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Sepse puerperal
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SEPSE PUERPERAL
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ÍNDICE
SEPSE PUERPERAL 3
- PONTOS IMPORTANTES 3
INTRODUÇÃO 3
- FISIOPATOLOGIA 4
- QUADRO CLÍNICO 4
- DIAGNÓSTICO 7
- DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS 8
- TRATAMENTO 8
CONCLUSÃO 11
Bibliografia 13
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SEPSE PUERPERAL
PONTOS IMPORTANTES
Sepse puerperal é uma infeção do trato genital ocorrendo em qualquer
momento entre a ruptura das membranas ou o trabalho de parto e o
42o dia após o parto, no qual estão presentes dois ou mais dos
seguintes eventos:
• Dor pélvica
• Febre (temperatura oral 38,5oC ou superior em qualquer ocasião)
• Corrimento vaginal anormal,por exemplo, presença de pus
• Cheiro anormal/ mau cheiro do corrimento vaginal
• Atraso na redução do tamanho do útero (<2cm/dia durante os
primeiros 8 dias)
INTRODUÇÃO
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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a sepse materna é uma
disfunção orgânica resultante de infecção durante a gravidez,
parto ou período pós-parto.
FISIOPATOLOGIA
O estado hiperinflamatório promove um desencadeamento
generalizado de mediadores pró-inflamatórios e citocinas, bem como
ativação do sistema complemento. Essa liberação de citocinas leva à
diminuição da resistência vascular sistêmica e aumento do débito
cardíaco causando complicações sistêmicas.
QUADRO CLÍNICO
Inicialmente, os sinais clínicos variam de acordo com o local da
infecção. Um dos primeiros sinais clínicos de sepse é a taquipneia.
FATORES DE RISCO
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Tabela 12. Fatores de risco da sepse puerperal. Fonte:10.33448/rsd-v10i8.17374.
Pontos importantes da anamnese
• Febre e calafrios
• Diarreia e vômitos
• Ingurgitação/ vermelhidão das mamas
• Dores e sensibilidade abdominal/pélvica
• Infecção de ferida operatória (cesariana ou episiotomia)
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• Corrimento vaginal fétido
• Tosse produtiva
• Sintomas urinários
• Letargia, redução do apetite
Pontos importantes do exame físico
• Pressão arterial, pulso e perfusão
• Retardo na involução uterina
• Loquiação em grande quantidade
• Colo pérvio
• Corrimento vaginal fétido e/ou purulento
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• Sinal de Giordano
• Ausculta pulmonar
DIAGNÓSTICO
A sepse puerperal é diagnosticada clinicamente; porém
investigações completas, como exames de imagens, hemoculturas
devem ser realizadas para a investigação diagnóstica. O início da
sepse pode ser insidioso, principalmente no pós-parto, tornando o
diagnóstico mais difícil.
Diferente da sepse em não gestantes, utilizar a contagem de leucócitos
como indicativo de sepse é irrelevante, pois as gestantes tendem a
apresentar níveis mais elevados dessas células.
O escore qSOFA, foi introduzido na prática clínica como um meio de
identificação precoce de sinais e sintomas, bem como predizer
disfunções orgânicas e a necessidade de maior nível de cuidado.
Se 2 ou mais desses critérios estiverem presentes, a paciente tem risco
aumentado de sepse e pior prognóstico. A pontuação qSOFA não
define sepse; em vez disso, é um método rápido de identificar os
pacientes com alto risco de desenvolver complicações graves que
requerem uma terapia mais agressiva.
O escore qSOFA avalia a presença de 3 critérios clínicos:
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1. pressão arterial sistólica menor ou igual a 100 mmHg
2. frequência respiratória maior ou igual a 22 por minuto
3. estado mental alterado (escala de coma de Glasgow)
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS
• Aborto evitável / ameaça de aborto
• Corioamnionite com membranas íntegras
• Infecção urinária
• Febre por uso de misoprostol
• Apendicite
TRATAMENTO
O tratamento da sepse é o reconhecimento precoce e a intervenção
agressiva para reduzir o risco de complicações e a mortalidade. Assim, o
manejo da sepse envolve a monitorização, acesso periférico, expansão e
instituição de antibioticoterapia precoce.
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Tabela 13. Doses. Fonte: 10.33448/rsd-v10i8.17374.
Observações
• As pacientes deverão permanecer com terapia endovenosa por pelo
menos 24 horas a 48 horas após o último pico febril.
• Dose terapêutica da Heparina — 5.000 UI por via endovenosa,
seguidas de 700 UI/h a 2.000 UI/h.
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• O controle de Tempo de tromboplastina parcialmente ativada
(TTPA) deve ser feito a cada 4 horas. O nível terapêutico será
atingido quando elevar o TTPA em 1,5 a 2 vezes o valor médio.
• Após estabilização do TTPA e da dose, o controle laboratorial pode
ser diário.
• As principais complicações do tratamento com a heparina são a
hemorragia e a trombocitopenia.
• Não havendo melhora clínica em 24 horas a 48 horas, solicitar
avaliação da infectologia e reavaliar a terapêutica.
TRATAMENTO CIRÚRGICO
• Curetagem de restos placentários
• Drenagem de abscessos (perineais e da incisão de cesariana)
• Desbridamento de fasciíte necrosante perineal e abdominal
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• Colpotomia para abscesso do fundo de saco de Douglas
• Histerectomia total para miometrite e infecção pelo Clostridium
welchii
• Laparotomia nos casos de:
◦ abscesso entre alças, do espaço parietocólico e subfrênico;
◦ ligadura da veia ovariana;
◦ tromboflebite pélvica séptica que não responde ao
tratamento de antibiótico e heparina.
CONCLUSÃO
A sepse puerperal continua a figurar como uma das principais causas de
morbidade e mortalidade em todo o mundo. Vale ressaltar as
dificuldades ainda presentes na conceituação de sepse puerperal, assim
é necessária abordagens minuciosas para o diagnóstico e tratamento
adequado dessa patologia.
CID-10
O85 Infecção puerperal
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O86 Outras infecções puerperais
O860 Infecção da incisão cirúrgica de origem obstétrica
O861 Outras infecções dos órgãos genitais subseqüentes ao parto
O862 Infecção das vias urinárias subseqüentes ao parto
O863 Outras infecções das vias genitourinárias subseqüentes ao parto
O864 Febre de origem desconhecida subsequente ao parto
O868 Outras infecções puerperais especificadas
O909 Complicação do puerpério não especificada
O91 Infecções mamárias associadas ao parto
O910 Infecção do mamilo associada ao parto
O911 Abscesso da mama associada ao parto
O912 Mastite não purulenta associada ao parto
O92 Outras afecções da mama e da lactação associadas ao parto
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Bibliografia
1. SILVA, APN da .; DINIZ, PR; COSTA, PFF da.; GALVÃO, PVM; LUNA,
VLM.; CONRADO, GAM. Sepse puerperal: uma revisão integrativa.
Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento , [S. l.] , v. 10, n. 8, pág.
e31710817374, 2021. DOI: 10.33448/rsd-v10i8.17374. Disponível em:
[Link] Acesso em:
08 de maio. 2022.
2. Zugaib, Marcelo; Francisco, Rossana Pulcineli Vieira (eds).
Zugaib obstetrícia [3ed.]. BARUERI: Manole, 2016.
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