Oliveira Joaopaulode M
Oliveira Joaopaulode M
Contribuições ao Aprimoramento do
Processo de Abertura de Cavidades
Quadradas com Ferramentas Rotativas
98/2014
CAMPINAS
2014
i
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA
Contribuições ao Aprimoramento do
Processo de Abertura de Cavidades
Quadradas com Ferramentas Rotativas
Orientador: Prof. Dr. Amauri Hassui
CAMPINAS
2014
iii
Ficha catalográfica
Universidade Estadual de Campinas
Biblioteca da Área de Engenharia e Arquitetura
Rose Meire da Silva - CRB 8/5974
Título em outro idioma: Contributions to the improvement of the square cavity opening
process with rotary tools
Palavras-chave em inglês:
Machining
Machinery - Tools - Numerical Control
Manufacturing Process
Área de concentração: Materiais e Processos de Fabricação
Titulação: Mestre em Engenharia Mecânica
Banca examinadora:
Amauri Hassui [Orientador]
Olivio Novaski
Carlos Elias da Silva Junior
Data de defesa: 29-08-2014
Programa de Pós-Graduação: Engenharia Mecânica
iv
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA
COMISSÃO DE PÓS - GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA
DEPARTAMENTO DE FABRICAÇÃO
Contribuições ao Aprimoramento do
Processo de Abertura de Cavidades
Quadradas com Ferramentas Rotativas
Autor: João Paulo de Oliveira
vii
Agradecimentos
Este trabalho não poderia ser terminado sem a ajuda de diversas pessoas às quais presto
minha homenagem:
Aos meus pais, pela ajuda e incentivo nos momentos mais difíceis.
Ao meu orientador Prof. Dr. Amauri Hassui, que me deu a oportunidade de concluir
mais este projeto.
Ao SENAI de Piracicaba, por meio do Prof. Marcelo Hirai, que me ajudou muito na
realização dos experimentos.
ix
“Talvez não tenha conseguido fazer o melhor, mas lutei para que o melhor fosse feito. Não sou o
que deveria ser, mas Graças a Deus, não sou o que era antes”.
“Deus não vai nos livrar das lutas, mas vai nos ajudar a alcançar resultados”.
xi
Resumo
xiii
Abstract
For industries to increase productivity it is necessary to keep seeking for improvements and often
radical improvements in their manufacturing processes. One of the ways to succeed and improve
the existing processes it is to invest in innovation. In this scenario, the present work aims to
contribute to the evolution of obtaining the square hole in CNC machine process. The process for
obtaining the square hole CNC machine new, but limited. Currently it is possible to produce
square holes with rounded corners and with only the same extent as the hole tool which it is
willing to produce. The tests made with a new mathematical modeling showed that it is possible
to obtain more points programming therefore get a better geometry of the hole with sharp corners
also increase the flexibility of the process, as with a tool it is possible to make several holes
measures as distinct from the tool. Through the experiments it was also possible to show a
practical application of the process, making it even more beneficial and productive.
xv
Lista de Ilustrações
xvii
2.30 Limpeza por Injeção 27
2.31 Limpeza por Pressão 28
2.32 Impacto ambiental resultante de descargas elétricas de matriz profunda 29
2.33 Peça produzida por Jato de água 30
2.34 Mistura da água com abrasivo 31
2.35 Sistema de formação do LASER 35
2.36 Máquina de corte a LASER 36
3.1 Triângulo de Reuleaux 41
3.2 Baricentro do Triângulo de Reuleaux 42
3.3 Triângulo de Reuleaux girando dentro do quadrado 43
4.1 Etapas de construção da ferramenta 47
4.2 Ferramenta utilizada na usinagem do furo quadrado 48
4.3 Sincronia de movimentos na máquina ferramenta CNC 48
4.4 Centro de Usinagem ROMI - Discovery 760 49
4.5 Posicionamento inicial da ferramenta 51
5.1 Furo quadrado de 13 mm 55
5.2 Furo quadrado de 17 mm 55
5.3 Furo quadrado de 22 mm 55
5.4 Furo quadrado de 24 mm 56
5.5 Esquema de medição para os furos 56
5.6 Obtenção de canto afiado no quadrado 57
5.7 Furos fora das dimensões desejadas 59
xviii
Lista de Tabelas
39
2.2 Tipos de Materiais e suas aplicações no corte a LASER
40
2.3 Vantagens e Desvantagens no processo de corte a LASER
50
4.1 Condições do experimento no Centro de Usinagem
53
4.3 Condições para a realização dos experimentos
57
5.1 Valores obtidos nos ensaios dos furos quadrados
59
5.2 Valores obtidos nas medições dos furos
xix
Lista de Abreviaturas e Siglas
xxi
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO 1
2 REVISÃO DA LITERATURA 3
2.1 Breve Histórico do Furo Quadrado 3
2.2 Processos de Usinagem 8
2.2.1 Usinagem e seus movimentos 8
2.3 Furação 10
2.3.1 Brocas 12
2.4 Fresamento 13
2.4.1 Tipos e operações de Fresamento 14
2.5 Brochamento 16
2.5.1 Brochadeiras 17
2.5.2 Tipos de Brochamento 18
2.6 Eletroerosão 20
2.6.1 Eletroerosão por penetração 21
2.6.2 Aplicação prática de EDM por penetração 24
2.6.3 Eletroerosão à fio 26
2.6.4 Equipamento 27
2.6.5 A limpeza no Processo 29
2.6.6 Desvantagem 30
2.7 Corte com Jato de água 31
2.7.1 História 31
2.7.2 Funcionamento 32
2.7.3 Equipamentos 34
2.7.4 Variáveis de corte 35
2.7.5 Analisando os Prós e contras 35
2.8 Corte a LASER 36
2.8.1 Forma de geração do LASER 37
xxiii
2.8.2 Máquinas de corte a LASER 38
2.8.3 Fatores importantes 39
2.8.4 Indicações de Uso 40
2.8.5 Vantagens e Desvantagens 42
3 METODOLOGIA 43
3.1 Modelo Matemático 43
4 PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS 49
4.1 Ferramenta 49
4.2 A Máquina 50
4.3 Material 52
4.4 Posição Inicial da Ferramenta 52
4.5 Os experimentos 53
4.5.1 Primeira Etapa 54
4.5.2 Segunda Etapa 54
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO 56
5.1 Geometria obtida 56
5.2 Problema de Aplicação 60
6 CONCLUSÕES E SUGESTÕES PARA PRÓXIMOS TRABALHOS 63
6.1 Geometria 63
6.2 Modelagem Matemática 63
6.3 Aplicação 63
6.4 Sugestões para Trabalhos Futuros 64
REFERÊNCIAS 65
ANEXO A 68
xxiv
1 INTRODUÇÃO
Existe constantemente uma procura incessante por meios de produção cada vez mais flexíveis
e ágeis, para a indústria mecânica e outras. A principal força condutora da mudança é a inovação.
As indústrias de manufatura devem estar preparadas para o avanço tecnológico e a mudança em
processos de fabricação convencionais. As constantes mudanças acerca do ambiente produtivo, e
a busca por meios e processos mais vantajosos, fazem com que conceitos primitivos ainda muito
utilizados, tenham que ser constantemente analisados e aprimorados.
O presente trabalho vai tratar especialmente de um processo de usinagem que há muito
tempo é objeto de estudo de engenheiros e estudiosos. A escolha deste assunto visa
principalmente aumentar o conhecimento, o desenvolvimento e as maneiras de melhora-lo
através do seu aprimoramento.
1
Desta forma, espera-se que este trabalho venha contribuir positivamente com o
desenvolvimento da indústria mecânica, tanto na inovação como na agilidade e flexibilidade de
máquinas, ferramentas e softwares já existentes.
2
2 REVISÃO DA LITERATURA
Fazer furo com uma secção transversal não circular nunca foi uma tarefa fácil, é um
problema de várias gerações de muito interesse na área da engenharia. Os estudos de usinagem
que tem por objetivo principal a obtenção de furos poligonais, tiveram seu início no final do
século XIX com o registro de uma patente de David Brown Hutton e Archibald Frederick George
Daniels intitulados de “Drill for drilling square holes”, sob o Nº US456258, que demonstrava ser
possível obter furos quadrados através de um dispositivo com uma máscara guia e uma
ferramenta de três arestas de corte, que foi melhorado já no século XX com o registro de outra
patente, sob Nº 1250450, “Drilling appliance”, de Richard Henry Harris, mais precisamente no
ano de 1916, que apresentava uma evolução no processo, sendo possível obter furos quadrados e
hexagonais.
Contudo, podemos começar a rastrear os estudos acerca deste importante assunto a partir do
ano de 1917, quando James Watts patenteou um dispositivo que precisava de uma placa guia para
fazer um furo quase quadrado, sob Nº 1,241,175, com o seguinte título, “Floating Tool Chuck”.
No mesmo ano, James Watts patenteou mais dois inventos, referentes ao mesmo assunto.
Sua ideia foi tão bem sucedida que fundaram a empresa Irmãos Watts que funciona em
Wilmerding, Pensilvânia, EUA. E hoje estas ferramentas podem ser compradas, inclusive pela
internet.
Algumas destas ferramentas podem ser vistas a seguir, figuras 2.1, 2.2, 2.3, 2.4 e 2.5.
3
Figura. 2.1 – Broca para furo quadrado
Disponível em: [Link]
Acesso em: 13/12/2013
4
Figura. 2.4 Dispositivo para furos Poligonais
Disponível em: [Link]
Acesso em: 13/12/2013
Posteriormente ao longo dos anos, outros inventores também patentearam projetos muito
parecidos, com algumas melhorias em relação ao de J. Watts. Dentre estes inventores, podemos
destacar Charles Wolkerstorfer em 1926, Rudolf Bartholomäus em 1930 e Paul Harraser em
1931. Todas as patentes desenvolvidas e registradas até o momento por seus inventores, se
tratavam de dispositivos mecânicos.
5
Até que em 2002 os pesquisadores Takahiro Funaki e Tomoo Hayashi, apresentaram uma
patente de um dispositivo controlado por um Comando Numérico, bem próximo ao trabalho aqui
proposto, e em seguida outros quatro inventores Kouichi Katoh, Takamasa Ito, Nobuyuki Endo e
Makoto Sagara, patentearam a ferramenta utilizada no trabalho de Takahiro Funaki e Tomoo
Hayashi.
No dispositivo desenvolvido pelo inventor Antônio César da Costa Barros para obter furos
quadrados, a ferramenta percorre uma trajetória elíptica, deduzida matematicamente pelo próprio
inventor que além do movimento de rotação do eixo da máquina, também realiza um movimento
de translação em torno do eixo da ferramenta, que permite que o furo saia quadrado.
Segue abaixo figura 2.6, do dispositivo que tem uma caixa de engrenagens que reproduz os
movimentos de forma sincronizada.
Figura. 2.6 - Dispositivo para obtenção de furo quadrado sem utilização de máscara guia. (BARROS, 2002)
6
O registro mais próximo ao trabalho que está sendo proposto, principalmente por utilizar-se
de máquina - ferramenta CNC, é o trabalho desenvolvido e apresentado como defesa de
dissertação de mestrado do Engº Marcelo Hirai Castro. No seu trabalho, o autor busca mostrar a
flexibilidade que o controlador numérico tem de executar movimentos sincronizados entre peça e
ferramenta, e relacionar com modelos matemáticos que propiciam a possibilidade de obter
coordenadas para serem programadas na máquina.
Para Castro (2012), devido o movimento de rotação da ferramenta ter que ser sincronizado,
condição essa, que não existe na mecânica de usinagem nos mais diversos processos, se faz
necessário a confecção de uma ferramenta de corte especial baseada no trabalho de BARROS. A
figura 2.7 abaixo mostra a ferramenta utilizada.
Segundo o trabalho de CASTRO, foi possível obter o furo quadrado, mas com os cantos
arredondados. Figura 2.8.
7
Figura. 2.8 – Imagem do Furo quadrado no Projetor de Perfil. (CASTRO, 2012)
Pode-se afirmar então, que com a trajetória da ferramenta programada em máquina CNC, é
possível obter furos poligonais com a tecnologia existente nas máquinas atuais.
Movimento de corte – O movimento de corte, como mostra a figura 2.9, consiste no giro ou
curso dado no material bruto ou na ferramenta para remover o sobremetal localizado neste
percurso. Nos manuais, catálogos e demais documentos, o movimento de corte é indicado pelas
letras mc. O movimento de corte gera o comprimento do cavaco. (Processos de Usinagem
SENAI-SP, 2003).
9
Figura. 2.10 - Movimento de Avanço. (SENAI-SP, 2003)
2.3 Furação
10
Este processo, figura 2.12, muito utilizado na indústria, é a primeira etapa do processo
para a obtenção do furo quadrado, objeto de estudo deste trabalho.
Nos últimos anos, no entanto, tem crescido a utilização de centros de usinagem no processo
de furação. Não é raro se encontrar máquinas deste tipo propiciando rotações do eixo-árvore
superiores a 6000 rpm (e, às vezes, bem superiores). (Diniz; Marcondes; Coppini, 2010, p.193).
Contudo, houve também uma grande evolução acerca dos materiais das brocas, como por
exemplo, broca de aço rápido com revestimento duro, broca inteiriça de metal duro, brocas
intercambiáveis de metal duro e as brocas especiais, porém muitas das operações de furação são
realizadas com brocas helicoidais de aço rápido. (Diniz; Marcondes; Coppini, 2010).
11
2.3.1 Brocas
As brocas do tipo helicoidal de aço rápido são as mais utilizadas na mecânica, por isso, é
necessário conhecer suas características de construção e nomenclatura.
Haste: é a parte que fica presa à máquina, pode ser cônica ou cilíndrica.
Corpo: é a parte que serve de guia e corresponde ao comprimento útil da ferramenta.
Ponta: é a extremidade cortante que recebe a afiação.
Brocas especiais – Além da broca helicoidal existem outros tipos de brocas para usinagens
especiais. Entre elas podemos destacar por exemplo: broca de centrar, broca escalonada, broca
canhão, broca com furo para fluido de corte, broca com pastilha de metal duro, broca para
furação curta, broca trepanadora e a broca de ajuste radial com pastilhas intercambiáveis, capaz
de produzir furos com estreita tolerância e grandes diâmetros, figura 2.14.
12
Figura. 2.14 – Broca de ajuste radial com pastilhas intercambiáveis. (SANDVIK, 2013)
2.4 Fresamento
O fresamento também é empregado para se obterem formas combinadas desses dois tipos
com ferramenta multicortante empregada para realizar o fresamento. A fresa realiza o movimento
de corte; a ferramenta gira e a peça ou a ferramenta se desloca, realizando o movimento de
avanço. (Processos de Usinagem SENAI-SP, 2003, p.149).
13
De acordo com Diniz (2010), o fato de a fresa poder se apresentar sob as mais variadas
formas confere a esta operação um caráter de versatilidade em termos de geometrias possíveis de
serem geradas. Boa parte das superfícies não planas e não de revolução de peças mecânicas
somente podem ser geradas por fresamento. Assim o fresamento pode competir com a furacão,
com o alargamento, e o aplainamento. (Diniz; Marcondes; Coppini,, 2010, p.213).
Além de todas as aplicações convencionais, o fresamento é uma forte alternativa para fazer
furos, roscas, cavidades e superfícies que costumavam ser torneadas, furadas ou rosqueadas com
macho. (SANDVIK, 2013).
Segundo Ferraresi (1973), de acordo com a disposição dos dentes ativos da fresa, existem
dois tipos fundamentais de fresamento, elas podem ser classificadas da seguinte maneira:
- Fresamento tangencial – os dentes ativos de corte estão na superfície cilíndrica da ferramenta,
neste caso o eixo da fresa é paralelo à superfície gerada.
- Fresamento frontal – os dentes ativos de corte estão na superfície frontal da ferramenta, neste
caso o eixo da fresa é perpendicular à superfície gerada.
14
A seguir, a figura 2.15 apresenta os dois tipos fundamentais de fresamento.
Além desses dois tipos de classificações básicas de fresamento, existem diversas formas de
fresar peças, com perfis variados de geometria, como mostrado na figura 2.16.
15
2.5 Brochamento
No brochamento, uma ferramenta com uma série de dentes chamada brocha é empurrada
ou puxada sobre uma superfície na peça em usinagem como na figura 2.17. Cada dente tira um
cavaco fino da superfície.
16
Figura. 2.18 – Ferramenta Brocha. (DOYLE, 1962)
2.5.1 Brochadeiras
- Brochadeiras de compressão
- Brochadeiras de tração
- Brochadeiras externas
- Brochadeiras contínuas
17
Numa brochadeira do tipo tração, as brochas são usadas principalmente para brochamento
interno, mas em alguns casos fazem brochamento externo. Neste processo a peça é brochada no
sentido horizontal ou vertical. (Laureano, et al, 2009).
Na brochadeira externa, a ferramenta pode se mover tanto horizontalmente como
verticalmente e usinam peças pesadas e volumosas e tem cursos longos.
- Brochamento externo
É uma operação feita sobre a superfície externa de uma peça, dando acabamento ou semi-
acabamento a seus perfis. A seguir na figura 2.19.
18
- Brochamento interno
É uma operação que permite modificar um furo vazado e transformar o perfil de uma
peça. O objetivo dessa operação pode ser o de abrir cavidades para chavetas em furos cilíndricos
ou o de transformar perfis de furos cilíndricos em perfis acanelados, estriados, quadrados,
hexagonais etc. Essa operação é feita num furo aberto anteriormente por um outro processo
qualquer. Figura 2.20.
19
Figura. 2.21 – Processo de brochamento. (LAUREANO, et al, 2009
2.6 Eletroerosão
Em geral, são utilizados como dielétricos o óleo mineral e o querosene, porém o querosene
requer cuidados especiais, pois é inflamável e exala um odor forte que nocivo à saúde, tanto a
peça como o eletrodo estão ligados a uma fonte de corrente contínua, por meio de cabos. Um dos
cabos está conectado a um interruptor, ao ser ligado o interruptor, forma-se uma tensão elétrica
entre o eletrodo e a peça. De início, não há passagem de corrente, já que o dielétrico atua como
isolante. A figura 2.22 a seguir, mostra um esquema simplificado do processo de eletroerosão.
(Laureano, et al, 2009)
21
Figura. 2.22 – Processo de Eletroerosão simplificado. (LAUREANO, et al, 2009)
Conforme o espaço entre peça e eletrodo vai diminuindo, até uma distância determinada, o
dielétrico passa a atuar como condutor de íons entre o eletrodo e a peça, produzindo então, uma
centelha que superaquece a superfície do material dentro do campo de descarga, fundindo-a.
22
Figura. 2.23 – Obtenção da cavidade no material. (LAUREANO, et al, 2009)
23
As partículas fundidas, desintegradas na forma de minúsculas esferas, são removidas da
região por um sistema de limpeza e, no seu lugar, fica uma pequena cratera. O dielétrico, além de
atuar como isolante, participa desta limpeza e ainda refrigera a superfície usinada. A frequência
das descargas pode alcançar até 200 mil ciclos por segundo. (Laureano, et al, 2009).
Neste trabalho é apresentado de forma inovadora, usinar peças com cavidades complexas
girando uma ferramenta curvilínea para obtenção de polígonos com cantos afiados.
24
Figura. 2.25 – Usinagem de um quadrado. (Y. Ziada, P. Koshy, 2007)
25
Figura. 2.27 – Usinagem de um Polígono não-regular. (Y. Ziada, P. Koshy, 2007)
O corte a fio é programado por computador, que permite o corte de perfis complexos e com
exatidão, como mostra a figura 2.28.
26
Figura. 2.28 – Peça produzida por Eletroerosão à fio.
2.6.4 Equipamento
Antes de ligar a máquina, é necessário fazer alguns ajustes nos parâmetros de usinagem,
fixar corretamente o eletrodo no porta-eletrodo e a peça na mesa de coordenadas, e abastecer o
tanque de usinagem de dielétrico. (Laureano, et al, 2009)
27
Figura. 2.29 – Configuração de uma máquina de Eletroerosão. (ARANTES, 2001)
O cabeçote é o local onde é fixado o eletrodo ou, eventualmente, a peça. Ele fica preso à
coluna da máquina e tem movimentação vertical. O tanque de usinagem é o recipiente onde a
peça e o eletrodo permanecem submersos durante o processo de eletroerosão. (Laureano, et al,
2009).
A mesa de usinagem é o local onde a peça é apoiada. Permite fazer dois tipos de avanço:
longitudinal e transversal. O reservatório de dielétrico e sistema de filtragem é o recipiente onde
fica armazenado o fluido isolante e onde é feita a limpeza dos resíduos gerados no processo. A
base é o conjunto que abriga motores e todos os sistemas de transmissão. (Laureano, et al, 2009).
28
2.6.5 A limpeza no Processo
29
Figura. 2.31 – Limpeza por Pressão. (LAUREANO, et al, 2009)
2.6.6 Desvantagem
Há indicações de que uma das principais origens de poluição em usinagens por descargas
elétricas de matrizes profundas é o fluido dielétrico, particularmente os óleos hidrocarbonetos.
30
Figura. 2.32 – Impacto ambiental resultante de descargas elétricas de matriz profunda.
(LEÃO et al, 2004).
2.7.1 História
Em 1970, o corte por jato de água (Water Jet Cutting – WJC) sob pressão, foi desenvolvido
para cortar materiais metálicos e não-metálicos. A água tinha de ser levada a uma pressão
variando de 30.000 a 50.000 psi. (Laureano et al, 2009)
Em 1983, o processo para cortar metais foi modificado, com a adição de abrasivos, entre
os quais se destacam as partículas de sílica e de granada. Desde a sua comercialização, no início
dos anos 80, o jato de água com abrasivo vem sendo aceito como ferramenta de corte por um
31
número cada vez maior de indústrias, incluindo as aeroespaciais, nucleares, fundições,
automobilísticas, de pedras ornamentais, de vidros e de construção. (Secco, 2009).
A seguir a figura 2.33 apresenta uma peça produzida por este processo.
2.7.2 Funcionamento
A inclusão de material abrasivo é necessário para ter uma capacidade de corte maior.
Quando se utiliza a tecnologia do jato de água com abrasivo para cortar metais e outros materiais
duros, 90% do corte, na realidade, é feito pelo abrasivo e não pela água. (Secco, 2009).
O jato com alta pressão é expelido pelo bocal em direção ao material e ocorre o corte do
material, quando a força do jato supera a resistência à compressão do material. Dependendo das
características do material a ser cortado, o corte pode resultar de erosão, cisalhamento ou tensão
localizada.
Após atravessar o material, o jato de água é amortecido num tanque, contendo água e
esferas de aço ou pedras britadas, que fica sob a mesa do equipamento. Em alguns equipamentos,
a água é armazenada em uma unidade coletora móvel. O processo não produz efluentes tóxicos,
portanto o descarte pode ser feito normalmente. (Secco, 2009).
33
2.7.3 Equipamentos
Durante a operação, as forças de reação são muito leves, ou seja, o material cortado não
vibra e não sofre deslocamentos e todos os movimentos são realizados pelo cabeçote, que se
desloca sobre o pórtico e pela mesa.
A maior parte dos sistemas de corte utiliza tanques cheios de água e algumas vezes outros
meios para absorver a energia do jato depois do corte do material. Para cortes feitos no sentido
vertical, ou próximo do vertical, são usados tanques com fundo coberto por pedras britadas.
34
2.7.4 Variáveis de corte
A tabela 2.1 apresenta vários fatores que influenciam o corte por jato de água pura e com
abrasivo.
Tabela 2.1 – Influência das Variáveis no processo de corte por jato de água.
VARIÁVEIS INFLUÊNCIA
Vantagens:
35
Bordas de alta qualidade.
O processo pode ser executado por sistemas de movimentação (robôs, manipuladores).
Elimina operações secundárias.
Permite trabalhar com materiais empilhados.
Não danifica o meio ambiente.
Desvantagens:
Mesmo com todas essas desvantagens, a expectativa das empresas produtoras de sistemas
de corte por jato de água é a de apresentar soluções às exigências do crescente mercado
consumidor.
A palavra LASER, que na verdade se trata de uma sigla, vem do inglês (Light
Amplification by Stimulated Emission of Radiation), que em português significa amplificação da
luz por emissão estimulada da radiação, que representa um feixe de luz de alta energia.
(Laureano, et al, 2009).
Nos dias atuais, as indústrias utilizam muito o dióxido de carbono (CO2) como veículo
ativo, mas outros gases, como o nitrogênio (N2) e o hélio (H), também podem ser misturados ao
dióxido de carbono para aumentar a potência do LASER. (Secco, 2009).
Colocando-se a fonte emissora numa cavidade ótica e usando espelhos para concentrar a
luz (ver fig. 2.35), a energia é capturada na fonte e vai sendo submetida a sucessivas reflexões
internas, até que um feixe de luz altamente amplificado é emitido. (Ferraresi, 1973).
O processo de corte a LASER envolve alta concentração de energia, portanto não deve ser
operado manualmente. Os equipamentos mais comuns consistem em mesas móveis com
capacidade de movimentação nos eixos x,y e z, coordenados por um sistema CAD (Computer
Aided Design ou, em português, projeto assistido por computador). (Secco, 2009).
38
Figura. 2.36 – Máquina de corte a LASER
Disponível em: [Link]
Acesso em: 24/01/2014
Pelo cabeçote laser flui um gás, chamado gás de assistência, que tem por função, entre
outras, remover o material fundido e óxidos da região de corte. O gás normalmente utilizado para
esta finalidade é o oxigênio, porque ele favorece uma reação exotérmica, isto é, libera calor,
aumentando ainda mais a temperatura do processo e, por conseqüência, a velocidade de corte.
(Secco, 2009).
Velocidades baixas, por outro lado, produzem um aumento da zona termicamente afetada
e um decréscimo na qualidade do corte. (SECCO, 2009).
Para materiais não metálicos, a vazão do gás de assistência pode ser mais elevada.
O fato de o laser de CO² gerar uma imensa intensidade de calor não significa que ele possa
vaporizar e cortar todos os metais conhecidos, pois cada material reage de forma diferente a esse
tipo de energia. (Secco, 2009).
40
Tabela 2.2 – Tipos de Materiais e suas aplicações no corte a LASER.
MATERIAIS APLICAÇÕES
41
2.8.5 Vantagens e Desvantagens
Como em todo processo de usinagem, o corte a LASER também tem suas vantagens e
limitações que podem ser facilmente comparadas com outros processos utilizados para usinagem.
VANTAGENS DESVANTAGENS
Ausência de contato direto e de grandes esforços Alto investimento de capital e custo de operação.
entre a peça e a ferramenta.
Precisão e capacidade de executar furos e cortes Pequena conversão de energia elétrica em calor.
de pequenas dimensões.
42
3 METODOLOGIA
Neste capítulo, será apresentado o modelo matemático necessário para obtenção dos
pontos coordenados a serem programados na máquina para executar a trajetória da ferramenta
e possibilitar a usinagem do furo quadrado e consequentemente possíveis correções no
programa.
Para uma ferramenta usinar furos quadrados, pentagonais e hexagonais, se faz necessário
antes de tudo conhecer geometria, pois todas elas derivam a sua forma a partir de uma construção
geométrica simples, conhecido como triângulo de Reuleaux. (Cox, 2012).
Faça da mesma forma para os outros dois vértices. Uma das propriedades é da "largura
constante", significa que a figura pode ser rotacionada completamente entre duas linhas paralelas
separadas por uma distância s e sempre terá a mesma tangente para cada uma delas. (Smith,
1993).
43
Figura. 3.1 - Triângulo de Reuleaux
No triângulo de Reuleaux na figura 3.2, o único ponto cabível de ser chamado de centro do
triângulo é o baricentro. Se os lados do triangulo equilátero são s, então aplicando a propriedade
de que o centro é dois terços a distancia de um vértice para os lados opostos, então:
(1)
44
O cálculo do baricentro do triângulo se faz necessário para encontrar o posicionamento
inicial da ferramenta antes de realizar a usinagem.
45
Assumindo que o quadrado e o triângulo de Reuleaux possuem os lados com medida igual
a 1. O centro do quadrado sobre a origem e a posição do triângulo de Reuleaux é dado pelo
vértice A que é (-1/2, 0), assim como na figura 3.3a.
Usando (1), o centro do triângulo, seria P (-1/2 + raiz de 3/3, 0). “A próxima imagem do
triângulo girando em sentido horário na posição da figura 3.3b, terminaria na figura 3.3c, onde o
centro é P” (0, -1/2 + raiz de 3/3).
O caminho de P e P" está no quadrante I. Na figura 3.3b sendo α m < MA'B', e β sendo o
angulo no sentido anti horário formado por A' P' e a linha horizontal por A' , e c sendo a
coordenada y do ponto A'. (Smith, 1993)
Assim sendo, o maior interesse está nas coordenadas de P' . Note que:
De acordo com Smith, durante esta rotação da figura 3.3a para 3.3b, o ângulo de
inclinação do lado da ferramenta em relação ao lado do quadrado vai de 60 graus para 30 graus.
Desde A' P' = raiz de 3/3, se medir as coordenadas de A'(-1/2, c), as coordenadas de x e y de P'
pode encontrar:
(2)
46
(3)
Para fazer furos quadrados com ferramentas de lado menores à medida do lado do
quadrado, que é a proposta do presente trabalho, se faz necessário adequar as equações acima
para tal objetivo.
Sendo:
(4)
(5)
47
Quando a ferramenta possui o lado “d”, medida menor que a medida “D” do quadrado, é
necessário considerar o deslocamento da ferramenta em y, para isto segue a equação abaixo para
o cálculo de deslocamento .
(6)
(7)
Onde “n”, é o número de vezes que a ferramenta se desloca ao longo da trajetória do furo
quadrado.
A geração de um quadrado com cantos afiados é explicado a partir das sucessivas
modificações de posições do triângulo de Reuleaux, modificando o deslocamento do seu centro
P.
No quadrado produzido por uma ferramenta com medida menor e igual à medida do
quadrado, o seu ângulo varia entre 60º e 15º, em ambos os casos, porém o que diferencia um do
outro é o deslocamento na componente Y, necessário para obter o canto do quadrado com 90º.
Quando o lado da ferramenta é menor que a medida do lado do quadrado, é necessário calcular o
deslocamento da variável Y.
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4 PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS
4.1 Ferramenta
A ferramenta possui 3 arestas de corte, figura 4.2, com o lado do triângulo de Reuleaux
medindo 10mm, e o material utilizado para a confecção da mesma foi o Aço Rápido HSS.
49
Figura. 4.2 - Ferramenta utilizada na usinagem do furo quadrado
4.2 A Máquina
A principal capacidade que uma máquina CNC deve possuir para realizar a usinagem de
um furo quadrado é a capacidade de sincronizar o movimento de rotação com o movimento de
translação. A figura 4.3 a seguir ilustra bem o funcionamento da máquina CNC com o
sincronismo de movimentos entre o eixo rotativo e os dois eixos lineares X e Y, responsáveis
pelo movimento de translação e também o movimento linear em Z capaz de dar profundidade ao
furo.
51
Tabela 4.1 – Condições do experimento no Centro de Usinagem.
4.3 Material
O material utilizado como corpo de prova foi o plástico branco PP (Polipropileno), com um
pré-furo cilíndrico e espessura de 10mm. O pré-furo se faz necessário para retirar o material na
região do centro da ferramenta onde não ocorre.
O uso deste material diminui os esforços de corte, evitando assim, uma possível quebra e
consequentemente o atraso na realização dos experimentos, e também por outros fatores como
refrigeração de corte, geração de cavaco, entupimento das saídas de material, vibração, etc.
Nada impede que se desenvolva ferramentas mais reforçadas, ou que utilize a mesma para
a usinagem de materiais metálicos, pois os parâmetros utilizados para confecção da ferramenta é
o mesmo de ferramentas convencionais.
52
Para realizar tal operação é necessário inicialmente posicionar o centro da ferramenta P,
baricentro do triângulo, com o centro do quadrado, e depois deslocar a ferramenta até o ponto
inicial de usinagem, em X e Y, como mostra a figura 4.5. Este ponto inicial de posicionamento
dependerá da medida da ferramenta e da medida do quadrado e o corte da ferramenta na peça se
iniciará no ponto A.
4.5 Os experimentos
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4.5.1 Primeira Etapa
Na primeira etapa foram usinados 4 furos, para verificar se era possível usinar furos
quadrados de diferentes medidas com a mesma ferramenta, conforme tabela 4.2.
13 mm 10 mm
17 mm 10 mm
22 mm 10 mm
24 mm 10 mm
Na segunda etapa dos experimentos, o objetivo é poder fazer correções no programa para
acertar a trajetória da ferramenta e consequentemente obter a geometria esperada do furo
quadrado, quando a ferramenta apresentar desgaste ou medidas menores às medidas programadas
na máquina.
Para este experimento a ideia é simular um possível erro, programar a máquina para uma
medida de ferramenta, mas no eixo-árvore da máquina colocar uma ferramenta com medida
diferente à medida programada. Para este experimento também foram realizados mais 4 furos
conforme tabela 4.3.
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Tabela 4.3 – Condições para a realização dos experimentos.
2 15 mm 15 10 mm
3 14 mm 14 10 mm
4 20 mm 20 10 mm
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5 RESULTADOS E DISCUSSÕES
A partir dos ensaios realizados, ficou comprovado que o modelo matemático desenvolvido
mostrou-se capaz de realizar os furos. Mas outra questão importante é a qualidade do furo, ou
seja, a geometria obtida quanto à forma e dimensão, e para sua avaliação, foi utilizado um
Projetor de Perfil para fazer as medições.
A programação para este furo foi feita conforme os parâmetros que seguem:
A seguir, as figuras 5.1, 5.2, 5.3 e 5.4 apresentarão os resultados obtidos na usinagem dos
respectivos furos quadrados.
56
Figura. 5.1- Furo quadrado de 13 mm.
57
Figura. 5.4- Furo quadrado de 24 mm
As medições quanto à forma e dimensão foram feitas no projetor de perfil, de acordo com
a representação esquemática mostrada na figura 5.5 e os resultados obtidos estão apresentados na
tabela 5.1.
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Tabela 5.1 – Valores obtidos nos ensaios dos furos quadrados.
A partir das medições realizadas, das observações quanto à geometria e o material utilizado
na usinagem, pode-se concluir que os resultados foram satisfatórios.
Há uma incompatibilidade nas medidas dos raios nos cantos dos quadrados, que apesar de
serem valores baixos, apresentaram valores diferentes. Esse pequeno erro pode ter sido
59
ocasionado pelo material utilizado não oferecer resistência para suportar os esforços de corte da
ferramenta ou erro de medição.
Mas de qualquer forma, os valores encontrados mostraram que os cantos ficaram realmente
afiados, e este é um importante aspecto em relação à geometria do furo quadrado, a obtenção de
cantos vivos (90°) nos cantos do quadrado, com valores muito baixos, isso quer dizer que quantos
mais pontos coordenados forem programados, melhor será a trajetória da ferramenta, e
consequentemente melhor a geometria obtida.
Durante a usinagem, frequentemente depara-se com o desgaste das ferramentas que se está
utilizando. O nível de desgaste muitas vezes ainda não requer a troca imediata da ferramenta,
porém se faz necessário fazer correções, através dos corretores das máquinas, para que as peças
não fiquem fora de conformidade.
Pode ser também que a ferramenta utilizada já venha de fábrica com uma medida inferior
ou superior àquela que foi adquirida, às vezes são questões de milésimos, centésimos, mas que
dependendo da precisão da usinagem, podem causar um grande problema na hora de conferir as
medidas.
Como já foi descrito anteriormente, foram feitos 4 furos com uma ferramenta de medida
menor à medida programada na máquina, a ideia é exatamente provocar o erro e a partir daí fazer
a correção no programa.
Mas para fazer a correção no programa é necessário o operador medir o furo obtido e notar
a inconformidade. A figura 5.7 traz a ilustração dos furos usinados, ampliados no projetor de
perfil.
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Figura. 5.7 - Furos fora das dimensões desejadas.
Após a usinagem foram feitas as medições, e com os valores obtidos na tabela 5.2, pode-se
aplicar um método matemático simples para encontrar a medida da ferramenta, e posteriormente
realizar a correção no programa.
FURO MEDIDA DO
QUADRADO
1 9,67 mm
2 9,17 mm
3 9,33 mm
4 8,34 mm
De posse dos valores obtidos com as medições, para encontrar a medida da ferramenta
utilizada no eixo-árvore, primeiro precisa subtrair a medida que se deseja usinar o furo quadrado
da medida obtida na medição após a usinagem.
Onde:
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Com o resultado da subtração, retira-se a parte inteira e soma o resto com a medida obtida
na usinagem do quadrado.
Exemplo: Furo 1.
12 – 9.67 = 2.33
Retirando a parte inteira, sobram 0.33, este valor agora é somado com a medida do furo
obtido, ou seja:
9.67 + 0.33 = 10 mm
Quando a diferença entre a medida que se deseja usinar o furo quadrado e a medida obtida
após a usinagem do furo for superior a 10 mm, deve-se proceder da seguinte forma.
Exemplo: Furo 4
20 – 8.34 = 11.66
Retirando a parte inteira e somando o que sobra com mais 1, sobram 1.66, este valor
agora é somado com a medida do furo obtido, ou seja:
8.34 + 1.66 = 10 mm
62
6 CONCLUSÕES E SUGESTÕES PARA PRÓXIMOS TRABALHOS
6.1 Geometria
A partir dos resultados obtidos, é possível dizer que o trabalho cumpriu com os objetivos
propostos na execução dos experimentos. Os furos executados com trajetória de translação
composta por 120 pontos apresentaram uma excelente geometria e dimensão, comprovando que
ao aumentar a quantidade de pontos, obtém-se um furo quadrado de qualidade.
Isso mostra que, com a nova modelagem matemática é possível obter cantos afiados e
produzir furos de qualquer medida com uma única ferramenta menor que a medida dos
quadrados. Assim, o processo torna-se ainda mais flexível, podendo substituir outros processos
de fabricação já utilizados com grande rendimento.
6.3 Aplicação
63
espera-se que no futuro seja possível utilizar as informações aqui demonstradas para tornar o
processo para furos poligonais disponível em máquinas CNC.
Portanto com o aumento da facilidade que este processo pode oferecer para as empresas
manufatureiras de produtos mecânicos e outras, pode-se reduzir o tempo de setup das máquinas e
torna o processo ainda mais produtivo.
- Fazer estudos para utilização de outros comandos CNC para usinagem do furo quadrado
e outros polígonos.
64
REFERÊNCIAS
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States Patent Office. Patented 1,992,346, February 26, 1935.
CASTRO, Marcelo Hirai, Processo para Obtenção de Furos Quadrados Utilizando Máquinas
Ferramentas CNC com Ferramenta em Rotação, Campinas, 2012, 111p. Dissertação
(Mestrado).
COX, Barry James; WAGON, Stan. Drilling for polygons. American Mathematical Monthly,
v. 119, n. 4, p. 300-312, 2012.
DINIZ, Anselmo Eduardo; MARCONDES, Francisco Carlos; COPPINI, Nivaldo Lemos. 2010,
Tecnologia da Usinagem dos Materiais, 7. ed. Artiliber.
FERRARESI, Dino. Usinagem dos Metais. São Paulo: Associação Brasileira de Metais, 1973.
65
GARDNER, Martin. Curves of Constant Width, One of Wich Makes it Possible to Drill Square
Holes. In Scientific American, Feb., 1963: 148-156.
HARRASER, Paul of Germany. Apparatus for Drilling Polygonal Holes, Especially for
Wood. Patented DE540943 C , Dec. 31,1931.
HUTTON, David Brown; DANIELS, Archibald Frederick George. Drill for Drilling Square
Holes. United States Patent Office, No 456,258, Patented July 21,1891.
KATOH, Kouichi. et al, of Japan. Method and Tool for Cutting Inside Corner. United States
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LAUREANO, Ivan Aparecido; GASPAN, Carlos; POLITO, Celso di; SCARAMBONI, Antonio.
Universo da Mecânica. 1ª Ed., FRM, São Paulo, 2009. 180p.
Revista Eletrônica de Educação e Tecnologia do SENAI-SP. ISSN: 1981-8270. v.6, n.11, mar.
2012.
WATTS, HARRY J. of Turtle Creek, Pennsylvania. Floating Tool Chuck. United States Patent
Office. Patented 1,241,175, Sept. 25,1917.
WATTS, HARRY J. of Turtle Creek, Pennsylvania. Drill or Boring Member. States Patent
Office. Patented 1,241,176, Sept. 25,1917.
WATTS, HARRY J. of Turtle Creek, Pennsylvania. Floating Tool Chuck. United States Patent
Office. Patented 1,241,177, Sept. 25,1917.
WOLKERSTORFER, Charles of St. Paul Minnesota. Drilling Device. United States Patent
Office. Patented 1,618,900, February 22, 1927.
ZIADA, Y. ; KOSHY, P. Rotating Curvilinear Tools for EDM of Polygonal Shapes with
Sharp Corners. CIRP Annals - Manufacturing Technology, 56(1), 221-224, 2007
67
ANEXO A
Exemplo: Pontos obtidos na planilha do EXCEL para serem programados no centro de usinagem.
Ferramenta de 10 mm e Furo de 12 mm.
68
69