ESCOLA SECUNDÁRIA 22 DE AGOSTO
12A CLASSE TURMA: B1
TRABALHO EM GRUPO DA DISCIPLINA DE BIOLOGIA
ANATOMIA DA RAIZ
Descentes: Docente:
Amurane Abacar __________________
Vasco Abdal Ali
Trabalho de Carácter Avaliativo a Ser
Joel Fasbem
Entregue e Defendido Como Um Critério
Monis Agostinho
de Avaliação da Disciplina de Biologia, na
Cezar Armando Chale
Escola Secundária 22 de Agosto.
Nampula, Julho,2025
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Índice
1. Introdução ........................................................................................................................................... 3
2. Objetivos ............................................................................................................................................. 3
3. Metodologia ........................................................................................................................................ 4
4. Raiz ..................................................................................................................................................... 4
4.1 Anatomia das Raízes ......................................................................................................................... 5
4.2 Absorção de Água e Sais Minerais ................................................................................................... 7
4.2.1. Importância do Sistema Radicular na Absorção ........................................................................... 8
4.2.3. Pressão Positiva da Raiz e Teoria da Coesão-Tensão ................................................................... 8
4.4 Transporte da Seiva Elaborada – Teoria de Munch ........................................................................ 10
4.5 Estômatos: Estrutura, Função e Mecanismos ................................................................................. 10
4.5.1 Estrutura dos Estômatos ............................................................................................................... 11
4.5.2 Função dos Estômatos.................................................................................................................. 12
4.5.3 Mecanismos de Funcionamento dos Estômatos........................................................................... 12
5. Conclusão.......................................................................................................................................... 14
6. Referências Bibliográficas ................................................................................................................ 15
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1. Introdução
A fisiologia vegetal envolve processos essenciais à sobrevivência das plantas, como a absorção
de água, sais minerais e a troca gasosa. As raízes são responsáveis por absorver nutrientes do
solo, enquanto os estômatos, presentes nas folhas, regulam a entrada e saída de gases e água.
Este trabalho explora a anatomia e fisiologia das raízes e dos estômatos, incluindo os
mecanismos de transporte da seiva bruta e elaborada e as teorias que os explicam (Dixon e
Munch).
2. Objetivos
Objetivo Geral:
1) Compreender a estrutura e o funcionamento das raízes e estômatos das plantas, bem
como os processos fisiológicos relacionados.
Objetivos Específicos:
1) Descrever a anatomia e função das raízes e estômatos.
2) Explicar os mecanismos de absorção de água e sais minerais.
3) Analisar o transporte da seiva bruta e elaborada.
4) Compreender as teorias de Dixon e Munch.
5) Estudar os mecanismos de abertura e fechamento estomático.
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3. Metodologia
Este trabalho foi realizado por meio de revisão bibliográfica, utilizando livros didáticos, artigos
científicos e conteúdos digitais sobre fisiologia vegetal. A abordagem é qualitativa, descritiva
e explicativa.
4. Raiz
1) Conceito
A raiz é uma estrutura encontrada nos vegetais que atua principalmente na fixação do vegetal
ao substrato e na absorção de água e sais minerais. Vale salientar, no entanto, que as raízes
podem desempenhar outras funções, como funcionar como órgãos de reserva. Podemos
identificar quatro partes principais nelas: coifa, região lisa, região pilífera e região de
ramificação.
A raiz é um órgão vegetal que apresenta como função principal a sustentação da planta e a
absorção de água e sais minerais, os quais são levados, via xilema, para as partes aéreas da
planta. Originam-se a partir da radícula no embrião e, em sua maioria, não possuem nós e
entrenós, como nos caules, não apresentam clorofila, e o crescimento dá-se em direção ao
centro da Terra (geotropismo positivo). Além das funções de absorção e fixação, muitas raízes
são importantes órgãos de reserva. Nas raízes também são sintetizados hormônios vegetais,
como citocinina, e outros metabólitos secundários.
A primeira raiz que se origina do embrião é denominada primária. Nas plantas com sementes
que não são monocotiledôneas, temos um sistema radicular pivotante, com uma raiz primária,
denominada raiz pivotante, crescendo em direção ao centro da Terra e apresentando
ramificações, denominadas raízes laterais.
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Nas monocotiledôneas, a raiz primária atrofia rapidamente e o sistema radicular é constituído
por raízes adventícias, as quais se formam a partir do caule. Esse sistema é chamado de
fasciculado e caracteriza-se por apresentar raízes que possuem basicamente o mesmo diâmetro,
não existindo nenhuma mais proeminente que a outra.
4.1 Anatomia das Raízes
O crescimento de muitas raízes é aparentemente um processo contínuo, que cessa apenas sob
condições adversas, como a seca ou baixas temperaturas. Durante o seu crescimento no solo,
as raízes seguem um caminho que oferece menor resistência e, freqüentemente, ocupam
espaços deixados pelas raízes que morreram e já se decompuseram. A raiz é composta por
várias regiões especializadas:
1) Epiderme
A epiderme (rizoderme) consiste de células de paredes finas, onde há pêlos absorventes. Ela
pode ser constituída por uma única camada ou por várias camadas de células:
a) Unisseriada - Mais frequente
Multisseriada - Constituída por células mortas com parede espessada (velame). Ocorre
com freqüência em raízes aéreas de Orchidaceae, Araceae, espécies epífitas e em outras
Monocotiledôneas terrestres.
2) Córtex:
Pode ser homogêneo e simples ou conter uma variedade de tipo de células. Em seção
transversal ocupa a maior parte da área do corpo pri mário de muitas raízes. O mais comum é
que ocorra parênquima cortical sem clorofila. As células corticais geralmente armazenam
amido, mas comumente não apresentam cloroplastos.
As células do córtex apresentam disposição radiada. Plantas aquáticas e muitas epífitas
apresentam cloroplastos na raiz. Em plantas com crescimento secundário o córtex apresenta-se
constituído apenas por parênquima, uma vez que boa parte do córtex será perdido (nessas raízes
as células corticais permanecem parenquimatosas).
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Independente do grau de diferenciação, os tecidos corticais apresentam numerosos espaços
intercelulares – espaços de ar essenciais para a aeração das células da raiz.
3) Endoderme:
Controla a entrada de substâncias no cilindro vascular. Camada mais externa do córtex. É
diferenciada como um
1. Tecido protetor;
2. Suberina;
3. Células de passagem.
Endoderme Camada cortical mais interna da raiz das plantas vasculares. Nas Eudicotiledôneas
e Gimnospermas, que apresentam crescimento secundário, a endoderme não desenvolve
nenhum tipo de espessamento.
Em raízes que não crescem em espessura, especialmente em monocotiledôneas, as endodermes
comumente apresentam modificações na parede. As estrias de Caspary atravessam as células
endotérmicas inteira mente, e em todos os pontos da membrana plasmática do protoplasma
endotérmico é firmemente aderida a elas. Como não há nenhum espaço intercelular entre as
células da endoderme, e nenhum movimento pode ocorrer através da parede radial, substâncias
entrando e saindo do cilindro vascular devem passar através do protoplasma das células
endotérmicas.
4) Xilema e Floema:
O xilema e o floema são dois tipos de tecidos vasculares presentes nas plantas, responsáveis
pelo transporte de substâncias essenciais para o seu desenvolvimento. O xilema conduz água e
minerais (seiva bruta) das raízes para as folhas e outras partes da planta, enquanto o floema
transporta os produtos da fotossíntese (seiva elaborada), como açúcares, das folhas para o
restante da planta.
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a) Xilema:
Transporta água e minerais (seiva bruta) da raiz para as folhas e outras partes da planta.
É composto por células mortas, como traqueídeos e elementos de vaso, que formam um
sistema de tubos que facilitam o fluxo da seiva.
Também desempenha um papel na sustentação da planta.
Pode ter origem primária (procâmbio) ou secundária (câmbio vascular).
b) Floema:
Transporta a seiva elaborada (produtos da fotossíntese) das folhas para outras partes da
planta.
É composto por células vivas, como células crivadas e células companheiras, que
trabalham em conjunto para o transporte eficiente da seiva.
Também desempenha um papel na condução de outros nutrientes e substâncias
orgânicas.
Assim como o xilema, pode ter origem primária (procâmbio) ou secundária (câmbio
vascular).
Em resumo, o xilema e o floema trabalham em conjunto para garantir que a planta receba os
nutrientes e água necessários para o seu crescimento e desenvolvimento.
4.2 Absorção de Água e Sais Minerais
Nas plantas, a entrada de água e nutrientes ocorre pela raiz, favorecida pela presença de pelos
radiculares que aumentam a superfície de absorção. Água e íons são essenciais para o
desenvolvimento da planta e são conseguidos graças às raízes, que, além de fixar a planta no
solo, atuam na função de absorção. Essas substâncias entram pelas raízes e seguem até o
xilema, um tecido condutor que as transporta para todas as partes da planta. A água e os sais
minerais são absorvidos principalmente pelos pelos radiculares.
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4.2.1. Importância do Sistema Radicular na Absorção
Água e íons são absorvidos pelas raízes, e esse processo é facilitado por pelos radiculares. A
maior parte da água vinda do solo, que entra no corpo da planta, penetra por pontos mais jovens
da raiz, diretamente pela epiderme. Os pelos radiculares atuam nesse processo para aumentar
a superfície de contato.
Após atravessar a epiderme, a água movimenta-se pelo córtex, atingindo a endoderme e
seguindo em direção ao cilindro vascular, formado por tecidos condutores. Ao atingir o xilema,
a água segue da raiz para outros locais da planta.
4.2.2. A Água pode Percorrer Três Caminhos Através da Raiz:
a) Apoplasto: A água passa margeando o protoplasto, via parede celular.
b) Simplasto: Nesse caso, a água passa de protoplasto a protoplasto por meio dos
plasmodesmos.
c) Transcelular: Nesse caminho, a água passa de célula a célula através das membranas
celulares.
No caso dos nutrientes inorgânicos, a captação também ocorre pela epiderme, principalmente
nos pelos absorventes de raízes jovens. Os íons movem-se da epiderme até a endoderme de
maneira simplástica. Os minerais são absorvidos por meio de transporte ativo. Nas
gimnospermas e angiospermas, a absorção dos nutrientes no solo é facilitada pela presença de
fungos denominados de micorrízicos. Esses fungos associam-se aos sistemas radiculares e
são importantes principalmente para a absorção de fósforo.
4.2.3. Pressão Positiva da Raiz e Teoria da Coesão-Tensão
O transporte de água acontece de diferentes maneiras e está relacionada com a transpiração.
Quando há pouca transpiração, observa-se a pressão positiva da raiz. Nas ocasiões em que há
muita transpiração, o transporte é explicado pela teoria da coesão-tensão.
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1) Pressão positiva da raiz: Quando a transpiração acontece lentamente, ou está ausente,
ocorre uma secreção de íons para dentro do xilema. O potencial hídrico torna-se mais
negativo e a água entra por osmose. Desse modo, cria-se uma pressão positiva que força
a água, e também os íons que estão dissolvidos, a subir pelo xilema.
2) Teoria da coesão-tensão: Essa teoria explica que a água é puxada devido à tensão
gerada pela transpiração. Nessas ocasiões, a água é puxada por fluxo de massa pelos
ramos que estão passando pelo processo de transpiração. Assim sendo, as raízes
tornam-se superfícies de absorção passiva.
Fig2: As raízes garantem a absorção de água e nutrientes para a planta
4.3 Transporte da Seiva Bruta – Teoria de Dixon
A teoria de Dixon, também conhecida como teoria da tensão-coesão-adesão, explica o
transporte da seiva bruta (água e sais minerais) nas plantas. A transpiração nas folhas cria uma
força de sucção que puxa a coluna de água no xilema (vasos condutores), impulsionando a
ascensão da seiva bruta. Essa força de sucção é possível devido às propriedades de coesão
(atração entre moléculas de água) e adesão (atração da água às paredes do xilema) da água. A
seiva bruta (água + sais minerais) é transportada pelo xilema. A Teoria da Tensão, Coesão e
Adesão (Dixon e Joly) explica que Esse processo ocorre de forma contínua, sem gasto
energético, pois neste processo acontece:
1) A transpiração nas folhas cria uma tensão (sucção).
2) As moléculas de água se mantêm unidas por coesão.
3) A adesão da água à parede do xilema facilita a ascensão.
Fig3: Efeitos do Transporte.
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4.4 Transporte da Seiva Elaborada – Teoria de Munch
A teoria de Munch, também conhecida como teoria do fluxo de massa, explica o transporte da
seiva elaborada (rica em açúcares) no floema das plantas. Essa teoria postula que a seiva se
move devido a um gradiente de pressão osmótica criado entre os locais de produção de açúcares
(fontes, como as folhas) e os locais de consumo ou armazenamento (sumidouros, como raízes
e frutos).
A seiva elaborada (açúcares + substâncias orgânicas) é transportada pelo floema, conforme a
Teoria do Fluxo de Massa (Munch):
1) Açúcares nas folhas aumentam a pressão osmótica.
2) A água entra no floema por osmose, gerando pressão de turgescência.
3) A seiva é empurrada para regiões onde a pressão é menor (raízes, frutos, etc.).
Fig4: Xilema
4.5 Estômatos: Estrutura, Função e Mecanismos
a) Estômatos seu Conceito:
Os estômatos são estruturas minúsculas encontradas na epiderme das plantas, principalmente
nas folhas, que desempenham um papel crucial na regulação das trocas gasosas e da
transpiração. Eles são formados por duas células-guarda que delimitam uma abertura chamada
ostíolo, além de células acessórias. A abertura e o fechamento dos estômatos são controlados
pela turgidez das células-guarda, que por sua vez é influenciada por fatores como luz,
concentração de gás carbônico e hidratação da planta.
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Exemplo do Estómatos
Fig6: observe as principais partes de um estômato
4.5.1 Estrutura dos Estômatos
Os estômatos são pequenas estruturas localizadas principalmente na epiderme das folhas,
compostas por:
1) Células-guarda (ou células estomáticas): Duas células em forma de rim que
delimitam o ostíolo (abertura central). apresentam, normalmente, o formato reniforme,
possuem espessamento mais acentuado nas proximidades da fenda estomática e são as
únicas células da epiderme que possuem cloroplastos, organelas relacionadas com o
processo de fotossíntese. O papel dessas células é regular a abertura e o fechamento da
fenda estomática.
2) Células subsidiárias: Células vizinhas que auxiliam o funcionamento dos estômatos
(presentes em algumas espécies). Estes estômatos podem se desenvolver entre células
comuns da epiderme ou entre as chamadas células subsidiárias, as quais se diferem em
tamanho e forma de outras células da epiderme. Denominam-se células subsidiárias
somente as que circundam o estômato.
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4.5.2 Função dos Estômatos
Os estômatos são estruturas presentes na epiderme e que estão relacionadas com as trocas
gasosas realizadas entre a planta e a atmosfera. Eles controlam, principalmente, a entrada de
gás carbônico e a saída de água na planta pelo processo de transpiração, exercendo, portanto,
papel primordial na taxa de fotossíntese e no estado hídrico do vegetal.
Devido ao fato de a transpiração em excesso ser prejudicial à planta, esse processo é
considerado um mal inevitável, uma vez que a abertura dos estômatos proporciona a
transpiração, porém é fundamental para garantir a entrada de gás carbônico, o qual é essencial
para a realização da fotossíntese. Em suma ele funciona da seguinte maneira:
1) Trocas gasosas: Permitem a entrada de CO₂ e saída de O₂ durante a fotossíntese.
2) Transpiração estomática: Perdem água por evaporação, ajudando na absorção e
ascensão da seiva.
3) Termorregulação: A perda de água ajuda a regular a temperatura da folha.
4.5.3 Mecanismos de Funcionamento dos Estômatos
A abertura e o fechamento dos estômatos ocorre devido a variações na turgescência das células-
guardas. A abertura ocorre quando solutos, principalmente o íon potássio, acumulam-se no
interior dessas células, levando a um movimento osmótico de água para o interior das células-
guardas.
Quando a célula fica túrgida, a parede anticlinal afastada da fenda estomática dilata-se em
direção à célula anexa, e a parede anticlinal que delimita a fenda se retrai. Com isso, temos a
abertura da fenda estomática. O fechamento do estômato, por sua vez, ocorre quando acontece
uma redução de solutos na células-guardas. A célula então perde água, e a pressão de turgor é
reduzida. As paredes anticlinais retornam à posição normal, e a fenda estomática é fechada.
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Em suma o abrir e fechar dos estômatos depende da turgidez das células-guarda:
a) Abertura estomática:
Durante o dia, ocorre fotossíntese e entrada de íons (K⁺) nas células-guarda.
A água entra por osmose, as células se tornam túrgidas e o ostíolo se abre.
b) Fechamento estomático:
À noite ou em condições de estresse (seca), os íons saem das células-guarda.
A água sai, as células ficam flácidas e o ostíolo se fecha.
Este mecanismo é regulado por hormônios como o ácido abscísico (ABA), especialmente em
situações de déficit hídrico.
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5. Conclusão
As raízes e os estômatos desempenham papéis essenciais na fisiologia vegetal. As raízes
absorvem água e nutrientes, sustentando o transporte da seiva bruta, enquanto os estômatos
regulam as trocas gasosas e a transpiração, influenciando diretamente o fluxo de água na planta.
As teorias de Dixon e Munch explicam os complexos mecanismos que mantêm a circulação
das substâncias essenciais, demonstrando a eficiência dos sistemas condutores vegetais.
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6. Referências Bibliográficas
a) TAIZ, Lincoln; ZEIGER, Eduardo. Fisiologia Vegetal. Artmed, 2017.
b) RAVEN, Peter H. et al. Biologia Vegetal. Guanabara Koogan, 2014.
c) AMABIS, José Mariano; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Biologia das Plantas.
Moderna, 2012.
d) LARCHER, Walter. Ecofisiologia Vegetal. Rima, 2006.
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