0% acharam este documento útil (0 voto)
19 visualizações4 páginas

Nemesis - Lockdown - Intro

Introdução em português brasileiro do jogo Nemesis Lockdown.

Enviado por

gabccamilo.feed
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
19 visualizações4 páginas

Nemesis - Lockdown - Intro

Introdução em português brasileiro do jogo Nemesis Lockdown.

Enviado por

gabccamilo.feed
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Nemesis: Lockdown

Introdução à História

Esta história introdutória foi criada para familiarizar você com o fluxo de uma partida padrão e oferecer
uma visão geral das regras essenciais de Nemesis: Lockdown. Esperamos que esta história ajude você
a entender como uma partida típica de Nemesis: Lockdown se desenrola e que — depois de algumas
partidas — você tenha suas próprias histórias para contar!

No momento em que ela despertou, engasgando com os fluidos de sua câmara de hibernação,
ela se viu sendo nervosamente erguida por três silhuetas em trajes de proteção completos. Os
movimentos hesitantes de seus salvadores e o medo em seus olhos – mal visível por trás de
visores embaçados – confirmaram o que ela já sabia. Antes que ela desmaiasse novamente,
seus olhos piscaram para outro contêiner ao lado dela. Dentro estava uma das criaturas que
haviam destruído sua nave... Cansada demais para sequer gritar, a escuridão a dominou.

Os gritos de angústia e medo viriam depois, quando ela se viu presa em uma cela escura, nas
profundezas de uma Instalação BSL-4 em algum lugar de Marte. Foi então que ela percebeu
que não haveria retorno para casa. Nenhuma chance de lamentar amigos que haviam morrido
em sua nave. Nenhuma oportunidade de superar seus pesadelos – cheios de presas e
vísceras.

Na primeira semana, ela ainda manteve uma tênue esperança de que aquilo fosse apenas uma
quarentena de rotina – que um dia seria libertada de volta à luz e à vida do mundo exterior.
Com o passar do tempo, a verdade de sua situação começou a rastejar em seus pensamentos
como um verme parasita gelado. Para o mundo exterior, ela já estava morta – uma das seis
vítimas de algum acidente industrial forjado, encoberto por corporações que só viam nela seu
valor como um experimento.

Agora, ela havia se tornado aquela ameaça alienígena. Tratavam-na exatamente como as
criaturas trazidas de sua nave — com a mesma cautela e a mesma falta de remorso. Os
experimentos e biópsias não a feriam nem metade do que feria o conhecimento de que, para
eles, ela já não era humana — apenas um vetor de um patógeno perigoso que eles não
compreendiam.

Logo, ela começou a fabricar uma faca improvisada a partir de uma barra de metal, afiando-a
contra a estrutura da cama todas as noites, enquanto fingia dormir. Ela também começou a
memorizar os passos fora de sua cela e escutava pequenos trechos de conversa, construindo
lentamente um mapa mental do laboratório. Em algum lugar nas outras celas, as criaturas
faziam o mesmo. Só que elas eram um pouco mais rápidas.

Um dia, a instalação foi tomada por sons de sirenes. Houve tiros. Gritos. Uma mensagem
automática e repetitiva confirmou seus piores temores: a base estava sob Lockdown.
Ser uma Sobrevivente era mais fácil da segunda vez. Com a ajuda de sua lâmina improvisada,
desmontou o painel da porta e fugiu da cela. Os outros humanos daquele setor estavam
mortos, mas ela não estava sozinha. O chocalhar no escuro e os sons grotescos de
alimentação eram dolorosamente familiares. A energia elétrica da instalação estava falhando —
alguém, ou alguma coisa, havia danificado os geradores. As luzes de alerta fracas davam às
cenas de carnificina um aspecto quase surreal.

Ela sorriu.

Ao contrário da equipe da instalação, ela tinha conhecimento prático das criaturas. Seus
movimentos eram silenciosos, cuidadosos, e ela frequentemente parava para ouvir qualquer
Ruído nos corredores e salas ao redor. Essa era a única forma de saber onde uma criatura
espreitava. A amarga experiência lhe ensinara que, uma vez que você visse uma, já era tarde
demais.

Logo, ela chegou à Sala do Elevador. Estava sem energia, mas isso não era problema para
quem havia servido oito anos em uma nave mineradora decadente. Ela redirecionou o circuito
de emergência para o elevador. Toda a seção atrás dela mergulhou instantaneamente na
escuridão absoluta. Um grito solitário ecoou ao longe. Ela sabia que era melhor não se
importar.

No andar superior, ainda havia energia. A mensagem automática agora alertava sobre a
iminente Autodestruição. Cuidadosamente, virou a esquina da Sala de Controle do
Transmissor — e congelou. Alguém estava agachado atrás de um console, à sua frente. Ela
avançou, erguendo a arma improvisada. Durante o tempo na cela, muitas vezes fantasiara
sobre coisas dolorosas que faria com seus captores. Mas este era apenas um homem mais
velho, apavorado. E — pelo macacão que vestia — era apenas um Zelador.

Decidiram ficar juntos — uma prisioneira e um faxineiro. Ela sabia como sobreviver. Ele sabia
como sair dali. Ele lhe falou sobre o Sistema de Envio de Carga — uma instalação de
lançamento usada para enviar e receber contêineres, que poderiam usar para fugir. Ele acenou
com a cabeça e concordou em guiá-la até lá.

As criaturas eram mais numerosas nesse nível, apesar da luz que, pareciam odiar. Com o
homem desajeitado ao lado, era muito mais difícil evitar chamar atenção. As bestas pareciam
quase atraídas por ele, como se seu cheiro as denunciasse. No entanto, ela não percebia nada
de anormal.

Duas vezes precisaram fugir de algo que os havia visto, correndo pela vida. Uma vez, tiveram
que lutar, cravando pregos em uma das criaturas até que ela desacelerasse o suficiente para
que ela pudesse enfiar a lâmina improvisada em seu crânio. Ela não parou para recuperar a
arma, mesmo já tendo dado um nome a ela. Agora tinha um novo companheiro. Era bom ter
alguém protegendo suas costas, mesmo alguém tão atrapalhado quanto o Zelador. Quase
começou a gostar dele. Afinal, ambos eram sobreviventes.
Juntos, chegaram à porta do módulo CSS — uma massa de aço blindado, já arranhada por
garras afiadas — e ainda com bastante tempo de sobra.

— A porta está sem energia — disse seu amigo, apertando o botão. — Você consegue fazer
alguma coisa?

Sem dizer uma palavra, ela começou a desmontar o painel. Um único olhar para as luzes
verdes na placa de circuito foi suficiente para acelerar seu coração. Ela saltou para trás — um
segundo tarde demais. Um golpe forte a atingiu de raspão na cabeça e a derrubou no chão.
Seu companheiro aproveitou o momento para abrir a porta com o botão correto, passar, e
trancá-la.

— Sinto muito — ele gritou, através do vidro blindado. — Sabe, eu conheço o plano de
contingência. Vi um dos gerentes enviar o código Cinza para a Sede. Há uma equipe de
extermínio vindo. Eles têm ordem de eliminar a instalação e salvar uma única pessoa. Uma
pessoa carregando uma amostra que eles precisam.

Ele tirou algo debaixo do macacão. Com a visão turva pelo golpe, ela demorou a reconhecer o
objeto. Um Ovo de uma daquelas criaturas, ainda coberto de gosma! Então era por isso que
as criaturas eram atraídas por ele!

Afastando-se da porta, ela sorriu. Sabia que a corporação usava os mesmos códigos de
contingência em todas as suas naves e instalações. Os códigos eram secretos, e pouquíssimas
pessoas conheciam mais de um ou dois — aqueles que haviam presenciado. Mas ela sabia
que, quando a Sede queria eliminar todos, exceto seu agente secreto, usava o Código Roxo.
Foi o que seu antigo capitão enviou em sua nave, antes de tentar fugir com uma larva
alienígena.

Não havia como saber o que significava o Código Cinza. Era melhor se preparar para o pior.
Por um momento, sentiu-se tentada a voltar para a Sala de Isolamento — com suas paredes
espessas e portas reforçadas, poderia se tornar um abrigo à prova de Intrusos. Mas havia outro
caminho. Pelas conversas entre os guardas, ela sabia que existiam outros prédios na
instalação, acessíveis apenas por um Veículo Rover estacionado na Sala de Saída.

Para chegar ao portão mais rápido, ela rastejou por um dos Corredores Técnicos, tentando
não pensar no que aconteceria se encontrasse uma criatura em um espaço tão apertado.

Felizmente, o Rover estava lá, esperando. Começou a carregar qualquer suprimento que
pudesse em sua estrutura frágil quando um repentino estouro de tiros a fez saltar para trás de
uma cobertura. Um Sentinela mancando avançava em sua direção, atirando pelo corredor com
um rifle de assalto tão superaquecido que quase brilhava branco. Ela percebeu pelo menos
duas ou três silhuetas rápidas como relâmpagos se aproximando. O Sentinela conseguiu
alcançar o veículo e pular no assento do motorista, deixando manchas de sangue nos painéis
brancos. Por um instante, ela se sentiu tentada a sair das sombras e se juntar a ele.
Bastou um olhar para os profundos cortes nas costas e laterais do homem para fazê-la desistir.
Com tantos ferimentos, ele certamente estava contaminado. Ficar por perto era arriscado
demais.

As rodas giraram. O Rover partiu na direção de um Bunker que surgia no meio da tempestade
de areia marciana.

Para piorar, em vez de recuarem, as criaturas começaram a farejar ao redor. Sabiam que ela
estava próxima. Ela agarrou uma pesada Chave Inglesa, pronta para lutar até o fim.

Não!

Ela afastou a onda de desespero. Já tinha sobrevivido uma vez e sabia que poderia fazê-lo
novamente. Imediatamente, trouxe à mente o mapa mental de toda a seção superior. Com
alguns trajes de contenção espalhados ali, um rolo de fita adesiva e tanques extras de
oxigênio, poderia fabricar um Traje Ambiental que lhe permitiria deixar aquele lugar a pé.

Estava prestes a dar o primeiro passo quando um movimento súbito de ar atrás dela a alertou.
Virou-se. No canto escuro da sala, uma forma imensa desceu lentamente ao chão, sua cabeça
semelhante a de um morcego era quase três vezes maior que a dela.

Com um arrepio, percebeu que, na Nemesis, aquelas criaturas nunca haviam atingido sua
forma final — uma que agora podia ver diante de si.

Seria tão rápida quanto parecia?

Ela estava prestes a descobrir.

Você também pode gostar