GALATAS 4
Continuidade do capítulo anterior, não está desconexo. Anteriormente vimos nos versos
finais do capitulo 3 que somos filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus, que a lei
funcionou como uma pedagogia, nos guardando para o que viria mais adiante e de fato
já chegou, Jesus.
A lei era como guardiã, como pedagoga, nos mostrou a necessidade que temos de um
justificador, uma vez que a lei mostrou o pecado em nós, mas não era suficiente para
nos redimir, pois a lei exige aplicação, a qual somos incapazes, e é por isso que a lei é
incapaz, por depender de nós. Mas ela é boa e perfeita segundo o plano de Deus, pois no
tempo certo veio Jesus Cristo e a cumpriu em nosso favor.
E é pela fé em Cristo que somos justificados, por meio da sua ação poderosa.
GALATAS 4:1-7
Nestes primeiros versos deste compilado que iremos expor nesta noite vem uma
contextualização prática, ou uma espécie de parábola que podemos observar o Ap. Paulo
citar um menino herdeiro, porém ainda imaturo e sem acesso real a sua herança
que vive sob a direção de um tutor até que atinja a idade estabelecida pelo pai e
possa de fato se apossar de sua herança, o texto também vai dizer que neste
período ele nada se difere de um escravo, que embora não possua a herança, tem
acesso parcial a ela como o menino herdeiro.
Desta mesma forma opera o efeito da lei e da graça, a lei é o tutor que trouxe
conhecimento da condição atual e está atrelada a herança/promessa, mas que por um
período de tempo não nos tornou verdadeiramente herdeiros apenas foi tutor ao povo de
Deus, assim como nessa parábola esse menino que possuía uma grande herança, mas até
que alcançasse a maturidade não poderia acessa-la, desta mesma forma é a lei.
A promessa feita a Abraão se tratava de um descendente, Cristo. E essa promessa
foi recebida pela fé por Abraão e não pela lei, é isto que a bíblia vai dizer, que a lei
foi conectada a promessa pois fazia parte do cumprimento da promessa. A lei foi
acrescentada a promessa para que os homens tivessem real conhecimento de sua
situação de pecado e que na plenitude dos tempos o Cristo seria o redentor, a
PROMESSA.
Por isso o antigo testamento muitas vezes é mal interpretado nas pregações, e surge
por vezes maquiados de promessas físicas e terrenas baseado em promessas
particulares a Abraão, enquanto a promessa que se estende a nós e que tornou
Abraão Pai da fé e amigo de Deus é o Cristo prometido, o cordeiro que tira o
pecado do mundo.
A lei gerou no homem o conhecimento DA SUA CONDIÇÃO DIANTE de Deus, a lei
gerou no homem esse desejo de possuir aquilo que Deus mesmo prometeu, vida eterna!
Mas ao mesmo tempo mostra que é impossível alcançarmos sem o cumprimento total
do plano eterno de Deus, que inclui a vinda de Jesus Cristo. Então a lei é companheira
da promessa até revelar o pecado em nós e a herança prometida, que só pode ser
alcançada pela fé em Cristo.
Ou seja, o menino que possuiu uma grande herança ficou sujeito a tutores e cuidadores
(LEI) até o tempo determinado pelo pai, e da mesma forma o povo de Deus ficou sob a
guarda da lei, até a vinda de Cristo.
Olha o que diz os versos 23 e 24 do capitulo 3:
Antes que o caminho da fé se tornasse disponível, fomos colocados sob a custódia
da lei e mantidos sob sua guarda, até que essa fé fosse revelada. Em outras
palavras, ela nos protegeu até que, por meio da fé, pudéssemos ser declarados
justos.
Embora a lei tenha mostrado que éramos escravos e que havia uma herança para
nós, que havia uma esperança, não poderíamos alcançar tal herança se não viesse o
Cristo.
Por isso Paulo vai enfatizar que se voltamos as práticas da lei ignorando e
substituindo a salvação como oferta gratuita de Deus pelo preço de cruz a qual
Cristo mesmo pagou, estamos nos submetendo mais uma vez a escravidão e não
nos diferimos de um escravo que sabe da promessa, mas não pode alcança-la.
VERSO 3-7
Paulo está se referindo aos judeus, aos hebreus mais precisamente que receberam as leis
de Moisés, mas como visto aqui nesta série de mensagem, toda a lei foi dada depois da
promessa e se cumpre em Cristo, pois Cristo é a promessa a qual juntamente com essa
percepção que a lei trouxe de nossa escravidão, de nossa condição de escravos, Deus
nos adotou por meio de Cristo.
Vamos aplicar a nós tais afirmações.
Essa parábola nos ensina assim como a do filho pródigo que podemos estar na casa
do pai e vivermos como escravos.
Temos tudo a disposição, temos o suficiente, mas vivemos insatisfeitos pois somos
imaturos.
É necessário que amadureçamos – é o que Paulo afirma no verso 7: “Agora você já
não é escravo, mas filho de Deus. E, uma vez que é filho, Deus o tornou herdeiro
dele.”
Por isso devemos insistir e persistir na pregação absoluta do evangelho, na defesa
da fé e exposição do evangelho genuíno, pois somente a mensagem poderosa do
evangelho gera maturidade aos filhos de Deus.
O quanto nós temos visto e muitas vezes experimentado pela necessidade de
empoderar, de elevar os egos, de animar o público, ministrações que são
verdadeiras alegorias para que você entre aqui no dia de hoje e na segunda você
esteja animado.
Mas é um animo passageiro, mensagens que produzem uma momentânea boa
impressão.
Preze pelo alimento sólido, que estejamos sempre submetidos a pregação genuína
do evangelho que traz maturidade e segurança de que somos filhos.
A relação da parábola do filho pródigo com o pai era uma relação imatura, de
escravo, mesmo estando na casa com o pai.
Mas não somos mais escravos, somos filhos de Deus, maduros e temos acesso uma
herança incomparável, imensurável e que é SEGURA!
Ninguém tira o lugar do filho, ninguém tira o lugar que está preparado na mesa do
Pai, entenda há um lugar na mesa do Pai para os filhos e esse lugar é uma garantia
segura, então não viva aquém desta verdade.
Não busque por aí migalhas, não busque no evangelho promessa infundadas de
boa estimativa de vida passageira, mas busque crescer e nessa convicção se
mantenha: HÁ UM PAI QUE TE TORNOU FILHO PELO SACRIFICIO DO
PRIMOGENITO NA CRUZ E QUE ESSA VERDADE RESSIGNIFICA TODA
NOSSA HISTÓRIA.