Turma 201
Gabriela dos Santos, Erik dos Santos, Yuri Lemos, Laura Goldani,
Lauren Saft, Pedro Henrique Souza, Anita Brukel.
A Representação do Corpo Humano na
História da Arte: Antiguidade e
Renascimento
Introdução
A arte, em diferentes períodos históricos, sempre refletiu a maneira como o ser humano
compreendia o mundo e a si mesmo. Entre os principais temas representados ao longo
do tempo está o corpo humano, que assume valores simbólicos, religiosos, políticos e
estéticos. Nesta pesquisa, serão analisadas as formas de representação do corpo humano
na Antiguidade e no Renascimento, evidenciando suas características, significados e
transformações.
Desenvolvimento
1. Antiguidade
Egito Antigo
No Egito, a arte tinha forte função religiosa. As representações do corpo humano
seguiam regras rígidas, como a lei da frontalidade, em que o tronco era mostrado de
frente, enquanto rosto e pernas apareciam de perfil. O objetivo não era retratar o
realismo, mas sim transmitir a eternidade e o poder dos faraós e deuses. Exemplos
podem ser vistos nas pinturas murais das tumbas e em esculturas como o busto de
Nefertiti.
Grécia Antiga
Na Grécia, o corpo humano foi elevado ao ideal máximo da arte. Os artistas buscavam a
perfeição e a harmonia das formas, ligando beleza física e equilíbrio espiritual. O nu
masculino era símbolo de força e virtude. Escultores como Policleto e Fídias criaram
obras que seguiam proporções matemáticas, como o Doríforo e as esculturas do
Partenon. Essa busca pela proporção perfeita ficou conhecida como cânone.
Roma Antiga
Roma herdou muito da tradição grega, mas acrescentou um caráter mais realista e
político. As esculturas romanas retratavam imperadores, soldados e cidadãos com
detalhes físicos, incluindo rugas e marcas da idade, transmitindo poder e
individualidade. Além das esculturas, mosaicos e afrescos também mostravam cenas do
cotidiano, como os encontrados em Pompeia. Assim, o corpo humano passou a ser
representado não apenas como ideal, mas também como testemunho da realidade social
e histórica.
2. Renascimento (séculos XIV–XVI)
O Renascimento foi um movimento artístico e cultural que resgatou os valores da
Antiguidade clássica e os uniu ao humanismo. Nesse período, o corpo humano tornou-
se o centro da criação artística, representado de forma natural, realista e científica. Os
artistas estudavam anatomia, realizavam dissecações e observavam a natureza para
alcançar maior fidelidade às formas humanas.
A aplicação da perspectiva, do uso da luz e sombra (chiaroscuro) e do estudo das
proporções revolucionou a forma de retratar o homem. O corpo deixou de ser apenas
um símbolo religioso e passou a ser visto como expressão da dignidade, beleza e
grandeza do ser humano.
Entre os principais exemplos estão:
• Leonardo da Vinci, com o Homem Vitruviano, estudo das proporções ideais do
corpo.
• Michelangelo, com a escultura do Davi, que exalta a força e perfeição
anatômica.
• Sandro Botticelli, com O Nascimento de Vênus, que une mitologia e ideal de
beleza.
Conclusão
A representação do corpo humano na arte variou de acordo com a visão de mundo de
cada época. Na Antiguidade, o corpo refletia valores religiosos, ideais de perfeição ou
realismo político, dependendo da cultura. Já no Renascimento, ele foi redescoberto
como objeto de estudo científico e símbolo do humanismo, tornando-se expressão da
beleza e do potencial humano. Essa evolução mostra como o corpo humano sempre foi
mais do que uma forma física: é também um reflexo das ideias, crenças e valores de
cada sociedade.