,2 5,6
(10⁻⁶/K)

Óxido de magnésio (MgO) 4,6 3,3 10,3


Resistência à tração (GPa) 3,45 3,30 4,60
Óxidos de sódio e potássio
0,8 9,6 0,3 Módulo de elasticidade (GPa) 76,0 69,0 85,5
(Na₂O + K₂O)

Óxido de boro (B₂O₃) 10,6 4,7 -


Temperatura máxima de serviço
550 600 650
Óxido de bário (BaO) - 0,9 - (°C)

27
Vidros – Famílias
FIBRAS DE VIDRO UTILIZADAS NA MANUFATURA DE COMPÓSITOS

Revestimentos de tanques químicos, tubos para condução de


Compósito de fibra
fluidos industriais (em que o reforço unidirecional aumenta a
descontínua unidirecional
resistência em uma direção específica)
Painéis internos de automóveis, caixas de baterias, carcaças
Compósito de fibra
de ventiladores, peças de eletrodomésticos (exemplo
descontínua orientado
clássico: plásticos reforçados com fibra de vidro picada em
aleatoriamente
matriz de poliéster ou polipropileno)
Pás de turbinas eólicas pequenas, hastes de pesca, varetas de
Compósito de fibra
barracas, tubos estruturais (reforço longitudinal com alta
contínua unidirecional
resistência)
Compósito de fibra Painéis estruturais de ônibus, cascos de embarcações,
contínua crossply estruturas de playground, tampas de bueiro (resistência em
(camadas cruzadas) mais de uma direção)
Casco de embarcações de grande porte, estruturas de
Compósito de fibra
piscinas em fibra de vidro, carrocerias de ônibus, coberturas
contínua multidirecional
arquitetônicas (quando se exige resistência uniforme em
(multidirecional)
várias direções)

28
Vidros – Famílias
RESUMO
Propriedade Sílica Soca cal Borossilicato Silicato de chumbo Aluminossilicato
Fusão ~2000°C ~1450°C ~1650°C ~900-1400°C ~1650°C
Temperatura máxima ~1000°C ~500°C ~520°C ~270-460°C ~700°C
de trabalho
Coeficiente de 5.5 x 10-7 /°C 90 x 10-7 /°C 30-50 x 10-7 /°C ~90-150 x 10-7 /°C ~50 x 10-7 /°C
expansão térmica
Durabilidade Muito bom Bom Muito bom Bom Muito Bom
Química
Condutividade Muito baixa Baixa Baixa Muito Baixa Muito baixa
Elétrica
Área de trabalho - - - Longa -
Transparência no UV Alta - - - -
Índice de refração - - - Alto -
Módulo de Alto Alto
elasticidade
Custo Alto Muito baixo Médio Baixo Médio
Aplicações Tubos de forno, Recipientes de Vidrarias de Taças, objetos de Fibras de vidro para
espelhos bebidas, janelas de laboratório, arte e reforço em
astronômicos, fibras vidro e bulbo de recipientes microeletrônica compósitos
ópticas. lâmpadas farmacêuticos, poliméricos e
incandescentes e recipientes culinários lâmpadas de alta
fluorescentes. eficiência em
automóveis 29
Vidros – Famílias
Vidros óxidos sem sílica e não óxidos
Janela de transparência: região do espectro entre o ultravioleta e visível (0,19µm a
0,7µm) até o infravermelho (0,7µm a 27µm) que o material transmite a radiação
incidida.

ENERGIA
VIBRACIONAL

TRANSPARENCIA
NO Iv

ZKHALID, M.; USMAN, M.; ARSHAD, I. Germanate glass for laser applications in ∼ 2.1 μm spectral region: A review. Heliyon, v. 9, n. 1, p. e13031, jan. 2023. 30
Vidros – Famílias
Vidros óxidos sem sílica

TELURITOS VOMP

TZN: (75–80)TeO 2-(10 − 20)ZnO-(5–15)Na 2 O Vidros óxidos de metais pesados - Bi2O3, Sb2O3,
PbO (>50%)
• Alta estabilidade térmica
• Ampla região de transparência • Transparência no IV
• Alto índice de refração • Alto índice de refração
• Baixa temperatura de fusão (<1000°C)
Aplicações:
Aplicações:
Vidros foto-termo-refrativos (PTR) utilizados em
Principalmente na fotônica para lasers e fibra aplicações militares, dispositivos como grades
óptica. de difração e na fabricação de lasers.

NALIN, M. et al. MATERIAIS VÍTREOS E LUZ: PARTE 1. Quimica Nova, v. 39, n. 3, p. 328–339, 2016.
31
Vidros – Famílias
Vidros não óxidos

FLUORETOS Espectro de transmissão de um vidro ZBLAN mostrando a janela


de transparência que se estende de 0,3 mm até região de
infravermelho.
ZBLAN: (ZrF4-BaF2-LaF3-AlF3-NaF)

• Baixa Tg (~250°C) e Tf (~500°C)


• Baixa estabilidade térmica
• Transparência na região do infravermelho e
bons hospedeiros de elementos terras-raras.

Aplicações:

Fabricação de fibras ópticas, lasers e


amplificadores ópticos

Nalin et al. (2006).


NALIN, M. et al. MATERIAIS VÍTREOS E LUZ: PARTE 1. Quimica Nova, v. 39, n. 3, p. 328–339, 2016.
32
Vidros – Famílias
Vidros não óxidos

CALCOGENETOS
Selênio vítreo:
Um ou mais elementos calcogênios (enxofre, Tg – Temperatura ambiente
selênio e telúrio), ligados covalentemente à Tf – 220°C
formadores de redes tais como As, Ge e Sb.

Algumas composições: As-S e Ga-La-S. 20Ga2Se3-80GeSe2

• Baixa Tg e Tf
• Transparência na região do infravermelho
médio e distante (região de transmissão
mais ampla)

Aplicações:

Principalmente na fotônica para fibras ópticas


que atuam na região do IV.
NALIN, M. et al. MATERIAIS VÍTREOS E LUZ: PARTE 1. Quimica Nova, v. 39, n. 3, p. 328–339, 2016.
33
Vidros – Métodos de síntese
OBJETIVO: OBTER UM MATERIAL VÍTREO A PARTIR DE UM SÓLIDO CRISTALINO

1. Retirar os íons das suas posições “organizadas”

2. Desorganiza-los

3. Impedir que se organizem novamente

Método tradicional: fusão - resfriamento

Vantagem Desvantagens
• Grandes quantidades • Altas temperaturas
• Diversos formatos • Risco de contaminação

34
Vidros – Métodos de síntese
Indústria
Maior desafio: reduzir o consumo de energia por unidade de produto

Fontes de energias utilizadas:

PASSADO PRESENTE FUTURO

• Madeira China Principal fonte de energia


• Carvão mineral até 2050: gás natural
• Gás natural • Carvão mineral (44,3%)
• Gás natural (15,5%) Planejamento para uso
• Óleo combustível (13,31%) de energias renováveis
80% de toda • Outros (27,10%) (hidrogênio, biomassa,
energia da fábrica é energia solar e eólica)
EUA e Europa
consumida pelos
fornos! • 80 e 90% de gás natural

KODAK, Onur; SADEGHI-KHANEGHAH, Farshid; KONUKMAN, Alp Er Ş.; KđLđÇ, Levent; ARZAN, Neşet; DURAL, Gürhan. Energy Usage in Glass Industry: past, today,
and tomorrow. Springer Proceedings In Energy, [S.L.], p. 101-111, 2023. Springer International Publishing. [Link]
35
Vidros – Métodos de síntese
CÁLCULO DE COMPOSIÇÃO

Composição: 15Na 2 O - 10CaO - 75SiO 2


Massa desejada: 100g

Massas molares:
1° Passo
Na 2 O: 61,98 g/mol * 15% = 9,30 g
Na 2 O: 61,98 g/mol
CaO: 56,08 g/mol CaO: 56,08 g/mol * 10% = 5,61 g
SiO 2 : 60,08 g/mol SiO 2 : 60,08 g/mol * 75% = 45,06 g
TOTAL = 59,97 g

2° Passo

Na 2 O: CaO: SiO 2 :
59,97 g ----- 9,29g 59,97 g ----- 5,61g 59,97 g ----- 45,06g
100 g ------- m Na2O 100 g ------- m CaO 100 g ------- m SiO2

m Na2O = 15,49 g m CaO = 9,36 g m SiO2 = 75,15 g


36
Vidros – Métodos de síntese
CÁLCULO DE COMPOSIÇÃO

Composição: 14BaO - 10CaO - 14Al 2 O 3 - 62SiO 2


Massa desejada: 100g

Massas molares: 1° Passo


BaO: 61,98 g/mol * 14% = 8,68 g
BaO: 153,33 g/mol 5,61 g
CaO: 56,08 g/mol * 10% =
CaO: 56,08 g/mol
Al 2 O 3 : 101,96 g/mol * 14% 14,27 g
Al 2 O 3 : 101,96 g/mol
SiO 2 : 60,08 g/mol SiO 2 : 60,08 g/mol * 62% = 37,25 g
TOTAL = 65,81 g
2° Passo
BaO: CaO: Al 2 O 3 : SiO 2 :
65,81 g ----- 8,68 g 65,81 g ----- 5,61g 65,81 g ----- 14,27 g 65,81 g ----- 37,25 g
100 g ------- m BaO 100 g ------- m CaO 100 g ------- Al 2 O 3 100 g ------- m SiO2

m Na2O = 13,19 g m CaO = 8,52 g m SiO2 = 21,68 g m SiO2 = 56,60 g


37
PRODUÇÃO
Vidros – Processos de fabricação
SOPRO PRENSAGEM ESTIRAMENTO EXTRAÇÃO/DEFIBRAÇÃO LAMINAÇÃO FLOATING

VÍDEO VÍDEO VÍDEO


PROCESSAMENTO

Utensílios de vidro Vidros, lentes, Tubos de vidro, Lã de vidro, fibras de vidro Vidro plano, vidro Vidros para
oco, copos, blocos de vidro, fibra óptica têxteis, lã de vidro de fundido, blocos de janelas e
PRODUTOS

lâmpadas, vidros telas isolamento vidro fachadas, vidro


de laboratório estrutural,
espelhos, móveis

OS PROCESSOS PODEM SER UTILIZADOS EM CONJUNTO


38
PRODUÇÃO
Vidros – Processos de fabricação
SOPRO PRENSAGEM ESTIRAMENTO SOPRO
EXTRAÇÃO/DEFIBRAÇÃO LAMINAÇÃO FLOATING
PROCESSAMENTO

Utensílios de vidro Vidros, lentes, Tubos de vidro, Lã de vidro, fibras de vidro Vidro plano, vidro Vidros para
oco, copos, blocos de vidro, fibra óptica têxteis, lã de vidro de fundido, blocos de janelas e
PRODUTOS

lâmpadas, vidros telas isolamento vidro, campos de fachadas, vidro


de laboratório cozimento estrutural,
espelhos, móveis

39
PRODUÇÃO
Vidros – Processos de fabricação
SOPRO PRENSAGEM ESTIRAMENTO EXTRAÇÃO/DEFIBRAÇÃO LAMINAÇÃO FLOATING
PROCESSAMENTO

Utensílios de vidro Lentes, blocos de Tubos de vidro, Lã de vidro, fibras de vidro Vidro plano, vidro Vidros para
oco, copos, vidro, telas fibra óptica têxteis, lã de vidro de fundido, blocos de janelas e
PRODUTOS

lâmpadas, vidros isolamento vidro, campos de fachadas, vidro


de laboratório cozimento estrutural,
espelhos, móveis

40
PRODUÇÃO
Vidros – Processos de fabricação
SOPRO PRENSAGEM ESTIRAMENTO EXTRAÇÃO/DEFIBRAÇÃO LAMINAÇÃO FLOATING

VÍDEO
PROCESSAMENTO

Utensílios de vidro Vidros, lentes, Tubos de vidro, Lã de vidro, fibras de vidro Vidro plano, vidro Vidros para
oco, copos, blocos de vidro, fibra óptica têxteis, lã de vidro de fundido, blocos de janelas e
PRODUTOS

lâmpadas, vidros telas isolamento vidro, campos de fachadas, vidro


de laboratório cozimento estrutural,
espelhos, móveis

41
PRODUÇÃO
Vidros – Processos de fabricação
SOPRO PRENSAGEM ESTIRAMENTO EXTRAÇÃO/DEFIBRAÇÃO LAMINAÇÃO FLOATING

DEFIBRAÇÃO

VÍDEO VÍDEO
PROCESSAMENTO

Utensílios de vidro Vidros, lentes, Tubos de vidro, Lã de vidro, fibras de vidro Vidro plano, vidro Vidros para
oco, copos, blocos de vidro, fibra óptica têxteis, lã de vidro de fundido, blocos de janelas e
PRODUTOS

lâmpadas, vidros telas isolamento vidro, campos de fachadas, vidro


de laboratório cozimento estrutural,
espelhos, móveis

42
PRODUÇÃO
Vidros – Processos de fabricação
SOPRO PRENSAGEM ESTIRAMENTO EXTRAÇÃO/DEFIBRAÇÃO LAMINAÇÃO FLOATING

VÍDEO VÍDEO
PROCESSAMENTO

Utensílios de vidro Vidros, lentes, Tubos de vidro, Lã de vidro, fibras de vidro Vidro plano, vidro Vidros para
oco, copos, blocos de vidro, fibra óptica têxteis, lã de vidro de fundido, blocos de janelas e
PRODUTOS

lâmpadas, vidros telas isolamento vidro fachadas, vidro


de laboratório estrutural,
espelhos, móveis

43
PRODUÇÃO
Vidros – Processos de fabricação
SOPRO PRENSAGEM ESTIRAMENTO EXTRAÇÃO/DEFIBRAÇÃO LAMINAÇÃO FLOATING

VÍDEO VÍDEO VÍDEO


PROCESSAMENTO

Utensílios de vidro Vidros, lentes, Tubos de vidro, Lã de vidro, fibras de vidro Vidro plano, vidro Vidros para
oco, copos, blocos de vidro, fibra óptica têxteis, lã de vidro de fundido, blocos de janelas e
PRODUTOS

lâmpadas, vidros telas isolamento vidro fachadas, vidro


de laboratório estrutural,
espelhos, móveis

44
PRODUÇÃO
Vidros – Processos de fabricação
SOPRO PRENSAGEM ESTIRAMENTO EXTRAÇÃO/DEFIBRAÇÃO LAMINAÇÃO FLOATING

VÍDEO VÍDEO VÍDEO


PROCESSAMENTO

Utensílios de vidro Vidros, lentes, Tubos de vidro, Lã de vidro, fibras de vidro Vidro plano, vidro Vidros para
oco, copos, blocos de vidro, fibra óptica têxteis, lã de vidro de fundido, blocos de janelas e
PRODUTOS

lâmpadas, vidros telas isolamento vidro fachadas, vidro


de laboratório estrutural,
espelhos, móveis

OS PROCESSOS PODEM SER UTILIZADOS EM CONJUNTO


45
Vidros – Métodos de síntese
SOL-GEL

Transição de um sistema SOL (dispersão coloidal de partículas sólidas em um


líquido ou uma solução) para uma fase sólida de GEL.

SOL GEL

Os precursores dependem da composição química final desejada.

CARTER, C. Barry et al. Ceramic materials: science and engineering. New York: springer, 2007. 46
Vidros – Métodos de síntese
SOL-GEL

VANTAGENS DESVANTAGENS

• Composições mais homogêneas; • Composições limitadas;

• Utilização de temperaturas inferiores; • Pouca quantidade;

• Obtenção de um produto final de alta pureza; • Alto custo.

• Obtenção das mesmas propriedades físicas.

Aplicações: filmes finos (barreiras luminosas, reflectores, camadas resistentes à corrosão,


camadas para melhorar a adesão) e revestimento óptico (modificar a refletância, absorção
ou qualidade de transmissão de um objeto óptico).

CARTER, C. Barry et al. Ceramic materials: science and engineering. New York: springer, 2007. 47
Vidros – Métodos de síntese
CVD (Chemical Vapor Deposition)

Processo em que um material sólido é formado em um substrato por meio de


reações químicas na fase de vapor.

1. Preparação do substrato;
2. Introdução dos precursores químicos
(elementos necessários para obtenção
do produto final);
3. Reações químicas na superfície do
substrato;
4. Formação da camada de material - os
produtos das reações se depositam no
substrato formando uma fina camada;
5. Remoção dos subprodutos da câmara.

MKS Instruments Handbook: Semiconductor Devices & Process Technology, 2017.


48
Vidros – Métodos de síntese
CVD (Chemical Vapor Deposition)

Exemplos de filmes vítreos produzidos por CVD, suas aplicações e precursores


típicos utilizados.
Classe geral de material Material específico Aplicações Precursores típicos de CVD
Revestimentos [SnCl₄]/[NH₄F]/O₂,
SnO₂ dopado com F
arquitetônicos em vidro [InCl₃]/[SnCl₄]/O₂
Óxidos de baixa
plano (controle solar, anti- [In(thd)₃]/[Bu₃Sn(acetato)]/
emissividade e condutivos
In₂O₃ dopado com Sn reflexo), revestimentos de O₂,
exibição em vidro [In(acac)₃]/[Sn(acac)₂]/O₂
WO₃ Revestimentos [WCl₆]/O₂, [W(CO)₆]/O₂
Óxidos eletrocrômicos e
arquitetônicos em vidro
fotocrômicos MoO₃ [Mo(CO)₆]/O₂
plano e displays
Revestimentos
Óxidos termocrômicos VO₂ arquitetônicos em vidro [VCl₄]/O₂, [V(OC₃H₇)₄]/O₂
plano
Revestimentos
Revestimentos
TiO₂ arquitetônicos em vidro [TiCl₄]/[Ti(OPrⁱ)₄]/O₂
autolimpantes
plano

Philippe, Arnaud. (2022). Chemical Vapour Deposition. doi: 10.1088/978-0-7503-3107-4


49
Vidros – Métodos de síntese
CVD (Chemical Vapor Deposition)

VANTAGENS DESVANTAGENS

• Alta pureza (essencial para óptica e eletrônica); • Alto custo;

• Uniformidade (revestimentos consistentes e • Complexidade do processo (pressão,


homogêneos); temperatura e fluxo de gases devem ser
altamente controlados);
• Diversidade de materiais (muitas possibilidades
possibilitando obtenção de vidros com diversas • Restrições de substrato;
propriedades);
• Utilização de produtos químicos perigosos
• Utilização de temperaturas mais baixas; (tóxicos, inflamáveis ou corrosivos).

• Controle de espessura.

Philippe, Arnaud. (2022). Chemical Vapour Deposition. doi: 10.1088/978-0-7503-3107-4


50
Vidros – Tratamentos térmicos
RECOZIMENTO

• Vidros: baixa condutividade térmica;

• Não resfria de forma uniforme por todo o comprimento;

• Geração de tensões internas devido ao gradiente de temperatura;

MEYLAND, Martin J.; NIELSEN, Jens H. High strain rate characterisation of soda-lime-silica glass and the effect of residual
stresses. Glass Structures & Engineering, v. 7, n. 4, p. 641-657, 2022. 51
Vidros – Tratamentos térmicos
RECOZIMENTO

Como aliviar as tensões internas?

Dois tipos de recozimento:

Tratamento térmico acima da T g por Tratamento térmico abaixo da T g por


um tempo curto e posterior um longo tempo. As tensões são
resfriamento lento. As tensões são aliviadas em algumas horas.
aliviadas em minutos (15-20min).
Vantagem: maior controle do
Vantagem: por ser mais rápido, processo.
industrialmente é o mais adequado.
Desvantagem: elevado tempo de
Desvantagem: por estar acima da T g tratamento.
pode causar deformações na peça.

MEYLAND, Martin J.; NIELSEN, Jens H. High strain rate characterisation of soda-lime-silica glass and the effect of residual
stresses. Glass Structures & Engineering, v. 7, n. 4, p. 641-657, 2022. 52
Vidros – Tratamentos térmicos
RECOZIMENTO

O tempo de tratamento depende:

• Composição do vidro;

• Coeficiente de expansão térmica;

• Espessura;

• Design do produto.

É possível identificar quando as tensões foram aliviadas! Luz


polarizada

RECOZIMENTO

53
Vidros – Tratamentos térmicos
TÊMPERA

Quando o processo é controlado, é possível obter peças com tensões uniformes


que aumentam a resistência mecânica do vidro.

54
Vidros – Tratamentos térmicos
TÊMPERA

Padrão de fratura de vidro: (a) vidro recozido e


(b) vidro temperado.

Vantagens: quatro a cinco vezes mais resistente a impactos e quebras do que o


vidro comum, mais seguro e durável.

Aplicações: janelas, portas, janelas de veículos e móveis.


55
Vidros - Definição
O QUE É VIDRO?

ASTM: “produto inorgânico obtido por fusão que foi resfriado até uma condição rígida sem
cristalização.”
Por que essa definição não está correta?
56
PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE MATERIAIS E PROCESSOS DE FABRICAÇÃO

Vitrocerâmicas
Vitrocerâmicas - História
INICIALMENTE...

CRISTALIZAÇÃO EVITADA

Acontecia acidentalmente ao conformar os vidros e afetava negativamente a


resistência mecânica.

Cristalização heterogênea, pela superfície e nos locais de imperfeições e


impureza.

nucleação crescimento
Dificuldade em
DUAS ETAPAS: controlar a
nucleação!!

58
Vitrocerâmicas - História
1953 – Stanley Donald Stookey, Corning Glass

O pesquisador trabalhava com vidros


fotossensíveis dopados com prata
metálica. Ao realizar o recozimento o
vidro foi aquecido acidentalmente a uma
temperatura mais elevada e esquecido
no forno. Ao retirar o material estava
opaco e com maior resistência mecânica.

PRATA: AGENTE NUCLEANTE

cristalização uniforme por todo o


volume

No final da década de 50 foram desenvolvidos e comercializados novos produtos


vitrocerâmicos pela Corning Glass.
59
Vitrocerâmicas - Definição
“Materiais inorgânicos formados a partir da cristalização controlada e parcial do vidro." Beall e
Duke, 1983.

VITROCERÂMICA

Material formado por uma E uma ou mais fases


fase amorfa residual (vidro) cristalinas (cerâmica)

0,5 a 99,5%
Mais comuns: 30 a 70%

“Materiais inorgânicos e não metálicos preparados por cristalização controlada de vidros através
de diferentes métodos de processamento. Estas contêm pelo menos um tipo de fase cristalina
funcional e vidro residual. A fração de volume cristalizada pode variar de ppm a quase 100%.”
Deubener et al., 2018
60
Vitrocerâmicas - Definição
Tradicionalmente obtidas a partir de um vidro precursor pelo tratamento
térmico

T c2 ETAPAS PARA OBTENÇÃO DAS VCs

1. Obtenção do vidro com agente de


nucleação;
T c1
2. Recozimento;

3. Tratamento térmico, com temperatura e


tempo controlados, para obtenção da
microestrutura desejada.

Possibilidade de formação de várias fases cristalinas e quando precipitadas há uma


alteração na composição do vidro! 61
Vitrocerâmicas - Cristalização
Obtenção de vitrocerâmica no sistema GeO₂-K₂O-NaF-LaF₃
15Na40LaTampa
9h a 480°C
OBTENÇÃO DE UMA VITROCERÂMICA
TRANSPARENTE
15Na40LaTampa
VIDRO

15Na40LaTampaTT
VITROCERÂMICA

Autora (2023) Autora (2023)

Autora (2023)
62
Vitrocerâmicas - Cristalização
nucleação crescimento

DUAS ETAPAS:

NUCLEAÇÃO

Formação de pequenos núcleos na matriz vítrea que darão origem aos cristais na
etapa de crescimento a partir do tratamento térmico.

• Superficial heterogênea
• Volumétrica heterogênea
• Volumétrica homogênea

COMTE, Monique. Glass‐Ceramics. Encyclopedia of Glass Science, Technology, History, and Culture, v. 2, p. 937-949, 2021.

63
Vitrocerâmicas - Cristalização
NUCLEAÇÃO

SUPERFICIAL HETEROGÊNEA

Ocorre na superfície em
direção ao volume;

Preferencialmente em locais
com trincas, imperfeições
(bolhas) e impurezas.

COMTE, Monique. Glass‐Ceramics. Encyclopedia of Glass Science, Technology, History, and Culture, v. 2, p. 937-949, 2021.

64
Vitrocerâmicas - Cristalização
NUCLEAÇÃO

VOLUMÉTRICA HETEROGÊNEA VOLUMÉTRICA HOMOGÊNEA

A formação dos núcleos ocorre Ocorre no volume do vidro com a


preferencialmente em locais com mesma probabilidade em qualquer
partículas de impureza ou defeitos, zona do material. Normalmente
porém ainda no volume do material alcançada a partir da utilização de
vítreo. agentes nucleantes distribuídos
uniformemente no material.

A maioria dos materiais apresentam a nucleação heterogênea devido a presença de impurezas


ou defeitos!

COMTE, Monique. Glass‐Ceramics. Encyclopedia of Glass Science, Technology, History, and Culture, v. 2, p. 937-949, 2021.
65
Vitrocerâmicas - Cristalização
Pode ocorrer em uma ou duas etapas!
N: taxa de nucleação
Variação da Taxa de Nucleação (N) e Taxa de C: taxa de crescimento
Crescimento (C) em função
da temperatura
T 1 a T 3 - faixa de T de nucleação dos grãos
T 2 a T f - faixa de T de crescimento dos
grãos
T 2 a T 3 - nucleação e crescimento, região
crítica para cristalização

T2 a T3

Se pequena: provável que não ocorra a


cristalização em uma etapa

Se grande: provável que ocorra


cristalização completa do material

ACÁCIO, M. A. ESTUDO DOS PROCESSOS DE NUCLEAÇÃO E CRISTALIZAÇÃO EM VIDROS BORATOS. [s.l.] Universidade Estadual Paulista, 2006.
66
Vitrocerâmicas - Cristalização
N < C: poucos cristais de tamanho maior N > C: muitos cristais de tamanho menor

Cenário
ideal!

Se T3 - T2 for pequena ou negativa é possível a obtenção da VC em duas etapas


totalmente controlada.

67
Vitrocerâmicas - Cristalização
AGENTES NUCLEANTES

Devem ser solúveis na fase fundida produzida inicialmente, mas não em temperaturas mais
baixas. Durante o resfriamento ou no tratamento térmico adicional precipitam como
cristalitos distribuídos uniformemente no vidro.

TiO2 e ZrO2: eficientes em sistemas de aluminossilicato. Eles são adicionados no lote em


quantidades típicas de 2 a 8% em mol. Os cristalitos que se formam incluem ZrO2 ou ZrTiO4 por
exemplo.

Flúor: adicionado como 2 a 8% molar de fluoreto, permite que fases fluoreto cristalizem em
uma ampla variedade de sistemas de silicato e aluminossilicato.

Metais nobres (Ag, Au e Pt): Os metais são geralmente introduzidos na forma iônica em
quantidades inferiores a 1% em mol.

COMTE, Monique. Glass‐Ceramics. Encyclopedia of Glass Science, Technology, History, and Culture, v. 2, p. 937-949, 2021.

68
Vitrocerâmicas - Propriedades
PRINCIPAIS VANTAGENS

• Podem ser produzidas em massa por qualquer técnica de produção do vidro;

• É possível projetar sua microestrutura a depender da aplicação;

 Distribuição do tamanho de grão;


 Formato;
 Porosidade;
 Cristalinidade (%);
 Fases (quantidade e tipos);

• Possuem porosidade nula ou muito baixa;

• Possibilidade de combinar diversas propriedades

 Resistência e tenacidade muito altas, translucidez, biocompatibilidade,


durabilidade química e dureza relativamente baixa.

COMTE, Monique. Glass‐Ceramics. Encyclopedia of Glass Science, Technology, History, and Culture, v. 2, p. 937-949, 2021.
69
Vitrocerâmicas - Propriedades
MICROESTRUTURA

• Porosidade baixa ou nula;

• Afeta fortemente as propriedades do


material;

• Tamanho dos cristais: 10nm a alguns


microns;

• Podem apresentar diferentes


morfologias.

Diversidade de microestruturas em termos de tamanhos e


formatos de cristais obtidos em vitrocerâmicas comerciais
observadas por microscopia eletrônica de varredura. (a) e
(b) vitrocerâmica Macor (principal fase cristalina:
fluoroflogopita mica) em duas escalas diferentes. (c)
Cerâmica keralite (fase cristalina principal: solução sólida
de β-quartzo). (d) Vitrocerâmica KeraWhite® (fase cristalina
principal: solução sólida de β-espodumênio).

COMTE, Monique. Glass‐Ceramics. Encyclopedia of Glass Science, Technology, History, and Culture, v. 2, p. 937-949, 2021.
70
Vitrocerâmicas - Propriedades
PROPRIEDADES MECÂNICAS

• Também são materiais frágeis (continuam sendo materiais cerâmicos);

• A partir da microestrutura essa propriedade pode ser melhorada;

• Os cristais podem impedir a propagação de fissuras;

VC com cristais de B-quartzo VC com cristais de dissilicato


de lítio
Apresentam resistência mecânica
próxima ao vidro original; Alta tenacidade e módulo de
ruptura.
Cristais pequenos: ~30nm
Microestrutura dos cristais
interligada

COMTE, Monique. Glass‐Ceramics. Encyclopedia of Glass Science, Technology, History, and Culture, v. 2, p. 937-949, 2021.
71
Vitrocerâmicas - Propriedades
PROPRIEDADES ÓPTICAS

• VC transparentes: tamanho médio dos cristais deve ser menor que o


comprimento de onda da luz visível (400-800nm)

• Alguns sistemas apresentam tamanho médio < 50nm e cristalinidade de 90%.

• Atualmente os estudos se concentram na obtenção de VC opticamente


ativas (luminescentes, fotossensíveis, etc.)

VIDRO CRISTAIS

• Transparência; • Bons hospedeiros de íons


• Durabilidade química; terras-raras e metais de
• Facilidade de fabricação; transição;

MATERIAIS LUMINESCENTES
COMTE, Monique. Glass‐Ceramics. Encyclopedia of Glass Science, Technology, History, and Culture, v. 2, p. 937-949, 2021.
72
Vitrocerâmicas - Propriedades
PROPRIEDADES REOLÓGICAS E TÉRMICAS

• Maior viscosidade por conta da presença dos cristais que se opõe aos efeitos
do aumento de temperatura;

• Algumas VC suportam de 600 a 900°C (dependendo da fração volumétrica


do vidro residual).

• A expansão volumétrica também pode ser controlada;

• Média ponderada dos coeficientes de expansão térmica das fases cristalinas


presentes e do vidro residual.

Keralite ®
Janelas resistentes ao fogo.
Suporta um choque térmico de
até 700°C

COMTE, Monique. Glass‐Ceramics. Encyclopedia of Glass Science, Technology, History, and Culture, v. 2, p. 937-949, 2021. 73
Vitrocerâmicas - Aplicações
PRODUTOS DE CONSUMO

Aluminossilicato de lítio com cristais de β-quartzo

• Baixo coeficiente de expansão térmica;

• Maior resistência mecânica;

• Esteticamente atraente.

KeraSpectrum® K erali te ®

Zanotto, E.D. (2010). A bright future for glass-ceramics. American Ceramic Society Bulletin, 89, 19-27.
74
Vitrocerâmicas - Aplicações
ASTRONOMIA

Zerodur ® - Aluminossilicato de lítio com cristais de β-quartzo

• Semitransparente;

• Não porosa;

• Coeficiente de expansão (0 a 50°C): 0,00 ± 0,02


x 10 -6

• Alto homogeneidade: produção de grandes


blocos sem defeitos;

• Faixa de transparência: 400 a 2300nm;


(defeitos são facilmente identificados)

Espelhos de satélites, telescópios astronômicos, elementos ópticos para sondas de cometas, etc.

Zanotto, E.D. (2010). A bright future for glass-ceramics. American Ceramic Society Bulletin, 89, 19-27.
75
Vitrocerâmicas - Aplicações
CONSTRUÇÃO CIVIL

Neopariés ® - Fase vítrea com cristais de wollastonita (metasilicato de cálcio)

• Sinterização;

• Não porosa;

• Resistentes mecânica e quimicamente.

• Se assemelha ao mármore e granito;

Zanotto, E.D. (2010). A bright future for glass-ceramics. American Ceramic Society Bulletin, 89, 19-27. 76
Vitrocerâmicas - Aplicações
ODONTOLOGIA

IPS [Link] ® - Silicato de lítio com cristais de Li 2 Si 2 O 5

• Dureza semelhante aos dentes naturais;

• Pode ser prensada ou usinada;

• Alta resistência (360-400 MPa) e tenacidade


(2.3-2.9 MPa∙m1/2);

• Tonalidade, estética, transmissão de luz


semelhante ao natural;

• Biocompatibilidade;

• Resistência química.

Zanotto, E.D. (2010). A bright future for glass-ceramics. American Ceramic Society Bulletin, 89, 19-27.
77
Vitrocerâmicas - Aplicações
MEDICINA

Cerabone A/W ®

• Preenchimentos, vértebras, espaçadores


espinhosos e intervertebrais.

• Biocompatibilidade;

• Liberação de íons cálcio e silicato: formação


de apatita (cálcio e fósforo) na sua superfície;

• Alta resistência à flexão (215MPa), módulo de


elasticidade (220MPa) e alta tenacidade;

• Excelente osseointegração: migração das


células para a superfície da prótese.

WORKIE, Andualem Belachew; SHIH, Shao-Ju.. A study of bioactive glass–ceramic's mechanical properties, apatite formation, and medical
applications. Rsc Advances, [S.L.], v. 12, n. 36, p. 23143-23152, 2022. Royal Society of Chemistry (RSC). [Link]
78
Vitrocerâmicas - Aplicações
MEDICINA

CaO – SiO 2 – Fe 2 O 3 – B 2 O 3 – P 2 O 5 com cristais de magnetita e wollastonita

• Tratamento de câncer por hipertermia

• Wollastonita: magnetização;

• Também forma apatita cerca de 8 semanas


após o implante;

• Sob ação de um campo magnético externo o


osso é aquecido a mais de 42°C;

• A temperatura de manteve por 30min.

DANEWALIA, S.s.; SINGH, K.. Bioactive glasses and glass–ceramics for hyperthermia treatment of cancer: state-of-art, challenges, and
future perspectives. Materials Today Bio, [S.L.], v. 10, p. 100100, mar. 2021. Elsevier BV. [Link]
79
Vitrocerâmicas - Aplicações
FOTÔNICA

PTR – Foto-termo-refrativos

• Aluminossilicato de ferro, bromo, sódio e zinco


dopado com prata, cério, estanho ou
antimônio;

• Formação de cristais a partir da irradiação da


luz UV e posterior tratamento térmico.

• Cristalização localizada.

• Principal aplicação: redes de Bragg

Zanotto, E.D. (2010). A bright future for glass-ceramics. American Ceramic Society Bulletin, 89, 19-27.
80
Vitrocerâmicas - Aplicações
FOTÔNICA

PTR – Foto-termo-refrativos

Fibra óptica

Redes de Bragg são usadas em sistemas de


comunicação óptica para filtrar sinais de
comprimento de onda específico, permitindo a
multiplexação (transmissão de múltiplos sinais
por um único meio) por divisão de comprimento
de onda. Assim múltiplos sinais ópticos de
diferentes comprimentos de onda são
transmitidos pela mesma fibra.

MIHAILOV, Stephen J.. Fiber Bragg Grating Sensors for Harsh Environments. Sensors, [S.L.], v. 12, n. 2, p. 1898-1918, 10 fev. 2012. MDPI AG.
[Link]

81
Vitrocerâmicas - Aplicações
FOTÔNICA

Materiais luminescentes
Luminescência: emissão de radiação eletromagnética pelo material quando submetido a
uma fonte de energia.

Radiação
Térmica Mecânica Química Elétrica eletromagnética

82
ENGENHARIA DE MATERIAIS E PROCESSOS DE FABRICAÇÃO

Obrigada!

83
Vitrocerâmicas - Aplicações
FOTÔNICA

PTR – Foto-termo-refrativos

Sensores

As redes de Bragg são utilizadas em sensores


para medir várias grandezas físicas, como
temperatura, pressão e deformação. A variação
dessas grandezas altera o índice de refração ou
o período da rede, causando uma mudança no
comprimento de onda refletido, que pode ser
monitorada.

MIHAILOV, Stephen J.. Fiber Bragg Grating Sensors for Harsh Environments. Sensors, [S.L.], v. 12, n. 2, p. 1898-1918, 10 fev. 2012. MDPI AG.
[Link]

84
Vitrocerâmicas - Aplicações
FOTÔNICA

Materiais luminescentes

• As composições mais comuns incluem: Fotografias de cores luminescentes de amostras de vidro e


vitrocerâmica dopadas com Eu3+ (vermelho), Eu2+ (azul) e
Tb3+ (verde) sob excitação com uma lâmpada UV fraca (254
MgAl2O4, Mg2SiO4, BaO, TR2O3, TiO2, AT (AT é um nm) no escuro.
metal alcalino-terroso), SiO2, B2O3, Al2O3, Li2O e
MnO.

• Amplificação óptica

• Lasers de estado sólido

• Cintiladores de detecção de raios-X

• Conversor espectral de energia solar

85
Vitrocerâmicas - Aplicações
FOTÔNICA

Materiais luminescentes

Todos os elementos terras-raras apresentam a propriedade de luminescência?

• O fenômeno de luminescência
nesses íons se dá pelo fato da
camada 4f não estar
completamente preenchida.

• Para que os terras-raras


apresentem esse fenômeno, é
necessário que haja elétrons na
camada 4f e que ela não esteja
completamente preenchida.

• São utilizados como óxidos: TR2O3

86
Vidros – Famílias
Fibra de vidro e
vidros especiais
10%

Construção
civil e
automotiva
30%
Recipientes
60%

[Link]

KODAK, Onur; SADEGHI-KHANEGHAH, Farshid; KONUKMAN, Alp Er Ş.; KđLđÇ, Levent; ARZAN, Neşet; DURAL, Gürhan. Energy Usage in Glass Industry: past, today,
and tomorrow. Springer Proceedings In Energy, [S.L.], p. 101-111, 2023. Springer International Publishing. [Link]
87
Vitrocerâmicas - Aplicações
FOTÔNICA

Materiais luminescentes
Elementos terras-raras
Adicionados em pequenas quantidades (0.1 a 1%mol)

Supressão por concentração: Se a distância entre


centros luminescentes for suficientemente curta,
pode ocorrer transferência de energia (TE) entre eles
e a sua dissipação quando transferida.

Vidros: alta transparência, estabilidade química,


homogeneidade, flexibilidade de composição, e
simples processamento.

Vitrocerâmicas: os cristais podem atuar como


hospedeiros, evitando processos de transferência e
aumentando a eficiência de emissão.

88
Vitrocerâmicas - Aplicações
FOTÔNICA

Materiais luminescentes
Mecanismos de processos luminescentes possíveis para um íon:

CASSANJES, F. C. VIDROS A BASE DE ÓXIDO DE TELÚRIO PARA DISPOSITIVOS FOTÔNICOS. [s.l.] Universidade Estadual
Paulista, 2003.

89
Vidros – Formação vítrea
Como determinar se o material é um bom
formador vítreo?
4 regras de Zachariasen

1. Todos os átomos de oxigênio devem estar ligados


a no máximo dois cátions da rede

2. Os cátions da rede também não podem se ligar a


mais que quatro átomos de oxigênio

3. Os poliedros formados a partir dessa ligação


devem ser ligados pelos vértices e não pelas
arestas ou faces

4. Pelo menos três dos vértices do poliedro de


oxigênio devem ser compartilhados com outros
poliedros (nesse caso são 4)

90
Vidros – Formação vítrea
Como determinar se o material é um bom
formador vítreo?
4 regras de Zachariasen

1. Todos os átomos de oxigênio devem estar ligados


a no máximo dois cátions da rede

2. Os cátions da rede também não podem se ligar a


mais que quatro átomos de oxigênio

3. Os poliedros formados a partir dessa ligação


devem ser ligados pelos vértices e não pelas
arestas ou faces

4. Pelo menos três dos vértices do poliedro de


oxigênio devem ser compartilhados com outros
poliedros (nesse caso são 4)

91
Vidros – Métodos de síntese
SOL-GEL
Exemplos de metais alcóxidos
Fórmula
Nome Estado Físico
Química
S-butóxido de alumínio Al(OC4H9)3 Líquido incolor, Te -203°C
Etóxido de alumínio Al(OC2H5)3 Pó branco, Tf 130°C
Isopropóxido de alumínio Al(OC3H7)3 Pó branco, Tf 118.5°C
Etóxido de antimônio Sb(OC2H5)3 Líquido incolor, Te 95°C
Isopropóxido de bário Ba(OC3H7)2 Pó branco
Etóxido de boro B(OC2H5)3 Líquido incolor, Te 117.4°C
Metóxido de cálcio Ca(OCH3)2 Pó branco
Etóxido de ferro Fe(OC2H5)3 Tf 120°C
Isopropóxido de ferro Fe(OC3H7)3 Pó marrom
Tetraetóxido de silício Si(OC2H5)4 Líquido incolor, Te 165.8°C
Tetraetóxido de silício Si(OC2H5)4 Líquido amarelo
Tetratoxissilano de silício Si(OCH3)4 Líquido incolor
Etóxido de titânio Ti(OC2H5)4 Líquido incolor, Te 121-122°C
Isopropóxido de titânio Ti(O*C3H7)4 Líquido incolor, Te 122°C
Isopropóxido de ítrio Y(OC3H7)3 Líquido marrom-amarelado, Te 58°C

CARTER, C. Barry et al. Ceramic materials: science and engineering. New York: springer, 2007. 92

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