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Chamas Do Cosmos

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Capítulo 1 – Antes da Primeira Luz

O vácuo não era apenas silêncio.


Era ausência.
Ausência de tempo, forma, som. Ausência até do conceito de
“existir”.

Mas então…
Ela apareceu.

Uma silhueta feminina, esculpida em estrelas e galáxias em


constante movimento.
Seus contornos não tinham fim — era como se o próprio
espaço dobrasse ao seu redor, tentando compreendê-la.
Chamavam-na apenas de A Ordem.
Mas não havia ninguém para chamá-la ainda.

Ela não falava.


Ela não criava.
Ela apenas... caminhava.
E por onde seus pés flutuavam, o universo nascia.

Eram rastros de sistemas solares, explosões de luz, partículas


ganhando massa.
Nada era deliberado.
Tudo era inevitável.

Por eras incontáveis, a Ordem vagou.


Sozinha.
Inconsciente de que, atrás de si, algo havia despertado.

No eco escuro de sua trilha, formava-se algo inverso, torcido,


antinatural.
Um ser sem forma fixa, feito de buracos, rupturas e
desobediência.
Sua essência era o oposto de toda lei.

A Antimatéria.
Não nasceu com ela.
Nasceu dela.
Do vazio que ela deixava. Da distorção que sua existência
criava.

E esse ser…
Observava.

Por milênios, moveu-se à sombra, coexistindo sem ser notado.


Até que um dia, ele atacou.

O golpe foi silencioso.


Letal.
A Ordem estremeceu.
Pela primeira vez… sentiu dor.

De dentro dela, energia escapava. Pura, dourada, cósmica.


E com um último ato instintivo, ela a condensou.
Não como arma.
Não como escudo.
Mas como algo mais profundo.
Mais íntimo.

Como um filho.

A energia tomou forma.


Um menino de pele pálida, cabelos brancos como nebulosas
e olhos azuis profundos como buracos negros.
Seu manto era feito de constelações vivas, e seu nome… não
foi dito.
Mas seu destino era claro.

Ele era a Presença.

Ele não chorou.


Não gritou.
Apenas olhou ao redor, confuso, como se já soubesse que
existia por um propósito que ainda não podia nomear.
Ao seu redor, a energia da Ordem continuava a vazar, como
um rio cortado em seu leito.
A presença dela se tornava cada vez mais fraca.
Mas mesmo ferida, ela o viu.
E naquele instante, por entre as estrelas se apagando em
sua pele, sorriu pela primeira vez.

E então ela desapareceu.


Não como algo que morre, mas como algo que se dispersa
para sempre.

Diante do vazio que restou, a Presença olhou para o


horizonte escuro do cosmos.

E ali…
A Antimatéria esperava.

Ela não tinha rosto.


Não tinha cor.
Era um rasgo na realidade, um vórtice que absorvia estrelas,
leis, sentido.

Por um momento, os dois ficaram imóveis.


A pureza da Presença.
A distorção da Antimatéria.
Dois extremos de um mesmo erro cósmico.

Então a batalha começou.

Eras se passaram.
Não havia tempo, mas havia destruição.
Constelações desfeitas com um gesto.
Galáxias colapsando sob o peso de forças que não
pertenciam a este plano.

A Presença, mesmo jovem, era feito de tudo o que havia sido:


a luz, o calor, a harmonia, o amor de sua criadora.

Mas era também humano.


Sentia.
Errava.
Se irritava.

A Antimatéria, por outro lado, nunca cansava.


Não pensava.
Não hesitava.
Ela era ausência de tudo que dava limite à existência.

E foi por isso que, mesmo exausto, mesmo ferido, mesmo à


beira do colapso…
A Presença venceu.

Com as mãos envoltas numa espiral dourada, o garoto criou


um universo de bolso.
Um espaço paralelo onde as leis da Antimatéria seriam
diluídas, controladas, contidas.

E num último esforço, aprisionou-a ali.

O grito do ser distorceu os véus do cosmos.


Mas dentro daquele casulo, a Antimatéria não podia mais
tocar nada.

O silêncio voltou.

Mas não era mais o mesmo.

A Presença pairava entre destroços cósmicos.


Vazio.
Cansado.
E só.

E foi nesse momento que ela apareceu.

A vastidão era agora um campo de ruínas cósmicas.


Nebulosas queimadas.
Estrelas mortas.
Caminhos de energia que não levavam a lugar algum.
A Presença flutuava entre destroços do próprio nascimento.
Sua luz tremeluzia, não por fraqueza… mas por vazio.

Não sentia glória.


Nem paz.
A vitória era pesada.
Dura.
Silenciosa.

A energia da Ordem havia cessado.


E com ela, tudo que lembrava calor e propósito também se
dissolvia.

Foi então que uma nova vibração percorreu o plano.


Não um som.
Mas um chamado estrutural, geométrico, exato.

A matéria reagiu.

A escuridão se dobrou.

E ela nasceu.

De um fragmento simétrico do que restava da Ordem,


moldado pela necessidade de equilíbrio, surgia agora uma
silhueta feminina.

Serena.
Estável.
Composta por padrões perfeitos de luzes cintilantes.
Seus olhos não buscavam.
Apenas observavam.

Não havia emoção em sua aparência.


Só presença plena, inteira.

Diferente do garoto, que carregava caos em sua forma —


mesmo que fosse um caos de luz —
ela era o próprio controle sobre o imprevisível.

E onde o menino flutuava como uma estrela errante, ela se


mantinha imóvel, como um eixo.

Gêmeos, mas opostos.


Feitos da mesma fonte.
Nascidos de propósitos distintos.

Juntos, pela primeira vez, olharam para a vastidão ainda


crua do cosmos.

E decidiram moldá-la.

Ele vagava.
Ela permanecia.
Mas mesmo sem troca, mesmo sem toque, algo entre os dois
se alinhava.

Presença ainda brilhava com intensidade errática.


A cada passo, liberava faíscas de emoção pura — pequenas
galáxias nasciam de seus gestos impulsivos.
Seus olhos percorriam tudo como se fosse ver tudo pela
primeira vez, o tempo todo.

Já Intelis não andava.


Ela calculava distâncias invisíveis, e o universo se dobrava
para recebê-la.
A matéria a reconhecia como limite.
A luz se curvava em torno de seus traços.

Ele criava caos belo.


Ela impunha formas à beleza.

E assim… começaram a moldar o que havia restado.

Presença criava rios de energia que fluíam como cometas


apaixonados.
Mas era Intelis quem traçava suas margens, tornando-os
caminhos navegáveis.
Ele ascendia luzes como quem acende velas em noite sem
lua.
Ela ordenava essas luzes em constelações.

E onde os dois tocavam juntos…


reinos surgiam.

Ao longo de milênios sem contagem, a dança continuou.


Presença sonhava com criaturas estranhas, e sem perceber,
elas se formavam.
Algumas com escamas que refletiam o tempo.
Outras que respiravam pensamento.
Seres de gelo, sombra, vento e chama.

Mas havia excesso.


Desequilíbrio.
Poder sem contorno.

Então Intelis intervinha, como sempre.


Redefinia os limites.
Organizava planos distintos.
E assim, o mesmo espaço passou a conter vários reinos,
separados por camadas sutis da própria realidade.

O multiverso havia nascido.

Eles nunca se tocaram.


Mas estavam sempre próximos.

E entre emoção e razão,


nascimento e limite,
espontaneidade e cálculo…

a existência passou a fazer sentido.

Capítulo 2 – Onde os Reinos Começam


O multiverso não nasceu de um plano.
Nasceu de uma dança.
De um desequilíbrio preciso, de um atrito entre opostos que,
juntos, faziam tudo existir.

Presença queria ver vida.


Movimento.
Instinto.

Intelis queria estrutura.


Camadas.
Separações claras entre o que é e o que deveria ser.

E onde suas intenções se cruzavam, os reinos surgiam.

O primeiro deles não tinha nome.


Mas carregava uma fome que nem os próprios criadores
percebiam.

Era um lugar onde criaturas nasciam com dons únicos.


Corpos que se fundiam à luz.
Peles que se tornavam pedra.
Garras que cortavam magia.
Respirações que congelavam o ar.

Era belo.
Diverso.
Poderoso.

Mas também... instável.

Ali, o instinto florescia antes da consciência.


A força dominava o equilíbrio.
E a beleza que encantava a Presença também ocultava a
sombra do excesso.

Ele o admirava.
Ela o observava.
E por mais que tentasse conter as faíscas desse reino com
fronteiras racionais,
Intelis já sabia —
ali algo fugiria do controle.

Logo depois, outro reino foi tecido.


Menor.
Mais equilibrado.
Com ciclos mais lentos.
Com seres frágeis, mas com grande curiosidade.

A Presença não entendeu de imediato.


Mas logo percebeu: havia algo de especial ali.

Um equilíbrio sutil entre emoção e razão.


Entre caos e ordem.
Entre vida e dúvida.

Esse reino chamaria a atenção deles por eras.


E um dia, seria chamado de Terra.

A criação prosseguiu.
Outros reinos surgiram.
Cada um com suas leis.
Cada um com suas formas de tempo, matéria e existência.

Mas entre todos, dois permaneciam como pólos silenciosos:

Um, poderoso demais para sua própria ordem.


Outro, frágil demais para sua própria grandeza.

Eles não sabiam ainda…


Mas a guerra que viria começaria ali.
Na semente plantada no silêncio entre os dois.

Capítulo 3 – A Era da Convivência

Não havia tempo.


Mas havia ciclos.
E durante incontáveis deles, os reinos coexistiram.

Cada um em seu plano.


Cada qual com suas leis, sua luz, sua sombra.

Alguns prosperavam em vastas florestas eternas, onde


árvores cresciam até rasgar o céu do plano.
Outros se banhavam em mares de eletricidade viva, com
cidades suspensas sobre cristais.
Havia reinos onde o som era matéria.
Onde o pensamento moldava o chão.
Onde a luz era consciente.

Ninguém via os outros.


Mas todos sentiam.

O Reino da Vingança ainda não tinha esse nome.


Era chamado por muitos como Orirax, que num dialeto
antigo significava “Glória Nascente”.
Seus habitantes eram fortes, orgulhosos, ambiciosos.
A energia fluía por eles como sangue, moldando habilidades
únicas — dons que se tornavam símbolos de status e
domínio.

Ao seu lado, a Terra crescia em silêncio.


Com ciclos curtos e frágeis.
Com vida efêmera e incessante.
Mas com uma centelha que nenhum outro reino tinha:
a dúvida.

A dúvida gerava perguntas.


As perguntas geravam mitos.
E os mitos… começavam a tomar forma.

Em todos os reinos, histórias surgiram.

Pequenas tentativas de explicar os ventos, o calor, as marés


do plano.
Palavras sussurradas por gerações…
que aos poucos se tornavam entidades.

Divindades nascidas da necessidade de sentido.


Deuses que não foram criados —
mas sim desejados.

E esses deuses, alimentados por fé, passaram a habitar os


reinos em silêncio.
Guiavam, julgavam, sussurravam nos sonhos de seus povos.
Não falavam entre si.
Mas observavam tudo.

Presença e Intelis não interferiam.


A dança da criação havia terminado.

Agora… eles olhavam.

À distância.
Com fascínio.
E um certo receio.

Porque mesmo em meio à paz,


mesmo com os reinos separados,
os dois sabiam:

Aquilo era apenas a superfície.

E um dia, tudo aquilo seria incendiado.

Capítulo 4 – Os Que Vieram Antes

Eles nasceram em tempos de paz.


Mas suas existências foram fogo antes da guerra.
Seus nomes cruzaram os planos, gravados em monumentos e
sussurrados em rituais.

Cada reino teve o seu.


Alguns líderes.
Outros traidores.
Alguns mártires.
Outros… deuses sem título.

Reino da Vingança – Orirax

Nome: Atheron Vex


Título: O Primeiro Sangue
Descrição:
Atheron nasceu com o dom da combustão de alma. Seu
corpo ardia de dentro para fora em momentos de emoção
extrema, mas ele aprendeu a dominar isso — e a usar como
arma.
Foi o primeiro a unificar as casas guerreiras de Orirax,
criando uma casta superior entre os portadores de dons.

Não buscava guerra.


Mas acreditava que poder que não se expande, apodrece.

Seu olhar sempre esteve voltado aos planos vizinhos.


E seus descendentes… carregariam esse mesmo olhar.

Terra

Nome: Eyla da Névoa


Título: A Última Contadora
Descrição:
Eyla nasceu cega, mas via o que ninguém via.
Chamava-se de “ouvinte da névoa”, pois afirmava que a Terra
sussurrava histórias no vento.

Foi a primeira humana a perceber a presença das divindades


— não como seres externos, mas como fragmentos de
intenção encarnados.

Dizia que cada ser era uma tocha de um deus que se


apagou.
E que cada morte era apenas uma troca de portador.
Quando os primeiros sinais da guerra chegaram, Eyla
desapareceu nas florestas profundas…
Mas deixou para trás um conjunto de inscrições.
Chamaram de “Os Sussurros da Terra”.

Até hoje, ninguém decifrou todos.

Reino de Virellis – O Plano Congelado

Nome: Kaeren Tol


Título: A Imóvel
Descrição:
Kaeren não envelhecia.
E nem se movia.
Sentada sobre um altar de gelo no centro do plano, ela
respirava uma vez a cada ciclo cósmico.

Mesmo assim, governava tudo.


Seu dom era o “tempo interno”.
Via as possibilidades.
Comandava apenas com olhos abertos.

Dizia-se que, se Kaeren se levantasse um dia, o plano


racharia.

Ela morreu antes disso acontecer.


Mas seu trono permanece…
quente.

Reino de Zael’tuun – O Plano da Frequência

Nome: Novar Hex


Título: O Disruptor
Descrição:
Novar ouvia o plano como se ouve música.
Desenhava notas no ar.
Alterava estruturas ao tocar superfícies com os dedos.
Criou a primeira “sinfonia mágica”, uma rede de pulsos que
conectava todas as mentes do reino.
Por um tempo, Zael’tuun viveu sem mentiras — todos sabiam
tudo, todos sentiam tudo.

Mas Novar partiu.


Disse que o som do vazio o chamava.
E a rede… silenciosamente colapsou após sua saída.

Reino de Nyorr – O Plano do Véu

Nome: Syrrha Vel


Título: A Que Esquece
Descrição:
Syrrha nasceu sem passado.
Literalmente: a cada novo ciclo de sono, ela perdia todas as
memórias anteriores — mas retinha habilidades, intuições e
reflexos.

E assim, sem história, ela foi se tornando a história viva de


seu povo.
Cada dia, uma nova Syrrha.
Cada decisão, sem arrependimento.
O povo a chamava de “o esquecimento que protege”.

Morreu dormindo.
E ninguém lembra do rosto dela.
Mas sua estátua ainda chora no centro do reino, mesmo sem
que ninguém saiba por quê.

Reino de Drakkon – O Reino da Rocha Viva

Nome: Boruun Ghar


Título: O Coração do Abismo
Descrição:
Forjado no núcleo de uma montanha pulsante, Boruun
nasceu com pele de obsidiana e veios de magma.
Não falava.
Não sorria.
Mas quando caminhava, o chão se dobrava para abrir
caminho.

Carregava no peito um núcleo de energia — uma chama que


queimava devagar, como se estivesse viva.
Os sábios do reino diziam que ele era o "eco mineral da
Ordem", um resquício da essência primordial.

Ninguém o viu morrer.


Mas quando desapareceu, uma cratera colossal surgiu onde
antes havia o Trono das Pedras.
E desde então, nenhuma rocha no reino treme.

Reino de Aerzh – O Plano das Correntes Eternas

Nome: Thaenor Yul


Título: O Inalcançável
Descrição:
Thaenor nunca tocou o chão.
Planava desde o nascimento, envolto em correntes de vento
conscientes.

Se movia como poeira num furacão.


Era impossível seguir seu trajeto.
Mas quando surgia…
soluções apareciam.
Guerras cessavam.
Lutas internas terminavam.

Chamavam-no de “vento ancestral”.


Alguns diziam que era um aspecto do próprio plano,
tomando forma para preservar o equilíbrio.

Na última vez que apareceu, ergueu uma cúpula de ventos


que isolou uma cidade inteira — e depois sumiu com ela.

Nunca voltou.

Reino de Enarith – O Reino da Consciência


Nome: Kyva Lorn
Título: A Mil Olhos
Descrição:
Kyva enxergava a realidade em múltiplas camadas.
Dizia-se que seu corpo abrigava centenas de olhos — mas
apenas um podia abrir por vez.
Cada olho revelava um aspecto diferente do plano: presente,
passado, futuros prováveis, intenções ocultas, mentiras
disfarçadas…

Era guia, juíza, bibliotecária e mistério.

Fundou as primeiras torres de vigília mental — santuários


onde o pensamento era treinado como espada.

Foi traída por seu próprio reflexo.


E dizem que sua consciência não morreu… apenas se
espalhou.

Às vezes, um recém-nascido em Enarith acorda... já sabendo


demais.
Capítulo 5 – Crepúsculo da Convivência

A harmonia dos reinos não terminou com um grito.


Terminou com a falta.

Aos poucos, em Orirax — o reino que um dia fora chamado


de Glória Nascente — os campos começaram a definhar.
A energia que fluía pelas montanhas se tornou rarefeita.
As criaturas antes abundantes sumiram.
E os dons… começaram a enfraquecer.

Filhos de guerreiros nasciam sem o brilho nos olhos.


Sem a combustão da alma.
Sem o eco da força.

No início, diziam que era uma fase.


Um ciclo natural.
Mas os ciclos passaram.

E a escassez permaneceu.

---

Enquanto isso, em outros reinos, a vida seguia.

Na Terra, camponeses ainda plantavam sob céus azuis.


Em Drakkon, as montanhas ainda respiravam.
Em Enarith, mentes continuavam a se expandir.

E foi então que Orirax olhou para os lados.


E viu não aliados.
Mas reservatórios.

---

Os primeiros exploradores foram enviados em segredo.


Magos especializados em romper o véu entre planos.
Eles cruzaram para Nyorr, para Aerzh, para Virellis…
Coletaram cristais, essência, fragmentos de ar e água.

E voltaram vivos.
Com relatos.
E riquezas.

A fome deixou de ser desespero.


Virou estratégia.

---

No início, os reinos não perceberam.


A passagem entre planos era sutil.
Rápida.
Feita à noite, à sombra do pensamento.

Mas com o tempo… os rastros aumentaram.


Fontes secavam.
Montanhas tremiam.
Deuses silenciavam.

E então, Orirax cruzou o véu com soldados.

---

As primeiras invasões foram pequenas.


Cirúrgicas.
Sem bandeiras.

Mas foram suficientes pra acender o medo.

---

Os deuses de cada reino — criados da fé, mantidos por


histórias — começaram a despertar.
Antigos.
Lendários.
Mas frágeis diante da nova ameaça.

E então… vieram os confrontos.

As primeiras batalhas.
Pequenas rupturas.
Equipes de ataque.
Planos desprotegidos.

Orirax se movia com precisão.


Treinado pela fome.
Guiado por descendentes de Atheron Vex.

E então, vieram à Terra.


E encontraram… resistência.

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