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Resumo Freq. 2

Documento Universitário - Resumos sobre Estudo do movimento Humano

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Complexo articular do ombro

1º grupo:

• Articulação gleno-umeral

Verdadeira e principal.

• Articulação subacromial

Falsa e acessória.
2 superfícies que deslizam uma sobre a outra. Mecanicamente unida à articulação gleno-umeral.

2º grupo:

• Articulação escapulotorácica

Falsa e principal.
Não pode atuar sem as outras por estarem mecanicamente unidas.

• Articulação acromioclavicular

Verdadeira e acessória.

• Articulação esternoclavicular

Verdadeira e acessória.

Cada um dos grupos as articulações estão unidas mecanicamente, logo atuam ao mesmo tempo. Os 2 grupos
também atuam simultaneamente, segunda proporções variáveis no percurso dos movimentos.

Centros instantâneos de rotação:


Existem vários centros de rotação que podem não coincidir com o centro da articulação. Ex: abdução ombro = 2
centros de rotação. Flexão e rotação = apenas 1 CR.

• CIR na abdução – início movimento até 50º num CR. Entre 50º a 90º muda o CR.
• CIR na flexão – 1 único círculo de dispersão centrado na parte inferior da cabeça à mesma distância das
margens.
• CIR na rotação longitudinal – centro de dispersão é perpendicular à diáfise e mesma distância das duas
margens.

Tendão da porção longa do Bíceps intra-articular:


Quando levanta um objeto pesado as 2 porções desempenham um papel importante para manter a coaptação
articular.

• Porção curta – juntamente com os outros músculos longitudinais


(porção longa do tríceps, coracobraquial, deltóide),
impede a luxação inferior da cabeça do úmero
• Porção longa – coapta a cabeça do úmero na cavidade glenóideia
Ligamento gleno-umeral
Durante a abdução:

• Tensão nos fascículos médio e inferior do ligamento, enquanto o fasciculo superior e o ligamento coraco-
umeral não são tensionados.
• Abdução a 30º de flexão (plano escápula), tensão do ligamento gleno-umeral é retardada.

Durante a rotação:

• RE provoca tensão nos 3 fascículos


• RI encurta-os
Ligamento coraco-umeral
Na flexão-extensão:

Extensão – Tensão + fasciculo da tuberosidade menor do úmero (troquino)

Flexão – Tensão + fasciculo da tuberosiade maior do úmero (troquiter)

Rotação externa/lateral – ligamento é tensionado

Rotação interna/medial – aparece no fim da flexão e retira tensão aos


ligamentos coraco-umeral e gleno-umeral, possibilitando uma maior
amplitude de movimento

Anatomia funcional do ombro

“Paradoxo” de Codman – rotação automática (ou "rotação conjunta") que aparece sem nenhuma ação voluntária
nas articulações de dois eixos, ou nas articulações de três eixos quando funcionam como articulações de dois eixos

Movimentos do ombro no plano horizontal – ação muscular:


→ Posteriorização do ombro
= grande e pequeno peitoral + serrátil anterior (grande dentado)
→ Anteriorização do ombro
= romboides + trapézio (porção média) + grande dorsal

A amplitude da anteriorização é maior do que a da posteriorização.

Ritmo escapulo-umeral
Movimento do complexo articular como um todo.

Sempre que o MS faz flexão ou abdução, existe movimento simultâneo da escápula (omoplata) e clavícula

→ A escápula roda para cima para permitir a flexão e abdução completa


→ A clavícula eleva-se e roda superiormente para permitir o movimento escapular

No início da abdução (~30º) ou flexão (45º a 60º)

Os movimentos ocorrem principalmente na articulação gleno-umeral


exceto para os movimentos de estabilização da escápula

Passados os 30° de abdução ou 45° a 60° de flexão

A proporção de movimento gleno-umeral para escapular torna-se 5:4


– Isto é, para cada 5° de movimento do úmero ocorrem ~4° de movimento escapular
Para a amplitude total de movimento de 180° de abdução ou flexão, a relação gleno-umeral / escápula é de 2:1
– Dos 180° de amplitude de movimento 120° são produzidos pela gleno-umeral e 60° pela escápula

As ações conjuntas que contribuem para o movimento escapular são:


→ 20% produzidas na articulação Acromio-claviular
→ 40% produzidas na articulação Esterno-clavicular
→ 40% de rotação clavicular posterior

No final da abdução ou flexão, aos movimentos das articulações do complexo articular do ombro é adicionada
inclinação do tronco para o lado oposto e hiperextensão do tronco (por hiperlordose lombar)

Se a flexão ou abdução é bilateral, é necessária uma hiperlordose lombar.

Ações musculares:
→ Deltóide é responsável por cerca de 50% da força muscular para a flexão e abdução

A contribuição do deltóide aumenta com o aumento da abdução

Deltóide é mais ativo entre os 90º e os 180º

→ A coifa dos rotadores (pequeno redondo, subescapular, infra e supra-espinhoso) também desempenha papel importante,
porque o deltóide não faz a sua função sem estabilização da cabeça do úmero

A CDR isoladamente é capaz de gerar flexão ou abdução com 50% da força normalmente gerada nestes
movimentos

No início do movimento de flexão ou abdução:


 A linha de ação do deltóide é vertical

 É assistido pelo supraespinhoso (par deltóide-supraespinhoso) que produz assim abdução e compressão da
cabeça do úmero, resistindo ao movimento de translação superior da cabeça do úmero promovido pelo
deltóide

 A coifa dos rotadores contrai como grupo para comprimir a cabeça do úmero e manter a sua posição na
cavidade glenóide

 Com o braço em elevação, o redondo menor, infra-espinhoso e subescapular são responsáveis por
estabilizar o úmero aplicando uma força no sentido inferior

 O grande dorsal contrai excentricamente ajudando na estabilização, a sua atividade aumenta à medida que
o ângulo articular também aumenta
Acima de 90º de flexão ou abdução
A força da coifa dos rotadores diminui, deixando o ombro mais vulnerável a lesões

 Contudo, o supra-espinhoso continua a ter um contributo fundamental acima dos 90º

 Deltóide começa a puxar a cabeça do úmero para baixo, criando uma força de sub-luxação

 Movimento de abdução ou flexão dos 90º aos 180º requer rotação externa
– se o úmero rodar externamente 20º ou mais, o bíceps também pode atuar como abdutor

Na flexão ou abdução, a escápula deve efetuar elevação, protação (abdução) e rotação superior (para cima) e a
clavícula deve rodar superiormente para manter a cavidade glenóideia em posição ótima

 Grande dentado e trapézio formam um par de forças que cria os movimentos na escápula
– Este par entra em ação após o deltóide e redondo menor terem iniciado a elevação do braço e continua
até aos 180º, com maior atividade dos 90º aos 180º

Na extensão ou adução concêntrica:


 Grande dorsal, redondo maior (apenas contra resistência)
 Porção esternal do grande peitoral

Retração (adução), depressão e rotação inferior da escápula com rotação anterior da clavícula:
 Rombóides atuam em par com o redondo maior e grande dorsal
 Pequeno peitoral e trapézio (contra resistência)

A abdução pura, descrita unicamente no plano frontal, é um movimento pouco comum.

A abdução é associada com uma determinada flexão = elevação do braço no plano da escápula, formando um ângulo
de 30° em sentido anterior em relação ao plano frontal, é o movimento mais utilizado

Esquematicamente tem sido divida a abdução (0-90º, 90º-150º, 150-180º) e a flexão (0-50/60º, 60º-120º, 120-180º)
do ombro em 3 fases....
Cotovelo
O cotovelo é considerada uma articulação estável.

→ integridade estrutural
→ bom suporte ligamentar
→ bom suporte muscular

3 articulações: permitindo movimento entre os 3 ossos do braço e antebraço


(úmero, rádio, ulna)

• articulação ulnoumeral (cubitoumeral)


• articulação radioumeral
• articulação radioulnar superior (radiocubital sup)

Ângulo de ~45º com o eixo da diáfise do úmero:

A tróclea é assimétrica, com uma projeção posterior oblíqua.

→ Em extensão, a tróclea assimétrica cria uma angulação da ulna lateralmente = posição de valgo

Isto é referido como ângulo de carregamento e varia entre 10° e 15° nos homens e 15° e 25° nas mulheres

→ Em flexão do cotovelo, esta posição de valgo é reduzida e pode até resultar numa posição varo em flexão
completa
Ligamento colateral medial, ou ulnar/cubital (MCL) = feixe anterior, transversal e posterior
• Oferece resistência ao stress em valgo
• Feixe anterior está tenso em extensão
• Feixe posterior está relaxado em extensão, mas aumenta a tensão em flexão

Consequentemente, o MCL está tensionado em todas as posições articulares

Os músculos flexores-pronadores com origem no epicôndilo medial também contribuem para a estabilização
dinâmica ao cotovelo

Ligamento colateral lateral, ou radial (LCL)


Um conjunto de ligamentos colaterais do lado lateral da
articulação:

→ ligamento colateral ulnar/cubital lateral


→ ligamento colateral radial
→ ligamento anular e anular acessório

• Oferece resistência ao stress em varo


• Está tensionado em toda a amplitude de movimento
de flexão
• O músculo ancóneo fornece estabilização dinâmica à
face lateral do cotovelo

Ligamento Anular
Mantêm o rádio na articulação do cotovelo, permitindo ainda que este rode na pronação e supinação.

Características do Movimento
A amplitude de movimento do cotovelo:

✓ Em flexão e extensão é de aproximadamente:


o 145 ° de flexão ativa
o 160 ° de flexão passiva
o 5 ° a 10 ° de hiperextensão

 Flexão é limitada pelos tecidos moles, cápsula posterior, músculos extensores, e contacto osso-osso do
processo coronóide (apófise coronoideia) com a fossa respetiva.

 Extensão é limitada pela cápsula articular e músculos flexores. Também é limitada pelo impacto osso-osso
com o olecrânio.

 A amplitude de movimento para pronação é de aproximadamente 70 °, limitado pelos ligamentos, cápsula


articular e pela compressão dos tecidos moles. (com o cotovelo em extensão)

 A amplitude de supinação é de 85° e é limitada pelos ligamentos, cápsula articular e músculos pronadores.
(com o cotovelo em extensão
Close-packed position
As 3 articulações do cotovelo não atingem a CPP na mesma amplitude articular

→ A posição de fecho da radioumeral é com o cotovelo a 80° de flexão e o antebraço em posição neutra
→ A posição de fecho da ulnoumeral é em extensão
→ A posição de fecho da radioulnar proximal é em posição neutra do antebraço

Ações Musculares
Existem quatro grupos musculares principais: flexores (anteriormente), extensores (posteriormente), extensores-
supinadores (lateralmente) e flexores-pronadores (medialmente)

➢ Braquial
→ Tem a maior área de secção transversal
→ Tem a pior vantagem mecânica

→ Está ativo em todas as posições do antebraço


→ Desempenha um papel preponderante na flexão do cotovelo quando o antebraço está pronado

➢ Bíceps
→ Tem uma grande área de secção transversal
→ Tem melhor vantagem mecânica

→ Pode ter a sua ação limitada pelas articulações do ombro e radioulnar, porque o tendão bicipital
envolve o rádio em pronação, o bíceps braquial é mais eficaz como um flexor em supinação

➢ Braquioradial
→ Tem uma secção transversa pequena
→ Tem a melhor vantagem mecânica

→ Flete o cotovelo mais eficazmente quando o antebraço está em posição neutra


→ Fortemente recrutado durante os movimentos rápidos
→ Está bem posicionado para contribuir para a flexão do cotovelo na posição neutra do antebraço

Entre 100° e 120° de flexão, a vantagem mecânica dos flexores é máxima porque os “braços” do momento da força
são mais longos
Grupo muscular extensor é o poderoso tríceps braquial (três partes: longa, medial e lateral), o músculo
mais forte do cotovelo.

→ Porção longa é a menos ativa

No entanto, é mais recrutada com a flexão do ombro uma vez que a sua inserção no ombro é estirada

→ Porção medial “trabalhadora” porque está ativa em todas as posições, a todas as velocidades, e contra
resistência máxima ou mínima.

→ Porção lateral, a mais forte das três, mas relativamente inativa, é ativa apenas no movimento contra
resistência
Antebraço
Pronação / Supinação – 2 articulações:

• Radiocubital superior e inferior

✓ Rotação longitudinal do antebraço


✓ Permite um 3º grau de liberdade ao punho

 Amplitude de movimento de Pronação é ~70° - (e ~85º com o cotovelo a 90º)


Limitada pelos ligamentos, cápsula articular, e pela compressão dos tecidos mole entre o rádio e o cúbito
(cúbito)

 Amplitude de movimento de Supinação é 85° - (e ~90º com o cotovelo a 90º)


Limitada pelos ligamentos, pela cápsula, e pelos músculos pronadores

Cotovelo a 90º de flexão

Em Supinação:
 Membrana Interóssea
→ principal ligação mecânica longitudinal e transversal
→ impede o movimento inferior do rádio

 Ligamento oblíquo (ou ligamento de Weitbrecht)

 Ligamento anterior da articulação radiocubital inferior


Estes 3 ligamentos limitam a supinação.

Em Pronação:
O Rádio e Cúbito não estão paralelos, mas cruzados.

Rádio está:

→ Proximal: externo relativamente à cúbito


→ Distal: interno relativamente à cúbito

A curva do rádio no plano sagital permite mais movimento (~85º)

Os músculos flexores estão entre o rádio e o cúbito durante a pronação, formando uma almofada entre os dois ossos
no final de pronação
Simultaneamente a membrana interóssea enrola-se no cúbito o que, juntamente com a “almofada” dos músculos
flexores, desloca o cúbito por trás do rádio produzindo subluxação posterior da cabeça cubital no final de pronação

Ligamento Anular
→ Unir
→ superfície articular

Ligamento Triangular
Funções:

→ Fornece uma superfície contínua de deslizamento para os movimentos de flexão-extensão e de translação


→ Fornece um mecanismo flexível para movimentos rotacionais estáveis da unidade radiocarpal ao redor do
eixo cubital
→ Suspende o carpo cubital da face dorsal cubital do rádio
→ Amortece as forças transmitidas através do eixo ulnocarpal
→ Conecta solidamente o eixo cubital do carpo

Dinâmicas de Movimento
No antebraço, o cúbito é o osso estável em torno do qual gira o rádio.

O eixo de rotação parece correr através do centro da cabeça radial e até perto da região foveal da cabeça cubital.

 Articulação radiocubital superior


→ Principal movimento: rotação da cabeça do rádio
→ Movimento secundário: o eixo da cabeça do rádio move-se para fora durante a pronação
✓ Permite que o rádio se afaste do cúbito no momento ideal para que a
tuberosidade bicipital passe através da fossa supinadora

• Pronação é limitada pelo impacto do rádio contra o cúbito, por conseguinte, a importância da pequena
concavidade para a frente da diáfise do rádio, de modo a retardar o contacto.

• Supinação é limitada pelo impacto da parte posterior da cavidade sigmóideia contra o processo estilóide
(apófise estiloideia) do cúbito através do tendão do extensor cubital do carpo.

Músculos pronadores:
→ Redondo pronador
→ Quadrado pronador

Músculos supinadores:
→ Supinador
→ Bíceps

A força de pronação e supinação é maior na posição neutra, com a força a diminuir consideravelmente na posição
totalmente pronada ou supinada
Pélvis
Os membros inferiores estão ligados um ao outro e ao tronco através da cintura pélvica.

Funciona em cadeia cinética fechada.

União fibrosa de três ossos:

• Ilíaco (superior)
• Ísquio (posteroinferior)
• Púbis (anteroinferior)

Estes são separados / ligados por cartilagem hialina.

Sínfise púbica

→ Tem um disco de fibrocartilagem que liga os dois ossos púbicos


→ Ligamento púbico que corre ao longo das faces anterior, posterior e superior da articulação

Articulação sacro-ilíaca

→ Liga a pélvis ao tronco


→ Forte articulação sinovial contendo fibrocartilagem e poderoso apoio ligamentar

Flexão sacral (nutação)

→ Movimento anterior da base do sacro


→ Extensão do tronco e com flexão bilateral da coxofemoral

Extensão sacral (contranutação)

→ Movimento posterior da base do sacro


→ Flexão do tronco e com a extensão bilateral da coxofemoral

Rotação

→ Esta torção sacral é produzida pelo músculo piriforme em movimentos de inclinação lateral do tronco
Close-packed position – da articulação sacroilicaca
Na posição de pé = peso corporal força o sacro para baixo, estirando os ligamentos posteriores e forçando a junção
do sacro e do ilíaco. = tem + congruência

Movimento da cintura pélvica como um todo


Acompanha os movimentos do tronco e coxofemoral para facilitar o posicionamento da articulação coxofemoral e
das vértebras lombares

Nenhum conjunto de músculos age especificamente sobre a pélvis

Os movimentos pélvicos são consequência dos movimentos da coxofemoral ou da coluna lombar

• Anteversão (empinar o rabo = pélvis para a frente e rabo para trás)


→ Cadeia cinética fechada, a pélvis move-se sobre um fémur fixo, tronco faz flexão e a coxofemoral faz flexão.
→ Cadeia cinética aberta, o fémur move-se sobre a pélvis, com extensão da coxofemoral
→ Também pode ser criada fazendo protusão do abdómen aumentando a lordose lembrar

• Retroversão (rabo reto = pélvis para a trás e rabo para frente)


→ Cadeia cinética fechada, através da extensão do tronco ou diminuindo a lordose lombar ou fazendo
extensão da coxofemoral
→ Cadeia cinética aberta, a retroversão ocorre com a flexão da coxofemoral

• Inclinação lateral direta e esquerda


→ Com a sustentação de peso unipodal; e em qualquer movimento lateral da coxa ou tronco
→ Mov controlado pelos músculos contralaterais, em especial o glúteo médio

• Rotação direita e esquerda


→ A cintura pélvica roda para a esquerda e direita com os movimentos unilaterais dos membros
inferiores
→ Quando o membro direito balança para a frente na marcha, a pélvis roda para a esquerda
→ Esta rotação é acompanhada por rotação externa da coxofemoral do membro que está à frente, e
rotação interna da coxofemoral do membro que está atrás
Anca
3 ligamentos:
• Iliofemoral ou ligamento em Y
→ Reforça e suporta a região anterior da articulação coxofemoral na posição de pé, resistindo à
extensão, rotação externa e alguma adução

• Ligamento pubofemoral
→ Resiste principalmente à abdução, oferecendo também alguma resistência à rotação externa e
extensão

• Ligamento isquiofemoral – resiste à extensão, adução, e rotação interna

Nenhum oferece resistência porque estão sem tensão/relaxados na flexão

Ângulo de inclinação do colo do fémur

É o ângulo do colo do fémur em relação ao eixo do fémur no plano frontal. É de aproximadamente 125°

O angulo determina a efetividade dos abdutores da anca, o comprimento do membro, e as forças impostas à
articulação coxofemoral

• < 125°, é denominado coxa vara

→ Encurta o membro
→ Aumenta a eficácia dos abdutores
→ Diminui a carga sobre a cabeça femoral
→ Aumenta a tensão no colo do fémur

• > 125°, é denominado coxa valga

→ Alonga o membro
→ Reduz a eficácia dos abdutores
→ Aumenta a carga sobre a cabeça femoral
→ Diminui a tensão no colo do fémur
Ângulo de anteversão do colo do fémur

O ângulo do colo do fémur no plano transverso (horizontal)

Normalmente, o colo do fémur está rodado anteriormente 12° a 14° em relação ao fémur

Anteversão

• Aumenta a vantagem mecânica do glúteo maior, tornando-o mais eficaz como um rotador externo
• Por outro lado, há uma redução na eficiência do glúteo médio e do vasto medial, resultando em diminuição
do controlo de movimento no plano frontal e transversal

Excessiva anteversão (rotação superior a 14°)

• A cabeça do fémur está “descoberta”, e a pessoa tem que assumir uma postura ou marcha em rotação
interna para manter a cabeça do fémur no acetábulo
Outros ajustes

• Aumento do ângulo Q (entre a linha que une a espinha ilíaca anterosuperior e o ponto médio da rotula e a projeção da
linha que une esse ponto e a tuberosidade anterior da tíbia)
• Problemas patelares
• Membros mais longos
• Maior pronação na articulação subtalar
• Aumento da lordose lombar
• Pressões de contacto mais elevadas na articulação femoropatelar

Retroversão

Cria uma marcha em rotação externa, pé supinado, e diminuição do ângulo Q


Close-packed position
Extensão completa, quando a parte inferior do corpo está estabilizado na pélvis

A articulação do anca é uma das únicas articulações onde a posição articular de contacto ideal (flexão combinada
com abdução e rotação externa) é posição “de abertura”, ao invés “de fecho”, pois a flexão e rotação externa
tendem a desenrolar os ligamentos e torná-los frouxos.

A 90 ° de flexão com uma pequena rotação e abdução, existe congruência máxima entre a cabeça femoral e o
acetábulo. Esta é uma posição estável e confortável

Uma posição de instabilidade para a articulação do quadril é flexão e adução

Flexão

→ Limitada principalmente pelos tecidos moles


→ É severamente limitada pelos isquiotibiais quando o joelho está em extensão

Extensão

→ Limitada pela cápsula anterior, flexores da anca, e ligamentos (++ iliofemoral)

Abdução

→ Limitada pelos músculos adutores

Adução

→ Limitada pelo tensor da fáscia lata

Rotação

→ Limitada pelo grupo muscular antagonista e pelos ligamentos


→ Rotações podem ser aumentadas se fizer flexão da coxa

A pélvis e coxa geralmente movem-se juntos, a menos que o tronco restrinja a actividade pélvica

Ritmo pélvico-femoral – o movimento coordenado entre a pélvis e a articulação coxofemoral

Movimentos combinados da pélvis e da coxa

Flexão
• Em cadeia cinética aberta (elevação do membro), a pélvis roda posteriormente (há retroversão da pélvis)
nos primeiros graus de movimento

• Na elevação do membro com os joelhos em flexão ou extensão, 26% a 39% do movimento de flexão da
coxofemoral é atribuído à rotação pélvica, respectivamente.

• No final da amplitude de movimento, rotação pélvica adicional pode contribuir para permitir um pouco mais
de flexão da anca (com a anca + rodada p trás é possível fazer + flexão da coxa)

• Há mais movimento pélvico em movimentos sem carga


• Em cadeia cinética fechada, em carga, na posição em pé, a pélvis move-se anteriormente sobre o fémur
(há anteversão da pélvis)

• O movimento pélvico durante a flexão da anca contribui apenas 18% para o movimento

Extensão
• Anteversão acompanha a extensão em cadeia cinética aberta
• Retroversão acompanha a extensão em cadeia cinética fechada (em carga)

No plano frontal (abdução e adução), a orientação pélvica é mantida ou ajustada em resposta ao suporte de peso
unilateral observado a caminhar ou correr.

Quando o peso é suportado apenas num membro, há um deslocamento médio-lateral que requer força de abdução
e adução para deslocar a pélvis no sentido do pé que está a suportar carga (em contacto com solo)

Esta elevação da pélvis do lado sem carga cria adução do lado de apoio e abdução do lado sem carga

No plano transversal durante a sustentação de peso, ocorre rotação para a frente da pélvis de um lado criando
rotação lateral na coxofemoral do membro anterior e rotação medial na coxofemoral do membro que está posterior

Ações musculares

Principais flexores
• Iliopsoas (psoas maior, menor e ilíaco)
• Reto femoral

Flexores secundários

• Costureiro
• Pectineo
• Tensor da fáscia lata

Durante a flexão da coxa, a pélvis é puxada anteriormente pelo músculo psoas ilíaco e tensor da fáscia lata

Músculos Extensores
• Isquiotibiais = retroversão da pélvis
• Glúteo maior (se a resistência na extensão aumentar ou se for necessária uma extensão mais vigorosa) =
retroversão da pélvis

Músculos Abdutores
• Médio glúteo (principal abdutor)
• Pequeno glúteo
• Tensor da fáscia lata
• Piriforme (em flexão)
Médio glúteo

Importante para todas as articulações e segmentos da extremidade inferior

Um glúteo médio fraco pode levar a várias alterações, tais como:

→ Queda da pélvis contralateral


→ Aumento da adução e rotação interna, o que pode levar a
✓ Aumento do valgo do joelho, excessivo deslocamento lateral da rótula
✓ Aumento da rotação tibial e pronação do pé

Músculos Adutores
• Grácil (reto interno)
• Adutor longo
• Adutor curto
• Adutor magno
• Pectíneo

Os adutores trabalham com os abdutores para equilibrar a pélvis.

Os abdutores de um lado da pélvis trabalham com os adutores do lado oposto para manter o posicionamento
pélvico e evitar inclinação

Rotação externa
• Grande glúteo
• Obturador externo
• Quadrado femoral

RE quando a coxa está em extensão:

• Obturador interno
• Gémeo inferior e superior
• Piriforme

Rotação interna
• Médio glúteo (++)
• Pequeno glúteo (++)
• Grácil (reto interno)
• Adutor longo
• Adutor magno
• Tensor da fáscia lata
• Semimembranoso
• Semitendinoso
Joelho
➢ Posição de extensão
→ a articulação está estável devido ao seu alinhamento vertical, à congruência das superfícies
articulares, e ao efeito da gravidade

➢ Qualquer posição de flexão


→ a articulação é móvel e requer estabilização especial da cápsula, ligamentos e músculos ao redor
da articulação

3 articulações:

• Articulação tibiofemoral (verdadeira articulação do joelho)


• Articulação patelofemoral
• Articulação tibioperoneal superior

Articulação tibiofemoral

As extremidades distais do
fémur são superfícies
convexas, os côndilos
medial e lateral.

Separadas:

Posteriormente = pela
fossa intercondilar

Anteriormente = pelo sulco


patelar (incisura troclear)

➢ Côndilo lateral

É mais plano, tem uma área de superfície maior, projecta-se mais posteriormente, é mais proeminente
anteriormente para manter a patela no seu lugar, e está basicamente alinhado com o fémur

➢ Côndilo medial

Projecta-se mais distalmente e medialmente, é mais longo na direcção antero-posterior e está alinhado com a
tíbia

➢ Prato tibial

Superfícies lateral e medial estão separadas por uma crista óssea = eminência intercondilar

 Prato tibial medial


o oval, mais largo, e comprido na direção anteroposterior, e ligeiramente concavo

 Prato tibial lateral


o circular e ligeiramente convexo
Medialmente: a tíbia e o fémur encaixam bem

Lateralmente: a tíbia e o fémur não encaixam bem, porque ambas as superfícies são convexas

Esta diferença estrutural é um dos fatores determinantes da rotação automática do joelho, porque o côndilo lateral
tem uma excursão maior na flexão e extensão no joelho

Meniscos
✓ Aumentam a estabilidade da articulação aprofundando a superfície de contacto na tíbia
✓ Participam na absorção de choques através da transmissão de metade da carga de suporte do peso em
extensão completa e uma parte significativa da carga em flexão
✓ Transmitem a carga ao longo da superfície articular, reduzindo a carga por unidade de área sobre os locais
de contacto tibiofemoral
✓ Melhoram a lubrificação
✓ Limitam o movimento entre a tíbia e o fémur

Os meniscos têm suprimento de sangue pelos cornos anterior e posterior (para os arcos de cada menisco), mas
não têm suprimento de sangue para a parte interna da fibrocartilagem

 Flexão
→ Meniscos movem-se posteriormente por causa do rolamento do fémur e da ação dos músculos
semimembranoso e poplíteo
 Extensão
→ O quadríceps e a rótula ajudam a mover os meniscos para a frente

➢ Menisco lateral
• Oval
• Preso aos cornos anterior e posterior
• Recebe ligações do quadríceps femoral – anteriormente. E do músculo poplíteo e ligamento cruzado
posterior – posteriormente.
• Ocupa (percentualmente) uma área maior do que o menisco medial
• É mais móvel, na direcção antero-posterior é capaz de se mover mais do que duas vezes a distância
do menisco medial

➢ Menisco medial
• É maior e em forma de crescente
• Está ligado ao quadríceps e ao ligamento cruzado
anterior – anteriormente.
E ao ligamento colateral medial, e ao músculo
semimembranoso – posteriormente.
4 ligamentos - 2 colaterais e 2 cruzados – Ainda da articulação tibiofemoral
❖ Ligamento colateral medial
• É um ligamento triangular, plano
• Suporta o joelho contra qualquer força em valgo
• Oferece alguma resistência à rotação interna e externa
• Está alongado em extensão e reduz o seu comprimento em ~17% em flexão máxima

❖ Ligamento colateral lateral


• É mais fino e redondo do que o medial
• Oferece resistência à força em varo
• É alongado em extensão e reduz o seu comprimento em cerca de 25% em flexão máxima
• Responsável por 69% da contenção do varo a 25° de flexão do joelho
• Oferece alguma resistência à rotação lateral

Closed-packed position
Em extensão total, os ligamentos colaterais são assistidos pela tensão das regiões posteromedial e
posterolateral da cápsula, tornando assim esta a posição mais estável

Ambos os ligamentos colaterais estão tensos em extensão completa, embora a porção anterior do
medial também seja alongada em flexão

❖ Ligamentos cruzados
• Controlam a translação anteroposterior e a rotação
• Causam deslizamento dos côndilos sobre a tíbia na flexão
• Oferecem alguma estabilização contra as forças de varo e valgo

❖ Ligamento cruzado anterior (LCA)


• É o principal limitador do movimento de translação anterior da tíbia em relação ao fémur
• Responsável por 85% da limitação nesta direcção
• Se a articulação está rodada internamente, a inserção do LCA move-se anteriormente, alongando o
ligamento ligeiramente mais

Diferentes partes do LCA estão estiradas em diferentes posições de joelho:

 Fibras anteriores estão estiradas em extensão


 Fibras médias estão estiradas em rotação interna
 Fibras posteriores estão estiradas em flexão
Considera-se que o ligamento como um todo
é estirado em extensão
❖ Ligamento cruzado posterior
• É o principal limitador do movimento de translação posterior da tíbia em relação ao fémur
• Responsável por 95% da limitação nesta direcção
• Diminui o comprimento e afrouxa ~10% a 30° de flexão do joelho e, em seguida, mantêm o seu
comprimento ao longo de flexão

Diferentes partes do LCP estão estiradas em diferentes posições do joelho:

 Fibras anteriores estão estiradas em flexão


 Fibras médias estão estiradas em amplitude intermédia de flexão
 Fibras posteriores estão estiradas em extensão
Como um todo o ligamento está tensionado em flexão máxima

Articulação patelofemoral

A articulação da rótula com o sulco troclear do fémur

O papel principal da rótula é aumentar a vantagem mecânica do quadríceps

Está ligada à tuberosidade anterior da tíbia via tendão rotuliano

ângulo-Q (ângulo Quadricipital)


O posicionamento da rótula e o alinhamento da extremidade inferior no plano frontal é determinada medindo o
ângulo Q

É medido entre a linha que une a espinha ilíaca antero-superior e o ponto médio da rótula e a projeção da linha que
une o ponto médio da rótula e a tuberosidade anterior da tíbia
Existe porque os dois côndilos assentam horizontalmente nos pratos tibais e porque o côndilo medial projecta-se
mais distalmente

Num alinhamento normal, a articulação da anca deve estar centrada verticalmente sobre a articulação do joelho,
embora o alinhamento anatómico do fémur angule para fora

 10° a 14° nos homens


 15° a 17° nas mulheres

O ângulo Q representa o stress em valgo agindo sobre o joelho, e, se for excessivo, pode originar muitos problemas
patelofemorais

O ângulo Q mais eficiente para a função do quadríceps é de ~10° de valgo

 ângulo muito reduzido leva a uma condição conhecida como joelho varo
 ângulo Q acima de 17° é considerado excessivo e é chamado joelho valgo

Rótula
A posição vertical da rótula é determinada principalmente pelo comprimento do tendão rotuliano medido a partir da
extremidade distal da patela até à tíbia

→ Rótula alta
A rótula está elevada;
Rácio comprimento do tendão rotuliano e comprimento da rótula
> 1.2 (normal entre 0.8 e 1.2)

→ Rótula baixa
A rótula está mais baixa do que o normal

Movimento da Rótula
Na flexão do joelho:

→ A rótula move-se distal através de uma distância de mais de duas vezes o seu comprimento, entrando na
fossa intercondilar no fêmur

Na extensão:

→ A rótula retorna à sua posição de repouso - elevada e lateral no fémur, colocada acima do sulco troclear
e repousando sobre a “almofada de gordura” suprapatelar

A rótula segue o sulco até 90° de flexão, altura na qual o ponto de contato é feito com as facetas superiores da
rótula. Nessa altura, a rótula move-se lateralmente, novamente, sobre o côndilo.

Com o joelho em extensão a rótula está livre e pode ser movida em múltiplas direções

Movimento rótula está limitado em flexão por causa do aumento do contato com o fémur
Características do Movimento
Flexão
 Cadeia cinética fechada ou posição de suporte de peso
Fémur rola para trás sobre a tíbia e abduz e roda lateralmente em relação à tíbia

 Movimento em cadeia cinética aberta


A flexão é iniciada com o movimento da tíbia sobre o fémur, resultando em movimento da tíbia para trás,
rotação medial e adução (em relação ao fémur)

Extensão
 Cadeia cinética fechada ou posição de suporte de peso
O fémur rola para frente, roda medialmente, e aduz

 Movimento em cadeia cinética aberta


A tíbia rola para a frente, roda lateralmente, faz abdução

Rotação
→ É criada em parte pelo maior movimento do côndilo lateral sobre a tíbia
→ A rotação só pode ocorrer com alguma flexão do joelho
→ A rotação ocorrendo nos últimos 20° de extensão é denominada de screw-home mechanism
Amplitude de movimento normal
 130° a 145° de flexão
 1° a 2° de hiperextensão
 6° a 30° de rotação interna a 90° de flexão
 aproximadamente 45° de rotação externa a 90° de flexão

Acções Musculares
Extensão
Quadríceps femoral

 reto anterior e vasto intermédio


 vasto lateral = aplica força lateral sobre a patela
 vasto medial = puxa medialmente. Tem duas porções:
 vasto medial longo
 vasto medial oblíquo
- as fibras correm mais horizontalmente;
- é também um estabilizador medial da rótula

→ Como grupo muscular, o quadríceps também puxa os meniscos anteriormente na extensão, através do
ligamento meniscopatelar
→ Trabalha com o ligamento cruzado posterior para prevenir a translação posterior da tíbia

Flexão
Isquiotibiais

 Bíceps femoral = produz rotação externa


 Semimembranoso e semitendinoso = produzem rotação interna
 Semimembranoso = puxa o menisco posteriormente
→ Conjuntamente com o ligamento cruzado anterior resistem à translação
anterior da tíbia
→ São também rotadores do joelho porque se inserem lateralmente

Para a flexão:

➢ Costureiro
➢ Grácil
➢ Poplíteo
➢ Gastrocnémios – especialmente quando o pé está na posição neutra ou em dorsiflexão

Rotação Interna
➢ Costureiro
➢ Grácil
➢ Semitendinoso
➢ Semimembranoso
➢ Poplíteo

Rotação Externa
➢ Bíceps femoral

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