Novo Regulamento
Novo Regulamento
CONSIDERANDO:
- Lei nº 3751, de 07 de janeiro de 2002, autoriza o poder executivo a criar o Colégio da Polícia Militar - CPM
- a necessidade de normatizar procedimentos administrativos entre os Colégios da Polícia Militar do Estado do Rio de
Janeiro;
- a padronização e atualização procedimentos pedagógicos nos Colégios da Polícia Militar do Estado do Rio de
Janeiro.
RESOLVE:
Art. 1º - Aprovar o Regimento Interno dos Colégios da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro;
Art. 2º - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogam-se as disposições em contrário.
ÍNDICE SISTEMÁTICO
TÍTULO I
DA CARACTERIZAÇÃO E DOS OBJETIVOS DO COLÉGIO DA POLÍCIA MILITAR
CAPÍTULO I
DA INSTITUIÇÃO MANTENEDORA
Art.1º - A instituição mantenedora será a própria Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, sediada na rua Evaristo da
Veiga, nº 78, Centro, município do Rio de Janeiro, CEP 20.031-040, CNPJ nº 42.498.725/0003-63.
CAPÍTULO II
DO ESTABELECIMENTO DE ENSINO
Art.2º - A instituição mantenedora, considerada na composição do sistema de ensino do Estado do Rio de Janeiro como
instituição de Educação Básica criada e mantida pelo Poder Público Estadual, em conformidade com a Lei Federal nº
9.394/96 (Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional), com o Art. 7º da Lei Estadual nº 4.528, de 26 de março de
2005 (Estabelece as diretrizes para a organização do sistema de ensino do Estado do Rio de Janeiro) e, em consonância
com a Lei nº 3.751, de 07 de janeiro de 2002 (Autoriza o Poder Executivo a criar o Colégio da Polícia Militar – CPM),
com o Decreto nº 38.731, de 09 de janeiro de 2006 e Lei 6.343 de 21 de novembro de 2012 manterá em funcionamento
as Unidades dos Colégios da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (CPMERJ).
Parágrafo Único – Neste Regimento Interno Escolar o termo “Colégio” designa os Estabelecimentos de Ensino (EE)
que ministram o ensino regular no nível básico nas modalidades do 2º segmento do Ensino Fundamental e médio, os
quais também serão considerados para efeitos administrativos da Corporação como Órgão de Apoio de Ensino e estarão
subordinados diretamente à Diretoria Geral de Ensino e Instrução da PMERJ.
Art.3º - Os Estabelecimentos de Ensino (EE) manterão seus cursos conforme disposições legais e normas educativas de
âmbito federal e estadual, reorganizando sua estrutura administrativa, física e didática, sempre que necessário, por
iniciativa do Comandante do Colégio, atendendo as normas vigentes.
CAPÍTULO III
DOS PRINCÍPIOS, DAS FINALIDADES E DOS FUNDAMENTOS
Art.4º - Os Colégios da Polícia Militar (CPM) são Órgãos de Apoio de Ensino (OAE), subordinados à Diretoria Geral de
Ensino e Instrução (DGEI), com a finalidade de promover a Educação Básica para os dependentes de policiais militares
do Estado do Rio de Janeiro, e não dependentes, em consonância com a Lei Federal nº 9.394/96 (Lei das Diretrizes e
Bases da Educação Nacional).
Parágrafo Único – As proporções de vagas oferecidas aos dependentes e não dependentes serão definidas através do
Edital de concurso, sendo a maioria das vagas destinadas aos dependentes de policiais militares.
Art.5º - Para cumprir sua finalidade, os CPM oferecerão o Ensino Fundamental II e Médio.
Art.6º - Os Colégios da Polícia Militar, além dos objetivos previstos na Lei Federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996
e demais legislações complementares, funcionam pautando-se nos princípios da legalidade, da impessoalidade, da
Art.7º - Além da finalidade prevista neste R.I., cabe aos CPM, por meio da sua ação educacional, prover ao corpo
discente o desenvolvimento integral, a formação para o exercício da cidadania e os meios para progredir nos estudos
posteriores e no exercício de sua atividade profissional.
CAPÍTULO IV
DO ENSINO
Art.9º - Os CPM manterão a Educação Básica conforme disposições legais e normas educativas de âmbito federal e
estadual, reorganizando sua estrutura administrativa e pedagógica, sempre que necessário, por iniciativa do Comandante
do CPM, atendendo às normas vigentes.
CAPÍTULO V
DOS OBJETIVOS DO ENSINO
Art.11 - O Ensino Fundamental Anos Finais, de caráter presencial e horário estabelecido conforme o currículo de cada
segmento terá por objetivo a formação básica de cidadão, mediante:
I – O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do
Art.12 - O Ensino Médio, de caráter presencial e horário estabelecido conforme o currículo de cada segmento, terá por
objetivo a formação básica de cidadão, mediante:
I - A consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental, possibilitando o
prosseguimento de estudos;
II - A preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de
se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;
III- O aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia
intelectual e do pensamento crítico; e
IV- A compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a
prática, no ensino de cada área de conhecimento (ou disciplina).
Art.13 - Manterá ainda, na forma prevista em Lei, colaboração com instituições congêneres, públicas ou particulares, a
fim de promover o intercâmbio cultural.
TÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA
CAPÍTULO I
DA CONSTITUIÇÃO
Art.14 - Os CPM são organizados com autonomia administrativa, constituindo-se em Órgão de Apoio de Ensino (OAE)
da Diretoria Geral de Ensino e Instrução (DGEI).
Art.15 - Os Colégios da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (CPMERJ) têm a seguinte estrutura organizacional:
I – Área Administrativa; e
II – Área Pedagógica.
II – Da Área Pedagógica:
a) A Divisão de Ensino compreenderá:
1-Chefe;
2- Direção Pedagógica;
3- Serviço de Orientação Educacional (SOE);
4- Atendimento Educacional Especializado (AEE)
Art.17 – Os cargos de direção, magistério e administração serão preenchidos, preferencialmente, pelos seguintes
integrantes dos Quadros da Polícia Militar.
I - O cargo de Comandante do Colégio da Polícia Militar será exercido por Coronel QOPM possuidor do Curso Superior
de Polícia Militar (CSPM), podendo ser ocupado, em caráter interino, por Tenente Coronel PM do QOPM, possuidor de
Curso Superior de Polícia Militar (CSPM).
Parágrafo Único-Sempre que possível o Comandante do CPM deverá possuir Curso de Técnica de Ensino ou
equivalente.
II - O Cargo de Subcomandante do CPM será exercido por Tenente-Coronel do QOPM, podendo, em caráter interino, ser
ocupado por um Major do QOPM preferencialmente possuidor do Curso Superior de Polícia Militar (CSPM).
Parágrafo Único-Sempre que possível o Subcomandante do CPM deverá possuir Curso de Técnica de Ensino ou
equivalente.
III - Sempre que for conveniente, mediante convênio com a Secretaria de Estado de Educação ou outros órgãos afins,
admitir-se-á o aproveitamento de professores civis estranhos à Corporação; cabendo ao Secretário de Estado da Polícia
Militar tomar as providências necessárias para a admissão de pessoal habilitado, em caso de vagas não preenchidas por
integrantes dos quadros da Polícia Militar, mediante proposta do Diretor Geral de Ensino e Instrução.
CAPÍTULO II
DAS ATRIBUIÇÕES
SEÇÃO I
DA ÁREA ADMINISTRATIVA
SUBSEÇÃO I
DA DIRETORIA GERAL DE ENSINO E INSTRUÇÃO
Art.18 – A Diretoria Geral de Ensino e Instrução (DGEI) é o órgão normativo e fiscalizador das atividades a serem
desenvolvidas nos CPMERJ, através da Subdiretoria Geral de Ensino e Instrução 7 (DGEI 7).
SUBSEÇÃO II
DO COMANDANTE DO COLÉGIO
SUBSEÇÃO III
DO SUBCOMANDANTE DO COLÉGIO
SUBSEÇÃO IV
DA SEÇÃO DE APOIO ADMINISTRATIVO
Art.21 – A Seção de Apoio Administrativo é composta pelas seguintes subseções: P/1, P/2, AJD, P/4 e Seção de
Comunicação Social, com suas respectivas subdivisões na forma prevista no RISG.
Parágrafo Único – os respectivos chefes de cada seção e subseção acima mencionadas terão competência prevista na
forma da legislação vigente na Corporação.
SUBSEÇÃO V
DOS CONSULTÓRIOS MÉDICO, ODONTOLÓGICO E PSICOLÓGICO
Art.22 – Aos consultórios Médico, Odontológico e Psicológico cabem o atendimento dos policiais militares e alunos
pertencentes ao Colégio da Polícia Militar (CPM) habilitados no FUSPOM e aos demais alunos no caso de enfermidades
ou acidentes durante o horário de expediente escolar.
Parágrafo Único – Manter-se-á, nos consultórios Médico, Odontológico e Psicológico um Oficial PM da respectiva
área, bem como um policial militar técnico em área específica, pertencente à QPMP própria na Corporação, a fim de
prestar o devido atendimento aos pacientes mencionados no caput do presente Artigo.
SUBSEÇÃO I
DO CHEFE DA DIVISÃO DE ENSINO
Art.24 –O Cargo de Chefe da Divisão de Ensino, prioritariamente, será exercido por Oficial PM, que poderá acumular as
funções de Diretor Pedagógico, desde que possua qualificação técnico-profissional para tal, na forma da legislação
pertinente.
Art.25 –Compete ao Chefe da Divisão de Ensino, além das atribuições constantes nos regulamentos vigentes, as
seguintes:
I - Fazer cumprir todas as diretrizes, normas e ordens contidas nos documentos básicos de ensino da DGEI,
particularmente àquelas explicitadas nas Normas de Conduta e Planejamento de Ensino e nas Normas Internas de
Avaliação Educacional;
II - ordenar, gerenciar e administrar todos os setores subordinados a esta Chefia;
III - orientar o Comandante na elaboração da Norma do Planejamento dos Colégios da Polícia do Estado do Rio de
Janeiro Militar;
IV - supervisionar e acompanhar a execução e o controle das atividades de ensino do Estabelecimento de Ensino (EE);
V - homologar os pareceres dos Conselhos, das Áreas Técnicas de Ensino e do Corpo de Alunos (SOD - Serviço de
Orientação Disciplinar), desde que atendam à legislação e às normas em vigor;
VI - propor, anualmente, o pessoal militar e civil para preenchimento do Quadro de Docentes;
VII - informar ao Comando do CPM o número provável de vagas para matrícula, no ano seguinte, a ser disponibilizado
por meio de concurso de admissão, respeitado o número máximo de alunos por turma e o de turmas de aula do EE para o
ano letivo seguinte;
VIII - submeter ao Comando do CPM que solicitará à aprovação da DGEI, as propostas para modificações neste
regimento, porventura necessárias;
IX - presidir as comissões de elaboração de propostas de atualização dos documentos de ensino;
X - elaborar, por intermédio das seções da divisão de ensino, os relatórios concernentes ao ensino;
XI - estabelecer normas que regulem a troca de informações entre as diversas seções do CPM, particularmente entre as
áreas técnico-pedagógicas de interesse no acompanhamento da avaliação da condução do ensino e do rendimento da
aprendizagem;
XII - decidir quanto às medidas administrativo-pedagógicas a serem adotadas para a organização e funcionamento do
estabelecimento;
XIII - criar ou adotar critérios de planejamento e seleção de docentes para participação em cursos, estágios e atividades
de atualização profissional e aperfeiçoamento;
XIV - adotar medidas sobre outros assuntos, sempre que solicitado pelo Comandante do CPM;
XV - confeccionar as Ordens de Serviço e de Policiamento das atividades previstas nos CPM;
XVI - realizar instruções para o efetivo e corpo docente, bem como as demais atribuições pertinentes à P/3 de uma
unidade operacional;
XVII - confeccionar comunicados aos responsáveis dos alunos contendo as programações ordinárias e extraordinárias do
Colégio, assim como registrá-las devidamente; e
XVIII – informar ao Comandante a necessidade de encaminhar relatório pedagógico ao Conselho Tutelar sobre
quantitativo excessivo de faltas de alunos, bem como quaisquer informações que se fizerem necessárias àquele Órgão.
SUBSEÇÃO II
DA DIREÇÃO PEDAGÓGICA
Art.26 -O diretor pedagógico, cargo exercido por Oficial PM integrante da Corporação devidamente habilitado, é
responsável pelo planejamento, coordenação, acompanhamento e avaliação das atividades operacionais do ensino.
Parágrafo único – O diretor pedagógico do CPM deverá possuir curso de licenciatura em pedagogia ou pós-graduação em
Administração Escolar.
I - Fazer cumprir a Norma do Planejamento dos Colégios da Polícia do Estado do Rio de Janeiro Militar;
SUBSEÇÃO III
DO SERVIÇO DE ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
Art.28 - Ao Serviço de Orientação Educacional, constituído por integrante da Corporação com formação em curso de
licenciatura em pedagogia ou pós-graduação em orientação educacional ou pós-graduação em educação especial,
compete:
I -Acompanhar o aluno no processo-aprendizagem, visando ao seu relacionamento com a realidade social;
II - conduzir o processo de sondagem de habilidades e interesses;
III - provocar no aluno uma tomada de consciência das suas possibilidades e limites, favorecendo sua autoestima,
elemento imprescindível ao processo de ensino-aprendizagem;
IV- participar do processo de avaliação e recuperação dos alunos;
V -favorecer o processo de integração Colégio-família-comunidade;
VI -atender às famílias de alunos que apresentem problemas pedagógicos sempre que se fizer necessário;
VII - atender aos especialistas que acompanham os alunos;
VIII - participar do Conselho de Classe;
IX – participar de reunião de pais;
X – acompanhar o processo pedagógico em sala de aula;
XI – acompanhar o desenvolvimento dos grupos;
XII – mobilizar o Colégio, a família e o aluno para a investigação coletiva da realidade na qual todos estão inseridos;
SUBSEÇÃO IV
SUPERVISÃO PEDAGÓGICA
Art.29 - Ao Serviço de Supervisão Pedagógica, constituído por integrante da Corporação com formação em curso de
licenciatura em pedagogia ou pós-graduação em supervisão pedagógica ou pós-graduação em gestão escolar; compete:
I – Assessorar a Direção Pedagógica na elaboração de planejamento, execução e avaliação do projeto pedagógico do
Colégio;
II – supervisionar as atividades de ensino aprendizagem, com o apoio dos demais setores da Divisão de Ensino;
III – propor e orientar o trabalho dos docentes, realizando reuniões pedagógicas periódicas, dentre outros;
IV – apoiar o Chefe da Divisão de Ensino na elaboração do Planejamento Geral de Ensino;
V – controlar a execução do Planejamento das disciplinas, das avaliações, com participação dos demais setores da
Divisão de Ensino;
VI – zelar pela manutenção do sigilo nos assuntos referentes às avaliações;
VII – emitir parecer técnico quanto às propostas de avaliação;
VIII - incentivar a atualização pedagógica;
IX - propor ao Chefe da Divisão de Ensino capacitação pedagógica para os profissionais atuantes na área, pelo menos
uma vez ao ano, ou em qualquer tempo, quando achar conveniente e necessário ao aperfeiçoamento profissional da
equipe pedagógica;
X - planejar programas de capacitação continuada para os componentes da equipe pedagógica;
XI – revisar o conteúdo e a formatação das provas e testes que serão aplicados em cada período, objetivando verificar se
estes estão de acordo com conteúdo ministrado pelo docente, bem como se o número de questões e elaboração destas
atendem ao padrão do EE;
XII – atuar, como consultor, junto aos professores, no sentido de:
a. assisti-los na compreensão do aluno como indivíduo, com valores e necessidades pessoais diferentes;
b. auxiliar o professor na identificação das dificuldades de aprendizagem dos seus alunos e suas causas, assim
como orientá-los na escolha de medidas a serem desenvolvidas; e
c. orientá-los, quanto à linha de atuação e tomadas de posição junto ao aluno.
SUBSEÇÃO V
DA COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
Art.30 – São atribuições do Coordenador Pedagógico, cujo cargo é exclusivo de integrante da Corporação devidamente
habilitado e qualificado:
I – Elaborar propostas de atualização do Plano Geral de Ensino, currículos, Planos de Áreas de Estudo e demais
documentos básicos do ensino;
II – realizar pesquisas e produzir quadros estatísticos sobre o rendimento da aprendizagem;
III – desenvolver estudos que proporcionem ao Chefe da Divisão de Ensino, ao conselho de classe e aos integrantes da
Divisão de Ensino subsídios para a adoção de medidas que visem a aperfeiçoar a condução do ensino e a melhoria do
rendimento da aprendizagem;
IV – planejar, programar e coordenar a aplicação de avaliações educacionais (testes e provas formais), emitindo parecer
técnico sobre resultados indesejáveis, logo após a correção pelos docentes, assessorando preventivamente a Direção
Pedagógica;
V – ligar-se à Secretaria Escolar, no intuito de participar do acompanhamento do rendimento do discente, colhendo
subsídios, com a finalidade de atualizar o PGE/EE para o ano seguinte;
VI – manter atualizada a legislação e a documentação básica de ensino de todas as disciplinas e atividades educacionais
previstas na grade curricular do ano de escolaridade;
VII – planejar, programar e controlar os programas de recuperação da aprendizagem do discente;
VIII – coordenar os programas e projetos de capacitação do efetivo pedagógico;
IX – coordenar o processo de avaliação periódica de desempenho do corpo docente e efetivo pedagógico;
X – implementar, por meio de projetos elaborados pela direção pedagógica, alternativas pedagógicas para a melhoria do
rendimento escolar (processo ensino-aprendizagem);
XI – acompanhar e registrar, estatisticamente, o desempenho do professor e de suas turmas contribuindo para minorar as
dificuldades detectadas, em consonância com o Serviço de Orientação Educacional (SOE);
XII – planejar, organizar e coordenar todos os eventos pedagógicos do Colégio, bem como as visitas pedagógicas dos
alunos;
XIII – organizar, disponibilizar meios e coordenar os recursos necessários para o bom desempenho de aulas, reuniões,
conselhos de classe e eventos da área pedagógica do EE;
XIV – promover, organizar, planejar e coordenar reuniões com os coordenadores de áreas a fim de proporcionar uma
construção coletiva de ideias e planejamentos para garantir a educação de qualidade aos educandos;
XV – organizar, planejar e coordenar a execução de projetos pedagógicos e dos diversos murais do EE;
XVI – orientar, coordenar e incentivar o trabalho dos coordenadores de áreas no tocante aos eventos educacionais que o
EE participe, como por exemplo, as Olimpíadas Estudantis Estaduais e Federais bem como apresentar os resultados
obtidos pelos alunos para que seja amplamente divulgados entre a comunidade escolar;
XVII – confeccionar os comunicados da área pedagógica aos responsáveis, bem como encaminha-los à Secretaria
Escolar;
XVIII – elaborar o Quadro de Trabalho Semanal (QTS) da área pedagógica, bem como, apurar a entrega dos planos de
aula semanal dos professores;
XIX – montar o caderno de questões do simulado aplicado periodicamente aos alunos do EE, bem como criar uma equipe
de professores para correções, caso necessário solicitar o auxílio dos coordenadores de área.
SUBSEÇÃO VI
DA SEÇÃO DE ORIENTAÇÃO PSICOLÓGICA
Art.31 – As atividades da Seção de Psicologia serão coordenadas por Oficial PM Psicólogo, atuando nos níveis clínico e
institucional – seguindo as regulamentações da Classificação Brasileira de Ocupação (CBO) do Ministério do Trabalho,
baseadas na normatização de 17/10/1992 do Conselho Federal de Psicologia – com fim de colaborar com a dinâmica do
processo de ensino e aprendizagem referindo-se sempre as dimensões políticas, econômica, social e cultural.
SUBSEÇÃO VII
DA SECRETARIA ESCOLAR
Art.33 – A Secretaria Escolar é o setor responsável direto pelas ações que darão suporte ao desenvolvimento do processo
escolar e da regularização, autenticidade e histórico da vida escolar. Este setor deverá ser gerenciado por integrante da
Corporação cuja formação deverá estar de acordo com a Legislação em vigor, para o exercício da função de Secretário
Escolar. Constitui-se num organismo de apoio importante para a tomada de decisão pela direção do Colégio. Armazena
informações de toda a vida do Colégio e de seus fins, pois é o organismo responsável por toda a sua escrituração.
Registra a vida escolar do aluno, a vida funcional do professor e demais agentes. Sua importância está na dimensão
temporal, tanto presente como futura, pois guarda a história da vida do Colégio e das pessoas que por ele passaram.
I- A escrituração escolar, a cargo da Secretaria, é o registro sistemático dos fatos relativos à vida escolar do aluno, a vida
funcional dos professores e do Colégio, sendo considerados fatos escolares aqueles que são objetos de registro da
escrituração escolar, como os discriminados abaixo:
§ 1º - A admissão do aluno no estabelecimento de ensino;
§ 2º - A matrícula da qual constarão: nome, filiação, data e local de nascimento do aluno; nome, nacionalidade e
profissão do responsável legal e/ou pedagógico, ano de escolaridade e grau de ensino em que o aluno está sendo
matriculado, dentre outros;
§ 3º - Todos os resultados do processo de apuração do rendimento escolar;
§ 4º - Aprovação e reprovação;
§ 5º - A frequência às práticas educativas e às aulas propriamente ditas; e
§ 6º - A execução dos programas.
II - A documentação escolar, a cargo da Secretaria, compõe-se de:
§ 1º - Documentos de assentamentos coletivos:
a) Registro de matrícula, ou outra forma adequada de assentamento para registro de matrícula.
b) Registro de Ata de Processos Especiais de Avaliação de Adaptação e de Regularização de Vida Escolar, ou outra
forma adequada de assentamento para todos os atos dessa natureza.
Resolução - NI 6119 (78534128) SEI SEI-350128/001241/2023 / pg. 12
c ) Registro de Atas de Resultados Finais, ou outra forma adequada de assentamento relativo a resultados de
aproveitamento final e a promoção de alunos.
d) Registro de Ata de Incineração de Documentos, ou outra forma adequada de assentamento, onde serão lavrados,
discriminadamente, os documentos a serem incinerados.
e) Registro de Certificados e Diplomas, onde serão registrados os diplomas ou certificados expedidos de acordo com
a Resolução nº 1.553, de 16/07/90 – DOERJ 18/07/90.
III - Diário de Classe que é o documento escolar que estabelece a relação aluno-secretaria e não deve conter emendas e
rasuras. O preenchimento deste documento é de responsabilidade exclusiva do professor regente. O diário de classe
deverá ser acautelado diariamente pelo professor, que se responsabilizará por sua entrega, no final do dia, junto à
secretaria escolar que será o local responsável pela guarda e acautelamento deste documento.
§ 1º-Documentos de assentamentos individuais:
a) Pasta do aluno.
b) Requerimento de matrículas.
c) Ficha individual do aluno.
d ) Outros documentos: impressos em papel timbrado, para: certificados de conclusão do Ensino Fundamental que
indiquem o nome do aluno, filiação, naturalidade, ano de conclusão do ensino; certificado ou diploma de
conclusão de curso de Ensino Médio e/ou profissional, conforme modelo determinado pela Resolução nº 1.553,
de 16/07/90 – D. O. 18/07/90; certidões, declarações, atestados e correspondência; requerimento para solicitações
diversas.
§ 2º - A Secretaria compõe-se da seguinte estrutura organizacional:
a) Protocolo;
b) Arquivo Ativo dos alunos;
c) Arquivo Inativo dos alunos;
d) Arquivo da vida funcional dos professores e membros da equipe pedagógica pertencentes ao Colégio.
b) Ações específicas:
1- Manter sob sua guarda e responsabilidade os arquivos ativos e inativos e todo o material da Secretaria;
2- Providenciar, junto ao diretor e ao responsável pelo almoxarifado, o material de uso da Secretaria;
3- Participar das reuniões técnicas e administrativas, inclusive do Conselho de Classe;
4- Manter sigilo sobre assuntos pertinentes ao serviço;
5- Elaborar o relatório anual;
6- Organizar o calendário escolar, submetê-lo ao diretor pedagógico e divulgá-lo;
7- Promover a incineração de documentos, de acordo com a legislação vigente;
8- Manter atualizados os dados estatísticos;
9 - Receber o inspetor escolar, designado ou autorizado pela DGEI, atendendo as suas solicitações, dentro dos
prazos estabelecidos;
10- Organizar e manter ou fazer manter atualizada a escrituração de registros, fichas e documentos relativos à vida
da instituição, dos professores e dos alunos;
11- Subscrever todas as Atas;
12- Rubricar todas as páginas dos livros de registro legal da Secretaria;
13- Assinar, juntamente com o diretor pedagógico, os documentos de vida escolar;
14- Manter os alunos constantemente informados sobre os resultados das avaliações e o número de faltas por
período;
15- Manter os professores constantemente informados sobre a movimentação dos alunos na instituição;
16- Conhecer a legislação vigente;
17- Manter atualizada e ordenada toda a legislação de ensino;
1 8 - Cumprir e fazer cumprir o Regimento Interno Escolar, divulgando a parte que lhe compete junto aos
professores, funcionários, alunos e responsáveis;
19- Participar da elaboração do plano global do Colégio;
20- Elaborar, com seus auxiliares, o planejamento do serviço;e
21- Organizar e dirigir o serviço, coordenando o trabalho de seus auxiliares.
§ 7º - Aos Auxiliares de Secretaria, cujo cargo é exclusivo de integrante da Corporação devidamente habilitado(s) e
qualificado(s) e que compete:
a) Tarefas diárias:
1- Atender os alunos, professores e outras pessoas;
2- Verificar e atender no prazo legal as transferências, declarações, informações, dados estatísticos;
3- Atualizar os diários de classe;
4- Arrumar as pastas individuais, por turma, quando for o caso;
b) Tarefa mensal:
Avaliar e reavaliar o andamento de suas tarefas.
c) Tarefas por período:
1- Preparar Atas dos Conselhos de Classe;
2- Recolher e arquivar os canhotos dos diários de classe;
3- Digitar notas e faltas, quando for o caso;
4- Divulgar resultados das avaliações dos alunos (Boletim);
5- Transcrever notas e faltas para fichas individuais, quando for o caso; e
6-Participar do Conselho de Classe.
d) Tarefas finais:
1- Encerrar as fichas individuais;
2- Receber matrículas;
3- Preencher ou completar documentação escolar – Históricos escolares, fichas individuais;
4- Listar as turmas do novo período letivo;
5- Transferir documentação do arquivo ativo para o arquivo inativo;
6- Preparar os certificados, diplomas e/ou históricos;
7- Avaliar o trabalho executado pela Secretaria;
8-Replanejar (se for necessário);
9-Elaborar atas (adaptação/equivalência/dependência/regularização vida escolar);
10-Elaborar listagens para publicação em Diário Oficial do Estado (DOERJ);
11- Registrar diplomas e/ou certificados em livro próprio.
§ 10º – Entende-se como arquivo escolar, de acordo com a Deliberação CEE nº 238, de 04 de maio de 1999, o conjunto,
rigorosamente organizado, de documentos e informações que comprovam, inequivocamente, a identidade e os fatos
relativos à escolaridade de cada aluno e do conjunto da instituição escolar e evidenciam, ao mesmo tempo, os aspectos
de organização e ação da escola referente ao processo de educação e ensino vivenciados pelos alunos, ao longo de todo o
período de funcionamento da instituição.
SUBSEÇÃO VIII
DA SEÇÃO TÉCNICA DE ENSINO
Art.37 -Compete ao laboratório de Informática inserir o aluno no mundo moderno, através da tecnologia, bem como
manter a interdisciplinaridade com as demais áreas de conhecimento.
Parágrafo Único – Ao profissional responsável pelo laboratório de informática cabe o auxílio técnico ao professor
regente quando solicitado a buscar sites, dentre outros, informar ao Chefe da Divisão de Ensino sobre necessidades de
aquisição de novos equipamentos e manutenção dos já existentes (que estiverem além da sua esfera de conhecimento),
bem como a manutenção básica e preservação das máquinas sob sua responsabilidade.
Art.38 – Compete ao laboratório de Ciências Exatas e Tecnológicas fazer a relação teoria e prática, bem como realizar
experimentos orientados pelos docentes das áreas de conhecimento específico.
Parágrafo Único – Os docentes ou profissionais da área educacional do CPM que fizerem uso do laboratório de
Ciências Exatas e Tecnológicas para ministrarem suas práticas pedagógicas terão responsabilidades sobre a preservação
deste, durante o período que lá permanecerem com seus alunos.
Art.39 – Compete ao laboratório de Ciências Humanas fazer a relação teoria e prática, bem como realizar experimentos
orientados pelos docentes das áreas de conhecimento específico.
Parágrafo Único – Os docentes ou profissionais da área educacional do CPM que fizerem uso do laboratório de
Ciências Humanas para ministrarem suas práticas pedagógicas terão responsabilidades sobre a preservação deste, durante
o período que lá permanecerem com seus alunos.
Art.40 – Compete ao laboratório de Química, Física e Biologia fazer a relação teoria e prática, bem como realizar
experimentos orientados pelos docentes das áreas de conhecimento específico.
Parágrafo Único – Os docentes ou profissionais da área educacional do CPM que fizerem uso do laboratório de
Química, Física e Biologia para ministrarem suas práticas pedagógicas terão responsabilidades sobre a preservação deste,
durante o período que lá permanecerem com seus alunos.
SUBSEÇÃO IX
DO CORPO DE ALUNOS
Art.45 – O cargo de Comandante do Corpo de Alunos é privativo de Oficial PM, cabendo-lhe as atribuições previstas no
Regimento Interno e dos Serviços Gerais (RISG), no Regulamento Disciplinar do Aluno (RDA), outros regulamentos,
normas em vigor na Corporação e no CPM.
Art.46 - Além daquelas previstas no RISG e demais regulamentos e normas, o Corpo de Alunos, através do Serviço de
Orientação Disciplinar, tem as seguintes atribuições:
I – Planejar, organizar e coordenar o apoio as atividades de ensino;
II – executar a administração, o controle e a manutenção da disciplina do corpo de alunos;
III – coordenar e acompanhar a execução da Instrução Cívica e Militar do C.A., prevista na grade curricular;
IV – orientar permanentemente as ações dos chefes de turma, no que diz respeito ao trato e ao enquadramento do corpo
discente, em cumprimento às normas disciplinares anexas a este RE, respeitando o Estatuto da Criança e do Adolescente
e o direito de ampla defesa e do contraditório;
V – instruir e orientar os alunos do Colégio, buscando o aprimoramento necessário a sua formação e aperfeiçoamento;
VI – expedir ordens, instruções e normas sobre a execução dos serviços afetos ao Corpo de Alunos, de acordo com a
autoridade que lhe compete e a que lhe for delegada pelo Comandante do Colégio;
VII – apoiar a Direção, o Serviço de Orientação Educacional, Supervisão Pedagógica e a Coordenação Pedagógica na
avaliação do rendimento do ensino e da aprendizagem, por meio de observações diretas e indiretas dos professores e
alunos;
VIII – representar, quando necessário, o escalão superior nas reuniões em que haja comparecimento dos alunos;
IX – desempenhar as atividades pertinentes à orientação, disciplina e formação moral;
X – procurar inteirar-se das aulas, ordens e normas expedidas pelo Comandante do Colégio;
XI – estar em condições de prestar qualquer tipo de informação ao Comandante do Colégio sobre fatos ligados a
disciplina dos alunos;
XII – registrar, em livro próprio, as ocorrências de indisciplina;
XIII – propor ao Comandante do CPM a submissão do aluno, que por ventura, tenha ocorrido em ato de transgressão
grave, ao Conselho de Conduta Escolar;
XIII – propor ao Comandante do CPM a submissão do aluno, que por ventura, tenha ocorrido em ato de transgressão
gravíssima ou ingressado no comportamento mau, ao Conselho de Conduta Escolar;
XIV – participar e instruir o Conselho de Conduta Escolar;
XV – zelar pela ordem e disciplina no Estabelecimento de Ensino, fazendo cumprir o regime disciplinar vigente;
XVI - participar das soluções de problemas disciplinares envolvendo alunos, propondo medidas à autoridade
competente; e
XVII – comunicar ao SOE a relação de alunos atrasados na semana.
Art.49 – Ao Chefe da Banda de Música e do Coral cabe a manutenção e preservação dos instrumentos musicais
adquiridos pelo CPM, a informação ao Chefe da Divisão de Ensino sobre as necessidades do setor, liderar os alunos da
Banda e do Coral em eventos e executar outras tarefas correlatas a critério do Comandante do Corpo de Alunos.
Parágrafo Único: O Chefe da Banda de Música e do Coral poderá dar parecer favorável aos alunos habilitados para fim
de promoções nas funções: Regente de Música, Mestre de Música e Músicos, junto ao Corpo de Alunos.
SUBSEÇÃO X
DO CORPO DOCENTE
Art.50 – O Corpo Docente é formado pelos professores e pelos especialistas em atividade de ensino no Colégio.
Parágrafo Único: Em caráter excepcional, poderá fazer parte do Corpo Docente, funcionário civil, devidamente
habilitado, avaliado e aprovado pela banca examinadora do CPM, composta de um Pedagogo, dois professores de
disciplina, todos indicados pelo Chefe da Divisão de Ensino e autorizado pelo Comandante do CPM.
Art.51 – Além dos assegurados pela legislação específica, os professores e especialistas têm os seguintes direitos:
I – Dispor e usufruir, dentro do que o Colégio propicia, de material didático adequado ao cumprimento do conteúdo
curricular;
II – participar ativamente do processo educativo, conforme planejamento e de outras atividades pertinentes;
III – opinar sobre a seleção de livros e outros recursos didáticos;
IV – ministrar e conduzir as atividades docentes de acordo com as orientações e normatizações do Colégio;
V – propor atividades extraclasses, em complementação às atividades curriculares.
Art.52 – É dever de todos os membros do corpo docente inserir-se totalmente no processo de ensino-aprendizagem por
meio de:
I – Manutenção e atualização das técnicas pedagógicas e do conteúdo de sua especialidade;
II – comparecimento pontual às aulas e atividades;
III – participação em seminários, encontros culturais, cursos de aperfeiçoamento, reuniões de professores, Conselho de
Classe, Reunião de Pais e datas festivas, quando convocados e/ou convidados pela direção pedagógica;
IV – lançamento em diário de classe dos conteúdos ou atividades ministradas, da frequência dos alunos e das notas
atribuídas, bem como a devolução deste, diariamente, junto à secretaria escolar;
V – fornecimento à Secretaria Escolar, dentro do prazo determinado, dos resultados das avaliações periódicas;
VI – acompanhamento e correção esmerada dos trabalhos escolares, orientando os alunos na recuperação de estudos;
Art.53 - A frequência e atraso dos professores serão controlados pela Divisão de Ensino, que deverá suprir eventuais
faltas, providenciando a imediata substituição do docente, sem prejuízo das medidas disciplinares que o caso exigir.
§ 1º Não sendo possível ministrar a aula programada, a Coordenação Pedagógica comunicará ao Chefe da Divisão de
Ensino, que deliberará sobre as medidas a serem tomadas.
§ 2º Ocorrendo o descrito no parágrafo anterior, a Divisão de Ensino planejará a reposição da aula não ministrada.
SUBSEÇÃO XI
DOS DEMAIS SERVIÇOS TÉCNICO-PEDAGÓGICOS
Art.54 – A organização e funcionamento dos laboratórios e das salas de técnica ou das salas especiais são de
responsabilidade dos coordenadores de área e do professor da disciplina correspondente, com as seguintes atribuições:
I – Adequar a utilização dos recursos de ensino ao desenvolvimento das propostas curriculares;
II – propor a aquisição de materiais e equipamentos identificados como necessários;
III – controlar a utilização dos recursos de ensino;
IV – zelar pela manutenção dos equipamentos e instrumentos.
Parágrafo Único – O Comandante do Colégio, mediante indicação do Diretor Pedagógico, poderá designar técnico para
preparar antecipadamente esses ambientes para as aulas e demonstrações práticas, de acordo com o plano de utilização.
SUBSEÇÃO XII
DOS DIVERSOS FUNCIONÁRIOS CIVIS DO COLÉGIO
Art.56 – O horário de trabalho dos funcionários do Colégio, observadas a legislação em vigor e as normas baixadas pelo
Comando do CPM, será fixado de acordo com as necessidades do ensino, atendidas as peculiaridades do Colégio e a
conveniência da administração, em conformidade com as disposições legais.
SUBSEÇÃO XIII
DO CORPO DISCENTE
DA CONSTITUIÇÃO E DO JURAMENTO
Art.57 - O corpo discente é constituído pelos alunos matriculados no CPM, segundo o efetivo determinado pelo
Art.58- A solenidade de início do ano letivo engloba a cerimônia da incorporação dos alunos recém-matriculados no
Colégio da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Sob juramento solene, perante o estandarte do CPM, o novo
aluno será integrado ao CA:
“Incorporando-me ao Colégio da Polícia Militar e perante seu nobre estandarte, assumo o compromisso de
cumprir com honestidade meus deveres de estudante, de ser bom filho e leal companheiro, de respeitar os
superiores, de ser disciplinado e de cultivar as virtudes morais, para tornar-me digno herdeiro de suas gloriosas
tradições e honrado cidadão de bem diante a Sociedade.”
SUBSEÇÃO XIV
DA HIERARQUIA ESCOLAR, DAS PROMOÇÕES E HONRARIAS DO CORPO DISCENTE
Art.59- A graduação do aluno nos diversos graus da hierarquia escolar constitui recompensa pela aplicação aos estudos e
pelo exemplar comportamento escolar, tornando-se estímulo à formação integral do aluno e à escolha pela carreira
militar, caso seja de seu interesse.
§ 1º Os graus da hierarquia escolar definem-se entre o posto de coronel-aluno e a graduação de cabo-aluno, de acordo
com o prescrito no Anexo II – Organização do Corpo Discente
§ 2º Para efeito de hierarquia, os alunos dos anos escolares de maior nível escolar têm a precedência, onde prevalecerá a
precedência de postos e graduações, conforme Anexo II deste RI.
Art.60 - As promoções constituem atribuição do Cmt CPM, por indicação do Cmt CA, e serão publicadas no boletim
interno do colégio:
I - o efetivo a ser promovido será equivalente a 10% (dez por cento) do efetivo de alunos existente no CPM;
II - as promoções serão efetivadas até a 4ª semana do ano letivo subsequente ou em solenidade do Colégio da Polícia
Militar e terão validade até a solenidade de promoção do ano seguinte; e
III – os postos / graduações obtidos pelos alunos terão duração de um ano letivo, havendo nova promoção escolar no
início de cada ano letivo.
§ 1º Só concorrerão às promoções os alunos que, no ano letivo considerado, não tenham atingido o limite de pontos
perdidos por falta às atividades escolares, tenham obtido a Média Anual (MA) igual ou maior que 7,0 (sete) e que
estejam classificados no comportamento “excepcional” ou “ótimo”:
I - a promoção no 6º ano do Ensino Fundamental será referida na nota final do concurso de admissão, sendo promovido o
aluno que tiver obtido o primeiro lugar;
II - para os outros anos, a nota para a promoção (NP) será calculada, com aproximação até centésimo, da seguinte forma:
a.Média Anual (MA), com peso 6 (seis);
b.Nota de comportamento (NC), com peso 2 (dois); e
c.nota de conceito do Cmt CA (NCCA), com peso 2 (dois).
III - a classificação para as promoções será apreciada dentro de cada ano escolar, independente do sexo do aluno;
IV - em caso de empate, serão utilizados critérios de desempenho, na sequência abaixo:
a.maior Média Anual;
b.maior nota de comportamento;
c.maior posto ou graduação anterior; e
d.maior idade.
§ 2º Os alunos transferidos de Colégios das Polícias Militares de outros Estados, e por eles já graduados, conservam os
postos ou graduações de que estiverem investidos, até o final do ano letivo vigente, com exceção do Cel e do TenCel
Art.61- Os alunos investidos em graus da hierarquia escolar perderão essa honraria, quando:
I - por faltas disciplinares, ingressarem no comportamento “BOM”; e
II – por reincidência de falta disciplinar grave, a critério do comandante do Colégio, sejam julgados incompatíveis com a
condição de aluno graduado.
Parágrafo Único. A perda da honraria, nas condições do inciso II acima, será considerada como critério de desempate,
no caso de nova promoção do aluno.
Art.62- Os postos e graduações dos alunos distribuem-se pelos anos escolares dos ensinos fundamental e médio,
conforme estabelecido no Anexo II ao presente regimento.
Art.63- Os alunos graduados estão submetidos a deveres específicos e gozam de deveres e direitos peculiares.
§ 1º São seus deveres, além daqueles inerentes ao aluno do CPM:
I - Cooperar na instrução cívica e militar e na educação física, quando necessário;
II - auxiliar o comando, particularmente pelo exemplo, na manutenção do asseio e da conservação das instalações do
CPM; e
III - primar por irrepreensível conduta disciplinar e prática de virtudes que o tornem exemplo para os demais alunos.
§ 2º São seus direitos, além dos preconizados em leis, regulamentos e neste regimento interno:
I - uso de insígnias correspondentes ao seu posto ou à sua graduação;
II - precedência, nos termos do § 2º do Art.. 60 deste RI, sobre os demais alunos, nas formaturas, representações e
solenidades; e
III - ajudar, desde que voluntário e com o consentimento do seu responsável legal e/ou pedagógico, como monitor em
todas as disciplinas para as quais for convocado, desde que tenha média superior a 8,0 (oito vírgula zero) na disciplina
considerada.
Art.64- As promoções na banda de música de alunos são da atribuição do comandante do CPM, por indicação do Cmt
C.A., ouvido o chefe da banda de música.
§ 1º A prática da promoção visa a estimular a dedicação à Arte musical, componente da
educação integral do aluno-cidadão, objetivo permanente dos CPM.
§ 2º Os candidatos à promoção deverão preencher as seguintes exigências:
I - estar matriculado, no CPM, há mais de 01 (um) ano;
II - revelar conhecimento musical compatível;
III - ser assíduo e dedicado à banda de música;
IV - ter a média anual igual ou maior a 6,5 (seis vírgula cinco);
V - estar classificado no comportamento “BOM”;
VI - ter boa apresentação pessoal; e
VII - ter conceito favorável do Cmt C.A., ouvido o chefe da banda de música.
Observações:
a) Aluno com o maior grau nas avaliações musicais teóricas e práticas, entre os alunos do 3º ano
do Ensino Médio, em função do tempo de banda de música, da dedicação e assiduidade nos
treinamentos;
b) considerados, sob os mesmos aspectos, para a promoção a Mestre e a Regente;
c) considerados os alunos que aprenderam a ler partitura e conduzir o naipe de instrumentos do
qual faz parte;
d) apresentar, além da aptidão musical, a capacidade de repassar o que aprendeu.
Art.66 - As Hierarquias, promoções, classificação das medidas disciplinares, recompensas, faltas disciplinares, uniforme
de apresentação pessoal, as normas disciplinares em geral serão regulamentadas pelo Comandante do CPM, por meio de
Boletim Interno, de acordo com os critérios estabelecidos no Regulamento Disciplinar do aluno (RDA).
§1º - Ao final de cada trimestre um aluno, de cada série, será escolhido pelo Conselho de Classe, por critério intelectual
ou de superação das dificuldades encontradas e que estiver classificado no comportamento, no mínimo ÓTIMO, receberá
a Honraria de Legião de Honra.
§2º - Ao aluno que ao final de cada ano, obtiver a maior média final e estiver classificado no comportamento, no mínimo
ÓTIMO, dentre todos os alunos do Ensino Fundamental Anos Finais receberá uma Honraria.
§3º - Ao aluno que ao final de cada ano, obtiver a maior média final e estiver classificado no comportamento, no mínimo
ÓTIMO, dentre todos os alunos do Ensino Médio receberá uma Honraria.
SUBSEÇÃO XV
DOS DIREITOS E DEVERES DO ALUNO
Art.67 – Constituem direitos do aluno, além dos assegurados pela Constituição Federal, Estadual e Estatuto da Criança e
do Adolescente:
I – Ter asseguradas as condições necessárias ao desenvolvimento de sua potencialidade na perspectiva social e
individual;
II – ser informado dos critérios de avaliação utilizados;
III – ter acesso permanente aos trabalhos e provas devidamente corrigidos e avaliados pelos professores;
IV – ser informado da proposta educacional do Colégio;
V – recorrer, no âmbito do Colégio, por meio do pai ou responsável legal e/ou pedagógico, quando menor de 18 anos,
dos resultados das avaliações de seu desempenho, no prazo de 05 (cinco) 02 (DOIS) dias úteis após o conhecimento
deste;
VI - recorrer, no âmbito do Colégio, quando com 18 anos ou mais, dos resultados das avaliações de seu desempenho, no
prazo de 02 (DOIS) dias úteis após o conhecimento deste;
VII – recorrer das medidas pedagógicas disciplinares aplicadas, no prazo de 02 (DOIS) dias úteis, após o conhecimento
desta;
VIII – ter acesso, sempre que assim o desejar, ao Plano de Curso, a fim de acompanhar o desenvolvimento do programa
proposto;
IX – a partir do oitavo mês de gestação e durante três meses a estudante em estado de gravidez ficará assistida pelo
regime de exercícios domiciliares, instituído pelo Decreto-Lei nº 1.044, de 21 de outubro de 1969, devendo o início e o
fim do período de afastamento serem determinados por atestado médico a ser apresentado à Secretaria Escolar do
Colégio; sendo que, em casos excepcionais, devidamente comprovados mediante atestado médico, poderá ser aumentado
TÍTULO III
DA INCLUSÃO E DA EXCLUSÃO DE ALUNOS
CAPÍTULO I
DO PROCESSO SELETIVO E DA MATRÍCULA
Art.70-O número de vagas para ingresso no CPM será fixado, anualmente, pelo Secretário de Estado da Polícia Militar,
mediante proposta do Comandante do CPM aprovada pelo DGEI.
Parágrafo Único - O candidato ao concurso deve preencher os requisitos constantes na sd PMERJ nº 0347, de 12 de
maio de 2010.
Art.71 – Os candidatos à matrícula no CPM estão sujeitos a processo de verificação da adaptabilidade, da competência,
da faixa etária e da revisão médica.
§ 1º - A matrícula ou sua renovação pode ser vedada ao aluno, segundo as normas emanadas do Comandante do Colégio,
ouvidos os serviços competentes, em função de pendências documentais, adaptabilidade, faixa etária e disciplina;
§ 2º - Serão considerados como limites de idade para fins da matrícula nos anos letivos do Ensino Fundamental:
a) 6º ano: ter menos de treze anos em 1º de janeiro ou completar dez anos até 31 de dezembro;
b) 7º ano: ter menos de quatorze anos em 1º de janeiro ou completar onze anos até 31 de dezembro;
c) 8º ano: ter menos de quinze anos em 1º de janeiro ou completar doze anos até 31 de dezembro; e
d) 9º ano: ter menos de dezesseis anos em 1º de janeiro ou completar treze anos até 31 de dezembro.
Art.72– Independente do exame intelectual, é considerado habilitado à matrícula, mediante requerimento ao Secretário
de Estado da Polícia Militar, observados os limites de vagas decorrentes da capacidade física e dos recursos humanos e
materiais do CPM, satisfeitas às demais condições deste Regimento:
I – O aluno oriundo de Colégio da Polícia Militar de outra Unidade Federativa, por meio de transferência e após
aprovação em teste de nivelamento realizado pelo CPM; e
II – dependentes de Policiais Militares lotados no CPM há no mínimo, 01 (um) ano.
§ 1º Não serão aceitas matrículas de alunos, por transferência, após o 2º período do ano letivo, salvo as exceções
previstas em Lei.
§ 2º - No caso de ocorrerem pedidos de vaga para dependentes, nos Colégios da Polícia Militar, em quantidade superior
às vagas disponíveis para o ano letivo solicitado, serão utilizados, na ordem abaixo descrita, os seguintes critérios para a
concessão da vaga:
a) Possuir irmão matriculado no CPM em que o requerente solicita a vaga;
b) Residir mais próximo à unidade do CPM em que a vaga foi solicitada;
c) Possuir a maior média anual no ano letivo anterior, em relação aos demais solicitantes;
d) Caso ainda seja necessário estabelecer um critério para concessão da vaga, a decisão caberá ao Diretor-Geral de
Ensino e Instrução.
Art.73- O processo seletivo para ingresso no CPM em ampla concorrência tem caráter eliminatório e classificatório,
único e universal, compreendendo a execução das etapas de inscrição, da realização do exame intelectual, da revisão
médica, da pesquisa social e da matrícula, tudo regulado pelo edital expedido anualmente pelo Comandante da PMERJ.
§ 1º A elaboração das provas do Exame Intelectual é encargo de comissão designada pelo Diretor Geral Ensino e
Instrução, respeitada a legislação específica em vigor;
§ 2º A revisão médica será realizada por uma comissão de médicos e dentistas, conforme determinação do Diretor Geral
de Saúde; e
§ 3º – Os candidatos com média abaixo de 5,0 (cinco inteiros) estarão automaticamente desclassificados do processo
seletivo para ingresso no CPM, regulamentados por editais.
Art.74- O processo de habilitação à matrícula ao CPM, em qualquer caso previsto, iniciar-se-á, após aprovação do
candidato no processo seletivo.
§ 1º-O responsável legal e/ou pedagógico pelo candidato aprovado no concurso de admissão ao CPM deve:
a) Dar entrada, na secretaria escolar, com o requerimento, encaminhado ao comandante do CPM, de solicitação da
matrícula de seu dependente;
b) Apresentar a documentação comprobatória de acordo com edital do concurso de admissão; e
c) Apresentar o candidato para a revisão médica, bem como exames solicitados em edital.
§ 2º A aquisição de material ou uniforme do CPM só deverá ser providenciada após a conclusão de todas as etapas que
antecedem a efetivação da matrícula; e
§ 3º A declaração provisória, passada pelo estabelecimento de ensino de origem, ou boletim escolar, tolerado na entrega
do requerimento, não substitui o histórico escolar, que deverá ser entregue até o último dia útil que antecede o início do
ano letivo.
Art.75 – São condições para matrícula, que ocorrerá no início de cada ano (exceto nos casos de transferência
resguardada em Lei lato sensu) além de aprovação e classificação no exame seletivo e revisão médica:
I – No 1ª ano de escolaridade de Ensino Médio, comprovante de conclusão do Ensino Fundamental ou estudos
equivalentes;
II – nas demais ano de escolaridades, comprovação de escolaridade anterior;
III – comprovante do seu tipo sanguíneo, para inclusão obrigatória entre os seus dados pessoais, na respectiva caderneta
Art.76 – As vagas para ingresso no CPM serão distribuídas obedecendo-se aos seguintes critérios de prioridade:
I – 60% (sessenta por cento) das vagas no ano de escolaridade serão destinadas, por meio de processo seletivo, aos
dependentes de policiais militares.
II – 30% (trinta por cento) das vagas existentes no ano de escolaridade serão destinadas, por meio de processo seletivo,
aos órfãos de policiais militares. Caso não sejam preenchidas, por parte dos órfãos, as vagas oferecidas poderão ser
revertidas aos demais dependentes de policiais militares.
III - 10% (dez por cento) das vagas existentes no ano de escolaridade poderão ser destinadas, por meio de processo
seletivo, a critério do Secretário de Estado da Polícia Militar na forma do respectivo edital. (Alterado pela Portaria
PMERJ Nº 0893/2018 – 22AGO18).
IV – Não havendo o preenchimento total das vagas, estas serão ocupadas de acordo com as diretrizes previstas no
respectivo edital que regerá cada concurso.
Parágrafo único – Em casos excepcionais, mediante autorização do Secretário de Estado da Polícia Militar, as vagas
para ingresso no CPM poderão ser disponibilizadas sem os critérios de prioridade descritos nos incisos I, II, III e iV.
Art.77- A Secretaria Escolar deverá, no estudo dos requerimentos de matrícula, comprovar se:
I - O candidato satisfaz todas as exigências regulamentares e regimentais;
II - A documentação exigida está completa, orientando o responsável legal e/ou pedagógico a providenciar, caso esta não
esteja em ordem;
III - No caso dos pais estarem separados judicialmente, solicitar cópia do termo de guarda competente; e
IV - No caso de tutela por guarda, se a mesma é de caráter definitivo e anterior ao ato que gerou o amparo para ingresso
no CPM.
Art.78 – É nula de pleno direito, sem qualquer responsabilidade para o CPM, a matrícula feita com documento falso ou
adulterado, passível o responsável legal e/ou pedagógico de arcar com as sanções que a Lei determinar, bem como a falta
de apresentação da documentação pertinente nos prazos fixados pelo Colégio, por meio de seu representante legal.
Parágrafo Único – Responde o responsável legal e/ou pedagógico pelo aluno ou o próprio aluno em caso de maioridade
penal por qualquer dano ou consequência advindo de matrícula com documento falso, adulterado, inautêntico ou
irregular;
Art.80 – Poderão ser recebidas matrículas por transferência de alunos provenientes do estrangeiro, desde que este seja
aprovado em processo seletivo.
Art.81 – Quando a Instituição de Ensino de origem do aluno for vinculada a outro sistema de ensino:
I – A documentação escolar deverá conter os elementos suficientes para a identificação da Instituição, do aluno, do grau
de ensino, do curso, bem como informações sobre a escolaridade anterior à modalidade de ensino e ano letivo em que o
aluno se encontrar;
Art.82 – O Colégio poderá reclassificar os alunos por meio de comissão de professores avaliadores, a fim de indicar o
ano de escolaridade em que será matriculado, considerando ainda, idade do interessado, a declaração do pai ou
responsável legal e/ou pedagógico acerca dos estudos já realizados, bem como sua concordância e outras verificações
julgadas necessárias, inclusive quando se tratar de transferências entre estabelecimentos de ensino situados no exterior,
tendo como base as normas curriculares gerais.
CAPÍTULO II
DA EXCLUSÃO E DO DESLIGAMENTO
Art.83- A exclusão é o ato administrativo do Comandante do CPM, publicado em Boletim Interno, pelo qual o aluno
deixa de integrar o Corpo de Discente do CPM.
§ 1º - Está sujeito a exclusão e desligamento o aluno que incorrer em uma das condições previstas abaixo:
a) tiver deferido, pelo Comandante, o requerimento em que seu responsável legal e/ou pedagógico ou aluno que tenha
atingido a maioridade civil e penal pleiteia a transferência do dependente para outro Estabelecimento de Ensino;
b) for reprovado por 02 (duas) vezes consecutivas no mesmo ano de escolaridade;
c) não tiver a matrícula renovada pelo responsável legal e/ou pedagógico no prazo estipulado.
d) tiver sido submetido a Conselho de Conduta Escolar e tenha, após todos os ritos que envolvem o Conselho, sido
excluído compulsoriamente ou não ter autorizada sua renovação de matrícula para o ano subsequente.
§ 2º - As Normas Reguladoras do Regimento Disciplinar do aluno (RDA) nos Colégios da Polícia Militar regulam as
condições de ingresso no comportamento “MAU” e as faltas de natureza gravíssima, que possam submeter o aluno ao
Conselho de Conduta Escolar, bem como pormenorizam as faltas disciplinares e as medidas disciplinares, o
comportamento e as recompensas concedidas aos alunos.
Art.84- O desligamento é o ato administrativo do Comandante, publicado em Boletim Interno, pelo qual o aluno perde
todo o vínculo com o CPM.
§ 1º É desligado do CPM o aluno que:
a) Concluir o 3º ano do Ensino Médio com aproveitamento;
b) Alcançar o limite das possibilidades cognitivas sendo dada a terminalidade de acordo com a Lei para os alunos com
necessidades educacionais especiais;
c) Utilizar meios ilícitos durante a realização de qualquer avaliação da aprendizagem;
d) Tiver sua matrícula anulada, em face da comprovação de falsidade na documentação apresentada;
e) Deixar de apresentar documentação obrigatória para a regulamentação da vida escolar do aluno;
f) Falecer;
g) Alcançar a idade de 18 (dezoito) anos ainda no Ensino Fundamental, este será direcionado a um programa de
aceleração conforme preconiza a LDB;
h) Ingressar no comportamento “Mau”, de acordo com o prescrito no Regulamento Disciplinar do aluno (RDA) do CPM;
e
i) Cometer falta de natureza gravíssima prevista no Regulamento Disciplinar do aluno (RDA) do CPM.
§ 2º O desligamento com base nas alíneas c, h, i do § 1º deste Artigo serão apreciados pelo Conselho de Conduta Escolar,
nomeado pelo Cmt do Colégio, após a conclusão de relatório, a fim de assegurar ao aluno o direito da ampla defesa e o
princípio do contraditório.
CAPÍTULO III
DA TRANSFERÊNCIA ENTRE CPM E OUTRAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO
SEÇÃO I
DAS TRANSFERÊNCIAS
Art.87 – O pedido de transferência entre alunos oriundos dos Colégios da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro
§ 1º A documentação referente à transferência do aluno será entregue aos responsáveis, no prazo máximo de 20 (vinte)
dias úteis, em conformidade com a Lei Estadual nº 3.690, de 26 de outubro de 2001.
§ 2º - Por ocasião da solicitação da documentação escolar, passarão de imediato e por certidão que o aluno está apto para
transferência, respeitando-se o prazo estabelecido no presente Artigo.
§ 4º - O pedido de transferência entre os alunos dos Colégios da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro só poderá
ocorrer, a partir do 2º (segundo) ano completo de permanência do aluno no Colégio de origem.
§ 5º - No caso de ocorrerem pedidos de transferência, entre Colégios da Polícia Militar, em quantidade superior às vagas
disponíveis para o ano letivo solicitado, serão utilizados na ordem abaixo descrita, os seguintes critérios para a concessão
da vaga:
§ 6º - O período de transferência nestes casos, deverá ser realizado entre o período de término de ano letivo que se
encontra matriculado e o início do ano letivo que requer a nova matrícula, salvo as exceções previstas em Lei.
Art.88 – O pedido de transferência dos alunos dos Colégios da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro para outras
Instituições de Ensino deverá ser realizado entre o período de término de ano letivo que o aluno se encontra matriculado e o início do
ano letivo que requer a nova matrícula.
§ 1º a documentação referente à transferência do aluno será entregue no prazo máximo de 20 (vinte) dias úteis, em
conformidade com a Lei Estadual nº 3.690, de 26 de outubro de 2001.
§ 2º - Por ocasião da solicitação da documentação escolar, passarão de imediato e por certidão que o aluno está apto para
transferência, respeitando-se o prazo estabelecido no presente Artigo.
§ 4º - O pedido de transferência só poderá ocorrer após no mínimo 2 anos letivos completosde permanência do aluno no
Colégio de origem.
§ 5º - O período de transferência nestes casos deverá ser realizado entre o período de término de ano letivo que o aluno se
encontra matriculado e o início do ano letivo que requer a nova matrícula, salvo as exceções previstas em Lei.
Art.89 – O pedido de transferência entre alunos oriundos de Colégios da Polícia Militar de outra Unidade Federativa
para o Colégio da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, deverá ser encaminhado ao Secretário de Estado da
Polícia Militar e a sua matrícula estará condicionada aos seguintes requisitos:
I - os limites de vagas decorrentes da capacidade física, dos recursos humanos e materiais do CPM e,
II - A aprovação no exame de certificação aplicado pelo CPM/ERJ.
Art.90 – O pedido de transferência dos dependentes dos Policiais Militares, do Quadro Efetivo da PMERJ, só poderá ser
solicitado pelos Policiais Militares que estiverem exercendo suas atividades, exclusivamente, na Organização
Administrativa ou Pedagógica do CPM/ERJ há no mínimo 01 (um) ano.
I- O pedido deverá ser encaminhado ao Comandante do CPM/ERJ onde o policial militar estiver exercendo suas
atividades e a matrícula estará condicionada aos limites de vagas decorrentes da capacidade física e dos recursos
humanos e materiais do CPM.
§ 1º Por ocasião da solicitação da documentação escolar, após respeitados os requisitos de transferência descritos nos
incisos I e II, o secretário escolar informará ao responsável do aluno, por certidão, que o mesmo está apto para
transferência, respeitando-se o prazo máximo de 20 (vinte) dias úteis, em conformidade com a Lei Estadual nº 3.690, de
26 de outubro de 2001.outubro de 2001.
§ 3º - O deferimento ou indeferimento do pedido de transferência que trata este Artigo somente será realizado ao término
do ano letivo do CPM/ERJ.
§ 4º - O pedido de transferência nestes casos deverá ser realizado durante o período em que o policial militar estiver
exercendo suas atividades, exclusivamente, nas Organizações Administrativas ou Pedagógicas dos CPM/ERJ.
§ 5º - Os alunos referidos neste Artigo, após o deferimento de matrícula, passarão por uma avaliação diagnóstica, sem
caráter eliminatório, para verificar o nível de escolaridade que se encontra o aluno.
§ 6º- Nestes casos o responsável legal e/ou pedagógico, será informado do resultado da avaliação assinará um termo de
ciência do resultado da avaliação.
Art.91 – Os alunos que solicitarem transferência do CPM para outra unidade escolar receberão no prazo indicado, o
histórico escolar do aluno, em impresso próprio, contendo no mínimo as seguintes informações:
I – Identificação do aluno;
II – Identificação do curso;
III – Denominação e endereço da escola ou Colégio, bem como indicação dos órgãos regionais de ensino a que está
subordinada;
IV – Indicação do ato legal que autorizou o funcionamento da escola ou Colégio e curso;
V – Componentes curriculares estudados em cada ano de escolaridade, especificados, para cada um, o aproveitamento e a
respectiva carga horária;
VI – Indicação da promoção no ano de escolaridade ou, no caso de retenção no último ano, especificação dos
componentes curriculares em que o aluno não obteve aprovação e, se for o caso, dos componentes tratados
metodologicamente sob a forma de atividade;
VII – Informações referentes à escolaridade anterior ao Ensino Médio;
Art.92 – Quando a transferência se der no decorrer do período letivo, o Colégio expedirá, além do histórico escolar,
indicação dos componentes curriculares e respectivas avaliações de aproveitamento, além do número de aulas dadas e
frequentadas pelo aluno, no período cursado, por meio de declaração anexa ao histórico escolar.
Art.93 – As transferências dos ensinos fundamental e médio far-se-ão levando-se em conta a Base Nacional Comum
Curricular (BNCC).
Art.94 – Aplicam-se aos alunos transferidos de uma para outra modalidade de ensino, no que couber, as disposições
legais referentes à adaptação.
Art.95 – Uma vez solicitada à transferência do aluno, este não mais pertencerá aos quadros de alunos do CPM. Ficando
seu reingresso condicionado à aprovação em novo processo seletivo.
Parágrafo Único - O Colégio não será responsável por buscar vaga para o aluno que solicitar a transferência, bem como
for jubilado ou tiver sido excluído ou seu pedido de renovação de matrícula tenha sido negado.
CAPÍTULO IV
DA RENOVAÇÃO DE MATRÍCULA
Art.97 – Em relação à renovação da matrícula dos alunos do Colégio, em anos de escolaridade subsequentes, os alunos
serão classificados por promoção, com aproveitamento dos estudos realizados no ano de escolaridade anterior.
Parágrafo Único – Excepcionalmente, levando-se em conta a idade, os estudos realizados e as competências do aluno,
poder-se-á aplicar o instrumento da reclassificação, por meio de avaliação específica.
Art.98- A renovação da matrícula de aluno do CPM deverá ser anual e obedecerá ao que prescreve este regimento.
§ 1º O responsável legal e/ou pedagógico pelo aluno que não solicitar, mediante requerimento, a renovação de matrícula
de seu dependente, até a 3ª semana de dezembro do ano em curso, será considerado desistente da matrícula no CPM.
§ 2º Não será renovada a matrícula do aluno cujo responsável legal e/ou pedagógico não tenha cumprido as obrigações
estabelecidas neste Regimento e constantes do Termo de Compromisso.
CAPÍTULO V
DOS RESPONSÁVEIS
TÍTULO IV
DAS INSTITUIÇÕES AUXILIARES
CAPÍTULO I
DO GRÊMIO ESTUDANTIL
Art.100– O Grêmio Estudantil é regido por estatuto próprio, aprovado pelo Comandante do Colégio.
§ 1º – O Grêmio Estudantil é constituído pelo corpo discente da Unidade Escolar e tem sua diretoria eleita pelos alunos.
§ 2º - O Grêmio Estudantil será dirigido por diretoria eleita pelo corpo discente do CPM, com mandato de 01 (um) ano
civil.
§ 3º - Qualquer aluno poderá concorrer à eleição, desde que:
I – Tenha mais de um ano matriculado em CPM;
II - Esteja classificado no comportamento “BOM” ou superior;
III – Apresente rendimento escolar de média 7,0 (sete) ou superior, por disciplina, durante o ano letivo considerado; e
IV – Tenha conceito favorável do Cmt CA.
§ 4º A diretoria será composta por:
a) Presidente e vice-presidente;
b) Diretores das áreas específicas: cultural, social, esportiva, patrimonial e de finanças (tesoureiro);e
c) Secretários (primeiro e segundo secretários).
Art.101 – Compete ao Grêmio Estudantil auxiliar os docentes, discentes e demais funcionários da escola, em todos os
âmbitos, sempre que houver necessidade, organizando-se, politicamente, a fim de garantir o bom funcionamento da
Unidade Escolar.
Parágrafo Único – A atuação do Grêmio Estudantil deverá estar pautada no estatuto próprio, regido, em conjunto, pelos
seus membros, Conselho de Conduta Escolar, Corpo de Alunos, Direção Pedagógica, Subcomandante e Comandante do
Colégio.
Art.102– O Grêmio Estudantil, vinculado ao Corpo de Alunos, é a instituição auxiliar que visa colaborar com a Unidade
Escolar na estimulação e difusão das iniciativas de caráter cívico, cultural e esportivo, vetados os de caráter político-
ideológico e os que não se ajustem às orientações didático-pedagógicas da Divisão de Ensino do CPM.
Art.103– A organização e o funcionamento do grêmio de alunos estão sujeitos à aprovação do Comandante do Colégio,
cabendo ao Cmt CA a sua supervisão, por intermédio de oficial ou praça orientador designado em boletim interno do
CPM.
CAPITULO II
DO CONSELHO DE CONDUTA ESCOLAR
Art.106 – O Conselho de Conduta Escolar é o colegiado consultivo de especialistas e professores convocados para
analisar a vida escolar e o rendimento de discentes que manifestem problemas pedagógicos e/ou inadaptação às normas
do Colégio ou ainda pelo envolvimento em ocorrências gravíssimas que acarretem prejuízo ao processo ensino-
aprendizagem, à convivência social e à imagem e ao conceito da Instituição.
Art.107 – O Conselho de Conduta Escolar será convocado por meio de Boletim Interno da Unidade Escolar, para análise
individual dos discentes, conforme o prescrito no Artigo anterior.
§ 1º - O Conselho de Conduta Escolar será constituído de, no mínimo 09 (nove) membros, à saber: Subcomandante do
Colégio, Chefe da Divisão de Ensino, Diretor Pedagógico, Comandante do Corpo de Alunos, Orientador Educacional,
Supervisor Pedagógico, Coordenador Pedagógico e dois Professores do Corpo Docente.
§ 2º - A presidência do conselho será exercida pelo Subcomandante ou, em situações especiais, pelo Chefe da Divisão de
Ensino ou por qualquer integrante da Seção Técnico-Pedagógica.
§ 3º - Tendo o Conselho de Conduta Escolar emitido à proposta decisória final, esta deverá ser encaminhada ao
Comandante do Colégio, que poderá concordar ou não, emitindo a decisão final do processo, justificando por escrito caso
decida por outra providência que não a indicada pelo Conselho, sendo-lhe permitido solicitar a todos os membros,
maiores esclarecimentos e provas necessárias, se assim o entender.
§ 4º - A reunião do Conselho e a respectiva decisão terão caráter eminentemente sigiloso e reservado, sendo franqueada,
em todas as reuniões, a presença dos pais e/ou responsável legal e/ou pedagógico pelo aluno e, nos casos de interesse
pessoal, do representante legal. A presença do aluno com 18 anos ou mais será autorizada em substituição aos pais e/ou
responsável legal e/ou pedagógico.
TÍTULO V
CAPÍTULO I
DA MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS
Art.110 – A matriz curricular do segundo segmento do Ensino Fundamental, em 04 (quatro) anos de escolaridade e em
horário matutino, será constituída de uma Base Nacional Comum Curricular complementada por uma parte diversificada,
que será oferecida, quando possível, no contraturno de forma optativa, tais como: oficinas pedagógicas, pré-militar, pré-
vestibular, palestras e visitas pedagógicas, dentre outras.
Art.111 – A Base Nacional Comum Curricular, fixada pelo Conselho Nacional de Educação, compreenderá as seguintes
áreas do conhecimento, objetivando a construção de competências e habilidades:
I – 2º segmento: Língua Portuguesa/Literatura, Educação Artística, Educação Física, Matemática, Ciências, História,
Geografia, Línguas Estrangeiras (Espanhol e Inglês).
Art.112 – A parte diversificada será a prevista em legislação do órgão de educação competente, devendo dela constar
disciplinas relacionadas ao ambiente militar, bem como de acordo com orientação do Comandante do Colégio.
Art.113 – A organização da matriz curricular será definida na proposta pedagógica do Colégio e explicitada no Plano
Escolar Anual.
CAPÍTULO II
DA MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO
Art.114 – A matriz curricular do Ensino Médio, em 03 (três) anos de escolaridade e em horário matutino, será
constituída de uma Base Nacional Comum complementada por uma parte diversificada, que será oferecida no
contraturno de forma optativa, tais como: oficinas pedagógicas, pré-militar, pré-vestibular, palestras e visitas
pedagógicas, dentre outras.
Art.115 – A base nacional comum, fixada pelo Conselho Nacional de Educação, compreenderá as seguintes áreas do
conhecimento, objetivando a construção de competências e habilidades:
I – Linguagens, códigos e suas tecnologias, abrangendo as seguintes disciplinas: Língua Portuguesa e Literatura, Línguas
Estrangeiras (Espanhol, Francês e Inglês), Educação Artística e Educação Física;
II – Ciências da natureza, Matemática e suas tecnologias, abrangendo as disciplinas de Matemática, Química, Física e
Biologia;
III – Ciências humanas e suas tecnologias, abrangendo as disciplinas seguintes: História, Geografia, Sociologia e
Filosofia.
§ 1º O inciso I deste Artigo permitirá o aprofundamento dos estudos de Língua Portuguesa como língua materna,
geradora de significação e integradora da organização do mundo e da própria interioridade e o estudo da Língua
Estrangeira como instrumento de acesso a informações, a outras culturas e grupos sociais.
§ 2º - O inciso II deste Artigo objetiva a construção de competência e habilidades que permitam ao educando traduzir, de
forma crítica e criativa o conhecimento das ciências sociais, tornando-o capaz de gerar respostas adequadas a problemas
atuais e situações novas, o uso e produção histórica dos direitos e deveres do cidadão, a compreensão do espaço ocupado
pelo homem, a percepção da sociedade como uma construção humana, de si mesmo como agente social e dos processos
sociais como orientadores da dinâmica dos diferentes grupos de indivíduos.
§ 3º - O inciso III deste Artigo objetiva a construção de competências e habilidades que permitam ao educando
compreender a ciência e a tecnologia como construções humanas situadas historicamente, apropriar-se de conhecimentos
gerados para cada ciência, entender os princípios das tecnologias contemporâneas e associá-las aos conhecimentos
científicos e aos problemas que se propõe solucionar, relacionar princípios científicos e tecnologias à sua vida, ao seu
trabalho e ao desenvolvimento do conhecimento e das sociedades, resolver problemas com base nos princípios
científicos, de forma contextualizada, utilizando tecnologias contemporâneas.
§ 4º - As áreas de conhecimento mencionadas nos incisos I, II e III terão tratamento metodológico que permita a inter e a
transdisciplinaridade de conhecimentos, a serem revistos periodicamente.
§ 5º - Os componentes curriculares Artes e Educação Física serão desenvolvidos sob a forma de atividades, a fim de
garantir o atendimento à diversidade de aptidões e interesses dos educandos.
§ 6º Os componentes curriculares de Língua Estrangeira e Educação Física poderão ser estruturados de forma a
contemplar grupos de alunos com diferentes níveis de adiantamento, independentemente de idade ou ano de escolaridade
Art.116 – A parte diversificada será a prevista em legislação do órgão de educação competente, devendo dela constar
disciplinas relacionadas ao ambiente militar, bem como de acordo com orientação do Comandante do Colégio.
Art.117 – A organização da matriz curricular será definida na proposta pedagógica do Colégio e explicitada no Plano
Escolar Anual.
CAPÍTULO III
DA ORGANIZAÇÃO DAS CLASSES
Art.118 – As classes serão organizadas em anos de escolaridade (conforme o disposto no Art. 23 da Lei nº 9394/96) e
com a capacidade das salas de aula, observados os dispositivos legais em vigor.
I – Por promoção, para alunos que cursaram com aproveitamento o ano de escolaridade anterior, neste Colégio;
II – Por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas, desde que respeitado o previsto no Capítulo III
deste regimento.
Art.120 – Poderão ser organizadas turmas ou classes especiais para reposição de aulas, adaptações, compensação de
ausências, estudos de recuperação paralela, observadas as formalidades legais, no contraturno.
CAPÍTULO IV
DAS AVALIAÇÕES
Art.121 – As avaliações de estudo terão por objetivo verificar o nível mínimo de pré-requisitos indispensáveis à
continuidade dos estudos, no transcorrer do ano letivo e à promoção ao período subsequente, assim como acompanhar a
evolução do aluno, no sentido de viabilizar o seu progresso acadêmico, de forma mais ampla e qualitativa.
Art.122 – A elaboração das avaliações deverá estar de acordo com os seguintes critérios:
I - Proposição de questões contextualizadas e de claro entendimento para o aluno; e
II - Questões estritamente voltadas para o conteúdo abordado, respeitando-se, de forma equilibrada, o grau de dificuldade
empregado em sala de aula.
Parágrafo Único - As avaliações serão aplicadas na sala de aula, no dia e horário do professor da disciplina na turma. Os
alunos punidos com suspensão de acordo com o RDA farão prova e retornarão às suas residências.
CAPÍTULO V
DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO
Art.124 – O sistema de avaliação do CPM será dividido em 03 (três) períodos. Dessa forma o aluno será submetido a 12
avaliações anuais (três por período) de cada disciplina (exceto as disciplinas de Educação Física e Artes que serão
facultadas avaliações diferenciadas na forma de trabalhos e/ou outros meios avaliativos, a critério do professor)
atribuindo grau de 0 (zero) a 10 (dez), da seguinte forma:
1º período Teste (7,0 pontos) Trabalho (3,0 pontos) Prova (10,0 pontos)
2º período Teste (7,0 pontos) Trabalho (3,0 pontos) Prova (10,0 pontos)
3º período Teste (7,0 pontos) Trabalho (3,0 pontos) Prova (10,0 pontos)
CAPÍTULO VI
DA RECUPERAÇÃO PARALELA
Art.127 – A recuperação paralela refere-se ao acompanhamento e melhoria do aproveitamento dos alunos em relação ao
tempo previsto e aos conhecimentos a serem apropriados.
Art.128 – A recuperação paralela será aplicada por um único instrumento escrito no primeiro e no segundo período, que
permitirá a atribuição de um grau de 0 (zero) a 10 (dez), admitindo-se décimos e sem arredondamento, àqueles alunos
que obtiverem na média do período grau inferior a 7,0 pontos.
Art.129 – O resultado obtido na recuperação paralela somente alterará a pontuação obtida anteriormente (média do
período) se lhe for superior, calculando o novo resultado por média aritmética simples entre os dois resultados (média do
período e recuperação paralela), tendo como limitador o grau 7,0 (sete) mesmo para os alunos que alcançarem média de
recuperação superior a esta.
Ex. 2: Grau da recuperação paralela inferior à média do período (permanece a média do período):
CAPÍTULO VII
DA APROVAÇÃO, DA MÉDIA ANUAL E DA MÉDIA FINAL
Art.130 – Será considerado aprovado e dispensado da avaliação final o aluno que tendo concluído todas as etapas
avaliativas regulares previstas, alcançar média anual igual ou superior a 7,0 (sete) pontos em todas as disciplinas,
cumprindo também a exigência de presença mínima de 75 % (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas.
Art.131 – A média anual das avaliações (MA) do aluno será calculada conforme a expressão:
Art.134 – A média final (MF) será calculada até a segunda casa decimal.
Art.135– As disciplinas Artes e Educação Física integram componentes curriculares, portanto serão objetos de avaliação
final caso o aluno não obtenha grau igual ou superior a 7,0 (sete) pontos na média anual. No entanto, não serão
instrumentos de reprovação final isoladamente, apenas se estiverem acompanhando outras disciplinas diferentes destas.
CAPÍTULO VIII
DA REPROVAÇÃO
Art.136 – O aluno que obtiver média anual (MA) inferior a 7,0 (pontos) em mais de 03 (três) disciplinas estará
automaticamente reprovado.
Art.137 – O aluno que obtiver média final (MF) inferior a 5,0 (cinco) pontos em apenas 01 (uma) disciplina será
considerado reprovado.
Art.138–Será considerado reprovado no ano de escolaridade, o aluno que ao final do ano letivo, obtiver menos do que
75% (setenta e cinco por cento) da carga horária total anual de cada disciplina que integra os componentes curriculares
obrigatórios, qualquer que seja a média aritmética simples final de aproveitamento, em conformidade com o inciso VI do
Art. 24 da Lei Federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 e Deliberação CEE nº 225, de 07 de abril de 1998.
Parágrafo Único – O aluno que, por ventura, for reprovado por falta poderá ser reclassificado com base no disposto no
Parágrafo 1º, do Art. 23, combinado com a alínea “c”, do inciso II, do Art. 24, da Lei Federal nº 9394/96, bastando para
tanto que o aluno demonstre rendimento escolar superior ao mínimo previsto neste Regimento para a promoção no ano
de escolaridade, de acordo com o Art. 2º, da Deliberação CEE/RJ nº 241/99.
CAPÍTULO IX
DA VISTA DE PROVA
Art.139– O responsável legal e/ou pedagógico pelo aluno ou o próprio (com maioridade civil e penal) que tiver feito à
vista de qualquer avaliação poderá solicitar revisão da mesma, em requerimento dirigido ao Chefe da Divisão de Ensino,
apresentado no prazo máximo de 02 (dois) dias úteis na Secretaria Escolar, após a entrega das avaliações aos
responsáveis.
Art.140 – O pedido de revisão será apreciado pelo Chefe da Divisão de Ensino e a revisão efetuada pelo Professor da
turma e pelo Coordenador de Área.
Art.141 – Não será permitido ao professor alterar nenhuma nota sem autorização prévia, mediante o procedimento acima
descrito.
CAPÍTULO X
DA 2ª CHAMADA
Art.142 - A segunda chamada é um instrumento de avaliação que será concedido pelo Colégio ao aluno que deixar de
realizar as avaliações descritas no Art.125.
Art.143 – O aluno, quando civilmente capaz, ou por intermédio de seu responsável legal e/ou pedagógico poderá
requerer no prazo de 02 (dois) dias úteis, nova oportunidade através da 2ª chamada, desde que a ausência tenha ocorrido
por um dos seguintes motivos, devidamente comprovados:
I – Tratamento de saúde própria, comprovada por meio de atestado médico;
II – Motivo de saúde de pessoa da família, uma vez comprovada a necessidade de acompanhamento do aluno;
III – Luto de parentes em linha direta até o terceiro grau (bisavós) ou linha colateral até o terceiro grau (tios);
Parágrafo Único – Outros motivos serão analisados pelo Chefe da Divisão de Ensino, por meio de requerimento
impetrado pelo responsável legal e/ou pedagógico ou pelo aluno com maioridade penal e civil junto à Secretaria Escolar
do CPM respeitando os prazos estabelecidos neste regimento.
Art.144- A segunda chamada não será concedida no caso de ausência nas avaliações extraordinárias (recuperação
paralela e simulado).
Art.145 - No caso de ausência justificada (por meio de atestado médico) o aluno (se caso maior de 18 anos) ou seu
responsável legal (no caso de alunos menores de idade) deverá requerer junto a Secretaria Escolar da Unidade de Ensino,
no prazo máximo de 02 (dois) dias úteis a realização da 2ª chamada.
Art.146-A avaliação de 2ª chamada deverá ser realizada por meio de um único instrumento escrito.
CAPÍTULO XI
CONSELHOS DE CLASSE
Art.147 – O Conselho de Classe será integrado pelos professores de todos os anos de escolaridade dos ensinos:
fundamental II e médio, sendo o Diretor Pedagógico o Presidente.
§ 1º - Também integram o Conselho de Classe, o Comandante do Corpo de Alunos, o Orientador Educacional, o
Supervisor Pedagógico e o Coordenador Pedagógico.
§ 2º - Os alunos representantes de classe também poderão participar do Conselho de Classe, mediante convite do
Colégio.
§ 3º - O Diretor Pedagógico poderá delegar a presidência dos Conselhos aos membros da Assessoria Técnico-
Pedagógica, ou aos docentes.
Art.149 – O Conselho de Classe deve reunir-se ordinariamente pelo menos uma vez por período, sendo,
obrigatoriamente, após os resultados finais dos três períodos, extraordinariamente, quando convocado pelo Comandante
do Colégio.
Parágrafo Único – No último Conselho de Classe do ano letivo, os membros do Conselho poderão decidir por conceder
ao aluno com média inferior a 7,0 (sete inteiros) até 0,5 (meio ponto) na média final, em cada disciplina.
Art.150 – Na aplicação dos Artigos134, 139, 140, 141 e 142, as decisões serão homologadas pelos Conselhos de Classe
correspondentes e constarão em ata.
Art.151 – O Conselho de Classe reunir-se-á ao final de cada ano letivo, devendo suas deliberações constar em ata,
devidamente aprovadas e assinadas por seus membros.
CAPÍTULO XII
DA COMPENSAÇÃO DE AUSÊNCIAS
Art.152 – Estarão sujeitos ao processo de compensação de ausências, alunos que requererem usufruir dos benefícios por
motivo explicitados nos incisos do Art.142 deste Regimento, além de outros analisados pelo Comandante do Colégio,
devidamente comprovado, sendo que, no caso de doença, com atestado médico.
Art.153 – Caberá ao Conselho de Classe decidir quanto à oportunidade e conveniência de proporcionar ao aluno as
Resolução - NI 6119 (78534128) SEI SEI-350128/001241/2023 / pg. 36
atividades de compensação de ausências previstas no Artigo anterior.
Art.154 – O Colégio fará o controle sistemático de frequência dos alunos às atividades escolares e, por período, adotará
as medidas necessárias para que os alunos possam compensar ausências que ultrapassem o limite de 25% do total de
aulas dadas em cada disciplina.
§ 1º - As atividades de compensação de ausências serão programadas, orientadas e registradas pelo professor das
disciplinas, com a finalidade de sanar as dificuldades de aprendizagem provocadas por frequência irregular às aulas.
§ 2º - A compensação de ausências não exime o Colégio de adotar as medidas previstas no Estatuto da Criança e do
Adolescente, e nem a família e o próprio aluno de justificar suas faltas.
§ 3º - A compensação de ausência não implicará no cumprimento do exposto no inciso VI do Art. 24 da Lei Federal
nº9394/96 e da Deliberação CEE nº 225, de 07 de abril de 1998.
Art.155 – O controle de frequência será efetuado por disciplina e considerado, para fins de promoção.
Art.156 – As atividades para compensação de ausências deverão, obrigatoriamente, realizar-se na própria Unidade
Escolar, em horário não coincidente com o horário normal de aulas do aluno.
TÍTULO VI
DO REGIME ESCOLAR
CAPÍTULO I
DA FREQUÊNCIA ESCOLAR
Art.157 – As atividades curriculares planejadas, extra ou intra-classe, tais como atividades pedagógicas, didáticas,
desportivas, visitas culturais, pesquisas científicas e outras, são horas de trabalho escolar e, portanto, integram o horário
e o calendário letivo, visando à formação do aluno, sendo sua frequência obrigatória para todos os alunos e controlada
pelos profissionais que atuam no Colégio.
Parágrafo Único. O Comandante do Colégio pode delegar atribuições ao Cmt CA para a concessão de dispensa de
frequência aos trabalhos escolares, ouvido o ChDiv Ens.
Art.158 – O aluno perde 0,03 (três centésimos) a cada tempo de aula ou sessão que faltar ou não assistir integralmente,
para as faltas não justificadas e não haverá perda de pontos para as faltas, a cada tempo de aula ou sessão, que forem
justificadas:
§ 1º Cada tempo de aula ou de sessão tem a duração, no mínimo, de 45 (quarenta e cinco) minutos.
§ 2º O atraso de até 05 (cinco) minutos, desde que justificado, é tolerado e não acarreta perda de pontos.
§ 3º São causas de justificação, para fins disciplinares, além das previstas na legislação vigente, os constantes no Art.
142, deste Regimento.
§ 4º A justificação de falta às aulas deverá ser feita, por escrito e anexados documentos comprobatórios, pelo responsável
legal e/ou pedagógico pelo aluno, no prazo de 02 (dois) dias úteis após a ocorrência, findo o qual não será considerada,
para todos os efeitos.
§ 5º As faltas não justificadas estão passíveis de sanções disciplinares capituladas no RDA/CPM.
§ 6º O número de pontos perdidos pelo aluno é controlado pelo corpo de alunos, a quem cabe diligenciar para sua
publicação trimestral no boletim interno do CPM e via boletim escolar para os responsáveis pelo aluno tomarem ciência.
Art.159 – A duração em horas fixadas para o ano letivo será computada no mínimo, em termos de hora/aula 45
(quarenta e cinco) minutos, para as classes do Ensino Fundamental II, com no mínimo 06 (seis) tempos diários e para
as classes do Ensino Médio, com no mínimo 07 (sete) tempos diários.
Art.160 – No cômputo da carga horária não se incluem as atividades extra-classe não planejadas e as horas destinadas
aos estudos de recuperação paralela.
Art.161 – As aulas previstas somente poderão ser suspensas por ato do Comandante do Colégio, em decorrência de
situações que justifiquem tais medidas, ficando sujeitas à reposição para o devido cumprimento do período letivo.
Art.162 – Os trabalhos escolares das classes serão encerrados no último Conselho de Classe do ano escolar em curso e as
notas disciplinares serão encerradas no último dia de ano letivo em curso.
Art.163 – Com fundamentação prevista no Art. 205, da Constituição Federal de 1988 e fins de garantir a frequência
mínima de 75% por parte de todos os alunos, o Colégio tomará as seguintes providências:
Resolução - NI 6119 (78534128) SEI SEI-350128/001241/2023 / pg. 37
I – Realizará no decorrer e ao final de cada trimestre, levantamento sistemático da frequência dos alunos através do
Serviço de Orientação Educacional, de forma análoga a resolução SEEDUC nº 5533/17 e adequação a realidade deste
Estabelecimento de Ensino;
II – Alertará e manterá informados os pais quanto às suas responsabilidades no tocante a educação dos filhos, inclusive
no que se refere à frequência dos mesmos;
III – No âmbito do Colégio, junto aos alunos sistematicamente ausentes e respectivos professores, convocando os
responsáveis para ciência e providências;
IV – A Secretaria Escolar informa ao Diretor Pedagógico a relação dos alunos que excederem o limite de faltas conforme
a Legislação em vigor.
V – O Comando do CPM depois de esgotados os recursos escolares encaminhará relação dos alunos que excederem o
limite de faltas, conforme a Legislação em vigor, aos Conselhos Tutelares.
CAPÍTULO II
DOS CERTIFICADOS, HISTÓRICOS ESCOLARES, DECLARAÇÕES E ATESTADOS
Art.164 – Aos alunos aprovados no ano de escolaridade final será conferido histórico e/ou certificado de conclusão do
Ensino Fundamental ou médio, para fins de prosseguimento de estudos.
Art.166 – Os documentos indicados neste capítulo serão expedidos com especificações que assegurem a clareza, a
regularidade e a autenticidade da vida escolar dos alunos.
Art.167– Cabe ao Comandante do Colégio adotar as providências relativas ao registro de certificados, nos termos da
legislação vigente.
Art.168 – Os históricos escolares que acompanham os certificados de conclusão deverão consignar a organização
curricular e as competências profissionais certificadas.
Parágrafo Único – Os históricos escolares que acompanham documentos de transferência conterão, também, as
competências já constituídas pelos alunos.
CAPÍTULO III
DO PERÍODO DE CURSOS
Art.171– Os ensinos fundamental e médio serão realizados, no mínimo, em 200 (duzentos) dias de efetivo trabalho
escolar por ano.
Parágrafo Único - A carga horária mínima anual será de 800 (oitocentas) horas, não incluídos os projetos educacionais e
oficinas pedagógicas e excluído o tempo reservado para exames finais quando houver.
CAPÍTULO IV
DO REGIME DISCIPLINAR
Art.172 - O regime disciplinar, com suas consequências na formação da criança e do adolescente, influindo na conduta
do aluno, dentro e fora do universo escolar, deve criar condições para que o desenvolvimento de sua personalidade se
processe em consonância com os padrões éticos da sociedade brasileira, incorporando-lhe os atributos indispensáveis ao
seu crescimento pessoal e social.
Art.173–O Regimento Disciplinar do Aluno (RDA) sistematiza as relações disciplinares a que está submetido o corpo
discente do CPM/ERJ.
§ 1º Os dispositivos disciplinares devem ser aplicados sem perder de vista o objetivo fundamental do ensino -
“proporcionar ao educando a formação necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades, como elementos de
autorrealização, qualificação para o trabalho e preparação para o exercício constante da cidadania”.
TÍTULO VII
DO REGIMENTO INTERNO ESCOLAR
Art.174 – O presente Regimento Interno Escolar tem força legal, demandando que outras regulamentações de serviço
gozem de igual prerrogativa, desde que emanadas do Secretário de Estado da Polícia Militar ou do Diretor Geral de
Ensino e Instrução da PMERJ.
§ 1º - As regulamentações de serviço visam a:
a) Explicar, em detalhes, estrutura, organização e funcionamento do órgão, serviço ou seção;
b) Tratar da natureza, da competência e das atribuições;
c) Constituir instrumento técnico-normativo para a execução deste regimento, sem, contudo, alterá-lo.
§ 2º - Em qualquer época, as regulamentações de serviço podem ser reformuladas, a critério do Secretário de Estado da
Polícia Militar ou do Diretor Geral de Ensino da PMERJ.
Art.175 – Incorporam-se a este regimento, automaticamente, e alteram seus dispositivos conflitantes, as disposições de
Lei e instruções ou normas de ensino, emanados de Órgãos ou poderes competentes.
Art.176 – Este regimento será alterado sempre que as conveniências didático-pedagógicas ou administrativas indicarem
sua necessidade, submetendo-se as alterações à Diretoria Geral de Ensino e Instrução da PMERJ.
Art.177 – Ficará à disposição dos responsáveis pelos alunos, para download, no site da PMERJ o presente Regimento
Interno Escolar, bem como na Secretaria Escolar do CPM, para consulta.
TÍTULO VIII
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art.178 – A título de recomendação, o Colégio não se responsabiliza por danos ou extravio de objetos dos alunos,
portanto orienta-se que não tragam valores expressivos em dinheiro, objetos ou aparelhos diferenciados, tais como
celulares, games e outros que possam despertar a cobiça ou o ciúme de outrem.
Art.180 – Pode o CPMERJ, por meio de ato do Secretário de Estado da Polícia Militar, firmar convênio com outros
Estabelecimentos de Ensino, Associações ou Fundações da rede pública ou particular, objetivando o cumprimento de
estágios ou de atividades práticas.
Art.181 – Todo o material didático adotado terá por finalidade atender às necessidades pedagógicas e atualização
técnico-científica.
Art.182 – A seleção e adoção de livros e outros materiais de ensino necessitam da aprovação da Supervisão Pedagógica
e Direção Pedagógica.
Art.183 – A classificação do educando em qualquer ano de escolaridade será feita por promoção ou transferência ou, no
caso de não ser possível a comprovação da escolaridade anterior, mediante avaliação feita pelo CPM que definirá seu
grau de desenvolvimento e experiência.
Art.184 – A escola poderá reclassificar os alunos, tendo como base as normas curriculares gerais e a aquiescência dos
respectivos responsáveis.
Art.185– Aos alunos amparados pelo Decreto-Lei nº 1.044, de 21 de outubro de 1969, às alunas amparadas pela Lei
Federal nº 6.202, de 17 de abril de 1975, bem como ao aluno que presta serviço militar, enquadrado na Lei Federal nº
Art.186 – O hasteamento e o arreamento da Bandeira Nacional deverão ocorrer em caráter solene durante o ano letivo,
todos os dias.
Parágrafo Único: O Comandante do Corpo de Alunos, abonado pelo Comandante do Colégio poderá alterar essa
disposição a fim de adequá-la aos contextos do treinamento do 7 de Setembro ou demais desfiles cívicos do Colégio.
Art.187 – Pelo menos uma vez por semana, deverão ser cantados os Hinos Nacional e do Estado do Rio de Janeiro, por
alunos e professores do Colégio, na forma do disposto Lei nº 12.031, de 21 de setembro de 2009, devendo o CPM, por
meio de publicidade específica, difundir o Hino do Estado do Rio de Janeiro, incluída a distribuição de CDs e prospectos,
impressão dos Hinos Nacionais e do Estado na contracapa dos cadernos escolares de uso obrigatório e palestras, na
forma do Art. 2º da Lei nº 3.221, de 07 de junho de 1999, tudo de acordo com o previsto no Decreto nº 36.148, de 01 de
setembro de 2004.
Parágrafo Único: Nas semanas da Independência e da Bandeira, a comunidade escolar deverá participar das formaturas
e os hinos correspondentes deverão ser entoados durante o hasteamento da bandeira, com objetivo de sedimentar o amor
à pátria e o espírito de civismo.
Art.188 – Todos os atos das solenidades e festas de formatura, embora de livre iniciativa dos alunos, sujeitam-se à
aprovação do Comandante do Colégio.
Art.189 – São sigilosos todos os atos da administração, até que possam ser dados ao conhecimento e publicidade.
Art.190 – A classificação do aluno em qualquer ano de escolaridade ou etapa nos níveis fundamental e médio,
independentemente de escolarização anterior, prevista na alínea “c” do inciso II do Art. 24 da Lei Federal nº 9.394, de 20
de dezembro de 1996, aplicar-se-á nos casos em que o aluno não tenha ou não possa comprovar sua vida escolar anterior
e dependerá da avaliação específica preparada e aplicada pelo Colégio, em conformidade com o previsto na Deliberação
CEE nº 225, de 07 de abril de 1998.
§ 1º - A avaliação deverá abranger os conteúdos da Base Nacional Comum Curricular, distribuídos nas áreas de Códigos
e Linguagens, de Ciência e Tecnologia e de Sociedade e Cultura.
§ 2º - O responsável legal e/ou pedagógico pelo aluno ou este, se maior, deverá declarar, por escrito e sob as penas da
Lei, a inexistência ou a impossibilidade, justificada, de comprovar a vida escolar anterior do aluno.
Art.191 – Em conformidade com o Art. 206, inc. IV, da Constituição da República Federativa do Brasil e Art. 4º, inc. I e
II, da Lei Federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), ao Estado, por
meio da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, caberá garantir o Ensino Fundamental Anos Finais e, por
progressiva extensão, o Ensino Médio gratuitos.
Art.192 – A relação professor/aluno deverá ser aproximadamente, para cada turma, na razão de 1/30, no Ensino
Fundamental e 1/35, no Ensino Médio.
Art.193 – O CPM deverá deixar disponível 01 (um) exemplar deste Regimento Interno Escolar – devidamente registrado
no cartório de títulos e documentos – e da proposta pedagógica, para exame pelos responsáveis dos alunos, bem como
para o acompanhamento de sua execução pelo Poder Público, em conformidade com o estabelecido na Deliberação CEE
nº 225, de 07 de abril de 1998.
Art.194 – Os casos omissos neste regimento serão resolvidos pelo Comandante do Colégio, à luz das Leis e instruções de
ensino, das normas de direito consuetudinário, de consultas especiais aos órgãos competentes e da legislação aplicável.
No entanto, cabe ao responsável legal e/ou pedagógico e/ou ao aluno com maioridade civil e penal comunicar por escrito
ao CPM casos de interesses particulares.
Art.195–A Matriz curricular dos anos letivos deverá ser pública anualmente em Boletim da PM, contendo as alterações e
normas da Legislação em vigor.
Art.196–Com a aprovação, entra em vigor o presente Regimento Interno com efeitos a partir da data de sua publicação,
ficando revogada a Portaria PMERJ nº 0751 de 24 de março de 2017, bem como todas as disposições em contrário.
ANEXO I
ANEXO II
ORGANIZAÇÃO DO CORPO DISCENTE
Documento assinado eletronicamente por Marcelo de Menezes Nogueira, Coronel, em 16/07/2024, às 15:28,
conforme horário oficial de Brasília, com fundamento nos art. 28º e 29º do Decreto nº 48.209, de 19 de setembro de
2022.