Expectativas de Parto e Nascimento: Uma Visão Qualitativa de Profissionais Atuantes em Obstetrícia
Expectativas de Parto e Nascimento: Uma Visão Qualitativa de Profissionais Atuantes em Obstetrícia
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Artigos
Expectativas de Parto e Nascimento: Uma Visão Qualitativa de Profissionais
Atuantes em Obstetrícia
Expectations of Delivery and Birth: A Qualitative View of Professionals Working in
Obstetrics
Expectativas de Parto y Nacimiento: Una Visión Cualitativa de los Profesionales que
Trabajan en Obstetricia
Gabriela Marques do Nascimento
Diego Zapelini do Nascimento
Rosa Cristina Ferreira de Souza
Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL)
Camila Giugliani
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Resumo
Introdução: os profissionais da área obstétrica desempenham importante papel no atendimento às
expectativas das mulheres, influenciando na satisfação com o parto. Objetivo: Avaliar a percepção dos
profissionais que atuam na área de obstetrícia sobre as expectativas das mulheres em relação ao parto
e nascimento, e sua influência no processo de parto. Métodos: Estudo qualitativo cujos dados foram
obtidos pela técnica do grupo focal e interpretados pela análise de conteúdo proposta por Bardin. Uma
amostra de conveniência não aleatória foi recrutada. Os participantes eram profissionais atuantes em
obstetrícia (médicos e enfermeiras obstétricas, doula), que foram convidados a considerar aspectos de
sua experiência profissional em relação ao parto e nascimento. Resultado: Participaram do encontro
oito especialistas, sendo médicos e enfermeiras obstétricas e doula. A análise da discussão gerada no
grupo resultou em cinco temas distintos: influências na escolha do parto; a escolha da cesariana; o medo
parto y el nacimiento, y su influencia en el proceso del parto. Métodos: Estudio cualitativo cuyos datos
se obtuvieron mediante la técnica de grupos focales y se interpretaron mediante análisis de contenido
propuesto por Bardin. Se reclutó una muestra de conveniencia no aleatoria. Los participantes fueron
profesionales que trabajan en obstetricia (médicos y enfermeras obstétricas, doula), quienes fueron
invitados a considerar aspectos de su experiencia y experiencia profesional en relación con el trabajo
de parto y el nacimiento. Resultado: En el encuentro participaron ocho especialistas, entre médicos,
enfermeras obstétricas y doulas. El análisis de la discusión generada en el grupo dio como resultado
cinco temas diferenciados: influencias en la elección del parto; elegir una cesárea; el miedo a dar a
luz; el parto hoy; y desempeño del profesional. Conclusión: Incluso entre los profesionales, la discusión
sobre las expectativas se centra en las elecciones de las mujeres respecto al tipo de parto y los factores
intervinientes. Los profesionales de la salud desempeñan un papel importante en el abordaje de estos
sentimientos desde el control prenatal, desmitificando prejuicios y orientando adecuadamente a las
mujeres.
Palabras clave: embarazo, nacimiento, parto, humanización de la atención
Introdução
2021; Pereira et al., 2018). É importante ter em vista que o atendimento que a gestante
recebe durante a sua gravidez, além dos acontecimentos no trabalho de parto e no parto,
podem afetar diretamente a autoestima da mulher, bem como sentimentos perante a ma-
ternidade (Gregory et al., 2019; Migliorini et al., 2023; Velho et al., 2019; Webb et al., 2021).
Com o intuito de entender melhor os fatores que influenciam nas práticas e escolhas obs-
tétricas, este estudo se propôs a avaliar a opinião e percepção de profissionais atuantes em
obstetrícia quanto às expectativas de mulheres em relação ao parto e ao nascimento, bem
como entender como estas expectativas influenciam no processo do parto.
Métodos
da Universidade do Sul de Santa Catarina (CEP UNISUL), sob o parecer de número 3.204.605.
Os participantes receberam esclarecimentos sobre as finalidades do estudo e assinaram o
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
A análise de dados seguiu a metodologia de análise de conteúdo proposta por Bardin
(Sousa & Santos, 2020), um método de pesquisa que envolve a sistematização e a interpre-
tação de dados a partir de uma análise sistemática e objetiva do conteúdo captado, seguindo
as etapas de pré-análise, exploração do material para identificação dos temas a partir da
categorização das falas e interpretação dos resultados.
Resultados e Discussão
A amostra foi composta por oito especialistas no tema abordado: três ginecologistas-obs-
tetras, três enfermeiras obstétricas e uma enfermeira coordenadora da atenção primária e
assistência pré-natal, uma doula. Uma psicóloga convidada se recusou a participar, e outra
psicóloga e uma doula que haviam confirmado presença não puderam comparecer ao en-
contro marcado. A média de idade dos participantes foi de 36,5 anos (±7,8), e o tempo de
atuação na obstetrícia variou de 4 a 21 anos, com mediana de 6,5 anos. A maioria (75%)
atuava no setor público e também privado.
As discussões geradas no grupo focal resultaram em cinco categorias de análises, com os
seguintes temas: influências na escolha do parto; a escolha da cesariana; o medo em parir;
o parto na atualidade; e a atuação do profissional. Na apresentação dos resultados, foram
selecionadas falas que melhor representam as categorias identificadas nas questões da pes-
quisa. Nesse contexto, para manter o anonimato dos participantes, eles foram identificados
pela profissão e por números de 1 a 5. Exemplo: Médica 1, Enfermeira 1.
A primeira categoria tem como tema as influências na escolha do parto. Os profissionais
da gestação um parto normal, e tem que ter um parto, e ai quando isso não é possível,
quando isso não dá certo, a gente vê que fica assim em uma frustação enorme, né.
(Médica 3)
Eu recebo das mulheres do SUS por exemplo, tem duas linhas, né, aquela que ‘ah não vou
ter a possibilidade de pagar uma cesariana, então eu vou me preparar para um parto’,
e aquelas que passam a gestação toda com medo do parto e acaba que normalmente
no fim ele acaba não acontecendo, ou acontecendo não exatamente da melhor forma,
justamente pelo medo. . . . na verdade o público que me procura quer ter um parto, né,
a grande maioria quer ter um parto. Então eu percebo que tem a ver, tem muita cultura
ainda. (Doula)
Muitas vezes também tem a escolha do marido, a gente fala muitas vezes da gestan-
te, mas algumas vezes tem maridos que não querem que a mulher passe pelo parto.
(Médico 2)
Muitas vezes, a escolha da gestante em ter um parto vaginal se caracteriza por ser o
que possui uma recuperação mais rápida, menor dor no pós-parto e uma maior vivência e
controle da mulher no momento do parto (Hugues & Heilborn, 2021; Santos et al., 2023). A
opção pela via de parto cesariana pelas gestantes ocorre devido ao parto cesáreo ser consi-
derado rápido, indolor e moderno, sendo por estes motivos a escolha de muitas gestantes
que temem sentir dor e sofrimento no momento do parto (Bohren et al., 2017; Costa et al.,
2023; Henrique et al., 2021; Martins et al., 2020). Este tipo de parto é muito comum em mu-
lheres que fazem acompanhamento com o obstetra de maneira privada (Velho et al., 2019).
Entretanto, uma das participantes questiona esse método como escolha livre e espontânea
da gestante:
algumas você consegue mudar isso no pré-natal e algumas não, elas vêm determinadas
para aquela via de parto, diferentemente das pacientes do SUS que não tem essa esco-
lha, né, na maioria das vezes, porque elas até podem desejar uma determinada coisa,
mas nem sempre aquilo vai se realizar. (Médica 1)
Observa-se, como um fator cultural no atendimento de saúde privado, a preferência ini-
cial pela cesariana como tipo de parto. Esta escolha do tipo de parto cesáreo é dificilmente
desconstruída durante todo o pré-natal, isto é, a gestante acredita que esta é a forma de
parir mais segura, e o profissional, em alguns casos, não a informa o suficiente quanto aos
riscos da cesárea e aos benefícios do parto vaginal, o que contribui para esta via de parto
como escolha final (Domingues et al., 2014; Gama et al., 2009; Santos et al., 2023).
No entanto, quando a mulher assume uma postura rígida em suas escolhas, e sua opção
não pode ser realizada, por diferentes motivos, a frustração e o sentimento de impotência
e baixa autoestima gerados podem trazer riscos à sua saúde e interferir até mesmo nos cui-
dados com a criança, podendo acarretar em depressão pós-parto, o sentimento de tristeza
chamado de baby blues, e prejudicar a relação mãe-bebê (Gregory et al., 2019; Webb et
al., 2021). Estudo na Espanha identificou que o tipo de parto – e os fatores atrelados a esta
experiência – tem influência na satisfação com o parto: mulheres que mantiveram o filho
próximo e fizeram contato pele a pele logo após o nascimento, por exemplo, apresentaram
maior satisfação, enquanto aquelas que não tiveram suas expectativas atendidas em relação
ao plano de parto mostraram-se mais insatisfeitas (Arrebola et al., 2021). Resultados seme-
lhantes foram encontrados no Brasil (Costa et al., 2023; Santos et al., 2023), onde estudos
mostram que a qualidade da atenção recebida com os profissionais pode exercer maior in-
fluência do que o tipo de parto em si (Baldisserotto et al., 2016; Martins et al., 2020).
A segunda categoria visa discutir sobre a escolha da cesariana, muitas vezes realizada
né, ela vai estar em um ambiente desconhecido, ela prefere ser o mais prático e pra ela
que ela consiga programar com quem ela queira que esteja presente naquele momento,
eu acho que isso é um fator bem decisivo pra ela optar por uma cesariana. (Enfermeira 2)
No atendimento privado, a gestante possui um vínculo maior com o seu obstetra, oriundo
desde o acompanhamento do pré-natal, em muitos casos há já um planejamento do parto a
ser realizado, o que gera um sentimento de maior segurança e sensação de maior apoio do
profissional com a gestante e suas escolhas (Khatony et al., 2019; Santos et al., 2023).
Atualmente, a gente tá vivendo uma geração de mulheres que foram paridas por cesá-
rea. As nossas mães, assim, tinha aquela coisa da violência obstétrica terrível, né [no
parto normal], e a cesárea era como uma salvação. Algumas gestantes ainda pensam
que é assim que acontece. (Médica 3)
. . . tem a questão da gestante abrir a mão do controle também, porque o parto ele não
é controlado como parece ser uma cesárea, nem só pela questão do tempo, mas pela
questão de que tu tá entregando pro obstetra o teu parto, então é ele quem vai fazer, o
parto normal a mulher precisa usar o protagonismo dela naquele momento para funcio-
nar. Então eu percebo também, às vezes, uma questão de que tem tanto medo a ponto
de entregar na mão do obstetra o parto, ‘ah eu queria um parto, mas é mais fácil dar
para ele [médico] fazer o meu parto’. (Doula)
A partir das discussões geradas pelo tema da cesariana, e pela opinião dos profissionais
especialistas, da escolha pelo parto cesáreo estar atrelada ao medo, entramos na terceira
categoria, intitulada o medo em parir:
A gente faz os cursos de gestante e a gente vê que o principal ponto delas é a questão do
medo, e isso é muito crucial, porque o medo delas de ‘eu até quero tentar um parto, mas
O sentimento de medo pode ser associado à gestante temer o bebê nascer com alguma
malformação a ter de ser hospitalizado, temer alguma laceração, medo da dor do parto,
de não conseguir dar à luz e até mesmo de complicações com o bebê ou ocorrência de
natimorto (Phunyammalee et al., 2019; Rúger-Navarrete et al., 2023). Este sentimento pode
ser diminuído através do apoio emocional e das informações acuradas sobre a saúde da
gestante e do manejo do parto pelo obstetra que a acompanha; as orientações e medidas
de conforto da equipe obstétrica podem reduzir a ansiedade, o medo e, consequentemente,
os seus efeitos adversos (Baldisserotto et al., 2016; Bohren et al., 2017; Martins et al., 2020;
Santos et al., 2023).
Entrando nesta discussão da sociedade atual, questionou-se aos especialistas como eles
viam e entendiam o parto na atualidade:
Mas então é bem assim, tá programado, tem que chegar lá e falar assim é até tal dia
que eu quero fazer, porque eu quero resolver a minha vida, e aí a gente não é esse robô,
né. (Médica 1)
Muitas vezes, a gestante tá preocupada com o profissional que entrou, com o que saiu. É
que a gente, né, deixou, há muitos tempos atrás a gente só paria filhos e enfim, né, cui-
dava deles, e daí a gente virou mulher moderna, né, e a gente quer fazer tudo ao mesmo
tempo e aí é que a gente esbarra aí, né, porque daí a gente quer controlar tudo, quer
botar filho no mundo parindo. (Doula)
A minha paciente chegou com 40 semanas e quer ter o bebê porque daqui a um mês ela
quer trabalhar . . . opa, a maternidade não é isso, né. (Médica 3)
As falas transcritas estão de acordo com um estudo realizado na Região Sul do Brasil
(Velho et al., 2019), que apontou que algumas mulheres atendidas no setor privado esco-
lhem realizar o parto cesáreo pela possibilidade de programá-lo, devido à vida agitada da
mulher contemporânea, em vez de esperar pela imprevisibilidade do parto normal. Apontou
Eu acho que o que precisava também era dessa coisa do contato com o médico que
estará lá no hospital, porque nem todas têm condições de chamar o seu médico, pagar
a doula, né, mesmo que tenha o convênio, porque algumas tem convênio porque tra-
balham em uma empresa, então eu acho que também precisava deste vínculo, assim,
de ir ao hospital, de conhecer o ambiente, eu acho que é uma coisa que o projeto Parto
Adequado tenta estimular, né, e ter o contato também com o profissional que vai estar
lá, com a enfermagem que está sempre lá, então eu acho que é uma coisa importante
assim, que a paciente tenha este vínculo. (Médica 1)
Quando cria o vínculo [com os profissionais] faz a diferença. . . . traz segurança para a
mulher também, quando ela já conhece aquelas pessoas que vão estar envolvidas no
cenário de parto. (Doula)
As percepções dos profissionais de saúde que participaram desta pesquisa estão de
acordo com as diretrizes dos projetos da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da
Saúde e do cuidado materno, no que tange à humanização da assistência desde o pré-natal
(Baldisserotto et al., 2016; Ministério da Saúde, 2016; Imprensa Nacional, 2024). No entan-
to, a simples existência de políticas de saúde não é suficiente para direcionar a assistência,
devendo ser sustentadas pelas boas práticas de atenção. As orientações reforçam a consta-
tação de que, mais do que o tipo de parto em si, a atenção qualificada envolve a percepção
e o acolhimento às necessidades das mulheres, a escuta e informação qualificada, a em-
patia e o suporte dos profissionais durante o trabalho de parto e nascimento, tornando o
ambiente do parto também preparado para este momento (Martins et al., 2020; Migliorini
et al., 2023). Isso significa que as políticas de saúde, apesar de, em teoria, abordar sobre a
influência dos fatores psicológicos/emocionais, sociais/relacionais e contextuais, para além
dos biológicos/fisiológicos, na gestação e o momento perinatal, não se traduzem ainda em
esquisas específicas, de forma a fornecer evidências que possam subsidiar políticas integra-
p
das que atendam às reais necessidades das mulheres nesse ritual tão importante na vida de
uma família, que é o nascimento.
Conclusão
A análise dos resultados evidencia uma evolução na forma com que os profissionais estão
vendo o parto, caracterizando-o mais como um modelo natural fisiológico, aos poucos dimi-
nuindo o olhar do parto como um evento cirúrgico e biomédico. No entanto, ainda que as ex-
pectativas incluam uma gama de sentimentos, influenciadas por fatores pessoais, culturais,
sociais e econômicos, a discussão sobre elas, mesmo entre profissionais da área, mantém-se
focada na análise das escolhas das mulheres quanto ao tipo de parto e suas indicações,
assim como os instrumentos para medi-la estão relacionados ao medo e à dor do parto
(Marques et al., 2020). De fato, o medo de parir está muito presente para algumas gestantes
e nas falas dos profissionais, e com isso a opção pela cesariana como via de parto final se
justifica, sendo que, em alguns casos, os profissionais relataram tentar modificar esta opção,
durante o pré-natal, junto da gestante.
Os profissionais participantes desta pesquisa reconhecem que a escolha do parto é di-
reito da gestante, e que o profissional de saúde deve auxiliá-la durante todo o seu acompa-
nhamento do pré-natal sobre as suas condições de saúde e o tipo de parto mais indicado,
esclarecendo seus riscos e benefícios. Explicar de forma adequada e clara é um dever ético
dos profissionais e se torna essencial para uma boa relação entre os profissionais e seus pa-
cientes. O atendimento, segundo os profissionais, deve ser baseado no respeito, no vínculo
com a paciente e no bem-estar da gestante e do bebê. Desta forma, a escolha do parto mais
indicado precisa considerar a singularidade de cada mulher. Os profissionais de saúde têm
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Sobre os autores:
Gabriela Marques do Nascimento: Doutoranda e mestra em Ciências da Saúde pela Universidade do Sul
de Santa Catarina (UNISUL). Psicóloga pela UNISUL. Docente na instituição Centro Universitário Univinte
(UNIVINTE). E-mail: gabidimoreno@[Link], Orcid: [Link]
Diego Zapelini do Nascimento: Doutorando e mestre em Ciências da Saúde pela Universidade do
Sul de Santa Catarina (UNISUL). Farmacêutico pela UNISUL. Docente na instituição Faculdade Senac
Tubarão (SENAC SC). Escritor. Farmacêutico na farmácia Deluca. E-mail: diegozapnasc@[Link],
Orcid: [Link]
Rosa Cristina Ferreira de Souza: Doutora em Ciências da Linguagem pela Universidade do Sul de
Santa Catarina (UNISUL). Mestre em Psicologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC). Psicóloga pela UNISUL. Docente na UNISUL. E-mail: [Link]@[Link], Orcid:
[Link]
Camila Giugliani: Doutora em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS). Especialista em Saúde Pública (Paris). Médica pela UFRGS. Docente na UFRGS. E-mail:
giugli@[Link], Orcid: [Link]
Betine Pinto Moehlecke Iser: Doutora e mestre em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (UFRGS). Graduada em Odontologia pela UFRGS. Docente na Universidade do Sul de
Santa Catarina (UNISUL). E-mail: betinee@[Link], Orcid: [Link]