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Unidade II - Cenário Global

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Carlos Aguiar
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Unidade II

Cenário Global e Nacional


UNIDADE II - Cenário global e nacional
02.01 - Estrutura econômica internacional;
02.02 - Variáveis econômicas no contexto global;
02.03 - Cenário tecnológico e ambiental;
02.04 - Variáveis macroeconômicas e tendências da economia nacional
no ambiente de negócios.

Objetivos:
•Relacionar o cenário global econômico, ambiental e tecnológico e suas
variáveis com os seus impactos no ambiente empresarial.
•Prospectar variáveis econômicas relevantes no contexto global com
avaliação de sua repercussão nas decisões empresariais.
•Tomar decisão com base em fundamentos da ciência econômica, a partir
de simulações de condições macroeconômicas.
Cenário Global
O Cenário Global refere-se a uma análise da economia mundial. A
identificação das principais economias mundiais, dos fatos políticos
mais importantes, do comércio internacional, entre outros.
Cenário Global
O Poder Econômico Mundial – Estrutura Econômica
Internacional

➢No pós Guerra Fria o mundo passou a contar com uma


multipolaridade quanto ao poder político e econômico. Apesar da
sua importância política e econômica no mundo, os EUA
apresentaram uma redução na sua hegemonia mundial.

➢Cresce a participação de outros países nas decisões políticas e


econômicas, principalmente no bloco de países emergentes, onde
destaca-se a economia chinesa.
Qual grupo de países mais cresce no mundo
atualmente?
Vamos considerar dois grupos. Um com as 7 maiores economias
mundiais, chamado de G7, e um outro com os Emergentes, onde o
BRICS está incluso.
O PIB dos Brics
Crescimento dos BRICS.
Estrutura Econômica Internacional
Os BRICS são o grupo criado por Brasil, Rússia, Índia e China
originalmente, em 2011 a África do Sul passou a fazer parte do
grupo.

Entre 2003 e 2007, o crescimento dos quatro países fundadores


representou 65% da expansão do PIB mundial.

Os BRICS são países em desenvolvimento, mas que em


comparação com os demais países do mesmo grupo, apresentam
uma estrutura econômica mais sólida.
O PIB dos Brics
Crescimento dos BRICS.
PIB%
Country 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021
Brazil 7,5 4,0 1,9 3,0 0,5 -3,5 -3,3 1,3 1,8 1,4 -4,1 3,7
China 10,8 9,5 7,9 7,8 7,4 7,0 6,9 6,9 6,7 5,8 2,3 8,4
India 10,3 6,6 5,5 6,4 7,4 8,0 8,3 6,8 6,5 4,0 -8,0 12,5
Russia 4,5 5,1 4,0 1,8 0,7 -2,0 0,2 1,8 2,8 2,0 -3,1 3,8
South Africa 3,0 3,3 2,2 2,5 1,8 1,2 0,4 1,4 0,8 0,2 -7,0 3,1
Fonte:FMI (2022)
Os principais parceiros comerciais do Brasil
Parceiros comerciais representam o grupo de países no qual um
determinado país possui relações quanto ao comércio internacional.

O comércio internacional são as relações de exportação e


importação realizadas entre os países.
O Brasil possui uma economia aberta e diversificada, mantendo
relações comerciais estratégicas com diversas nações ao redor do
mundo.

Suas exportações incluem commodities agrícolas, minerais e


produtos manufaturados, enquanto suas importações abrangem
desde insumos industriais até produtos de alta tecnologia.

Entender quem são os principais parceiros comerciais do Brasil


nos ajuda a compreender os desafios e oportunidades do comércio
internacional.

Nos próximos slides, analisaremos quais países mais compram


do Brasil, bem como as tendências que moldam o comércio exterior
brasileiro.
Principais parceiros comerciais do Brasil – Top 10

Fonte: ComexStat (2024)


Fonte: ComexStat
Fonte: ComexStat
Fonte: ComexStat
Crises Econômicas recentes
Crises Econômicas
Uma crise econômica é qualquer ação que dificulte a produção,
consumo, comercialização de bens, seja no mercado interno ou
externo, que resulta em um mau andamento da economia.

Compreender as razões das crises econômicas é importante para


entender e projetar a conjuntura do Cenário Global.
Crise Financeira Internacional – 2008
‘A crise financeira de 2008, popularmente chamada de crise do
subprime, foi um dos piores desastres econômicos globais dos
últimos anos.

Originada nos EUA, ela teve início com o estouro da bolha de


hipotecas no mercado financeiro e se alastrou pelo restante do
mundo, com efeitos catastróficos e duradouros.”
Warren, 2022.
Dica de filme
Principais Causas:
Bolha Imobiliária
Houve um boom no setor imobiliário dos EUA, com aumento dos preços das casas e
crédito fácil.
Empréstimos Subprime
Bancos concederam empréstimos de alto risco (subprime) a pessoas sem capacidade de
pagamento.
Títulos Podres
Esses empréstimos foram transformados em títulos financeiros (CDOs) e vendidos para
investidores no mundo todo.
Quebra do Lehman Brothers
Em setembro de 2008, o banco Lehman Brothers faliu, causando um efeito dominó no
mercado financeiro.
Pânico e Recessão Global
Bancos entraram em crise, crédito secou e a economia global mergulhou em recessão.
Cenário Global - Pós-crise de 2008
“Eu acredito muito na livre iniciativa, por isso o meu instinto
natural é se opor a intervenção do governo. Eu acredito que as
empresas que tomam más decisões devem sair do mercado.
Em circunstâncias normais, eu teria seguido esse curso. Mas
estas não são circunstâncias normais. O mercado não está
funcionando corretamente. Houve uma perda generalizada de
confiança, e grandes setores do sistema financeiro da América
estão em risco".

Fonte: Terra (2013)


Pós-crise de 2008
Uma das principais consequências da crise foi a falta de crédito
no mercado. No Brasil, o governo brasileiro tomou medidas para
estimular a economia. Uma das principais medidas foi a redução de
IPI para automóveis, eletrodomésticos da linha branca e
materiais da construção civil. Outra consequência, logo após o
início da crise, foi a alta do dólar.
Pós-crise de 2008
A estratégia de incentivar o consumo interno gerou bons frutos
para a economia, assim como o intenso comércio com a China. Em
2010 o país chegou a crescer 7,5%, o maior resultado dos últimos
anos. Porém, o crescimento econômico não se mostrou ser
sustentável.
Pós-crise de 2008
Fraco desempenho da Zona do Euro. A crise de 2008 agravou os
problemas de países como Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e
Espanha. Assim como o Brasil, esses países para diminuir os
desdobramentos da crise sobre suas economias, auxiliaram os
setores mais críticos com pacotes bilionários, o que elevou suas
dívidas.

(Estadão, 2018)
Pós-crise de 2008
Desaceleração da economia chinesa. Governo chinês tentou
mudar o perfil de sua economia, de um modelo predominantemente
exportador para uma economia voltada ao consumo interno. As
exportações caíram e o governo desvalorizou sua moeda (o iuan)
para retomar o ritmo de crescimento das exportações.

Consequências: Com o crescimento do PIB menor, a demanda por


commodities (petróleo, minério de ferro, soja, açúcar) no mundo cai
e isso afeta todos os países, especialmente o Brasil, que tem a
China como principal destino de suas exportações.

Fonte: G1 (2028)
Guerra Comercial – 2018 – Trump (1º Mandato)
“Guerra “ não armamentista fruto de ações protecionistas entre os
países. Mais recentemente, EUA e China travam um embate
comercial envolvendo as duas economias.
Guerra Comercial - 2018
Conflito Rússia x Ucrânia - 2022
O conflito armado entre Rússia e Ucrânia já dura 1 ano e não há, no
momento, solução a curto prazo. Os desdobramentos desse conflito
ecoam na economia mundial, causando problemas na economia de
diversos países.
Relações comerciais com a Rússia (Exportações)

Fonte: ComexStat
Relações comerciais com a Rússia (Importações)

Fonte: ComexStat
Relações comerciais com a Ucrânia (Exportações)

Fonte: ComexStat
Relações comerciais com a Ucrânia (Importações)

Fonte: ComexStat
Impactos na economia mundial e brasileira
Inflação:

Com o conflito o preço do petróleo e gás teve um significativo


aumento, em virtude da redução da oferta no mercado internacional.

Agropecuária:

O setor agropecuário brasileiro foi afetado, em virtude da Rússia ser


um importante fornecedor de fertilizantes para o Brasil.

Matriz energética:

O carvão mineral brasileiro não é considerado de boa qualidade, o


que leva o país a importar o produto em grande quantidade. Boa
parte desse insumo vem da parceria comercial com a Rússia.
Trump – 2º Mandato
Efeito Trump (2º Mandato)
Imposição de Tarifas Comerciais Elevadas: Trump implementou tarifas de 25%
sobre produtos do Canadá e do México, além de aumentar para 20% as tarifas sobre
produtos chineses, visando proteger a economia americana.

Retirada de Acordos Fiscais Internacionais: Retirou os EUA do acordo global da


OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) que
estabelecia um imposto mínimo de 15% sobre os lucros de grandes multinacionais,
afetando a arrecadação fiscal global e aumentando tensões comerciais com aliados
tradicionais.

Política Ambiental e Acordo de Paris: Trump assinou um decreto no primeiro dia de


seu segundo mandato, retirando os Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde
e do Acordo de Paris, reafirmando seu compromisso com políticas ambientais mais
flexíveis.

Fontes: BBC (2025); The Guardian (2025); UOL (2025); Financial Times (2025).
Perspectivas na economia mundial
Segundo o FMI:
Crescimento Econômico Global
• Projeção de Crescimento: O Fundo Monetário Internacional (FMI)
projeta um crescimento global de 3,3% tanto para 2025 quanto
para 2026, abaixo da média histórica de 3,7% (2000–2019).
• Economias Avançadas: Crescimento projetado de 1,7% em 2025.
• Mercados Emergentes e Economias em Desenvolvimento:
Expectativa de crescimento de 4,1% em 2025.

Principais Economias
• Estados Unidos: Revisão positiva da projeção de crescimento
para 2,7% em 2025, atribuída a mercados de trabalho robustos e
aumento nos investimentos.
• China: Crescimento projetado de 4,6% em 2025, com leve
revisão positiva devido a estímulos fiscais recentes.

Fonte: IMF (2025).


Segundo o FMI:
Riscos e Incertezas
• Políticas Protecionistas: O FMI alerta que medidas como tarifas
e subsídios podem prejudicar o comércio global e a eficiência
econômica.

• Tensões Geopolíticas: Conflitos e instabilidades políticas
representam riscos adicionais ao crescimento econômico
global.

Fonte: IMF (2025).

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