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UNIVERSIDADE ABERTA ISCED
FACULDADE DE CIÊNCIAS DE SAÚDE
LICENCIATURA EM NUTRIÇÃO
Conceito de desnutrição e sua classificação
Laticha Ismael António Albino
Nampula, Maio, 2023
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UNIVERSIDADE ABERTA ISCED
FACULDADE DE CIÊNCIAS DE SAÚDE
LICENCIATURA EM NUTRIÇÃO
Conceito de desnutrição e sua classificação
Laticha Ismael António Albino
Nampula, Maio, 2023
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Índice
Introdução......................................................................................................................4
1. Conceito de desnutrição e sua classificação...........................................................5
1.1. Classificação da desnutrição...............................................................................5
1.2. Alterações Metabólicas.......................................................................................6
1.3. Tipos de grupos alimentos e sua classificação....................................................6
1.4. Alimentos de origem animal..................................................................................7
1.5. Importância da nutrição e o seu papel na saúde..................................................8
1.6. Doenças do fórum nutricional, suas manifestações............................................8
1.6.1. Sintomas e Diagnóstico...................................................................................8
1.6.2. Manifestações..................................................................................................8
1.6.3. Hipoglicemia...................................................................................................9
Conclusão.....................................................................................................................10
Referência Bibliografia................................................................................................11
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Introdução
O presente trabalho tem como o tema Conceito de desnutrição e sua classificação, que
visa demonstrar de que desnutrição também está presente quando a criança deixa o
aleitamento e inicia a alimentação oral, e é um dos maiores problemas de saúde pública
na actualidade, sendo que afecta mais de 900 milhões de indivíduos em todo o mundo.
Portanto, o estado nutricional influencia a funcionalidade do corpo, bem como o bem-
estar do indivíduo. Este problema é um processo contínuo que incide na ingestão
alimentar inadequada, quer por anorexia ou escassez de alimentos, diminuição na
capacidade de absorção de nutrientes ou aumento das perdas e gasto de energético,
seguida da diminuição de valores antropométricos e bioquímicos.
Objectivo geral
Dar o conceito da desnutrição;
Objectivos específicos
Explicar doenças do fórum nutricional, suas manifestações
Classificar a desnutrição;
Conhecer os tipos e grupos de alimentos.
Metodologia do trabalho
No que diz respeito a metodologia usada na realização do presente trabalho, salientar
que foi baseado na pesquisa bibliográfica, onde focamos em obras que falam sobre o
tema em estudo. E as demais informações complementares foram obtidas a partir de
uma busca de forma manual com base nas referências observadas e listadas nos artigos
inclusos no estudo de revisão sistemática
Estrutura do trabalho
A sua estrutura organizacional compreende os elementos pré-textuais, textuais e pós-
textuais, e os conteúdos estão sequenciados de acordo com a sua amplitude lógica.
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1. Conceito de desnutrição e sua classificação
Lima A, Gamallo S, Oliveira F. (2010) referencia de que Desnutrição é o estado nutricional
do indivíduo caracterizado pela ingestão insuficiente de energia e nutrientes, que resulta da
complexa interacção entre a alimentação, condições socioeconómicas e estado de saúde,
(p.56).
O estado nutricional influencia a funcionalidade do corpo, bem como o bem-estar do
indivíduo. Este problema é um processo contínuo que incide na ingestão alimentar
inadequada, quer por anorexia ou escassez de alimentos, diminuição na capacidade de
absorção de nutrientes ou aumento das perdas e gasto de energético, seguida da
diminuição de valores antropométricos e bioquímicos.
A desnutrição também está presente quando a criança deixa o aleitamento e
inicia a alimentação oral.
A desnutrição é, por seu lado, resultado da ingestão alimentar continuadamente
insuficiente, ou seja, consequência da subnutrição. É um dos maiores problemas de
saúde pública na actualidade, sendo que afecta mais de 900 milhões de indivíduos em
todo o mundo. Estão descritas várias consequências fisiológicas a longo prazo, como
uma maior suscetibilidade a acumulação de gordura, aumento da resistência à insulina,
hipertensão, dislipidemia, entre outras. Nas crianças, a desnutrição parece causar um
pobre desenvolvimento cognitivo assim como alterações do comportamento.
1.1. Classificação da desnutrição
A desnutrição também pode ser classificada como aguda ou crónica, sendo a sua
classificação dependente da patologia.
A desnutrição crónica é a relação entre a altura e a idade, resultando no baixo
crescimento. A causa plausível é a desnutrição materna antes e durante a gravidez ou
durante os primeiros anos de vida, ocorrendo défice nos macro- e micronutrientes
essenciais para o desenvolvimento do bebé.
Por sua vez, a desnutrição aguda é a relação entre a altura e o peso, sendo definida como
baixo peso para a altura. A desnutrição aguda é susceptível de aparecer em qualquer
altura da vida podendo ser rapidamente recuperável através de escolhas alimentares
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corretas e cuidados de saúde adequados. É muito vulgar acontecer na transição do
aleitamento materno para alimentação oral.
A- Primária (Pobreza – Privação Nutricional – Não relacionada a doenças)
B- Secundária Determinada por patologias que acometem os processos relacionados
à ingestão, digestão, absorção, metabolização e excreção do alimento.
1.2. Alterações Metabólicas
Cavaleiro I (2010).A desnutrição provoca várias alterações nos sistemas biológicos, como
a diminuição da velocidade de crescimento e desenvolvimento, alteração do sistema
nervoso, endócrino e imunológico, alterações da função da hipófise, adaptações metabólicas
como redução do metabolismo basal e redução da temperatura corporal, e também
adaptações das fibras musculares esqueléticas.
As alterações metabólicas podem surgir em qualquer altura da vida, como consequência
de causas externas. Na desnutrição, dependendo do grau, é muito importante ter a noção
do impacto das alterações metabólicas, pois podem ter impacto no indivíduo no que
respeita à não progressão do estado nutricional. 1
As alterações metabólicas associadas à desnutrição, incitadas por factores
externos, têm como consequência o aumento das necessidades energéticas e
proteicas, ocorrendo a má absorção dos nutrientes.
1.3. Tipos de grupos alimentos e sua classificação
Essas transformações causam o desequilíbrio na oferta de nutrientes e a ingestão
excessiva de calorias podendo levar ao excesso de peso e doenças crónicas associadas,
como diabetes, hipertensão, dislipidemias e doenças do coração. No Guia os alimentos
são agrupados assim:
Grupo dos feijões: Há muitas variedades de feijão no Brasil: preto, branco,
mulatinho, carioca, fradinho, feijão fava, feijão-de-corda, entre muitos outros.
Entre os alimentos que fazem parte do grupo das leguminosas e compartilham
propriedades nutricionais e usos culinários com o feijão, os mais consumidos
são as ervilhas, as lentilhas e o grão-de-bico.
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Gangadharan A, Choi Sung, Hassan A, Ayoub NM, Durante G, Balwani S. (2017); Protein
calorie malnutrition intervention and personalized cancer care. Oncotarget 8(14):24009-30.
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Grupo dos cereais: Este grupo abrange arroz, milho (incluindo grãos e farinha)
e trigo (incluindo grãos, farinha, macarrão e pães, além de outros cereais, como
a aveia e o centeio.
Grupos de raízes e tubérculos: Este grupo inclui a mandioca, também
conhecida como macaxeira ou aipim, batata ou batata-inglesa, batata-doce,
batata-baroa ou mandioquinha, cará e inhame.
Grupo das frutas: há uma grande variedade de frutas disponível. Boa parte é
comercializada em quase todos os meses e em todas as regiões do país. Em
período de safra o preço é menor, a qualidade e o sabor são melhores e ainda
temos diversas formas de consumo (frescas, secas, como parte de refeições, em
saladas, sobremesas).
Grupo de castanhas: são óptimas opções para pequenas refeições. Exemplos:
castanhas, nozes, amêndoas e amendoins. Quando adicionados de sal ou açúcar
são alimentos processados e seu consumo deve ser limitado! Todos os alimentos
que integram este grupo são ricos em minerais, vitaminas, fibras e gorduras
saudáveis.
Grupo de leite e queijos: os queijos são processados devido a salga e
maturação do leite, o que altera sua composição elevando o teor de sal e gordura,
devendo ser consumido com moderação. Exemplos de alimentos desse grupo:
leite de vaca, coalhadas, iogurtes naturais. Bebidas lácteas e iogurtes adoçados
adicionados de corantes e saborizantes são ultras - processados.
Grupo de carnes e ovos: carnes vermelhas são consumidas com mais
frequência. Cortes com mais gordura, o ideal é assar, grelhar ou refogar. Já os
cortes com menos gordura, o ideal são fazer ensopados ou cozidos. Cuidado com
o consumo excessivo.
O leite materno é um alimento natural que fornece toda a energia e nutrientes que a
criança necessita, que o protege contra doenças crónicas infecciosas, reduz a má
nutrição, problemas de crescimento e mortalidade face ao desmame precoce e às
práticas inadequados e escassas de complementação alimentar.
1.4. Alimentos de origem animal
Um grande aumento no consumo de alimentos de origem animal, nomeadamente carnes
de vaca e porco, lacticínios, e ovos, foram demonstrados por diversos estudos. Apesar
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de poder conferir vantagens, principalmente para as populações mais desfavorecidas,
onde um aumento destes alimentos pode melhorar significativamente o perfil
micronutritivo da dieta, o consumo excessivo de alimentos de origem animal está
relacionado com o consumo excessivo de gorduras saturadas prejudiciais e até com um
risco acrescido de mortalidade.
O importante é combinar diferentes alimentos para criar alternativas de refeições
saudáveis e saborosas, levando-se em consideração o grau de processamento dos
alimentos e os grupos alimentares.
1.5. Importância da nutrição e o seu papel na saúde
A nutrição, que representa um papel crucial durante este ciclo de vida, é a ciência que
estuda os nutrientes e a forma como o corpo humano os utiliza e assimila. Com a
evolução da Biologia Molecular e da Bioquímica, a nutrição foca-se, actualmente, nas
sequências de processos bioquímicos que os nutrientes sofrem dentro de um organismo,
desde que são ingeridos até que se transformam em energia (metabolismo) ou elementos
constitutivos (função plástica).
1.6. Doenças do fórum nutricional, suas manifestações
1.6.1. Sintomas e Diagnóstico
Cavaleiro (2010) diz que os sinais e sintomas relacionados com a desnutrição podem ser baixo
crescimento, mudanças no comportamento (irritação, ansiedade e letargia), mudanças tópicas
(cabelo, face pálida / edemaciada, face de meia lua), olhos (membranas vermelhas), lábios
(escaras), língua edematosa, dentes cariados, pele (xerose), tecido subcutâneo (edema e baixa
percentagem de massa gorda), sistema cardiovascular (taquicardia), sistema gastrointestinal
(hépato-esplenomegalia) e sistema nervoso (confusão mental), (p.56)
1.6.2. Manifestações
As manifestações clínicas da desnutrição na criança podem ser classificadas como
Kwashiorkor, marasmo e deficiência proteico-energética. Estas formas de desnutrição
são consideradas graves devido à presença de alterações clínicas e bioquímicas
No Kwashiorkor ocorre ingestão diminuída de proteína, que se encontra em falta a
vários níveis do organismo, como sangue, tecidos periféricos, músculos, fígado, entre
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outros. Apresenta as seguintes características: aparecimento de edema, diarreia,
despigmentação do cabelo, apatia, tristeza, falta de apetite, etc
1.6.3. Hipoglicemia
A hipoglicemia é uma importante causa de morte da criança com desnutrição grave nos
primeiros dias de tratamento. Por isso, o seu risco deve ser sistematicamente avaliado
em toda criança hospitalizada com desnutrição grave. Pode ser causada por infecção
sistémica grave ou período prolongado de jejum (ex: período de 4 ou mais horas
decorridos no transporte da criança até o hospital e/ou espera em fila de atendimento).
Por isso, essas crianças devem ter prioridade de internação e começar a receber
tratamento para a prevenção da hipoglicemia, a partir do momento em que está na fila
de espera para atendimento e preenchimento do formulário de internação.
A desnutrição assume-se como uma patologia muito presente na actualidade. A
rastreabilidade e monitorização do estado nutricional é de vital importância para
prevenir e tratar a desnutrição de forma precoce. Assim evitam-se todas as
comorbilidades associadas ao meio hospitalar.
Um bom estado nutricional é imprescindível durante o processo de envelhecimento,
tendo de ser cuidado e vigiado nos grupos de risco, como idosos e crianças, que são os
grupos mais suscetíveis ao aparecimento de patologias. Contudo, observa-se que a
desnutrição ainda está muito presente nas crianças e idosos em ambientes hospitalares, o
que prejudica o prognóstico clínico, diminui a qualidade de vida dos doentes e aumenta
consideravelmente os cuidados de saúde.2 Desta forma, é de extrema importância
avaliar o estado nutricional no momento da admissão e durante a terapia clínica, de
modo a assegurar precocemente as carências nutricionais, minimizando o impacto
nefasto na saúde do doente.
Conclusão
No final deste trabalho, conclui – se que as manifestações clínicas da desnutrição na
criança podem ser classificadas como Kwashiorkor, marasmo e deficiência proteico-
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Lima A, Gamallo S, Oliveira F. (2010). Desnutrição energético-proteica grave durante a
hospitalização: aspetos fisiopatológicos e terapêuticos. Rev Paul Pediatr 28(3):353-61.
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energética. Estas formas de desnutrição são consideradas graves devido à presença de
alterações clínicas e bioquímicas.
Entretanto, as alterações metabólicas associadas à desnutrição, incitadas por factores
externos, têm como consequência o aumento das necessidades energéticas e proteicas,
ocorrendo a má absorção dos nutrientes.
Referência Bibliografia
Amaro JS, Correia AC, Pereira C. (2016).Avaliação do risco de desnutrição de medicina
do hospital distrital de Santarém (Medicina IV). Acta Portuguesa de Nutrição; 4:6-9.
Bernardo S, Amaral T. (2016). Coexistência da desnutrição com a sarcopenia em idosos
do cocelho de Paços de Ferreira. Acta Portuguesa de Nutrição; 5:12-6.
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Cavaleiro I. (2010).Tratamento dietético da desnutrição primária grave em populações
de países menos favorecidos socio-economicamente [dissertação].Porto: Faculdade de
ciências da nutrição e aliemntação;
Gangadharan A, Choi Sung, Hassan A, Ayoub NM, Durante G, Balwani S. (2017);
Protein calorie malnutrition intervention and personalized cancer care. Oncotarget
8(14):24009-30.
Lima A, Gamallo S, Oliveira F. (2010). Desnutrição energético-proteica grave durante a
hospitalização: aspetos fisiopatológicos e terapêuticos. Rev Paul Pediatr 28(3):353-61.
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