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ESCALA (CARS)- CHILDHOOD AUTISM RATING SCALE

Schopler,E; Reichler,RJ; Renner,BR

Escala para avaliação complementar ao diagnóstico de Autismo e gravidade (Leve,


moderado e Grave)

Fonte: https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/12936/000634977.pdf

1 - Relacionamento inter-pessoal

Pontos Sintomas

1 Sem evidência de dificuldade ou anormalidade: o comportamento da criança é


apropriado para a idade. Alguma timidez, inquietação ou prejuízo pode ser
observado, mas não a um nível diferente (atípico) quando comparado com outra
de mesma idade.

1,5

2 Grau leve de anormalidade: A criança evita olhar o adulto nos olhos; evita o
adulto; demonstra dificuldade quando é forçado a tal; é extremamente tímido; não
é tão sociável com um adulto quanto uma criança normal de mesma idade; fica
agarrada aos familiares de forma mais intensa que outras de mesma idade.

2,5

3 Grau moderado: A criança as vezes demonstra isolamento. Há necessidade de


esforço persistente para obter sua atenção. Há um contato mínimo por iniciativa
da criança (o contato pode ser impessoal).

3,5

4 Grau severo: A criança é isolada realmente, não se dando conta do que o


adulto está fazendo; nunca responde as iniciativas do adulto ou inicia
contato. Somente as tentativas muito intensas para obter sua atenção tem
algum efeito positivo.

2 - Imitação

Pontos sintomas

1 Apropriada: A criança imita sons, palavras e movimentos que são apropriados


para seu nível de desenvolvimento.

1,5

2 Grau leve de anormalidade: A criança imita comportamentos simples como bater


palmas ou palavras isoladas na maior parte do tempo. As vezes reproduz uma
imitação atrasada (após tempo de latência)

2,5
3 Grau moderado: A criança só imita as vezes e mesmo assim precisa de
considerável persistência e auxílio do adulto. Frequentemente reproduz uma
imitação atrasada.

3,5

4 Grau severo: A criança raramente ou mesmo nunca imita sons, palavras, ou


movimentos mesmo com auxílio de adultos ou após período de latência.

3 - Resposta emocional

Pontos sintomas

1 Resposta apropriada para a idade e situação: A resposta emocional (forma e


quantidade) demonstra sintonia com a expressão facial, postura corporal e
modos.

1,5

2 Grau leve de anormalidade: A criança ocasionalmente demonstra alguma


inadequação na forma e quantidade das reações emocionais. Às vezes as
reações são não relacionadas a objetos ou acontecimentos do “entorno”.

2,5

3 Grau moderado: Há presença definitiva de sinais inapropriados na forma e


quantidade das respostas emocionais. As reações podem ser inibidas ou
exageradas, mas também podem não estar relacionadas com a situação. A
criança pode fazer caretas, rir ou ficar estática apesar de não estarem presentes
fatos que possam estar causando tais reações.

3,5

4 Grau severo: As respostas são raramente apropriadas as situações: quando há


determinado tipo de humor é muito difícil modificá-lo mesmo que se mude a
atividade. O contrário também é verdadeiro podendo haver enorme variedade de
diferentes reações emocionais durante um curto espaço de tempo mesmo que
não tenha sido acompanhado por nenhuma mudança no meio ambiente.

4 - Expressão corporal

Pontos Sintomas

1 Apropriada: A criança se move com a mesma facilidade, agilidade e


coordenação que outra da mesma idade.

1,5
2 Grau leve de anormalidade: Algumas peculiaridades “menores” podem estar
presentes como movimentos desajeitados, repetitivos, coordenação motora pobre,
ou presença rara de movimentos não usuais descritos no próximo item.

2,5

3 Grau moderado: Comportamentos que são claramente estranhos ou não usuais


para outras crianças de mesma idade. Podem estar presente: peculiar postura de
dedos e corpo, auto-agressão, balançar-se, rodar e contorcer-se, movimentos
serpentiformes de dedos ou andar na ponta dos pés.

3,5

4 Grau severo: Movimentos frequentes ou intensos (descritos acima) são sinais de


comprometimento severo do uso do corpo. Estes comportamentos podem estar
presentes apesar de um persistente trabalho de modificação comportamental
assim como se manterem quando a criança está envolvida em atividades.

5 - Uso do objeto

Pontos Sintomas

1 Uso e interesse apropriado: A criança demonstra interesse adequado em


brinquedos e outros objetos relativos a seu nível de desenvolvimento. Há uso
funcional dos brinquedos.

1,5

2 Grau leve de anormalidade: A criança apresenta menos interesse pelo


brinquedo que a criança normal ou há um uso inapropriado para a idade (bater o
brinquedo no chão ou colocá-lo na boca).

2,5

3 Grau moderado: Há muito pouco interesse por brinquedos e objetos ou o uso é


disfuncional. Pode haver um foco de interesse em uma parte insignificante do
brinquedo, ficar fascinado com o reflexo de luz do objeto, ou eleger um excluindo
todos os outros. Este comportamento pode ao menos ser parcialmente ou
temporariamente modificável.

3,5

4 Grau severo: A criança pode apresentar os sintomas descritos acima porém com
uma intensidade e frequência maior. Há significativa dificuldade em distrair a
criança quando está “ocupada” com estas atividades inadequadas e é
extremamente difícil modificar o uso inadequado do uso dos objetos.

6 - Adaptação a mudanças
Pontos Sintomas

1 Idade apropriada na resposta: Apesar da criança notar e comentar sobre as


mudanças de rotina, há uma aceitação sem grandes distúrbios.

1,5

2 Grau leve de anormalidade: Quando o adulto tenta modificar algumas rotinas a


criança continua com a mesma atividade ou no uso dos mesmos materiais, porém
pode ficar facilmente “confusa” assim com aceitar a mudança. Ex: fica muito
agitada quando é levada numa padaria diferente / o caminho para a escola é
mudado, mas é acalmada facilmente.

2,5

3 Grau moderado: Há resistência às mudanças da rotina. Há uma tentativa de


persistir na atividade costumeira e é difícil acalmá-la; ficam raivosos ou tristes
quando há modificação.

3,5

4 Grau severo: Quando ocorrem mudanças a criança apresenta reações graves


que são difíceis de serem eliminadas. Se forçadas a modificarem a rotina podem
ficar extremamente irritados/raivosos ou não cooperativos e talvez respondam
com birras.

7 - Uso do olhar

Pontos Sintomas

1 Idade apropriada na resposta: O uso do olhar é normal para a idade. A visão é


usada junto com os outros sentidos como a audição e tato, como forma de
explorar os objetos.

1,5

2 Grau leve de anormalidade: A criança precisa ser lembrada de vez em quando


para olhar para os objetos. A criança pode estar mais interessada em olhar para
espelhos e luzes que outras crianças da mesma idade, ou ficar olhando para o
espaço de forma vaga. Pode haver evitação do olhar.

2,5

3 Grau moderado: A criança precisa ser lembrada a olhar o que está fazendo.
Podem ficar olhando para o espaço de forma vaga; evitação do olhar; olhar para
objetos de modo peculiar; colocar objetos muito próximos aos olhos apesar de
não terem déficit visual.

3,5
4 Grau severo: Há uma persistência recusa em olhar para pessoas ou certos
objetos e podem apresentar outras peculiaridades no uso do olhar em graus
extremos como os descritos acima.

8 - Uso da audição

Pontos Sintomas

1 Idade apropriada na resposta: O uso da audição é normal para a idade. A


audição é usada junto com os outros sentidos como a visão e tato.

1,5

2 Grau leve de anormalidade: Pode haver falta de resposta a certos sons, assim
como uma hiper-reação. Às vezes a reação é atrasada, às vezes é necessário a
repetição de um determinado som para “ativar” a atenção da criança. A criança
pode apresentar uma resposta catastrófica a sons estranhos a ela.

2,5

3 Grau moderado: A resposta aos sons podem variar: ignorá-lo das primeiras
vezes, ficar assustado com sons de seu cotidiano, tampar os ouvidos.

3,5

4 Grau severo: Há uma sub ou hiper-reatividade aos sons, de uma forma


extremada, independentemente do tipo do som.

9 - Uso do paladar, olfato e do tato

Pontos Sintomas

1 Normal: A criança explora novos objetos de acordo com a idade geralmente


através dos sentidos. O paladar e olfato são usados apropriadamente quando o
objeto é percebido como comível. Quando há dor resultante de batida, queda, ou
pequenos machucados a criança expressa seu desconforto, porém sem uma
reação desmedida.

1,5

2 Grau leve de anormalidade: A criança persiste no levar e manter objetos na


boca, em discrepância de outras da mesma idade. Pode cheirar ou colocar na
boca, de vez em quando, objetos não comestíveis. A criança pode ignorar ou
reagir de forma exacerbada a um beliscão ou alguma dor leve que numa criança
normal seria expressada de forma adequada (leve).

2,5

3 Grau moderado: Pode haver um comportamento de grau moderado de tocar,


cheirar, lamber objetos ou pessoas. Pode haver uma reação não usual a dor de
grau moderado, assim como sub ou hiper-reação.

3,5

4 Grau severo: Há um comportamento de cheirar, colocar na boca, ou pegar


objetos - pela sensação em si - sem o objetivo de exploração do objeto. Pode
haver uma completa falta de resposta a dor assim como uma hiper-reação a algo
que é só levemente desconfortável.

10 - Medo e nervosismo

Pontos Sintomas

1 Normal: O comportamento é apropriado a situação e a idade da criança.

1,5

2 Grau leve de anormalidade: De vez em quando a criança demonstra medo e


nervosismo que é levemente inapropriado (para mais ou menos) quando
comparado a outras de mesma idade.

2,5

3 Grau moderado: A criança apresenta um pouco mais ou um pouco menos de


medo que uma criança normal mesmo quando comparado a outra de menor idade
colocada em situação idêntica. Pode ser difícil entender o que está causando o
comportamento de medo apresentado, assim como é difícil confortá-la nessa
situação.

3,5

4 Grau severo: Há manutenção de medo mesmo após repetidas experiências de


esperado bem-estar. Na consulta de avaliação a criança pode estar amedrontada
sem razão aparente. É extremamente difícil acalmá-la. Pode também não
apresentar medo/sentido de auto-conservação a cachorros não conhecidos, a
riscos da rua e trânsito, como outras que as da mesma idade evitam.

11 - Comunicação verbal

Pontos Sintomas

1 Normal: A comunicação verbal é apropriada a situação e a idade da criança.

1,5

2 Grau leve de anormalidade: A fala apresenta um atraso global. A maior parte da


fala é significativa, porém pode estar presente ecolalia ou inversão pronominal em
idade onde já não é normal sua presença. Algumas palavras peculiares e jargões
podem estar presentes ocasionalmente.

2,5

3 Grau moderado: A fala pode estar ausente. Quando presente a comunicação


verbal pode ser uma mistura de fala significativa + fala peculiar como jargões;
comerciais de TV; jogo de futebol; reportagem sobre o tempo + ecolalia + inversão
pronominal. Quando há fala significativa podem estar presentes um excessivo
questionamento e preocupação com tópicos específicos.

3,5

4 Grau severo: Não há fala significativa; há grunhidos, gritos, sons que lembram
animais ou até sons mais complexos que se aproximam da fala humana. A
criança pode mostrar persistente e bizarro uso de conhecimento de algumas
palavras ou frases.

12 - Comunicação não-verbal

Pontos Sintomas

1 Normal: A comunicação não-verbal é apropriada a situação e a idade da criança.

1,5

2 Grau leve de anormalidade: O uso da comunicação não-verbal é imaturo, p.ex: a


criança somente aponta/mostra sem precisão o que quer numa situação em que a
criança normal de mesma idade aponta ou demonstra por gestos de forma mais
significativa o que quer.

2,5

3 Grau moderado: A criança é incapaz, geralmente, de expressar necessidades e


desejos através de meios não-verbais, assim como é, geralmente, incapaz de
compreender a comunicação não-verbal dos outros. Pegam na mão do adulto o
levando ao objeto desejado, mas são incapazes de mostrar através de gestos o
objeto desejado.

3,5

4 Grau severo: Há somente uso de gestos bizarros e peculiares que não


aparentam significado. Demonstram não terem conhecimento do significado de
gestos ou expressões faciais de terceiros.

13 - Atividade

Pontos Sintomas

1 Normal: A atividade é apropriada a situação e a idade da criança, quando


comparada a outras.

1,5

2 Grau leve de anormalidade: Pode haver uma leve inquietação ou alguma


lentidão de movimentos. O grau de atividade interfere somente de forma leve na
performance da criança. Geralmente é possível encorajar a manter um nível
adequado de atividade.

2,5

3 Grau moderado: A criança pode ser inquieta e ter dificuldade de ficar quietar.
Pode aparentar ter uma quantidade infinita de energia e não querer/ter vontade de
dormir a noite. Pode também ser letárgica e exigir grande esforço para
modificação deste comportamento. Podem não gostar de jogos que requeiram
atividade física e assim “passar” por preguiçosos.

3,5

4 Grau severo: Há demonstração de níveis de atividade em seus extremos: hiper


ou hipo, podendo também passar de uma para outra. É difícil o manejo desta
criança. Quando há hiper-atividade ela está presente em todos os níveis do
cotidiano, sendo necessário quase que um constante acompanhamento por parte
de um adulto. Se a criança é letárgica é muito difícil motivá-la a alguma atividade.

14 - Grau e consistência das respostas da inteligência

Pontos Sintomas

1 Normal: A criança é inteligente como uma criança normal de sua idade não
havendo nenhuma habilidade não-usual ou problema.

1,5

2 Grau leve de anormalidade: A criança não é tão inteligente quanto uma criança
de mesma idade e suas habilidades apresentam um atraso global em todas as
áreas, de forma equitativa.

2,5

3 Grau moderado: Em geral a criança não é tão inteligente quanto outra de mesma
idade, entretanto há algumas áreas intelectivas que o funcionamento beira o
normal.

3,5

4 Grau severo: Mesmo em uma criança que geralmente não é tão inteligente
quanto uma normal de mesma idade, pode haver um funcionamento até melhor
em uma ou mais áreas. Podem estar presentes certas habilidades não-usuais
como p.ex: talento para música, ou facilidade com números.
15 - Impressão geral

Pontos Sintomas

1 Não há autismo: A criança não apresentou nenhum sintoma característico de


autismo.

1,5

2 Autismo de grau leve: A criança apresentou somente alguns poucos sintomas


ou grau leve de autismo.

2,5

3 Autismo de grau moderado: A criança apresentou um número de sintomas ou


um moderado grau de autismo.

3,5

4 Autismo de grau severo: A criança apresentou muitos sintomas ou um grau


severo de autismo.

Pontuação

o A contagem total do teste será feita no final,


o Durante a coleta das informações deve-se ter em mente que o comportamento da criança
deve ser balizado com outra (normal) da mesma idade.
o As notas variam de 1 a 4.
o A “nota” 1 significa que o comportamento está dentro dos limites da normalidade para outra
criança de mesma idade.
o A “nota” 2 é “dada” para quando houver pequena anormalidade, quando comparada a outra
criança de mesma idade.
o A 3 indica que a criança examinada apresenta um grau moderado de comprometimento no
assunto pesquisado.
o A 4 é para aquela cujo comportamento é severamente anormal para a idade.
o Os meios pontos são para serem usados quando o comportamento situar-se entre os dois
itens,
Resultado final:
o Normal: 15 – 29,5,
o Autismo leve/moderado: 30 – 36,5,
o Autismo grave: acima 37.

ESCALA DE TRAÇOS AUTÍSTICOS


Ballabriga et al., 1994; adapt. Assumpção et al., 1999.
Esta escala, embora não tenha o escopo de avaliar especificamente uma função psíquica, é utilizada
para avaliação de uma das patologias mais importantes da Psiquiatria Infantil - o Autismo. Seu ponto de
corte é de 15. Pontua-se zero se não houver a presença de nenhum sintoma, 1 se houver apenas um sintoma
e 2 se houver mais de um sintoma em cada um dos 36 itens, realizando-se uma soma simples dos pontos
obtidos.

I. DIFICULDADE NA INTERAÇÃO SOCIAL


O desvio da sociabilidade pode oscilar entre formas leves como, por exemplo, um certo negativismo e a
evitação do contato ocular, até formas mais graves, como um intenso isolamento.

1. Não sorri
2. Ausência de aproximações espontâneas
3. Não busca companhia
4. Busca constantemente seu cantinho (esconderijo)
5. Evita pessoas
6. É incapaz de manter um intercâmbio social
7. Isolamento intenso

II. MANIPULAÇÃO DO AMBIENTE


O problema da manipulação do ambiente pode apresentar-se em nível mais ou menos grave, como, por
exemplo, não responder às solicitações e manter-se indiferente ao ambiente. O fato mais comum é a
manifestação brusca de crises de birra passageira, risos incontroláveis e sem motivo, tudo isto com o fim
de conseguir ser o centro da atenção.

1. Não responde às solicitações


2. Mudança repentina de humor
3. Mantém-se indiferente, sem expressão
4. Risos compulsivos
5. Birra e raiva passageira
6. Excitação motora ou verbal (ir de um lugar a outro, falar sem parar)

III. UTILIZAÇÃO DAS PESSOAS A SEU REDOR


A relação que mantém com o adulto quase nunca é interativa, dado que normalmente se utiliza do adulto
como o meio para conseguir o que deseja.

1. Utiliza-se do adulto como um objeto, levando-o até aquilo que deseja.


2. O adulto lhe serve como apoio para conseguir o que deseja (p.ex.: utiliza o adulto como apoio para
pegar bolacha)
3. O adulto é o meio para suprir uma necessidade que não é capaz de realizar só (p.ex.: amarrar sapatos)
4. Se o adulto não responde às suas demandas, atua interferindo na conduta desse adulto.

IV. RESISTÊNCIA A MUDANÇAS


A resistência a mudanças pode variar da irritabilidade até franca recusa.

1. Insistente em manter a rotina


2. Grande dificuldade em aceitar fatos que alteram sua rotina, tais como mudanças de lugar, de vestuário
e na alimentação
3. Apresenta resistência a mudanças, persistindo na mesma resposta ou atividade

V. BUSCA DE UMA ORDEM RÍGIDA


Manifesta tendência a ordenar tudo, podendo chegar a uma conduta de ordem obsessiva, sem a qual não
consegue desenvolver nenhuma atividade.

1. Ordenação dos objetos de acordo com critérios próprios e pré-estabelecidos


2. Prende-se a uma ordenação espacial (Cada coisa sempre em seu lugar)
3. Prende-se a uma seqüência temporal (Cada coisa em seu tempo)
4. Prende-se a uma correspondência pessoa-lugar (Cada pessoa sempre no lugar determinado)

VI. FALTA DE CONTATO VISUAL. OLHAR INDEFINIDO


A falta de contato pode variar desde um olhar estranho até constante evitação dos estímulos visuais

1. Desvia os olhares diretos, não olhando nos olhos


2. Volta a cabeça ou o olhar quando é chamado (olhar para fora)
3. Expressão do olhar vazio e sem vida
4. Quando segue os estímulos com os olhos, somente o faz de maneira intermitente
5. Fixa os objetos com um olhar periférico, não central
6. Dá a sensação de que não olha

VII. MÍMICA INEXPRESSIVA


A inexpressividade mímica revela a carência da comunicação não verbal. Pode apresentar, desde
uma certa expressividade, até uma ausência total de resposta.

1. Se fala, não utiliza a expressão facial, gestual ou vocal com a freqüência esperada
2. Não mostra uma reação antecipatória
3. Não expressa através da mímica ou olhar aquilo que quer ou o que sente.
4. Imobilidade facial

VIII. DISTÚRBIOS DE SONO


Quando pequeno dorme muitas horas e, quando maior, dorme poucas horas, se comparado ao padrão
esperado para a idade. Esta conduta pode ser constante, ou não.

1. Não quer ir dormir


2. Levanta-se muito cedo
3. Sono irregular (em intervalos)
4. Troca ou dia pela noite
5. Dorme poucas horas.

IX. ALTERAÇÃO NA ALIMENTAÇÃO


Pode ser quantitativa e/ou qualitativa. Pode incluir situações, desde aquela em que a criança deixa de se
alimentar, até aquela em que se opõe ativamente.

1. Seletividade alimentar rígida (ex.: come o mesmo tipo de alimento sempre)


2. Come outras coisas além de alimentos (papel, insetos)
3. Quando pequeno não mastigava
4. Apresenta uma atividade ruminante
5. Vômitos
6. Come grosseiramente, esparrama a comida ou a atira
7. Rituais (esfarela alimentos antes da ingestão)
8. Ausência de paladar (falta de sensibilidade gustativa)
X. DIFICULDADE NO CONTROLE DOS ESFÍNCTERES
O controle dos esfíncteres pode existir, porém a sua utilização pode ser uma forma de manipular ou
chamar a atenção do adulto.

1. Medo de sentar-se no vaso sanitário


2. Utiliza os esfíncteres para manipular o adulto
3. Utiliza os esfíncteres como estimulação corporal, para obtenção de prazer
4. Tem controle diurno, porém o noturno é tardio ou ausente

XI. EXPLORAÇÃO DOS OBJETOS (APALPAR, CHUPAR)


Analisa os objetos sensorialmente, requisitando mais os outros órgãos dos sentidos em detrimento da
visão, porém sem uma finalidade específica

1. Morde e engole objetos não alimentares


2. Chupa e coloca as coisas na boca
3. Cheira tudo
4. Apalpa tudo. Examina as superfícies com os dedos de uma maneira minuciosa

XII. USO INAPROPRIADO DOS OBJETOS


Não utiliza os objetos de modo funcional, mas sim de uma forma bizarra.

1. Ignora os objetos ou mostra um interesse momentâneo


2. Pega, golpeia ou simplesmente os atira no chão
3. Conduta atípica com os objetos (segura indiferentemente nas mãos ou gira)
4. Carrega insistentemente consigo determinado objeto
5. Se interessa somente por uma parte do objeto ou do brinquedo
6. Coleciona objetos estranhos
7. Utiliza os objetos de forma particular e inadequada

XIII. FALTA DE ATENÇÃO


Dificuldades na atenção e concentração. Às vezes, fixa a atenção em suas próprias produções sonoras ou
motoras, dando a sensação de que se encontra ausente.

1. Quando realiza uma atividade, fixa a atenção por curto espaço de tempo ou é incapaz de fixá-la
2. Age como se fosse surdo
3. Tempo de latência de resposta aumentado. Entende as instruções com dificuldade (quando não lhe
interessa, não as entende)
4. Resposta retardada
5. Muitas vezes dá a sensação de ausência

XIV. AUSÊNCIA DE INTERESSE PELA APRENDIZAGEM


Não tem nenhum interesse por aprender, buscando solução nos demais. Aprender representa um esforço
de atenção e de intercâmbio pessoal, é uma ruptura em sua rotina.

1. Não quer aprender


2. Cansa-se muito depressa, ainda que de atividade que goste
3. Esquece rapidamente
4. Insiste em ser ajudado, ainda que saiba fazer
5. Insiste constantemente em mudar de atividade
XV. FALTA DE INICIATIVA
Busca constantemente a comodidade e espera que lhe dêem tudo pronto. Não realiza nenhuma atividade
funcional por iniciativa própria.

1. É incapaz de ter iniciativa própria


2. Busca a comodidade
3. Passividade, falta de interesse
4. Lentidão
5. Prefere que outro faça o trabalho para ele

XVI. ALTERAÇÃO DE LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO


É uma característica fundamental do autismo, que pode variar desde um atraso de linguagem até formas
mais graves, com uso exclusivo de fala particular e estranha.

1. Mutismo
2. Estereotipias vocais
3. Entonação incorreta
4. Ecolalia imediata e/ou retardada
5. Repetição de palavras ou frases que podem (ou não) ter valor comunicativo
6. Emite sons estereotipados quando está agitado e em outras ocasiões, sem nenhuma razão aparente
7. Não se comunica por gestos
8. As interações com adulto não são nunca um diálogo

XVII. NÃO MANIFESTA HABILIDADES E CONHECIMENTOS


Nunca manifesta tudo aquilo que é capaz de fazer ou agir, no que diz respeito a seus conhecimentos e
habilidades, dificultando a avaliação dos profissionais.

1. Ainda que saiba fazer uma coisa, não a realiza, se não quiser
2. Não demonstra o que sabe, até ter uma necessidade primária ou um interesse eminentemente
específico
3. Aprende coisas, porém somente a demonstra em determinados lugares e com determinadas pessoas
4. Às vezes, surpreende por suas habilidades inesperadas

XVIII. REAÇÕES INAPROPRIADAS ANTE A FRUSTRAÇÃO


Manifesta desde o aborrecimento à reação de cólera, ante a frustração.

1. Reações de desagrado caso seja esquecida alguma coisa


2. Reações de desagrado caso seja interrompida alguma atividade que goste
3. Desgostoso quando os desejos e as expectativas não se cumprem
4. Reações de birra

XIX NÃO ASSUME RESPONSABILIDADES


Por princípio, é incapaz de fazer-se responsável, necessitando de ordens sucessivas para realizar algo.

1. Não assume nenhuma responsabilidade, por menor que seja


2. Para chegar a fazer alguma coisa, há que se repetir muitas vezes ou elevar o tom de voz
XX. HIPERATIVIDADE/ HIPOATIVIDADE
A criança pode apresentar desde agitação, excitação desordenada e incontrolada, até grande passividade,
com ausência total de resposta. Estes comportamentos não tem nenhuma finalidade.

1. A criança está constantemente em movimento


2. Mesmo estimulada, não se move
3. Barulhento. Dá a sensação de que é obrigado a fazer ruído/barulho
4. Vai de um lugar a outro, sem parar
5. Fica pulando (saltando) no mesmo lugar
6. Não se move nunca do lugar onde está sentado

XXI. MOVIMENTOS ESTEREOTIPADOS E REPETITIVOS


Ocorrem em situações de repouso ou atividade, com início repentino.

1. Balanceia-se
2. Olha e brinca com as mãos e os dedos
3. Tapa os olhos e as orelhas
4. Dá pontapés
5. Faz caretas e movimentos estranhos com a face
6. Roda objetos ou sobre si mesmo
7. Caminha na ponta dos pés ou saltando, arrasta os pés, anda fazendo movimentos estranhos
8. Torce o corpo, mantém uma postura desequilibrada, pernas dobradas, cabeça recolhida aos pés,
extensões violentas do corpo

XXII. IGNORA O PERIGO


Expõe-se a riscos sem ter consciência do perigo

1. Não se dá conta do perigo


2. Sobe em todos os lugares
3. Parece insensível à dor

XXIII. APARECIMENTO ANTES DOS 36 MESES (DSM-IV)

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