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Processamento Histológico

resumo de processamento histológico

Enviado por

Aléxia Mendes
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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PROCESSAMENTO HISTOLÓGICO Quando elevada, acelera a penetração do fixador,

porém se rápida demais pode causar retração do


tecido, então dependendo do tecido uma
Processamento histológico diz respeito ás técnicas penetração mais lenta é melhor. Mas também, se
de preparo do tecido para observação em houver excesso de tempo de penetração, pode
microscopia óptica. ocorrer retração nuclear e perda de definição de
detalhes celulares.
O tecido pode ser obtido se um organismo vivo ou
morto, que será processado para a confecção de Espessura:
lâminas, a fim de serem observadas no Considerada ideal: máxima de 6mm
microscópio. Há uma série de etapas para que isso
seja possível, e elas são: Volume:
Deve ser no mínimo 20 vezes maior que o volume
1) COLETA DO MATERIAL da peça

Por meio de biópsia ou cirurgia ( organismo vivo); pH do fixador:


ou necrópsia ( organismo morto). Imediatamente Deve estar entre 6,0 e 7,0
após a retirada do tecido, ele deve ser mergulhado
em líquido fixador para interromper o processo de Escolha do fixador:
autólise ( morte tecidual). O material deve também Para ser considerado um bom fixador, o ideal é ter
ser registrado e identificado por número próprio. uma boa capacidade tampão
Em caso de exame patológico, é necessário uma
ficha técnica que identifique o órgão e informações 3) CLIVAGEM
do paciente. Para que a coleta seja realizada com
qualidade, o manuseio do tecido deve ser delicado. O processo de clivagem consiste na redução do
tamanho das peças para facilitar a penetração do
2) FIXAÇÃO fixador em menor tempo para interromper a
autólise. O ideal é que as peças cheguem a 3mm
Essa fase é destinada a interromper o processo de de espessura. Para realizar esse corte, é preciso
autólise ( morte tecidual), pois quando há falta de analisar o tecido. Em peças sólidas, o corte deve
oxigenação no tecido, moléculas de CO2 se acompanhar o maior diâmetro, mantendo as faces
acumulam e incentivam a ação de enzimas planas e paralelas. Em peças ocas, deve seccionar
lisossomais sobre suas próprias células. Isso perpendicularmente a superfície. Tecidos
contribui para que o aspecto natural dos tecidos musculares devem ter seu corte no sentido das
seja conservado, estabiliza as estruturas fibras. Para o corte usa-se um bisturi ou gilete, e o
bioquímicas, impede a colonização de micro- movimento deve ser feito do cabo a ponta da
organismos e faz o ínicio do endurecimento da lâmina.
amostra. A fixação pode ser física ( frio e calor) ou
química, mais comunmente utilizada, envolvendo 4) DESCALCIFICAÇÃO
os líquidos fixadores.
Alguns tecidos podem sofrer deposição de sais de
Existem vários tipos de fixadores, cada um com cálcio, tornando a consistência dos mesmos rígida.
suas vantagens e desvantagens. Pode haver Por isso, é necessário que esses sais sejam
perda molecular, inchaço ou retração dos tecidos, dissolvidos. Essa etapa deve ocorrer com o tecido
interferência na qualidade da coloração e na já fixado e lavado. Existem os métodos químicos e
análise bioquímica. físicos de descalcificação. Os químicos são mais
utilizados.
Os fixadores químicos são dividos em: -Por ácidos, há a remoção do cálcio dos sais de
carbonato ou fosfato presentes ( que os tornam
A) Coagulantes: não se ligam às proteínas dos insolúveis), promovendo uma troca iônica que
tecidos. Mais utilizado: formaldeído resulta em um sal solúvel. Exemplos: ácidos nítrico,
B) Não coagulantes: se ligam e precipitam as clorídrico, fórmico, acético e pícrico.
proteínas. Mais utilizados: cloreto de mercúrio e -Por agentes quelantes: eles se ligam aos íons de
ácido pícrico. cálcio para formar um metal quelado. É um
processo lento, mas que não altera a coloração da
A fixação adequada depende da temperatura, peça como a descalcificação ácida. Exemplo:
espessura do tecido penetração, tempo de fixação, EDTA
volume do fixador, PH e escolha do fixador

Temperatura:
5) PROCESSAMENTO banho-maria com lâminas, que devem ser levadas
à estufa à 60º.
Preparação para que as peças sejam emblocadas
em parafina. Dividida em etapas: 9) COLORAÇÃO E MONTAGEM

5.1) DESIDRATAÇÃO Depois de todos esses procedimentos, as células


estão incolores, então é necessários tingi-las. Nos
Mesmo após a fixação, o material ainda possui corantes são adicionados os cromóforos, criando
85% de água, e como a parafina ( material que um cromógeno. Os corantes são classificados em:
será utilizado para a impregnação) é insolúvel em
água, por isso essa água precisa ser retirada. O De ação direta: penetram ativamente no tecido
álcool etílico é a substância mais utilizada para De ação indireta: precisam de um mordente
esse fim. No processo a peça recupera a cor ( elemento metálico)
natural e diminui de tamanho. O volume
necessário de álcool deve ser 20 vezes maior que O corante considerado universal na histologia é a
o volume da peça. hematoxilina e eosina ( HE).

5.2) DIAFANIZAÇÃO OU CLARIFICAÇÃO Antes de realizar a coloração precisa-se fazer a


desparafinização das lâminas, já que os corantes
Mesmo tirando a água, ainda ficam resquícios de são solúveis em água. Usa-se o xilol para isso, e
álcool, um material solúvel. Por isso, esse álcool depois realiza-se uma hidratação em álcool.
deve ser substituído por um produto que a parafina Depois disso, podem ser expostas ao corante.
tenha afinidade. Os mais conhecidos são o xilol,
toluol, benzeno, entre outros. No processo a peça Depois realiza-se uma nova desidratação, uma
se torna mais clara. Se for utilizado xilol, é clarificação e por fim a selagem da lâmina, com a
necessário o uso de EPI’s pois é tóxico. Caso colocação de uma lamínula de vidro sobre. Assim
apareça uma nata branca na superfície do estará pronta para ser analisada no microscópio.
recipiente, significa que a peça não foi bem
desidratada.

6) IMPREGNAÇÃO

Aqui as peças são infiltradas por algo que as


deixem rígidas. Os materiais mais utilizados são
parafina e resina. O material ideal para essa etapa
é aquele que seja fluido o suficiente para penetrar
e que depois endureça. No caso da parafina, o
processo deve ser feito no ponto de fusão da
mesma ( 60º).

7) INCLUSÃO

Nessa etapa a parafina envolverá o exterior da


peça. Ela será colocada em um molde preenchido
com parafina líquida, e depois numa placa fina
para promover o endurecimento.. sobre a posição
da peça no molde, órgãos tubulares devem ser
colocados no plano transversal e tecidos longos de
modo longitudinal.

8) MICROTOMIA

Momento em que a peça será cortada para


observação no microscópio. A espessura ideal é
de 4 a 6 micrômetros. O equipamento que realiza o
corte é chamado de micrótomo, composto de 4
partes: corpo, porta-bloco, porta-objeto e navalha.
As fitas que vão sendo cortadas devem ser
lavadas em banho-maria à 40º, para que se
distendam e não formem dobras. Pesca-se no

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