Ped 1
Ped 1
H E L E N A S C H E T I N G E R
I M U N I Z AÇ Õ E S
PEDIATRIA Prof. Helena Schetinger | Imunizações 2
APRESENTAÇÃO:
PROF. HELENA
SCHETINGER
Olá, Futuro Residente! Neste capítulo, vamos entrar em
uma área que eu, particularmente, gosto muito, Imunizações!
Imunizar é prevenir, é cumprir o juramento que fizemos
de cuidar das pessoas, mas antes mesmo que elas adoeçam! E é
por isso que este tema é tão interessante e tão importante para
sua vida profissional.
Além disso, é um assunto que os examinadores adoram
e que pode estar presente em qualquer área da sua prova, da
Pediatria até a Cirurgia. Responder corretamente a uma questão
sobre esse assunto pode fazer a diferença para sua aprovação.
Aqui, no Estratégia Med, montamos os capítulos baseados
em engenharia reversa. Isto é, respondemos às questões de
provas e transferimos para você o conhecimento necessário para
resolvê-las, salientando os pontos mais importantes e essenciais
para alcançar o sucesso no seu objetivo.
Neste capítulo, quero que conheça os conceitos
gerais de imunizações, os calendários vacinais e cada vacina
individualmente. Então, venha comigo explorar esse maravilhoso
mundo da prevenção.
@estrategiamed @estrategiamed
Estratégia
MED
t.me/estrategiamed /estrategiamed
PEDIATRIA Imunizações Estratégia
MED
SUMÁRIO
1.0 HISTÓRICO 7
1.1 PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES (PNI) 7
2.0 CONCEITOS 8
2.1 IMUNIZAÇÃO PASSIVA 8
3.0 AS VACINAS 9
3.1 VACINAS VIVAS ATENUADAS 10
3.6 COADMINISTRAÇÃO 13
5.0 ATUALIZAÇÕES 39
6.0 BCG 41
6.1 EVOLUÇÃO DA LESÃO 41
6.2 PREVENÇÃO 43
6.3 IDADE 43
6.4 REVACINAÇÃO 43
6.5 CONTRAINDICAÇÕES 44
7.0 HEPATITE B 48
7.1 PREVENÇÃO 48
7.2 IDADE 48
9.2 IDADE 61
10.3 IDADE 63
11.2 IDADE 66
13.2 MENINGOCÓCICA C 72
13.4 MENINGOCÓCICA B 72
14.2 IDADE 74
16.2 IDADE 82
17.2 IDADE 83
18.2 IDADE 84
19.0 PALIVIZUMABE 86
19.1 PREVENÇÃO 86
19.2 INDICAÇÕES 87
20.2 INDICAÇÕES 88
CAPÍTULO
1.0 HISTÓRICO
A história das imunizações inicia na China, no século 17, vacina.
uma época em que muitos indivíduos morriam por uma doença No Brasil, a vacina contra a varíola chegou em 1804, trazida
chamada varíola, porém a técnica utilizada era diferente da atual. pela corte portuguesa, porém encontrou oposição da população,
Eles raspavam as crostas das lesões da varíola, reduziam ela a pó que acreditava que ela poderia transmitir doenças das vacas, bem
e assopravam nas narinas do paciente. Esse e outros métodos, como, resistência do clero, que a considerava um “invento do
como enxertos de líquidos extraídos em feridas, eram utilizados Satã”. Os próprios médicos brasileiros desconfiavam da vacina, pois
no Oriente para prevenção, era a chamada “variolização”. Em muitos dos imunizados ainda desenvolviam a doença. Em 1891,
meados de 1716, a doença infectou a esposa do embaixador inglês a vacina contra varíola tornou-se obrigatória no Estado de São
em Istambul, Lady Mary Montagu, que, após se recuperar com Paulo e, posteriormente, em outros estados e provocou debates
sequelas, teve conhecimento do método e começou a explorá-lo. acirrados sobre a intervenção do Estado na liberdade individual. Em
Em 1798, Edward Jenner publicou um trabalho chamado “Variolae 1904, estoura a conhecida “Revolta da Vacina” no Rio de Janeiro,
Vaccinae”, em que ele observou que camponeses que tinham momento em que a população levantou-se contra a obrigatoriedade
contato com vacas infectadas por varíola bovina desenvolviam da imunização, que culminou em revogação da lei, prisão e exílio
uma forma branda da varíola humana ou até mesmo permaneciam dos líderes do movimento.
saudáveis após a exposição à doença. A palavra vacina surge nesse Nas décadas seguintes, intensificou-se o debate sobre saúde
momento, derivada da palavra “vaca”. Apenas em 1870, Louis pública. Em 1953, a saúde ganha um Ministério próprio e, em 1973,
Pasteur e Robert Koch estabelecem a relação entre patógenos e é criado o Programa Nacional de Imunizações (PNI).
doença e, em homenagem a Jenner, determinam que qualquer Como resultado de um esforço global, a varíola foi
preparado de patógenos para imunização deve ser chamado de considerada erradicada do mundo em 1980.
Criado em 18 de setembro de 1973, é referência mundial em contar as vacinas para públicos e situações especiais. Ao longo
imunizações e tem como princípio a vacinação gratuita para toda dos anos, obteve-se êxito em diminuir a incidência de doenças
população, de acordo com os calendários: infantil, do adolescente, que antigamente elevavam a morbimortalidade da população
adulto, idoso, gestantes e indígenas. brasileira, porém a baixa cobertura vacinal para algumas delas e
Fazendo um parênteses aqui, meu caro aluno, esse conceito o aumento do número de pessoas “antivacinas” trouxe de volta o
de vacinação gratuita para toda população esbarra no custo dessa risco de padecermos, novamente, de doenças antes controladas,
ação. Seria inviável financeiramente ofertar tudo a todos. Pensando como aconteceu com o sarampo, o que você deve ter visto em
nisso, os calendários foram criados baseados em epidemiologia das notícias recentes.
doenças, vacinando os mais afetados nas idades de maior risco. Agora, vamos explorar alguns conceitos sobre vacinas que
Mesmo assim, hoje, pelo Programa, são ofertadas 21 você precisa saber.
vacinas de rotina, que protegem contra 20 doenças, isso sem
CAPÍTULO
2.0 CONCEITOS
Imunizar é definido no dicionário como “tornar ou ficar imune a determinado agente patogênico, a uma doença infecciosa”. Ou seja, é
o ato de proteger-se de determinada patologia. E como isso funciona? Há dois tipos de imunização, vamos conhecê-los.
As principais indicações desse grupo são prover imunidade em situações que necessitam de proteção imediata e resguardar indivíduos
imunodeprimidos, ou que não conseguem produzir seus próprios anticorpos, os imunodeficientes.
Darei um exemplo: em uma enfermaria pediátrica oncológica, temos um paciente X, não vacinado contra varicela, em tratamento
corticoterápico em dose imunossupressora e, no leito ao lado, um paciente Y que iniciou com lesões de varicela. A chance de o paciente X
infectar-se é muito grande e, por ser imunossuprimido, a chance de ocorrerem complicações também é. Então, precisamos de uma proteção
imediata. Ela será feita com imunoglobulina antivaricela. Simples, certo?
A Imunização Ativa ocorre quando há um estímulo para produção de anticorpos próprios, através dos antígenos. Antígenos são
substâncias estranhas ao corpo, que estimulam uma resposta imune.
Ela pode ocorrer de forma natural, pela exposição à doença, ou artificial, por meio das vacinas.
Vantagem: produz memória imunológica.
Desvantagem: os anticorpos demoram de 10 a 14 dias para serem produzidos, então, a proteção não é imediata.
Vamos explorar mais esse tópico!
CAPÍTULO
3.0 AS VACINAS
As vacinas são micro-organismos inteiros, ou parte deles, injetados no corpo para prevenção de doenças infecciosas.
Apesar de a maioria induzir uma boa proteção contra infecções, a resposta imune dos indivíduos é geneticamente
determinada, portanto as respostas às vacinas não são iguais. Isso explica por que temos reações adversas diferentes entre
os indivíduos e afirmamos que nenhuma vacina tem 100% de eficácia.
LEMBRE-SE
Infelizmente, nenhuma vacina protege 100%, mas elas podem diminuir a gravidade da doença, fazendo com
que o indivíduo afetado tenha uma forma branda de infecção.
Antes de nos aprofundarmos, vamos dar uma olhada no que foi mais frequente sobre vacinas em geral nos últimos anos?
Contraindicações 39
Classificação 9
Eventos adversos 6
Coadministração com
5
imunobiológicos
Imunidade de rebanho 4
Cobertura vacinal 2
0 5 10 15 20 25 30 35 40
Prof. Helena Schetinger | Curso Extensivo | 2024 9
PEDIATRIA Imunizações Estratégia
MED
São vacinas que contém o patógeno, entretanto, de uma Essa imitação do ciclo faz com que elas tenham como
forma enfraquecida, em que eles perderam a capacidade de vantagem proporcionar uma imunidade mais duradoura que as
produzir a doença nos imunocompetentes. inativadas, além de necessitarem de um número menor de doses
São elas: BCG, Rotavírus, Pólio Oral, Tríplice Viral, Tetra Viral, para criar proteção efetiva.
Varicela Isolada, Dengue e Herpes-zóster (Zostavax ™). Como desvantagem, são perigosas para imunodeprimidos,
Elas imitam o ciclo da doença, produzindo uma espécie de imunodeficientes e gestantes, pois mesmo um agente enfraquecido
infecção branda. É como se você ficasse doente, mas de uma forma pode causar doença nesses grupos.
leve. A partir daí, você cria anticorpos próprios contra a doença e A maioria delas é de aplicação subcutânea. (Se ligue nesse
fica protegido em futuros contatos com o patógeno. dado! Algumas questões pedem a via de administração das vacinas!)
As Vacinas Inativadas não contêm o patógeno vivo, portanto não têm capacidade de produzir a doença e não imitam o ciclo de infecção.
São elas: Tríplice e Dupla Bacteriana, Meningocócicas, Pneumocócicas, Hepatites A e B, Haemophilus influenzae tipo B, Pólio Inativada,
HPV, Influenza, Raiva e Herpes-zóster (Shingrix™).
Veja nesta Tabela como podem ser compostas:
Exatamente por não conterem o patógeno, elas têm como tétano são aplicadas cinco vezes em crianças menores de dois anos
vantagem serem seguras para imunodeprimidos, imunodeficientes e reforçadas a cada 10 anos. Já a vacina viva contra tuberculose é
e gestantes. Como desvantagens, a imunidade gerada pode ser aplicada em dose única ao nascer e não necessita de reforço ao
mais curta, necessitando de doses de reforço e precisarem de um longo da vida.
número maior de doses para produzir a imunidade ideal. A maioria delas são aplicadas intramuscular. Não se esqueça
Vamos exemplificar: as vacinas inativadas contra difteria e disso!
O quadro abaixo traz a distribuição das vacinas virais e bacterianas entre os grupos.
Rotavírus
Febre amarela Hepatites A e B
Sarampo HPV
Caxumba Pólio inativada
Virais Rubéola Raiva
Varicela Influenza
Pólio oral Coronavírus
Dengue Herpes-zóster (Shingrix™)
Herpes-zóster (Zostavax™)
Para lembrar sem decorar, a maioria das bacterianas são inativadas, a exceção é a BCG. Já a maioria das virais são vivas atenuadas, as
exceções são as hepatites, HPV, pólio inativada, vacinas contra coronavírus, raiva e influenza.
Fonte:Shutterstock
CAI NA PROVA
(SES PE 2024) A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova vacina contra a Dengue, e esta promove prevenção contra
qualquer um dos quatro sorotipos do vírus. O calendário vacinal da Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o seu uso. Esta vacina é
composta pela plataforma de vacinas de vírus vivos atenuados, e sua aplicação foi autorizada em crianças a partir dos 4 anos de idade. Dentre
as vacinas abaixo, assinale a alternativa que indica aquela que diverge, em relação à sua plataforma, da vacina contra a Dengue.
A) Varicela
B) Hepatite A
C) Febre amarela
D) SCR — tríplice viral
E) Rotavírus humano Pentavalente
COMENTÁRIOS
Correta a alternativa B.
O examinador começa falando da vacina da dengue, que é uma vacina viva atenuada, certo? E ele quer saber qual diverge dela, ou
seja, qual seria inativada. Sabemos que as inativadas são a maioria das bacterianas e as "Hoje CORri PORAÍ", portanto, das indicadas nas
alternativas, a hepatite A é uma vacina inativada. As demais, são vivas.
(HMASP 2023) Entre as opções abaixo, encontram-se vacinas de vírus vivo atenuado, EXCETO:
A) tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola).
B) varicela.
C) poliomielite oral (VOP).
D) hepatite A.
E) febre amarela.
COMENTÁRIOS
Entre as vacinas virais, apenas as "Hoje CORri PORAÍ" são inativadas: pólio inativada, raiva, influenza, hepatites A e B, HPV, coronavírus.
As demais são vivas atenuadas.
Correta a alternativa D.
Já, a resposta imune celular, composta pelos linfócitos T CD4 e CD8 é mais eficaz e
específica, porém ela responde apenas a peptídeos, como nas vacinas vivas atenuadas.
As bactérias das vacinas inativadas são compostas por cápsulas polissacarídeas,
então, para que consiga estimular essa resposta, é necessário conjugá-la a uma proteína.
As duas respostas formam células de memória que, em um segundo momento, se o
micro-organismo entrar em contato novamente com o antígeno, é reconhecido de imediato
pelo sistema imune, ativando a produção de anticorpos pelos linfócitos mais rapidamente.
RESPOSTA HUMORAL → Inespecífica e pobre. Vacinas vivas e inativadas.
RESPOSTA CELULAR → Específica e rica. Vacinas vivas ou inativadas conjugadas a proteínas.
3.6 COADMINISTRAÇÃO
É seguro e eficaz coadministrar vacinas no mesmo dia. Vacinas inativadas, e inativadas e vivas, podem ser administradas no mesmo
dia ou com qualquer intervalo de tempo. Vacinas vivas, se não administradas no mesmo dia, precisam de 4 semanas de intervalo entre elas.
Há uma exceção e ela cai MUITO em prova! As vacinas que contém sarampo - tríplice ou tetra viral - com a febre amarela em crianças
menores de 2 anos, não podem ser administradas no mesmo dia. Deve ser respeitado um intervalo mínimo de 15 dias entre elas, 30 dias
idealmente. Estudos mostraram que há perda de imunogenicidade quando aplicadas juntas.
É para decorar!
Mas, você pode aproveitar essa associação, que fica fácil:
NÃO
Imagine duas pessoas mortas (inativadas). Então, pode fazer as vacinas no mesmo dia,
Elas podem brigar? com qualquer intervalo de tempo!
NEM
PENSAR
Uma pessoa morta (inativada) e uma viva Então, pode fazer as vacinas no mesmo dia,
podem brigar? com qualquer intervalo de tempo!
SIM
CAI NA PROVA
(PUC SOROCABA 2020) Lactente, 15 meses, comparece à Unidade Básica de Saúde para vacinação rotineira, com calendário atualizado até 12
meses. A mãe informa que o seu pai foi transferido para país da América do Sul que exige vacinação para febre amarela. Em 20 dias, viajarão
para lá, onde vão morar, em região que exige esta vacina. Das vacinas abaixo qual NÃO pode ser aplicada simultaneamente com a da febre
amarela?
A) Tetra viral.
B) Poliomielite.
C) Meningocócica C ou ACWY.
D) Tríplice bacteriana (DPT).
COMENTÁRIO
Lembre-se: estudos demonstraram que a vacina contra o sarampo, presente tanto na tríplice viral quanto na tetra viral, tem menor
imunogenicidade quando aplicada junto à vacina para febre amarela em pacientes menores de dois anos, então, não são administradas
simultaneamente.
Correta a alternativa A.
Os estudos mostraram que há perda de imunogenicidade quando administramos antitérmicos antes ou imediatamente após a
vacinação, portanto eles são CONTRAINDICADOS. A única exceção é a vacina meningocócica B, que está liberada para ser aplicada com o
antitérmico paracetamol.
CAI NA PROVA
(HC-USP 2024) Lactente de 45 dias de vida, previamente hígida, está em consulta de rotina na UBS. Não apresenta queixas e está em
aleitamento materno exclusivo. Recebeu BCG e Hepatite B ao nascimento. A mãe solicita ao médico prescrição de ibuprofeno, para que seja
administrado horas antes da filha receber as vacinas dos 2 meses, com o objetivo de evitar febre. Quanto à solicitação de medicação para
profilaxia de febre pré-administração das vacinas dos 2 meses, o médico deverá
COMENTÁRIO
Correta a alternativa D.
Lembre-se que a profilaxia antitérmica pré-aplicação das vacinas é contraindicada na maioria das vezes. A única exceção, a qual possui
estudo mostrando segurança dessa administração é a meningocócica B junto com o Paracetamol.
O esquema vacinal depende de cada vacina e é definido como é feita aos 2, 4 e 6 meses na primovacinação e aos 15 meses e 4
o número de doses que deve ser feito para atingir a imunidade anos como reforço.
ideal. Ele precisa ser comprovado, por meio da carteirinha, do Quando o esquema vacinal estiver incompleto, devemos
registro eletrônico ou pela cicatriz vacinal, no caso da BCG. Para sempre completá-lo com as doses que faltam. Não há necessidade
lembrar, decore a rima: "sem comprovação, revacinação". de reiniciar a vacinação para nenhuma vacina. Exemplo: se um
Pacientes vacinados com menos doses que o número ideal adulto aplicou duas doses da vacina da hepatite B na infância, deve
podem apresentar a doença ou uma forma branda dela. aplicar mais uma dose agora para completar o esquema de três
A PRIMOVACINAÇÃO é a primeira série de vacinas que a doses.
criança recebe no primeiro ano de vida e o REFORÇO é o que for Confira a frase utilizada pela Sociedade Brasileira de
dado após esse período. Por exemplo: a vacina contra coqueluche Imunizações que define muito bem o caso:
Como vimos, nenhuma vacina protege 100%, podem ocorrer falhas na própria vacina ou em quem recebe.
Falha Vacinal Primária: é a falha da própria vacina, por perda de imunogenicidade. Pode ser causada por contaminação, desvios de
temperatura ou problemas na fabricação.
Falha Vacinal Secundária: ocorre por problemas de imunidade do paciente, como em imunodeficiências primárias.
CAI NA PROVA
(USP 2022) Você trabalha como médico em uma Unidade de Saúde da Família e atende um paciente de 45 anos, lavrador, hígido, que foi
orientado a atualizar sua carteira vacinal pelo agente comunitário de saúde, mas recusou-se a fazê-lo. O paciente rejeitou a aplicação das
vacinas contra hepatite B e febre amarela, alegando que sua esposa e filhos são vacinados contra essas doenças e que, por isso, ele se sente
protegido contra elas.
Assinale, entre as alternativas abaixo, aquela que indica a melhor orientação a ser oferecida a esse paciente.
A) Explicar que a vacinação de sua família não confere a ele nenhuma proteção contra hepatite B nem contra febre amarela silvestre.
Recomendar a aplicação de ambas as vacinas.
B) Explicar que a vacinação de sua família não confere a ele nenhuma proteção contra hepatite B, mas sim contra a febre amarela silvestre.
Recomendar a aplicação da vacina contra hepatite B.
C) Explicar que a vacinação de sua família confere a ele, parcialmente, alguma proteção contra hepatite B e nenhuma contra febre amarela
silvestre. Recomendar a aplicação de ambas as vacinas.
D) Explicar que a vacinação de sua família confere a ele, parcialmente, alguma proteção contra hepatite B e parcialmente contra febre
amarela silvestre. Recomendar a aplicação de ambas as vacinas.
COMENTÁRIOS
Correta a alternativa C.
As vacinas devem ser mantidas na temperatura de +2°C a +8°C e devem ter suas temperaturas medidas no início e no final do dia em
refrigerador exclusivo (não misturar com alimentos).
O profissional presente na sala de vacinação deve estar atualizado e capacitado. Ele deve avaliar a carteirinha de todos os pacientes
para verificar se o calendário vacinal está completo.
Decore
CONTRAINDICAÇÕES Anafilaxia em dose anterior
ABSOLUTAS DAS VACINAS
Alergia grave a algum componente
CONTRAINDICAÇÃO
Doença febril aguda
PONTUAL
Muitas vezes, o examinador colocará uma das situações abaixo para que você se confunda, não caia nessa, Estrategista! Elas não
contraindicam a vacinação.
• Uso de corticosteroides: contraindicam vacinas vivas se utilizados em dose sistêmica imunossupressora. Corticoides inalatórios ou
tópicos não impedem a vacinação.
DOSE IMUNOSSUPRESSORA: > 2mg/kg/dia ou 20mg/dia de Prednisona ou equivalente por 14 dias ou mais
• Doenças agudas afebris: resfriados, gripes e diarreias não contraindicam a vacina se o paciente não estiver febril.
• Uso de antibiótico, desde que não esteja em vigência de febre.
• História familiar de alergias e crises convulsivas.
• Dermatites: apenas devemos cuidar para não aplicar a vacina em cima do rash cutâneo.
• Choro e febre persistentes pós-vacinação prévia.
• Desnutrição: os desnutridos mantêm sua capacidade imune e são mais suscetíveis a adoecer, portanto, devem obrigatoriamente
ser vacinados.
• Filhos de mães HIV positivo: a criança exposta ao HIV vertical deve ser vacinada com todas as vacinas do calendário até que se
prove laboratorialmente ou clinicamente a imunodepressão. Vacinas inativadas podem ser feitas independentemente do estado
imune do paciente.
CAI NA PROVA
(UFPB 2023) De acordo com o manual de normas de vacinação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a situação que constitui uma
contraindicação às vacinas de bactérias e vírus atenuados na infância é:
A) doença neurológica com sequelas.
B) antecedente familiar com histórico de convulsões.
C) impetigo.
D) desnutrição.
E) uso de 2 mg/kg/dia de prednisona durante os últimos 15 dias.
COMENTÁRIOS
Das situações acima, apenas a prednisona em dose imunossupressora contraindica a vacinação com agentes vivos.
Correta a alternativa E.
As reações adversas variam de acordo com cada indivíduo. A maioria das vacinas apresenta apenas reações leves:
Locais: dor no local da aplicação, edema, enduração, eritema.
Sistêmicas: febre, mal-estar, dor no corpo.
As reações graves são raras e serão vistas quando falarmos individualmente em cada vacina. É importante saber que qualquer reação
grave ou que ocorra em surtos, isso é, um número de reações maior que o esperado para aquela população ou óbitos pós-vacinais, devem
ser notificados ao sistema de vigilância epidemiológica em até 24 horas.
O Ministério da Saúde orienta a lactante a amamentar a criança imediatamente antes e durante a administração de
vacinas injetáveis, a fim de diminuir a dor. Se houver vacinas orais e injetáveis a serem administradas na mesma visita ao serviço
de saúde, deve-se administrar primeiramente a vacina oral e, posteriormente, iniciar a amamentação para que seja realizada a
administração das vacinas injetáveis.
Vacinas são sempre polêmicas, não é à toa que hoje temos até alguns grupos antivacinação.
Principalmente, porque as pessoas acreditam em notícias falsas.
Vamos explorar as principais delas.
Vacinas causam autismo: nos anos 90, foi publicado um artigo que relacionava a vacina tríplice viral ao
autismo. O estudo, além de falho cientificamente, foi escrito por um autor que havia recebido dinheiro de um
escritório de advocacia envolvido com processos contra a indústria farmacêutica. O autor teve seu registro
de médico cassado e o artigo apagado do banco de dados, mas o estrago já estava feito. Esse artigo é o principal argumento dos grupos
antivacinas de hoje. Vários estudos posteriores não encontraram essa mesma associação.
Vacinas causam síncope: quando a vacina do HPV foi lançada, ocorreram alguns casos de adolescentes que sofreram desmaios ao se
imunizar. Estudos mostraram que esses episódios estavam relacionados a medo e ansiedade, não aos componentes vacinais.
Várias vacinas aplicadas ao mesmo tempo sobrecarregam o sistema imunológico: não há limites para aplicação de vacinas. Aplicar
mais de uma ao mesmo tempo é seguro e promove imunidade sem prejuízos.
Não é necessário se vacinar para doenças pouco prevalentes: essa é a maior causa de reintrodução de doenças na população, como
no caso do sarampo no Brasil. Apesar de poucos casos acontecerem em uma determinada população, devemos manter a cobertura vacinal
alta para nos protegermos de possíveis casos que venham de outros locais.
Quem já teve a doença não pode se vacinar: dois pontos são importantes aqui. Primeiro: muitas doenças têm sinais e sintomas
parecidos e podem ser confundidas, mas se a pessoa teve, comprovadamente, a doença, ela não precisaria aplicar a vacina. Segundo: o uso
da vacina mesmo em quem já se infectou não é contraindicado, elas podem ser aplicadas sem prejuízos.
CAPÍTULO
5%
10%
Pediátrico Gestantes
11%
Adolescentes Adulto
57%
Prematuros Idoso
16%
Caro aluno, a maioria das questões cobrará conhecimento do Calendário do Programa Nacional de Imunizações
(PNI) do Ministério da Saúde. Ele pode ser dividido em calendário da criança, do adolescente, do adulto, do idoso. Os
indígenas também apresentam calendário próprio para cada faixa de idade, mas não vimos eles serem cobrados em
provas. É fundamental decorar os calendários para que você responda às questões e, claro, você deve encontrar a melhor
maneira de fazer isso.
Uma dica pessoal: desenhe o calendário em cada questão que você for responder. Facilitará a visualização e estimulará
sua memória.
Dose
BCG
única
Dose
Hepatite B
única
Pentavalente
(difteria,
tétano,
1ª dose 2ª dose 3ª dose
coqueluche,
(2ª dose da (3ª dose da (4ª dose da
hepatite B,
hepatite B) hepatite B) hepatite B)
Haemophilus
influenzae
tipo B)
Pólio inativada
1ª dose 2ª dose 3ª dose
(VIP/Salk)
Rotavírus 1ª dose 2ª dose
Pneumocócica
1ª dose 2ª dose Reforço
10-valente
Meningocócica
1ª dose 2ª dose Reforço
C
Reforço
Febre amarela 1ª dose
(4 anos)
Tríplice viral
(sarampo,
1ª dose
caxumba,
rubéola)
2ª dose
Tetra viral
sarampo,
(sarampo,
caxumba
caxumba,
e rubéola
rubéola,
1ª dose
varicela)
varicela
DTP (difteria,
tétano, Reforço Reforço
coqueluche)
Pólio oral
Reforço Reforço
(VOP/Sabin)
Dose
Hepatite A
única
Varicela 2ª dose
isolada Varicela
CAI NA PROVA
(PSU GO 2024) Uma criança de 7 meses de idade é atendida no ambulatório para consulta de puericultura. Quando solicitado o cartão de
vacinas a mãe mostra o registro a seguir
De acordo com as informações apresentadas, com o Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde e com as recomendações
atuais (calendário de 2023), qual deve ser a orientação para esta mãe?
COMENTÁRIOS
Correta a alternativa A.
Observando o calendário vacinal, percebemos que a criança não aplicou as vacinas do 6o mês de vida e nem a vacina contra o coronavírus
aos 7 meses. Portanto, ela deverá aplicar a pentavalente, a salk (pólio inativada) e a COVID-19. A vacina influenza pode ser administrada acima
dos 6 meses de idade, nas campanhas de vacinação. A pneumocócica é aplicada aos 2, 4 e 12 meses. A sabin (pólio oral) aos 15 meses e 4
anos.
(FAMEMA 2023) Criança, 6 anos, sexo feminino, previamente hígida, apresenta-se para consulta de rotina na unidade de saúde com todas as
vacinas em dia até os 15 meses de idade. De acordo com o Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, a criança deve receber
as seguintes vacinas:
A) reforço da VIP para poliomielite, SCR e varicela, e reforço da hepatite A.
B) reforço da VOP para poliomielite, reforço da DTP, reforço da varicela e reforço da febre amarela.
C) reforço da VOP para poliomielite, reforço da DTP e dose única de ACWY.
D) reforço da VOP para poliomielite, reforço da DTP, dose única de ACWY e duas doses de HPV.
COMENTÁRIOS
Após os 15 meses, as próximas vacinas são aos 4 anos: reforço da DTP, reforço da VOP, varicela isolada e reforço da febre amarela.
Correta a alternativa B.
(SCMRP 2023) Lactente, 13 meses de idade, sexo feminino, procura Unidade Básica de Saúde para uma consulta de rotina e seu pediatra
verifica que a criança recebeu todas as vacinas recomendadas até os 9 meses de idade e indica a atualização das vacinas preconizadas para
essa idade. De acordo com o Programa Nacional de Imunizações, que vacinas ela deverá receber nesse dia?
A) Antipneumocócica-10 valente, antimeningocócica ACWY e vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).
B) Antipneumocócica-10 valente, antimeningocócica ACWY e tetravalente viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
C) Vacina para a poliomielite oral, antipneumocócica-10 valente, antimeningocócica C e tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).
D) Antipneumocócica-10 valente, antimeningocócica C e tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).
E) Antipneumocócica-10 valente, antimeningocócica C, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e varicela.
COMENTÁRIOS
Entre 9 e 13 meses, temos vacinação aos 12 meses com reforço da meningocócica C, reforço da pneumocócica 10-valente e primeira
dose da tríplice viral.
*No ano da prova, a vacina contra o coronavírus não estava no calendário oficial.
Correta a alternativa D.
VACINAS DOSES
9 a 14 anos
HPV
Dose única
11 a 14 anos
Meningocócica ACWY
Dose única
Três doses,
Hepatite B
se não tiver o esquema completo anteriormente
CAI NA PROVA
(HC-USP 2024) Vitor e Bia são gemelares de 9 anos e 7 dias e estão em consulta médica de rotina, sem queixas e sem antecedentes mórbidos
relevantes. Na consulta de 8 anos e 2 meses, Bia apresentava broto mamário bilateral com elevação da mama e da papila, acompanhado de
alargamento da aréola. Na consulta atual, o médico nota maior alargamento bilateral da mama e aréola, sem separação de seu contorno.
Sua altura é de 135 cm (Z-score entre O e +1). Vitor, semelhante à consulta anterior, apresenta volume testicular inferior a 4 mL, menor que
1 polpa digital (ou 2,5 cm); ausência de pilificação local. Sua altura é de 130 cm (Z-score entre O e -1).
Quanto à idade para indicação das vacinas meningocócica ACWY e HPV, segundo o Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde,
assinale a alternativa correta.
A) C)
B) D)
COMENTÁRIOS
Correta a alternativa A.
Bia e Vitor tem 9 anos, portanto irão aplicar a vacina do HPV agora e a meningocócica ACWY quando completarem 11 anos.
VACINAS DOSES
Três doses,
Hepatite B
se não tiver o esquema completo anteriormente
VACINAS DOSES
Três doses,
Hepatite B
se não tiver o esquema completo anteriormente
CAI NA PROVA
(SES PERNAMBUCO 2022) Sobre o calendário nacional de vacinação do adulto e do idoso, assinale a alternativa INCORRETA.
COMENTÁRIOS
Correta a alternativa A: a dT é aplicada a cada 10 anos em quem já tem o esquema primário completo.
pelo PNI, a Pneumocócica 23 valente é dada em dose única para idosos acamados ou moradores de
Incorreta a alternativa B:
instituições fechadas.
Correta a alternativa C: a aplicação da Influenza é iniciada nos grupos prioritários, uma vez ao ano.
Correta a alternativa D: o esquema vacinal da Hepatite B é de 3 doses.
Correta a alternativa E: a Febre Amarela é dada em dose única após os 4 anos.
Agora imagine se o custo não fosse limitado e pudessem ser vacinados todos os grupos etários com as vacinas licenciadas para eles.
Esse é o calendário da Sociedade Brasileira de Imunizações, que inclui tanto as vacinas do sistema público quanto do sistema privado.
*A SBIM ainda não atualizou o calendário vacinal pediátrico com a recomendação do Ministério sobre a vacina contra o coronavírus.
CALENDÁRIO DOS ADOLESCENTES (Clique aqui para ver este Calendário SBIM)
CALENDÁRIO DOS ADULTOS (Clique aqui para ver este Calendário SBIM)
CALENDÁRIO VACINAL DO IDOSO (Clique aqui para ver este calendário SBIM)
A Sociedade de Pediatria também tem seu calendário próprio. Ele é baseado no mesmo princípio da Sociedade de Imunizações e
recomenda as vacinas tanto do sistema público quanto do privado.
*A SBP ainda não atualizou o calendário vacinal pediátrico com a recomendação do MS sobre a vacina contra o coronavírus.
Realizada com Pw – pertussis de células inteiras (whole Preferência à pertussis acelular (Pa) pela menor
DTP
cells). chance de eventos adversos.
Haemophilus
Aplicada aos 2, 4 e 6 meses. Reforço dos 15 aos 18 meses.
influenzae B
Influenza Aplicada dos 6 meses aos 5 anos. Aplicada a partir dos 6 meses, sem limite de idade.
HPV Dos 9 aos 14 anos. Dose única. A partir dos 9 anos. Duas doses.
dT Aplicada a cada 10 anos após a última dose de DTPw. Realizar o reforço a cada 10 anos com a dTpa.
Além desses, temos duas situações que você precisa conhecer, pois são muito cobradas em provas. O calendário das gestantes e dos
prematuros.
VACINAS DOSES
As gestantes não devem utilizar vacinas vivas sob o risco de contraírem a doença. As vacinas indicadas de rotina, tanto no PNI quanto
na SBIM são a dT e hepatite B, caso não tenham se imunizado previamente. Influenza e dTpa em toda gestação, independentemente do uso
anterior.
As outras vacinas inativadas são feitas apenas sob recomendação médica e não estão disponíveis no PNI.
CAI NA PROVA
(UNICAMP 2021 - Discursiva) Mulher, 19a, G2P1A0C0, comparece à Unidade Básica de Saúde no dia 15 de abril de 2020 para consulta de pré-
natal. Data da última menstruação de certeza 15 de novembro de 2019. Traz carteira vacinal: tríplice viral (reforço há 3 anos), HPV (2 doses),
febre amarela (1 dose há 3 anos), antitetânica (3 doses, última há 10 anos), DTPa (1 dose há 2 anos, na sua primeira gestação), influenza
(última dose há 1 ano), Hepatite B (três doses há 2 anos, na sua primeira gestação).
Aqui, caro aluno, o que você precisa ter em mente é que os prematuros devem ser vacinados na idade cronológica. Não se deve corrigir
a idade gestacional!
Então, a maioria das vacinas devem ser dadas na mesma idade das crianças nascidas a termo. Porém, algumas particularidades devem
ser levadas em conta, são elas:
A vacina BCG deve ser realizada apenas em nascidos com cardiorrespiratórios e convulsões.
peso maior de 2000g, se não for o caso, esperar o bebê atingir esse A rotavírus e a pólio oral têm excreção de vírus vacinais pelas
peso para vacinar. fezes, portanto, não devem ser utilizadas em ambiente hospitalar.
A hepatite B é indicada em três doses. No calendário Por fim, o Palivizumabe é utilizado para prevenção contra
infantil do PNI já é feita em quatro doses para as crianças, mas, no o vírus sincicial respiratório, pelo Ministério da Saúde, em bebês
sistema privado, temos a opção de indicar apenas três doses. Aqui, nascidos com menos de 29 semanas de idade gestacional,
para prematuros menores de 1800 g e/ou 33 semanas de idade cardiopatas com repercussão hemodinâmica ou portadores de
gestacional, é obrigatório realizar as quatro aplicações. distúrbios pulmonares da prematuridade. Pela SBP, ainda há
A DTP acelular é indicada em substituição da DTP de células indicação de aplicar em nascidos com 29 a 32 semanas de idade
inteiras, principalmente em RNs internados em UTI neonatal, gestacional.
porque causam menos efeitos colaterais, entre eles eventos
CAI NA PROVA
COMENTÁRIOS
Incorreta a alternativa A. O palivizumabe é aplicado apenas para menores de 29 semanas, cardiopatas com repercussão hemodinâmica ou
portadores de distúrbios pulmonares da prematuridade. Pela SBP, amplia-se a idade para 32 semanas.
O bebê pré-termo é imaturo em tudo, inclusive na resposta imune, é por isso que temos que ter cuidados
Correta a alternativa B.
especiais com ele.
Incorreta a alternativa C. As vacinas são aplicadas em idade cronológica!
Incorreta a alternativa D. Rotavírus e pólio oral não podem ser aplicadas em ambiente hospitalar.
Incorreta a alternativa E. Ainda é critério, sim.
CRIEs – Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais são centros pertencentes ao Ministério da Saúde que disponibilizam
vacinas e imunoglobulinas gratuitas para populações especiais. São elas:
• Imunocompetentes, mas comunicantes, suscetíveis de doenças transmissíveis ou que convivem com imunodeprimidos, profissionais
expostos a riscos biológicos e pós-exposição a doenças, viajantes para áreas endêmicas de doenças imunopreveníveis, pacientes
que apresentaram reações adversas à vacinação prévia e com doenças hemorrágicas.
• Gestantes pós-exposição a doenças imunopreveníveis.
• Prematuros e lactentes internados em UTIs neonatais.
• Imunodeprimidos com imunodeficiências congênitas ou adquiridas, transplantados, imunossuprimidos por medicamentos.
• Doentes crônicos, asplênicos, portadores de hemoglobinopatias.
Vamos conhecer ao longo do capítulo a atuação dos CRIEs nas imunizações
dos pacientes.
Bateu o desespero depois de ver todos esses calendários?
Calma! Relaxe!
Há muita coisa em comum entre eles e você não precisa decorar todos! Ao
longo do capítulo, vamos pontuar as diferenças para facilitar!
CAPÍTULO
5.0 ATUALIZAÇÕES
Os calendários vacinais mudam a cada ano e você precisa estar atualizado, pois os examinadores adoram cobrar as novidades nas
provas! Fique sempre ligado no Estratégia Med e fique em dia com o calendário vacinal!
Nos últimos 2 anos, as seguintes mudanças ocorreram.
• Ampliação da idade de aplicação da vacina meningocócica ACWY para adolescentes de 13 e 14 anos.
• Atualização no protocolo de profilaxia pós-exposição à raiva humana.
• Lançamento no mercado brasileiro da vacina inativada contra herpes-zóster, Shingrix. Até então, só havia a vacina viva atenuada
Zostavax.
• Introdução da vacina bivalente contra SARS-CoV-2, do laboratório Pfizer.
• Mudança no protocolo pós-exposição da varicela. A imunoglobulina, antes aplicada em menores de 12 meses em contato hospitalar
com o vírus, passa a ser dada para menores de 9 meses. Acima dos 9 meses, está indicada a vacina.
• Introdução de uma dose a mais da vacina H. influenzae B para pacientes que utilizaram a DTPa no primeiro ano de vida.
• Introdução, no calendário vacinal pediátrico, da vacina contra o coronavírus da Pfizer, como rotina de imunização.
• Aplicação, pelo Programa Nacional de Imunizações, da vacina contra dengue, para idades e cidades selecionadas.
• Mudança no número de doses da vacina contra o HPV para imunocompetentes. De duas doses, passou para dose única.
Agora, vamos explorar cada vacina individualmente e irei frisar para você o que é mais cobrado em provas.
Mas, antes, vamos dar uma olhada na frequência de cada vacina nas provas?
COVID 4 Indicações
Palivizumabe 3 Indicações
CAPÍTULO
6.0 BCG
BCG é uma vacina viva atenuada composta pela bactéria de origem bovina Mycobacterium bovis (atenção, a BCG não é produzida com
Mycobacterium tuberculosis!).
A administração é intradérmica em deltoide direito.
Crosta por fora e úlcera central. Fonte: Shutterstock. Cicatriz. Fonte: Shutterstock.
CAI NA PROVA
(SCMSJC 2023) Mãe chega ao consultório com o filho de 1 mês e 5 dias preocupada porque o local em que foi administrada a vacina da BCG
apresenta uma lesão. Ao exame, é visualizada a formação de uma pústula e há dor à manipulação do membro. Assinale a alternativa correta.
A) Notificar o caso como evento adverso da vacina.
B) Iniciar tratamento com isoniazida na dose de 10 mg/kg/dia até a regressão completa da lesão.
C) Tranquilizar a mãe informando que se trata da evolução esperada para lesão vacinal, orientando limpeza com água e sabão.
D) Iniciar tratamento com antibiótico oral.
COMENTÁRIOS
A criança está com 4 semanas de vida e está seguindo a evolução habitual da vacina BCG. A conduta é apenas
Correta a alternativa C.
orientação dos pais e observação clínica.
6.2 PREVENÇÃO
Tuberculose miliar
6.3 IDADE
6.4 REVACINAÇÃO
Não há necessidade de revacinar crianças sem cicatriz vacinal, nem realizar exames, simplesmente considere a criança como
imune.
6.5 CONTRAINDICAÇÕES
Bebês de mães HIV positivo, independentemente do isoniazida ou rifampicina e manter a medicação por 3 meses. Após
tratamento materno, devem receber a vacina ao nascer, pois esse período, realizar PPD, se não reativo, vacinar. Se reativo, não
ainda não temos comprovação clínica nem laboratorial de vacinar e manter a isoniazida por mais 3 meses. Outra opção de
imunossupressão. Crianças mais velhas só devem ser vacinadas se medicação para a profilaxia primária é a rifampicina. Se o PPD
não forem imunodeficientes. estiver reativo no terceiro mês, a profilaxia deve ser mantida por
Filhos de mãe com tuberculose bacilífera ativa no momento mais 1 mês. Observe o fluxo abaixo.
do parto não devem ser vacinados ao nascer. Devem iniciar
Iniciar QP
primária
3 meses depois,
PPD ≥ 5mm PPD < 5mm
fazer PPD
Isoniazida: manter
QP por mais 3 a 6 Suspender QP e
meses e não vacinar vacinar com BCG
Rifampicina: manter
QP por 1 mês
A amamentação desses RNs está liberada, desde que a mãe utilize máscara durante esse contato da amamentação.
Contactantes de Hanseníase. Maiores de um ano que tenham contatos intradomiciliares com portadores de hanseníase devem ser
vacinados com uma dose a mais de BCG.
LEMBRETE!
FILHOS DE MÃES HIV POSITIVAS: Vacinar ao nascer.
FILHOS DE MÃE COM TUBERCULOSE BACILÍFERA: Não vacinar ao nascer.
CAI NA PROVA
(SCM BH 2024) A vacina BCG protege contra a tuberculose - doença contagiosa, provocada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Sobre
essa vacina, é CORRETO afirmar que:
A) Crianças vacinadas ao nascimento e que não apresentam cicatriz vacinal até os 6 meses de vida necessitam ser revacinadas.
B) A vacina BCG oferece eficácia de 100% na prevenção da tuberculose pulmonar, mas sua aplicação não permite a prevenção de formas
graves da doença, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar (forma disseminada).
C) Devido ao risco de infecção hospitalar é recomendável que a vacina BCG seja administrada na primeira visita ao serviço de saúde.
D) Em crianças nascidas com peso inferior a 2Kg, deve-se adiar a vacinação até que a criança atinja este peso.
COMENTÁRIOS
Incorreta a alternativa A: não há necessidade de revacinar a criança, mesmo na ausência da cicatriz vacinal.
Incorreta a alternativa B: ao contrário, a proteção contra a forma pulmonar é ruim e boa contra as formas graves.
Incorreta a alternativa C: a indicação é aplicar a BCG já ao nascimento, na maternidade.
Correta a alternativa D: caso a criança não tenha 2 quilos ao nascimento, esperamos ela atingir esse peso.
(UNICAMP 2023) Menino, 15 dias de vida, é trazido para consulta de puericultura em aleitamento materno exclusivo, assintomático.
Antecedente pessoal: uma dose de vacina de hepatite B. Contactante domiciliar iniciou tratamento de tuberculose pulmonar há um dia.
Exame físico sem alterações, com ganho ponderal de 30 g/dia em relação à alta hospitalar. A CONDUTA É:
A) prescrever rifampicina oral por 3 meses e, após, indicar teste tuberculínico.
B) prescrever isoniazida oral por 3 meses e, após, indicar a vacina BCG.
C) indicar a vacina BCG.
D) indicar teste tuberculínico.
COMENTÁRIOS
Estrategista, atente-se ao fato de que, no histórico vacinal da criança, temos apenas a hepatite B, então ele não foi vacinado com a BCG na
maternidade. Como agora ele é contactante de bacilífero, temos que, ao invés de vaciná-lo,iniciar quimioprofilaxia e testar o PPD em 3 meses.
Correta a alternativa A.
São pouco frequentes. Pode ocorrer enfartamento até 3cm de diâmetro, não acompanhado de sintomas sistêmicos e
ganglionar único ou múltiplo, localizado em região axilar, supra ou não necessita de tratamento.
infraclavicular homolateral à vacina. Ele é móvel, indolor e mede
Pode ocorrer também disseminação hematogênica do bacilo, mas isso é raro. Nesses casos, precisamos pesquisar imunodeficiências.
Vamos ver uma tabela com os principais eventos.
CAI NA PROVA
(FELUMA 2023) Você está atendendo em uma Unidade Básica de Saúde e é chamado na sala de vacina para avaliar um lactente de 5 meses
de vida, que recebeu a vacina BCG ao nascimento. Hoje, ele apresenta lesão ulcerada com 3 cm de diâmetro, não cicatrizada, no local da
aplicação. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa CORRETA.
A) Trata-se de evento adverso da vacina BCG, sendo indicada prescrição de isoniazida até cicatrização completa da lesão.
B) Trata-se de evolução normal da vacina BCG, sendo orientado aguardar resolução espontânea até os 6 meses de vida.
C) Trata-se de evento adverso da vacina BCG, sendo indicada biópsia da lesão e pesquisa de imunodeficiência.
D) Trata-se de evolução normal da vacina BCG, sendo orientado apenas curativo com antibiótico tópico.
COMENTÁRIOS
Estrategista, seguindo a evolução normal da lesão, com 5 meses, a criança deveria ter uma cicatriz. Além disso, a úlcera é maior do que
10 mm, portanto esse é um evento adverso da BCG. Como ela não está cicatrizada, a conduta é iniciar isoniazida 10 mg/kg/dia até a regressão
da lesão.
Correta a alternativa A.
(HOSPITAL ALBERT EINSTEIN 2022) Lactente de 2 meses de vida é levado à Unidade Básica de Saúde porque, há 2 dias, a mãe notou uma
lesão eritematosa, indolor, que tem aumentado de tamanho, em braço direito. Ao exame, a criança apresenta um abscesso frio, de 2 cm
de diâmetro, com um ponto de flutuação, na região ao redor do local de aplicação da vacina BC-ID. Nesse caso, a melhor conduta entre as
seguintes opções é:.
A) isoniazida até a completa resolução da lesão.
B) rifampicina por 6 meses.
C) tranquilizar os pais e observar a resolução espontânea da lesão.
D) antibiótico para bactérias Gram-positivas por 21 dias.
COMENTÁRIO
Abscessos frios estão relacionados a erro na aplicação e deverão ser tratados com isoniazida até sua resolução.
Correta a alternativa A.
CAPÍTULO
7.0 HEPATITE B
7.1 PREVENÇÃO
A vacina protege contra infecção pelo vírus da hepatite B, que pode causar cirrose e câncer de fígado.
7.2 IDADE
Ela está disponível para todas as faixas etárias no esquema de três doses, sendo o intervalo entre as doses de um mês da primeira para
a segunda e de 6 meses entre a primeira e a terceira. (0-1-6 meses).
No calendário da criança do PNI, estão indicadas quatro doses das vacinas. A primeira ao nascer, para todas as crianças,
independentemente de idade gestacional e peso; as outras três aos 2, 4 e 6 meses dentro da vacina combinada pentavalente, que conheceremos
a seguir. As Sociedades definem como possível o uso de três ou quatro doses em menores de um ano.
Para recém-nascidos, o Ministério da Saúde orienta que ela seja aplicada o mais precocemente possível, nas primeiras 24 horas,
preferencialmente nas primeiras 12 horas, ainda na maternidade ou na primeira visita ao serviço de saúde, com até 30 dias de vida.
As contraindicações mais comuns são as locais: dor local, edema e eritema. As sistêmicas podem ser febre e mal-estar. Elas não
contraindicam doses subsequentes da vacina.
A púrpura trombocitopênica idiopática associada à vacinação é rara e surge até dois meses após a aplicação. Consiste em púrpuras,
petéquias, equimoses e sangramentos associados com trombocitopenia, sem outra causa diagnóstica. Ela contraindica doses subsequentes
da vacina.
Por ser inativada, é segura para imunodeprimidos e gestantes.
PACIENTES ESPECIAIS
Transplantados de órgãos sólidos, com neoplasia em tratamento imunossupressor e pacientes renais crônicos fazem obrigatoriamente
4 doses, com a dose dobrada.
SOROLOGIA
A sorologia NÃO é obrigatória após a imunização, exceto para casos especiais, como hepatopatas, imunodeprimidos, diabéticos,
doentes renais crônicos e profissionais da saúde.
O tempo ideal para a coleta de sorologia é de 30 a 60 dias após a última dose da vacina. É considerado imunizado aquele que apresenta
anti-Hbs maior que 10UI/mL.
Acorde!
RNs Filhos de Mães HBsAg Positivas:
Nesse caso, está indicada ao nascer, além da vacina contra hepatite B, uma
dose de imunoglobulina anti-hepatite B em até 12 a 24 horas após o parto, em
dose única. Elas devem ser aplicadas em grupos musculares diferentes, ou seja, se
uma for aplicada na coxa direita, a outra será aplicada na coxa esquerda. Quando
a situação da mãe em relação ao vírus da hepatite B for desconhecida, aplicamos
somente a vacina e solicitamos a pesquisa de HBsAg na mãe, caso resultado positivo,
ATENÇÃO ESTRATEGISTA!
aplicamos a imunoglobulina para o RN até o sétimo dia de vida.
TÓPICO MUITO RECORRENTE EM
PROVAS DE RESIDÊNCIA!
VACINA + IMUNOGLOBULINA
MÃES HBsAg POSITIVAS EM ATÉ 12 A 24 HORAS
APÓS O PARTO
RNs Prematuros:
A vacina é indicada ao nascer para todos os neonatos, independentemente do peso e da idade gestacional. Entretanto, crianças com
peso de nascimento menor ou igual a 2 quilos, ou com idade gestacional menor de 33 semanas, devem obrigatoriamente aplicar quatro
doses.
CAI NA PROVA
(FAMERP/SP/2022) Recém-nascido a termo com peso 3,5 kg, mãe com HBsAg+, nega uso de imunobiológicos durante a gestação, não sabia
do diagnóstico até a data do parto e não sabe seu histórico vacinal, qual é a conduta em relação ao recém-nascido?
A) Realizar vacinação e imunoglobulina contra hepatite B o mais precoce possível.
B) Realizar imunoglobulina humana contra hepatite B nas primeiras 12 horas e aguardar 7 dias para vacinação contra hepatite B.C.
C) Realizar vacinação contra hepatite B e coletar exame do RN para decidir sobre a necessidade de realizar imunoglobulina.
D) Realizar vacinação contra hepatite B nas primeiras 12 horas, aguardar 7 dias para realizar imunoglobulina humana contra hepatite B.
COMENTÁRIO
No caso de filhos de mãe com HbsAg positivo, está indicada ao nascer, além da vacina contra hepatite B, uma dose de imunoglobulina
anti-hepatite B em até 12 horas após o parto, em dose única.
Correta a alternativa A.
(INTO 2022) Considerando um recém-nascido de 32 semanas com peso de 1700 g, filho de mãe HbsAg negativa, segundo o Programa Nacional
de Imunização (PNI), a vacina para Hepatite B deverá ser aplicada da seguinte forma:
A) Primeira dose nas primeiras 12 horas e complementar com mais três doses (2,4 e 6 meses);
B) Administrar a primeira dose nas primeiras 12 horas e complementar com mais duas doses (2 e 4 meses);
C) Por ter idade gestacional < 33 semanas, a vacinação deve ser adiada até que a idade gestacional corrigida seja de 36 semanas;
D) Devido ao baixo peso ao nascer (< 2OOO g), o neonato deverá receber uma dose de reforço, totalizando cinco doses;
E) O baixo peso e a idade gestacional são contraindicações à vacina neste momento, estando indicada a imunoglobulina humana anti-
hepatite B.
COMENTÁRIOS
Para menores de 33 semanas e/ou de 2000 g, obrigatoriamente indicamos 4 doses da vacina contra hepatite B, no esquema 0,2,4
e 6 preferencialmente.
Correta a alternativa A.
Transplantados de órgãos sólidos que necessitem quimioterapia, corticoterapia ou radioterapia, pacientes renais crônicos pré-diálise
ou hemodialisados, precisam obrigatoriamente de quatro doses da vacina com o volume de administração dobrado.
Profissionais de saúde:
Devem aplicar as três doses da vacina e, após, realizar sorologia para confirmar a imunidade. São considerados imunizados aqueles
com anticorpos anti-HBs >10 UI/ml.
CAPÍTULO
8.1 PREVENÇÃO
Difteria (Crupe): doença causada pela bactéria tétano acidental, causado por uma porta de entrada cutânea. Os
Corynebacterium diphtheriae que causa febre e pseudomembrana sintomas são crises convulsivas e contraturas musculares, que
em orofaringe, que pode se estender para vias aéreas e dificultar podem levar à insuficiência respiratória e ao óbito.
a respiração, além de linfonodomegalia cervical. Suas toxinas Coqueluche: infecção respiratória aguda causada pela
também podem disseminar-se e causar paralisia muscular, bem bactéria Bordetella pertussis que causa tosse persistente, podendo
como miocardite. estar associada à hipoxemia, insuficiência respiratória e levar ao
Tétano: doença causada pelas toxinas da bactéria Clostridium óbito lactentes jovens.
tetani. Pode causar o tétano neonatal, ou seja, quando o neonato Agora, vamos desenrolar a “sopa de letrinhas” da família
se infecta através de bactérias presentes no coto umbilical; ou o DTP.
É uma vacina inativada que contém toxoides diftérico, Hepatite B + Haemophilus influenzae tipo B).
tetânico e bactérias Bordetella pertussis inativadas (mortas). Por A pentavalente está indicada no esquema de três doses, aos
conter a Bordetella inteira, ela é chamada de DTP de células inteiras. 2, 4 e 6 meses. Os reforços são aplicados aos 15 meses e 4 a 6 anos
Está presente no Programa Nacional de Imunizações dentro da com a DTPw. Idade máxima de aplicação: 7 anos.
vacina pentavalente, também chamada de Penta Brasil (DTPw +
Não confunda!
Pentavalente do PNI:
DTPw + Hepatite B + Haemophilus influenzae tipo B
Por ser acelular, ela apresenta menos reações adversas, e é igualmente imunogênica, em comparação com a DTPw.
Ela também está disponível nos CRIEs para pacientes especiais. De acordo com o "Manual dos Centros de Referência Para Imunobiológicos
Especiais - 2023", são eles:
Pacientes que apresentaram eventos adversos graves com a aplicação da vacina pentavalente com componente de células inteiras:
Crianças com risco aumentado de desenvolvimento de eventos graves à vacina pentavalente com componente de células inteiras:
Vacina inativada que apresenta apenas toxoides diftérico e tetânico, sem o componente da coqueluche. Indicada para pacientes que
não podem receber a DTPw ou a DTPa por terem apresentado encefalopatia em até 7 dias após essas vacinas.
Disponível apenas nos CRIEs para menores de 7 anos.
Vacina inativada que apresenta toxoide diftérico em menor volume que as anteriores (preste atenção em como o “d” está em
minúsculo!) e toxoide tetânico.
Indicada como reforço a cada 10 anos após a última dose de DTPw ou DTPa, o que ocorre geralmente dos 4 aos 6 anos. Indicada para
maiores de 7 anos. Caso o paciente não tenha sido vacinado anteriormente ou não tenha comprovação vacinal, devemos aplicar 3 doses com
intervalos de 2 meses entre a primeira e a segunda e 4 meses entre a primeira e a terceira (0-2-4m).
Disponível no PNI para maiores de 7 anos.
Vacina inativada que apresenta toxoide diftérico em menor no sistema privado de imunizações.
volume que as infantis, toxoide tetânico e componente acelular da No PNI, está indicada para gestantes da 20ª semana
coqueluche. de gravidez até os 45 dias após o parto em dose única, e para
Indicada pelas Sociedades para reforço a cada 10 anos, em profissionais de saúde que atuam em salas de parto a cada 10 anos.
substituição da dT em maiores de 7 anos, mas disponível apenas
Mas, por que é tão importante aplicar a vacina contra coqueluche em gestantes?
Caro aluno, visualize o cenário da coqueluche. A última dose a doença e suas complicações podem até levar ao óbito. Hoje,
aplicada pelo Ministério da Saúde é aos 4 anos, na DTP. Sabe-se para evitar esse cenário, é indicada a vacinação de gestantes com
hoje que a vacina não confere imunidade para a vida toda, portanto, a vacina dTpa, assim elas desenvolvem anticorpos e transferem-
após aproximadamente 10 anos, todos os vacinados voltam a ser os ao feto, que nasce protegido até que desenvolva seus próprios
suscetíveis à infecção e podem desenvolver a doença. anticorpos através da sua vacinação.
Nos bebês, aplica-se a vacina DTP apenas aos 2 meses de Todas as gestantes, a partir da 20ª semana, devem ser
idade, portanto, antes disso, estão suscetíveis por todo esse vacinadas. A indicação é estendida ao puerpério, mas, veja bem, se
período. Ao aplicar a primeira dose da vacina, desenvolvem aplicada após o parto, não há transferência de anticorpos pelo leite
proteção parcial, a proteção ideal só será atingida na terceira dose, materno, há apenas a proteção da mãe, prevenindo-a de infectar-
aos 6 meses. Por isso, até essa idade, os bebês podem desenvolver se e transmitir a doença.
DTPw dT
PNI: 2, 4, 6 meses. Reforços com 15 meses e 4 anos. PNI: reforço a cada 10 anos ou três doses para não vacinados.
DTPa dTpa
Sistema privado: 2,4,6 meses. Reforços com 15 meses e 4 anos. PNI: gestantes a partir de 20 semanas até 45 dias do puerpério.
CRIEs: pacientes especiais. Sistema privado: a cada 10 anos.
DT
CRIEs: pós-encefalopatia com as vacinas anteriores.
O grande “vilão” da família DTP é o componente da Coqueluche! Ele é responsável pela maioria dos eventos
adversos da vacina!
Apesar de a grande maioria das reações serem brandas, como dor, edema e vermelhidão locais, febre e mal-estar,
temos quatro situações que você precisa conhecer relacionadas à vacina DTP de células inteiras e, consequentemente, da
vacina pentavalente do PNI.
1. Febre e choro persistentes: é caracterizado por irritabilidade após algumas horas da aplicação da vacina. O choro é inconsolável e
a febre persiste, mesmo com administração de medicamentos. Apesar de ser um evento dramático e preocupante para a maioria
dos pais, é benigno e autolimitado a algumas horas. Não contraindica doses subsequentes da vacina.
2. Episódio hipotônico-hiporresponsivo: ocorre em até 48 horas após a vacina e caracteriza-se por hipotonia muscular, pouca
responsividade a estímulos externos, cianose e palidez. Também é benigno e autolimitado, porém contraindica a vacinação com
DTPw e indica a DTPa em doses subsequentes.
3. Convulsões tônico-clônicas generalizadas: ocorrem em até 72 horas após a vacina e podem, ou não, estar acompanhadas de febre.
Contraindica a vacinação com DTPw e indica a DTPa em doses subsequentes.
4. Encefalopatia pós-vacinal: ocorre em até 7 dias e caracteriza-se por paralisias motoras, deficiências sensitivas e crises convulsivas
focais ou generalizadas. Contraindica a aplicação do componente pertussis, então, indica-se o uso de DT.
SITUAÇÃO INDICAÇÃO
CAI NA PROVA
(SCMSP 2024) Paciente, 2 meses, sexo masculino, recebe a primeira dose de vacina pentavalente. Após 4 horas da vacinação, a mãe relata que
o paciente evoluiu com quadro de cianose importante, ausência de resposta a estímulos sensoriais (chamado e toque) e hipotonia súbita. O
evento durou por volta de 10 minutos. O paciente chega acordado para avaliação. A conduta correta em relação ao caso é
A) realizar uma dose de benzodiazepínico IM e contraindicar a realização das próximas doses de pentavalente.
B) realizar uma dose de benzodiazepínico IM e indicar a realização da DTP acelular nas doses subsequentes.
C) tranquilizar a família e explicar que o evento não tem relação com a vacina.
D) orientar que o tratamento é apenas de suporte e contraindicar a realização das próximas doses de pentavalente.
E) orientar que o tratamento é apenas de suporte e indicar a realização da DTP acelular nas doses subsequentes.
COMENTÁRIO
Correta a alternativa E.
Estrategista, essa criança apresentou um episódio hipotônico-hiporresponsivo. O tratamento é apenas de suporte e a indicação é
realizar DTPa nas doses subsequentes.
(UNICAMP - SP 2022 - DISCURSIVA) Menino, 4m, hígido, sem uso de medicamentos, é trazido à Unidade Básica de Saúde para atualização do
calendário vacinal. Mãe refere que o filho apresentou convulsão em vigência de febre um dia após as vacinas dos dois meses e nega efeitos
colaterais após a vacina administrada aos três meses de idade. QUE VACINA A CRIANÇA DEVE RECEBER EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA PARA
IMUNOBIOLÓGICOS ESPECIAIS?
COMENTÁRIO
Crianças que apresentam convulsão após o uso da Pentavalente devem ser vacinadas com a DTPa em doses subsequentes.
1. Quando o paciente apresenta um esquema vacinal completo e a última dose tiver sido aplicada há menos de 5 anos, sorria, esse é
nosso melhor cenário! Não há necessidade de vacina ou imunoglobulina.
2. Ferimentos superficiais, limpos, sem corpos estranhos ou tecidos desvitalizados são chamados de “ferimentos com risco mínimo
de tétano” e devem ser lavados, desinfectados e desbridados. Não utilizamos imunoglobulina nesses casos. Aplicamos vacina se:
• Esquema vacinal desconhecido → 3 doses.
• Esquema vacinal incompleto → completar o esquema.
• Última dose da vacina há mais de 10 anos → 1 dose de reforço.
CAI NA PROVA
(HSL PUCRS 2024) Homem, 54 anos, sofreu uma laceração profunda na mão direita enquanto trabalhava em seu jardim. A ferida foi causada
por um objeto enferrujado. O paciente possui histórico comprovado de três doses da vacina tríplice bacteriana (DTP) na infância e uma dose
de vacina antitetânica de reforço há 12 anos, após sofrer um acidente de carro. Em relação ao caso apresentado, qual é a conduta correta
neste momento?
COMENTÁRIOS
Correta a alternativa B.
Estrategista, temos aqui um paciente com histórico completo de imunização contra o tétano, mas, a última dose há 12 anos. Infelizmente,
ele não está no nosso melhor cenário. Como o ferimento é considerado de alto risco, ele tem indicação de aplicar um reforço da vacina, mas,
não há indicação de imunoglobulina.
(FMABC 2023) Menino, 8 anos de idade, saudável e com vacinação completa segundo o calendário vacinal do PNI, estava empinando pipa
em terreno baldio, descalço, cortou o pé em caco de vidro parcialmente enterrado na terra. No pronto atendimento, o ferimento foi lavado e
suturado com 5 pontos feitos com fio de nylon. A conduta indicada para o quadro é:
A) aplicar penicilina benzatina e vacina para proteção contra tétano IM.
B) aplicar vacina para proteção contra tétano IM e soro antitetânico IV.
C) aplicar vacina para proteção contra tétano( e imunoglobulina antitetânica IM em grupos musculares diferentes.
D) internação hospitalar para tratamento inicial com ceftriaxona e amicacina.
E) orientação para manter o local seco e limpo; retornar se houver febre, dor ou secreção no local.
COMENTÁRIOS
O examinador trouxe um menino de 8 anos com calendário vacinal completo. Isso quer dizer que ele aplicou o esquema primário contra
o tétano aos 2, 4 e 6 meses, mais os reforços com 15 meses e 4 anos. Então, sorria, ele está em nosso melhor cenário e não há necessidade
de profilaxia para o tétano. Também não há indicação de antibioticoterapia, muito menos endovenosa!
Correta a alternativa E.
(SUS SP 2021) Paciente menor, sexo masculino, de 9 anos, hígido, brincava no terreno próximo a sua casa, região rural, quando foi ferido na
perna. Foi levado ao serviço de emergência e atendido cinco horas após o traumatismo. O exame físico revelou ferimento perfurocortante
profundo em membro inferior esquerdo, com 5 cm de comprimento. A ferida apresentava-se suja, com presença de restos de terra e folhagem.
A mãe trazia a carteira vacinal da criança onde constava que havia recebido quatro doses da vacina tríplice bacteriana, sendo a última dose
aplicada havia 8 anos.
Além da limpeza adequada da ferida e do curativo, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta em relação à profilaxia de tétano
nesse paciente.
A) Administrar imunoglobulina humana antitetânica 5000 UI, via intramuscular.
B) Aplicar apenas dose de reforço da vacina antitetânica.
C) Refazer esquema de vacinação antitetânica com, pelo menos, 2 doses.
D) Aplicar dose de reforço da vacina antitetânica, mais imunoglobulina humana antitetânica 5000 UI, intramuscular.
E) Não há necessidade de medidas adjuvantes.
COMENTÁRIO
Qual seria a classificação do ferimento? Alto risco, afinal é perfurocortante, profundo e sujo. Quando a
Correta a alternativa B.
criança aplicou a vacina pela última vez? Há 8 anos. Portanto, ela entra na classificação de alto risco com
última dose há mais de 5 anos e deverá aplicar uma dose de reforço. Não há necessidade de imunoglobulina.
CAPÍTULO
9.1 PREVENÇÃO
Infecções causadas pela bactéria, como meningite, pneumonia, amigdalite, otite, artrite, pericardite, osteomielite entre outras. Antes
da vacina, o Haemophilus influenzae era o principal causador dessas infecções em crianças menores de 5 anos.
9.2 IDADE
Os pacientes que usam DTPa ao invés da DTPw devem utilizar, obrigatoriamente, uma dose a mais da HiB após os 12
meses de idade.
CAPÍTULO
10.1 PREVENÇÃO
A vacina protege contra infecção pelo poliovírus, causador da poliomielite, também chamada de paralisia infantil. Essa doença pode
apresentar-se na forma não paralítica e trazer sintomas leves, como febre, dores no corpo, espasmos musculares e rigidez nucal ou forma
paralítica (chamada de paralisia flácida aguda) com deficiência motora, principalmente de membros inferiores com sensibilidade preservada.
A poliomielite era uma doença muito prevalente no mundo e no Brasil. Você deve conhecer alguém mais velho com sequelas da
doença. Quando a vacina foi introduzida no calendário vacinal, houve redução no número de casos e, em 1989, ocorreu o último registro da
doença no Brasil. Em 1994, a circulação do vírus selvagem foi considerada erradicada das Américas. Mas, o vírus vacinal continuava circulando
e causando, mesmo que raramente, poliomielite associada à vacina.
Por isso, a Organização Mundial de Saúde recomendou, a longo prazo, a troca da vacina oral pela
inativada, e é isso que o Brasil tem feito. A vacina oral foi mantida no calendário pelo menor custo e por
ser de mais fácil aplicação. Além disso, ela promove imunidade de rebanho, ao competir com o vírus
selvagem no intestino, ideal para proteção de uma possível reintrodução desse mesmo vírus trazido
por viajantes de outros países.
Todos os esforços para erradicação da poliomielite têm surtido efeito. O poliovírus selvagem tipo
2 foi considerado erradicado globalmente em 2015, a repercussão no Brasil foi a troca da vacina oral
trivalente (poliovírus 1,2 e 3) pela bivalente (1 e 3). Em 2019, o Poliovírus 3 também foi considerado
erradicado globalmente.
10.3 IDADE
VIAJANTES
Ⱥ Indivíduos que viajam para uma área de risco para a pólio:
Menores de cinco anos de idade devem ter o calendário vacinal completo.
Maiores de cinco anos devem ter, no mínimo, duas doses (preferencialmente 3 doses) da VIP, administradas com intervalo mínimo de
30 dias entre elas previamente à viagem.
Ⱥ Indivíduos não vacinados ou com vacinação incompleta que chegam ao Brasil, vindos de uma área de risco para a pólio:
A partir de 6 semanas de idade, deverão receber uma dose de VIP imediatamente na chegada ao país e serem orientados a buscar um
serviço de saúde para completar o esquema vacinal.
A pólio inativada é bem tolerada, as reações mais comuns Nesses casos, utilizar a vacina inativada em substituição.
são as locais, febre e mal-estar. O evento adverso mais severo que poderá ocorrer após a
Já a pólio oral por ser viva atenuada não deve ser aplicada administração da VOP é a poliomielite associada à vacina, que
em imunodeficientes, assim como em crianças expostas ao HIV que pode acontecer no próprio imunizado ou em seus contactantes.
ainda aguardam definição diagnóstica. Por fim, crianças com diarreia leve não têm contraindicação
Os vírus vacinais são excretados nas fezes dos imunizados de receberem a vacina, mas deve-se adiar a vacinação, assim como
durante 4 a 6 semanas, portanto ela também não pode ser aplicada em quadros de diarreia crônica descompensada. Quadros estáveis
em comunicantes de imunodeficientes e em ambiente hospitalar. não necessitam de adiamento.
CAI NA PROVA
(SCMRP 2024) Menino de 4 anos, previamente hígido, refugiado afegão, chegou ao Brasil há 1 semana com visto humanitário. É atendido
na Unidade Básica de Saúde de referência,de sua nova residência, com o quadro de febre e súbita deficiência motora em membro inferior
esquerdo (MIE), há 1 dia. Ao exame, o paciente encontra-se em regular estado geral, com reflexos profundos abolidos em MIE, porém com
sensibilidade preservada.
Considerando que o Afeganistão é um país com circulação do vírus selvagem da poliomielite e ponderando, ainda, a baixa cobertura vacinal
no Brasil, atualmente, a médica realiza a notificação compulsória e interna o paciente para investigação diagnóstica e tratamento.
É necessário avaliar o cartão vacinal dos contactantes próximos desse paciente, com o objetivo de vacinação adicional como forma de bloqueio
de surto. Quais são as vacinas contra poliomielite presentes no calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e seu esquema de
administração preconizado atualmente?
COMENTÁRIOS
Correta a alternativa C.
A pólio inativada é aplicada aos 2, 4 e 6 meses. A pólio oral, viva atenuada, aos 15 meses e 4 anos.
(PSU GO 2023) O Ministério da Saúde lançou, em novembro de 2022, o Plano Nacional de Resposta a um Evento de Detecção de Poliovírus e
um Surto de Poliomielite: Estratégia do Brasil. Em relação à vacina contra a poliomielite:
A) a VOP (vacina oral contra poliomielite) é composta por três pólio vírus (pólio 1, 2 e 3 inativados) sendo necessárias várias doses para
desencadear imunidade para os três vírus.
B) a VOP (vacina oral contra poliomielite) deve ser feita em contatos de imunossuprimidos, por ser doença de extrema gravidade, para
protegê-los indiretamente pela imunidade de rebanho.
C) a vacina Salk (VIP) determina melhor soroconversão e menor custo do que a vacina Sabin (VOP), sendo indicada pela OMS nos países em
que a poliomielite foi eliminada.
D) o esquema para pólio é composto por três doses de VIP aos 2, 4 e 6 meses de idade, mais dois reforços com VOP aos 15 meses e aos 4
anos de idade, pelo Calendário Nacional de Vacinação.
COMENTÁRIOS
CAPÍTULO
ATENÇÃO!
Fonte: Shutterstock.
11.1 PREVENÇÃO
Protege contra infecção pelo vírus rotavírus que, até a chegada da vacina, era a principal causa de hospitalizações e óbitos por doença
diarreica aguda em crianças menores de 5 anos. A vacina do PNI, apesar de ser monovalente, apresenta proteção cruzada contra os outros
sorotipos.
Deve ser feita, inclusive, em crianças que tiveram infecção prévia, pois a doença não confere imunidade para todos os sorotipos.
11.2 IDADE
No calendário da criança do PNI, estão indicadas duas doses das vacinas. Aos 2 e 4 meses.
A pentavalente do sistema privado está indicada aos 2, 4 e 6 meses de idade.
A vacina do rotavírus tem idades limites para ser aplicada e isso é muito cobrado em provas de Residência!
A primeira dose deve ser aplicada entre 1 mês e 15 dias e 3 meses e 15 dias. A segunda dose entre 3 meses e 15 dias e 7 meses e 29
dias.
Atenção! Para tudo! Temos uma dúvida muito comum dos alunos!
Se a criança não fez a primeira dose, mas está dentro da idade para a segunda, ela pode aplicar?
NÃO! Ela só pode começar o esquema vacinal até 3 meses e 15 dias!
CAI NA PROVA
(SCM BH 2024) R.C.R, sexo masculino, 3 meses e 20 dias de vida, comparece à unidade para dar continuidade à imunização. Ao conferir a
caderneta, é verificado que recebeu somente as vacinas contra hepatite B e BCG ao nascimento. É CORRETO afirmar que o lactente deve
receber as vacinas:
COMENTÁRIOS
Correta a alternativa B.
(ENARE NACIONAL - 2022) A respeito da vacina contra o rotavírus oferecida pelo Programa Nacional de Imunizações, assinale a alternativa
INCORRETA.
A) Se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar após a vacinação, não está indicado repetir a dose.
A) A idade máxima para a administração da primeira dose é de 3 meses e 15 dias.
B) A idade mínima para a administração da segunda dose é de 3 meses e 15 dias.
C) A idade máxima para a administração da segunda dose é de 7 meses e 29 dias.
D) Se a criança regurgitar após a administração, a dose é invalidada e deve ser repetida após 14 dias.
COMENTÁRIOS
Para a administração da primeira dose, as idades mínima e máxima são de 1 mês e 15 dias e 3 meses e 15 dias, respectivamente.
Para a segunda, a idade mínima é de 3 meses e 15 dias e a máxima é de 7 meses e 29 dias. No caso de regurgitação, cuspe ou vômito, a
dose ainda é válida.
A presença de diarreias, vômitos e criança com alergia à proteína do leite de vaca não são contraindicações à vacinação.
Apesar de os vírus vacinais serem excretados nas fezes, diferentemente da vacina contra poliomielite, ela mostrou-se segura e pode
ser feita em contactantes de imunodeprimidos, porém é contraindicada em ambiente hospitalar.
A vacina é contraindicada em casos de imunodepressão, malformações do trato gastrointestinal não corrigidas, história de invaginação
intestinal e enterocolite necrosante.
Pode causar hematoquezia em lactentes. Para diferenciarmos de uma possível alergia à proteína do leite de vaca, sempre devemos
considerar reação adversa vacinal se criança imunizada até 42 dias antes do quadro e sem sintomas constitucionais associados, como
irritabilidade e perda de peso.
CAPÍTULO
12.1 PREVENÇÃO
Fonte: Shutterstock
Vacina presente no PNI. Contém os sorotipos: 1, 4, 5, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19F e 23F, conjugados com a proteína do Haemophilus
influenzae tipo B.
Indicada aos 2 e 4 meses, com reforço aos 12 meses.
Antigamente, o PNI disponibilizava a vacina pneumocócica 7-valente, que foi substituída pela 10-valente em 2010.
Pneumocócica 13-valente. Presente no sistema privado de imunizações e nos CRIEs. Contém os sorotipos: 1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14,
18C, 19A, 19F e 23F. Conjugada com proteína CRM197.
Pneumocócica 15-valente. Presente no sistema privado de imunizações. Contém os sorotipos: 1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19A,
19F, 22F, 23F e 33F. Conjugada com proteína CRM197.
A Sociedade Brasileira de Imunizações e a de Pediatria recomendam utilizar qualquer uma das duas em substituição à pneumo
10-valente.
Indicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, com reforço aos 12 meses.
O esquema de vacinação para pacientes especiais aplicado pelos CRIEs é composto pelas vacinas Pneumo 13 e Pneumo 23. Observe:
Esquema vacinal para menores de 5 anos.
Portadores de HIV
Oncológicos 1 dose 1 dose + 1 dose 5 anos após
Transplantados de órgãos sólidos
INDICAÇÕES PNEUMO 13
Pacientes aptos a receberem uma dose da Pneumo 23 pelos CRIEs após o esquema completo com a Pneumo 10, conforme o PNI.
RESUMO!
Indicada pelas Sociedades aos 2,4, 6 e 12 meses de idade e disponível nos CRIEs para pacientes
Pneumo 13 – valente
especiais.
Indicada no PNI para idosos acamados e moradores de instituições fechadas. Disponível nos CRIEs
Pneumo 23-valente
para pacientes especiais a partir dos 2 anos de idade.
CAI NA PROVA
(UEL 2023) Sobre as vacinas contra o pneumococo para crianças, considere as afirmativas a seguir.
I. A vacina pneumocócica 10-valente faz parte do calendário nacional de vacinação da criança do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e
deve ser realizada aos 2, 4 e 12 meses de vida.
II. A vacina pneumocócica 13-valente não faz parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI), mas está disponível, nos Centros de Referência
para Imunobiológicos Especiais (CRIES), para crianças maiores de 5 anos de idade de alto risco: HIV/aids, transplantados de medula óssea e
de órgãos sólidos e pacientes oncológicos.
III. A vacina pneumocócica 10-valente, por ter polissacarídeos capsulares conjugados a proteínas carreadoras, induz memória imunológica
insatisfatória e proteção de curta duração.
IV. A vacina pneumocócica 23-valente está indicada para crianças maiores de 2 anos de idade que tiveram quadro de meningite bacteriana,
asma intermitente ou persistente leve e síndrome convulsiva.
COMENTÁRIOS
I. Correta. A pneumo 10 é a vacina do calendário infantil do PNI. Ela é aplicada aos 2, 4 e 12 meses.
II. Correta. A vacina pneumocócica 13-valente está disponível nos CRIEs para pacientes especiais e no sistema privado de vacinações.
III. Incorreta. Lembre-se do que falamos lá no início de nosso livro: quando conjugamos o polissacarídeo a uma proteína, aumentamos a
resposta imune ao estimular a resposta celular do linfócito T dependente, além da humoral.
IV. Incorreta. Essas não são indicações da vacina pneumocócica 23-valente.
1. Pneumo 10-valente. Aplicada no PNI aos 2 e 4 meses, com reforço aos 12 meses de idade.
2. Pneumo 23-valente. Aplicada no PNI a partir dos 60 anos para acamados ou moradores de
instituições fechadas, e nos CRIEs para pacientes especiais a partir dos dois anos.
CAPÍTULO
13.1 PREVENÇÃO
A vacina protege contra infecção pelo meningococo, causador todas as faixas etárias. Com a introdução da vacina, a incidência
de meningite, meningococcemia ou a associação das duas. Tem uma diminuiu entre as crianças menores de 10 anos. Proporcionalmente,
alta mortalidade e pode deixar sequelas graves, como amputações houve aumento na incidência do sorogrupo B nessa faixa etária. O
de membros e surdez. Atualmente, estão identificados 5 sorotipos sorotipo W é o terceiro mais frequente no Brasil e o número um em
principais causadores de doença: A, B, C, W135 e Y. Santa Catarina (fique atento se você for fazer prova por lá!). Não
No Brasil, o sorotipo C é o mais prevalente, se considerarmos há relatos da presença do A no país.
13.2 MENINGOCÓCICA C
Contém o sorotipo C.
13.4 MENINGOCÓCICA B
Vacina obtida através do DNA da bactéria, composta por proteínas de superfície do sorotipo B.
Disponível no sistema privado de imunizações apenas, é indicada pelas Sociedades aos 3, 5 e 12 meses.
RESUMO!
CAI NA PROVA
(SCMSJC 2023) A recomendação de vacinação contra doença causada pela Neisseria meningitidis de acordo com atualização em 2020 do
Ministério da Saúde para uma menina com 11 anos de idade é:
A) uma dose de vacina antimeningocócica ACWY, caso tenha recebido somente uma dose de antimeningocócica C.
B) duas doses de vacina antimeningocócica ACWY, independentemente de dose anterior de antimeningocócica C.
C) uma dose de vacina antimeningocócica ACWY, caso tenha recebido uma dose de meningocócica C e uma dose de reforço.
D) uma dose de vacina antimeningocócica ACWY, independentemente de dose anterior de antimeningocócica C.
COMENTÁRIOS
A meningocócica ACWY é feita para os adolescentes de 11 a 14 anos, independentemente do esquema anterior com a meningocócica
C.
Correta a alternativa D.
CAPÍTULO
14.1 PREVENÇÃO
A vacina protege contra o vírus da febre amarela, transmitido pelo mosquito Aedes
aegypti.
Antigamente, a doença era endêmica de algumas regiões do Brasil e a vacina estava
indicada apenas para moradores dessas áreas ou para quem fosse viajar para essas regiões, mas
ultimamente temos vivido um surto em todo território nacional, que levou o governo, em 2019,
a tornar a vacina obrigatória para todo o país.
14.2 IDADE
A vacina é indicada a partir dos 9 meses de idade, com reforço aos 4 anos.
Quem inicia a vacinação com mais de 4 anos, deve receber apenas uma dose para vida toda.
Quando o paciente for viajar para área endêmica, deverá ser vacinado 10 dias antes da viagem.
A vacina também contém traços de proteínas do ovo, portanto ela não deve ser feita apenas em pacientes com histórico de anafilaxia
a esse alimento. Histórico de reações leves não contraindicam a vacinação.
Fonte: Shutterstock
CAI NA PROVA
(SUS-SP 2022) Uma mãe levou o filho com quatro meses de vida à consulta de rotina. O lactente está em aleitamento materno exclusivo. A
mãe viajará para Belém e não possui vacina contra a febre amarela. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta.
A) A vacina contra a febre amarela é constituída de vírus vivo atenuado. Sendo assim, deve-se suspender o aleitamento materno por 48
horas após a vacinação da mãe.
B) A vacina contra a febre amarela é constituída de vírus vivo atenuado. Sendo assim, deve-se suspender o aleitamento materno por dez
dias após a vacinação da mãe.
C) A vacina contra a febre amarela é constituída de vírus vivo atenuado. Sendo assim, deve-se suspender o aleitamento materno por 28 dias
após a vacinação da mãe.
D) A vacina contra a febre amarela é constituída de vírus inativado. Sendo assim, não é necessário suspender o aleitamento materno.
E) A vacina contra a febre amarela é constituída de vírus inativado. Sendo assim, deve-se suspender o aleitamento materno por 14 dias após
a vacinação da mãe.
COMENTÁRIOS
A vacina contra febre amarela é de vírus vivo atenuado e é contraindicada para lactantes. Em caso de vacinação, devemos suspender
o aleitamento por 10 dias.
Correta a alternativa B.
CAPÍTULO
Vacinas vivas atenuadas compostas por vírus enfraquecidos do sarampo, caxumba, rubéola e varicela, aplicadas
via subcutânea.
15.1 PREVENÇÃO
Sarampo: doença exantemática que causa febre, tosse, conjuntivite e exantema morbiliforme
podendo levar ao óbito por complicações, como pneumonia e encefalite.
Rubéola: doença exantemática que causa febre, adenomegalia, exantema maculopapular róseo.
Pode causar a síndrome da rubéola congênita em mulheres grávidas, caracterizada por aborto, óbito fetal,
cardiopatias, catarata e surdez.
Caxumba: doença transmitida por gotículas de saliva. A maioria dos casos é assintomático, porém
pode causar inflamação da parótida, orquite, ooforite, encefalite, podendo levar à infertilidade e surdez
como sequelas.
Varicela: doença que causa exantema polimórfico, podendo levar à encefalite, pneumonia e infecção secundária de pele.
TRÍPLICE VIRAL: Essa vacina é composta pelas primeiras doses de proteção contra sarampo, caxumba e rubéola e está indicada pelo
PNI para ser aplicada aos 12 meses.
TETRA VIRAL: Composta pela tríplice viral + primeira dose da varicela. Aplicada aos 15 meses, pelo PNI.
Por que a vacina tríplice As mulheres em idade fértil costumam ser imunes a sarampo/caxumba/rubéola tanto pela imunidade
viral está indicada a natural quanto pela aplicação da vacina. Durante a gestação, há uma passagem de anticorpos contra essas
partir dos 12 meses? doenças por meio da placenta, assim sendo, o RN nasce com eles. Se vacinássemos a criança na presença
desses anticorpos maternos, eles destruiriam os vírus vacinais e não permitiriam que fossem criados anticorpos
próprios da criança. Assim, esperamos que os anticorpos maternos diminuam, o que ocorre a partir dos 6 até
os 12 meses, aproximadamente, para, só então, vacinar o bebê.
TRÍPLICE VIRAL
Para crianças, adolescentes e adultos até 29 anos não vacinados, a indicação é: realizar duas doses
com intervalo mínimo de 30 dias, e adultos de 30 a 59 anos, aplicar dose única.
Para contactantes suscetíveis de sarampo, caxumba e rubéola imunocompetentes, a vacina de
bloqueio está indicada até 72 horas após a exposição. É importante ressaltar que essa vacina é independente
e não substitui nenhuma dose do esquema.
Em situações de surto, o Ministério da Saúde aplica uma dose a mais da vacina dos 6 aos 12 meses. Ela é chamada de “dose zero”, pois
não entra na contagem do esquema vacinal.
CAI NA PROVA
(HSL SP 2023) A partir de 2019, várias crianças de 6 meses de idade receberam a vacina tríplice viral (contra o sarampo, a caxumba e a rubéola)
em campanhas nacionais ou em operações de bloqueio, para o controle do recrudescimento do sarampo no Brasil. Entre as opções a seguir,
a melhor conduta recomendada pelo Ministério da Saúde para essas crianças, a fim de manter alto o grau de imunidade da população é:
COMENTÁRIOS
Fique ligado, Estrategista! Qualquer dose dada antes dos 12 meses, seja para bloqueio pós-exposição ou controle de surto, não entra
na contagem do esquema vacinal!
Correta a alternativa C.
Ela é composta pela segunda dose de proteção contra varicela e deve ser aplicada aos 4 anos, segundo o PNI.
Também é indicada para contactantes suscetíveis de varicela maiores de 9 meses, imunocompetentes, em 3 a 5 dias após exposição.
Apresentam poucas reações adversas, na sua maioria locais, febre e mal-estar. Como são vacinas vivas, novamente, são contraindicadas
para imunodeprimidos e gestantes.
Assim como a vacina contra hepatite B pode levar à púrpura trombocitopênica, nesses casos, contraindicam-se doses subsequentes.
As vacinas tríplice e tetra viral, assim como a febre amarela, contêm traços de proteínas do ovo, porém, ela não está contraindicada
nesses casos, apenas há a ressalva de aplicá-la em ambiente hospitalar.
Síndrome de Reye. Essa síndrome tem causa desconhecida, mas está associada a infecções por influenza e varicela em crianças que
utilizam ácido acetilsalicílico (AAS) de modo contínuo. Seus sintomas são bifásicos. Ela inicia como uma infecção viral, semelhante à da doença
de base, e segue com encefalopatia aguda, que pode levar ao coma e óbito. O tratamento é de suporte. Nesses casos, devemos suspender o
uso do AAS por 6 semanas para receber as vacinas que contenham varicela.
Indicada para contactantes suscetíveis, que não podem ser imunizados com vacinas.
Para o sarampo, em até 6 dias após a exposição. São eles: menores de 6 meses, imunodeprimidos e gestantes.
Para a varicela, em até 96 horas após a exposição. São eles: imunodeprimidos, grávidas, menores de um ano
internados em hospitais, RNs de mães que desenvolveram a doença 5 dias antes ou 2 dias após o parto, prematuros
maiores de 28 semanas, cuja mãe nunca teve varicela, e menores de 28 semanas, independentemente se houve
infecção materna prévia. Grave bem esses dados, pois os examinadores gostam muito de tentar confundir o aluno!
• Maiores de 6 meses
VACINA Até 72 horas após exposição
imunocompetentes
• Menores de 6 meses
IMUNOGLOBULINA • Imunodeprimidos Até 6 dias após exposição
• Gestantes
É importante salientar que o bloqueio dos contactantes não inclui o uso de antivirais, eles são apenas tratamento.
Os contactantes de rubéola imunocompetentes devem receber apenas vacinação com a tríplice viral de bloqueio em até 72 horas após
a exposição. Não há imunoglobulina disponível.
No caso de paciente com caxumba, ele deve ser isolado e os contactantes que não tiverem duas doses da vacina tríplice viral devem
ser imunizados em até 72 horas após o contato. Também não há imunoglobulina disponível.
CAI NA PROVA
(HOSPITAL SÍRIO LIBANÊS 2024) Tercigesta, 34 semanas de gestação, professora do ensino infantil procura atendimento pois há um surto de
varicela na escola em que trabalha há 2 dias. Ela não tem certeza de já ter tido varicela, mas não lembra de ter sido vacinada. Nessa situação,
está recomendado
COMENTÁRIOS
Correta a alternativa D.
Quando temos uma gestante suscetível à varicela, a indicação é aplicar uma dose de imunoglobulina anti-varicela em até 96 horas após
a exposição.
COMENTÁRIOS
O enunciado descreve um caso de varicela. A doença surgiu 24 horas após o parto, portanto, o neonato tem indicação de receber
imunoglobulina em até 96 horas após a exposição.
(SANTA CASA DE BELO HORIZONTE - MG - 2022) Criança de 3 anos de idade é internada em uma enfermaria comum de um hospital público
com quadro de febre e inapetência. Após dois dias de internação, surgiram lesões vesiculares pelo corpo tendo, como diagnóstico, varicela.
No quarto em que a criança estava, havia quatro outras crianças internadas com os seguintes quadros:
1. Criança de 4 anos de idade sem história vacinal conhecida para varicela, portador de doença renal crônica e em uso de corticoide 2 mg/
kg/dia. Acompanhante imunizado.
2. Lactente sibilante, 8 meses de idade com quadro de broncoespasmo agudo em uso de oxigênio. Acompanhante imunizado.
3. Criança de 1 ano de idade, imunizado. Acompanhante grávida, com história de imunização desconhecida.
4. Criança de 7 anos de idade com pneumonia e história vacinal desconhecida. Acompanhante vacinado.
Diante do exposto e tratando-se de uma doença infectocontagiosa, qual é a conduta mais correta para com as outras crianças e seus
acompanhantes?
A) Uso da vacina em até 120 horas pós-contato no paciente de número 4 e imunoglobulina (IGHAVZ) nos pacientes de números 1 e 2 e na
acompanhante grávida.
B) Uso da vacina até 72 horas após o contato nos pacientes de números 2 e 4 e uso de imunoglobulina (IGHAVZ) nos pacientes de números
1 e 3 e na acompanhante gestante.
C) Uso da vacina até 72 horas pós-contato nos pacientes de número 2, 3 e 4. Uso de imunoglobulina (IGHAVZ) no paciente de número 1 e
na acompanhante gestante.
D) Uso de vacina até 120 horas pós-contato nos pacientes de números 2, 3 e 4 e uso de imunoglobulina (IGHAVZ) no paciente de número 1
e na acompanhante gestante.
COMENTÁRIOS
Correta a alternativa A.
(SURCE 2022) Mãe trouxe, para avaliação no posto de saúde, um lactente com 6 meses de idade, que apresentava, há 3 dias, febre, tosse
seca, prostração intensa. Evoluiu com exantema inicialmente na face, que se estendeu pelo tronco e membros, coriza abundante e hialina e
os olhos hiperemiados. Na orofaringe, apresentava-se hiperemiada com manchas branco-azuladas e pequenas. Mãe relata que um tio havia
chegado de viagem e estava com sintomas semelhantes com suspeita de sarampo. Como devemos proceder quanto ao bloqueio vacinal?
A) Caracterizando situação de surto, os contactantes gestantes e crianças abaixo dos 6 meses de idade também devem ser vacinados.
B) A aplicação da vacina deve ser realizada no prazo máximo de 5 dias, nos contactantes, apenas no caso confirmado de sarampo.
C) Contatos com idade a partir dos 3 meses até 11 meses e 29 dias devem receber uma dose da vacina tríplice viral válida para a rotina de
vacinação.
D) A vacinação de bloqueio deve ser realizada no prazo máximo de até 72 horas após o contato com o caso suspeito ou confirmado de
sarampo.
COMENTÁRIOS
Incorreta a alternativa A. Os contactantes gestantes e menores de 6 meses devem ser imunizados com imunoglobulina.
Incorreta a alternativa C. Apenas a partir dos 6 meses é que os indivíduos podem ser vacinados, e essa dose não é válida para a rotina.
CAPÍTULO
16.1 PREVENÇÃO
Previne contra a infecção pela hepatite A, que causa inflamação e necrose hepática.
16.2 IDADE
Indicada no PNI aos 15 meses de idade em dose única, com idade limite de 4 anos, 11 meses e 29 dias.
As Sociedades indicam aplicar duas doses aos 12 e 18 meses.
CAPÍTULO
17.1 PREVENÇÃO
17.2 IDADE
Pacientes masculinos e femininos dos 9 até 45 anos, Com intervalos de 2 meses entre a primeira
portadores de HIV, transplantados ou oncológicos em Três doses e a segunda dose, e de 6 meses entre a
uso de terapia imunossupressora primeira e a terceira
A HPV nonavalente está disponível apenas no sistema privado. Ela está indicada para homens e mulheres dos 9 aos 45 anos de idade.
Dos 9 aos 14 anos, aplica-se duas doses, com 6 meses de intervalo. A partir dos 15 anos, são aplicadas 3 doses ao invés de duas, com intervalos
de 0-2 e 6 meses.
Mais informações sobre a vacina e o HPV, você pode encontrar no livro de "Rastreamento do câncer de colo" da Ginecologia.
A vacina contra HPV apresenta poucas reações adversas, que na sua maioria são locais, além de febre e mal-estar. Não está relacionada
a síncopes.
Apesar de ser uma vacina inativada, é contraindicada em gestantes.
CAI NA PROVA
(FAMEMA 2024) A Organização Mundial da Saúde (OMS) coordena uma discussão sobre a eliminação do câncer de colo uterino nos países de
renda média e baixa, sobretudo por meio do aumento da cobertura vacinal e da implementação do rastreamento organizado e abrangente.
A estratégia de prevenção primária do câncer de colo do útero é a vacinação contra o papiloma vírus humano (HPV). Sobre essa estratégia
primária, assinale a alternativa correta.
COMENTÁRIOS:
Alternativa C correta: a idade de aplicação é de 9 a 14 anos, idealmente, antes do início da vida sexual.
Alternativa D incorreta: pois elas têm benefícios preventivos. Não há benefício terapêutico para quem já possui a doença.
CAPÍTULO
Não tem como, pois ela não contém o vírus! O examinador tentará
confundi-lo na prova.
Não caia nessa!
18.1 PREVENÇÃO
Há duas vacinas disponíveis no mercado. Elas previnem contra a gripe pelo vírus Influenza.
Influenza trivalente, composta de duas cepas do vírus A e uma do vírus B.
Influenza tetravalente, composta de duas cepas do vírus A e duas do vírus B.
As cepas presentes na vacina são modificadas anualmente, baseadas nas de maior circulação mundial do ano anterior.
18.2 IDADE
No PNI, a vacina disponível é a trivalente. Ela primeiro é disponibilizada para os grupos de risco. Em 2024, são eles:
Apresenta poucas reações adversas que, na sua maioria, são locais, além de febre e mal-estar.
Apesar de ser cultivada em embriões de galinha, ela não é contraindicada para pacientes com reações alérgicas, nem mesmo as reações
graves, mas deve ser feita em ambiente hospitalar.
Fonte: Shutterstock
CAI NA PROVA
(FAMEMA 2023) Assinale a alternativa correta sobre os grupos prioritários para a 24ª Campanha Nacional de vacinação contra a influenza —
2022.
A) Todas as pessoas com mais de 50 anos de idade.
B) Gestantes, desde que comprovada a gestação com exame laboratorial ou relatório médico.
C) Todas as crianças até 12 anos de idade.
D) Todos os trabalhadores da saúde dos serviços públicos e privados.
COMENTÁRIOS
(FRN 2022) Lactente, acompanhado por sua mãe, chegou ao consultório pediátrico a fim de realizar consulta de puericultura. Entre as dúvidas
da genitora, ela gostaria de saber que vacinas deveriam ser administradas com precauções, uma vez que seu filho teve antecedente de reação
anafilática sistêmica comprovada, após ingestão de ovo. Sendo assim, o profissional deve alertar para a realização com prudência da
A) Hepatite A.
B) Hepatite B.
C) Influenza.
D) Pólio inativada.
COMENTÁRIO
Dentro das vacinas disponíveis, apenas 4 possuem traços de proteínas do ovo em sua composição. São elas:
- Febre amarela
- Tríplice viral
- Tetra viral
- Influenza
Agora, apenas a febre amarela é contraindicada em casos de alergia grave ao ovo ou anafilaxia prévia. As demais, podem ser aplicadas,
mesmo em indivíduos com essas condições. No entanto, é recomendado que essas crianças, por precaução, sejam vacinadas em ambiente
hospitalar, ou em outro que ofereça condições de atendimento de anafilaxia, e fiquem, no mínimo, durante 30 minutos em observação.
Correta a alternativa C.
CAPÍTULO
19.0 PALIVIZUMABE
Imunoglobulina derivada de anticorpo monoclonal.
19.1 PREVENÇÃO
Previne contra a infecção por vírus sincicial respiratório, causador de bronquiolite e pneumonia, principalmente em lactentes.
19.2 INDICAÇÕES
Para esses pacientes, o Palivizumabe está disponível no sistema privado e, em alguns estados do Brasil, já está disponível no sistema
público.
Lembre-se de que a doença pulmonar crônica da prematuridade é causada por pneumopatia em prematuros menores
de 32 semanas que necessitaram de oxigênio por mais de 28 dias após o nascimento.
CAI NA PROVA
(IAMSPE 2024) Um lactente de 3 meses e 10 dias, idade cronológica, nascido com 28 semanas, pequeno para a idade gestacional, de parto
cesáreo, devido à pré-eclâmpsia materna, é levado à primeira consulta de puericultura. O paciente permaneceu internado por 3 meses,
devido ao quadro de síndrome da angústia respiratória do recém-nascido, e recebeu alta sem necessidade de oxigênio suplementar. O APGAR
ao nascer foi de 6 no primeiro minuto e 8 no quinto minuto. Os testes do coraçãozinho e do pezinho foram normais. O peso na consulta atual
é de 3550 gramas. Consta na caderneta da criança a administração de dose única da vacina para hepatite B, sem o registro de outras vacinas.
Considerando o quadro apresentado pelo paciente, assinale a alternativa correta.
COMENTÁRIOS:
O examinador traz um bebê de 3 meses e 10 dias, nascido com 28 semanas de idade gestacional. Seu peso atual é de 3550g.
Alternativa A incorreta: o calendário vacinal deverá seguir a idade cronológica do paciente.
Alternativa B correta: menores de 29 semanas têm indicação de palivizumabe no primeiro ano de vida.
Alternativa C incorreta: como ele já tem mais de 2000g de peso, podemos aplicar a BCG.
Alternativa D incorreta: a primeira dose da vacina contra o rotavírus pode ser aplicada até 3 meses e 15 dias de vida.
Alternativa E incorreta: a preferência é com a DTPa, por ser menos reatogênica.
CAPÍTULO
20.1 PREVENÇÃO
Previne contra a infecção respiratória por vírus da raiva, causador de encefalite aguda,
progressiva, que leva ao óbito em aproximadamente 100% dos casos.
Lembre-se: apenas mamíferos podem ter raiva!
20.2 INDICAÇÕES
Pré-exposição: indivíduos de risco que se expõem a animais, como, por exemplo, veterinários. Duas doses nos dias 0 e 7, intramuscular
ou intradérmica.
Pós exposição: segue o protocolo do Ministério da Saúde que trago abaixo e deve ser feito com vacina, imunoglobulina ou soro, o mais
rapidamente possível. O prazo máximo para aplicação do SAR ou do IGHAR é de 7 dias após a primeira dose da vacina.
A vacina tem aplicação intramuscular ou intradérmica. O soro e a imunoglobulina devem ser infiltrados, o máximo possível, dentro ou
ao redor das lesões. O restante, se sobrar, via intramuscular, de maneira mais próxima possível do ferimento.
1. Contato indireto (tocar, dar de comer, lambedura, contato com secreção ou excreções em pele íntegra): não há indicação de
profilaxia.
2. Animais passíveis de observação e saudáveis: observar por 10 dias; retornar à unidade de atendimento se o animal morrer,
desaparecer ou adoecer.
3. Animais não passíveis de observação, com sinais sugestivos de raiva ou mamíferos de interesse econômico:
CAI NA PROVA
(SCMSP 2024) Considere o quadro clínico a seguir: Paciente de 8 anos, sexo masculino, é levado a unidade básica de saúde pela sua avó,
devido a mordedura de cão na região da planta do pé direito e em palma da mão esquerda. Os ferimentos eram superficiais, pouco extensos.
O acidente ocorreu, pois, a criança colocou a mão e os pés dentro da grade onde o cão, que pertence ao vizinho, estava. O cão encontra-se
aparentemente bem, sem sinais de doenças. Assinale a alternativa que apresenta a MELHOR abordagem neste caso.
A) Lavar com água e sabão e observar o animal durante 10 dias após o acidente, se o animal permanecer sadio, encerrar o caso.
B) Lavar com água e sabão, iniciar esquema profilático com soro e 4 doses de vacina, até completar todo o ciclo.
C) Lavar com água e sabão, iniciar o esquema profilático com 4 doses de vacina e observar o animal durante 10 dias. Se o animal permanecer
sadio, completar o ciclo de vacinas e encerrar o caso.
D) Lavar com água e sabão, iniciar esquema profilático com duas doses de vacina e observar o animal durante 10 dias. Se o animal permanecer
sadio, encerrar o caso.
COMENTÁRIOS
Correta a alternativa A.
Estrategista, temos aqui um ferimento grave, pela sua localização. Porém, o cachorro é sadio e observável, então, independente do tipo
de ferimento, o cão será apenas observado por 10 dias. Se permanecer sadio, encerra-se o caso. Se morrer, adoecer ou desaparecer, como é
um ferimento grave, fazemos 4 doses de vacina e 1 dose de soro.
(UFES 2023) Paciente 30 anos, sexo feminino, sem comorbidades conhecidas, ao fazer trilha na região de Santa Leopoldina, foi mordida na
mão direita por um macaco, que, em seguida, fugiu para a mata. Chegou ao pronto-socorro cerca de 3 horas após o ocorrido. Observe as
afirmativas a seguir e depois responda.
I) Em situações conforme a descrita acima, deve-se prescrever soro e vacina antirrábicos.
II) Devido à localização, deve ser abordada como mordedura grave.
III) Se a lesão for grande e estiver limpa, deve ser realizada a sutura da ferida para evitar cicatrização por segunda intenção e comprometimento
dos movimentos.
COMENTÁRIOS
O paciente foi mordido por um mamífero silvestre, portanto o acidente é sempre considerado grave. A conduta é 4 doses da vacina
mais 1 dose de soro antirrábicos.
I — Correta, essa é a conduta adequada.
II — Correta, acidentes na mão são sempre graves.
III — Incorreta. Feridas por mordedura são de alto grau de contaminação, portanto não devem ser suturadas, favorecendo a área de
drenagem e evitando a formação de abscessos.
Correta a alternativa A.
(SCMRP 2023) Paciente de 20 anos é mordido por cachorro da vizinhança. São arranhaduras superficiais na perna direita. O vizinho está
em férias e não se sabe qual é a condição do animal, mas, no terceiro dia pós-mordedura, o cachorro desaparece. Recomenda-se, nesse
momento:
A) administrar 4 doses de vacina contra raiva (O, 3, 7 e 14).
B) administrar 5 doses de vacina contra raiva (O, 3, 7, 14 e 28).
C) administrar 3 doses de vacina contra raiva (O, 7 e 14).
D) observar o paciente por mais 7 dias; caso não desenvolva nenhum sintoma, não é necessário aplicar nenhuma dose de vacina.
E) localizar o cachorro e observar, por mais 7 dias, se ele apresenta algum sintoma raivoso.
COMENTÁRIOS
O paciente apresentou uma lesão considerada leve, provocada por cachorro observável, mas que desapareceu durante o período de
observação. A conduta é aplicar 4 doses da vacina.
Correta a alternativa A.
(AMP 2023) USP 2022) Uma criança de oito anos de idade é trazida à Unidade de Saúde da Família (USF) com história de ter sido atacada por
um porco doméstico, ao adentrar o interior de um chiqueiro, na propriedade rural onde vive com seus pais. O exame físico revela lesão única
e superficial na panturrilha direita. A família informa que a criança nunca havia recebido vacinas antirrábicas anteriormente.
Com vistas à profilaxia antirrábica, a conduta a ser adotada neste caso envolve limpeza criteriosa e desinfecção do local atingido, acompanhada
de:
COMENTÁRIOS
Estamos diante de um acidente considerado leve, porém, causado por um animal de produção. Portanto, a indicação é realizar 4 doses
da vacina, sem a necessidade de soro antirrábico.
Correta a alternativa A.
CAPÍTULO
3. GRUPOS PRIORITÁRIOS
• Esquema vacinal para maiores de 5 anos, com risco aumentado para formas graves da doença.
aAcima de 5 anos,
IMUNOCOMPROMETIDO, COM Duas doses 6 meses de intervalo
VACINAÇÃO PRÉVIA
• O volume das doses é de 0,25ml para crianças entre 5 e 11 anos de idade 0,5ml para população a partir de 12 anos de idade. A
aplicação é intramuscular.
• Lembrar que o intervalo mínimo recomendado entre a última dose de qualquer vacina COVID-19 e a vacina SpikeVax é de três meses.
CAPÍTULO
Fonte: Shutterstock..
Zostavax™ Shingrix™
Inativada recombinante
Tipo Viva atenuada
(glicoproteína E)
Esquema de doses Dose única Duas doses com 2 meses de intervalo
Maiores de 50 anos
imunocompetentes e maiores de 18
Idade Maiores de 50 anos anos imunocomprometidos
* Pode ser aplicada em quem já se
imunizou com a Zostavax.
Aplicação Subcutânea Intramuscular
Aplicação em imunossuprimidos Contraindicada Indicada acima de 18 anos
Tempo de aplicação após episódio de
Após um ano Após seis meses
herpes-zóster
Onde encontrar Sistema privado de imunizações Sistema privado de imunizações
CAPÍTULO
Qdenga®.
Indicada dos 4 aos 60 anos, 2 doses, com intervalo de 3 meses entre elas.
Pode ser aplicada independentemente da sorologia prévia do paciente.
Em 2024, ela está sendo disponibilizada, pelo PNI, para populações de risco e algumas regiões do Brasil.
Atualmente, o grupo a qual está sendo ofertada a vacina é o de indivíduos de 10 a 14 anos, de algumas cidades, dos seguintes estados:
AC, AM, BA, DF, ES, GO, MA, MS, MG, PB, PR, RJ, RN, RR, SC, SP e TO.
Dengvaxia®.
Indicada para indivíduos dos 6 aos 45 anos, 3 doses, com intervalo de 6 meses entre elas. Indicada apenas em pessoas já infectadas
(soropositivas), pois foi observado um risco aumentado de hospitalização e dengue com sinal de alarme se aplicada em indivíduos soronegativos.
Disponível apenas no sistema privado de imunizações.
https://bit.ly/3qkqe16
CAPÍTULO
28.https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46139-em-2020-ministerio-da-saude-amplia-publico-para-vacinas-contra-febre-
amarela-e-gripe
29.Informe Técnico do Ministério da Saúde. Orientações técnico-operacionais para a Vacinação dos Adolescentes com a Vacina Meningocócica
ACWY (conjugada). 2020.
30.Fonte: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/folder/esquema_profilaxia_raiva_humana.pdf
31.Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. Ministério da Saúde. 2014.
32. https://familia.sbim.org.br/covid-19, acesso em 22 de Julho de 2022
33. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/r/raiva/imagens/nota-tecnica-n-8_2022-cgzv_deidt_svs_ms.pdf/view , acesso
em 22 de Julho de 2022
34. https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/nota-informativa-cgpni-vacinacao-viajantes-polio-2112.pdf acesso em 22 de Julho de
2022
35. https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/nt392021-cocam-cgpni-amamentacao-alivio-dor.pdf acesso em 22 de Julho de 2022
36. https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/oficio-810-2022-pni-deidt-svs-ms-hpvimunossuprimidoshomens45.pdf acesso em 22 de
Julho de 2022
37. https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/nt-covid19-pfizer-6meses-menor3anos-221031.pdf acesso em 13 de Dezembro de 2022
38. Estratégia de vacinação contra a covid-19 - 2024 - Ministério da Saúde.
CAPÍTULO
Imunizações é um daqueles temas que você precisa ter bem firme em sua mente
antes de seguir em frente. As questões sobre ele, apesar de estarem principalmente na
área de pediatria, podem ser vistas em qualquer outra prova de Residência.
Como vimos, essas questões são na maioria simples e bastante claras, como
completar calendários em atraso, imunizar populações especiais e conhecer os conceitos
gerais, bem como individuais das vacinas.
Aliás, os calendários a princípio podem parecer verdadeiros bichos de sete cabeças,
mas, à medida que você treina, eles tornam-se familiares, não é mesmo? Tenho certeza
de que agora você está pronto para detonar nas provas.
Estou à disposição para dúvidas nos nossos Fóruns, canais e redes sociais. Estamos
juntos nessa. Acredito no seu sucesso!
Helena