Resumo/Fichamento de Língua Portuguesa
I. Ortografia e Acentuação
A Ortografia e Acentuação referem-se às regras de escrita correta das palavras e
ao uso dos acentos gráficos. As questões apresentadas nos materiais anexos,
como a questão 1 de
portuguesquestoes.pdf sobre "Ortografia Casos Gerais e Emprego das Letras",
evidenciam a importância do conhecimento dessas regras para a correta grafia e
acentuação das palavras.
Ortografia: Conjunto de regras que estabelecem a forma correta de
escrever as palavras de uma língua. Abrange o uso correto das letras e
dígrafos, evitando trocas (ex: "exceção" e não "excceção"). As questões de
ortografia frequentemente testam a atenção aos detalhes e o
conhecimento das exceções às regras.
Acentuação: Regras que determinam o uso dos acentos gráficos (agudo,
circunflexo, grave) para indicar a tonicidade (sílaba tônica) e a pronúncia
correta das palavras (aberta ou fechada), bem como para diferenciar
homógrafos. Acentuam-se paroxítonas terminadas em ditongo, por
exemplo.
II. Classes Gramaticais (Morfologia)
As Classes Gramaticais são categorias nas quais as palavras da língua
portuguesa são classificadas de acordo com suas características e funções. As
questões anexadas demonstram a relevância de compreender como as palavras
são formadas e como podem mudar de classe. A questão 5 de
portuguesquestoes.pdf aborda a "derivação imprópria", que ocorre quando uma
palavra muda de classe gramatical sem alteração em sua forma, por exemplo,
um verbo que se torna substantivo ao ser antecedido por um artigo (ex: "o
existir" em vez de "existir").
Existem 10 classes gramaticais:
1. Substantivo: Nomeia seres, objetos, lugares, sentimentos, qualidades,
ações (ex: casa, amor, Brasil).
2. Adjetivo: Caracteriza ou qualifica o substantivo (ex: bonito, feliz, grande).
3. Artigo: Determina ou indetermina o substantivo (definidos: o, a, os, as;
indefinidos: um, uma, uns, umas).
4. Numeral: Indica quantidade, ordem, fração ou multiplicação (ex: dois,
primeiro, metade, dobro).
5. Pronome: Substitui ou acompanha o substantivo, indicando a pessoa do
discurso (ex: eu, ele, meu, este, quem).
6. Verbo: Indica ação, estado, fenômeno da natureza (ex: correr, ser,
chover). A questão 2 de
portuguesquestoes.pdf testa o uso do verbo no tempo mais-que-perfeito do
indicativo para expressar desejo, como em "Quisera uma reza".
7. Advérbio: Modifica um verbo, um adjetivo ou outro advérbio, indicando
uma circunstância (tempo, modo, lugar, intensidade, etc.) (ex:
rapidamente, aqui, muito, sempre). A questão 4 de
portuguesquestoes.pdf explora a acepção do advérbio "mal".
8. Preposição: Liga palavras, estabelecendo uma relação de sentido (ex:
de, em, para, com).
9. Conjunção: Liga orações ou termos de mesma função, estabelecendo
relações de sentido (adição, oposição, causa, etc.) (ex: e, mas, porque,
embora). A questão 114 de
portuguesquestoes.pdf e a questão 29 demonstram a função das conjunções na
conexão de frases.
10.Interjeição: Expressa emoções, sentimentos, sensações (ex: Ah! Oba!
Ufa!).
III. Crase
A crase é a fusão de duas vogais idênticas, sendo a mais comum a fusão da
preposição "a" com o artigo definido feminino "a" (ou "as"), ou com os pronomes
demonstrativos "aquele(s)", "aquela(s)", "aquilo". É indicada pelo acento grave
(à).
Regras Básicas:
Ocorre Crase:
o Diante de palavras femininas: Vou à praia. (quem vai, vai a + a
praia)
o Locuções femininas que indicam tempo, lugar, modo: Chegou à
noite. Às vezes.
o Expressões "à moda de" ou "à maneira de" (mesmo que implícitas):
Bife à milanesa.
o Antes de "que" e "qual" quando o "a" regente e o "a" do pronome se
encontram: A casa à qual me referi.
Não Ocorre Crase:
o Antes de palavras masculinas: Ando a cavalo.
o Antes de verbos: Começou a chover.
o Antes de pronomes (pessoais, de tratamento, indefinidos,
demonstrativos essas, estas, interrogativos): Entreguei a ela.
Refiro-me a esta situação.
o Antes de numerais cardinais: Chegou a duas horas.
o Com "a" no singular e palavra feminina no plural: Refiro-me a
garotas.
o Entre palavras repetidas: Dia a dia.
Crase Facultativa:
o Antes de pronomes possessivos femininos singulares: Dirigi-me à/a
minha amiga.
o Antes de nomes próprios femininos: Entreguei o presente à/a Maria.
o Após a preposição "até": Foi até à/a praça.
IV. Sintaxe (Período e Oração)
A Sintaxe estuda a relação entre as palavras nas frases, a estrutura dos períodos
e as funções sintáticas dos termos. As questões 121 e 114 de
portuguesquestoes.pdf abordam a "composição de períodos coordenados e
subordinados" e a "predominância de orações coordenadas", ressaltando a
importância de entender como as orações se combinam.
Frase: Qualquer enunciado que possui sentido completo, podendo ou não
ter verbo (ex: Que lindo! ou O sol brilha.).
Oração: Enunciado que se organiza em torno de um verbo ou locução
verbal. Pode ter sentido completo ou não (ex: Choveu muito. ou Quando
ele chegou...).
Período: É uma frase que contém uma ou mais orações.
o Período Simples: Possui apenas uma oração (chamada de Oração
Absoluta) (ex: Os alunos estudam muito.).
o Período Composto: Possui duas ou mais orações.
Período Composto por Coordenação: As orações são
sintaticamente independentes, ou seja, cada uma tem
sentido completo, embora possam estar ligadas por
conjunções coordenativas (ex: Estudou muito e passou no
concurso.).
Período Composto por Subordinação: As orações são
sintaticamente dependentes, ou seja, uma oração
(subordinada) completa o sentido de outra (principal) e é
introduzida por conjunções subordinativas ou pronomes
relativos (ex: Espero que você venha.). As orações
subordinadas podem ser substantivas, adjetivas ou
adverbiais.
V. Concordância (Verbal e Nominal)
A concordância é a adequação das palavras na frase em relação ao número
(singular/plural) e ao gênero (masculino/feminino).
Concordância Nominal: Ajuste de gênero e número entre o substantivo
e seus determinantes (artigos, adjetivos, pronomes, numerais).
o Ex: A casa bonita (feminino singular); Os carros velozes (masculino
plural).
o Casos especiais incluem expressões como "é bom", "é necessário",
"é proibido" (variam se o substantivo for determinado: "É proibida a
entrada").
Concordância Verbal: Ajuste do verbo ao seu sujeito em número e
pessoa.
o Ex: Eu estudo (1ª pessoa do singular); Nós estudamos (1ª pessoa
do plural); Eles estudam (3ª pessoa do plural).
o Casos especiais incluem sujeito composto, verbos impessoais (ex:
Há muitos carros na rua), concordância com o "se" (partícula
apassivadora ou índice de indeterminação do sujeito).
VI. Regência (Verbal e Nominal)
A regência estuda a relação de dependência entre um termo (regente) e seus
complementos (regidos), especialmente no que diz respeito ao uso de
preposições. A questão 178 de
portuguesquestoes.pdf aborda a "Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais)",
demonstrando sua relevância.
Regência Verbal: Refere-se à relação entre um verbo e seus
complementos (objetos diretos e indiretos). Alguns verbos exigem
preposição para ligar-se ao seu complemento, enquanto outros não.
o Ex: Assistir (ver no sentido de ver, presenciar) exige preposição "a":
Assisti ao filme.
o Ex: Assistir (no sentido de dar assistência, ajudar) não exige
preposição: Assisti o doente.
o Ex: Agradar (fazer carinho) não exige preposição: Agradou o
cachorro.
o Ex: Agradar (ser agradável a) exige preposição "a": Agradou ao
chefe.
Regência Nominal: Refere-se à relação entre um nome (substantivo,
adjetivo ou advérbio) e seu complemento, geralmente mediada por uma
preposição.
o Ex: Medo de altura. (Medo regente, de altura regido pela preposição
"de").
o Ex: Capaz de tudo.
o Ex: Obediência a regras.
VII. Coesão e Coerência Textual
Coesão e Coerência são mecanismos que garantem a unidade e o sentido do
texto, tornando-o compreensível e bem estruturado. A questão 32 de
portuguesquestoes.pdf aborda uma "relação coesiva", indicando a importância
desses conceitos na interpretação e produção textual.
Coesão Textual: Refere-se aos mecanismos linguísticos que estabelecem
as conexões entre as palavras, frases e parágrafos de um texto,
garantindo sua ligação superficial. Envolve o uso de:
o Pronomes: (ex: Ele chegou, o vi.)
o Conjunções: (ex: Estudou, mas não passou.)
o Advérbios: (ex: Saiu cedo, ainda estava escuro.)
o Sinônimos, Antônimos, Hiperônimos: Para evitar repetições.
o Referência: Quando um termo se refere a outro já mencionado
(anáfora) ou que será mencionado (catáfora).
o Substituição: Substituir um termo por outro.
o Elipse: Omissão de um termo que pode ser facilmente inferido.
Coerência Textual: Refere-se à lógica interna do texto, à relação de
sentido entre as ideias, garantindo que o texto seja compreensível e não
apresente contradições. Envolve:
o Progressão temática: Desenvolvimento das ideias de forma clara
e organizada.
o Não contradição: Ausência de informações que se anulem.
o Adequação ao contexto: O texto deve ser relevante e apropriado
à situação comunicativa.
o Conhecimento de mundo: O texto deve fazer sentido com base
no que se conhece sobre o mundo.
o A coerência é mais profunda que a coesão; um texto pode ser coeso
(bem amarrado linguisticamente) mas incoerente (sem sentido
lógico).
VIII. Figuras de Linguagem
Figuras de Linguagem são recursos estilísticos utilizados para tornar a linguagem
mais expressiva e rica, explorando o sentido conotativo (figurado) das palavras.
A questão 144 de
portuguesquestoes.pdf menciona "Recursos expressivos utilizados no poema" e
"metáfora", indicando a importância das figuras de linguagem em textos
literários.
Algumas das principais figuras de linguagem incluem:
Metáfora: Comparação implícita, sem conectivo comparativo (ex: Seus
olhos são luzes.).
Comparação: Comparação explícita, com conectivo comparativo (ex:
Seus olhos são como luzes.).
Metonímia: Substituição de um termo por outro com o qual tem uma
relação de proximidade (ex: Ler Machado de Assis - ler as obras de
Machado de Assis).
Prosopopeia (ou Personificação): Atribuição de características
humanas a seres inanimados ou animais (ex: O vento sussurrava
segredos.).
Hipérbole: Exagero intencional para dar ênfase (ex: Morri de rir.).
Eufemismo: Suavização de uma ideia desagradável (ex: Ele partiu desta
para melhor - em vez de morreu).
Antítese: Uso de termos ou ideias de sentidos opostos na mesma frase
ou contexto (ex: Amor e ódio caminham juntos.).
Paradoxo: Ideias contraditórias que, juntas, formam um novo sentido (ex:
É ferida que dói e não se sente.).
Ironia: Dizer o contrário do que se pensa, com intenção de crítica ou
humor (ex: Que inteligência a sua! - para alguém que disse algo tolo).
Anáfora: Repetição de uma palavra ou expressão no início de versos ou
frases para enfatizar uma ideia.
Aliteração: Repetição de sons consonantais para criar um efeito sonoro
(ex: O rato roeu a roupa do rei de Roma.).
Assonância: Repetição de sons vocálicos para criar um efeito sonoro.