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Importância Da Bioestatística No Mundo Actual Contributo Da Estatística Na Pesquisa Científica e Na Saúde e Bem-Estar

biogeografia
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IMPORTÂNCIA DA BIOESTATÍSTICA NO MUNDO ACTUAL

Contributo da Estatística na Pesquisa Científica e na Saúde e Bem-Estar

Primeiramente, a que realçar que, a bioestatística tem vindo a afirmar-se como uma
ferramenta essencial no desenvolvimento científico e na melhoria da saúde global. No
mundo actual, caracterizado por grandes desafios sanitários e sociais, a utilização da
estatística torna-se crucial para a tomada de decisões baseadas em dados concretos e
confiáveis (Pagano & Gauvreau, 2000).

Contributo na pesquisa científica

No âmbito da investigação científica, a bioestatística é utilizada para estruturar estudos,


analisar os dados obtidos e interpretar os resultados com rigor metodológico. Segundo
Bussab e Morettin (2017), os métodos estatísticos são fundamentais para validar hipóteses,
reduzir incertezas e garantir a reprodutibilidade dos estudos. Técnicas como testes de
hipóteses, intervalos de confiança, análise de regressão e correlação são largamente
empregues para transformar dados em conhecimento aplicável.

Sem o suporte da bioestatística, muitos avanços científicos seriam frágeis ou mesmo


questionáveis. Por exemplo, no desenvolvimento de novos medicamentos ou vacinas, como
se observou durante a pandemia da COVID-19, foi através da análise estatística que se
pôde avaliar a eficácia e segurança das intervenções (Gonçalves et al., 2015).

Contributo na saúde e bem-estar

Na saúde pública, a bioestatística permite monitorizar o estado sanitário das populações,


avaliar programas de intervenção, identificar factores de risco e prever surtos de doenças.
De acordo com Medronho et al. (2009), a estatística em saúde pública orienta políticas
públicas e decisões clínicas baseadas em evidência, tornando a gestão do sistema de
saúde mais eficaz.

A bioestatística é essencial para calcular indicadores como a taxa de mortalidade,


incidência, prevalência, esperança de vida e qualidade de vida ajustada aos anos (QALY),
contribuindo directamente para a promoção do bem-estar e equidade em saúde (Costa,
2015). A medicina baseada em evidências também se apoia fortemente na análise
estatística. Segundo Fletcher & Fletcher (2006), os profissionais de saúde precisam
compreender os princípios estatísticos para interpretar correctamente os resultados de
estudos clínicos e aplicar o conhecimento científico à prática diária.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bussab, W. O., & Morettin, P. A. (2017). Estatística Básica (9ª ed.). São Paulo: Saraiva.

Costa, A. M. (2015). Bioestatística para as Ciências da Saúde. Lisboa: Lidel.

Fletcher, R. H., & Fletcher, S. W. (2006). Epidemiologia Clínica: Elementos Essenciais. Porto
Alegre: Artmed.

Gonçalves, A. A., Silva, A. P., & Lima, C. F. (2021). “O papel da bioestatística na análise da
eficácia vacinal durante a pandemia da COVID-19”. Revista Brasileira de Epidemiologia, 24,
e210019.

Medronho, R. A. et al. (2009). Epidemiologia. São Paulo: Atheneu.

Pagano, M., & Gauvreau, K. (2000). Principles of Biostatistics. Belmont: Duxbury.

2.

COMO COLHER DADOS E ORGANIZÁ-LOS DE FORMA ROBUSTA EM UMA BASE DE


DADOS EM EXCEL E FAZER A SUA DESCRIÇÃO/ANÁLISE ESTATÍSTICA EM UM
PACOTE DE ANÁLISE ESTATÍSTICA À SUA ESCOLHA/DOMÍNIO

A colecta e a organização de dados constituem etapas fundamentais no processo de


pesquisa científica, pois é a partir delas que se constrói uma base sólida para a
interpretação de fenómenos e tomada de decisões. Pessoalmente, considero que a forma
como estruturamos os dados influencia directamente na qualidade das análises estatísticas
e, por consequência, na validade dos resultados obtidos.

Para se colher dados de forma eficaz, é essencial que o pesquisador elabore previamente
um instrumento de colecta bem definido como questionários, fichas de observação ou
formulários electrónicos conforme os objectivos do estudo. Gil (2008) reforça que “a
confiabilidade dos dados depende da precisão com que são colhidos e registrados, evitando
erros de medição, omissões ou duplicidades”. A etapa seguinte é a organização destes
dados, onde ferramentas como o Microsoft Excel são extremamente úteis.

No Excel, é recomendável adoptar uma estrutura de base de dados com colunas bem
identificadas (variáveis) e linhas correspondentes às observações. Cada célula deve conter
uma única informação, evitando misturas que dificultem a análise posterior. Segundo
Oliveira (2014), “o Excel é uma ferramenta poderosa quando usada correctamente na
tabulação e organização de dados brutos”.
Após esta organização, os dados podem ser exportados para pacotes de análise estatística
como o SPSS, Stata, R ou até mesmo permanecer no próprio Excel, quando se trata de
análises mais simples. A minha preferência pessoal recai sobre o software SPSS, por sua
interface amigável e funcionalidades robustas para análises descritivas e inferenciais. Com
ele, podemos aplicar medidas de tendência central, dispersão, tabelas de frequência,
gráficos, testes de hipóteses e regressões com eficiência.

Marôco (2011) destaca que “a análise estatística é uma etapa que exige cuidado
metodológico, pois interpretações erróneas podem comprometer todo o esforço
investigativo”. Portanto, é essencial conhecer os testes apropriados para cada tipo de dado
e hipótese. Para concluir, a robustez de uma base de dados não está apenas na tecnologia
utilizada, mas na coerência do processo investigativo desde a colecta até a análise. Um
planeamento bem executado e o uso correto de ferramentas como Excel e SPSS garantem
não só a validade dos resultados, mas também a credibilidade do trabalho científico.

Referências bibliográficas

Gil, A. C. (2008). Métodos e técnicas de pesquisa social (6ª ed.). São Paulo, SP: Atlas.

Marôco, J. (2011). Análise estatística com o SPSS Statistics (6ª ed.). Lisboa, Portugal:
ReportNumber.

Oliveira, L. C. de. (2014). Excel para estatística: uma abordagem prática. São Paulo, SP:
Érica.

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