0% acharam este documento útil (0 voto)
22 visualizações20 páginas

Orixá

O documento apresenta informações sobre vários orixás da religião candomblé. Descreve as características principais de Bará, Ogum, Oiá, Xangó e Odé-Otim, incluindo suas cores, dias, oferendas e domínios. Explica brevemente algumas de suas lendas e conexões entre eles, como o amor entre Ogum e Oiá e o poder compartilhado de Oiá e Xangó sobre os raios.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
22 visualizações20 páginas

Orixá

O documento apresenta informações sobre vários orixás da religião candomblé. Descreve as características principais de Bará, Ogum, Oiá, Xangó e Odé-Otim, incluindo suas cores, dias, oferendas e domínios. Explica brevemente algumas de suas lendas e conexões entre eles, como o amor entre Ogum e Oiá e o poder compartilhado de Oiá e Xangó sobre os raios.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Características dos Orixás

Bará

Primeiro Orixá a aparecer dentro de um Batuque portador da chave para abrir todas as portas e
caminhos.
É o elemento da ligação entre os homens e as divindades, é o primeiro a receber.
ofertas, Bará não pode ser isolado em nenhuma das categorias, participa forçosamente de
todo, companheiro e irmão de Ogum, comem juntos.
Representa a terra e tudo que é terreno conta uma das leis que quando Ogum se matou a
a terra se abriu e o engoliu, ou seja, seu irmão Bará o recebeu.
O arquétipo deste Orixá é um tanto brincalhão, infantil às vezes, sempre fazendo piadas e
quase maldades, é impulsivo e se movimenta no momento, e quase nunca erra em seus manejos já
tenha fundamento ou não. Cumpre uma função muito importante na atitude sexual suas
representações simbólicas são um falo e as abobrinhas representam seus testículos. Portanto
é o símbolo por excelência da fecundidade.
BARA
ELEGBA

Vermelho

Conta: 7 Múltiplos: 3, 7, 14, 21, ....

Alupo

Data: 13 de Junho Bará Juvi, 29 de Junho Bará Lode.

Sincretismo: São Pedro, São Antônio

Algumas partes do corpo pertencentes a este Orixá:


Pênis, pâncreas, urina, sangue, ossos das mãos, ossos das pernas e uretra.

Segunda-feira

Ofrenda de frente: 3 ou 7 batatas assadas, 7 caramelos de mel, pipoca, milho torrado, uma chave, 7
moedas, e mel.

Lugar de despacho: Em matas, cruzamentos, praias ou rios, e lombas.

Animais: Cabras, galinhas vermelhas e bandos de pombas marrons.

Iansã, Oiá, obá, Oxum.

Ferramentas: Pipa, tridente, candado, cadena, 3 ó 7 punteras e 3 ó 7 llaves.

Algunas frutas ofrecidas: Mango, granada, manzana, naranja, caña de azucar, mora.

Algumas plantas: Amoreira, bananeira, romã, laranjeira.

Metais: Níquel, ferro.


( IMPORTANTE: BARÁ LODÉ LLEVA DENDE).

Ogum

Segundo Orixá a aparecer em uma roda de Batuque, Orixá Guerreiro, deus da guerra por
direito, irmão de Bará, Xango e Ossanha, mensageiro direto de Oxalá, deus do ferro. Rei
de iré. Seu arquétipo o transforma em um Orixá com temperamento resoluto, duro e vigoroso,
facilmente comparable à inflexibilidade e resistência do metal. Sendo irmão de Bará OGUM
tem muitas coisas em comum com ele, tem domínio sobre os caminhos, se Bará é o dono das
encrucijadas, assumindo a responsabilidade de quem pode ou não passar, Ogum é dono dos
caminhos em si, é aquele que toma a justiça em suas mãos sem se importar com o que o outro dirá. A ele
estão ligados todos os soldados, é santo dos policiais, de todos aqueles que trabalham com
metais.
A ele estão vinculados vários amores, mas o mais reconhecido é com Oiá, seu verdadeiro
amor. Conta a lenda que ela o deixou por Xangô, mas que eles nunca deixaram de se amar.
Outros que se tornaram irreconciliáveis, seja um caso ou o outro OGUM está ligado a OIA.

OGUM
AVAGÀ - ONIRA - OLOBEDE - ADIOLA

Verde e vermelho

Conta: 7 Múltiplo: 3,7,14,21,…

Oguñé

23 de abril

Sincretismo: São Jorge

Algumas partes do corpo pertencentes a este Orixá:


Dentes, nariz, sangue, costelas, músculos.

Dia da semana: Quinta-feira

Ofrenda de frente: 3 ou 7 costelinhas de asado, uma planta de alface, farinha, uma laranja e
dende.

Lugar de despacho: Em um mato, em um cruzamento aberto, em um

cruzeiro de mato, margens do caminho de ferro e rios.

Animais: Cabra, frangos avermelhados ou pintados, e grupo de pombas marrons.

Casamento: Iansa, Oia, (Oxum ou Iemanjá pode dar raramente).

Ferramentas: Martelo, rastelo, 7 pregos de ferradura, bigorna, uma víbora de 7 voltas, pá,
espada, azada, lança, tenaz, e uma pinça.
Algunas frutas: Naranja, naranja de ombligo, frangueza, cassis, coco, limón, gosellas, melocotón.

Algumas plantas: Laranjeira, frangueceira, groselheira, eucalipto, limoeiro, palma de coco.

Metais

Oiá

Primeiro Orixá feminino a aparecer na roda de Batuque, ela vem à frente guerreira agressiva
e ao mesmo tempo feliz, OIÁ é temível e guerreira, rainha dos ventos e tempestades, do raio
poder que comparte com Xangô. Foi o grande amor de OGUM até que ela o deixou por XANGÔ.
Conta a lenda que eles não deixaram de ser amantes, outros dizem que se tornaram inimigos
irreconciliáveis, seja o que for, sempre se identifica o grande amor que sentiram. Segundo conta
outra lenda dizia que todos os Orixás estavam dançando em uma festa e Xapaná estava atrás da
porta olhando, Ogum viu e perguntou à sua mãe por que meu irmão está se escondendo? ela lhe
respondeu - porque não se quer mostrar com suas chegadas. Então Ogum saiu, tomou a sua
irmão e lhe fez com palhas da costa a vestimenta que o torna característico. Xapana voltou a
a festa e começou a dançar junto aos outros ORIXÁS, ao vê-lo estes se afastaram e o deixaram
dançando sozinho, espionando-o de seus lugares. Oiáal vê-lo assim se foi e dançou junto a ele,
levantando um vento, o afefé, que levantou as palhas de Xapaná e as mostrou a seus irmãos
com seu rosto e corpo belos, então todos os seus irmãos se levantaram e foram dançar
junto a él. Xapaná em agradecimento a Oiá lhe deu o poder que tem sobre os mortos, por
diz-se que ela dançou com a morte e a venceu. Sua arma é o EREUXIN OU EIRU que é
uma vara de pelos feita do rabo de um cavalo, amarrada a um cabo de osso, madeira ou metal, com
esta arma ela domina os EGUNES.

OYA
IANSA-TIMBOA-DIRA

Branco e Vermelho

Cuenta: 7 Múltiplo: 3,7,14,21.

EPAIEIO

4 de Dezembro

Sincretismo: Santa Barbara, Timboa: Santa Rita

Algumas partes do corpo pertencentes a este Orixá:


Estômago, vagina, sangue, trompas de falópio, ossos da cintura pélvica, seios.

Dia da semana: Terça-feira

Ofrenda de frente: Castillo de puré de batatas. Apeté: Um bolinho redondo e 7 fatias de batata-doce
fritas ao redor.

Lugar de despacho: Matos, praias e cemitérios.


Animais: Cabra, galinhas vermelhas, galinetas e um bando de pombas marrons.

Casamento: Bará, Ogum, Xangô, Xapanã.

Ferramientas: Copa, corazones, alianzas, espada, corona, rayo, revenque.

Algumas frutas pertencentes a este Orixá: Laranja de umbigo, morango, cereja, tangerina.
bergamota, framboesa, groselha, tomate.

Algumas plantas pertencentes a este Orixá: Cerejeira, frangueceiro, groselheira, mandarino,


mora

METALES: Cobre, hierro, zirconio, plomo.

( IMPORTANTE: IANSA: LEVA MEL)

(IMPORTANTE: OIÁ: LLEVA DENDÉ)

Xangô

Rei de Oyo, teve três esposas OBA, OXUM E OIA. Sua favorita sempre foi OXUM, OBA foi a
desprezada e OIA o acompanhou à guerra. É um Orixá muito popular, autoritário e poderoso,
decide sobre o bem e o mal, é distribuidor da justiça, é o grande juiz entre os ORIXÁ. Seu
arma é uma machadinha de lâmina dupla chamada OXE. Deus do raio e do trovão. Dono do atabaque,
dono da mesa onde comemos. Uma das lendas conta que Xangô mandou buscar
a poção do poder sobre os raios e ventos com sua esposa OIA, está curiosa como é
probó primeto e assim ficou compartilhado o poder sobre os raios e as tempestades. O grande amor
de XANGO foi OXUM, ele ficou fascinado por sua beleza e passou a persegui-la
incessantemente, algumas histórias contam que Xango não era violento porque Oxum lhe passou isso
impedia, e outros dizem que ele se prostrou aos pés de Oxum em prova do respeito que ela lhe
despertava.
XANGÔ
ADGAYU IBEYI

Vermelho e Branco

Conta: 6 3,6,12,18,24

CAO CABELECILE

30 de Setembro

Sincretismo: São Miguel Arcanjo, São Marcos de León

Algumas partes do corpo pertencentes a este Orixá:


Língua, glândulas salivares, esôfago, boca, sangue, brônquios, peito, ossos do abdômen
ossos do rosto.
Dia da semana: Terça-feira

Ofrenda de frente: Amalá.

Lugar de despacho: Pedreiras, pedreiras do mato, pedreiras da cayuela, colégios.

Cordeiro claro, frango branco e casal de pombos (cinza ou marrom).

Ferramentas: Machadinha, livro, balança, espada e pilão.

Algumas frutas pertencentes a este Orixá: Banana, caqui, morango, castanha, cacau.

Algumas plantas pertencentes a este Orixá: Bananeira, jacarandá, castanheira, cipreste.

Cobre, bronze, chumbo.

(XANGÓ GODÓ: COM CHIFRES)

(XANGÓ CAMUCÁ: É DE CEMITÉRIO)

O AMALÁ DE REPOLHO É COMIDA DE EGUM

(XANGÓ AGANYÚ: SEM CHIFRES)

Odé-Otim

O caçador é aquele que fornece alimento à família, não luta com exércitos, mas sim com os
florestas, solo mata para procurar comida, depois disso cuida dos animais para garantir
a alimentação dos seres humanos. Sempre anda com Otim, sua companheira. Conta uma das
lendas que Oxóssi saiu para caçar e ao não encontrar nada naquele dia na floresta só caçou uma
cobra, extraña porque le hablaba y le decía que no la toque este desesperado en procurar
alimento, a levou igualmente em seu morral, ao voltar se deparou com Oxum que chorava e dizia que tinha
um mau presságio em relação a uma cobra, Oxossi riu e não deu importância, tirou a cobra
del morraly se dispôs a cortá-la em pedaços, quando terminou, diante dos olhos de Oxum a
a cobra voltou a se juntar e disse a ele, te avisei, escorregando foi embora e Oxossi caiu morto no
instante. Oxum, mergulhada na desesperação, chorou, chorou tanto que suas lágrimas chegaram até o
olorum(céu) e Oxalá sentindo pena por ela fez nascer Odé e Otim.

ODE

Vermelho e Azul

Conta: 7 7,14,21

Saudação: O QUE BAMBO

Data: 2 de janeiro
Sincretismo: São Sebastião

Algumas partes do corpo pertencentes a este Orixá: Diafragma, intestino delgado, pulmão.
sangue, ossos do tórax.

Dia da semana: Sexta-feira.

Ofrenda de frente: Uma costela de porco, e dendê.

Animais: porcos, pavões, faisões, frangos e bandos de pombas marrons.

Casamento: Otim.

Ferramentas: Arco, flechas e lança.

Lugar de despacho: Em uma palmeira de praia, em uma palmeira de mato, matos fechados, e rios.

Algumas frutas pertencentes a este Orixá: cocos, bananas silvestres, cassis, cana de açúcar.
uva rosada, laranja.

Algumas plantas pertencentes a este Orixá: Palmera, laranjeira, bananeira selvagem, erva-mate.

Estanho

OTIM

É a companheira inseparável de Odé, um não pode estar sem o outro, são os que procuram o
alimento para a mesa dos
Orixás.

BOMÍ, EMÍ, YINDÉ, YIRÉ, YIPIÉ, LABIA, OMILAIA.

Vermelho e Azul

Conta: 7 Múltiplo: 7,14,21

OQUE BAMBO

2 de janeiro

Simcretismo: Santa Bernardette, Santa Benedicta.

Algumas partes pertencentes a este Orixá: Diafragma, intestino delgado, pulmão, sangue,
ossos do tórax.

Dia da semana: Sexta-feira.

Ofrenda de frente: Mia mia doce com 2 costelas de porco fritas em óleo comum, um coco partido.

Lugar de despacho: Em uma palmeira do mato, em uma palmeira da praia, matos fechados e
rios.
Algumas frutas pertencentes a este Orixá: Cocos, bananas silvestres, cassis, uva rosa, cana.
de açúcar.

Algumas plantas pertencentes a este Orixá: Palmeira, laranjeira, bananeira silvestre, erva-mate.

Metais: Estanho.

(VAN ACENTADOS EM BULTOS).

Obá

Orgulhosa e incompreendida, é um Orixá marcado pelo sofrimento e pelo esforço por sua postura.
perante seu marido Xangô, já que ela se sentia rejeitada por ele, não se sentindo confortável diante da
belleza evidente de Oxum o ante la seguridad y la notoriedad de Oiá. Sua postura francamente
hiso que fuera objeto de la burla de Oxum cayendo ao abismo toda a autoestima que lhe restava:
Conta a lenda que um dia Obá foi visitar Oxum, e ela estava cozinhando, ao
verla Obá le preguntó si no le enseñaba a cocinar una de esas comidas que tanto gustaban a
Xangó Oxum respondeu que sim, mas que venha à noite. À noite Obá foi ver a
Oxum e encontrou-se cozinhando uma sopa, Oxum explicou-lhe que o que ela estava
cozinhando era uma poção mágica e que ela que via era sua própria orelha que havia sido cortada
com o que Xangô morreria de amor por ela, Obá, confiante como era, correu para casa e se cortou
uma de suas orelhas para fazer a comida. Quando Xango e Obá chegaram, muito contente, ela serviu a
sopa Xango surpreendido e furioso reclamou isso sobre aquela orelha na sua comida, Obá assustada lhe
mostrou seu rosto e este olhou para Oxum que havia chegado, tirando a trufa da sua cabeça muito
contenta, Xangô não pôde acreditar e teve um ataque de fúria tão grande que Oxum e Obá fugiram.
despavoridas, isso teve como saldo o repúdio total de Xango por Obá e o ódio de Obá por
Oxum, tornando-se inimigas mortais.
Portanto, Obá é a dona dos cortes, do fio, das incompreensões.
OBÁ
Rosa velho
Conta: 7 7,14,21
Eyo
25 de novembro
Sincretismo: Santa Catarina
Algumas partes do corpo pertencentes a este Orixá: Orelhas, apêndice, aparelho auditivo, mãos,
ossos das mãos.
Quarta-feira
Ofrenda de frente: Puré de batata em forma de orelha direita e dendê.
Lugar de despacho: Em um cruzeiro, nos matos fechados, caminhos, rios, cemitérios.
Animais: Cabra, galinhas com penas encaracoladas, e cativar pombas marrons.
Casamento: Bará, Xangó, xapana, ossanha.
Ferramentas: Orelha, roda, folha e faca.
Algumas frutas pertencentes a este Orixá: Abacaxi, ananás, uva rosa, coco.
Algumas plantas pertencentes a este Orixá: Jacarandá, videira, erva-mate.
Metais: Estanho e cobre.
(OPETÉ DE PAPA E ABACAXI DESPONTADO).
Ossanha

Patrono das ervas, sua especialidade são as plantas medicinais e sagradas, destinadas a
os rituais. Vive na floresta, irmão de Ogum e Bará, é o patrono da medicina, alguns
o apresentam como se lhe faltasse uma perna, por isso se atribui aos filhos de Ossanha um
andar característico, que não é mancar mas é como se uma das pernas tivesse
menos força que a outra. É muito reservado e mais bem solitário, só se envolve nas coisas
que realmente são importantes não perde tempo com assuntos bobos. É um Orixá de grande
fortaleza interior, seus filhos se caracterizam por ter muita paciência em todos os aspectos.

OSSANNHA

Verde e Amarelo

Conta: 7 7,14,21

Saudação: Eu Eu.

20 de janeiro

Sincretismo

Algumas partes pertencentes a este Orixá: Pés, pernas, sangue, cóccix, ossos do pé.

Segunda-feira

Ofrenda de frente: Pé direito de batatas e dendê.

Lugar de despacho: Em uma palmeira de mato, em uma palmeira de praia, em uma figueira,
hospitais e rios.

Animais: Cabras, frangos prateados ou manchados, e casta de pombos marrons.

Casamento: Obá e Oxum.

Ferramentas: Visturí, muleta, pala, coquero, azada, rastrillo e tesoura.

Algumas frutas pertencentes a este Orixá: Limão, banana silvestre, cacau, figo negro, figo
branco, coco, cereja, uva branca.

Algumas plantas pertencentes a este Orixá: Figueira, palmeira, seringueira, bananeira silvestre,
tartago, limoeiro, oliveira.

Metais: Níquel, lata, cobre amarelo.

(VAN ACENTADOS EM BULTOS).

Xapana
Orixá das pestes e doenças, ostenta poder sobre elas, tanto para causá-las como
para curá-la. É um Orixá sombrio sempre apartado de todos, talvez seja porque sua mãe o
Rejeitado desde um princípio, conta a lenda que Xapana, quando nasceu, foi abandonado por sua
mãe, avó, já que ele estaria doente de varíola negra e muito debilitado, quem o pegou e o
curó foi Iemanjá, a mãe dos Orixás Yorubas, o que marcaria uma assimilação concessiva da
cultura dominante da cultura dominada. De qualquer maneira, o sombrio Xapana chega em
Batuque para limpar já que depois que se toca para ele são realizados os despachos dos Ecó.

XAPANA
JUBETEI-BELUJA-SAPATA

Roxo

Conta: 7 Múltiplo: 3, 7, 14, etc.

Abao

Data: 16 de agosto, Domingo de Páscoa

Sincretismo: São Pantaleão

Algumas partes do corpo pertencentes a este orixá: Bexiga, ânus, pele, intestino grosso, sangue.

Quarta-feira

Ofrenda de frente: Um Apeté de batatas sem casca, em forma de vassoura com feijões pretos
torrados ao redor, milho torrado e dendê.

Lugar de despacho: Cemitério, campos, crucero, matos.

Cabra escura, frango batarazo e caça de pombas escuras ou marrons.

Casamento: Iansa, oiá, obá, oxum, Iemanjá.

Ferramentas: Cruz, escova, revólver e pipa.

Algumas frutas pertencentes a este Orixá: Cereja negra, figo negro, amora negra, coco, tunas,
cacau, uva negra, uva moscato.

Algumas plantas pertencentes a este Orixá: Cacaotal morera, videira, figueira, cacto.

Chumbo

(CORDERO SE DÁ DEPOIS DE 7 ANOS).

Oxum

Ela é a deusa da beleza por excelência. Dona das águas doces, onde mora, do ouro, e tudo
o belo. Tem sob sua responsabilidade o dom da fertilidade, assim como Iemanjá. É a ela que se dirigem as
mulheres para engravidar e/ou para cuidar de seus bebês estejam na barriga ou não.
Foi rainha de Oyo como segunda esposa de Xango e sua preferida, diz que este se prostrou para
seus pés em sinal de respeito que isso lhe inspirava.
Uma lenda conta que Xango, querendo exercer um total domínio sobre Oxum, a prendeu em
um castelo, Oxum chorou tanto que Bará passando por ali a ouviu e foi contar a
Oromilaia, que soprou um pouco sobre Oxum transformando-a em uma pomba e possibilitando assim
que esta huyera. Espor esta leyenda que a pomba é uma ave sagrada para os filhos de Oxum.
As armas de Oxum são o Abebe, leque de latão dourado, espelho e pente.

OXUM
EPANDA IBEYI-EPANDA-ADEMUN OLOBA-ADOCO

Amarelo

Conta: 8 Múltiplo: 8,4,12,16.

Saudações: Le Leu

8 de dezembro

Sincretismo: Imaculada Conceição, de Lourdes, do Rosário, de Fátima.

Algumas partes do corpo pertencentes a este Orixá: Coração, útero, estômago, sangue.
ovários, mãos, antebraço, ossos do antebraço, ossos da mão, fusos da cintura
pélvica.

Dia da semana: Sábado

Ofrenda de frente: Cancica amarela ou polenta em forma de coração e mel.

Lugar de despacho: Na beira da praia doce ou salgada, Na beira de uma cascata, Em uma
pedra ao lado de uma praia.

Animais: Cabras amarelas, galinhas amarelas, e bando de pombas brancas.

Casamento: Bará, Ogum, Xangó, Ossanha, Xapana, Oxalá.

Ferramentas: Remo, corona, aros, alianzas, coração, lua, leque, pente, peixe, e espelho.

Algumas frutas pertencentes a este Orixá: Bergamota, tangerina, melão, uva branca, damasco.
manga, pêssego.

Algumas plantas pertencentes a este Orixá: Damasco, palmeira, mandarim, tártago, videira, árvore
de manga.

Ouro, cobre amarelo, lata.

Iemanjá

Ela é a rainha do mar, é uma das Orixás femininas mais famosas, todas as suas oferendas se
realizam em sua morada, o mar, se atribui a esta respeitosa condição de ser a grande mãe de
quase todos os Orixás. Compartilha com Oxum o poder da gestação e procriação, governa
como tinha que ser sobre as famílias fazendo com que elas sejam unidas.
Diz uma lenda que ela se casou pela primeira vez com ORUMILA, senhor das
adivinhações, depois com OLOFI rei de Ife com o qual teve 10 filhos. Iemanyá, cansada em sua
estadia em Ife, partiu para o oeste deixando seu marido e levando consigo um frasco que lhe
havia dado seu pai, OLOKUM, com a condição de quebrá-lo no chão em caso de
emergência, o caso é que OLOFI lançou seu exército atrás de sua mulher para levá-la de volta a
seu lar. Iemanjá se viu rodeada e, não querendo ser presa, quebrou o frasco no chão e se
formou um rio naquele momento levando-a para a casa de seu pai, o oceano. Seu símbolo é
um leque de latão prateado ou prata redondo com um peixe no centro.

IEMANYA
BOCI-BOMI-NANA BOROCUM

Celeste

Conta: 8 Múltiplo: 4, 8, 12, 16.

Saudação: Omio

2 de fevereiro

Sincretismo: Stella Maris do Mar, Nossa Senhora dos Navegantes.

Algumas partes do corpo pertencentes a este Orixá: vesícula, fígado, testículos, cabelo.
sangue

Sexta-feira

Ofrenda de frente: Cangica branca em forma de estrela de 8 pontas, mel, e cravos brancos.

Lugar de despacho: Na beira da praia salgada ou doce.

Animais: Chiva, galinha branca, e cpuan de pombas brancas.

Ogum, Xangô, Xapana, Oxalá.

Ferramentas: Remo, aliança, coração, peixe, estrela, leme, âncora, pente, e espelho.

Algumas frutas pertencentes a este Orixá: Melancia, coco, uva branca, pera, cereja, cana de
açúcar.

Algumas plantas pertencentes a este Orixá: Videira, pereira, cerejeira, palmeira de coco.

Prata, estanho.

Oxalá

Ele é o deus da criação, o branco, símbolo tradicional da pureza, é sua cor e tudo o que
está ligado a ele. O responsável segundo a mitologia iorubá pela criação do mundo. Ele é o
pai de todos os Orixás, seu papel neste panteão é único, ninguém tem a hierarquia dele, é
filho direto de OLORUM, o deus supremo da mitologia Afro-brasileira. Oxalá representaria ao
céu que ao tocar o mar na representação simbólica do ato sexual teriam nascido todos os
Orixás. Segundo a lenda, teria tido a maioria de seus filhos com Iemanjá e apenas três com Nana.
que são IROKO (que neste país não se cultiva), Xapana e Oxumaré, passando estes a ser de
outra cultura e/ou tribo que é a Daomenada ou Jeje.
O mensageiro direto de Oxalá é Ogum, ou seja, pode-se pedir que Ogum interceda sobre seu
pai. É o último a aparecer na roda de Batuque sempre cercado de respeito e
diferenciando se é moço ou velho que é merecedor do máximo dos respeitos, pois tem sua
currículo cheio de todas as coisas boas e más neste mundo.
A ele é consagrado um banco e um bastão (OPAXORO), e é sentado colocando-o em sua cabeça.
um pano branco que geralmente o cobre quase tudo; a este Orixá todos os outros Orixás lhe rendem
pleitesia, eles batem a cabeça.

OXALÁ
OBOCUM-OLOCUM-DACUM-JOBOCUM-OROMILAIA

Branco

Conta: 8 Múltiplo: 4,8,12,16.

EPAO BABA

25 de Dezembro

Sincretismo: Sagrado Coração, Divino Espírito Santo, Santa Luzia, Menino Jesus de Praga.

Algumas partes pertencentes a este Orixá: Olhos, rins, sangue, cabeça, ossos do crânio.

Día de la semana: Miércoles(Oxalá Mozo) Domingo (Oxalá Viejo)

Ofrenda de frente: Canyica branca em forma de coração, mel e cravos brancos.

Lugar de despacho: Na praia de água doce ou salgada.

Animais: Cabra ou cabrita branca, galinhas brancas e pomar de pombas brancas.

Casamento: Oxum, a Iemanjá.

Algunas frutas pertenecientes a este Orixá: Coco, lima, pomelo, pera, limón, nuez.

Algumas plantas pertencentes a este Orixá: Palmeira de coco, cedrón, limoeiro, nogueira.

Metais: Prata, ouro.

(Oxalá Oromilaia: vá com galinha preta).

(Oxalá ilumilaia: As cores são brancas com preto).

------------------------------------------------
SABE QUE É DE MÁXIMA IMPORTÂNCIA A SUA PRÓPRIA TRANSFORMAÇÃO PESSOAL
IMERSA NO 'CONHECE-TE A TI MESMO' COMO TAREFA INEVITÁVEL E PESSOAL
TRADUZINDO-SE EM TODOS OS INSTANTES EM HARMONIOSA VIDA RELIGIOSA.

A) PRÁTICA DO RITUAL DESTINADO A ESTABELECER UM VÍNCULO MAIS ESTREITO A


PARTIR DO MÉDIO ENTRE OS PLANOS FÍSICO E ASTRAL TENDO COMO
OBJETIVO A PRINCIPAL ORIENTAÇÃO DE QUEM BUSCA AJUDA.

B) VESTIMENTA COM PREDOMINAÇÃO BRANCA, EM DIAS FESTIVOS ROUPA DE COR


(DEL ORIXA DE CABEÇA)

C) ALTAR COM A IMAGEM DE JESUS COM OS BRAÇOS ABERTOS ACOMPANHADOS


POR OUTROS SANTOS TRABALHADORES, EXEMPLOS, PRETO, AFRICANOS E
CABOCLOS.

D) DESENVOLVIMENTOS MEDIÚNICOS EM DIAS APROPRIADOS EXCLUSIVAMENTE PARA


ELLOS.

E) A APLICAÇÃO PELO SACERDOTE DOS MANDAMENTOS DE UMBANDA,


BATISMO

F) MANIPULAÇÃO DA MAGIA, ÀS VEZES PELO SACERDOTE COMPETENTE


MAS QUASE SEMPRE PELO CHEFE DE CABEÇA, TERREIRO OU CASA RELIGIOSA.

G) EXIGÊNCIAS DE RITUAIS ADEQUADOS PARA INICIAÇÃO DO DEVOTO


PRACTICANTE NO SENTIDO DE UMA PREPARAÇÃO RELIGIOSA, APONTANDO ESTE A
ALIANÇAR A LINHA SACERDOTAL POR VONTADE PRÓPRIA OU POR DETERMINAÇÃO

DOGMAS BASEADOS EM: COMIDAS, DIAS, CORES, ETC. DOS NOSSOS GUIAS OU PAEY
DE UMBANDA.

OGUN
YEMANJA E ORANHIA.
FERRO
DOMÍNIO : CAMINHOS - GUERRA.
VERDE, BRANCO E VERMELHO.
SAUDAÇÃO: OGUNIE !!!!
ASADO E COMPLEMENTOS.
SINCRETISMO : SÃO JORGE.

XANGÔ
YEMANJA E ORONHIA.
ELEMENTOS PEDRAS, MONTANHAS E RAIOS.
RAIOS, T trovões E JUSTIÇA.
VERMELHO E BRANCO - MARROM.
SAUDAÇÃO: OLÁ CABELICILE.
AMALA
SINCRETISMO: SÃO MARCOS DE LEON, SÃO GERÔNIMO, SÃO MIGUEL ARCANJO.

IANZA
YEMANJA E OXALÁ.
VENTOS, RAIOS, CHUVA, TEMPESTADE.
BRANCO E VERMELHO
SAUDAÇÕES: EPA REI.
ACARAXE
SINCRETISMO : SANTA BÁRBARA.

OXOSSY
YEMANJA E OXALÁ.
ELEMENTOS: CAÇA E PESCA.
BOSQUE
VERDE, AMARELO E VERMELHO.
SAUDAÇÕES: OKE BAMBO
COMIDA: TODO DERIVADO DO MILHO E FRUTAS.
SINCRETISMO

OXUMMARE
NANA E OXALÁ.
ELEMENTOS : MOVIMENTOS CONSTANTES.
DOMÍNIO: ARCO-ÍRIS E SERPENTE.
TODAS AS CORES DO ARCO-ÍRIS.
SAUDAÇÕES: ARO-BIBOY.
MILHO BRANCO - OVO COZIDO, FRUTAS.
SINCRETISMO .SAN BARTOLOME.

OXUM
YEMANJA E OXALÁ.
ELEMENTOS : ÁGUA DOCE .
OURO, BELEZA, COLHEITA.
AMARELO
SAUDAÇÕES: AIEIEO.
CANJICA AMARELA.
SINCRETISMO : VIRGEM DE LUJAN - DE LOURDES - IMACULADA CONCEIÇÃO.

CRIANZAS
FILIÇÃO : OXALÁ - YEMANJÁ.
CHUPETE,MAMADERA,GOLOSINAS E BRINQUEDOS.
DOMÍNIO: PRAÇAS, PARQUES, RIOS, ETC.
ROSA, CELESTE, 7 CORES.
SALUDO : DOI DOI.
COMIDA: DOCES, TODO TIPO DE QUITANDINHAS.
SINCRETISMO: SÃO COSME E SÃO DAMIÃO.

Yemanjá
OLODUM MARE E EWA
ÁGUA SALADA
DOMÍNIO: TUDO JÁ QUE É MÃE DE TODOS OS ORIXÁS.
CELESTE, AZUL, LILA, ROSA CLARO E BRANCO.
SAUDAÇÃO: OMIO ODOIA.
peixes, arroz, canjica branca
SINCRETISMO: STELLA MARIS DO MAR.

OXALÁ
TODOS.
DOMÍNIO : MUNDO.
BRANCO
SALUTO: EPAO BABA.
ARROZ COM LECHE
SINCRETISMO : CRISTO REDENTOR.

---------------

Quando a raça negra foi devastada pelo comércio de escravos e as famílias foram dispersas,
príncipes e comuns encadeados nas mesmas adegas, sem entender o idioma em que lhes
ordenavam, se agarraram a seus deuses e estes não os abandonaram. Pouco a pouco, em cada fazenda
a casa da cidade, os escravos negros e seus descendentes, foram embalamados por cantos em
lucumí (língua yoruba) e muitos senhores brancos tiveram que comprar saias amarelas para seus
amantes mulatas seguidoras da deusa oshún. Este parágrafo faz parte da história
yorubá, onde a essência da raça negra, levou através do continente americano, suas
costumes, ideias e rituais de uma complexa e venerada raiz espiritual, legado ancestral, que ainda
hoje em nossos dias, faz parte de uma prática religiosa emotiva.
O drama da escravidão é o que une a todos, primeiro em um mesmo porto de
embarque, depois em um mesmo barco e finalmente em um mesmo lugar. Desta epopeia
impregnada de tragédia, começou a se escrever um todo, no qual foram cimentadas novas bases
sociais, de atenção inegável neste estudo ancestral. Este tudo, dará lugar à Nação, ao
batuque, à umbanda. Aqui é onde a memória coletiva se unifica.
Muito se escreveu sobre a história da raça negra e sua sobrevivência ao longo dos séculos, e
Na verdade, o surpreendente é que suas tradições ainda estão arraigadas.
ancestrais, chegando a ser cultuados hoje em dia, como parte da natureza dada por Deus: a
natureza em seu máximo esplendor e tradição.
Os iorubás são um povo alegre, que gosta de rir, dançar e celebrar a existência sempre que possível.
possível. Ao contrário de outras culturas e religiões - basta pensar na sede inextinguível de
sacrifícios humanos da deusa Coaticlue dos Astecas e na rigidez social dos povos
governados pelos incas - as nações africanas, contribuíram para o mestizagem americano, um imenso
fluxo de musicalidade, ritmo e sensibilidade; uma maneira de sentir e ver o mundo impregnada de
otimismo; uma vida mais próxima do divino, que todos podem viver.
Este é talvez o maior segredo da religião iorubá. O outro é a eficácia com que os
santos ajudam seus omorisas (filhos) em todas as circunstâncias, nas quais estes recorrem a eles.
Conhecer os santos orixás é o primeiro passo de aproximação a esta religião, tão saudável e
pura, aproximar-se de forma clara e simples aos orixás mais importantes, conhecer seus
particularidades aceitas pela maioria dos babalorixás e ialorixás, suas preferências e seu
identificação com os santos católicos.
-----------------

Ao nascer uma criança na comunidade yoruba, seus pais chamavam o Babalawo da aldeia para que
este determinará com um registro de obi (cocos) qual era a relação do recém-nascido com os
orixás e se este era escolhido para o sacerdócio.
O registro (interpretação do oráculo sagrado) era realizado na casa dos pais, diante de
os orixás que estes tinham.
A criança se apresentava ao sol e à lua, depois se depositava frente aos otas ( pedras sagradas em
o chão, sobre um tapete de fibras de palmeira, seu corpo era limpo com manteiga de corojo
(aceite den-den).
Finalizada a primeira etapa, o pai do menino saia à porta da choupana e disparava ao centro de
a aldeia uma flecha adornada com vistosas penas, dessa forma dava aviso ao Babalawo que seu
o filho estava pronto para a cerimônia de registro.
O sacerdote dirigia-se à casa acompanhado por dois ajudantes.
Uma vez na casa, os ajudantes do Babalawo purificavam a choupana, com omiero a refrescavam.
e com manteiga de corojo seguravam a porta, para não deixar entrar os maus espíritos.
Finalizada a purificação, o pai da criança pagava o direito (ashe) ao Babalawo, que consistia
em aves de capoeira para agradecer aos orixás pela chegada do menino para que estes revelem a
seus pais qual era o caminho ou destino do mesmo. O sacerdote acomodava ao pé dos outros,
sobre uma esteira, o tabuleiro de IFA e a areia sagrada (pó à base de milho seco, casca de
ovo moído), que o Babalawo derramava sobre o tabuleiro para anotar o Odun da criança.
Enquanto o sacerdote de IFA fazia isso, seus ajudantes rezavam aos orixás em forma de
cânticos, realizando o que se chamava mayumba e kincamache aos orixás que habitam os
otas.
Finalizada a reza, ofereciam um frango a eshu (orixá protetor da porta e mensageiro de
todos os orixás) dando o ayoró, pedia-se que desse entrada a todos os orixás.
Com quatro pedaços de obi, perguntava-se se poderiam dar início à cerimônia de consulta;
quando eshu respondia Alafia (que tudo está bem), o Babalawo se sentava na frente da criança,
com seus ajudantes (também sacerdotes) que entoavam as rezas de rigor e começavam fila de
Elegguá ou Bara. O Babalawo usava uma correntinha com pedaços de casca de coco seco e seus
ajudantes os caracóis, assim começavam a interpretar o registro (oráculo). Estes a
vezes duravam vários dias, sendo quase sempre no terceiro dia, quando o pai dizia a letra
do registro.
Isso determinava quais alimentos seu filho poderia comer e as coisas que ele não podia fazer, que poder
ofender o seu orixá protetor (Anjo da guarda).
Quando o registro determinava que criança seria sacerdote, o pai recebia o nome da criança.
e o do orisha.
Na comunidade iorubá, o nome não é um mero rótulo que se escolhe ao acaso. O nome indica
as características do ser e sua relação com o universo, pela liberação da palavra que tem
Ashe.
Sua eficácia provém de sua pronúncia; nelas é posta em atividade uma quantidade
liberação é que forma uma substância etérea que nutre e vitaliza o corpo astral da criança ou o
adulto.
A filosofia yoruba expressa que no momento do nascimento algo já aconteceu na vida do
creature.
É o nome que completa a manifestação da vida e sua relação com 'Olodumaré', quando
nossa mente cria ou evoca um pensamento, a imagem representativa fica gravada no fluido
astral, que é o espelho de todas as manifestações do ser.
A imagem expressa a ideia e a ideia é a virtude do símbolo.
Pronunciar uma palavra é evocar um pensamento. O poder magnético da palavra humana é
o começo de todas as manifestações do mundo interior.
Se o vestia de branco e com um pó sagrado lhe diziam marcas na coroa, têmpora, nuca, peito,
braços, mãos, joelhos e pés.
Na cabeça, preparava-se um emplastro à base de coco, água do mesmo, manteiga de cacau e
outros elementos que variam conforme o orisha, ao mesmo tempo se pedia a Olofin e Obatala para
que a cabeça do novo membro da ordem seja sempre santa e livre de toda tentação e
perigo.
Finalizado o Bory, a cabeça se cobria com um pano branco.
Na primeira cerimônia de iniciação, colocava-se um Eleke branco (guia), símbolo de entrega a
Olofin e Obatala.
Durante os sete anos que durava o sacerdócio, o iniciado dormia no chão sobre uma esteira ao
pé dos otas.
Durante sua obrigação de santo, os sacerdotes mais velhos lhe ensinavam os segredos da religião
dos orixás, a interpretação dos patakies (lendas), as oferendas, as ervas dos
santos, e a combater a feitiçaria.
O arquétipo dos santos, os rituais rigorosos aos ancestrais, os rituais funerários, para um
rei, sacerdote ou qualquer membro da comunidade religiosa. Passados os primeiros dias, ao
anochecer, aos noviços era permitido falar, para que se dedicassem a meditar sobre o
que tinham aprendido durante o dia. Era terminantemente proibido divulgar o que
aprendiam durante a iniciação. Ao ingressar na comunidade religiosa, todos os fiéis eram
juramentados e comprometidos a manter a tradição dos orixás, a transmitir ou revelar suas
mistérios sagrados só para os iniciados por eles na lei de santo.
Sempre foi e atualmente é a obrigação dos sacerdotes africanistas ensinar seus filhos
tudo que diz respeito à religião que praticam.
Nem tudo começava na infância; muitos, sendo adultos, o santo reivindicava o sacerdócio.
Durante sete anos que durava a obrigação, o babalawo assentava os outros orixás que
correspondiam ao seu odun, nesses períodos os retiros espirituais eram realizados no Ibodu
(quarto santo), neste lugar dedicavam-se à meditação no maior dos silêncios, não vendo
a ninguém, as pessoas que traziam a comida eram seus mestres.
Ao final do isolamento, as atividades normais do Ile eram reintegradas, terminado os sete
anos de obrigação se preparava a festa de coroação, um dia antes passavam pelo mesmo
processo do primeiro dia de iniciado (nunca coroava mais de quatro no mesmo dia).
Nessa noite dormia em um tapete aos pés dos santos, ao amanhecer lhe davam para beber uns goles de
omiero (ervas sagradas); sobre uma esteira nova, abençoada pelos Babalorishas, mais
jovens que empilhavam as ervas em um pilão e rezavam a Osaiyn e aos outros orixás.
Neste ewe de ervas misturavam-se e simbolizavam que todos os orixás formavam um só
corpo astral.
A cada orixá era sacrificado o animal de sua preferência: shango, um carneiro, Bara, um cabrito,
oshun, uma chiva, etc.
Os animais primeiro eram lavados com omiero e eram cobertos com tecidos da cor do santo, o
sacerdote que sacrificava, depois se procedia a pedir ao animal falando ao ouvido, para que
subir ao céu, interceda pelo novo sacerdote; finalizado isso, o Babalorisha apresentava a faca
(faca) aos quatro pontos cardeais e era feita uma oração a OGUM, dono da faca. A
a carne dos animais seria comida pelo povo durante a festa, os sacerdotes mais jovens
tinham a tarefa de prepará-las e cozinhá-las.

--------------

Batuque seu significado

Chamamos Batuque ou "Nação" à religião praticada pelos negros escravos de origem Bantu
no Rio Grande do Sul, calcula-se que sua origem como tal é entre os anos de 1833 e 1860 sob a
influência de escravos trazidos de Pernambuco e da cultura ewe (gege); sendo muito
provavelmente seu ponto de desenvolvimento e expansão a cidade de Porto Alegre. Dentro deste rito,
podemos referir-nos a diferentes nações - com suas respectivas modalidades cerimoniais - que
respondem às tribos predominantes na região do rio Grandense, que, em muitos casos
mantenham fortes inimizades entre si. Entre elas há diferenças de culto muito importantes
(como toques de tambores, os cânticos rituais e caracterizações de alguns orixás - ou a
presença de alguns santos que não são cultuados em outras, a seguir mencionaremos: o
batuque da nação de Cabinda, rende culto a Bara -Elegba e a Oia Timboa, enquanto que a
nação gege nago, não o faz, o que é imprescindível lembrar a inconveniência de efetuar
misturas entre elas. No caso da nação nago-Gege, o primeiro elemento (Nago) é o que
nomeie na América todos os povos de origem linguística yorubá (aqueles que ocupavam
a costa africana - golfo da Guiné); e o segundo (Gege) especificamente para os habitantes
provenientes da atual república do Benin - Dahomeyanos. Para estes últimos, suas divindades
se chamavam 'vodunes' (equivalente a orixá), adotando após a invasão iorubá - século XVI,
o apelativo que se conserva até hoje. Neste momento, somaram-se três voduns muito
importantes ao panteão iorubá: · Bara (para eles chamados legba).· Xapana: denominado
originalmente lepon, que significa perseguidor, denominação pela qual se invoca em algumas
rezas ("lepo, lepo, lepo; a! " O persigue a todos os meus inimigos. · Nana - Burukum (que se chamava
averekete e é mãe de Xapana; entre os gege ocupava o mesmo lugar que Oxalá, daí que
se dispõem ao fundir várias nações. Entendemos então o batuque de forma genérica
como o culto aos orixás originado na África e adaptado às realidades do continente
americano e de nossa região; levando em conta os aspectos rituais e doutrinários de
comumente, quem venera os orixás entende seu culto como "a religião", entre outros
coisas para reivindicar seu caráter como tal diante da discriminação branca que a considerou
fetichismo

Características do Batuque

O iniciado só pode receber um orixá, o dono de sua cabeça. Segundo sua perspectiva religiosa.
ignora que, como e quando o recebe, sendo ocupado por ele.

Os cânticos rituais (àse de rezo) são em iorubá mais ou menos corretos.

As iniciações, genericamente chamadas obrigações (no sentido de contrato de intercâmbio)


incluem necessariamente a tarefa ritual de animais de quintal, todos comestíveis.

Todo adepto ao Batuque pela iniciação contrai um vínculo de por vida com seu orixá e sua família ou
cortejo de orisa.

Cada casa de Batuque (ile àse, templo) tem total liberdade de ação quando seu responsável é
liberado, mantendo com os demais relacionamentos de amizade ou parentesco (se houver).

Não há livros ou manuais: é preciso estar, ver, ouvir e calar.

Promove uma ou duas festas anuais de grande envergadura. As casas mais grandes ou abastadas
efetua também cerimônias mais modestas de tempos em tempos, chamadas quinzenas.

Os orixás são fixados ritualmente, assentados (sentados, também se ouve dizer) em pedras (okutà,
acutas), em objetos de ferro (Dàn, a serpente que simboliza Ogùn), ou estatuetas esculpidas em
madeira, comumente designadas como vultos (Ode, Otin, Ossayn).

Os fiéis dançam coletivamente em um círculo, descalços e no sentido anti-horário. Este detalhe


afasta o Batuque do Candomblé baiano, onde se dança de chinelas. O único tipo de roda de
Batuque ao qual se entra necessariamente calçado é a roda de egum em honra aos difuntos, e
este fato já marca as diferenças entre mortos e orixas.

Os àse cantados começam pelo orixá Bara (no Candomblé pelo orixá Ogùn), e finalizam
pelo orixá Osala. Os lados ou nações apenas variam a ordem sucessória dos orixás entre ambos
extremos

Como predomina quase exclusivamente a cosmovisão iorubá própria do grupo, cada vez é mais
rara a identificação dos orixás com santos católicos, pelo menos na articulação interna do
culto, embora a palavra santo seja bastante usada como sinônimo de orixá.

Os donos da casa são chamados iyalorisa quando são mulheres, e babalorisa quando são homens, ou
em português, mãe de santo e pai de santo, respectivamente. Se são o iniciador ou iniciadora de
quem fala, antecede a palavra pai ou mãe ao nome de pila. Ao referir-se a um sacerdote de
outra casa, basta dizer por exemplo Marcos de Osala,
o Ieda de Ogùn, e não há falta de respeito nem desmerecimento.

Os iniciadores e seus filhos espirituais, prontos e não prontos, vivos e mortos, conformam uma
relação de família tão ou mais forte que a sanguínea. A autoridade do babalorixá ou do
iyalorisa excede a vida religiosa, e até, penetra às vezes a vida privada de seus filhos de santo.
Por meio da adivinhação com búzios (búzios ou conchas, cypraea moneta) se decide toda e
qualquer questão a nível religioso ou pessoal de todos e cada um dos membros da casa.
Estes são lançados sobre uma mesa com toalha branca, dentro de um círculo sagrado formado
pela guia imperial do dono da casa, em um número determinado pelo lado ao qual este ou esta
pertence. Se o adivinho vem da nação jeje, é comum que utilize uma peneira (cilindro de passar).
paja da Costa como espaço sagrado significativo. Os búzios falam, dão respostas, direcionam
o mundo religioso afro-brasileiro. Homens de negócios, conhecidos do grande público, gente do
espetáculo, trabalhadores e donas de casa, encontram na consulta aos orixás a guia segura para
atuar diante de eventos da mais variada índole.

-----------------------------

A presença da astrologia na umbanda

Para encontrar as identidades entre os planetas, signos astrológicos e as forças divinas que
preside os rituais de Umbanda, basta a nosso entender examinar as vibrações e
significados dos planetas, do ponto de vista astrológico, e encontrar as igualdades
divinas em relação aos principais orixás da religião africana.

Sol: astro de governo, de liderança, de criação e de paternidade.


Regente da luz e criação do universo. Qual é o orixá que se enquadra nessa vibração?…
A única e lógica resposta será Oxalá.

Luna regente da maternidade, matriz da vida e mãe de todas as formas de vida em nosso
planeta. É a rainha das águas, da luz astral e do plano da alma. Qual é o orixá que pode
ser identificado com essa vibração?…é Yemanjá, a mãe de todos os orixás.

Mercúrio - planta que rege a inteligência, o conflito das ideias no plano mental a partir de
divisão ideal representada na alegoria dos gêmeos.
Qual é o orixá que pode ser identificado nessa vibração?…Ibeji (cosme e damião), orixá
jeje-nago, cuja ideia de divisão (gêmeos) é incontestável.
A ideia de fecundidade relacionada ao símbolo deriva da ideia primordial da divisão.

Vênus - o planeta do amor, da beleza, da harmonia, identificado na cultura indígena


americana com quetzalcoatl - a serpente emplumada que desceu do arco-íris, de sua morada em
Vênus para ensinar as artes e o amor. Qual é o orixá que pode ser identificado com isso?
vibração ?…oxum (oxum-mare), o orixá relacionado à fertilidade e ao arco-íris.

Marte - planeta de ação dinâmica, das lutas e das conquistas em todos os planos de
evolução. O planeta Marte é responsável pelas contendas que visam as vitórias do homem
em sua trajetória evolutiva. Qual é o orixá que se identifica com esta vibração?…Ogum, o
orixá dono do aço, das lutas e da guerra.

Júpiter, planeta do dialeto, do ardor da palavra, identificado com Júpiter está o deus do raio,
o deus dos deuses; Qual é o orixá identificado com esta vibração?…Xangô, um dos orixás
mas populares, o que do alto da pedra, empunha o fogo sagrado e provoca os trovões.

Saturno, planeta da razão, do discernimento, do karma, do trabalho.


Rige o tempo, leva ao isolamento e à meditação. Qual é o orixá que se identifica com isso?
vibração? …Xapana (Omolu), o orixá cujo peji em uma cabana isolada, nos lembra o
sofrimento, a desolação e doenças, atributos do karma cuja regência é própria deste
planeta.

Fizemos uma pequena resenha sobre os planetas, a astrologia e sua presença dentro de
religião Afro-brasileira.
Sempre diremos que o mais precioso que nos deixam os ancestrais é a relação do homem com
a natureza, segredo invejável do panteão esotérico africano.

-----------------

Você também pode gostar