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Modelo Geotécnico

O documento descreve um modelo geomecânico que caracteriza a malha rochosa e fornece informações geológicas essenciais para projetos de obras, especialmente escavações subterrâneas. Ele detalha critérios para estudos geológicos e geotécnicos, incluindo métodos de prospecção, ensaios de laboratório e geofísicos, além de diretrizes para a análise de estabilidade de taludes e estruturas. A importância da coleta de dados precisos e da avaliação das características do solo é enfatizada para garantir a segurança e a viabilidade das construções.
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Modelo Geotécnico

O documento descreve um modelo geomecânico que caracteriza a malha rochosa e fornece informações geológicas essenciais para projetos de obras, especialmente escavações subterrâneas. Ele detalha critérios para estudos geológicos e geotécnicos, incluindo métodos de prospecção, ensaios de laboratório e geofísicos, além de diretrizes para a análise de estabilidade de taludes e estruturas. A importância da coleta de dados precisos e da avaliação das características do solo é enfatizada para garantir a segurança e a viabilidade das construções.
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MODELO GEOMECÂNICO

Trata de caracterizar e definir a estrutura da malha rochosa nos proporcionando


informação geológica do meio onde é realizado o projeto da obra.

Se conceptua o modelo geológico PILAR CLAVE para toda avaliação


geomecânica de estabilidade, já que abre informações chave para o projeto de
as escavações subterrâneas, ou seja, todas as informações sobre fatores
geológicos

A compreensão do modelo geológico marca a base da avaliação da


estabilidade de blocos e cunhas presentes na área de execução da obra
(superfície do túnel).

CRITÉRIOS A TER EM CONTA

Estudo geológico e geotécnico


Todos os projetos construtivos devem conter um Estudo geológico e
geotécnico que incluam os seguintes pontos:

1. Introdução. Neste apartado, são indicadas as folhas e quadrantes do Mapa


Topográfico Nacional que cada caso se estudie, assim como a
metodologia seguida e o autor ou autores do trabalho.
2. Características gerais. Este epígrafe aborda uma série de aspectos que
permitem efetuar um enquadramento da zona dentro do território em que se
localiza: climatologia, topografia, geomorfologia e estratigrafia geral, assim
como tectônica e sismicidade.
3. Estudo de zonas. Baseando-se na caracterização geomorfológica
efetuada no ponto anterior, divide-se a área de trabalho em zonas
relativamente homogêneas, para as quais é realizado um estudo detalhado
que inclui, entre outros aspectos, cortes geológicos, colunas
estratigráficas, e a determinação de grupos litológicos, para os quais se
defina sua litologia, estrutura e características geotécnicas fundamentais.
Esses aspectos devem ser refletidos, por sua vez, na cartografia
correspondente que será incluído no estudo.
4. Conclusões gerais. Na seção correspondente a
conclusões, coloca-se em evidência, desde um ponto de vista
eminente prático e aplicado à execução do projeto, os
principais aspectos e problemas relativos à topografia, hidrologia,
litologia, geomorfologia e geotecnia.
5. Informação sobre jazidas. Será dada uma visão sucinta dos
principais pedreiras e depósitos rochosos e granulares ativos na zona
do projeto, acompanhada de um mapa ou esquema resumo.
6. Planos. Se adjuntarán os seguintes planos com a escala correspondente.
mínima de presentación
•Geológico 1/200.000.
Geomorfológico 1/200.000.
•Soluções 1/200.000.
Geotécnico 1/200.000.
•Litológico-estructural 1/50.000.
Cada um dos planos irá acompanhado de sua correspondente legenda em
que se refletirão, de maneira resumida, as características principais
assinaladas nos restantes apartados para cada zona.
7. Reportagem fotográfica. O estudo deverá incluir uma reportagem fotográfica e a
localização das fotografias.

Prospecções de campo

São detalhadas as análises mais utilizadas na caracterização geotécnica, tendo


em consideração à sua fiabilidade, à rapidez na execução e à conveniência do seu
aplicação em função do tipo de terreno.

Cada um dos ensaios receberá uma identificação formada por uma letra, que
indica plataforma, desmonte, terraplén o estrutura, y un número de orden dentro
de cada tipo.
De cada um dos ensaios serão tomadas coordenadas ou referências por distâncias
a pontos bem definidos da cartografia. Todos os ensaios serão representados,
refletindo sua identificação, nos planos geológicos.

Calicatas

Uma calicata é uma escavação do solo para a observação direta do mesmo.


Estas são realizadas de forma habitual por meios mecânicos (giratória, mista ou
mini) de potência suficiente para escavar solos e rocha meteorizada, até uma
profundidade de, pelo menos, três metros ou até encontrar o substrato rochoso.

No momento da escavação, deve estar presente um técnico qualificado, que


anotará as principais características da mesma: dificuldades de escavação,
aparição de água no fundo ou nas paredes da mesma (com indicação
qualitativa da vazão), estabilidade do corte, etc.
O técnico descreverá os solos e avaliará a consistência de
os materiais coesivos, encarregando-se também da coleta de, pelo menos, dois
amostras para a realização de ensaios.

As calicatas serão preenchidas imediatamente, a menos que seja solicitado o contrário.


contrário para poder observar durante certo tempo a afluência de água,
estabilidade das paredes, etc.
Este método de investigação deteriora o substrato base de fundação, por isso
se recomenda evitar situá-las sob pontos onde se projete apoiar sapatas ou
cerca de cimentações existentes, para prevenir problemas de estabilidade,
descalces, etc.

Penetrações dinâmicas

São os ensaios de Penetração Contínua do tipo Borros, substituídos ultimamente


por os ensaios D.P.S.H. Este tipo de ensaios consiste em cravar um utensílio
metálico de dimensões normalizadas (puntaza) no chão por golpe ou empurrão.
Devido à sua continuidade, permitem determinar a variabilidade e rigidez do solo, sua
compacidade em profundidade e a localização de aterros em cotas altas.

Portanto, a partir dos resultados do ensaio, pode-se obter a resistência


dinâmica Qd do terreno mediante a fórmula holandesa de hinca, a qual estima a
resistência estática unitária Rp (Buissony outros).
Finalmente, a carga admissível do terreno pode ser calculada a partir disso.
resistência estática unitária mediante diversas correlações (Sanglerat, Meyerhorf)
y outros).

A forma e a área da pontaza, a seção do varilhagem, o peso da maça e a


a altura da queda deve estar normalizada.
A informação será fornecida por meio de gráficos do ensaio, nos quais se
anotarão nas abscissas o número de golpes para uma penetração de 20 cm, e em
ordenadas, para baixo, as profundidades da ponta do penetrômetro. Sobre
este gráfico se realizará uma representação mais simplificada, determinando
tramos em que a resistência à penetração pode ser considerada constante,
anotando em cada trecho a pressão de afundamento. O ensaio será dado por
finalizado quando se alcançar a rejeição, ou seja, quando se superarem os 100
golpes para um trecho de 20 cm de hinca.

Os ensaios de penetração dinâmica serão realizados conforme a norma


recomendada pelo Subcomitê Europeu de Normalização de Ensaios de
Penetração.
Os terrenos mais adequados para esse tipo de ensaios são areias e siltes.
arenosos, sendo de nenhuma utilidade em terrenos rochosos, com presença de bolos
y gravas compactas, con niveles cimentados ou pré-consolidados e em aterros
antrópicos de blocos e fragmentos grossos.

Resistência em terrenos moles

Em terrenos moles, como argilas não consolidadas, pode-se aplicar o CPT


(Teste de Penetração de Cone) o cono holandês, que analisa a resistência em ponta e em
o fuste do terreno de acordo com o avanço, ou o ensaio do molinete (Vane Test), utilizado
para registrar a resistência ao cisalhamento “in situ” do terreno aplicando uma torção em
punta.

Sondagens mecânicas

Esses sondagens são normalmente do tipo de extração contínua de testemunho. Segundo


avança a perfuração, são extraídas amostras alteradas ou inalteradas. Também se
efetua o ensaio normalizado de penetração padrão (S.P.T.) em cada alteração
de sustrato ou a cada 3m em solos com coesão e a cada 1,5 m em areias.

Os testemunhos são organizados, de acordo com a profundidade, em caixas para serem incorporados no relatório
e possível consulta.

Uma vez finalizada a sondagem, existe a possibilidade de deixar um tubo embutido.


para poder assim avaliar o nível freático.

Na realização dos S.P.T., terá especial cuidado para que os valores


obtidos sejam representativos, para o que deverão ser tomadas as seguintes
precauções

Independentemente do tipo de solo, deve-se evitar que ocorra


sedimentação do material em suspensão, para o qual deve ser reduzido ao
mínimo o tempo decorrido entre a realização da manobra e a
realização do ensaio.
No caso de areias, deve-se evitar o sifonamento do fundo,
mantendo o nível da água no sondagem e extraindo a bateria de
forma lenta, com o objetivo de não produzir uma sucção.
•Na coluna da testemunha serão indicadas a cota inicial e final do ensaio e o
número de golpes por cada 15 cm de penetração.
O relatório resultado dos trabalhos irá reunir a coluna litológica de cada
sondagem, assim como fotografias originais das caixas porta testemunhas. Assim sendo, para
cada um dos sondagens são realizadas as seguintes observações:
Nível de água na sondagem.
•Porcentagens de testemunhas, R.Q.D., grau de alteração da rocha,
buzamiento de estratificación y juntas, rugosidad, alteração, espacamento e
natureza de preenchimentos.
•Ensaios executados dentro das sondagens e resultados de
mesmos.
Cotas de tomas de testigos parafinados ou amostras e números
designados aos mesmos.
•Tipo e dimensões dos dispositivos de amostragem utilizados. Sistemas de
penetração das amostragens.
• Tipo e dimensões dos sistemas de rotação.
•Longitudes de penetração dos amostradores, das amostras
extraídas e das amostras conservadas.
•Peso da maça e altura de queda em amostras coletadas por percussão.
Número de golpes requeridos.
Os solos mais adequados para a realização deste tipo de ensaio são os
solos granulares; nos solos coesivos os resultados obtidos só se
podem ser tomadas como orientativas, já que neste tipo de solos, as pressões
intersticiais e os atritos gerados no momento do golpe afetam
substantivamente aos valores obtidos.

Ensaios de laboratório

Como se viu anteriormente, dependendo da natureza do terreno, será


possível a execução de uns ou outros ensaios, que buscam determinar as
seguintes propriedades:
•Estado natural e identificação: para a identificação do terreno são usados
ensaios que determinam sua granulometria, plasticidade (Limites de
Atterberg), expansibilidade, etc. Os ensaios que identificam o estado do
terreno são os relacionados com sua densidade aparente e umidade
natural.
•Ensaios mecânicos: dentro dos ensaios de resistência, encontra-se
o ensaio de compressão simples, o de corte direto e os ensaios
triaxiais em suas diferentes variantes.
•Ensaios de deformabilidade: Para conhecer a deformabilidade do terreno,
e para terrenos coesivos, utiliza-se o edômetro; com este ensaio, se
podem detectar os parâmetros que determinam os assentos e o grau
de consolidação do terreno.
•Ensaios químicos: Também existem ensaios específicos para detectar
as propriedades químicas e a possível agressividade do solo e da água a os
cimentos dos concretos; neles se busca o teor de sulfatos,
pH, carbonatos e matéria orgânica.

Ensaios geofísicos

Para estruturas de especial relevância ou significação, como podem ser os


Túneis ou pontes, pode ser necessário ou útil empregar estudos ou ensaios
geofísicos, não intrusivos, que possibilitam uma melhoria da informação do subsolo
para a estabilidade da obra civil, permitindo resolver problemas estruturais
com mínimo impacto e, em muitas ocasiões, com menor custo.

Os métodos mais comumente utilizados são:

Os métodos elétricos mais comuns, baseados na informação que


proporcionam as mudanças de resistividade, são as calicatas eletrônicas,
os sondagens elétricas verticais e as tomografias, que permitem
delimitar mudanças de materiais (utilizados em aterros, valorização de
escombrerasy caracterização da resistividade de materiais)
caracterizar estruturas geológicas, detectar cavidades, etc., sendo
estas últimas utilidades las más apropiadas para a auscultação de
túneles.
Os estudos sísmicos, que permitem avaliar as propriedades elásticas
de las rochas ou valorar uma estrutura. O mais utilizado é a sísmica de
refratação e reflexão, que permite estabelecer os perfis do solo,
resultando em uma técnica útil quando não se podem aplicar outras técnicas
menos sofisticadas no estudo da estabilidade de solos sob
estruturas existentes, como é o caso de pontes.

ENSAIOS DE ACORDO COM O TIPO DE AÇÃO

Explanada e firmes

Serão determinadas as características geotécnicas da explanada em relação à sua


utilização como fundação do pavimento; para isso, serão realizadas sobre as amostras de
solo extraídas (mediante o método determinado pelo projetista) os seguintes
ensaios de laboratório:
Análise granulométrica.
Límites de Atterberg.
•Ensayo de compactação padrão (Próctor Normal e Modificado).
•Ensayo de capacidade portante (Índice C.B.R.).
Conteúdo em matéria orgânica.
Coeficiente de desgaste de Los Ángeles.

O número de ensaios será, pelo menos, um para cada 10 km de caminho e/ou um por
tramos homogêneos, ou seja, para cada trecho definido na caracterização
estudo geomorfológico realizado no Estudo geológico, com um mínimo de três ensaios
por projeto.

Estabilização de taludes

Será realizada uma revisão visual de toda a trilha, determinando aqueles pontos
que serão objeto de um estudo especial de estabilidade de taludes naqueles
tramos em que se dê algum dos seguintes pressupostos:
•Altura de talude ou de terraplenagem ≥ 10 m.
•Terraplenos sobre solos inadequados.
•Terraplenes a média ladeira com inclinação > 45º.
Desmontes ou terraplenos sobre encostas instáveis.
Para cada um deles, será estabelecido um quadro resumo indicando as medidas
especiais a adotar, incluindo um plano de localização. O estudo sobre os
taludes aparecerá como um apêndice do Estudo geológico e geotécnico do
projeto.

Estruturas e de nova construção

Para este tipo de atuações será realizado um relatório específico que determinará
as características dos apoios e das fundações das mesmas, nos
casos seguintes:
Pasarelas.
•Muros, de qualquer material, de mais de 2 metros de altura.
•Passos inferiores.

O relatório incluirá um estudo dos riscos geológicos: sísmicos, por afundamento,


por expansividade, por agressividade do solo e da água, assim como por ripabilidade.

Será projetada uma campanha de pesquisa geotécnica que incluirá pelo menos um
ensaio (calicata, penetração dinâmica ou sondagem) em cada um dos suportes de
a estrutura, por passo inferior ou por cada trecho de muro de mais de 2 metros, com
a coleta de duas amostras por ensaio.
Com as amostras obtidas, serão realizados ensaios de laboratório para poder
definir as características geotécnicas e químicas dos materiais que formam os
distintas camadas do subsolo da área de estudo, assim como as propriedades
químicas da água em caso de existir um nível freático.

Os ensaios de laboratório necessários são:

Ensaios de Identificação
Análise granulométrica.
Limites de Atterberg.
Densidade aparente.
Umidade natural.

Ensaios Mecânicos

•Ensaios de compressão simples.


•Ensayo de corte direto CU.
•Ensayo de capacidade portante (Índice C.B.R.).

Ensaios Químicos
•Conteúdo em sulfatos.
Acidez de Baumann-Gully.
•Análise química da água segundo a EHE-08.

Com base nos resultados obtidos, será calculada a resistência do terreno para
cada um dos casos e serão emitidas as recomendações para a fundação de
as estruturas. Os resultados serão aqueles que serão utilizados nos
cálculos correspondentes do projeto.

Reabilitação de estruturas

Inicialmente será realizada uma prospecção visual de toda a estrutura. No caso


de detectarem anomalias que comprometam a estabilidade desta, será redigido um
informe complementar e exaustivo, assinado por um técnico competente, e se
realizará uma campanha de ensaios, com as mesmas características que no caso
de estruturas de nova construção, com o objetivo de coletar os dados necessários
para verificar a estabilidade de estribos e pilas.

Adaptação de túneis ao trânsito pedonal


Em todos os casos, será redigido um relatório sobre o estado geológico e
geotécnico do túnel, com atenção especial às bocas de entrada e saída do
túnel, incluindo os seguintes pontos:

•Características estruturais: tipo de seção, revestimento, alinhamento e


drenagem.
Aspectos geológicos: litologia, hidrogeologia, espessura da montera,
orientação de juntas e classificação geomecânica.
•Descrição dos danos observados.
•Evolução previsível dos mesmos.
Proposta de atuação.

Nesse relatório, redigido por um técnico competente, será apontado que o túnel
está em um estado aceitável de segurança para o seu uso. Caso haja
dúvidas a respeito, devem-se realizar os ensaios oportunos em cada caso, que
permitem esclarecer e concretizar as reparações a realizar e que, por sua vez, devem
recolher-se e valorizar-se no projeto.

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