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Fichamentos

O documento discute a importância de considerar contextos sociais e políticas públicas para melhorar o ensino da leitura e da língua portuguesa nas escolas. Destaca a necessidade de uma abordagem crítica e interdisciplinar que articule leitura, literatura e análise linguística, visando formar cidadãos autônomos e críticos. Além disso, enfatiza a relevância de projetos didáticos que promovam a integração de conteúdos e desenvolvam habilidades comunicativas nos alunos.
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Fichamentos

O documento discute a importância de considerar contextos sociais e políticas públicas para melhorar o ensino da leitura e da língua portuguesa nas escolas. Destaca a necessidade de uma abordagem crítica e interdisciplinar que articule leitura, literatura e análise linguística, visando formar cidadãos autônomos e críticos. Além disso, enfatiza a relevância de projetos didáticos que promovam a integração de conteúdos e desenvolvam habilidades comunicativas nos alunos.
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Universidade Federal do Amazonas ​

Disciplina: Prática Curricular III​


Discente: Gabrielly dos Santos de Oliveira

FICHAMENTO 1 ​
Leitura, Literatura e ensino, de Luiz Carlos MARTINS DE SOUZA

“Sem pensarmos as condições, conjunturas e contextos sociais, é fantasioso falar


de projetos para se desenvolver técnicas de leitura na escola.” (pg 77)

Pensar em políticas públicas para educação, envolve muitos contextos para ser visto e
considerado, tal como o investimento em infraestrutura escolar, a valorização dos
professores e o acesso a recursos pedagógicos são elementos que influenciam
diretamente a qualidade do ensino da leitura.

“ O problema não é apenas subjetivo, de se gostar ou não gostar de ler, mas como
se promove, ou não, o que se lê em nossa sociedade, que fatores provocam isso e
quais suas implicações.” (pg 79)”

O Aumento da desigualdade contribui para o empobrecimento e fragilização da memória


cultural, culminando em uma menor capacidade de inovação e desenvolvimento social.
Os valores culturais atribuídos à leitura são inferiores ao valor atribuído a outras formas
de expressão social, consequentemente gera o desinteresse em massa.

“É preciso que a sociedade se mobilize para ter acesso a tratamentos de saúde


física e mental que ofereça suporte para crianças, adolescentes e adultos com
dificuldades de leitura: psicólogos, psicanalistas, neurologistas, psiquiatras, dentre
outros profissionais, podem ajudar nisso.” (pg 80)

A dificuldade pela leitura ou desinteresse em massa, não pode ser ignorada. É necessário
que todos os cidadãos reconheçam a potencialidade da prática para o próprio
desenvolvimento individual e coletivo, reivindicando das autoridades competentes
mecanismos de suporte para promover e incentivar a prática leitora.

“Não existe ser humano que goste de ler sem que esteja inserido num grupo social
que estimule a leitura ou se identifique subjetivamente com o desejo de ler” (pg 81)

Os fatores socioeconômicos também estão diretamente ligados com o hábito de leitura,


pois, a discrepância entre um aluno que possui estrutura familiar e financeira bem
amparada, onde há incentivo e influência à prática leitora, pode ter um desempenho e
experiência totalmente diferente daqueles estudantes que não possuem o mesmo
amparo.
“O ensino da gramática, da língua, do que pode e deve ser dito ou escrito, entra na
prática e no processo de fruição e imitação de textos e na reescrita, revisão,
refacção e reelaboração dos textos necessários a serem produzidos para que o
evento aconteça” (pg 85)

O ensino da língua portuguesa à luz na BNCC ultrapassa a transmissão das regras


gramaticais e ortográficas, pois é direcionado a forjar alunos com capacidade crítica e a
compreender as diferentes manifestações de língua. A fruição de textos multissemióticos
e multimodais auxiliam nesta jornada, abrindo a visão do aluno para que ele seja
responsável e autônomo no percurso.

“Se você é professor de língua portuguesa, sua obrigação é com o avanço da


sociedade e não com gente ou instituições retrógradas que determinam outros
conteúdos prioritários e ultrapassados para sua atividade.” (pg 87)

A responsabilidade de um professor, em especial o de língua portuguesa, está em formar


cidadãos críticos. Isso implica na auto responsabilidade da formação acadêmica que deve
sempre está alinhada ao novo, sendo capaz de mediar o conhecimento de forma
produtiva
FICHAMENTO 2​
Análise linguística no ensino médio: um novo olhar, um outro objeto, de Márcia Mendonça

“ (...) Nas últimas décadas entretanto, vem se afirmando um movimento de revisão


crítica dessa prática, ou seja , vem-se questionando a validade desse modelo de
ensino” (p 196)

O ensino de língua portuguesa neste texto é abordado de uma forma reflexiva quanto a
sua intencionalidade e metodologia. Considerando a produtividade do aprendizado
estrutural da língua e as necessidades comunicativas. A autora conduz a reflexão da
importância metodológica para as aulas de português a partir daquilo que realmente
importa: Formar cidadãos capazes de utilizar a comunicação escrita de forma assertiva, e
não decorar regra gramaticais

“ O fluxo natural de aprendizagem é: da competência discursiva para a


competência textual até a competência gramatical” (p 200)

Nesse momento da discussão a autora destaca através do exemplo biológico, em que o


indivíduo aprende primeiro a fala e depois a prática escrita e não o caminho inverso,
salientando a importância da comunicação como necessidade, desta forma referindo a
importância da produção de sentido para o aluno durante as aulas de português

“ A escola não tem de formar gramáticos e linguistas descritivistas, e sim pessoas


capazes de agir verbalmente de modo autônomo, seguro e eficaz, tendo em vista os
propósitos das múltiplas situações de interação em que estejam engajadas” (p 201)

O senso errôneo construído através do tempo, em que a finalidade das aulas de


portugues servem para o domínio descritivo do idioma, fez com que grande parte da
população que passou pelo ensino básico, principalmente nas escolas públicas, nunca
aprendesse de fato a língua, desta forma questiona-se a forma de ensino e o propósito
real de ensiná-la

“não se exclui aqui a necessidade de sistematização na AL, já que, especialmente


nessa etapa da escolarização, não há mais motivo para tratar os fenômenos
normativos, sistêmicos, textuais e discursivos de forma intuitiva” (p. 204)

A AL é uma proposta diferente de ensinar a gramática pelas regras, pois não deve ser
uma atividade isolada, mas sim estar intrinsecamente ligada às práticas de leitura e
produção de textos. Ao analisar textos autênticos, os alunos podem observar como os
recursos linguísticos são utilizados para construir significados e alcançar diferentes
efeitos.

“Essa outra perspectiva, porém, não põe em dúvida a necessidade de refletir sobre
a linguagem, atividade que praticamos dentro e fora da escola, ao longo de toda
nossa vida” (p 205)

A autora enfatiza que a língua não é um conjunto de regras estáticas, mas sim um
sistema em constante transformação, moldado pelas práticas sociais e comunicativas.
Logo, é necessário considerar o uso e a circulação da linguagem em todos os contextos
sociais a fim de integrar as noções gramaticais às práticas discursivas presentes nela.

“ Percebe-se a instalação de um conflito de identidades docentes: a assumida


publicamente, como professor que trabalha “tudo a partir do texto”, com a
gramática contextualizada” (...)” (p 221)

Há por parte de alguns professores certa resistência em abandonar o ensino gramatical,


isso pode ser atribuído aos processos seletivos de universidades que continuam
cobrando dos alunos o conhecimento das normas. Embora o problema não seja
exatamente este, e sim a forma que é abordado, levando os alunos ao ponto que tenta-se
evitar: o ensino engessado das normas.

“Por isso, a AL deve ser complementar às práticas de leitura e produção de texto,


uma vez que possibilitaria a reflexão consciente sobre o fenômenos
textual-discursivos que perpassam os usos linguísticos nos momentos de ler/
escutar ou de produzir textos” ( 222)

A análise linguística visa desenvolver a capacidade de reflexão dos estudantes a partir da


leitura e produção textual, para além do ensino tradicional da língua assim considerando
o seu funcionamento e variação a partir de contextos reais de uso.
FICHAMENTO 3​
O projeto didático: forma de articulação entre leitura, literatura, produção de texto e análise
linguística, de Lívia Suassuna et alii​

“Na medida em que a escola concebe o ensino da língua como simples sistemas
de normas, conjunto de regras gramaticais, visando a produção correta do
enunciado comunicativo culto, lança mão de uma concepção de linguagem como
máscara do pensamento que é preciso moldar, domar, para, policiando-a,
dominá-la, fugindo ao risco permanente de subversão criativa, ao risco do predicar
como ato de invenção de liberdade.” (p. 228)

O texto aborda questões fundamentais sobre o ensino de língua portuguesa e práticas


pedagógicas, tecendo uma crítica para repensar o papel da escola quanto à formação de
alunos que não sejam apenas proficientes nas normas da língua. Neste fragmento, os
autores reforçam que quando uma escola se detém no ensino tradicionalista e gramatical,
inibe as possibilidades de formação crítica e criativa dos estudantes, sufocando a
capacidade autônoma de utilizar a linguagem de forma livre.

“ O divórcio entre língua e literatura, além de, por si só corresponder a uma


aberração, por inconsequente em relação à natureza delas mesmas, é, no mínimo,
um desserviço a todos, pois a língua sempre reinventada na literatura, que, ao
mesmo tempo, a estabelece para um futuro” (p 228)

O ensino de literatura e gramática não devem ser vistos de formas díspares, pois quando
bem articulados promovem um desenvolvimento significativo para os estudantes. É
imprescindível que professores utilizem mecanismos para promover essa articulação de
forma eficaz.

“ a norma culta ensinada na escola, representa apenas uma das possibilidades


entre outras do seu uso (...) essa diversidade tem a ver evidentemente, com as
circunstâncias concretas em que a linguagem é produzida, bem como os falantes
como sujeitos individuais/sociais” (p 229)

A norma culta é uma das possibilidades da linguagem, embora as regras gramaticais se


unam em um acordo a fim de trazer coerência e sistematização da fala, o que é muito
importante e necessário, mas deter o ensino apenas nestas regras é limitar a
potencialidade da linguagem consequentemente dos estudantes.

“ A vantagem dos projetos estaria essencialmente na possibilidade que apresentam


de tratar os conteúdos de modo articulado, aspecto esse de grande importância
quando se trata da linguagem, como já foi visto” (p 231)

O projeto didático é vantajoso por inúmeros aspectos, tanto para o professor quanto para
os estudantes. Pois estimula o desenvolvimento de habilidades e promove a
interdisciplinaridade, tudo através do protagonismo e autonomia dos alunos.
“ A função do projeto seria favorecer a criação de estratégias de organização dos
conhecimentos escolares (...) ( p 233)

Produzir um projeto didático é pensar de forma tática nas habilidades que se espera que
os estudantes desenvolvam, através do diagnóstico da turma selecionada.

“ Numa perspectiva sociointeracionista de ensino-aprendizagem, acreditamos ser o


projeto didático/temático uma estratégia norteadora de práticas pedagógicas para
um ensino de língua mais condizente com dinâmica social, visando ampliar a
competência discursiva e a promover a inserção social dos educandos” (p 234)

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