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Invesores On Grid

O curso técnico em Sistemas de Energia Renovável aborda a energia solar fotovoltaica, com carga horária total de 60 horas, divididas entre teoria e prática. Os objetivos incluem identificar características dos módulos fotovoltaicos, compreender sistemas interligados e autônomos, e instalar módulos de energia. O curso também discute a geração distribuída, minigeração e microgeração, além de sistemas de tarifação e características dos inversores.

Enviado por

Ana Luiza
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Invesores On Grid

O curso técnico em Sistemas de Energia Renovável aborda a energia solar fotovoltaica, com carga horária total de 60 horas, divididas entre teoria e prática. Os objetivos incluem identificar características dos módulos fotovoltaicos, compreender sistemas interligados e autônomos, e instalar módulos de energia. O curso também discute a geração distribuída, minigeração e microgeração, além de sistemas de tarifação e características dos inversores.

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Ana Luiza
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Energia solar Fotovoltaica

Curso Técnico em Sistemas


de Energia Renovável

Carga horária total: 60h


Carga horária teórica: 30h
Carga horária prática: 30h

Professor: Mateus Andrade Ferreira


[email protected]
Energia solar Fotovoltaica
• Objetivos:
• Identificar as principais características dos módulos fotovoltaicos.
• Apresentar os conceitos fundamentais para entendimento da geração de energia elétrica a partir da luz
solar.
• Compreender o funcionamento dos sistemas de geração de energia solar fotovoltaica interligados e
autônomos.
• Instalar módulos de energia fotovoltaica.
• Identificar os componentes necessários à conexão na rede elétrica de cada um dos componentes do
sistema fotovoltaico.
• Despertar o interesse pela busca da informação.
• Incentivar a pró-atividade e a capacidade de realizar trabalho em grupo.
• Estimular a multidisciplinaridade dos conteúdos da disciplina.
• Utilizar os conteúdos da disciplina na resolução de problemas associados à sistemas de energia renovável.
Energia solar Fotovoltaica

• Ementa
Influências da geolocalização e
das estações do ano sobre o
aproveitamento da energia solar.
Energia solar Fotovoltaica

• Ementa
Módulos fotovoltaicos: características
construtivas e elétricas: quantidade de
células, dimensões, massa, estrutura
para instalação em telhados, lajes e no
solo, curvas I x V e P x V e influência da
temperatura, eficiência.
Energia solar Fotovoltaica

• Ementa
Sistemas
de energia fotovoltaica
interligados a rede: visão
geral do sistema, elementos
de proteção, aterramento,
noções de dimensionamento
de geração, inversores on-
grid.
Projeto de instalação de sistemas de energia renovável

• Ementa
Sistemas de energia fotovoltaico
isolados: Visão geral do sistema,
noções sobre baterias (cuidados no
uso e instalação), noções de
dimensionamento de geração e
armazenamento, controladores de
carga, inversores off-grid.
Interpretação de diagramas unifilares
de sistemas de energia fotovoltaica.
Projeto de instalação de sistemas de energia renovável

• Ementa
Sistemas de fixação mecânica e montagem
de módulos fotovoltaicos.
Sistemas fotovoltaicos conectados a
rede
Sistemas fotovoltaicos conectados a rede
• O sistema fotovoltaico conectado à rede
elétrica opera em paralelismo com a
rede de eletricidade. Diferentemente
do sistema autônomo, o sistema
conectado é empregado em locais já
atendidos por energia elétrica.
• O objetivo do sistema fotovoltaico
conectado à rede é gerar eletricidade
para o consumo local, podendo reduzir
ou eliminar o consumo da rede pública
ou mesmo gerar excedente de energia.
Sistemas fotovoltaicos conectados a rede
No sistema on grid (grid tie) o fluxo de energia pode ser:
 Da usina para a instalação e para a rede
 Nos momentos em que a geração é superior a energia
Módulos consumida pela instalação.
Fotovoltaicos

10 kW
3 kW
Medidor
(kWh) REDE

7 kW
Medidor Quadro
Inversor CARGAS
Opcional Geral
CC => CA ELÉTRICAS
(kWh) (QGD)
(RESIDÊNCIA)

Componentes
• Painel fotovoltaico 🡺 Módulos fotovoltaicos
• Inversor
Sistemas fotovoltaicos conectados a rede
No sistema on grid (grid tie) o fluxo de energia pode ser:
 Da usina e da rede para a instalação
 Nos momentos em que a geração é inferior ao
Módulos consumo de energia na instalação
Fotovoltaicos

4 kW
3 kW
Medidor
(kWh) REDE

7 kW
Medidor Quadro
Inversor CARGAS
Opcional Geral
CC => CA ELÉTRICAS
(kWh) (QGD)
(RESIDÊNCIA)

Componentes
• Painel fotovoltaico 🡺 Módulos fotovoltaicos
• Inversor
Sistemas fotovoltaicos conectados a rede
No sistema on grid (grid tie) o fluxo de energia pode ser:
 Da rede para a instalação
 Nos momentos em que não existe geração (noite)
Módulos
Fotovoltaicos

7 kW
Medidor
(kWh) REDE

7 kW
Medidor Quadro
Inversor CARGAS
Opcional Geral
CC => CA ELÉTRICAS
(kWh) (QGD)
(RESIDÊNCIA)

Componentes
• Painel fotovoltaico 🡺 Módulos fotovoltaicos
• Inversor
Sistemas fotovoltaicos conectados a rede
No sistema on grid (grid tie) o fluxo de energia pode ser:
 Da usina para a rede
 Nos momentos em que não existe consumo
Módulos
Fotovoltaicos

7 kW
7 kW
Medidor
(kWh) REDE

Medidor Quadro
Inversor CARGAS
Opcional Geral
CC => CA ELÉTRICAS
(kWh) (QGD)
(RESIDÊNCIA)

Componentes
• Painel fotovoltaico 🡺 Módulos fotovoltaicos
• Inversor
Classificação
• a) microgeração distribuída: central geradora de energia elétrica, com potência instalada
menor ou igual a 75 kW e que utilize cogeração qualificada, conforme regulamentação da
ANEEL, ou fontes renováveis de energia elétrica, conectada na rede de distribuição por
meio de instalações de unidades consumidoras.

• b) minigeração distribuída: central geradora de energia elétrica renovável ou de cogeração


qualificada que não se classifica como microgeração distribuída e que possua potência
instalada, em corrente alternada, maior que 75 kW (setenta e cinco quilowatts), menor ou
igual a 5 MW (cinco megawatts) para as fontes despacháveis e menor ou igual a 3 MW (três
megawatts) para as fontes não despacháveis, conforme regulamentação da Aneel,
conectada na rede de distribuição de energia elétrica por meio de instalações de unidades
consumidoras;
Classificação
• c) Usinas
centralizadas: são
usinas fotovoltaicas
que ultrapassam os
limites da geração
distribuída. Nesse
caso elas se
equiparam as
grandes usinas
hidrelétricas e
termelétricas no
comércio de energia.
Usinas Fotovoltaicas centralizadas
• Complexo solar de Janaúba (MG)
• Área equivalente a 4000 campos de futebol
• 2,2 milhões de módulos fotovoltaicos (serão instalados mais 700 mil até 2025)
• A energia gerada abastece cerca de 1 milhão de residências.
Usinas Fotovoltaicas centralizadas
• A geração centralizada de energia solar envolve a instalação de
grandes usinas fotovoltaicas em locais estratégicos, onde a
exposição solar é ideal para a captação de energia elétrica.

• Com isso, as principais vantagem da GC é a economia de escala,


uma vez que as usinas podem ser dimensionadas para atender a
grandes demandas de energia. Além disso, a manutenção é mais
fácil de ser realizada em um único local, o que faz com que seja
reduzido os custos operacionais.

• Apesar das vantagens, a geração centralizada de energia solar


também enfrenta alguns desafios. Um dos principais é a
necessidade de encontrar áreas adequadas para a instalação
das usinas. Dessa forma, é preciso considerar fatores como a
disponibilidade de terra, condições climáticas e acesso à
infraestrutura elétrica.
Usinas Fotovoltaicas centralizadas
• Além disso, outro desafio é a necessidade de armazenamento de
energia para garantir o fornecimento contínuo durante a noite ou
em dias nublados. As baterias solares estão se tornando uma
solução viável, mas ainda representam um custo adicional
significativo.

• Podemos destacar também a conexão à rede elétrica, uma vez


que integrar a energia gerada pelas usinas solares pode ser um
desafio técnico e regulatório para garantir a estabilidade e a
qualidade da energia.
• Além desses, os principais desafios da geração centralizada de
energia solar são:
• Variação climática;
• Regulamentações e licenças;
• Manutenção e monitoramento;
• Flutuações nos preços dos painéis solares, que pode afetar os custos de
construção e operação das usinas;
• Intermitência solar.
Usinas Fotovoltaicas centralizadas
Minigeração
• Os sistemas fotovoltaicos de minigeração são aqueles instalados em consumidores
comerciais e industriais.
• São construídos com o objetivo de suprir parcial ou totalmente a demanda de
energia elétrica desses consumidores, reduzindo sua dependência da energia
elétrica da rede pública, proporcionando economia na conta de eletricidade e
imunidade contra a elevação do preço da energia elétrica.
• Como esse tipo de sistema tem potência mínima de 75kW, geralmente eles
possuem mais de 200 módulos fotovoltaicos e são interligados em redes de média
tensão, 13,8kV por exemplo.
• Além do benefício econômico, muitas empresas buscam soluções de energia
sustentáveis e ambientalmente corretas, pois percebem que os consumidores têm
preferência por instituições que se preocupam com a preservação do planeta.
Microgeração
• Os sistemas fotovoltaicos de microgeração são pequenos sistemas, com
potência de até 75 kW, instalados em locais de menor consumo de
eletricidade.
• Nessa categoria encaixam-se os sistemas fotovoltaicos instalados nos
telhados de residências e pequenos empreendimentos comerciais e
industriais, que podem suprir totalmente o consumo de eletricidade e tornar
os consumidores autossuficientes em energia elétrica.
• Os sistemas fotovoltaicos são modulares, o que significa que conjuntos de
módulos e inversores, como os mostrados na Figura a seguir, podem ser
acrescentados em paralelo em qualquer quantidade, de acordo com o
tamanho do sistema fotovoltaico desejado.
Sistemas de tarifação
Sistemas de tarifação
• Em alguns países é permitido a venda da energia gerada nas usinas de geração
distribuída. No Brasil, até 2022 existia apenas um sistema de compensação,
em que a energia gerada “compensa” a energia consumida, mas a partir de
2023 pode haver a venda dos créditos de energia por meio de chamada
publica da distribuidora.
• A partir de 2023 entrou em vigor a lei 14300 que regula a geração distribuída
no Brasil. A partir de 7 de janeiro de 2023 o sistema e compensação foi
alterado, e quem instalar usina de GD a partir dessa data terão que pagar um
percentual do valor relacionado a distribuição de energia para cada kWh
injetado na rede.
• Veremos isso com mais detalhes no futuro.
Inversores para Sistemas
fotovoltaicos conectados a rede
Inversores
• Um inversor é um dispositivo eletrônico que fornece energia
elétrica em corrente alternada (c.a.) a partir de uma fonte de
energia elétrica em corrente contínua (c.c.). A energia c.c.
pode ser proveniente, por exemplo, de baterias, células a
combustível ou módulos fotovoltaicos.
• A tensão c.a. de saída deve ter amplitude e frequência
adequadas às cargas a serem alimentadas.
• Adicionalmente, no caso de sistemas conectados à rede
elétrica a tensão de saída do inversor deve ser sincronizada
com a tensão da rede.
• Existe uma diversidade grande de tipos de inversores em
função das peculiaridades de suas aplicações. Muitas vezes
eles fazem parte de equipamentos maiores, como no caso
de UPS (no-breaks) e acionamentos eletrônicos para
motores de indução.
Inversores
• O circuito ao lado apresenta o inversor mais básico possível.
Fechando alternadamente os pares de chaves [S1, S4] e [S2,
S3], é possível produzir um tensão alternada quadrada para
alimentar a carga. A frequência da tensão de saída é
determinada pela velocidade do fechamento das chaves.
Inversores
• O circuito ao lado apresenta o inversor mais básico possível.
Fechando alternadamente os pares de chaves [S1, S4] e [S2,
S3], é possível produzir um tensão alternada quadrada para + -
alimentar a carga. A frequência da tensão de saída é
determinada pela velocidade do fechamento das chaves.

Semiciclo positivo
Inversores
• O circuito ao lado apresenta o inversor mais básico possível.
Fechando alternadamente os pares de chaves [S1, S4] e [S2,
S3], é possível produzir um tensão alternada quadrada para - +
alimentar a carga. A frequência da tensão de saída é
determinada pela velocidade do fechamento das chaves.

Semiciclo negativo
Inversores
• São utilizadas diversas estratégias para aproximar a forma de onda da tensão de saída de uma senóide, uma
vez que ondas quadradas podem causar danos a equipamentos elétricos, como motores e transformadores,
e cargas eletrônicas.
• Geralmente estas estratégias buscam desligar as chaves e momentos em que a tensão é menor, deixando
a tensão média de saída, semelhante a de uma senoide.
• Quanto maior a frequência de chaveamento, melhor é o sinal de saída, mas aumenta a complexidade do
circuito de controle e consequentemente o custo do inversor.
• A onda abaixo é chamada de onda quadrada modificada.
Inversores
• A forma de onda a seguir também é um tipo de quadrada modificada, conhecida como 3 pulsos. Ela tem
maior qualidade que a mostrada anteriormente.
Inversores
• Nas aplicações em que a qualidade da energia é fundamental, como nos inversores solares, inversores de
frequência para motores, nobreaks e afins, é utilizada uma estratégia de controle chamada de modulação
por largura de pulso (PWM), mostrada na figura a seguir.
• Nesta abordagem a frequência de chaveamento pode chegar a dezenas de kHz.
• As formas de onda mostradas anteriormente são mais comuns em aplicações simples, sem grandes
requisitos de qualidade de energia, como inversores automotivos, aquecimento, iluminação, etc.
Inversores on grid
• Os inversores on grid, para a
conexão de sistemas
fotovoltaicos à rede elétrica,
assim como os seus
semelhantes usados nos
sistemas autônomos,
convertem a eletricidade de
corrente contínua coletada dos
módulos fotovoltaicos em
corrente alternada com
amplitude e frequência da
rede de distribuição.
Configuração de sistemas conectados a rede
• Inversor único ou central;
• Multi inversores;
• Micro inversor.
Configuração de sistemas conectados a rede
• Inversor único ou central;
• Multi inversores;
• Micro inversor.
Configuração de sistemas conectados a rede
• Inversor único ou central;
• Multi inversores;
• Micro inversor.
Configuração de sistemas conectados a rede
• Inversor único ou central;
• Multi inversores;
• Micro inversor.
Configuração de sistemas conectados a rede
• Inversor único ou central;
• Multi inversores;
• Micro inversor.
Configuração de sistemas conectados a rede

Arranjo fotovoltaico
somente uma série
fotovoltaica
Configuração de sistemas conectados a rede

Arranjo fotovoltaico
com múltiplas séries
fotovoltaicas
Características dos inversores
• Potência máxima fotovoltaica
recomendada
• Esta informação ajuda o projetista a entender
qual a quantidade máxima de módulos que
ele deve ligar ao inversor. Geralmente é dada
em STC e equivale a soma das potências (STC)
de todos os módulos.
• Geralmente é um valor recomendado porque
não existe um limite para esse valor, uma vez
que o inversor é capaz de limitar a potência
convertida. Mas evita que sejam colocados
módulos em excesso, que não aumentarão
significativamente a energia gerada pelo
arranjo.
Características dos inversores
• Potência máxima fotovoltaica
recomendada
• Esta informação ajuda o projetista a entender
qual a quantidade máxima de módulos que
ele deve ligar ao inversor. Geralmente é dada
em STC e equivale a soma das potências (STC)
de todos os módulos.
• Geralmente é um valor recomendado porque
não existe um limite para esse valor, uma vez
que o inversor é capaz de limitar a potência
convertida. Mas evita que sejam colocados
módulos em excesso, que não aumentarão
significativamente a energia gerada pelo
arranjo.
Características dos inversores
• Potência máxima fotovoltaica
recomendada
• Esta informação ajuda o projetista a entender
qual a quantidade máxima de módulos que
ele deve ligar ao inversor. Geralmente é dada
em STC e equivale a soma das potências (STC)
de todos os módulos.
• Geralmente é um valor recomendado porque
não existe um limite para esse valor, uma vez
que o inversor é capaz de limitar a potência
convertida. Mas evita que sejam colocados
módulos em excesso, que não aumentarão
significativamente a energia gerada pelo
arranjo.
Características dos inversores
• Potência máxima fotovoltaica recomendada

• Esta informação ajuda o projetista a entender qual a quantidade máxima de módulos que ele
deve ligar ao inversor. Geralmente é dada em STC e equivale a soma das potências (STC) de
todos os módulos.
• Geralmente é um valor recomendado porque não existe um limite para esse valor, uma vez que
o inversor é capaz de limitar a potência convertida. Mas evita que sejam colocados módulos em
excesso, que não aumentarão significativamente a energia gerada pelo arranjo.
Características dos inversores
• Máxima tensão CC
• Indica a maior tensão que pode ser
conectada ao inversor.
• Geralmente essa tensão é a de circuito
aberto dos módulos fotovoltaicos em STC,
para garantir maior segurança.
• Esta informação é importante para
determinação da quantidade máxima de
módulos que deve ser conectada em uma
mesma string e ao inversor.
• Esse é um valor crítico que, se ultrapassado,
pode causa danos ao inversor.
Características dos inversores
• Faixa de tensão MPPT / Nominal
• Em português, a sigla MPPT significa
Rastreador do ponto de máxima potência.
• O MPPT é um circuito eletrônico do inversor
que “força” as strings ligadas as suas
entradas a operar em seu ponto de máxima
potência da curva IV.
• Todos os inversores possuem esse sistema,
pois ele garante melhor eficiência na
geração de energia.
• Em muitos inversores existe uma faixa de
tensão de entrada em que ele funciona, e
ela pode não atingir o valor máximo
permitido para a entrada CC.
Características dos inversores
• Faixa de tensão MPPT / Nominal
• Neste exemplo, o MPPT opera em toda a
faixa de tensões que o inversor funciona,
mas isso nem sempre é verdade, com pode
ser verificado no exemplo a seguir.
Características dos inversores
• Faixa de tensão MPPT / Nominal
• Já neste exemplo o inversor possui um limite para
tensão de entrada de 800 V, mas seu MPPT só
funciona até 650V. Isso significa que, se o limite de
800V for explorado no dimensionamento, haverá
momentos do dia em que os módulos podem não
operar na potência máxima.
• Isso não é um grande problema, mas quando for
possível, pode ser uma boa ideia, limitar o
“tamanho” das strings à tensão máxima na qual o
MPPT funciona, nesse caso, 650 V.
Características dos inversores
• Faixa de tensão MPPT / Nominal
• Valores de “tensão nominal MPPT”, “Faixa MPPT em
carga plena” e afins, identificam tensões ou faixas de
tensões na qual o MPPT atinge seu rendimento
máximo. Geralmente esses valores não são levados
em consideração no dimensionamento, pois podem
limitar o tamanho das strings e não representam
grande ganho de eficiência.
Características dos inversores
• Corrente máxima de entrada
• Indica a maior corrente que pode ser injetada no
inversor pelas séries fotovoltaicas.
• Essa corrente (do inversor) deve ser maior que a
corrente de máxima potência (Imp) dos módulos
fotovoltaicos utilizados no arranjo.
• Se a Imp do módulo for superior a corrente de
entrada máxima do inversor, não há risco de
defeito, pois o inversor é capaz de limitar esta
corrente, mas a geração de energia dos módulos
será limitada ao limite de corrente do inversor.
Características dos inversores
• Nº de MPPT/strings por MPPT
• Geralmente os inversores possuem mais de
uma entrada por MPPT, ou seja
internamente é como se estas entradas
trabalhassem em paralelo.
• Nesse caso o inversor conta com 2 MPPT’s e
cada um recebe uma string (ou seja, uma
entrada de string por MPPT).
Características dos inversores
• Nº de MPPT/strings por MPPT
• Já neste exemplo há 2 MPPTs e cada um tem 3
entradas, totalizando 6 entradas .
• Ou seja, 6 strings podem ser conectadas a
este inversor.
• Neste caso, é importante verificar a corrente
máxima de entrada, pois seu valor,
tipicamente indica a corrente máxima do
MPPT, ou seja se for utilizada mais de uma
entrada de um mesmo MPPT, a corrente
máxima por entrada será a do MPPT dividida
pela quantidade de entradas.
Características dos inversores
• Nº de MPPT/strings por MPPT
• Por exemplo, neste inversor a corrente
máxima de entrada é de 37,5 A por MPPT, ou
seja, se um arranjo foi dividido em 4 strings
(duas por MPPT), a corrente máxima de cada
uma poderá ser de até 37,5/2 = 18,75 A.
• Já se forem utilizadas as 6 entradas (3 por
MPPT), a corrente máxima por entrada seria
de 37,5/3 = 12,5 A.
Características dos inversores
• Nº de MPPT/strings por MPPT
• Outro aspecto que merece destaque é que
quando há mais de uma entrada por MPPT, as
strings conectadas a ele operarão em paralelo
e ele as verá com uma única fonte de energia,
assim, determinando um ponto de operação
em que o conjunto apresente a maior potência
possível.
• Por isso, é importante que estas strings sejam
o mais parecidas possível, tanto em
modelo/quantidade de módulos e irradiância
solar recebida, caso contrário elas podem
operar distantes do ponto de maior potência
individual de cada uma.
Características dos inversores
• Potência nominal de saída
• Indica qual a potência máxima que o inversor
pode apresentar na saída em corrente alternada;
• Geralmente essa é a potência real do inversor, e a
informação mais importante quando se busca um
inversor para comprar.
• A potência aparente indica a maior relação VxI de
saída que o inversor pode apresentar. Isso está
relacionado com o fator de potência do inversor,
que em muitos casos, pode ser ajustado, mas isso
não será abordado nesta disciplina.
Características dos inversores
• Potência nominal de saída
• Indica qual a potência máxima que o inversor
pode apresentar na saída em corrente alternada;
• Geralmente essa é a potência real do inversor, e a
informação mais importante quando se busca um
inversor para comprar.
• A potência aparente indica a maior relação VxI de
saída que o inversor pode apresentar. Isso está
relacionado com o fator de potência do inversor,
que em muitos casos, pode ser ajustado, mas isso
não será abordado nesta disciplina.
Características dos inversores
• Potência nominal de saída
• Indica qual a potência máxima que o inversor
pode apresentar na saída em corrente alternada;
• Geralmente essa é a potência real do inversor, e a
informação mais importante quando se busca um
inversor para comprar.
• A potência aparente indica a maior relação VxI de
saída que o inversor pode apresentar. Isso está
relacionado com o fator de potência do inversor,
que em muitos casos, pode ser ajustado, mas isso
não será abordado nesta disciplina.
Características dos inversores
• Corrente máxima de saída
• Indica qual a corrente máxima CA que o inversor
pode injetar na rede.
• Esse valor é importante para especificação dos
condutores que conectam o inversor a rede.
Características dos inversores
• Tensão nominal de saída
• Indica qual a tensão da rede que esse inversor
pode ser conectado. Nesse caso o indicado é
230V, mas o inversor permite um faixa de 160 a
300V.

• Frequência da rede
• Indica a frequência da rede que o inversor deve
ser conectado. No Brasil esse valor deve ser
sempre 60 Hz.
Características dos inversores
• Eficiência máxima
• Indica que esse inversor apresenta a perda mínima de
1,6% da energia convertida.

• Eficiência europeia
• Indica que, em média, ao longo de um dia, esse
inversor apresenta a perda média de 2,5% da energia
convertida.

• Eficiência MPPT
• Indica o sistema MPPT desse inversor garante que os módulos operarão com
pelo menos 99,9% da potência máxima.
Características dos inversores
• Dispositivos de proteção
• Indica os tipos de proteção elétrica que o inversor
possui. Nesse caso:
• Proteção contra conexão CC com polaridade
invertida.
• Proteção contra tensão CC maior que a máxima
permitida.
• Proteção contra corrente de saída CA maior que a
máxima permitida.
• Proteção contra tensão de saída (rede) superior à
máxima suportada.
• Proteção contra fugas de corrente, que podem
indicar choques elétricos ou partes metálicas
energizadas.
Características dos inversores
• Dispositivos de proteção
Características dos inversores
• Dados gerais
• Indica características físicas do inversor e o tipo de
ambiente apropriado para ele.
• Altitude: esse inversor só pode operar em
altitudes inferiores a 4000m, sob o risco de
sobreaquecer.
• Grau de proteção: IP65 -> totalmente protegido
contra poeira e contra jatos de água (teoricamente
pode ficar sob chuva).
• Resfriamento natural: esse inversor não conta com
sistema de refrigeração própria, então depende de
trocar calor com o ambiente. Deve-se ler o manual
para instalar corretamente.
Características dos inversores
• Dados gerais
Características dos inversores
• Conexões
• Indica os tipos de conexões disponíveis no inversor
• CC: as strings são conectadas por conectores MC4.
• CA: o inversor acompanha um conector próprio
para conexão CA.
• Interface: esse inversor conta com duas formas de
comunicação (rede), RS485/USB. Esse recurso é
necessário para que os dados de geração sejam
enviados para a internet e seja acessados pelo
usuário.
Dimensionamento de um inversor on grid
• Potência
• A maioria dos datasheets de inversores apresenta a potência máxima CC
recomendada em STC. Esse é o caso do inversor que analisaremos aqui, que
suporta até 7 kW (STC). Se utilizarmos módulos modelo CS6U 325P da
Canadian solar, poderemos conectar a ele:

• 𝑞𝑛𝑡 ó = → = 21,5 → 21 𝑚ó𝑑𝑢𝑙𝑜𝑠


( )
Dimensionamento de um inversor on grid
• Tensão máxima de entrada
• A tensão máxima de entrada limita a quantidade máxima de módulos que podem ser
conectados em série. Esse valor também deve levar em consideração a tensão máxima
permitida pelo fabricante dos módulos.
• Tensão máxima fabricante módulo: 1000V
• Tensão máxima entrada inversor módulo: 550 V
• Nesse caso a tensão máxima permitida será 550V. Agora podemos calcular a quantidade
máxima de módulos em série considerando a tensão de circuito aberto STC dos módulos,
que é de: 45,5 V

• 𝑞𝑢𝑛𝑡 ó = → = 12 𝑚ó𝑑𝑢𝑙𝑜𝑠
,
Dimensionamento de um inversor on grid
• Configuração do arranjo fotovoltaico
• Precisamos definir como distribuiremos os 21 módulos do arranjo. Essa questão deve levar
em consideração a quantidade de entradas para strings, a tensão máxima e mínima do
inversor.
• Tensão máxima: 550V (12 módulos)
• Mínima: 60V (2 módulos)
• Nº de entradas: 2
• Portanto, nesse caso podemos ter até duas strings entre 2 e 12 módulos.
• Como são 21 no total, podemos dividi-los, por exemplo, em uma string de 11 e outra de 10
módulos.
• Também é possível conectar as strings em paralelo e utilizar apenas uma entrada, mas
isso não faria sentido. É sempre melhor utilizar entradas individuais de strings ao invés
de conecta-las em paralelo.
Dimensionamento de um inversor on grid
• Corrente por entrada do inversor
• A corrente de entrada do inversor também deve ser compatível com o tipo de arranjo
escolhido. Como não há strings em paralelo, a corrente máxima de entrada possível será a
corrente máxima que o módulo pode gerar.

• Assim, é comum utilizar como referência a corrente de máxima potência (Imp) (STC).
• Corrente de máxima potência (STC) do módulo: 8,78 A
• Corrente máxima de entrada do inversor: 13,5 A
Dimensionamento de um inversor on grid
• Exemplo
• Dimensionar os inversores para os 3 arranjos fotovoltaicos do campus:

Dados 1 - Módulo CS6U 325P 2 - JAM72S30-535-MR


Voc (STC) 45,5 V 49,45 V

Isc (STC) 9,36 A 13,86 A


Vmax 1000 V 1500 V
Potência (STC) 325 W 535 W
Quantidade 60 módulos 69 módulos

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