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Resumo

A disciplina Introdução a Práticas Pedagógicas de Matemática I visa promover uma reflexão crítica sobre o papel do professor de matemática, enfatizando a importância do planejamento pedagógico e da escolha de metodologias adequadas. O documento aborda objetivos gerais e específicos, teorias de aprendizagem, organização de aulas e a função do ensino da matemática na formação cidadã e crítica dos alunos. A formação docente é apresentada como um processo que integra teoria e prática, preparando os futuros educadores para enfrentar os desafios contemporâneos da educação.

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Resumo

A disciplina Introdução a Práticas Pedagógicas de Matemática I visa promover uma reflexão crítica sobre o papel do professor de matemática, enfatizando a importância do planejamento pedagógico e da escolha de metodologias adequadas. O documento aborda objetivos gerais e específicos, teorias de aprendizagem, organização de aulas e a função do ensino da matemática na formação cidadã e crítica dos alunos. A formação docente é apresentada como um processo que integra teoria e prática, preparando os futuros educadores para enfrentar os desafios contemporâneos da educação.

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1. INTRODUÇÃO

A disciplina Introdução a Práticas Pedagógicas de Matemática I tem como propósito fomentar


uma reflexão crítica sobre o papel do professor de matemática frente aos desafios
contemporâneos da educação. Este campo formativo destaca a importância do planejamento
pedagógico, da seleção de recursos didáticos e da adoção de metodologias que articulem
teoria e prática de forma significativa e contextualizada. Mais do que transmitir conteúdos, o
professor deve ser capaz de tomar decisões didáticas fundamentadas, considerando as
necessidades dos estudantes e o contexto social em que estão inseridos.

1.1. Objetivo Geral

 Promover a compreensão crítica e fundamentada sobre as práticas pedagógicas no


ensino da matemática, considerando aspectos teóricos, metodológicos e formativos
essenciais à atuação docente.

1.2. Objetivos Específicos

 Analisar os instrumentos e estratégias de organização das aulas de matemática, com


foco na intencionalidade pedagógica e na mediação da aprendizagem.
 Compreender os fundamentos das principais teorias de aprendizagem aplicadas ao
ensino da matemática, reconhecendo suas implicações no planejamento didático.
 Refletir sobre a função formativa, cidadã e cultural do ensino da matemática na
construção de sujeitos autônomos e críticos.

1.3. metodologia

Para concentralização do presente trabalho, usou-se método de consulta bibliográficas,


programas de ensino e pesquisa pela internet.
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2. INTRODUÇÃO A PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE MATEMÁTICA I

A disciplina propõe uma reflexão crítica sobre o papel do professor de matemática, seu
planejamento e as escolhas pedagógicas diante dos desafios contemporâneos da educação.
Nesta etapa, o foco está na construção de uma base teórico-prática para o futuro docente,
considerando que a prática pedagógica não se limita à exposição de conteúdos, mas envolve
uma complexa rede de decisões didáticas.

2.1. Debates sobre organização e instrumentos para a organização das aulas

A organização eficaz das aulas requer domínio sobre diferentes ferramentas pedagógicas.
Entre os instrumentos mais relevantes, destacam-se:

Planos de aula estruturados: documentos que detalham objetivos, conteúdos, metodologias,


recursos e formas de avaliação, permitindo clareza e intencionalidade no trabalho docente.

Recursos didáticos variados: a diversidade de materiais (como jogos, softwares, vídeos,


objetos manipuláveis, livros didáticos) contribui para tornar a matemática mais acessível,
dinâmica e significativa.

Avaliações diagnósticas, formativas e somativas: ajudam o professor a entender o nível de


aprendizagem da turma, a monitorar o progresso e a redirecionar o ensino quando necessário.

Além disso, a organização da aula envolve o cuidado com aspectos temporais (quanto tempo
dedicar a cada atividade), espaciais (disposição da sala e dos materiais) e relacionais (como
favorecer a interação entre alunos e entre alunos e professor).
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2.2. Disposição Geral do Programa de Ensino de Matemática

Trimestre Unidade Conteúdos Carga № Total


Temática Horária sema
nas
NÚMEROS E I. Conjunto 15 3
OPERAÇÕES II. Números reais e radiciação 25 5
ÁLGEBRA (1) III. Sistemas de inequações lineares 10 2 60

com uma variável
GEOMETRIA (1) IV. Semelhança de triângulos 5 1
Revisão e avaliação 5 1
IV. Semelhança de triângulos 15 3
ÁLGEBRA (2) V. Polinómios 10 2
VI. Equações quadráticas 15 3 60

FUNÇÕES VII. Função quadrática 15 3
Revisão e avaliação 5 1
FUNÇÕES VII. Função quadrática 5 1
ÁLGEBRA (3) VIII. Inequações quadráticas 10 2
ORGANIZAÇÃO IX. Estatística 15 3

E
60
TRATAMENTO
DE DADOS
GEOMETRIA (2) X. Cálculo de áreas e volume dos 20 4
sólidos geométricos
Revisão e avaliação 10 2

O programa de ensino é a espinha dorsal da prática docente. Ele sistematiza o que deve ser
ensinado e aprendido ao longo dos anos escolares e orienta o trabalho pedagógico.

2.3. Elementos fundamentais de um programa de ensino

Seleção dos conteúdos: envolve o planejamento dos temas essenciais como aritmética,
Álgebra, Geometria, Estatística, Probabilidade, entre outros, em conformidade com a faixa
etária e os objetivos de aprendizagem.
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Progressão dos conteúdos: deve-se considerar uma sequência lógica e crescente de


complexidade, respeitando o desenvolvimento cognitivo dos estudantes.

Objetivos e critérios de avaliação: são essenciais para guiar o trabalho docente e garantir que
os resultados esperados sejam alcançados de maneira clara e mensurável.

2.4. Formas de organização das aulas

O modo como o professor estrutura sua aula impacta diretamente no engajamento dos alunos
e na eficácia da aprendizagem. Algumas formas comuns e suas características:

Aulas expositivas dialogadas: combinam exposição oral com a participação ativa dos alunos,
incentivando perguntas, comentários e reflexões.

Aulas práticas: envolvem a manipulação de objetos, realização de experimentos e uso de


materiais concretos para visualização e compreensão dos conceitos.

Resolução de problemas: promove a aplicação dos conhecimentos em situações reais ou


fictícias, estimulando o raciocínio e a autonomia intelectual.

Aulas investigativas: baseadas na curiosidade e no levantamento de hipóteses pelos próprios


alunos, com o professor atuando como facilitador da construção do saber.

Projetos e trabalhos em grupo: favorecem o aprendizado colaborativo e a integração da


matemática com outras áreas do conhecimento.

3. TEORIAS DE APRENDIZAGEM

As teorias de aprendizagem no ensino da matemática oferecem diferentes perspectivas sobre


como os alunos aprendem. O Construtivismo (de Piaget) enfatiza a construção ativa do
conhecimento, em que o aluno é o protagonista. Já a Teoria Sociocultural de Vygotsky
destaca o papel do contexto social e da interação, utilizando a “zona de desenvolvimento
proximal”. O Behaviorismo, por sua vez, foca em práticas de reforço e repetição para
estimular aprendizagens específicas. O Construcionismo, de Papert, incentiva o aprendizado
por meio da criação, utilizando ferramentas como a tecnologia.

3.1. Perspectiva comportamentalista

O comportamentalismo é a doutrina segundo a qual todos os processos mentais consistem no


funcionamento de conexões, inatas e adquiridas, entre situações e respostas.
8

A perspectiva comportamentalista assentava em dois aspectos essenciais: a Psicologia deveria


ter como elementos básicos as componentes mais ínfimas do pensamento. Por outro, Watson
rejeitava o método introspetivo de Wundt e propunha que o Objecto de estudo da Psicologia
deveria ser o comportamento. O comportamento seria a única realidade observável e,
portanto, a única que permitiria a aplicação do método científico. Entidades como o
pensamento, a consciência, a abstração ou outras apenas teriam interesse para o psicólogo na
medida em que pudessem ser observadas através do comportamento do sujeito. Os trabalhos
de Pavlov e o seu reflexo condicionado, precisamente baseados em comportamentos
observáveis, forneceram a Watson a base na qual se poderia assentar o estudo do pensamento.

3.2. Principais características do conexionismo

O conexionismo é um produto da doutrina do associacionismo, especialmente o proposto por


Alexander Bain. Thorndike for um aluno de William James que baseou alguns dos seus
ensinamentos em Bain e nos associacionistas britânicos. Através do associacionismo, o
conexionismo tem, portanto, as suas raízes fundadas no passado da Psicologia.
O conexionismo é uma teoria da aprendizagem, mas como a aprendi zagem tem muitas
facetas, o conexionismo quase se torna num sistema de psicologia. No entanto, será como
teoria de aprendizagem que ele deverá vingar ou acabar.
O conexionismo afirma claramente que aprender é conectar. As conexões têm,
presumivelmente, a sua base física no sistema nervoso onde as conexões de neurónio para
neurónio explicam a aprendizagem.

3.3. Perspectiva gestaltista

Os gestaltistas reagiam contra Wundt e a sua tendência de atomização do foco dos estudos
psicológicos nas partes ínfimas da experiência e propunham antes uma abordagem
globalizante. A sua proposta encontra-se condensada na afirmação de Wertheimer de que o
todo é maior que a soma das partes. Posto de outro modo.
Na teoria de Gestalt toda a experiência mental ocorre organizada sob a forma de estruturas
que, quando relativamente incompletas, possuem uma tendência imanente para se
completarem.
9

3.4. ALGUNS TERMOS DA PSICOLOGIA DE GESTALT

 Fecho
É um termo introduzido por Wertheimer para designar um dos princípios básicos da
organização mental, no qual algumas totalidades segregadas, mas imperfeitas (tais como
percepções, memórias, pensamentos e ações), tendem para formas completas ou fechadas.
 Insight ou emficante
Ocorre na presença de qualquer situação vivida. A reconstrução percetual ou imaginada
instantânea do campo é a característica mais usual do processo, mas não é necessariamente
essencial. É uma espécie de organização cortical ou neural que é estabelecida assim que o
organismo atingiu os seus objetivos, isto é, é o correspondente interno do fechamento de uma
configuração incompleta cuja incompletude produziu inicialmente o problema ao manter a
pessoa que está a aprender num estado de tensão

4. FUNÇÕES E OBJETIVOS DO ENSINO DA MATEMÁTICA

O ensino da matemática cumpre papéis fundamentais na formação integral do aluno:

 Formativa: desenvolve competências cognitivas importantes, como análise, síntese,


dedução e raciocínio lógico.
 Instrumental: capacita o aluno a resolver problemas cotidianos, utilizando cálculos,
estimativas e interpretações matemáticas.
 Cultural: mostra a matemática como uma linguagem e uma construção social com
história, cultura e valores.
 Cidadã: permite ao sujeito compreender criticamente informações numéricas,
estatísticas e gráficas presentes no mundo moderno.

4.1. Objetivos do Ensino da Matemática

Os objetivos educacionais vão além do domínio técnico. Espera-se que os alunos aprendam a
pensar matematicamente, comunicar suas ideias, argumentar com base em dados e aplicar o
conhecimento de forma ética e responsável.

Funções Didáticas: Situações Típicas do Ensino da Matemática

Tratamento de Conceitos, Definições, Teoremas e Procedimentos

Para garantir a compreensão profunda da matemática, é necessário:


10

 Apresentar os conceitos fundamentais de forma clara, com múltiplos exemplos e


representações.
 Explicar as definições com precisão, incentivando os alunos a utilizá-las em diferentes
contextos.
 Trabalhar com teoremas e demonstrações para desenvolver o pensamento dedutivo,
especialmente no ensino médio.
 Desenvolver procedimentos algorítmicos com prática sistemática.
 Estimular procedimentos heurísticos com problemas abertos, exploratórios ou
desafiadores.
 A alternância entre esses dois tipos de procedimentos permite um ensino equilibrado
entre técnica e criatividade, essencial na formação matemática.

4.2. Observação de Aulas Simuladas

As aulas simuladas são estratégias formativas para estudantes de licenciatura. Ao observar ou


participar de simulações, eles podem:

Refletir sobre a prática docente em situações controladas;

Experimentar técnicas de explicação e condução da aula;

Receber feedback dos colegas e professores;

Desenvolver autoconfiança e consciência crítica sobre sua prática.

Essas atividades são fundamentais na construção da identidade docente e no domínio das


competências pedagógicas.

4.3. Tratamento de Situações Didáticas

As situações didáticas são situações cuidadosamente planejadas pelo professor para criar um
ambiente favorável à aprendizagem. Entre elas:

 Jogos matemáticos: despertam o interesse, favorecem o raciocínio e a socialização.


 Problemas contextualizados: permitem conectar a matemática à realidade do aluno.
 Desafios lógicos: incentivam o pensamento estratégico e a argumentação.
 Materiais concretos: ajudam na visualização de conceitos abstratos e no
desenvolvimento da intuição matemática.
 Apresentação e Debates de Grupos
11

O trabalho em grupo estimula a troca de ideias e o aprofundamento do conhecimento. É


importante que o professor organize e oriente os grupos para que a atividade seja produtiva.
Os debates, por sua vez, promovem:

O desenvolvimento da comunicação matemática;

A valorização da escuta ativa;

A construção coletiva de estratégias de resolução de problemas;

O exercício da crítica construtiva e da cooperação.


12

5. CONCLUSÃO

A formação de professores de matemática exige uma base sólida que articule conhecimento
teórico, sensibilidade pedagógica e consciência crítica. Ao considerar a prática docente como
um espaço de decisões complexas e intencionais, a disciplina Introdução a Práticas
Pedagógicas de Matemática I permite ao futuro educador construir competências
fundamentais para o exercício profissional. Compreender as teorias da aprendizagem,
organizar aulas de maneira significativa e propor atividades diversificadas e inclusivas são
passos essenciais para uma atuação transformadora. Assim, o ensino da matemática torna-se
não apenas instrumento técnico, mas também um meio de formação cidadã e emancipatória.
13

6. REFERÊNCIAS

AUSUBEL, David Paul. Aquisição e retenção de conhecimentos: uma perspectiva cognitiva.


Lisboa: Plátano, 2003.

PIAGET, Jean. O nascimento da inteligência na criança. Rio de Janeiro: LTC, 1991.

VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

VERGNAUD, Gérard. A teoria dos campos conceituais: fundamentos e implicações


pedagógicas. In: MACHADO, Nílson José. Epistemologia e didática: as concepções de
conhecimento e sua implicação na prática pedagógica. São Paulo: Cortez, 2000.

PONTE, João Pedro da et al. Práticas profissionais dos professores de Matemática. Belo
Horizonte: Autêntica, 2011.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Brasília:


MEC, 2018.

Web
Tina Ernesto

Resumo das praticas pedagógicas de matemática 1

(licenciatura em ensino de matemática)

I.S. D.R.B
LICHINGA
2025
Tina Ernesto

Resumo das praticas pedagógicas de matemática 1


(licenciatura em ensino de matemática)

O presente trabalho da disciplina de PPM1 a ser


apresentado no departamento de ciências
tecnologia engenharia e matemática, para fins
avaliativos, sob orientação do: Mcs. Nivia
Malauene

I.S. D.R.B

LICHINGA

2025
Sumário……………………..……………………………………
pag.
1. INTRODUÇÃO.........................................................................................4
1.1. Objetivo Geral.....................................................................................4
1.2. Objetivos Específicos............................................................................4
1.3. metodologia.........................................................................................4
2. INTRODUÇÃO A PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE MATEMÁTICA I...............5
2.1. Debates sobre organização e instrumentos para a organização das aulas.........5
2.2. Disposição Geral do Programa de Ensino de Matemática.............................6
2.3. Elementos fundamentais de um programa de ensino...................................6
2.4. Formas de organização das aulas.............................................................7
3. TEORIAS DE APRENDIZAGEM.................................................................7
3.1. Perspectiva comportamentalista..............................................................7
3.2. Principais características do conexionismo................................................8
3.3. Perspectiva gestaltista...........................................................................8
3.4. ALGUNS TERMOS DA PSICOLOGIA DE GESTALT...............................9
4. FUNÇÕES E OBJETIVOS DO ENSINO DA MATEMÁTICA...........................9
4.1. Objetivos do Ensino da Matemática.........................................................9
4.2. Observação de Aulas Simuladas............................................................10
4.3. Tratamento de Situações Didáticas........................................................10
5. CONCLUSÃO.........................................................................................12
6. REFERÊNCIAS......................................................................................13

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