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O Conhecimento Científico: Segundo Carlos Sabino

O documento trata sobre o conhecimento científico e seu processo de aquisição. Explica que a ciência tenta obter um conhecimento objetivo da realidade por meio do uso da razão e métodos sistemáticos, racionais e falsificáveis. Também distingue entre ciências puras, que se concentram em leis gerais, e ciências aplicadas, que buscam soluções práticas. Finalmente, resume as diferentes etapas do processo de investigação científica, desde a investigação básica até o desenvolvimento tecnológico.
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O Conhecimento Científico: Segundo Carlos Sabino

O documento trata sobre o conhecimento científico e seu processo de aquisição. Explica que a ciência tenta obter um conhecimento objetivo da realidade por meio do uso da razão e métodos sistemáticos, racionais e falsificáveis. Também distingue entre ciências puras, que se concentram em leis gerais, e ciências aplicadas, que buscam soluções práticas. Finalmente, resume as diferentes etapas do processo de investigação científica, desde a investigação básica até o desenvolvimento tecnológico.
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O conhecimento científico

Segundo Carlos Sabino


Em nossa vida cotidiana, adquirimos e usamos uma imensa quantidade de
conhecimentos, tão variados quanto o próprio universo.

O conhecimento se apresenta a nós como algo quase natural, normalmente o aceitamos sem
discussão. Quando começamos a nos preocupar com a forma como foi adquirido
um conhecimento se nos apresentam questões de varada índole, muitas vezes de las
quais integram o campo de estudo da metodologia. Os seres humanos utilizam um
um amplo conjunto de conhecimentos, mas a verdade deve ser buscada e encontrada.

A tomada de consciência do homem frente à sua própria morte originou uma peculiar angústia
diante do próprio destino, diante do desconhecido, o que não se pode abarcar e entender. De
ali surgiram as primeiras tentativas de elaborar explicações globais de toda a
natureza e com isso o fundamento, primeiro da magia, das explicações religiosas,
mais tarde, e dos sistemas filosóficos posteriormente.

Se pararmos para estudar alguns dos livros sagrados da antiguidade, aparecem


razonamentos lúcidos como observações práticas e empíricas. Todas estas
as construções do intelecto podem ser vistas como parte de um amplo processo de
aquisição de conhecimentos que mostra o quão difícil é a aproximação ao
verdade: nunca aconteceu que alguém tenha alcançado a verdade pura e completa sem
antes de passar por um erro, sempre de alguma forma se obtêm primeiro conhecimentos
falaciosos. O conhecimento chega até nós como um processo.

Se concebemos o homem como um ser complexo, veremos que ele tem muitas maneiras
distintas de se aproximar aos objetos de seu interesse. O conhecimento científico é um dos
os modos possíveis do conhecimento, talvez o mais útil ou o mais desenvolvido. O único
capaz de nos proporcionar respostas para nossas perguntas.

A ciência deve ser vista como uma das atividades que o homem realiza. É preciso
definir a ciência como uma atividade social. Assim como a filosofia, a ciência trata de
definir com a maior precisão possível cada um dos conceitos que utiliza. Não devemos
dizer que a ciência é objetiva, mas sim que a ciência tenta ou pretende ser objetiva.

Qualidades específicas da ciência que permitem distingui-la:


A objetividade: tenta obter um conhecimento que concorde com a realidade do objeto,
que o descreva tal qual é.
Racionalidade: refere-se ao fato de que a ciência utiliza a razão como arma para chegar a
seus resultados.
Sistematicidade: A ciência se preocupa em construir sistemas de ideias organizadas
coerentemente e de incluir todo conhecimento parcial em conjuntos cada vez mais
amplos.
Generalidade: A preocupação científica está em fazer com que cada conhecimento parcial sirva
como uma ponte para alcançar uma compreensão de maior alcance
Falibilidade: A ciência é um dos poucos sistemas elaborados com a possibilidade de
equivocação, de cometer erros.

Todo cientista abandona a pretensão de ter alcançado verdades absolutas e finais,


solo se plantea que suas conclusões são provisoriamente definitivas. Em consequência
toda teoria, lei ou afirmação está sujeita em todo momento à revisão e discussão, o que
permite aperfeiçoá-las e modificá-las.
As ciências se ocupam de objetos ideais, existem ciências formais, fáticas, ciências
humanas, ciências da cultura e ciências naturais. Por outro lado, de acordo com o tipo de
interesse que prevalece na busca de conhecimentos, estes podem ser divididos também
em puros e aplicados, falando-se consequentemente também de ciências puras e ciências
aplicadas. As primeiras propõem conhecer as leis gerais dos fenômenos
estudadas. E as segundas concentram sua atenção nessas possibilidades concretas de
levar à prática as teorias gerais, direcionando seus esforços para resolver as
necessidades que se colocam os homens. Não há ciência aplicada que não tenha por trás um
conjunto sistemático de conhecimentos teóricos 'puros'. Uma ciência pura apenas na
sentido de que não se ocupa diretamente em encontrar aplicações.

De acordo com Esther Díaz

Diferentes etapas constituem o processo de busca tecno científica.


Etapas canônicas:
Pesquisa básica pura, cuja finalidade é produzir conhecimento, sem projeto de
aplicação e técnica.
- Pesquisa básica orientada: corresponde à investigação isenta de aplicação
técnica
- Pesquisa aplicada: deverão ser projetados planos de ação para a transição
para o uso concreto das teorias
- Tecnologia: requer pessoas bem treinadas para operacionalizar os meios
estabelecidos pelos pesquisadores (pessoal capacitado para a técnica)

Características do conhecimento científico:


Claro e preciso - Explicativo e preditivo
Provisório - Metódico e sistemático
- Objetivo Viável
Controlável - Crítico e analítico
- Descritivo - Lógicamente consistente
Unificado Fecundo

Podem-se caracterizar os modos de fazer pesquisa em


- Disciplinar, fechado em si mesmo
- Interdisciplinar ou transdisciplinar, interativo.

As semelhanças e diferenças entre a epistemologia e a metodologia são;


Não existe metodologia sem pressupostos epistemológicos, nem epistemologia sem
sustento metodológico.
Fala-se de metodologia quando se faz referência às técnicas utilizadas em uma
investigação. Em vez disso, um projeto de pesquisa é uma espécie de programa
geral de todas as instâncias de investigação. A epistemologia deveria considerar
as condições de possibilidade históricas do conhecimento. Nem todos os métodos
modificam a realidade empírica.
Atualmente existe uma divisão entre:
- Quem usa os métodos (os cientistas), - Quem tenta validá-los (os
epistemólogos), e - Quem os desenha (os metodólogos).

Todas as teorias são construídas com proposições. Ou seja, com enunciados dos
que se pode pregar se são verdadeiras ou falsas. Uma proposição é verdadeira se
o que enuncia se corresponde com o enunciado. Um conjunto de proposições
podem formar um raciocínio. Uma estrutura lógica constituída por uma ou
várias premissas e uma conclusão. Tanto as premissas quanto a conclusão podem
ser verdadeiras ou falsas. Os raciocínios são válidos ou inválidos.
Quando é válido um raciocínio? Quando não existe nenhuma possibilidade de
obter uma conclusão falsa a partir de premissas verdadeiras.
Existem correntes formalistas que tentam validar os métodos das ciências
fáticas a partir de sua consistência lógica:
Indutivismo, método hipotético-dedutivo e correção falsificacionista.

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