05/09/2025, 16:45 SEI/DNIT - 22261430 - Instrução Normativa
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES
DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 17/DNIT SEDE, DE 3 DE SETEMBRO DE 2025
Estabelece procedimentos para a
hierarquização de empreendimentos no âmbito
do Programa de Manutenção e Reabilitação de
Estruturas (PROARTE) para a implementação
do Building Information Modeling (BIM) no
âmbito do Departamento Nacional de
Infraestrutura de Transportes-DNIT.
A Diretoria Colegiada do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT, representada pelo Diretor-Geral,
no uso das atribuições que lhe são conferidas pelos art. 12 e 173 do Regimento Interno, aprovado pela Resolução/CONSAD/DNIT nº 39,
de 17/11/2020, publicada no DOU de 19/11/2020, considerando o constante no Relato nº 139/2025/DPP/DNIT SEDE, incluído na Ata da
33ª Reunião Ordinária da Diretoria Colegiada, realizada em 26/8/2025, e o disposto no processo nº 50600.010077/2020-59, resolve:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Estabelecer procedimentos a serem adotados para a priorização de empreendimentos do Programa de Manutenção e
Reabilitação de Estruturas (PROARTE) visando à implementação do Building Information Modeling (BIM), no âmbito do Departamento
Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
§1º O PROARTE é um dos programas do Plano Nacional de Manutenção Rodoviária (PNMR), cujo objetivo refere-se à
manutenção, recuperação e reabilitação de Obras de Arte Especiais (OAE) - pontes, túneis, viadutos, passarelas e estruturas de contenção -
distribuídas pela malha de rodovias federais administradas pelo DNIT. Os serviços realizados por meio do PROARTE são classificados
conforme apresentado a seguir:
I - serviços de manutenção: compreendem os serviços comuns, bem definidos e passivos de quantificação segundo as
práticas e especificações técnicas correntes;
II - serviços de reabilitação: englobam o reforço e/ou alargamento, ou seja, são procedimentos que necessitam de um projeto
executivo para serem realizados;
III - serviços de recuperação: atividades técnicas que compreendem a substituição ou correção de materiais, componentes ou
elementos deteriorados ou danificados, e que exigem um projeto executivo para sua realização.
§2º A definição do PROARTE como projeto piloto para implantação do BIM, no âmbito do DNIT, se deu em conformidade
com o Decreto Federal nº 10.306, de 2 de abril de 2020, o qual estabeleceu a utilização do BIM na execução direta e indireta de obras e
serviços de engenharia realizados pelos órgãos e pelas entidades da Administração Pública Federal.
§3º A formalização desta instrução é motivada pela observância do Decreto Federal nº 10.306, de 2020, o qual define em
seu art. 10 que os titulares dos órgãos e das entidades publicarão, no âmbito de suas competências, ato com a definição dos
empreendimentos, dos programas e das iniciativas de média e grande relevância para a disseminação do BIM, no qual deverá constar as
suas especificações, bem como as demais características necessárias à sua aplicação.
CAPÍTULO II
PROCEDIMENTO DE ANÁLISE E DEFINIÇÃO DAS PRIORIDADES DO PROGRAMA
Art. 2º Os procedimentos para hierarquização de empreendimentos no âmbito do PROARTE para a implementação do
BIM, devem ser aplicados na relação de Obras de Arte Especial - OAEs definida por:
a) número de vãos da estrutura;
b) número de tipos de elementos componentes de projetos;
c) extensão da OAE; e
d) tipologias de solução estrutural.
Art. 3º Para cada um dos parâmetros são atribuídos pesos, os quais variam em função das características de cada parâmetro,
conforme segue:
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I - avaliação em função do número de vãos da estrutura (Kvão) – Sendo vão definido como a distância horizontal entre
dois apoios sucessivos de uma OAE. Sabe-se que com o aumento do número de vãos há o crescimento de interferências entre os elementos
estruturais, portanto:
a) considera-se que, com até cinco vãos, a estrutura alcança mérito numa escala linear que varia de 1 a 10, sendo atribuído
valor 1 para um único vão e 10 para cinco vãos. A partir de 5 vãos, a pontuação mantém-se invariável e constante, com valor igual a 10,
conforme ilustrado no Gráfico 1.
Gráfico 1 - Número de vãos x Kvão
II - avaliação em função do número de tipos de elementos componentes da OAE (Kele) – Sendo elemento uma parte
que compõe o todo de uma OAE. Os diferentes e possíveis tipos de elementos componentes de uma OAE estão definidos no Manual de
Projeto de Obras de Artes Especiais do DNER (1996).
a) Para a mensuração do indicador Kele, são contabilizados os diferentes tipos de elementos encontrados na OAE,
correlacionando-os com os coeficientes apresentados na Tabela 1.
Kele Tipos de elementos da OAE (und.)
1 e<5
2 5 < e < 10
3 10 < e < 15
4 15 < e < 20
5 e > 20
Tabela 1 - Diferentes tipos de elementos componentes da OAE x Pontuação
III- avaliação em função da extensão da OAE (Kext) - Sendo extensão a distância horizontal entre o início e o fim da
OAE. O estabelecimento deste indicador deve obedecer os intervalos de extensão total da OAE, conforme Tabela 2.
Kext Extensão da OAE (m)
1 ext. < 50
2 50 < ext. < 100
3 100 < ext. < 250
4 250 < ext. < 400
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Kext Extensão da OAE (m)
5 ext. > 400
Tabela 2 - Extensão da OAE x Pontuação
IV - avaliação do número de tipologias de solução estrutural (Kest) - Considerando as soluções estruturais: concreto
armado, concreto protendido, estrutura metálica, madeira, dentre outros.
Kest Nº de soluções estruturais
1 1 (uma) tipologia
2 2 (duas) tipologias
3 3 (três) ou mais tipologias
Tabela 3 - Nº de soluções estruturais
V - Avaliação da nota da OAE em função dos coeficientes de ponderação (NTOAE) - Os quatro parâmetros apresentados
anteriormente formarão valor único (NTOAE), calculada por meio de uma média ponderada, conforme Equação I, na qual o número de
vãos e a extensão têm peso igual a 1, enquanto o número de tipos de elementos e o número de soluções têm peso igual a 2.
Equação I - Cálculo da Nota da OAE (NTOAE )
Onde:
Pvão: Peso constante associado à variável número de vãos da OAE;
Pele: Peso constante associado à variável número de tipos de elementos componentes da OAE;
Pext: Peso constante associado à variável extensão total da OAE; e
Pest: Peso constante associado à variável número de tipologias de soluções estruturais da OAE.
§1° Os pesos da Equação I são constantes e devem ser avaliados e definidos em função das características de cada uma
das amostras analisadas.
Art. 4º A classificação das OAEs se dá pelo enquadramento por ordem decrescente de suas notas, sendo alta, média e baixa
relevância correspondente às notas obtidas, devendo-se respeitar a seguinte sequência de cálculo:
I - As OAEs serão agrupados em três faixas (alta, média e baixa relevância) obtidas pela divisão da amplitude das notas. A
amplitude consiste na diferença da maior nota pela menor nota;
II - obtida essa amplitude, a mesma será dividida por três, resultando assim no tamanho das faixas;
III - o limite entre a baixa e a média relevância será a menor nota acrescida do tamanho da faixa obtida anteriormente;
IV - o limite entre a média e a alta relevância será o limite anterior acrescido do tamanho da faixa do item II;
V - o resultado será uma tabela de notas de lotes distribuídas em intervalos iguais (faixas), em que as maiores notas
representam a alta relevância, e, respectivamente, a média e baixa relevância para a aplicação da metodologia BIM, conforme Figura 1 a
seguir:
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Figura 1 - Roteiro de cálculo para definição de prioridades (dados meramente ilustrativos)
CAPÍTULO III
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 5º O emprego dos procedimentos para a hierarquização dos empreendimentos deve levar em consideração a fase de
instrução administrativa do processo de contratação, podendo-se remover da amostra casos com avançado estágio ou em que fique
demonstrada a inviabilidade de revisar a sua instrução administrativa, visando à inclusão dos requisitos de contratação BIM.
Parágrafo único. Esta metodologia poderá ser aplicada sempre que necessário, visando garantir a adequada seleção e
hierarquização dos empreendimentos.
Art. 6º Fica determinada a adoção obrigatória da metodologia BIM nos empreendimentos do PROARTE, priorizados nos
termos desta Instrução Normativa, cuja gestão seja responsabilidade do DNIT-Sede, devendo ser aplicados os requisitos BIM na fase de
anteprojeto, tanto para subsidiar as contratações quanto para a realização da elaboração e análises de projetos posteriormente.
Art. 7º Nos empreendimentos cuja gestão (elaboração de anteprojeto, contratação, análise de projetos etc.) esteja delegada a
uma Superintendência Regional, caberá a esta decidir sobre a adoção ou não da metodologia BIM, independentemente do resultado da
análise de priorização estabelecida nos termos desta Instrução Normativa.
Parágrafo único. Optando pela adoção da metodologia BIM, a Superintendência Regional deverá assegurar a aplicação das
diretrizes estabelecidas pelo Núcleo BIM do DNIT, podendo, para isso, solicitar sua assessoria técnica.
Art. 8º Para projetos do PROARTE que já estejam elaborados na metodologia BIM, torna-se obrigatório que novas
intervenções sejam projetadas com a mesma metodologia - Neste caso, as contratações de manutenção e reabilitação de OAEs deverão ser
realizadas em BIM, de maneira que se alimente as informações do ciclo de vida do empreendimento.
Art. 9º Nos casos em que Obras de Arte Especiais (OAEs) estejam agrupadas em um mesmo lote, a adoção da metodologia
BIM será obrigatória para todo o lote, sempre que, pelo menos, uma das OAEs nele incluídas for classificada com prioridade alta ou média
relevância, conforme os critérios estabelecidos nesta Instrução Normativa.
Art. 10º As situações omissas ou não suficientemente disciplinadas nesta Instrução Normativa, bem como aquelas que
demandem interpretação ou ajustes em função de circunstâncias específicas, serão objeto de deliberação da Diretoria de Planejamento e
Pesquisa, sempre que entender necessário, observadas as diretrizes institucionais e os objetivos desta Instrução.
Parágrafo único. As decisões relativas aos casos omissos competem ao Diretor de Planejamento e Pesquisa.
Art. 11º Revogar a Instrução Normativa n.º 27 (8249289), de 24/5/2021, publicada no Boletim Administrativo n.º 97,
de 25/5/2021.
Art. 12° Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
FABRICIO DE OLIVEIRA GALVÃO
Diretor-Geral
Documento assinado eletronicamente por Fabrício de Oliveira Galvão, Diretor Geral, em 04/09/2025, às 18:09, conforme horário oficial
de Brasília, com fundamento no art. 4º, § 3º, do Decreto nº 10.543, de 13 de novembro de 2020.
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A autenticidade deste documento pode ser conferida no site [Link]
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Referência: Processo nº 50600.010077/2020-59 SEI nº 22261430
Setor de Autarquias Norte | Quadra 3 | Lote A
CEP 70040-902
Brasília/DF |
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BOLETIM ADMINISTRATIVO
EDIÇÃO Nº 169 Brasília-DF, sexta-feira, 5 de setembro de 2025
DIREÇÃO SUPERIOR
DIRETORIA COLEGIADA
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 17/DNIT SEDE, DE 3 DE SETEMBRO DE 2025
Estabelece procedimentos para a
hierarquização de empreendimentos no
âmbito do Programa de Manutenção e
Reabilitação de Estruturas (PROARTE) para a
implementação do Building Information
Modeling (BIM) no âmbito do Departamento
Nacional de Infraestrutura de Transportes-
DNIT.
A DIRETORIA COLEGIADA DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA
DE TRANSPORTES - DNIT, REPRESENTADA PELO DIRETOR-GERAL, no uso das atribuições que lhe
são conferidas pelos art. 12 e 173 do Regimento Interno, aprovado pela
Resolução/CONSAD/DNIT nº 39, de 17/11/2020, publicada no DOU de 19/11/2020, considerando
o constante no Relato nº 139/2025/DPP/DNIT SEDE, incluído na Ata da 33ª Reunião Ordinária da
Diretoria Colegiada, realizada em 26/8/2025, e o disposto no processo nº 50600.010077/2020-
59, resolve:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º ESTABELECER procedimentos a serem adotados para a priorização de
empreendimentos do Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas (PROARTE) visando
à implementação do Building Information Modeling (BIM), no âmbito do Departamento
Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
§1º O PROARTE é um dos programas do Plano Nacional de Manutenção Rodoviária
(PNMR), cujo objetivo refere-se à manutenção, recuperação e reabilitação de Obras de Arte
Especiais (OAE) - pontes, túneis, viadutos, passarelas e estruturas de contenção - distribuídas
pela malha de rodovias federais administradas pelo DNIT. Os serviços realizados por meio do
PROARTE são classificados conforme apresentado a seguir:
I - serviços de manutenção: compreendem os serviços comuns, bem definidos e
passivos de quantificação segundo as práticas e especificações técnicas correntes;
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II - serviços de reabilitação: englobam o reforço e/ou alargamento, ou seja, são
procedimentos que necessitam de um projeto executivo para serem realizados;
III - serviços de recuperação: atividades técnicas que compreendem a substituição
ou correção de materiais, componentes ou elementos deteriorados ou danificados, e que exigem
um projeto executivo para sua realização.
§2º A definição do PROARTE como projeto piloto para implantação do BIM, no
âmbito do DNIT, se deu em conformidade com o Decreto Federal nº 10.306, de 2 de abril de
2020, o qual estabeleceu a utilização do BIM na execução direta e indireta de obras e serviços de
engenharia realizados pelos órgãos e pelas entidades da Administração Pública Federal.
§3º A formalização desta instrução é motivada pela observância do Decreto
Federal nº 10.306, de 2020, o qual define em seu art. 10 que os titulares dos órgãos e das
entidades publicarão, no âmbito de suas competências, ato com a definição dos
empreendimentos, dos programas e das iniciativas de média e grande relevância para a
disseminação do BIM, no qual deverá constar as suas especificações, bem como as demais
características necessárias à sua aplicação.
CAPÍTULO II
PROCEDIMENTO DE ANÁLISE E DEFINIÇÃO DAS PRIORIDADES DO PROGRAMA
Art. 2º Os procedimentos para hierarquização de empreendimentos no âmbito do
PROARTE para a implementação do BIM, devem ser aplicados na relação de Obras de Arte
Especial - OAEs definida por:
a) número de vãos da estrutura;
b) número de tipos de elementos componentes de projetos;
c) extensão da OAE; e
d) tipologias de solução estrutural.
Art. 3º Para cada um dos parâmetros são atribuídos pesos, os quais variam em
função das características de cada parâmetro, conforme segue:
I - avaliação em função do número de vãos da estrutura (Kvão) – Sendo vão
definido como a distância horizontal entre dois apoios sucessivos de uma OAE. Sabe-se que com
o aumento do número de vãos há o crescimento de interferências entre os elementos
estruturais, portanto:
a) considera-se que, com até cinco vãos, a estrutura alcança mérito numa escala
linear que varia de 1 a 10, sendo atribuído valor 1 para um único vão e 10 para cinco vãos. A
partir de 5 vãos, a pontuação mantém-se invariável e constante, com valor igual a 10, conforme
ilustrado no Gráfico 1.
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Gráfico 1 - Número de vãos x Kvão
II - avaliação em função do número de tipos de elementos componentes da OAE
(Kele) – Sendo elemento uma parte que compõe o todo de uma OAE. Os diferentes e possíveis
tipos de elementos componentes de uma OAE estão definidos no Manual de Projeto de Obras
de Artes Especiais do DNER (1996).
a) Para a mensuração do indicador Kele, são contabilizados os diferentes tipos de
elementos encontrados na OAE, correlacionando-os com os coeficientes apresentados na Tabela
1.
Kele Tipos de elementos da OAE (und.)
1 e<5
2 5 < e < 10
3 10 < e < 15
4 15 < e < 20
5 e > 20
Tabela 1 - Diferentes tipos de elementos componentes da OAE x Pontuação
III- avaliação em função da extensão da OAE (Kext) - Sendo extensão a distância
horizontal entre o início e o fim da OAE. O estabelecimento deste indicador deve obedecer os
intervalos de extensão total da OAE, conforme Tabela 2.
Kext Extensão da OAE (m)
1 ext. < 50
2 50 < ext. < 100
3 100 < ext. < 250
4 250 < ext. < 400
5 ext. > 400
Tabela 2 - Extensão da OAE x Pontuação
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IV - avaliação do número de tipologias de solução estrutural (Kest) - Considerando
as soluções estruturais: concreto armado, concreto protendido, estrutura metálica, madeira,
dentre outros.
Kest Nº de soluções estruturais
1 1 (uma) tipologia
2 2 (duas) tipologias
3 3 (três) ou mais tipologias
Tabela 3 - Nº de soluções estruturais
V - Avaliação da nota da OAE em função dos coeficientes de ponderação (NTOAE)
- Os quatro parâmetros apresentados anteriormente formarão valor único (NTOAE), calculada por
meio de uma média ponderada, conforme Equação I, na qual o número de vãos e a extensão têm
peso igual a 1, enquanto o número de tipos de elementos e o número de soluções têm peso igual
a 2.
Equação I - Cálculo da Nota da OAE (NTOAE )
Onde:
Pvão: Peso constante associado à variável número de vãos da OAE;
Pele: Peso constante associado à variável número de tipos de elementos
componentes da OAE;
Pext: Peso constante associado à variável extensão total da OAE; e
Pest: Peso constante associado à variável número de tipologias de soluções
estruturais da OAE.
§1° Os pesos da Equação I são constantes e devem ser avaliados e definidos em
função das características de cada uma das amostras analisadas.
Art. 4º A classificação das OAEs se dá pelo enquadramento por ordem decrescente
de suas notas, sendo alta, média e baixa relevância correspondente às notas obtidas, devendo-
se respeitar a seguinte sequência de cálculo:
I - As OAEs serão agrupados em três faixas (alta, média e baixa relevância) obtidas
pela divisão da amplitude das notas. A amplitude consiste na diferença da maior nota pela menor
nota;
II - obtida essa amplitude, a mesma será dividida por três, resultando assim no
tamanho das faixas;
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III - o limite entre a baixa e a média relevância será a menor nota acrescida do
tamanho da faixa obtida anteriormente;
IV - o limite entre a média e a alta relevância será o limite anterior acrescido do
tamanho da faixa do item II;
V - o resultado será uma tabela de notas de lotes distribuídas em intervalos iguais
(faixas), em que as maiores notas representam a alta relevância, e, respectivamente, a média e
baixa relevância para a aplicação da metodologia BIM, conforme Figura 1 a seguir:
Figura 1 - Roteiro de cálculo para definição de prioridades (dados meramente ilustrativos)
CAPÍTULO III
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 5º O emprego dos procedimentos para a hierarquização dos
empreendimentos deve levar em consideração a fase de instrução administrativa do processo de
contratação, podendo-se remover da amostra casos com avançado estágio ou em que fique
demonstrada a inviabilidade de revisar a sua instrução administrativa, visando à inclusão dos
requisitos de contratação BIM.
Parágrafo único. Esta metodologia poderá ser aplicada sempre que necessário,
visando garantir a adequada seleção e hierarquização dos empreendimentos.
Art. 6º Fica determinada a adoção obrigatória da metodologia BIM nos
empreendimentos do PROARTE, priorizados nos termos desta Instrução Normativa, cuja gestão
seja responsabilidade do DNIT-Sede, devendo ser aplicados os requisitos BIM na fase de
anteprojeto, tanto para subsidiar as contratações quanto para a realização da elaboração e
análises de projetos posteriormente.
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Art. 7º Nos empreendimentos cuja gestão (elaboração de anteprojeto,
contratação, análise de projetos etc.) esteja delegada a uma Superintendência Regional, caberá
a esta decidir sobre a adoção ou não da metodologia BIM, independentemente do resultado da
análise de priorização estabelecida nos termos desta Instrução Normativa.
Parágrafo único. Optando pela adoção da metodologia BIM, a Superintendência
Regional deverá assegurar a aplicação das diretrizes estabelecidas pelo Núcleo BIM do DNIT,
podendo, para isso, solicitar sua assessoria técnica.
Art. 8º Para projetos do PROARTE que já estejam elaborados na metodologia BIM,
torna-se obrigatório que novas intervenções sejam projetadas com a mesma metodologia - Neste
caso, as contratações de manutenção e reabilitação de OAEs deverão ser realizadas em BIM, de
maneira que se alimente as informações do ciclo de vida do empreendimento.
Art. 9º Nos casos em que Obras de Arte Especiais (OAEs) estejam agrupadas em
um mesmo lote, a adoção da metodologia BIM será obrigatória para todo o lote, sempre que,
pelo menos, uma das OAEs nele incluídas for classificada com prioridade alta ou média
relevância, conforme os critérios estabelecidos nesta Instrução Normativa.
Art. 10º As situações omissas ou não suficientemente disciplinadas nesta Instrução
Normativa, bem como aquelas que demandem interpretação ou ajustes em função de
circunstâncias específicas, serão objeto de deliberação da Diretoria de Planejamento e Pesquisa,
sempre que entender necessário, observadas as diretrizes institucionais e os objetivos desta
Instrução.
Parágrafo único. As decisões relativas aos casos omissos competem ao Diretor de
Planejamento e Pesquisa.
Art. 11º Revogar a Instrução Normativa n.º 27 (8249289), de 24/5/2021, publicada
no Boletim Administrativo n.º 97, de 25/5/2021.
Art. 12° Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
FABRICIO DE OLIVEIRA GALVÃO
Diretor-Geral
PORTARIA Nº 5180, DE 02 DE SETEMBRO DE 2025
A DIRETORIA COLEGIADA DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA
DE TRANSPORTES – DNIT, REPRESENTADA PELO DIRETOR-GERAL, no uso das atribuições que
lhe foram conferidas pelos arts. 12 e 173 do Regimento Interno, aprovado pela
Resolução/CONSAD nº 39, de 17/11/2020, publicada no DOU de 19/11/2020, e tendo em vista o
constante no processo n.º 50618.001146/2025-59, resolve:
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