Resumo Freq. 2
Resumo Freq. 2
1º grupo:
• Articulação gleno-umeral
Verdadeira e principal.
• Articulação subacromial
Falsa e acessória.
2 superfícies que deslizam uma sobre a outra. Mecanicamente unida à articulação gleno-umeral.
2º grupo:
• Articulação escapulotorácica
Falsa e principal.
Não pode atuar sem as outras por estarem mecanicamente unidas.
• Articulação acromioclavicular
Verdadeira e acessória.
• Articulação esternoclavicular
Verdadeira e acessória.
Cada um dos grupos as articulações estão unidas mecanicamente, logo atuam ao mesmo tempo. Os 2 grupos
também atuam simultaneamente, segunda proporções variáveis no percurso dos movimentos.
• CIR na abdução – início movimento até 50º num CR. Entre 50º a 90º muda o CR.
• CIR na flexão – 1 único círculo de dispersão centrado na parte inferior da cabeça à mesma distância das
margens.
• CIR na rotação longitudinal – centro de dispersão é perpendicular à diáfise e mesma distância das duas
margens.
• Tensão nos fascículos médio e inferior do ligamento, enquanto o fasciculo superior e o ligamento coraco-
umeral não são tensionados.
• Abdução a 30º de flexão (plano escápula), tensão do ligamento gleno-umeral é retardada.
Durante a rotação:
“Paradoxo” de Codman – rotação automática (ou "rotação conjunta") que aparece sem nenhuma ação voluntária
nas articulações de dois eixos, ou nas articulações de três eixos quando funcionam como articulações de dois eixos
Ritmo escapulo-umeral
Movimento do complexo articular como um todo.
Sempre que o MS faz flexão ou abdução, existe movimento simultâneo da escápula (omoplata) e clavícula
No final da abdução ou flexão, aos movimentos das articulações do complexo articular do ombro é adicionada
inclinação do tronco para o lado oposto e hiperextensão do tronco (por hiperlordose lombar)
Ações musculares:
→ Deltóide é responsável por cerca de 50% da força muscular para a flexão e abdução
→ A coifa dos rotadores (pequeno redondo, subescapular, infra e supra-espinhoso) também desempenha papel importante,
porque o deltóide não faz a sua função sem estabilização da cabeça do úmero
A CDR isoladamente é capaz de gerar flexão ou abdução com 50% da força normalmente gerada nestes
movimentos
É assistido pelo supraespinhoso (par deltóide-supraespinhoso) que produz assim abdução e compressão da
cabeça do úmero, resistindo ao movimento de translação superior da cabeça do úmero promovido pelo
deltóide
A coifa dos rotadores contrai como grupo para comprimir a cabeça do úmero e manter a sua posição na
cavidade glenóide
Com o braço em elevação, o redondo menor, infra-espinhoso e subescapular são responsáveis por
estabilizar o úmero aplicando uma força no sentido inferior
O grande dorsal contrai excentricamente ajudando na estabilização, a sua atividade aumenta à medida que
o ângulo articular também aumenta
Acima de 90º de flexão ou abdução
A força da coifa dos rotadores diminui, deixando o ombro mais vulnerável a lesões
Deltóide começa a puxar a cabeça do úmero para baixo, criando uma força de sub-luxação
Movimento de abdução ou flexão dos 90º aos 180º requer rotação externa
– se o úmero rodar externamente 20º ou mais, o bíceps também pode atuar como abdutor
Na flexão ou abdução, a escápula deve efetuar elevação, protação (abdução) e rotação superior (para cima) e a
clavícula deve rodar superiormente para manter a cavidade glenóideia em posição ótima
Grande dentado e trapézio formam um par de forças que cria os movimentos na escápula
– Este par entra em ação após o deltóide e redondo menor terem iniciado a elevação do braço e continua
até aos 180º, com maior atividade dos 90º aos 180º
Retração (adução), depressão e rotação inferior da escápula com rotação anterior da clavícula:
Rombóides atuam em par com o redondo maior e grande dorsal
Pequeno peitoral e trapézio (contra resistência)
A abdução é associada com uma determinada flexão = elevação do braço no plano da escápula, formando um ângulo
de 30° em sentido anterior em relação ao plano frontal, é o movimento mais utilizado
Esquematicamente tem sido divida a abdução (0-90º, 90º-150º, 150-180º) e a flexão (0-50/60º, 60º-120º, 120-180º)
do ombro em 3 fases....
Cotovelo
O cotovelo é considerada uma articulação estável.
→ integridade estrutural
→ bom suporte ligamentar
→ bom suporte muscular
→ Em extensão, a tróclea assimétrica cria uma angulação da ulna lateralmente = posição de valgo
Isto é referido como ângulo de carregamento e varia entre 10° e 15° nos homens e 15° e 25° nas mulheres
→ Em flexão do cotovelo, esta posição de valgo é reduzida e pode até resultar numa posição varo em flexão
completa
Ligamento colateral medial, ou ulnar/cubital (MCL) = feixe anterior, transversal e posterior
• Oferece resistência ao stress em valgo
• Feixe anterior está tenso em extensão
• Feixe posterior está relaxado em extensão, mas aumenta a tensão em flexão
Os músculos flexores-pronadores com origem no epicôndilo medial também contribuem para a estabilização
dinâmica ao cotovelo
Ligamento Anular
Mantêm o rádio na articulação do cotovelo, permitindo ainda que este rode na pronação e supinação.
Características do Movimento
A amplitude de movimento do cotovelo:
Flexão é limitada pelos tecidos moles, cápsula posterior, músculos extensores, e contacto osso-osso do
processo coronóide (apófise coronoideia) com a fossa respetiva.
Extensão é limitada pela cápsula articular e músculos flexores. Também é limitada pelo impacto osso-osso
com o olecrânio.
A amplitude de supinação é de 85° e é limitada pelos ligamentos, cápsula articular e músculos pronadores.
(com o cotovelo em extensão
Close-packed position
As 3 articulações do cotovelo não atingem a CPP na mesma amplitude articular
→ A posição de fecho da radioumeral é com o cotovelo a 80° de flexão e o antebraço em posição neutra
→ A posição de fecho da ulnoumeral é em extensão
→ A posição de fecho da radioulnar proximal é em posição neutra do antebraço
Ações Musculares
Existem quatro grupos musculares principais: flexores (anteriormente), extensores (posteriormente), extensores-
supinadores (lateralmente) e flexores-pronadores (medialmente)
➢ Braquial
→ Tem a maior área de secção transversal
→ Tem a pior vantagem mecânica
➢ Bíceps
→ Tem uma grande área de secção transversal
→ Tem melhor vantagem mecânica
→ Pode ter a sua ação limitada pelas articulações do ombro e radioulnar, porque o tendão bicipital
envolve o rádio em pronação, o bíceps braquial é mais eficaz como um flexor em supinação
➢ Braquioradial
→ Tem uma secção transversa pequena
→ Tem a melhor vantagem mecânica
Entre 100° e 120° de flexão, a vantagem mecânica dos flexores é máxima porque os “braços” do momento da força
são mais longos
Grupo muscular extensor é o poderoso tríceps braquial (três partes: longa, medial e lateral), o músculo
mais forte do cotovelo.
No entanto, é mais recrutada com a flexão do ombro uma vez que a sua inserção no ombro é estirada
→ Porção medial “trabalhadora” porque está ativa em todas as posições, a todas as velocidades, e contra
resistência máxima ou mínima.
→ Porção lateral, a mais forte das três, mas relativamente inativa, é ativa apenas no movimento contra
resistência
Antebraço
Pronação / Supinação – 2 articulações:
Em Supinação:
Membrana Interóssea
→ principal ligação mecânica longitudinal e transversal
→ impede o movimento inferior do rádio
Em Pronação:
O Rádio e Cúbito não estão paralelos, mas cruzados.
Rádio está:
Os músculos flexores estão entre o rádio e o cúbito durante a pronação, formando uma almofada entre os dois ossos
no final de pronação
Simultaneamente a membrana interóssea enrola-se no cúbito o que, juntamente com a “almofada” dos músculos
flexores, desloca o cúbito por trás do rádio produzindo subluxação posterior da cabeça cubital no final de pronação
Ligamento Anular
→ Unir
→ superfície articular
Ligamento Triangular
Funções:
Dinâmicas de Movimento
No antebraço, o cúbito é o osso estável em torno do qual gira o rádio.
O eixo de rotação parece correr através do centro da cabeça radial e até perto da região foveal da cabeça cubital.
• Pronação é limitada pelo impacto do rádio contra o cúbito, por conseguinte, a importância da pequena
concavidade para a frente da diáfise do rádio, de modo a retardar o contacto.
• Supinação é limitada pelo impacto da parte posterior da cavidade sigmóideia contra o processo estilóide
(apófise estiloideia) do cúbito através do tendão do extensor cubital do carpo.
Músculos pronadores:
→ Redondo pronador
→ Quadrado pronador
Músculos supinadores:
→ Supinador
→ Bíceps
A força de pronação e supinação é maior na posição neutra, com a força a diminuir consideravelmente na posição
totalmente pronada ou supinada
Pélvis
Os membros inferiores estão ligados um ao outro e ao tronco através da cintura pélvica.
• Ilíaco (superior)
• Ísquio (posteroinferior)
• Púbis (anteroinferior)
Sínfise púbica
Articulação sacro-ilíaca
Rotação
→ Esta torção sacral é produzida pelo músculo piriforme em movimentos de inclinação lateral do tronco
Close-packed position – da articulação sacroilicaca
Na posição de pé = peso corporal força o sacro para baixo, estirando os ligamentos posteriores e forçando a junção
do sacro e do ilíaco. = tem + congruência
• Ligamento pubofemoral
→ Resiste principalmente à abdução, oferecendo também alguma resistência à rotação externa e
extensão
É o ângulo do colo do fémur em relação ao eixo do fémur no plano frontal. É de aproximadamente 125°
O angulo determina a efetividade dos abdutores da anca, o comprimento do membro, e as forças impostas à
articulação coxofemoral
→ Encurta o membro
→ Aumenta a eficácia dos abdutores
→ Diminui a carga sobre a cabeça femoral
→ Aumenta a tensão no colo do fémur
→ Alonga o membro
→ Reduz a eficácia dos abdutores
→ Aumenta a carga sobre a cabeça femoral
→ Diminui a tensão no colo do fémur
Ângulo de anteversão do colo do fémur
Normalmente, o colo do fémur está rodado anteriormente 12° a 14° em relação ao fémur
Anteversão
• Aumenta a vantagem mecânica do glúteo maior, tornando-o mais eficaz como um rotador externo
• Por outro lado, há uma redução na eficiência do glúteo médio e do vasto medial, resultando em diminuição
do controlo de movimento no plano frontal e transversal
• A cabeça do fémur está “descoberta”, e a pessoa tem que assumir uma postura ou marcha em rotação
interna para manter a cabeça do fémur no acetábulo
Outros ajustes
• Aumento do ângulo Q (entre a linha que une a espinha ilíaca anterosuperior e o ponto médio da rotula e a projeção da
linha que une esse ponto e a tuberosidade anterior da tíbia)
• Problemas patelares
• Membros mais longos
• Maior pronação na articulação subtalar
• Aumento da lordose lombar
• Pressões de contacto mais elevadas na articulação femoropatelar
Retroversão
A articulação do anca é uma das únicas articulações onde a posição articular de contacto ideal (flexão combinada
com abdução e rotação externa) é posição “de abertura”, ao invés “de fecho”, pois a flexão e rotação externa
tendem a desenrolar os ligamentos e torná-los frouxos.
A 90 ° de flexão com uma pequena rotação e abdução, existe congruência máxima entre a cabeça femoral e o
acetábulo. Esta é uma posição estável e confortável
Flexão
Extensão
Abdução
Adução
Rotação
A pélvis e coxa geralmente movem-se juntos, a menos que o tronco restrinja a actividade pélvica
Flexão
• Em cadeia cinética aberta (elevação do membro), a pélvis roda posteriormente (há retroversão da pélvis)
nos primeiros graus de movimento
• Na elevação do membro com os joelhos em flexão ou extensão, 26% a 39% do movimento de flexão da
coxofemoral é atribuído à rotação pélvica, respectivamente.
• No final da amplitude de movimento, rotação pélvica adicional pode contribuir para permitir um pouco mais
de flexão da anca (com a anca + rodada p trás é possível fazer + flexão da coxa)
• O movimento pélvico durante a flexão da anca contribui apenas 18% para o movimento
Extensão
• Anteversão acompanha a extensão em cadeia cinética aberta
• Retroversão acompanha a extensão em cadeia cinética fechada (em carga)
No plano frontal (abdução e adução), a orientação pélvica é mantida ou ajustada em resposta ao suporte de peso
unilateral observado a caminhar ou correr.
Quando o peso é suportado apenas num membro, há um deslocamento médio-lateral que requer força de abdução
e adução para deslocar a pélvis no sentido do pé que está a suportar carga (em contacto com solo)
Esta elevação da pélvis do lado sem carga cria adução do lado de apoio e abdução do lado sem carga
No plano transversal durante a sustentação de peso, ocorre rotação para a frente da pélvis de um lado criando
rotação lateral na coxofemoral do membro anterior e rotação medial na coxofemoral do membro que está posterior
Ações musculares
Principais flexores
• Iliopsoas (psoas maior, menor e ilíaco)
• Reto femoral
Flexores secundários
• Costureiro
• Pectineo
• Tensor da fáscia lata
Durante a flexão da coxa, a pélvis é puxada anteriormente pelo músculo psoas ilíaco e tensor da fáscia lata
Músculos Extensores
• Isquiotibiais = retroversão da pélvis
• Glúteo maior (se a resistência na extensão aumentar ou se for necessária uma extensão mais vigorosa) =
retroversão da pélvis
Músculos Abdutores
• Médio glúteo (principal abdutor)
• Pequeno glúteo
• Tensor da fáscia lata
• Piriforme (em flexão)
Médio glúteo
Músculos Adutores
• Grácil (reto interno)
• Adutor longo
• Adutor curto
• Adutor magno
• Pectíneo
Os abdutores de um lado da pélvis trabalham com os adutores do lado oposto para manter o posicionamento
pélvico e evitar inclinação
Rotação externa
• Grande glúteo
• Obturador externo
• Quadrado femoral
• Obturador interno
• Gémeo inferior e superior
• Piriforme
Rotação interna
• Médio glúteo (++)
• Pequeno glúteo (++)
• Grácil (reto interno)
• Adutor longo
• Adutor magno
• Tensor da fáscia lata
• Semimembranoso
• Semitendinoso
Joelho
➢ Posição de extensão
→ a articulação está estável devido ao seu alinhamento vertical, à congruência das superfícies
articulares, e ao efeito da gravidade
3 articulações:
Articulação tibiofemoral
As extremidades distais do
fémur são superfícies
convexas, os côndilos
medial e lateral.
Separadas:
Posteriormente = pela
fossa intercondilar
➢ Côndilo lateral
É mais plano, tem uma área de superfície maior, projecta-se mais posteriormente, é mais proeminente
anteriormente para manter a patela no seu lugar, e está basicamente alinhado com o fémur
➢ Côndilo medial
Projecta-se mais distalmente e medialmente, é mais longo na direcção antero-posterior e está alinhado com a
tíbia
➢ Prato tibial
Superfícies lateral e medial estão separadas por uma crista óssea = eminência intercondilar
Lateralmente: a tíbia e o fémur não encaixam bem, porque ambas as superfícies são convexas
Esta diferença estrutural é um dos fatores determinantes da rotação automática do joelho, porque o côndilo lateral
tem uma excursão maior na flexão e extensão no joelho
Meniscos
✓ Aumentam a estabilidade da articulação aprofundando a superfície de contacto na tíbia
✓ Participam na absorção de choques através da transmissão de metade da carga de suporte do peso em
extensão completa e uma parte significativa da carga em flexão
✓ Transmitem a carga ao longo da superfície articular, reduzindo a carga por unidade de área sobre os locais
de contacto tibiofemoral
✓ Melhoram a lubrificação
✓ Limitam o movimento entre a tíbia e o fémur
Os meniscos têm suprimento de sangue pelos cornos anterior e posterior (para os arcos de cada menisco), mas
não têm suprimento de sangue para a parte interna da fibrocartilagem
Flexão
→ Meniscos movem-se posteriormente por causa do rolamento do fémur e da ação dos músculos
semimembranoso e poplíteo
Extensão
→ O quadríceps e a rótula ajudam a mover os meniscos para a frente
➢ Menisco lateral
• Oval
• Preso aos cornos anterior e posterior
• Recebe ligações do quadríceps femoral – anteriormente. E do músculo poplíteo e ligamento cruzado
posterior – posteriormente.
• Ocupa (percentualmente) uma área maior do que o menisco medial
• É mais móvel, na direcção antero-posterior é capaz de se mover mais do que duas vezes a distância
do menisco medial
➢ Menisco medial
• É maior e em forma de crescente
• Está ligado ao quadríceps e ao ligamento cruzado
anterior – anteriormente.
E ao ligamento colateral medial, e ao músculo
semimembranoso – posteriormente.
4 ligamentos - 2 colaterais e 2 cruzados – Ainda da articulação tibiofemoral
❖ Ligamento colateral medial
• É um ligamento triangular, plano
• Suporta o joelho contra qualquer força em valgo
• Oferece alguma resistência à rotação interna e externa
• Está alongado em extensão e reduz o seu comprimento em ~17% em flexão máxima
Closed-packed position
Em extensão total, os ligamentos colaterais são assistidos pela tensão das regiões posteromedial e
posterolateral da cápsula, tornando assim esta a posição mais estável
Ambos os ligamentos colaterais estão tensos em extensão completa, embora a porção anterior do
medial também seja alongada em flexão
❖ Ligamentos cruzados
• Controlam a translação anteroposterior e a rotação
• Causam deslizamento dos côndilos sobre a tíbia na flexão
• Oferecem alguma estabilização contra as forças de varo e valgo
Articulação patelofemoral
É medido entre a linha que une a espinha ilíaca antero-superior e o ponto médio da rótula e a projeção da linha que
une o ponto médio da rótula e a tuberosidade anterior da tíbia
Existe porque os dois côndilos assentam horizontalmente nos pratos tibais e porque o côndilo medial projecta-se
mais distalmente
Num alinhamento normal, a articulação da anca deve estar centrada verticalmente sobre a articulação do joelho,
embora o alinhamento anatómico do fémur angule para fora
O ângulo Q representa o stress em valgo agindo sobre o joelho, e, se for excessivo, pode originar muitos problemas
patelofemorais
ângulo muito reduzido leva a uma condição conhecida como joelho varo
ângulo Q acima de 17° é considerado excessivo e é chamado joelho valgo
Rótula
A posição vertical da rótula é determinada principalmente pelo comprimento do tendão rotuliano medido a partir da
extremidade distal da patela até à tíbia
→ Rótula alta
A rótula está elevada;
Rácio comprimento do tendão rotuliano e comprimento da rótula
> 1.2 (normal entre 0.8 e 1.2)
→ Rótula baixa
A rótula está mais baixa do que o normal
Movimento da Rótula
Na flexão do joelho:
→ A rótula move-se distal através de uma distância de mais de duas vezes o seu comprimento, entrando na
fossa intercondilar no fêmur
Na extensão:
→ A rótula retorna à sua posição de repouso - elevada e lateral no fémur, colocada acima do sulco troclear
e repousando sobre a “almofada de gordura” suprapatelar
A rótula segue o sulco até 90° de flexão, altura na qual o ponto de contato é feito com as facetas superiores da
rótula. Nessa altura, a rótula move-se lateralmente, novamente, sobre o côndilo.
Com o joelho em extensão a rótula está livre e pode ser movida em múltiplas direções
Movimento rótula está limitado em flexão por causa do aumento do contato com o fémur
Características do Movimento
Flexão
Cadeia cinética fechada ou posição de suporte de peso
Fémur rola para trás sobre a tíbia e abduz e roda lateralmente em relação à tíbia
Extensão
Cadeia cinética fechada ou posição de suporte de peso
O fémur rola para frente, roda medialmente, e aduz
Rotação
→ É criada em parte pelo maior movimento do côndilo lateral sobre a tíbia
→ A rotação só pode ocorrer com alguma flexão do joelho
→ A rotação ocorrendo nos últimos 20° de extensão é denominada de screw-home mechanism
Amplitude de movimento normal
130° a 145° de flexão
1° a 2° de hiperextensão
6° a 30° de rotação interna a 90° de flexão
aproximadamente 45° de rotação externa a 90° de flexão
Acções Musculares
Extensão
Quadríceps femoral
→ Como grupo muscular, o quadríceps também puxa os meniscos anteriormente na extensão, através do
ligamento meniscopatelar
→ Trabalha com o ligamento cruzado posterior para prevenir a translação posterior da tíbia
Flexão
Isquiotibiais
Para a flexão:
➢ Costureiro
➢ Grácil
➢ Poplíteo
➢ Gastrocnémios – especialmente quando o pé está na posição neutra ou em dorsiflexão
Rotação Interna
➢ Costureiro
➢ Grácil
➢ Semitendinoso
➢ Semimembranoso
➢ Poplíteo
Rotação Externa
➢ Bíceps femoral