0% acharam este documento útil (0 voto)
24 visualizações10 páginas

Resumo 14 - Sífilis

Sífilis

Enviado por

milenasouzalopes
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
24 visualizações10 páginas

Resumo 14 - Sífilis

Sífilis

Enviado por

milenasouzalopes
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Milena S.

Lopes

SÍFILIS
INTRODUÇÃO
- Doença infecciosa crônica

- Treponema Pallidum: Bactéria em forma de espiral (espiroqueta)

- EXCLUSIVA do ser humano

TRANSMISSÃO:
- Sexual: IST

- Vertical: transplacentária

- Transfusão sanguínea

- Manifestações Clinicas, imunológicas e histopatologicas distintas

FASES:

• Primaria
• Secundaria
• Latente
• Terciária

- Ninguém é naturalmente resistente a sifilis

- Uma vez infectado, desenvolverá sifilis

- A infecção pelo T. Pallidum não confere imunidade permanente

SÍFILIS PRIMÁRIA
- Cancro Duro: bordas são endurecidas

- Surge 1-2 semanas após a infecção (INFECÇÃO RECENTE)

- Pápula rósea - exulceração

- Única e indolor (ASSINTOMÁTICA), bordas enduradas, fundo liso e limpo

- Genital e extra-genital

- Homem: sulco balanoprepucial e prepúcio

- Mulher: pequenos lábios, parede vaginal, colo do útero

- Após 1-2 semanas ocorre adenite satélite (linfonodos)


Milena S. Lopes

- O cancro regride em 4-5 semanas sem deixar cicatriz (SEM TRATAMENTO) –


auto-limitada

- Lesão aguda - fase que mais transmite a doença

Depois de 4 semanas/2 meses, a bactéria se dissemina pelo corpo e vira SECUNDÁRIA.

DIAGNOSTICO DIFERENCIAL:

Leishmaniose

SÍFILIS SECUNDÁRIA
- Disseminação de treponemas

- É a mais comum, pois aparece de várias formas

- Manifestações ocorrem 4 a 8 semanas após o cancro duro

- Sifilides: Máculas eritematosas - roséola (lesão mais precoce)

Locais: tronco, barriga

- Pápulas eritemato-acobreadas com descamação discreta

- Não pruriginosas

- Lesões papulosas palmoplantares


Milena S. Lopes

- Pápulas vegetantes perianais

- Alopecia em clareira (“roído por traças”)

- Poliadenopatia generalizada - palpa linfonodos em todos os lugares

Lesões que lembram: alergia, farmacodermia e espinha

SIFILIS MALIGNA PRECOCE:

SINTOMAS GERAIS:
Febre, astenia, mal-estar, mialgias

- Pápula-pústulas

- Evolução para necrose

- Sintomatologia geral intensa

- Investigar imunossupressão (HIV)

• Corona Veneris: Eczema seborréico-like (lembra eczema seborreico)

• Sifilide elegante (sífilis bonita): Anulares, face, negros (lesão anular bem
desenhada, bem delimitada → rosto de negro)

• Clavi sifilítico: Lembra calosidade plantar (calo no pé)


Milena S. Lopes

SÍFILIS LATENTE
- Sem manifestações clínicas

- Teste sorológico reagentes

LATENTE PRECOCE:
- < 1 ano

- Mais transmissível que a tardia

LATENTE TARDIA:
- > 1 ano

- Remissão: 2/3 (latente para toda a vida)

- Evolução para sífilis terciária: 1/3

SÍFILIS TERCIÁRIA

- Goma: Granulomas Destrutivos

- Pouco ou nenhum treponema

- 80% pele e mucosas


Milena S. Lopes

- Não regride sem tratamento

- Pseudocancro redux: goma que surge no lugar do cancro duro inicial/ de


inoculação

DIAGNOSTICO DIFERENCIAL:

Câncer de pele na orelha

SÍFILIS ÓSSEA
- Periostite, osteíte gomosa

- Lesões proliferativas e/ou destrutivas

SIFILIS CARDIOVASCULAR
- Surge 10 a 30 anos após infecção

- Aortite: Mais comum

- Aneurisma de aorta proximal

SIFILIS NEURAL
- Surge 5 a 35 anos após infecção

- PRECOCE: Meningite, alterares dos nervos cranianos, AVC.

- TARDIA: Demência paralítica, tabes dorsalis (ataxia locomotora, é caracterizada pelo


acometimento da coluna posterior da medula e do ramo dorsal do nervo espinal), pupilas
de Argyll Roberstson (alteração de reflexo pupilar).

SIFILIS CONGÊNITA
- Transmissão vertical: transplacentária
Milena S. Lopes

- Risco de transmissão depende da fase da doença → quanto MAIS RECENTE


MAIOR o risco de transmissão

- 40% aborto, óbito fetal

- 2/3 dos RN são assintomáticos

- Precoce: até 2 anos de vida

- Tardia: > 2 anos

- Aleitamento não transmite

PRECOCE
- Exantema

- Fissuras periorais e anais

- Rinite mucossanguinolenta

- Bolhas palmoplantares

OSTEOCONDRITE:

- Pseudoparalisia de Parrot

- Sinal de Wimberger
Milena S. Lopes

TARDIA

- Grandes deformidades

- Fronte olímpica

- Rágades periorais

- Tíbia em sabre

- Nariz em sela

- Fundo de olho em sal e pimenta

- Neurosífilis

TRÍADE DE HUTCHINSON :

- Ceratite intersticial

- Dentes de Hutchinson

- Surdez (nervo vestibulococlear)

SÍFILIS E HIV

- Maior frequência de soronegatividade (efeito prozona - relação desproporcional


entre as quantidades de antígenos e anticorpos presentes na reação não treponêmica,
gerando resultados falso-negativos)

- Maior frequência de VDRL persistentemente positivo após tratamento

- Cancros fadegênicos: maiores e mais profundos

- Sifilis maligna
Milena S. Lopes

- Maior frequência de coexistência das fases 1ª e 2ª

- Maior risco de neurosífilis (precocidade)

- Tratamento da sifilis não depende do status da infecção pelo HIV

DIAGNOSTICO

PROVAS DIRETA
Vê a bactéria

CAMPO ESCURO

- Exame direto da linfa em microscópico

HISTOPATOLOGIA

- Pesquisa com coloração pela prata

- IF

PROVAS SOROLÓGICAS

NÃO TREPONÊMICAS
Vê anticorpo, mas não é especifico T. Pallidum

- VDRL: não cria anticorpo recente, só positiva após 4 semanas (repetir


novamente) → pedir em triagem. A granulação vai diminuindo no VDRL quando está se
curando.

- Reator na 4ª semana

- Falso-negativo: Muito recente, fase latente-tardia, AIDS

- Falso-positivo: Neoplasias, doenças autoimunes, gravidez

- Triagem e monitorização do tratamento

TREPONÊMICAS
Vê o anticorpos contra T. Pallidum

- FTA-abs, teste rápido, Elisa

FTA-abs: positiva na 3ª semana – específico para sífilis (treponema) → pedir quando


tem quase certeza do diagnóstico (+VDRL)

- Reator na 3ª semana

- Confirmação
Milena S. Lopes

- Cicatriz sorológica

TRATAMENTO

SIFILIS RECENTE: PRIMARIA


- Penicilina Benzatina 2.400.000 UI IM dose única (2 INJEÇÕES)

Toma a medicação 1x

SIFILIS RECENTE: SECUNDÁRIA OU LATENTE RECENTE


- Penicilina Benzatina 4.800.000 UI IM, em duas doses semanais de 2.400.000 UI (4
INJEÇÕES)

Toma a medicação 2x

SIFILIS TARDIA: TERCIÁRIA, LATENTE TARDIA (>1 ANO), LATENTE


DE TEMPO DESCONHECIDO
- Penicilina Benzatina 2.400.000 UI IM, 3 doses semanais de 2.400.000 UI

Toma a medicação 3x

NEUROSÍFILIS
- Penicilina Cristalina 3 a 4 milhões UI IV, 4/4h, total de 24 milhões por 10 a 14 dias

Recém-nascido com sífilis

DROGAS ALTERNATIVAS
- Doxiciclina 100mg/dia

- Tetraciclina ou estearato de ERITROMICINA por 15 DIAS NA RECENTE E 30


DIAS NA TARDIA
Milena S. Lopes

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA

AZULAY, R. D.; Dermatologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.

BELDA JUNIOR, Walter; DI CHIACCHIO, Nilton; CRIADO, Paulo (ed.). Tratado de


dermatologia. São Paulo: Atheuneu, 2014.

SAMPAIO, S.A.P.; RIVITTI, E. A. Dermatologia. 3 ed. Porto Alegre: Artes Médicas,


2007.

BOLOGNIA, J., Joseph l. Jorizzo, Ronald P. Rapini. Dermatologia, DERMATOLOGIA


- Editora · Elsevier – Brasil. 3ªedição/2015

SITTAR, José; PIRES, Mario. Dermatologia na prática Médica. São Paulo: Roca, 2007.
ISBN 978-85-7241-695-5

PETERSEN VITELLO KALIL, Célia Luiza (org.). Dermatologia. Tradução: Adriana de


Carvalho Corrêa. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

WOLFF, K.; GOLDSMITH, L.; KATZ, S.; GILCHREST, B.; PALLER, AS.;
LEFFELL, D. Fitzpatrick's Dermatology in General Medicine. 8th. ed. New York:
McGraw-Hill, 2011.

Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Dermatologia, 2012. 14. TALHARI, S.; NEVES,
R. G.

Anais Brasileiro de Dermatologia.

Algumas imagens e tabelas: estratégia med e medcurso.

Você também pode gostar