0% acharam este documento útil (0 voto)
28 visualizações8 páginas

A Fé em Prática

estudo de como praticar a fé em forma de obras. como afirma Tiago, a fé sem obras é morta
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
28 visualizações8 páginas

A Fé em Prática

estudo de como praticar a fé em forma de obras. como afirma Tiago, a fé sem obras é morta
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

A FÉ EM PRÁTICA – TIAGO CAPITULO 2

Carta escrita por Tiago irmão de Jesus datada provavelmente em 44 d.C o que a tornaria
a carta mais antiga do novo testamento. O contexto era de diáspora – ou seja – a
dispersão do povo judeu, causada pela perseguição do rei Herodes Agripas 1 neto de
Herodes o Grande, a perseguição ocorreu em seu curto período reinando entre 41 e 44
d.C, sendo ele o responsável pelo primeiro mártir dos 12 apostolos, Tiago filho de
Zebedeu, pela prisão e tentativa de morte de Pedro quando milagrosamente um anjo lhe
tirou da prisão Atos 12. Tiago irmão de Jesus morreu em 60 d.C vítima de um
apedrejamento em Jerusalém.

Tiago foi um líder influente na igreja de Jerusalém por isso vemos em sua carta uma
forte ênfase judaica, citando as 12 tribos obviamente fazendo referência ao NOVO
ISRAEL construído em CRISTO, o que inclui então toda a igreja espalhada em um
mundo hostil e perverso, mesmo tendo forte caráter judaico, Tiago não foi perseguidor
dos prosélitos judeus apesar de seu ensino ter esse caráter, ou seja, não colocou barreiras
para aqueles que convertiam se ao cristianismo, os chamados gentios. Tiago não
defendia por exemplo, que esses devessem ser circuncidados ou algo do tipo para serem
salvos. Atos 15:19 “portanto, considero que não devemos criar dificuldades para os
gentios que se convertem a Deus.” Essa é uma fala de Tiago diante de um concílio em
Jerusalém tratando a respeito do ministério aos gentios. A carta de tiago é considerada
uma carta católica, ou seja, universal a todos os crentes ultrapassando as barreiras de sua
época estendendo-se a nós, uma carta de sabedoria para de forma prática agirmos em
nossa jornada cristã nesse mundo.

a teologia de Tiago, se de fato é a carta mais antiga que temos, ela é mais antiga que a
de Paulo, independentemente disto, elas não se contradizem apesar de Paulo dar forte
ênfase na salvação pela fé, Tiago da forte ênfase no que parece complementar a
salvação pela graça, responsabilizando os irmãos que gratuitamente receberam salvação
pela fé darem agora vida a sua confissão por base da prática – perceberemos essa ênfase
por exemplo, quando ele cita, não sejam apenas OUVINTES mas sejam também
PRATICANTES, afinal a fé sem obras é morta.

As boas obras que Tiago cita é com relação a maneira aplicável da fé que nos salvou,
referindo-se no texto como atos de caridade como resultado da graça salvadora e não
como meio para salvação. Paulo diz a igreja de Éfeso capitulo 2 versos 8 ao 10 – Vocês
são salvos pela graça, por meio da fé. Isso não vem de vocês, é uma dádiva de Deus.
Não é uma recompensa pela prática de boas obras, para que ninguém venha a ser
orgulhar. Pois somos obra-prima de Deus, criados em Cristo Jesus a fim de
realizar as obras que ele de antemão planejou para nós.

Paulo e Tiago se complementam, Paulo diz que a salvação não é o resultado da prática
das obras, mas de maneira alguma ele vai se opor a prática da fé, resultante do ouvir,
portanto Tiago complementa o que o próprio Paulo diz quando cita: não sejam apenas
ouvintes, mas também praticantes. Paulo continua no verso 10, criados em Cristo
afim de realizar as obras que ele de antemão planejou para nós. Paulo em suas cartas
também da forte ênfase na conduta cristã e é exatamente isso que Tiago faz em sua carta
a igreja perseguida.

Um convite para que a fé que nos salvou seja conhecida de todos os homens. 4 min
Tiago 2:1-13
Verso 1 – Meus irmãos, como podem afirmar que têm fé em nosso glorioso Senhor
Jesus Cristo se mostram favorecimento a algumas pessoas?

Logo no verso 1 podemos perceber o que iremos tratar hoje na exposição destes versos.
Tiago traz uma temática muito pertinente a correção de nossa conduta neste mundo, que
é a ACEPÇÃO DE PESSOAS ou como diz a versão NVT a qual lemos,
FAVORECIMENTO, podemos também usar os termos como, PARCIALIDADE e
FAVORITISMO.

Nós vamos tratar hoje a respeito da LEI RÉGIA, ou a LEI DO REINO – que consiste
obviamente numa conduta ensinada pelo próprio Deus e aplicada pelo nosso Senhor
Jesus, ao qual devemos ser imitadores irrepreensíveis.

Então Tiago começa afirmando em uma pergunta retórica a igreja, ou seja, pergunta
com resposta já definida pelo próprio autor, em que não há possibilidade alguma de
afirmarmos que temos fé em Jesus Cristo, afirmarmos que o temos por Senhor, se
mostramos favorecimento uns para com os outros, se somos parciais em nossa
comunidade, em nossos relacionamentos. Se damos mais importância há um grupo que
a outro.

Se somos parciais em nossos relacionamentos, somos então negligentes e hipócritas


quanto a nossa fé. A fé em Jesus deve gerar em nós as mesmas atitudes e sentimentos
que houve na pessoa de Cristo. Filipenses 2:5-11

O favoritismo e a fé em Cristo são totalmente antagônicos. Ou seja, meus irmãos, toda


nossa conduta deve ser equiparada a fé que possuímos em Cristo. Ou seja, nossa
ortodoxia – maneira correta de crer em Cristo deve também ser acompanhada da nossa
ortopraxia – maneira correta de praticar o que cremos. Lembrando sempre que nosso
melhor modelo é Cristo.

Verso 2 ao 4 – Se, por exemplo, alguém chegar a uma de suas reuniões vestido com
roupas elegantes e usando joias caras, e também entrar um pobre com roupas
sujas, e vocês derem atenção ao que está bem vestido, dizendo-lhe: “Sente-se aqui
neste lugar especial”, mas disserem ao pobre: “Fique em pé ali ou sente-se aqui no
chão”, essa discriminação não mostrará que agem como juízes guiados por motivos
perversos?

Agora Tiago faz uma ilustração que nos será muito útil para compreendermos o que é
agir com favoritismo e mais além como combater tal atitude. A fé em prática é nosso
foco, mais a frente, na segunda parte deste capitulo iremos perceber que a fé sem obras
é morta.

Dois homens em diferentes posições entram na igreja, um com muitas posses, muito
bem vestido – imagina aí um parlamentar, ou até mesmo um famoso, sei lá, um Isaias
Saad – enquanto o outro é apenas um velho conhecido da escória em nossa cidade, mal
vestido, sujo de repente até fedido.

E então nós preocupados preparamos o melhor lugar ao importante e ilustre visitante,


afinal, queremos dar a melhor condição para ele em nossa comunidade, o melhor
assento, nas primeiras fileiras, se possível cadeira almofadada, onde o ar condicionado
climatiza bem e etc. Enquanto ao pobre colocamos a disposição o fundão, afastado de
todos, de preferência lá na porta ou calçada, onde há geralmente menor alcance de
climatização, de visibilidade, afastado de todos, próximos ali dos que servem e
circulam, um lugar pouco importante.

Quantas vezes vimos isso não é mesmo? Isso é mostrar parcialidade em nossa conduta.
Tratamento distinto levando em consideração fatores externos. Não somente isso, mas
vemos hoje que pessoas importantes rapidamente conquistam espaço de fala em nossas
comunidades, pessoas com posses rapidamente têm acesso a plataforma para falar aos
corações dos demais irmãos. Pessoas que têm prestígio pela sua importância social e
não pela conversão genuína. Falta de temor e reverencia com os ministérios que devem
servir a igreja de Cristo, e pervertemos a prática da fé, onde vemos pessoas desejando
serem servidas pelo corpo ao invés de tornarem-se servos.

Pessoas importantes pelo que possuem. Têm até mesmo um espaço vip nas igrejas
modernas – alegam que essa disparidade é para o bem da comunidade, uma vez que os
demais poderiam importuna-las pedindo autógrafos, atenção, fotos e etc. Não é mesmo?
Sim! Existe o erro de quem pensa que assim está educando a igreja dando lugar especial
aos mais importantes, mas também de quem age como bajulador interesseiro.

Geralmente temos outros interesses quando agimos com parcialidade. Interesse nas
posses, nas ofertas, no networking, uma aproximação para benefício. Irmãos quão
importante é ter uma comunidade saudável financeiramente, só não é mais importante
que uma comunidade saudável em sua crença e prática de fé.

Também podemos trazer a nossa realidade, parcialidade quando nos identificamos mais
com um que outro – quando nos relacionamos com apenas parte e desprezamos o
restante. Não é verdade que devemos nos unir pelo evangelho genuíno de Cristo e não
por gostos pessoas e particulares?

O verbo aqui “essa discriminação não mostrará que agem como juízes guiados por
motivos perversos?” está na voz passiva e deveria ser traduzido para melhor
compreensão como “Não estão vocês colocando linhas divisórias?” – não é mesmo que
fomos chamados a viver em paz com Deus pelo sacrifício de Cristo na cruz e por isso
também mantermos o vinculo da paz uns com os outros pela unidade da fé que provém
do evangelho genuíno?

Verso 5 – Ouçam, meus amados irmãos: não foi Deus que escolheu os pobres deste
mundo para serem ricos na fé? Não são eles os herdeiros do reino prometido
àqueles que o amam?

O verso 5 é uma transição da ilustração da problemática parcialidade, para a solução


deste problema. Ou seja, o autor aponta o problema que estava havendo entre a
ortodoxia e a ortopraxia, entre a fé e a prática dela. E nos trás o que devemos definir
como LEI RÉGIA, ou a LEI DO REINO. Ele usa mais uma vez forte ênfase no
OUÇAM - O que afirma que Jesus Cristo escolheu os pobres deste mundo para serem
ricos na fé. Se Jesus os escolheu e devemos imitá-los é, portanto, indispensável que não
sejamos parciais PRATICANDO. Aqui está o antídoto para combater a parcialidade – a
lei do reino.
Isso significa dizer que o rico não pode ser bem recebido na igreja? Claramente não!
Mas diz que tanto um quanto o outro devem receber o mesmo tratamento, pois a lei do
reino nos ensina que Deus não é parcial.

Atos 10:34-35 “Então Pedro respondeu: “Vejo claramente que Deus não mostra
nenhum favoritismo. Em todas as nações ele aceita aqueles que o temem e fazem o
que é certo. Esta é a mensagem de boas-novas para o povo de Israel: Há paz com
Deus por meio de Jesus Cristo, que é Senhor de todos.”

Verso 6 – Mas vocês desprezam os pobres! Não são os ricos que oprimem vocês e os
arrastam aos tribunais?

O verso 6 faz citação aos ricos que entravam em suas comunidades naqueles dias –
homens que colocavam carga pesada sobre os pobres, num contexto difícil de
perseguição, os ricos também se aproveitavam para se beneficiar das fragilidades dos
pobres, emprestando recurso a um alto juros, com isso os arrastavam aos tribunais por
conta de suas dívidas.

Não um tanto quanto contraditório o bom tratamento com pessoas que agem
completamente contrário ao que a igreja deveria viver na prática? Isso é a valorização
dos perversos e opressão dos injustiçados ao qual Deus justificou.

Verso 7 – Não são eles que difamam aquele cujo nome honroso vocês carregam?

Aqui é o ponto alto do resultado da parcialidade – é a valorização dos que geralmente


blasfemam o nome honroso que recebemos, Jesus Cristo. Não é nosso nome cristão,
mas o nome de Cristo é blasfemado quando damos vazão a esse tipo de atitude em nossa
comunidade. O nome de Cristo é desonrado quando ouvimos e alegamos crer, mas não
colocamos em prática a nossa fé, dando vida a nossa confissão de maneira publica a
todos os homens. A igreja precisa por em prática urgentemente o que aprendemos e
professamos crer.

Verso 8 ao 9 – Sem dúvida vocês fazem bem quando obedecem a lei do reino,
conforme dizem as escrituras: “Amem seu próximo como a si mesmos.” Mas, se
mostram favorecimento a algumas pessoas, cometem pecado e são culpados de
transgredir a lei.

A lei do reino foi ensinada pelo próprio Senhor da glória, Jesus Cristo. A lei dada por
intermédio de Moisés foi resumida pelo Cristo em duas:

Mateus 22:34-40 “Sabendo os fariseus que Jesus tinha calado os saduceus com essa
resposta, reuniram-se novamente para interroga-lo. Um deles, especialista na lei,
tentou apanhá-lo numa armadilha com a seguinte pergunta: “Mestre, qual é o
mandamento mais importante da lei de Moisés?”. Jesus respondeu: “Ame o
Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de toda a sua mente’.
Este é o primeiro e o maior mandamento. O segundo é igualmente importante:
‘Ame o seu próximo com a si mesmo’. Toda a lei e todas as exigências dos profetas
se baseiam nesses dois mandamentos.”
Tiago relaciona essas questões, a lei do reino consiste em amar o próximo, portanto, não
agir como parcialidade. O que é fruto como vimos em Filipenses, de estarmos em paz
com Deus, por isso as exigências da lei resumem-se em dois: amar a Deus e próximo.
Estar em paz com Deus e com o próximo. Caso contrário somos transgressores da lei.

Verso 10 ao 11 – Pois quem obedece a todas as leis, exceto uma, torna-se culpado de
desobedecer a todas as outras. Pois aqueles que disse: “Não comenta adultério,
também disse: “Não mate”. Logo, mesmo que não cometam adultério, se matarem
alguém, transgredirão a lei.

Tiago em seu ensino fala abertamente da lei, não a lei insuficiente do antigo testamento,
muito defendida pelos fariseus. Mas da lei perfeita de Cristo. Que nos ensina como
devemos agir em nossa conduta com base na fé que professamos.

Certamente Tiago está enfatizando que agir com parcialidade é PECADO. E o seu forte
caráter judaico o faz citar a transgressão da lei. Entra então nos versos 10 ao 11.

Compreender que a lei perfeita é a que Cristo nos ensinou, ou seja, a lei do reino, que
resume todas as demais. Afinal se amamos a Deus, devemos amar o próximo, e
certamente não mataremos, não roubaremos e assim por diante. Mas vale ressaltar aqui
que Tiago em seu contexto exortava a atitude errada dos irmãos diante da fé!

Então ele vai nos mostrar aqui que se quisermos viver pela lei dos profetas, seremos
julgados também por ela. Deveremos cumprir com exatidão sem falhar uma sequer.

Vejamos a verdadeira ação da lei dada por Deus: Quando Jesus cura num sábado de
maneira alguma ele está quebrando a lei, mas cumprindo. Pois o maior mandamento é
amar a Deus e o próximo, contra essas coisas não há lei. Conforme relata Ap. Paulo em
Gálatas 5:22 os frutos do espirito, que curiosamente todos apontam para um
relacionamento saudável com Deus, consigo mesmo e com o próximo. Ou seja, o amor
é o maior deles.

O povo judeu tinha como lei o conjunto de regras em que criam e que nem mesmo
conseguiam pratica-las em sua totalidade, obedecer a lei é executa-la. A lei trás punição,
consciência do pecado, mas ao homem comum não é possível executa-la, por isso a lei
tinha como finalidade o sacrifício de um cordeiro. Então vem Jesus cumprindo a lei, não
seguindo todos os pontos, mas executando-a colocando-se como verdadeiro sacrifício,
de uma vez por todas. Por que foi dado o cordeiro morrer pelo pecado do homem na lei?
Porque a lei de moisés não era suficiente para salvar o homem, se o homem fosse
executar a lei e morrer por causa do seu pecado, seria inútil a sua morte, pois morreria
no seu próprio pecado. Seu sacrifício seria em vão e não cumpriria o seu propósito. O
único capaz de assim fazer foi Jesus. Ele cumpriu a lei morrendo e por causa da
ressurreição, diferente de todos os outros cordeiros sacrificados na lei de moisés, e por
isso ele é o cordeiro que tira o pecado do mundo. Jesus é o único sacrifício eficaz – a lei
perfeita!

O fariseu não oferecia sacrifício, ele mudou o centro da fé judaica que era o sacrifício
para o cumprimento das leis. Eles não ofereciam sacrifício pois diziam, dou graças a
deus por não transgredir a lei... dizendo ser capaz de obedecer a lei... o que restava a
eles era cumprir 100% o que é impossível, por isso jesus os chamou de hipócritas,
dizem fazer aquilo que na realidade eles mesmos sabiam que não eram capazes.

Aí o texto vai continuar...

Verso 12 – Portanto, em tudo que disserem e fizerem, lembrem-se de que serão


julgados pela lei que os liberta.

Tudo que fizer e disser será julgado pela lei que os liberta – a lei perfeita a qual Cristo
aperfeiçoou – eleutheria – a verdadeira liberdade consiste em viver como devemos e
não como queremos.

GALATAS 5:13 “Porque vocês, irmãos, foram chamados para viver em liberdade.
Não usem, porém, para satisfazer sua natureza humana. Ao contrário, usem-na
para serbir uns aos outros em amor. Pois toda a lei pode ser resumida neste único
mandamento: “Ame o seu próximo como a si mesmo”.

Não mais um conjunto de normas que nos tornam em hipócritas, mas movidos pelos
ensinos de Cristo, a fé que afirmamos ter em Cristo colocada em prática no convívio
com as outras pessoas.

E por fim...

Verso 13 – Não haverá misericórdia para quem não tiver demonstrado


misericórdia. Mas se forem misericordiosos, haverá misericórdia quando forem
julgados.

Não haverá misericórdia para quem não tiver demonstrado misericórdia, mas se forem
misericordiosos, haverá misericórdia quando forem julgados.

A misericórdia que Deus demonstrou a nós foi a providencia da salvação em Cristo


Jesus e a misericórdia que devemos demonstrar é o exercício da virtude da piedade,
misericórdia de pessoa a pessoa. Na prática da nossa fé.

Isso nos leva para longe do favorecimento e distinção, nos conduzindo ao amor ao
próximo. E por vivermos de forma prática a nossa fé, herdaremos no dia do julgamento
misericórdia, ou seja, piedade, salvação.

A nossa ação, deve ser a fé em prática, e essa prática torna a fé completa. Como bem vai
continuar Tiago nos versos 14 em diante, se um irmão disser que tem fome e frio e
você o disser, até logo, tenha um bom dia. Mas não lhe suprir em suas necessidades
a fé que dizemos ter é morta.

Concluindo, uns dizem ter obra e outros terem fé, impossível, fé e obras devem andar
unidas.

Verso 19 – Você diz crer que há um único Deus. Muito bem! Até os demônios creem
nisso e tremem de medo. Quanta insensatez! Vocês não entendem que a fé sem as
obras é inútil?
Apenas dizer que temos fé é vão! Crer que há um único Deus era a principal confissão
de fé do povo judeu, a nós por exemplo, confessar Cristo como salvador também é
elementar, mas a fé que nos salvou deve ser manifesta em forma de boas obras por
causa da mudança que Cristo provoca em nossa conduta. Por isso Tiago diz antes,
mostre-me sua fé sem obras (impossível) e eu, pelas minhas obras mostrarei minha fé.
Tiago está dizendo, se você me disser que tem fé, mas não mostra mudança de conduta,
não mostra boas obras você é hipócrita, professa a fé que até os demônios têm, mas eu
com minhas obras posso provar que verdadeiramente tenho fé.

Obviamente as obras não estão resumidas apenas em caridade, mas é um exemplo de


mudança de caráter – e prova que de fato Deus nos escolheu e por isso o amamos,
portanto também amamos e servimos o outro. Por tanto as obras que a salvação produz
não são ações religiosas que pretendem barganhar com o salvador, mas frutos de um
coração regenerado. Além de sermos uma igreja que produz obras de caridade, devemos
ser uma igreja que produz obediência a tudo quanto está escrito, perseverando na
verdade.

Devemos agir então em conformidade a nossa fé. Devemos por em prática a nossa fé
afim de que ela seja completa. Afim de que seja vista por todos os homens as nossas
boas obras e estas glorifiquem a Deus. Sejamos irrepreensíveis e misericordiosos, pois a
misericórdia triunfa sobre o juízo, isto é, a misericórdia demonstrada na prática da fé
impede o julgamento de Deus sobre quem a pratica, pois Deus não mostra misericórdia
para aqueles que não são misericordiosos. 20 min

Você também pode gostar