Adolfo Ernesto
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE MATEMÁTICA I
(licenciatura em ensino de matemática)
I.S. D.R.B
LICHINGA
2025
Adolfo Ernesto
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE MATEMÁTICA I
(licenciatura em ensino de matemática)
O presente trabalho da disciplina de praticas
pedagógicas de matemática 1, a ser apresentado no
departamento de ciências tecnologia engenharia e
matemática, para fins avaliativos, sob orientação do:
Mcs. Nivea Malauene.
I.S. D.R.B
LICHINGA
2025
Sumário……………………………………………………….……………………..pag.
1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 4
1.1. Objetivo Geral .................................................................................................. 4
1.2. Objetivos Específicos ....................................................................................... 4
1.3. Metodologia ...................................................................................................... 4
2. UNIDADE: INTRODUÇÃO À DIDÁTICA DA MATEMÁTICA ..................... 5
2.1. Compreensão da Didática da Matemática como disciplina ......................... 5
2.1. Diferença entre Didática, Metodologia e PEA .................................................. 5
2.2. Funções e desafios do professor ...................................................................... 5
2.3. Análise do programa e currículo ........................................................................ 5
3. UNIDADE: TEORIAS DE APRENDIZAGEM ................................................... 6
4. UNIDADE: DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DA
MATEMÁTICA .............................................................................................................. 7
4.2. Seleção de conteúdos conforme o nível dos alunos ....................................... 7
4.3. Relação entre objetivos, conteúdos e metodologias ...................................... 7
5. UNIDADE: FUNÇÕES DIDÁTICAS ................................................................... 7
5.1. Introdução ........................................................................................................ 7
5.2. Institucionalização ........................................................................................... 8
5.3. Procedimentos heurísticos e algoritmos ......................................................... 8
5.4. Situações didáticas típicas ............................................................................... 8
6. UNIDADE: AVALIAÇÃO NO ENSINO DA MATEMÁTICA ........................... 9
6.1. Tipos de avaliação ............................................................................................ 9
6.2. Elaboração de instrumentos de avaliação ..................................................... 9
6.3. Papel da avaliação na aprendizagem ............................................................. 9
7. UNIDADE: PLANO DE AULA E OBSERVAÇÃO ........................................... 10
7.1. Planejamento didático. .................................................................................. 10
7.2. Observação crítica de aulas simuladas. ....................................................... 10
8. CONCLUSÃO ........................................................................................................11
9. REFERÊNCIAS .................................................................................................... 12
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1. INTRODUÇÃO
A disciplina de Práticas Pedagógicas de Matemática I constitui uma etapa fundamental
na formação do futuro professor, pois proporciona o primeiro contato sistemático com a
realidade do ensino da matemática nas escolas. Este relatório apresenta uma síntese das
experiências vividas durante esse processo, articuladas com os fundamentos teóricos
adquiridos na disciplina de Didática de Matemática I, que serviu de base para a
compreensão crítica do processo de ensino-aprendizagem.
Durante as aulas teóricas de Didática de Matemática I, foram abordados conceitos
essenciais como o papel do professor, a ética e a deontologia profissional, os objetivos e
conteúdos do ensino da matemática, bem como as teorias da aprendizagem. Exploraram-
se ainda as funções didáticas motivação, orientação, consolidação e avaliação e os
métodos de ensino conforme os níveis de assimilação dos alunos. Esse referencial
permitiu observar e analisar práticas pedagógicas de forma fundamentada, bem como
refletir sobre os desafios e possibilidades do ensino da matemática de forma
contextualizada, criativa e significativa.
1.1.Objetivo Geral
Refletir sobre as práticas pedagógicas realizadas no ensino da matemática,
relacionando-as com os conteúdos teóricos estudados na disciplina de Didática
de Matemática I.
1.2.Objetivos Específicos
Identificar e compreender os elementos que constituem o processo de ensino-
aprendizagem da matemática a partir das observações feitas em sala de aula.
Aplicar na prática os conhecimentos adquiridos sobre as funções didáticas e os
procedimentos metodológicos discutidos na disciplina de Didática de
Matemática I.
Analisar criticamente a atuação do professor, considerando os aspectos éticos,
deontológicos e profissionais da prática docente.
1.3. Metodologia
Para concentralização do presente trabalho, usou-se método de consulta bibliográficas,
programas de ensino e pesquisa pela internet.
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2. UNIDADE: INTRODUÇÃO À DIDÁTICA DA MATEMÁTICA
Conteúdos abordados
2.1.Compreensão da Didática da Matemática como disciplina
Trata-se de uma ciência que investiga os fatores que influenciam o ensino e a
aprendizagem da matemática, buscando compreender em quais condições ocorre a
assimilação eficaz dos conceitos pelos alunos.
2.1. Diferença entre Didática, Metodologia e PEA
Didática é o campo que estuda o processo de ensino-aprendizagem como um
todo: planejamento, execução e avaliação.
Metodologia refere-se às ações específicas do professor: métodos de ensino
(expositivo, problematizado, ativo etc.) e organização das atividades em sala
PEA é o movimento discursivo que envolve professor e aluno na construção do
conhecimento, abrangendo sequência didática, mediações e trocas interacionais.
Enquanto a didática delimita os componentes, a metodologia especifica o "como",
e o PEA é o "acontecer" em sala.
2.2.Funções e desafios do professor
Funções:
planejar, ensinar, mediar, avaliar, institucionalizar conhecimentos e criar um
ambiente motivador e inclusivo.
Desafios:
Conciliação entre conteúdo e múltiplos contextos de aprendizagem dos alunos;
Superar práticas mecânicas e desmotivantes.
Desenvolver competências para avaliações formativas e planeamentos eficazes.
2.3. Análise do programa e currículo
Tratamos de analisar documentos oficiais (programas, manuais escolares,
currículos) para compreender seus pressupostos teóricos e como orientam a
prática docente
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Pontos críticos incluímos: clareza de competências e habilidades, flexibilidade
metodológica e disponibilidade de apoio didático ao professor.
A integração entre currículo e didática dissemos que é essencial: o currículo define
o “o que ensinar”, e a didática, o “como ensinar”. Uma boa articulação fortalece
o processo de aprendizagem centrado no aluno
Reflexão
Compreendi que a didática da matemática não é apenas técnica, mas envolve
intencionalidade pedagógica, conhecimento do conteúdo e do aluno. A análise do
currículo ajudou a entender as exigências do sistema de ensino.
3. UNIDADE: TEORIAS DE APRENDIZAGEM
Conteúdos abordados:
Teorias de Piaget, Vygotsky, Van Hiele.
Aplicação das teorias na sala de aula.
Os resultados demonstraram a relevância do ensino de matemática fundamentado
em teorias de aprendizagem, especialmente o construtivismo e a abordagem sociocultural,
que valorizam o papel ativo do aluno e o contexto de aprendizagem. A articulação entre
teoria e prática mostrou-se essencial para desenvolver competências docentes,
principalmente na adaptação dos conteúdos às necessidades reais dos alunos e no uso de
estratégias didáticas eficazes.
Dentro da didática de matemática 1, também falamos sobre os tipos de aprendizagem e
mencionamos os seguintes tipos:
aprendizagem baseada em leituras específicas.
aprendizagem baseada em discussões em grupo.
aprendizagem baseada em análise de casos.
Reflexão:
Foi possível entender que não existe uma única maneira de ensinar matemática. Cada
teoria oferece ferramentas importantes. A abordagem sociocultural foi a que mais me
chamou atenção, por valorizar o contexto e a interação.
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4. UNIDADE: DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DA
MATEMÁTICA
Conteúdos Abordados:
4.1.Objetivos gerais e específicos
Os objetivos gerais estabelecem o propósito amplo do ensino por exemplo,
desenvolver o pensamento matemático e práticas docentes reflexivas enquanto os
objetivos específicos desdobram esse propósito em metas claras, observáveis e
alcançáveis em curto prazo.
Os objetivos específicos devem ser escritos focando na ação do aluno, com
linguagem precisa, evitando múltiplas habilidades em um único enunciado.
4.2.Seleção de conteúdos conforme o nível dos alunos
A escolha de conteúdos deve considerar o nível cognitivo e contexto dos
estudantes adaptados ao ciclo de ensino e às suas experiências prévias. Critérios como
relevância social, complexidade crescente e articulação com o currículo são fundamentais
para garantir uma progressão didática eficaz.
4.3.Relação entre objetivos, conteúdos e metodologias
Os objetivos determinam quais conteúdos devem ser ensinados, e isso orienta a
seleção de metodologias adequadas. Por exemplo, ensinar resolução de problemas exige
metodologias ativas, como a aprendizagem baseada em projetos ou problemas. Essa
articulação garante coerência entre o “o que ensinar” (conteúdo), o “por que ensinar”
(objetivo) e o “como ensinar” (metodologia).
Um planejamento didático eficaz nasce da interdependência entre objetivos (o que
se deseja alcançar), conteúdos (o que se ensina) e metodologias (como se ensina).
5. UNIDADE: FUNÇÕES DIDÁTICAS
Conteúdos Abordados:
5.1.Introdução
A introdução é o momento inicial da situação didática. Seu objetivo principal é
criar um contexto significativo para a aprendizagem. Nesse estágio, o professor apresenta
um problema, questão ou desafio que desperta a curiosidade e o interesse dos alunos. A
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introdução deve envolver os estudantes, ativar conhecimentos prévios e contextualizar o
conteúdo, criando um elo entre o que já sabem e o que irão aprender.
Exemplo prático: ao iniciar o estudo de frações, o professor pode apresentar um
bolo dividido entre pessoas, incentivando os alunos a pensar sobre "como repartir
igualmente".
5.2. Institucionalização
A institucionalização é o momento em que o professor formaliza o conhecimento
construído durante a exploração do conteúdo. É quando ele apresenta, nomeia e estrutura
o saber, tornando-o parte do repertório institucional da escola. O professor organiza as
ideias produzidas pelos alunos, legitima as estratégias corretas e apresenta a linguagem
formal e os conceitos consolidados da disciplina.
Exemplo prático: após resolverem problemas práticos com frações, o professor apresenta
as definições formais de numerador, denominador, frações equivalentes, etc.
5.3. Procedimentos heurísticos e algoritmos
Procedimentos heurísticos são estratégias que ajudam os alunos a descobrir ou construir
soluções por meio da exploração, tentativa e erro, comparação de ideias e raciocínio
lógico. Já os algoritmos são sequências de passos sistematizados e padronizados para
resolver um problema de forma eficiente e confiável.
A didática deve equilibrar o uso de heurísticas e algoritmos: primeiro permitindo que os
alunos explorem e compreendam o problema (heurística) e, depois, apresentando
procedimentos formais e eficientes (algoritmos).
Exemplos
Heurística: resolver um problema de divisão explorando diferentes
possibilidades (repartições, desenhos, simulações).
Algoritmo: ensinar a operação formal da divisão longa.
5.4.Situações didáticas típicas
São situações organizadas de forma sistemática com o objetivo de promover a
aprendizagem de conteúdos específicos. Devem ter clareza de objetivos, relação com o
cotidiano dos alunos, espaço para exploração e mediação do professor. Podem incluir
jogos, problemas, experimentos, discussões em grupo, projetos, etc.
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Exemplos de situações típicas:
Problemas contextualizados (como calcular troco em compras).
Jogos matemáticos (dominó de frações, bingo de múltiplos).
Atividades investigativas (medir áreas com papel quadriculado).
Projetos interdisciplinares (organizar uma feira de matemática).
6. UNIDADE: AVALIAÇÃO NO ENSINO DA MATEMÁTICA
Conteúdos Abordados:
6.1.Tipos de avaliação
A avaliação pode ser classificada em diagnóstica, formativa e somativa. A
diagnóstica ocorre antes do processo de ensino, identificando conhecimentos prévios e
dificuldades. A formativa acontece durante o processo de aprendizagem, com foco no
acompanhamento e ajuste das práticas pedagógicas. Já a somativa é realizada ao final de
um período, com o objetivo de medir o que foi aprendido, geralmente por meio de provas
ou trabalhos. Cada tipo tem uma função específica e contribui de maneira diferente para
o processo educacional.
6.2. Elaboração de instrumentos de avaliação
A construção de instrumentos de avaliação deve considerar os objetivos de
aprendizagem, o perfil dos alunos e a clareza dos critérios de correção. Podem ser usados
testes objetivos, dissertativos, portfólios, autoavaliações, observações e rubricas. É
fundamental garantir a validade (o instrumento realmente avalia o que se propõe) e a
confiabilidade (resultados consistentes). A linguagem deve ser acessível e os enunciados
claros, evitando ambiguidades. Além disso, a diversidade de instrumentos favorece a
inclusão e permite avaliar múltiplas competências, não apenas o conteúdo teórico.
6.3. Papel da avaliação na aprendizagem
A avaliação tem um papel central no processo de ensino-aprendizagem. Ela não
deve ser apenas um meio de classificar ou medir resultados, mas sim uma ferramenta para
promover o desenvolvimento do aluno. Quando bem utilizada, orienta o ensino, identifica
dificuldades, motiva os estudantes e promove a autorreflexão. A avaliação formativa,
especialmente, contribui para a melhoria contínua, pois fornece feedbacks constantes que
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ajudam o aluno a progredir. Assim, ela atua como parte integrante da aprendizagem, e não
como um momento isolado.
7. UNIDADE: PLANO DE AULA E OBSERVAÇÃO
Conteúdos Abordados:
7.1. Planejamento didático.
7.2. Observação crítica de aulas simuladas.
Reflexão:
Finalizar com a construção do plano de aula foi essencial. Pude aplicar tudo que aprendi
na prática, com mais segurança.
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8. CONCLUSÃO
A disciplina foi fundamental para a formação inicial docente, promovendo uma visão
mais ampla, crítica e planejada do ensino de matemática. As atividades realizadas
permitiram consolidar conhecimentos e desenvolver práticas pedagógicas mais
conscientes, baseadas em reflexão, análise e planejamento. O professor deve atuar com
ética e responsabilidade, sabendo planejar objetivos claros e escolher conteúdos e
métodos adequados ao nível de conhecimento dos alunos, utilizando procedimentos
heurísticos para estimular a descoberta e algorítmicos para sistematizar o conhecimento,
além de selecionar e graduar exercícios de forma progressiva para garantir o
desenvolvimento gradual da compreensão matemática, integrando teoria e prática em um
sistema educativo coerente e dinâmico que promova não apenas a aquisição de saberes,
mas o desenvolvimento do pensamento crítico e a autonomia dos estudantes.
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9. REFERÊNCIAS
Bishop, A. (1996). Studies in Mathematics Education, Volume 5: Geometry in Schools.
Unesco.
Burger, W. & Shaughnessy, M. (1986). Characterizing levels of understanding in
geometry. Journal for Research in Mathematics Education.
Pedroso, S. (1992). Metodologia do Ensino de Matemática. Editorial Pueblo y Educación,
Cuba.
Ministério da Educação de Moçambique (1997). Manuais Escolares Diversos.
Aulas presenciais