JOEDSON ALVES DA SILVA
DEMOCRACIA DIRETA DE DEUS OU DOS HOMENS?
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado
à Universidade Estácio de Sá, para o curso de
Licenciatura em Filosofia.
Orientador: Prof. Dr. Giacomo
Brasília-DF
2025
(FOLHA DE ROSTO)
RESUMO
O espirito cidadão de Sócrates na defesa da cidadania ateniense, assim como
Diógenes de Sinope com a filosofia cínica do desapego. Esses exemplos de estado
de espirito são norteadores da Politica Cidadã da democracia direta sim, no passado
e no presente, onde muitas nações apostam em ditaduras e oligarquias. Aristóteles
afirma que, o homem é um animal político, verdadeiro político cidadão sem
intermediário no exercício do fortalecimento da sua cidadania a partir da dialética
propositiva virtuosa que gere o princípio e crença que a DDDSIM - DDSIM é uma lei
natural do sagrado como árvore do servir sem se servir, plasmado pelo elemento
humano, Clistenés. Onde todos alimentem esse espirito de que, a, Inteligência
Coletiva Humana de Deus, elo de ligação entre o plano vertical e horizontal, deve
ser o produto racional, como, a bomba humana de deus onde ela é o resultado do
intelecto analítico humano no Orbe para sua preservação. Esse TCC tem como
resumo destacar que, abaixo da inteligência do sagrado cosmo universal, só a
Inteligência Coletiva Humana de Deus. E que ela seja a mola propulsora, sincrônica
entre o Plano Vertical e Horizontal, caminho que a Humanidade deve trilhar de forma
retilínea. As maiores Universidades do mundo estão formando seus alunos nesta
perspectiva ou de cumulação?
Palavras-chave: DDDSIM - DDSIM
ABSTRACT
The civic spirit of Socrates in the defense of Athenian citizenship, as well as
Diogenes of Sinope with the cynical philosophy of detachment. These examples of
state of mind are guiding the Citizen Politics of direct democracy, yes, in the past and
in the present, where many nations bet on dictatorships and oligarchies. Aristotle
states that man is a political animal, a true citizen politician without an intermediary in
the exercise of strengthening his citizenship based on the virtuous propositional
dialectic that generates the principle and belief that DDDSIM - DDSIM is a natural
law of the sacred as a tree of serving without serving oneself, shaped by the human
element, Cleisthenes. Where everyone feeds this spirit that the Human Collective
Intelligence of God, the link between the vertical and horizontal planes, must be the
rational product, like the human bomb of God where it is the result of the human
analytical intellect on the Orb for its preservation. This TCC's summary is to highlight
that, below the intelligence of the sacred universal cosmos, only the Human
Collective Intelligence of God. And that it is the driving force, synchronous between
the Vertical and Horizontal Planes, a path that Humanity must follow in a straight line.
Are the largest Universities in the world training their students in this perspective or in
cumulation?
Keywords: DDDSIM- DDSIM
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO 6
1.1. Contextualização 7
1.2. Objetivos 9
1.3. Justificativa 9
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 11
3. METODOLOGIA 13
4. RESULTADOS ESPERADOS 15
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 16
6. REFERÊNCIAS 19
1. INTRODUÇÃO
Para compreender por que a democracia direta não se consolidou conforme
previsto na Constituição Federal Brasileira de 1934, é imprescindível analisar as
sucessivas Constituições do país à luz das transformações sociais, políticas e
culturais que marcaram a história nacional. Nesse cenário, propõe-se uma reflexão
teórica sobre os conceitos de DDDSIM (Democracia Direta de Deus, Sim) e DDSIM
(Democracia Direta, Sim, dos Homens), ambos enraizados em uma abordagem
filosófico-espiritual denominada Política Cósmica Universal do Sagrado. Essa
concepção, de estrutura vertical fundamentada na ética do altruísmo, encontra
paralelo simbólico na narrativa bíblica da “Árvore do Servir Sem se Servir” (cf.
Gênesis 2:16-17), cuja leitura moral convida à reflexão sobre os fundamentos éticos
de uma democracia verdadeiramente justa.
CONSTITUÇÃO DE 1934
Nesta Carta Magna Brasileira de 1934 foi base para cobrança da hermenêutica
da democracia direta da Grécia antiga. Em 1934 A Carta Magna deste ano foi
promulgada em 16 de julho pela Assembleia Nacional Constituinte de 1934.
Para esse TCC, o artigo primeiro e segundo determina de forma perpétua o
sistema representativo e a forma de governo que todos os poderes emanam
do povo democracia direta propositiva.
Ela foi redigida para organizar um regime democrático que assegurasse á Nação
e a unidade, a liberdade, a justiça e o bem-estar social e econômico.
Constituição34
Artigo Câmara dos Deputados Constituição de 1934
Reafirma a necessidade de formar um regime democrático, onde os poderes
emanem do povo, pelo fato do contribuinte ser o patrocinador do Estado.
Esse modelo é perpetuo com sistema representativo que não muda.
Portal da Câmara dos Deputados
CONSTITUIÇÃO DO ESTADO NOVO 1937
O Estudo da Constituição de 1937, busca como finalidade no campo da
pesquisa se foi mantido o poder perpétuo da democracia direta no Brasil aos
moldes da Grécia antiga, onde, todos poderes emanam do povo. O artigo 1º
da Nova República, Carta Magna artigo primeiro. Promulgada em 10 de
novembro de 1937.Fica assegurado que o poder continua emana do do povo.
6
Art 1º - O Brasil é uma República. O poder político emana do povo e é exercido
em nome dele e no Interesse do seu bem-estar, da sua honra, da sua
independência e da sua prosperidade.
O Estado Novo assegura o Modelo de democracia Direta ao modelo da Grécia
Antiga, onde a independência e a prosperidades do cidadão, venha do povo
para o povo.
Constituição37
Artigo da Câmara Federal dos Deputados
Portal da Câmara dos Deputados
CONSTITUIÇÃO DE 1937
Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, decretada pelo Presidente
da República em 10.11.1937.
O Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil:
Attendendo ás legitimas aspirações do povo brasileiro a paz política e social,
profundamente perturbada por conhecidos factores de desordem, resultantes da
crescente aggravação dos dissídios partidários, que uma notória propaganda
demagogica procura desnaturar em lucta de classes, e da extremação, de conflictos
ideologicos, tendentes, pelo seu desenvolvimento natural, resolver-se em termos de
violencia, collocando a Nação sob a funesta imminencia da guerra civil;
Attendendo ao estado de aprehensão creado no paiz pela infiltração communista,
que se torna dia a dia mais extensa e mais profunda, exigindo remedios, de caracter
radical e permanente;
Attendendo a que, sob as instituições anteriores, não dispunha, o Estado de
meios normaes de preservação e de defesa da paz, da segurança e do bem estar do
povo;
Com o apoio das forças armadas e cedendo ás inspirações da opinião nacional,
umas e outras justificadamente aprehensivas deante dos perigos que ameaçam a
nossa unidade e da rapidez com que se vem processando a decomposição das
nossas instituições civis e políticas;
Resolve assegurar á Nação a sua unidade, o respeito á sua honra e á sua
independência, e ao povo brasileiro, sob um regime de paz política e social, as
condições necessárias á sua segurança, ao seu bem estar e á sua prosperidade;
Decretando a seguinte Constituição, que se cumprirá desde hoje em todo o paiz:
7
CONSTITUIÇÃO DE 1946
A promulgação Desta Constituição aconteceu em ,18 de setembro de 1946.O
artigo primeiro desta Carta Magna, mantém o artigo primeiro que, o poder
emana do povo.
Artigo 1º - Os Estados Unidos do Brasil mantém, sob o regime representativo, a
Federação e a República. Todo poder emana do povo e em seu nome será
exercido.
Constituição46
Artigo da Câmara Federal dos Deputados
Portal da Câmara dos Deputados
Constituição dos Estados Unidos do Brasil, decretada pela Assembleia
Constituinte.
A Mesa da Assembléia Constituinte promulga a Constituição dos
Estados Unidos do Brasil e o Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, nos termos dos seus arts. 218 e 36, respectivamente, e
manda a tôdas as autoridades, às quais couber o conhecimento e a
execução dêsses atos, que os executem e façam executar e observar fiel e
inteiramente como neles se contém.
Constituição46
Portal da Câmara dos Deputados
A história mostra que a Constituição de 1967 foi sucedida pelo ATO
INSTITUCIONAL nº AI 5. Em 13 de dezembro de 1968, mas, mantém a Carta
Magna de 1967, mas veda, o poder emana do povo e em seu nome será
exercido.
Essa é finalidade deste TCC, entender e compreender por que tudo isso
acontece no Brasil?
A partir do das Constituições desde 1934 até o AI5, o voto propositivo direto e
sua hermenêutica mão é cumprido, mas eles falam de democracia direta.
Onde o poder emana do povo, menos no AI 5 .
AIT-05-68
ATO INSTITUCIONAL AI 5
O Ex. Presidente Artur Costa e Silva decretou em 13 dezembro de 1968 o AI 5.
Conhecida como Ditadura Militar.
Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
8
ATO INSTITUCIONAL Nº 5, DE 13 DE DEZEMBRO DE 1968.
São mantidas a Constituição de 24
de janeiro de 1967 e as Constituições
Estaduais; O Presidente da República
poderá decretar a intervenção nos
Vide Constituição de 1988.
estados e municípios, sem as limitações
previstas na Constituição, suspender os
Vide EMC nº 11, de 1978.
direitos políticos de quaisquer cidadãos
pelo prazo de 10 anos e cassar
mandatos eletivos federais, estaduais e
municipais, e dá outras providências.
Artigo da Câmara dos Deputados sobre o AI 5.
Leia a íntegra do discurso do presidente da Câmara sobre o AI-5 - Notícias -
Portal da Câmara dos Deputados
Episódio 19 - A Constituição de 1967 e o AI-5 — Rádio Senado
A emenda Constitucional de 1969, mantém o faz de conta, a democracia direta
brasileira. A Ditadura Militar, ceceia o faz de conta em nome da democracia
direta, onde o poder emana do povo e em seu nome será exercido. Esse
modelo da Grécia antiga, a hermenêutica desta democracia direta da Grécia
antiga deveria ser cumprida no Brasil como era exercida pelos cidadãos
atenienses de forma propositiva do poder de pertencimento do cidadão
decidir no debate das ideias em praça pública, via o voto direto propositivo o
melhor pra todos, o que no Brasil nunca foi cumprido, nem neste período de
1969, o faz de conta continua a enganar toda comunidade Internacional com
sofisma democrático.
DIRETA JÁ.
A Direta Já é o nascedouro deste TCC, assim como todas as constituições
Brasileira que fala da hermenêutica da democracia direta da Grécia onde o
poder emana do povo, via a debates das ideias virtuosa, o voto é propositivo
direto, voto universal desta época. No Brasil eles recepcionaram nas
Constituições desde 1934, o voto propositivo direto e a hermenêutica da
Grécia antiga e não cumpre, porquê?
O artigo primeiro e 14 da Constituição Brasileira, confirma esse conjunto de atos
da democracia direta e são supostamente violados pelos partidos e a Mídia
Econômica repete a suposta mentira continua que somos uma democracia
representativa. O sistema representativo é bem diferente de democracia
representativa. Neste TCC fica claro a forma como o sistema politico
brasileiro engana a comunidade internacional em nome da democracia direta.
Diretas Já - 30 anos do Movimento — Portal da Câmara dos Deputados
9
Portal da Camara e do senado artigos sobre diret já. - Pesquisar News
Especial Diretas Já - TV Câmara - Portal da Câmara dos Deputados
06-Vanderlei Elias Nery.pdf
Roteiro da Liberdade: os 40 anos das Diretas Já — Rádio Senado
CONSTITUIÇÃO DE 1988
Constituição
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos
Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de
Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; (Vide Lei nº 13.874,
de 2019)
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de
representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto
direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I - Plebiscito;
II - Referendo;
III - iniciativa popular.
§ 1º O alistamento eleitoral e o voto são:
I - Obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
II - Facultativos para:
a) Os analfabetos;
b) Os maiores de setenta anos;
c) Os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
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§ 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período
do serviço militar obrigatório, os conscritos.
§ 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei:
I - A nacionalidade brasileira;
II - O pleno exercício dos direitos políticos;
III - O alistamento eleitoral;
IV – O domicílio eleitoral na circunscrição;
V - A filiação partidária; Regulamento
VI – A idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e
Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito
Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital,
Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz;
d) dezoito anos para Vereador.
§ 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.
§ 5º São inelegíveis para os mesmos cargos, no período subseqüente, o
Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os
Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído nos seis meses anteriores ao
pleito.
§ 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito
Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos
mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente. (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 16, de 1997)
§ 6º Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os
Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos
respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.
§ 7º São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os
parentes consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente
da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito
ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se
já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.
11
§ 8º O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições:
I - Se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade;
II - Se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade
superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a
inatividade.
§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos
de sua cessação, a fim de proteger a normalidade e legitimidade das eleições contra
a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou
emprego na administração direta ou indireta .
§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos
de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para
exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e
legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do
exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou
indireta. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 4, de 1994)
§ 10 - O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no
prazo de quinze dias contados da diplomação, instruída a ação com provas de
abuso do poder econômico, corrupção ou fraude.
§ 11 - A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça,
respondendo o autor, na forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé.
§ 12. Serão realizadas concomitantemente às eleições municipais as consultas
populares sobre questões locais aprovadas pelas Câmaras Municipais e
encaminhadas à Justiça Eleitoral até 90 (noventa) dias antes da data das eleições,
observados os limites operacionais relativos ao número de quesitos. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 111, de 2021)
§ 13. As manifestações favoráveis e contrárias às questões submetidas às
consultas populares nos termos do § 12 ocorrerão durante as campanhas eleitorais,
sem a utilização de propaganda gratuita no rádio e na televisão. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 111, de 2021)
O TCC mostra que o poder perpétuo desde 1934 , foi recepcionado nesta
Constituição de 1988, que também não é cumprida, aqui os partidos pessoa jurídica
de direito privado, lei 9096/1995 atrigo primeiro diz que partidos não se equiparam a
instituições paraestatais e que partidos são facilitadores dos direitos fundamentais e
fortalecedores da democracia direta , eles supostamente tomaram o poder do povo o
legislador direto e vem legislando em causa própria, além de tornar a Casa do Povo,
o Congresso Nacional um comércio ilícito do toma lá dá cá . Toda observação deste
TCC é, a democracia é de deus ou dos homens.
12
A CORAGEM DA VERDADE: A arte-de-viver segundo Diógenes de Sínope, o
cínico. Reflexões na companhia de Foucault, Cioran, Navia e Gros. – A CASA DE
VIDRO.COM
Vi autores como Foucault, Cioran e Navia, se esforçaram para
reavaliar a relevância de Diógenes de Sinope, alguns menosprezam sua
filosofia que fortalece a virtude cidadã e a elevação da alma humana.
A base bibliográfica do TCC de Diógenes de Sinope é do autor do
livro, Diógenes de Sinope. Carlos Carvalho.
Diógenes de Sinope - Kindle
Diógenes de Sinope - Kindle
Introdução
Capitulo 1 : O Nascer da Luz
Capitulo 2: Um Infância Simples
Capitulo 3: O Chamado do Conhecimento
Capitulo 4: Encontros e Desafios Filosóficos
Capitulo 5: A influencia de Diógenes na Sociedade
Capitulo 6: Reflexões de Diógenes: Sabedoria Cínica
Capitulo 8: A Vida de Diógenes: Da Juventude á Busca pela
Sabedoria
Capitulo 9: Encontros Notáveis: Diógenes e os Filósofos da Época
Capitulo 10: A Filosofia Cínica de Diógenes de Sinope
Capitulo 11: A Virtude e as Relações Sociais Na Filosofia de
Diógenes
Capitulo 12: Em Busca da Felicidade: A Filosofia de Diógenes
Capitulo 13: ética e Moralidade na Filosofia de Diógenes
Capitulo 14: A Filosofia Política de Diógenes
Capitulo 15: Educação e Conhecimento na Filosofia de Diógenes
Capitulo 16: O legado de Diógenes
Conclusão
13
Democracia Direta da Grécia Antiga/Pesquisa base do TCC sobre
Democracia Direta de Deus ou dos Homens?
ReP USP - Detalhe do registro: Formação da pólis e surgimento da
democracia na Grécia antiga: história e consciência da Atenas clássica
livros que falam da democracia clássica da grécia clássica. - Pesquisar
Imagens
1- Democracia na Grécia Antiga: Autor José Ribeiro Ferreira
2- Democracia Grega: Autor Martins Cesar Feijó
3- Democracia na Grécia Antiga: Prof. Matheus Passos
4- Democracia em Antenas V e IV a.C. Mestranda Tricia Magalhães
Carnevale: Orientadora Prof. Dra. Maria Regina Candido
A Base do TCC sobre Democracia Direta no Brasil
1 – As setes Constituições Brasileira
2- Movimento Direta Já:
3- Livro O Grito Preso na Garganta
Diretas Ja - O Grito Preso Na Garganta | Amazon.com.br
5- PUC - Direta Já: A Busca pela Democracia e Seus Limites: Artigo
Vanderlei Elias Nunes
Comentário
O Estudo da democracia direta nas cincos últimas Constituições
Brasileira, confirma, o poder perpétuo do povo, onde o poder emana do
povo, e não é cumprida pela classe política brasileira. O sofisma contínuo
é uma forma de provar que, o sistema político partidário nacional tomou o
poder soberano do povo, e vem, legislando é causa própria. A retomada
do poder do povo já está sendo exigida na democracia das ruas pelo
movimento Verde e Amarelo. Fica claro que, a comunidade Internacional
está sendo conscientizada que ela está sendo enganada pelos sofismas
das pessoas jurídica de direito privado, partidos. A retomada do poder do
povo vai devolver a dignidade da vontade soberana do povo usurpada
pela ganância de algumas oligarquias monárquica, partidária, a
democracia Direta vai ser restaurada pela vontade soberana do povo que
14
hoje já são milhões de brasileiros que não vota em partidos e a Mídia
econômica esconde esse grito do povo consciente.
Na tradição judaico-cristã, o episódio da queda de Adão e Eva em Gênesis
representa mais do que um mito fundacional: ele simboliza o livre-arbítrio humano, a
responsabilidade moral e as consequências da desobediência às leis superiores. A
escolha de comer do fruto proibido, persuadidos pela serpente, marca a entrada do
pecado no mundo e resulta em penalidades que afetam toda a humanidade —
trabalho árduo, dor, exílio e morte (cf. Gênesis 3). Essa transgressão ética, segundo
a leitura espiritual aqui adotada, espelha a importância da moralidade no exercício
de uma democracia guiada por princípios divinos.
A liberdade de escolha, ao mesmo tempo bênção e fardo, revela-se como
princípio essencial da democracia direta proposta por Deus. Tal liberdade, no
entanto, exige um despertar espiritual e moral que se afaste do egoísmo, da
ganância e do materialismo que hoje contaminam os sistemas políticos
contemporâneos da pessoa jurídica de direito privado, partidos. A DDSIM dos
homens é apresentada, assim, como um convite à evolução consciente da
humanidade — um esforço coletivo rumo à virtude, à razão e ao bem comum. Já a
DDDSIM, de origem divina, fundamenta-se na justiça, na verdade e no serviço
altruísta, oferecendo um modelo perene e superior de organização democrática de
elevação do indivíduo.
Nesse sentido, este trabalho propõe-se a examinar as sete Constituições
brasileiras, com especial atenção às de 1934 e 1988, a fim de identificar como os
valores da DDSIM foram (ou não) integrados à prática política brasileira. Destaca-se,
por exemplo, o artigo 14 da Constituição de 1988, que garante o sufrágio universal e
o voto direto. Contudo, nota-se que sua dimensão propositiva — tal como praticada
na democracia da Grécia Antiga — permanece em grande parte negligenciada, o
que evidencia uma ruptura com o ideal da democracia direta sim em sua essência.
A análise aqui proposta parte da hipótese de que, sob o disfarce de
democracias formais, persistem estruturas de dominação e autoritarismo que se
opõem aos princípios da democracia direta, nas cinco constituições a partir de 1934
15
que não é cumprida, também na Constituição vigente de 1988. O não cumprimento
do voto direto propositivo, previsto constitucionalmente do artigo 14, revela o
enfraquecimento da virtude democrática e o fortalecimento de uma desvirtude
institucionalizada. Nesse contexto, este TCC busca demonstrar que a democracia
dos homens se mostra frágil e mortal, ao passo que a democracia de Deus — eterna
e imutável — permanece como modelo ideal e inatingido.
Por fim, o caminho da evolução humana é apontado como vertical, segundo a
filosofia dos dois pontos e a teoria da multiplicação de Deus na Terra e no cosmos.
Ainda que parcialmente refletido nas constituições humanas, esse princípio
transcende fronteiras nacionais e históricas, conclamando a humanidade à
construção de uma política verdadeiramente ética, espiritual e universal.
1.1. Contextualização
A Democracia Direta de Deus Sim (DDDSIM) foi concebida inicialmente como
um ideal filosófico entre os anos de 1973 e 1992, ganhando força nas manifestações
populares e no ambiente escolar, sobretudo no ensino médio, onde professores
despertavam nos jovens o sentimento de que, abaixo de Deus, é o povo quem
detém o verdadeiro poder — pois "a voz do povo é a voz de Deus" (vox populi, vox
Dei). Embora nunca tenha sido formalizada como uma organização institucional, a
DDDSIM consolidou-se como um espírito democrático baseado na virtude e na
consciência coletiva, reconhecendo nas pessoas virtuosas o verdadeiro reflexo da
vontade divina.
Essa concepção sustenta-se na ideia de que o poder político legítimo não é
apenas um instrumento jurídico, mas uma expressão ética e espiritual. O espírito
democrático, segundo a DDDSIM–DDSIM, nasce da "voz interna" do indivíduo
alinhada à "dualidade filosófica entre o divino e o humano". Esse ideal encontrou eco
simbólico na Constituição Federal de 1988, especialmente na consagração do
princípio de que “todo poder emana do povo”, conforme disposto em seu artigo 1º,
parágrafo único.
Inspirada por esse ativismo popular virtuoso, a DDDSIM resgata a herança da
democracia direta praticada na Grécia Antiga, especialmente nas reformas de
16
Clístenes (ca. 570 a.C. – ca. 508 a.C.), considerado o “pai da democracia
ateniense”. Segundo Hansen (1999) e Ober (2008), Clístenes inovou ao defender a
participação direta dos cidadãos nas decisões políticas, atribuindo ao povo o poder
real de governar. A DDDSIM reconhece nessa tradição clássica não apenas um
modelo político secular (DDSIM), mas também um reflexo cósmico de uma ordem
divina, na qual o poder popular se harmoniza com os princípios universais do
sagrado.
Além disso, a filosofia do cinismo, particularmente nas ideias de Diógenes de
Sinope (c. 412 a.C. – 323 a.C.), fornece uma base crítica importante para a
DDDSIM. A indiferença às convenções sociais e o desapego material pregados
pelos cínicos são vistos como um chamado à autenticidade, à simplicidade e à
integridade moral — elementos fundamentais para a construção de uma democracia
baseada na virtude (NAVIA, 1996).
Nesse contexto, a inovação política de Clístenes é compreendida, para os
adeptos da DDDSIM desde 1973, como mais do que uma estrutura institucional: ela
representa uma manifestação do espírito divino presente na história da humanidade
desde suas origens. A analogia entre o poder concedido aos cidadãos atenienses e
aquele simbolicamente conferido a Adão e Eva — estendendo-se até eras
paleolíticas e neolíticas — aponta para uma intuição arquetípica sobre o papel do
ser humano como agente moral e político do cosmos.
A DDDSIM, portanto, resgata e reinstala a natureza sensível e intuitiva da
filosofia democrática, estruturando uma dialética moral que combina a economia da
multiplicação (como expansão do bem comum) com uma política vertical baseada na
transcendência. Essa proposta se manifesta como uma dialética propositiva virtuosa,
em que as iniciativas partem do povo e retornam ao povo — este, visto como
contribuinte e verdadeiro patrão da nação. Trata-se de uma versão atualizada da
“Democracia Direta das Ruas”, onde o elemento divino é não apenas inspiração,
mas também alimento físico e espiritual da totalidade social.
Conclui-se, assim, que a Democracia Direta de Deus Sim representa uma
síntese arquetípica, filosófica e espiritual de valores clássicos, reinterpretados em
17
uma perspectiva ética e cosmológica. Seu alicerce repousa na racionalidade, na
objetividade, na busca pelo bem coletivo e na superação dos interesses particulares
— elementos que articulam uma visão holística, verticalmente estruturada e
ativamente enraizada no povo, como sujeito histórico e espiritual do poder
pertencente da democracia direta .
1.2. Objetivos
Objetivo Geral
Analisar os fatores históricos, políticos e filosóficos que impediram a
consolidação da democracia direta no Brasil, à luz dos conceitos de Democracia
Direta de Deus Sim (DDDSIM) e Democracia Direta Sim dos Homens (DDSIM),
destacando suas implicações éticas para o exercício da soberania popular.
Objetivos Específicos
a) Investigar historicamente os motivos pelos quais a democracia direta, prevista nas
constituições brasileiras, especialmente a de 1934 e a de 1988, não se efetivou
plenamente;
b) Explorar conceitualmente as noções de DDDSIM e DDSIM, situando-as no
contexto filosófico, espiritual e político proposto;
c) Avaliar a importância dos fundamentos éticos e espirituais dessas concepções
para o fortalecimento de uma democracia verdadeiramente propositiva do poder de
pertencimento direto do povo e orientada pelo bem comum na contemporaneidade.
1.3. Justificativa
A presente pesquisa justifica-se por sua contribuição teórica e crítica ao
debate sobre a efetividade da democracia direta no Brasil, especialmente à luz das
previsões constitucionais que não se consolidaram plenamente ao longo da história
republicana. Ao resgatar as concepções de Democracia Direta de Deus Sim
(DDDSIM) e Democracia Direta Sim dos Homens (DDSIM), propõe-se uma
18
abordagem ética, filosófica e espiritual que reposiciona a centralidade do povo —
não apenas como eleitor, mas como propositor direto do poder que lhe é
originariamente conferido.
Diante de um cenário político muitas vezes marcado por práticas desvirtuadas
da representação popular, esta pesquisa oferece uma reflexão alternativa orientada
por princípios como o altruísmo, a virtude, a verdade e a justiça. Esses elementos se
contrapõem às tendências egoístas e instrumentalizadas do poder, características
de modelos democráticos fragilizados por interesses particulares.
Assim, o trabalho propõe-se a enriquecer o campo da ciência política e da
filosofia política ao lançar novas luzes sobre a relação entre espiritualidade, moral
pública e do direito do pertencimento em decidir o melhor para todos, a partir da
democracia propositiva do debate das ideias cidadã. Ao integrar fundamentos ético-
filosóficos clássicos — como os presentes na democracia ateniense e na tradição
cínica — com interpretações contemporâneas de caráter simbólico e sagrado, o
estudo oferece uma perspectiva inovadora e necessária ao fortalecimento da
democracia propositiva no Brasil e no mundo.
19
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
A Democracia Direta, sob a ótica da Democracia Direta de Deus Sim
(DDDSIM), representa a integração profunda entre as dimensões material e
espiritual da existência, tendo como eixo norteador a figura de Deus como fonte
suprema de sabedoria e justiça. Esta abordagem filosófica-cósmica propõe uma
compreensão ampliada da democracia, estruturada pela tríade composta pela
política vertical divina, pela filosofia sagrada e pela democracia direta em sua
essência mais pura e ética (GUTHRIE, 2006).
Nesse contexto, a figura de Diógenes de Sinope adquire importância singular.
Considerado um dos principais representantes da escola cínica, Diógenes viveu no
século IV a.C. e dedicou sua vida à crítica radical aos valores materiais e à busca
pela liberdade interior por meio do autoconhecimento (NAVIA, 1996). Seu modo de
vida austero — simbolizado pela moradia em um barril — representava o
rompimento com as convenções sociais e o apelo à virtude como fundamento da
existência humana. O cinismo, fundado por Antístenes, mestre de Diógenes,
enfatizava a autonomia pessoal, o desapego aos prazeres sensoriais e a
autenticidade moral, elementos esses que dialogam diretamente com os princípios
da DDDSIM.
Para além da tradição cínica, a concepção de democracia direta também
encontra raiz histórica na Grécia Antiga, especialmente a partir das reformas
promovidas por Clístenes, por volta de 510 a.C., considerado o “pai da democracia
ateniense” (HANSEN, 1999). A democracia ateniense estabeleceu mecanismos de
participação direta dos cidadãos nas decisões políticas, criando bases como
isonomia (igualdade perante a lei), isocracia (igualdade na ocupação de cargos
públicos) e isegoria (igualdade no direito à palavra nas assembleias) (HANSEN,
1999; OBER, 2008).
Apesar de seu caráter inovador, esse modelo democrático apresentava
limitações expressivas, uma vez que excluía mulheres, estrangeiros e escravizados
20
do processo político, restringindo o poder de decisão a uma minoria da população
(HANSEN, 1999). Com o declínio da pólis ateniense e sua posterior dominação
pelos romanos em 146 a.C., a democracia direta clássica foi gradualmente extinta
(OBER, 2008).
Em contraposição ao colapso da democracia ateniense, a DDDSIM propõe a
continuidade de um modelo democrático espiritual, não restrito aos limites
institucionais e temporais. Nessa perspectiva, a verdadeira democracia direta
transcende o espaço político terreno e se manifesta como expressão da voz divina
que habita em cada ser humano consciente de seu papel coletivo. A fé
racionalizada, o autoconhecimento e a ética do servir — simbolizada na metáfora
bíblica da “Árvore do Servir Sem se Servir” — tornam-se elementos fundamentais
para a construção de uma cidadania ativa e virtuosa, guiada por princípios
universais de justiça e verdade (GUTHRIE, 2006).
Assim, a DDDSIM oferece uma leitura ampliada da tradição democrática,
associando a simplicidade e a autenticidade filosófica de Diógenes à prática política
direta de Clístenes, ao mesmo tempo em que propõe uma verticalização espiritual
do poder. O espírito democrático, nessa perspectiva, permanece vivo e imutável no
plano cósmico, sustentando-se não apenas na racionalidade política, mas também
na intuição moral e na transcendência do bem comum.
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3. METODOLOGIA
Este estudo adota uma abordagem qualitativa, fundamentada na análise
histórica, filosófica e hermenêutica, com foco especial no artigo 14 da Constituição
Federal Brasileira e na concepção de democracia propositiva analítica direta
presente nas Constituições brasileira e americana. A metodologia baseia-se nos
preceitos de Lakatos e Marconi (2003), privilegiando a investigação documental, a
revisão bibliográfica e a interpretação hermenêutica rigorosa. Os procedimentos
metodológicos são descritos a seguir:
A) Revisão Bibliográfica e Análise Documental:
Será realizada uma revisão bibliográfica ampla e sistemática, contemplando
obras acadêmicas, artigos científicos e documentos oficiais, especialmente as
Constituições brasileiras, com o objetivo de compreender a evolução histórica e
conceitual da democracia direta. Conforme Lakatos e Marconi (2003), essa etapa é
essencial para fundamentar teoricamente o estudo. Particular atenção será dada ao
sufrágio universal, ao voto direto e à hermenêutica do voto propositivo originada da
tradição da democracia clássica grega, elementos centrais para a compreensão da
DDDSIM-DDSIM.
B) Análise Comparativa das Filosofias Clássicas:
Realizar-se-á uma análise comparativa detalhada das perspectivas filosóficas
de Antístenes, Diógenes de Sinope e Clístenes, visando identificar suas
contribuições e influências sobre os fundamentos e práticas da democracia direta.
Será dada ênfase à interpretação do artigo 14 da Constituição de 1988, destacando
que este não assegura a democracia representativa tradicional nem o voto em
candidatos, mas sim o voto direto propositivo, conforme a hermenêutica da Carta
Magna. A análise seguirá critérios metodológicos rigorosos, conforme Lakatos
22
(2003), buscando evidenciar aspectos convergentes e divergentes e a relevância
filosófica de cada autor para a configuração histórica e contemporânea da
democracia direta.
C) Interpretação Hermenêutica da Narrativa Bíblica:
Será realizada uma interpretação hermenêutica da narrativa bíblica de Adão e
Eva, fundamentada na filosofia hermenêutica de Gadamer (2008). Essa análise
buscará revelar os significados simbólicos, éticos e políticos da narrativa,
relacionando-os aos conceitos da democracia direta cósmica universal e à metáfora
da “Árvore do Servir Sem se Servir”, elemento central na concepção da DDDSIM. A
hermenêutica permitirá articular as implicações históricas e atuais desse texto para a
compreensão das dimensões espirituais e políticas da democracia direta.
Esses procedimentos serão conduzidos com rigor e sistematicidade,
garantindo uma investigação crítica e reflexiva que aprofunde a compreensão teórica
e prática do tema, especialmente no que concerne à hermenêutica do artigo 14 da
Constituição Federal Brasileira e ao conceito de voto direto propositivo.
23
4. RESULTADOS ESPERADOS
..
Espera-se que este estudo contribua para a compreensão das razões pelas
quais a democracia direta não se consolidou no Brasil, identificando a ausência de
uma cultura política alicerçada em princípios éticos e altruístas como um fator
central. A articulação entre a filosofia clássica e a ética cósmica universal, expressa
nos conceitos de DDDSIM e DDSIM, pode fornecer novos paradigmas para a
construção de uma democracia contemporânea mais propositiva e espiritualizada.
Pretende-se que o trabalho evidencie a viabilidade de um modelo político e
econômico fundamentado na “economia da multiplicação do sagrado”, que integra
princípios éticos e espirituais à gestão coletiva, promovendo o desenvolvimento de
uma sociedade guiada por valores de justiça, altruísmo e responsabilidade coletiva.
Além disso, espera-se ressaltar a importância da formação de um novo
homem virtuoso, capaz de atuar a partir de um espírito renovado, racional, analítico
e sensorial, tendo como meta o sagrado e a busca pelo bem comum. A proposta da
DDDSIM e DDSIM deverá ser apresentada como um ideal que orienta a
transformação individual e coletiva, promovendo uma inteligência coletiva integrada
ao que se pode chamar de lógica universal do desenvolvimento humano e social.
Com isso, este trabalho pretende contribuir para o debate acadêmico e social,
oferecendo bases teóricas e filosóficas que estimulem a reflexão e a implementação
de práticas democráticas mais éticas, altruístas e alinhadas com uma visão cósmica
e espiritual da política.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
24
Recomenda-se uma reflexão social profunda acerca dos valores éticos e
espirituais propostos pela Democracia Direta de Deus Sim (DDDSIM), como
caminho para promover uma democracia direta, justa e propositiva, em harmonia
com o cosmos, fundamentada nos princípios universais do “servir sem se servir” e
da justiça imutável. Este estudo parte da premissa de que a formação acadêmica
oferecida pelas universidades mais prestigiadas do mundo, embora tecnicamente
excelente, pode carecer de uma perspectiva filosófica integral que contemple valores
éticos e espirituais relacionados à DDDSIM.
Instituições como Oxford, Cambridge, Harvard, MIT e Stanford têm produzido
algumas das mentes mais brilhantes da história contemporânea. Oxford, com mais
de nove séculos de existência, formou 26 ex-primeiros-ministros britânicos, diversos
laureados com o Prêmio Nobel e personalidades como Bill Clinton e Stephen
Hawking (University of Oxford, 2024). Cambridge, fundada em 1209, destacou-se
por abrigar acadêmicos como Isaac Newton e Charles Darwin, além de deter o maior
número de laureados com o Nobel entre seus pares (University of Cambridge, 2024).
Stanford, situada no Vale do Silício, é reconhecida pela cultura de inovação e
empreendedorismo, tendo contribuído para a fundação de empresas como Google,
Yahoo, Netflix e LinkedIn. O MIT, referência global em engenharia, tecnologia e
inovação, conta com mais de 90 ganhadores do Prêmio Nobel. Harvard, fundada em
1636, é a universidade mais prestigiada dos Estados Unidos, tendo entre seus ex-
alunos figuras como Mark Zuckerberg, Bill Gates, Barack Obama e Jorge Paulo
Lemann.
Embora estas instituições liderem rankings mundiais de excelência
acadêmica, questiona-se, a partir da perspectiva da DDDSIM, se nelas se fomenta
também o espírito de serviço ético e universal, baseado no princípio do “servir sem
se servir”. Tal crítica fundamenta-se na ausência de uma visão educacional que
transcenda o acúmulo técnico-científico, valorizando o desenvolvimento humano
integral, pautado na espiritualidade, no bem comum e na cosmologia ética da
democracia direta como expressão divina (Morin, 2005; Nunes, 2016).
A DDDSIM propõe que o verdadeiro gênio não reside apenas no domínio
técnico, mas na capacidade de integrar racionalidade, sensibilidade e
espiritualidade, orientadas pelo arquétipo da “árvore do servir sem se servir” —
25
símbolo maior da ética democrática cósmica. Essa filosofia ressoa com a tradição
socrática, especialmente na noção de que a sabedoria está no reconhecimento dos
próprios limites (Platão, Apologia de Sócrates), e com o pensamento de Rousseau
(1999), ao conceber o poder como inerente ao povo e destinado ao bem coletivo.
Neste contexto, o presente trabalho reflete sobre a formação acadêmica
global à luz de uma visão holística da democracia direta, resgatando elementos
históricos e filosóficos desde o período paleolítico e neolítico — em que as
proposições coletivas moldavam as relações sociais básicas — até a democracia
ateniense de Clístenes (510 a.C.), marcada pela prática do voto direto e propositivo
(Hansen, 1999).
Com a transição para o mundo moderno, observa-se a tentativa de
institucionalizar uma sociedade baseada em liberdade, igualdade e fraternidade.
Contudo, a chamada sociedade civil organizada, segundo a leitura da DDDSIM, não
concretizou plenamente o ideal do poder propositivo direto — o poder pertencente
ao povo para o povo. Essa não consolidação é denominada “segunda morte da
democracia direta” — a primeira tendo ocorrido com o domínio romano sobre a
Grécia. No Brasil, essa morte já ocorreu em 1988, quando a democracia direta foi
subjugada pelos partidos políticos.
Assim, a proposta da DDDSIM é revitalizar esse espírito democrático
originário e sagrado, reconectando o humano com sua vocação cósmica e
propositiva. A democracia direta torna-se, portanto, não apenas uma estrutura
política, mas uma expressão espiritual de integração entre o ser humano, a
coletividade e a totalidade do cosmos. Conforme destaca Morin (2005), o
pensamento complexo deve incorporar a ética, o saber, a política e o espiritual como
dimensões interdependentes da existência.
Embora a DDSIM ainda não tenha destaque formal no meio acadêmico,
ganhou projeção na grande mídia em Brasília, quando, ao fundar a “democracia das
ruas” num novo modelo, realizou em 1992 o evento “Festa Verde Amarelo” no
estacionamento do Estádio Mané Garrincha. O movimento, transmitido pela
Redobras e Rádio Jornal de Brasília, tinha caráter filantrópico e de voluntariado, e
reivindicava a instalação do poder direto do povo em todas as instituições, assim
como a criação do Conselho Consultivo Soberano do Povo, que reuniria todas as
26
propostas do povo para o povo, conforme previsto no artigo 14 da Constituição
Federal.
A faixa de quase 30 metros com os dizeres “DEMOCRACIA DIRETA, NOVA
FORMA DE PODER PARA O BRASIL SEM PARTIDO” chegou a incomodar o
Supremo Tribunal Federal, que a confiscou e até hoje não a devolveu. Esse episódio
reforça a importância deste trabalho acadêmico para o reconhecimento e
cumprimento da democracia direta no Brasil.
Por fim, a questão que orienta esta pesquisa permanece fundamentada no
questionamento : A democracia direta é de Deus ou dos homens?
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