Entre Caboclos e Encantados
Entre Caboclos e Encantados
demais nações e hoje está presente em quase todos os cultos e até nas
casas de umbanda pregando uma visão meio católica-kardccisr:r, r ,,rr,
casas mais ortodoxas.
comportâmento diferenciado, quase não bebendo e nem fumanclo, rrrrrrr,,
embora, se analisâÍmos muitas de suas cantigas e outrâs cíu-:rct(.rr,rr Embora se fale indistintamente de encantado e caboclo, há dife-
cas, vamos remontar à sua origem primitiva. rençâs bem marcantes em suas maneiras e posturas, já que o encanta-
do não seria o mesmo caboclo da umbanda e do terreiro de candomblé.
Esse caboclo descendente também hoje tem mudado muit«r. N.r.,
O encantado tem uma postura muito própria. Na mina, ele é perfeita-
casas de mina e de umbanda, antigamente, quando desciam, os r::rl,,
mente individualizado, tem sua família, tem seu mito próprio, ele rem
clos obedeciam a determinados rituais, como: a) tirar sua doutrina (t.:rrr
uma descendência, ele tem história, enquanto na umbanda e no can-
tiga, ponto, dota); b) riscar seu "ponto" com pemba; c) dizer suâ onr,(.n r
Em muitos terreiros de umbanda, numa mesma festa pública orr Quando abri minha casâ em São Paulo hâ 22 anos, dificilmente
privada, o mesmo caboclo, usando o mesmo nome, pode incorporar se falava em encantado, enquanto hoje em muitas câsâs se diz "meu
simultaneameflte em vádos filhos, o que demonstra haver uma outr,r encantado", em vez de "meu caboclo". A figura do índio, ântes selva-
interpretação, outro conceito de caboclo, diferente daquele da mina. () gem, bravo, mudou, ganhando novâ roupagem e nova linhagem.
nome pode ser o mesmo, mas é diferente a concepção que se tem da Nos diversos cultos afro-brasileiros há uma inter-relação entre
entidade. Mas há também casas de umbanda em que cada entidade ó as entidâdes dos caboclos, encantados, mestres, boiadeiros etc., com
própria de cada filho-de-santo. diferenças bem marcadas que podem ser apontadas.
322 ENcAN/ÁÍiiA lltü\i/ I //ü t NIRI (.All(X-lo\ I lN(ANIADo5 12 l
O caboclo propriamente dito (.omo conta o caboclo Pedra Preta de Mãe Lindinalva, o cabo-
Caboclo é o índio civilizado que veio para a cidaclc, (prc sc nur. clo faz parte da própria história do Brasil:
turou com o branco e até mesmo com o africano. São deste grLrl)() irs Minba nãe é brasileira
entidades que mais baixam na umbanda. Âlguns usam expressircs orr meu Pai imPerador Oit)
tupi-guarani pârâ se identificar ou se comunicar. Quando manife st;rrlo, Eu soa do Brasil
o caboclo usa panos e faixas com laços, chapéu de palha, enxada. []srr brasileiro eu sou OiE.
rodilha e não torso. Fuma charuto. Trabalha para resolver problenrls,
Ele teria nascido e se encântado no Brasil, como umâ fefa, numa
vem briflcar e leva recados dos fiéis pata mata, depois trazendo :rs
^ pedra de raio que vem à tona §ete anos âpós ter caído e se eírterrado,
respostâs. É independeÍlte e, na maiotia das vezes, se apresenrâ com()
.rm, p.dra preta, brilhotu. É ít dio, mas se porta como caboclo-para o
grande guardião dos orixás, os donos do axé. No candomblé nào sc
porro.rra.rrd er. Diz que no candomblé náo há famílias de caboclos'
admite a incorporação de um mesmo caboclo simultaneamenre cnl
poi. o povo-de-santo só teria se preocupâdo corir os ofixás africanos,
vários filhos.
lrq.r...rrdo-se do lado caboclo, o que âcarretou o Íim da continuidade
Na mina, nã.ohâ a necessidade de oferendas de comidas secas c d^. .a.^s e das famílias de caboclos. Não se considera egum (espírito
"corte" (sacrifício de animais) para os orixás, especialmente Exu, Ogunr de morto), mas suâ "paielança" é como de egungum, dos índios mor-
e Odé, antes de toques e festas para caboclos, nem se faz um prévi<r tos que iâ foram grandes caciques, tuxauas, morubixabas' Teve que
xirê aos voduns e orixás, como ocorre nos candomblés que tocânr .n ri, no culto da iurema (sem contudo virar mestre) para poder se
para caboclos. tornar um verdadeiro chefe. Diz ser pai da cabocla Jandira, Cabocla
Lavínia, sendo a cabocla Iracema a máe deles. Tem filhos de seu sân-
No candomblé, o xirê preliminar aos orixás é justiÍicado por se
gue e filhos adotados, reconstiruindo-se todo um sentido de família,
crer que o orixá, poÍ ser o dono da casa, pode se aborrecer se não for
certamente por influência do tambot-de-mina'
lembrado. Mas o caboclo não se sente aí um intruso. Essa combinaçàcr
de orixás e caboclos pode ser entendida como uma espécie de união Pode-se verificaf em são Paulo que essas entidades brasileiras
das raças e dos povos, mas, mesmo assim, o caboclo não comparece acr classificadas como caboclos foram, com o passar do temPp, mudando
xirê dos orixás e estes também não se manifestam no toque dos cabo- e se adaptândo, perdendo um pouco das origens e características que
clos. Há um respeito aos limites e às diferenças, cada um na sua hora, as definiam.
rnas um respeitando e amando o outro. Existe certa ligação do caboclo Muitas câsas de umbanda mantêm a tadição do caboclo
1â não
com o orixá de cabeça do filho. No candomblé, o caboclo manifesta-se "riscar o ponto", "catrt?.r sua doutrina" e dizet o "que representa"'
ou como boiadeiro ou caboclo de pena, os quais rezam na chegada Gestos que o deÍinem, pois toda a sua história está ali contida, com
um ingorossi brasileiro e se identificâm como filhos dos orixás (em es- seu "ponto tiscado", que se rePete durante toda a vida' Na umbanda
pecial os donos da casa), mas não riscam ponto, usam faixas com la- tradicional, quando da "coroação" do médium, o caboclo usa cocar de
ços, bebem e fumam no salão e fazem quitanda de frutas. Bebem e penas, l"r^rrào arco e flechas na mão. É subordinado a Oxóssi, o
rei da
-macaia.
oferecem a todos sua bebida titual, a jurema de caboclo, que é diferen- Com o passat do tempo e dentro da sua evolução, o caboclo sc
te da jurema de mestre, própria do catimbó. torna chefe da macaia.
O caboclo na umbanda usa comer das comidas sólidas, verduras Penso que devemos estudâr o caboclo com o mesmo carinhcl
e frutâs, o que na mina se considera impróprio e incompatível com a que temos pelo orixá, vodum e inquice. Também não vemos nada dc
incorporação. Na umbanda do Norte o caboclo segue o mesmo padrão .rrrdo em cultuar orixá e caboclo numa mesma casa, desde quc crrr
da mina, com cantigas próprias, que ele canta na chegada, durante o separado e sem misturar os rituais. O ptoblema' me parece, é quc ccr
tambor e na despedida. ,r, .rru, de umbanda e candomblé adotam entidades da mina quc tri, r
324 I NL^N /^R/A t\tiA,,tl t iliA ENCANIADO5 32,5
ENTRE CAEOCIO5 E
e o cabo-
sabem cultuar, e então começam todo um proccss() cre in'r.rr\i. r-rrrr:rr, Vemos então â grande mistura do que seria o baiano
com muita criatividade. o o caboclo e o exu'
encantado tem cantigas aPr.1;ri,r,r:rs
Prrr:r clo, o caboclo e o marinheito, o caboclo e o cigano'
chegar, para dançar enquânto está em terta e para subir, arénr rl:rrlLrcr,s ocabocloeoboiadeiro.
que podem ser cantadas sem que esreja presente, mas fazer iss.
sc'r
conhecimento e sem fundamento, c^rrtar só por cântar, é muito preju-
dicial à continuidade da verdadeira encantaria. Índios
Ves-
É tradição na mina maranhense e parâense tef-se
num mesmo Índio é o caboclo de mata bruta, selvagem' da mata fechada'
(homens) e de flores (mu-
tambor a presença de voduns, gentis e caboclos-encantados. Na casa te pena, usâ cocât, penacho, rodilha de folhas
de Tóia Jaúna essa prática é condenada, pois enrendemos que Iheres). O chefe é o cacique, abaixo do qual estão
o tuxâuâ' depois o
são
energias diferentes, de origens e panteões distintos. sua mistura morubixaba , e o abaré-g,aç", abaré-mirim, abaté' F'
um caboclo em es-
deve- mestres da iurema'
se à falta de conhecimento, por deficiência na iniciação
dos dirigen- tado selvage:t^, é ao.igà do caboclo e a origem dos
da doutrinação do
tes, falta de uma sólida estruturação da casa, como se tucro fosse mas que pr..i., ser dãutrinado. o índio seria o início
entte terrei-
válido. Fazemos festas separadas até mesmo para âs diferentes famí- médium q.,^,'do está começando e que não sabe diferenciar
não se vê
Iias da encantaria, podendo uma visitar a outra, o que não
é regra to e m t;,por isso vem bravo, bruto, sem disciplina' Quase
vem evoluído' en-
geral' Para voduns canta-se em língua afticana e p^ra encantaria,
em
mais sua presença na umbanda, pois ultimamente iâ
quanto ná candomblé é nula "tn p""tç"' Na mina está se extinguindo'
português.
poirormineirosatuaisprefererntrabalharcomentidadesmaismoder-
.rr, . ,d^pt"das ao nosso modo de viver e entender'
Boiadeiros
Para a mina, os boiadeiros formam uma linhagem de caboclos,
Encantados
com maior presençâ nâs casâs de candombré angt la, onde se identifi-
cam como brasileiros e dizem ser originários da Hungria, talvez O legítimo encantado, além de não ftzet uso de comidas sóli-
uma
Hungria perdida na memória dos tempos. Assemelham-se a alguns das, não bÃ" . nem fuma no barracão' enquânto as demais entidades'
en_ usa toalha' às
cantados de mina da famiü,a do codó, também conhecida comã
família
nos outros cultos, sim. O encantado, como o vodum'
na mesma' Já os
de seu Légua Boji Buá ou família de Mata do codó, e misturam-se vezes com um ponto riscado desenhado ou pintado
com Limitam-se
os vaqueiros. Estes três grupos boiadeiros, vaqueiros ç ç6d6sn5ss índios, boiadeiros e caboclos (fora da mina) não o fazem'
feitos com faixas amar-
estariam muito próximos entre -si. Â maioria dos terreiros - ao uso de bandas de pano na cabeça com laços
de umbanda darpasse ou consulta' o que
moderna já. tem boiadeiros, mas transformados. Têm poucas cantigas rados ao corpo. Não é tegrao encantado
próprias e já usam botas em vez de ficar clescalçor, .àrno na angola. é praxe na umbanda e nos candomblés de
caboclos'
Âliás, a familia do codó não tolera ficar carçad,a. Boiadeiro é o coÍpo
o cabocro O encantado da mina teve vida mas não morreu' Perdeu
chefe dos vaqueiros, é o fazendeiro. usa roupa cle colrro, fuma
cigarro físico mas não houve morte, ele se transformou' Não é considerado
entidade que
de palha ou charuro. É um aliado de índios e caboclos.
egum e nem catiço. Na visão dos outros cultos' é uma
possívei
A umbanda também confunde os mestres da jurema (entidades viveu no nosso mundo e morreu' Está no nosso meio numa
missão' Não é essa
do catimbó), chamando-os de boiadeiros e até mesmo de exus. H evolução espiritual, no sentido de estar cumprindo
aí
surge a figura conhecidíssima e polêmica do Seu Zé pelintra, a concepção do tambor-de-mina'
que tem
uma biografta real, verídica, é um grande mestre da jurema
pernam_ Na Casa de Tóia Jarina cultuamos várias famílias de encantados'
bucana e aqui em são Paulo transformou-se algumas vezes em baiano mas a principal é a do Rei Sebastião e da família
do Lençol' Esses
Àliás' algu-
e outfas em exu.
.rr.rr.,ndo, usam chinelos brancos e toaihas de Richelieu'
I
'326 \21
LN(AN/AR/A I]/IA\/I I //iA lN/R/ cAtio(-lo! I INLANIAÍ)o5
mas famílias de encantados usam chinclos, urna irrfrrrôrrr:iu tr,:. \.r,,rrrrr N4ctcc'c gratrcle destaque a familia da Bandeira'
chefiada por Ca
de origem
da Casa das Minas Jeje do Maranhão, onclc os vorluns, rrl t:1r,r r ,1, boclo João cla Mata, o Rei da Bandeira, Rei Boa Esperança'
nobres' chamados
Mãe Andressa, foram autorizados a usá,ros.'rambém a rer,ç;rr) (.r,.rrl por,,r[r'r"rn e italiana. É ,,rna famílio' de encantados
fevereiro e recebe
tado-vodum é muito mais forte e real do que encântâdo-.rixri. I,, ,1rr.r , de bandeirantes. Esta família é festeiada em 8 de
impossível no Maranhão se falar de encantado sem se reportâr a ela alguns cabo-
1r(, | .r rr I homenagem em todas as casâs de mina, iuntando-se
bor-de-mina, onde sua presenç a é marcante. clos de mata.
A segunda grande família daCasa é a da Mata do Cockr, t lJ,, Destaca-se também a farrrí\ia daBaia chefiada por
Baiano Gran-
de setembro' Os
destaque é para Zé Raimundo Bofi Buá sucena Trindade. sâ. :1.,,, de Constantino Chapéu de Couro, festeiada àia 21
melhados aos boiadeiros mâs em nenhum momento se confuntrr.r,, baianosdaminanãoadmitemserconfundidoscomosorigináriosdo
com estes. são chefiados por seu Légua Boji Buá. observam,s t|,,, baía e aí entenda-se
estado da Bahia, mas dizem vir simplesmente da
quando tocamos tambor para os codoenses e algum visitante enrr., umabaíaencantada,baíanosentidodeacidentefísico-geográfico.
em transe, jâ é o boiadeiro que se faz presente e não o cabocro .r,. muitos baianos com
Nessa famil\a,entretânto' identificam-se também
pena. Seriam boiadeiros de mata e não boiadeiros de câmpo. também mistu-
características umbandistas' ou seja, vindos da Bahia'
Na mina' as prin-
Vai uender, aai aender rados com entidades pernambucanas e paraibanas'
Baiana e Seu
uai uender boiada (tlir) cipais figuras míticas desta família são Dona Chica
-
do norte para o rertão Baianinho.
uai uender sua boiada, S'eu Legua Seguem as famílias da Mata deJurema, chefiada
por SeuJurema'
o Caboclo
Legaa do Maranbão OiO DonaJrrÃma e DonaJureminha, tendo grande importância
- Essa é uma famí-
Culrua-se, com grande destaque, na Casa de Tóia
Jarin a, a família
Ro-p" Mato, também chamado CachapâdaJurema'
dos Turcos, a grande familia de Turquia, sob o comarrdt d, legendária liadeíndios,característicadeumritodenominadotambor-de-borá'ou
cabocla Mariana, aBela Turca. Na nossa casa, dizemo, qr" o", turcos canietê.Antigamenteseustamboreseramrealizadosnomeiodamata'
cima de folhas de
são nagôs ou tapâs-nupes, chefiados por Dom onde se fazia umpequeno roçado, dançando-se em
João de Baiabaia, Rei cla
Turquia, de origem afúcana e não européia. seriam descendentes da fa- tucumanzeiro.
mília de Xangô. Muitos caboclos turcos estão na umbanda, usam nomes
Outra ê a Íamíha de Surrupira, chefiada por Velha Surrupira
e
em tupi-guarani e aparecem na mata de a civtlizaçáo'
Jurema (e não na jurema de composta de entidades selvagens e sem contâtos com
mestre) levados por caboclo verho. Essa família em nossâ casa tem com o Curupira e o Saci-Pererê'
três Àlgumas vezes se confunde Surrupira
dias de tambor com derrubada de boi e hasteamento de bandeira. Dona demandas' Quando
São entidades trabalhadoras e boas para desfazer
Mariana surge como a grande relações públicas, a responsável pelo grande folhas com mel e subiam nas pâre-
entrei na mina, há 38 anos, comiam
entrosamento de nossa casa com outros terreiros, a muitos dos quais e ali se ouve uma ou outra
des de costas. Perderam-se no tempo e aqui
chegou a impor seus gostos, costumes e tradições. Recebe visitas e vai
invocação sua.
visitar. Recebe homenagens e faz homenagens ao povo do santo, estudio-
por Boço
sos e políticos. Âssumiu a chefia da casa e colocou sua marca. A. mes- Também temos a familia dos Marinheiros, chefiados
de Iemanjá'
mo temp-o que é rígida, sabe enrender as falhas e problemas dos filhos. Marinheiro Jarlad,tta,que se apresentam como servidores
E a grande conselheira, confidente, farrista, coordenadora. Dona Mariana Chegam cambaleando, lembrando o balanço
do mar; não por estarem
impôs cantigas. Já é cosrume de algumas câsas de umbanda e canclom- bêba-dos, como muitos acreditam. É ,-,
linhagem nobre, muito gran-
de homens' numa
blé, nas grandes festas de caboclos, receber e tocâr tambor-de-mina, dando de. Comem frutos do mar' Embora formada só
Cabocla}'/.ariana'
o comando à cabocla Mariana. sua maior habiiidade social é saber tra- raríssima exceção têm uma mulher como membro:
considerada como a rainha da Mari-
tar, receber e prestigiar a todos, indistintamente. que é marinheira, e que no Parâ é
-l2lt tNcAN/^/(/A /iir^\// I //r^ INIRL cAt]oCl-os t LNCANIADos 129
Mesttes da jurema
E'ssa linhagem de entidades espirituais não é curtr-rarra
r)() (irrrr)(,r
de-mina, a não ser flos casos de firhos originários do nagô-v.rrtrrrr
,,rr , r, ,
Filosofra e ciências
professor do Departam..-ao à" Antropologia da Faculdade de
coletiva da universidacle
Referên ci a bibli ográfi c a Hr-r.r, e da Éós_Graduação do Instituto de saúde
autot de inúmetos trabalhos publica-
Federal da Bahia, Pesquisador do CNPq, é
científicos e livros e organizadot' com Jeferson Bacelat' dos
dos em periódicos
(Rio de Pallas,
LEACOCK, Seth e LEACOCI1 Ruth. Spiits 0í rbe Deep: a Studl o1l an Ay'o_Braqilian livros B)asil:rn país de negros? e Facet da tradição afro-brasihira Janeito,
Calt. Nova York, The American Museum oÊ Natutal Hisioiy, 197i. 19e9).
** Doutoranda em saúde Pública pela uni'r,'ersidade Federal da Bahia e Professota
Assistentedol)epattamentocleAntropologiadaFaculdadedeFilosofiaeCiências
Humanas dessa universidade. Publicou, com carlos Caroso,
"Exu na ttadição tera
pêuticareligiosaafto-btasileira,,,nolivroorganizadoporCarlosCarosoeJeferson
b^..l"r, Foies do tradição aJro-brasileira (Rio deJaneito' Pallas' 1999)'