RESPOSTA DO RÉU
1- Revelia
2- Contestação
3- Reconvenção
REVELIA
Considerando que a audiência de conciliação ou mediação não resultou em auto
composição integral, o réu precisa apresentar contestação no prazo de 15 dias,
oportunidade em que poderá apresentar três respostas possíveis. A primeira delas é a
Revelia que se concretiza como o efeito que decorre daí ausência de contestação
tempestiva tendo como regra geral a redação do ARTIGO 344 do CPC.
CONTESTAÇÃO
A contestação E A RESPOSTA MAIS ESPERADA SENDO INSTRUMENTALIZAÇÃO DO
contraditório e ampla defesa podendo o réu apresentar defesa processual ( também
chamada de preliminar de contestação ou pré mérito ) ou defesa material (também
chamada de defesa de mérito ).
RECONVENÇÃO
A terceira resposta possível do réu é a RECONVENÇÃO que se notabiliza através do
contra-ataque do réu no próprio corpo da contestação na forma do ART 343.
A revelia tem como raciocínio base a ausência de contestação do réu que gera presunção
de veracidade em relação aos fatos apresentados pelo autor na inicial, tendo como efeito
decorrente a liberação do demandante de provar os fatos já narrados mesmo que se
encontrem ainda pendentes. O julgador notifica o réu em despacho inicial da possibilidade
de revelia caso a contestação NÃO seja juntada dentro do prazo.
A contestação apresenta-se através da instrumentalização do contraditório e ampla defesa,
sendo obrigação do réu apresentá-la no prazo de 15 dias a contar da data da audiência de
conciliação ou mediação ou da citação do réu quando a solenidade do artigo 334 CPC não
for realizada. Assim sendo o artigo 336 do CPC define as obrigações do réu na
apresentação da defesa, através da exposição de fatos e direitos que terão a incumbência
de impugnar os pedidos formulados pelo autor, devendo estruturá-la através da impugnação
especificada dos fatos narrados na inicial. Desta forma, não é admissível ao réu uma
simples defesa genérica e superficial, com exceção dos defensores públicos, advogados
dativos (art 341 parágrafo único do CPC reservado a direitos indisponíveis ) e ao curador
especial.
A contestação se divide em defesa processual ou formal, que é composta pelas
preliminares de contestação ou mérito, também chamados de pré mérito, cuja os
institutos estão disponíveis para arguição do réu no artigo 237 do CPC, que uma vez
reconhecido pelo julgador irá impor ao autor a correção do defeito que, se não for realizada
no prazo de 15 dias acarretará extinção do feito sem julgamento de mérito. Ainda na
preliminar de contestação é possível que o réu apresente prejudicial de mérito quando o
A terceira possibilidade se refere as remissivas, em que os advogados não pretendem
acrescentar mais nenhuma informação além do que já apresentaram durante o processo de
conhecimento, especialmente quando a instrução não apresentou qualquer evento novo
que merecesse alegações finais.
defeito alegado tratar de prescrição ou decadência, sendo primeiro instituto sendo primeiro
instituto previsto nos artigos 205 e 206 do Código civil que trata da perda do direito de
ação face ao decurso do tempo, especialmente quando a pretensão tratar de obrigação de
dar coisa certa em dinheiro ou coisa diversa de dinheiro.
Já a decadência trata da perda do direito potestativo (o direito propriamente dito) diante
da preclusão temporal prevista em lei, tendo previsão os artigos 207 e seguintes do código
civil (todas as demandas que não forem relacionadas a prescrição de maneira explícita são
abarcadas pela decadência que possuem natureza residual ) o prazo das prejudiciais de
mérito fluem de maneira corrida, contando dias não úteis, do mesmo jeito que acontece
com processo penal pois todo e qualquer prazo previsto no código civil tramita desta forma.
Reconhecida a prescrição e decadência o processo é extinto com julgamento de mérito na
forma do artigo 487 inciso 2 do CPC,
Na defesa material ou de mérito o réu apresentará a impugnação especificada dos fatos
que compõem a petição inicial, ou seja, em regra, o réu deve rebater ponto por ponto, cada
fato fundamento jurídico, pedidos e provas documentais produzidas, sob pena dos efeitos
de verdade presumida da revelia na forma do ART. 336 CPC. Neste contexto a doutrina
chama de defesa total a provável única oportunidade que o réu terá no processo de
conhecimento, o que significa dizer que todas as provas que tiver a disposição devem ser
produzidas por agora, sem prejuízo de indicação das provas futuras que pretende
produzir, especialmente em possível AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO.
Sobre o conteúdo da defesa o réu apresentará contraditório com base nas provas que
dispõe ou que já foram produzidas pelo autor na exordial (petição inicial ).
DEFESA DIRETA
A defesa direta restringe-se à negativa no fato apresentado pelo autor, fixando a
controvérsia sem preocupar-se com a apresentação de um fato novo que sustente tal
negativa. Neste tipo de defesa, o réu conserva o ônus da prova sob a
responsabilidade do autor na forma do ART 373 inciso 1 (trata-se de modalidade
defensiva recomendável diante de fatos da inicial que não sejam sustentados por provas ).
DEFESA INDIRETA
Já a defesa indireta vai além da simples fixação de controvérsia, ou seja, além de refutar o
fato da inicial descrita pelo autor , o réu apresenta fato novo que acompanha tendo como
consequência a obrigação de comprova-lo na forma do artigo 373 inciso 2 do CPC. Em
outras palavras, o fato novo apresentado na contestação tem natureza impeditiva
modificativa ou instintiva do direito alegado pelo autor dando fôlego a um direito de
contestação do autor que é chamado de réplica à contestação.
A terceira possibilidade se refere as remissivas, em que os advogados não pretendem
acrescentar mais nenhuma informação além do que já apresentaram durante o processo de
conhecimento, especialmente quando a instrução não apresentou qualquer evento novo
que merecesse alegações finais.
RECONVENÇÃO
A reconvenção caracteriza como a resposta do réu que contra-ataca o autor através da sua
contestação, ou seja, conforme o raciocínio da conexão (reunião de dois ou mais processos
em uma pretensão única a luz do princípio da economia processual), o réu promove ação
contra o autor embutindo no corpo da contestação uma petição inicial que deve preencher
os requisitos dos artigos 319 e 329 do CPC. Em outras palavras, a demanda passa a
carregar dois processos em um único processo, devendo o julgador sentenciar ao final da
fase de conhecimento os dois de uma vez só, devendo a decisão contemplar harmonia
entre o conteúdo das demandas. Desta forma, a RECONVENÇÃO é inserida na
contestação seguida de uma réplica a contestação DO PROCESSO PRINCIPAL que será
apresentada junto com a contestação a reconvenção. Caso a contestação da reconvenção
apresente fato novo poderá o juiz oportunizar ao réu da ação principal o direito a réplica
da contestação da reconvenção.
As providências preliminares caracterizam-se como ato de organização e saneamento do
processo posterior à resposta do réu, em que o julgador analisará a possibilidade de réplica
em favor do autor, além de assegurar o direito fundamental à produção de prova. Na esteira
A terceira possibilidade se refere as remissivas, em que os advogados não pretendem
acrescentar mais nenhuma informação além do que já apresentaram durante o processo de
conhecimento, especialmente quando a instrução não apresentou qualquer evento novo
que merecesse alegações finais.
desse raciocínio, os artigos 347 a 353 definem as possibilidades a serem indicadas
pelo juiz.
A primeira delas trata da revelia sem efeitos do art. 348, em que o julgador, diante de
uma das hipóteses descritas no art. 345 do CPC, oportuniza o autor a adicionar novas
provas ou indicar as que pretende produzir mais adiante no prazo de 15 dias.
A segunda possibilidade é contemplada no art. 349 do CPC que trata do direito ao réu
revel poder juntar prova tardia, ou seja, mesmo revel, o julgador oportuniza o demandado
a apresentar provas ou indicar as que pretende produzir no mesmo prazo de 15 dias.
É importante destacar que os efeitos de presunção de veracidade típicos do art. 344 do
CPC permanecem, mas o julgador, para evitar qualquer arguição futura de nulidade,
contempla o direito fundamental à prova em favor do réu. Além disso, os arts. 350, 351 e
437 do CPC justificam o direito a réplica em favor do autor através da seguintes
possibilidades, a primeira delas, na hipótese de apresentação de fato novo na defesa
indireta dentro da contestação, sendo o ônus da prova referente aos fatos impeditivos,
modificativos ou extintivos incumbência do réu, conforme aduz do art. do art. 373, II do
CPC.
A segunda hipótese de réplica se concretiza diante da apresentação de preliminar de
contestação, ou seja, quando o réu evoca qualquer das defesas processuais contidas no
art. 337 do CPC, o que naturalmente confere ao autor o direito ao contraditório e ampla
defesa. Os vícios formais podem ser de natureza dilatória (sanáveis) ou de natureza
peremptória (insanável).
A terceira possibilidade de réplica à contestação, vislumbra-se no art. 437 que assegura
ao autor o direito de impugnar as provas documentais acostadas pelo réu na contestação.
Além disso, ainda no despacho ou decisão das providências preliminares, é possível que o
julgador solicite diligências às partes ou a terceiros para a correção de vícios formais
pendentes, objetivando evitar qualquer arguição de nulidade após a sentença judicial tendo
prazo máximo de 30 dias conforme art. 352 do CPC (esse raciocínio, a doutrina chama de
princípio da sanabilidade ou sanação).
Após as providências preliminares e a juntada da réplica a contestação, o julgador tem a
opção de partir para o julgamento conforme o estado do processo, na forma do art 354 a
356, que se dividem em três possibilidades:
Sendo a primeira relacionada à extinção do feito com ou sem julgamento de mérito,
nas hipóteses descritas no art 487 inciso II e III do e art 485 ambos do cpc. Além disso
é possível que o juiz parta para o julgamento antecipado do mérito, quando as partes não
tiverem a necessidade de produzir outras provas ou na hipótese do réu revel que não fez
requerimento de prova na forma do art 349 do cpc. O julgamento antecipado da lide pode
ser realizado de forma total( todos os pedidos que compõe a inicial serão analisados juntos)
ou parcial ( se alguns deles estiverem aptos para julgamento neste momento, restando aos
demais seguir a marcha processual padrão para a fase de saneamento e organização
com a possibilidade de audiência e julgamento).
A terceira possibilidade se refere as remissivas, em que os advogados não pretendem
acrescentar mais nenhuma informação além do que já apresentaram durante o processo de
conhecimento, especialmente quando a instrução não apresentou qualquer evento novo
que merecesse alegações finais.
JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO
O julgamento conforme o estado do processo caracteriza-se através do momento
processual em que o julgador, prematuramente, resolve sentenciar o processo, dentro
das hipóteses contidas nos artigos 354 a 356.
O primeiro cenário em que isto é possível trata das hipóteses contidas no artigo 354 em que
o processo pode resultar em sentenças terminativas ou definitivas. Se o julgador acolher as
hipóteses contidas no artigo 485 do CPC, que geralmente são alegadas pelo réu em
preliminar de contestação, processo será extinto sem julgamento de mérito, sendo deferida
a ocorrência de vício formal. Ainda no mesmo comando normativo, o juiz pode proferir
sentença com julgamento de mérito, tanto pelo acolhimento da prejudicial de mérito
(PRESCRIÇÃO OU DECADÊNCIA) alegados pelo réu ou de ofício pelo próprio julgador,
além de dar o processo como coisa julgada caso as partes cheguem em
autocomposição, seja por submissão, transação ou renúncia conforme o raciocínio
contido no artigo 487 inciso II e III, além disso pode o julgador partir o julgamento
antecipado do processo (também chamado de antecipado do mérito ou da lide ) Em duas
hipóteses bem definidas no artigo 355 a primeira delas é quando as partes, de maneira
expressa ou tácita digam que NÃO tem mais provas a produzir, razão pela qual não há
motivo para designação da audiência de instrução e julgamento. A outra situação ocorre
quando o réu revel não solicita a produção de prova um prazo excepcional concedido a ele
nas providências preliminares. Esta decisão pode abarcar todos os pedidos da inicial ou
parte deles ou seja é possível que o juiz divida os pedidos do autor analisando somente
aqueles que se encaixam nos requisitos do artigo 356 do CPC NO chamado julgamento
parcial de mérito. O pedido que depende de provas a produzir poderá ser submetido a
futura audiência de instrução e julgamento.
TUTELA PROVISÓRIA
A tutela provisória é um instituto processual previsto no procedimento comum de
primeiro grau do processo de conhecimento, com fundamento nos artigos 294 a 311
do Código de Processo Civil (CPC). Trata-se de um mecanismo pelo qual o autor requer a
antecipação dos efeitos da tutela final para o momento presente, com base na urgência ou
na evidência de direitos que podem ser comprovados por meio de prova documental, seja
na petição inicial (hipótese também chamada de tutela provisória em caráter antecedente ou
liminar), seja no curso de um processo já iniciado (em caráter incidental).
Para melhor compreensão da natureza da tutela provisória, é importante relembrar a
estrutura bifásica do processo: uma fase inicial de conhecimento, que culmina em uma
sentença judicial com potencial para adquirir força de coisa julgada, estabelecendo
direitos e obrigações (de dar, fazer ou não fazer); e uma fase posterior de execução
da sentença, estudada sob a ótica do princípio da efetividade.
Considerando que a decisão judicial que concede a tutela jurisdicional corresponde ao
pedido imediato (a causa de pedir) e que a efetivação das obrigações resultantes da
sentença concretiza o bem da vida almejado pelo autor na petição inicial (o pedido
mediato), a tutela provisória representa uma antecipação dessa concretização, que,
A terceira possibilidade se refere as remissivas, em que os advogados não pretendem
acrescentar mais nenhuma informação além do que já apresentaram durante o processo de
conhecimento, especialmente quando a instrução não apresentou qualquer evento novo
que merecesse alegações finais.
normalmente, só ocorreria ao final da execução. Por essa razão, a tutela provisória não é
definitiva, uma vez que ainda depende de fases processuais indispensáveis que integram o
processo de conhecimento, como o contraditório, a ampla defesa e a produção de provas,
todos direitos fundamentais.
A tutela provisória é, portanto, uma medida frágil, construída com base em cognição
sumária do juiz, que ainda não dispõe de todos os elementos necessários para
formar sua convicção plena. As tutelas provisórias podem ser classificadas como tutelas
de urgência — subdivididas em antecipadas (ou satisfativas) e cautelares —, exigindo, para
sua concessão, nos termos do artigo 300 do CPC, a probabilidade do direito e o perigo de
dano ou o risco ao resultado útil do processo.
As tutelas provisórias de urgência concretizam-se como antecipadas ou satisfativas
quando o autor pretende, conforme pedido formulado na petição inicial, usufruir, consumir,
ter, satisfazer ou receber algo. Nesses casos, evidenciam-se obrigações positivas impostas
ao réu (de dar ou fazer), nas quais o autor busca a modificação do cenário fático
apresentado, ainda que de forma provisória, para outro mais vantajoso.
Por outro lado, as tutelas cautelares concretizam-se quando o autor formula pedidos com
o objetivo de permanecer, proteger ou conservar determinada situação, personificando-se
em obrigações negativas contra o réu (obrigações de não fazer), com o intuito de manter o
estado fático atual diante da ameaça de sua modificação.
Observação: é possível que o julgador receba uma tutela cautelar como satisfativa, e
vice-versa, com fundamento no princípio da fungibilidade das tutelas provisórias de
urgência.
A tutela provisória de urgência antecipada liminar tem sua estrutura contida nos artigos 303
e 304 do CPC, permitindo que o autor possa formular uma petição inicial simplificada,
considerando que a urgência da pretensão é contemporânea ao momento da propositura
da ação, razão pela qual o estado permite que o demandante apresente uma narrativa
sumária ou muito resumida da exposição dos fatos, devendo informar que pretende fazer
jus ao benefício de uma petição simplificada conforme previsão do artigo 403 parágrafo 5º
do CPC. Desta forma o caput do artigo 303 alerta pela necessidade de preenchimento dos
requisitos do artigo 300, que devem ser suportados por provas documentais que levem o
julgador na probabilidade do direito e no perigo de dano. Além disso é indispensável a
apresentação de pelo menos dois pedidos, sendo o primeiro de tutela provisória de urgência
satisfativa (que possui pedidos fundados em obrigações positivas de dar e fazer).
Já o segundo pedido apresenta-se como ratificação (confirmação) da tutela provisória
concedida para uma tutela final definitiva, capaz de converter uma tutela precária em
uma decisão apta para coisa julgada. Por fim, também é necessário indicar o valor da
causa, acompanhado do recolhimento de custas iniciais a razão de 1%.
A terceira possibilidade se refere as remissivas, em que os advogados não pretendem
acrescentar mais nenhuma informação além do que já apresentaram durante o processo de
conhecimento, especialmente quando a instrução não apresentou qualquer evento novo
que merecesse alegações finais.
OBS: Caso o autor tenha interesse em cumular ouros pedidos de tutela final,
deverapontá-lo já nesta petição para que o seu valor correspondente possa ser adicionado
ao valor da causa.
OBS: Caso o autor deixe de apresentar o aditamento à inicial que prometeu na petição de
narrativa sumária, terá a extinção do feito sem julgamento de mérito com a consequente
extinção dos efeitos a liminar concedida sem prejuízo de custas processuais e honorários
advocatícios sucumbênciais a serem suportados pelo autor.
OBS: O prazo para o aditamento é de 15 dias se a liminar for acolhida, mas será de apenas
5 dias se for indeferida sendo a peça chamada de emenda a inicial (não confunda esta
emenda com a emenda do art 321 da petição inicial que tem prazo de 15 dias )
A audiência de instrução e julgamento tem seu regramento descrito no artigo 358 e
seguintes do CPC sendo ato solene tem por finalidade a produção de provas orais sobre
pontos controvertidos fixados pelo julgador e despacho / decisão de saneamento e
organização, podendo ainda ser designada para que o julgador tire dúvidas sobre pontos
controvertidos ainda obscuros, que impedem a formação da convicção do juiz na sentença
de mérito. A solenidade se inicia com o pregão em que o assessor do juiz chama as partes
a comparecer na sala de reunião, devendo o julgador obedecer fielmente o horário
designado, salvo convenção entre os interessados. Inicialmente a solenidade privilégio uma
nova tentativa de conciliação que pode extinguir o feito com julgamento de mérito se
alcançar todos os pedidos formulados na inicial e na reconvenção se houver caso a
conciliação seja infrutífera e se restarem conciliados apenas partes dos capítulos, inicia-se a
instrução e todos os pontos delimitados na organização ou nos capítulos inconciliáveis. A
solenidade instrutoria inicia-se com a oitava do perito seguida dos assistentes técnicos, se
houverem que devem esclarecer pontos polêmicos do laudo pericial que foi juntado,
podendo os questionamentos figurarem sobre pontos objetivos do documento relacionado a
pobreza de respostas, falta de fundamentação das conclusões técnicas ou questionar a
ausência de um modelo científico consagrado para modalidade. Também é possível
questioná-lo subjetivamente consoante a impedimento suspensão e capacidade, havia vista
que o perito deve ser imparcial, o que não acontece com os assistentes técnicos que não
tem essa obrigação pois são contratados pelas partes. Após essa parte, o juiz inicia o
depoimento pessoal das partes, começando pelo autor e depois ouvindo o réu, que tem
obrigação de se retirar da sala quando o autor for começar o seu depoimento. A ordem das
perguntas sempre será a partir dos questionamentos do
próprio próprio juiz, para depois abrir questionamentos para advogado do autor e do réu( o
mo e a defensoria também serão ouvidos a depender do polo processual onde figura ) E o
depoimento pessoal pode surgir a confissão espontânea, provocada ou ficta implícita,
ressaltando que aqui não a crime de falso testemunho no máximo condenação por má fé, é
importante ressaltar que a depender da natureza da demanda o juiz pode não oportunizar o
advogado do autor e do réu a formular perguntas para seu próprio cliente para evitar
indução. superada esta fase inicia-se a oitiva de testemunhas que foram arroladas pelas
partes pelas partes despacho de organização, sendo em regra obrigação das próprias
partes conduzi-las a audiência, salva-se se for requerimento para que a testemunha
compareça sobre vara, desta forma é possível a oitiva de três testemunhas pror fato com
A terceira possibilidade se refere as remissivas, em que os advogados não pretendem
acrescentar mais nenhuma informação além do que já apresentaram durante o processo de
conhecimento, especialmente quando a instrução não apresentou qualquer evento novo
que merecesse alegações finais.
limite de dez, que podem ser renunciadas pelas partes caso o cumprimento da prova
aconteça com sucesso já nas primeiras testemunhas.
É possível a contradita caso a testemunha seja impedida, suspeita ou incapaz, recaindo o
ônus da prova sobre os ombros do adv que alega a impugnação probatório caso o julgador
acolher a contradita, em regra a desclassificação da condição de testemunha para mero
informante, sendo este segundo desobrigado com o compromisso de dizer a verdade, mas
tendo força probante muito frágil diante da condição de testemunho.
O julgador formulará perguntas seguido do adv das partes, que as inquirirá de forma direta,
podendo o juiz intromete-se e indeferir caso seja impertinentes ou desconectadas com
despacho de organização, se forem repetidas ou abusivas
Finalizada instrução o juiz questiona o adv das partes se preferem as razões finais escritas
que poderão ser juntadas com prazo de 15 dias ( se o processo for físico o autor pode fazer
carga do processo inteiro e devolver competição em 15 dias e depois o réu sucessivamente
terá o mesmo benefício) as partes podem decidir ou realizar as alegações finais, que são
feitas na hora, com 20 minutos para o autor seguido do réu, sendo possível que o ator
possa dar mais 10 minutos, a depender das complexidades das causas.
Não é possível que uma parte faça alegações finais e a outra tenha o benefício de fazer-lo
por escrito em 15 dias.
A terceira possibilidade se refere as remissivas, em que os advogados não pretendem
acrescentar mais nenhuma informação além do que já apresentaram durante o processo de
conhecimento, especialmente quando a instrução não apresentou qualquer evento novo
que merecesse alegações finais.