UNIASSELVI - CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI
TIAGO SANTOS
WENDEL ROLOFF
LUCAS KRUGER
EMANUEL
EDUARDO
A CULTURA DO MILHO E FEIJÃO
CANGUÇU, 09 DE JULHO DE 2024
RESUMO
O milho e do feijão são culturas de extrema importância econômica no
território brasileiro. O objetivo do trabalho é analisar a importância e
relevância do cultivo dessas duas culturas, trazendo dados e características
únicas de cada cultivar. Tanto o milho quanto o feijão desempenham um
papel fundamental na agricultura, na indústria e na alimentação em todo o
mundo. Ao longo dos séculos, se tornaram um dos cereais mais cultivados e
consumidos, proporcionando alimento e subsistência a milhões de pessoas.
Para realização do presente trabalho optou-se por utilizar a pesquisa
bibliográfica como fonte das informações. A indústria precisa estar
comprometida em promover a sustentabilidade, implementando técnicas
agrícolas inovadoras. Bem como reduzindo o impacto ambiental e
impulsionando a pesquisa e o desenvolvimento de soluções cada vez mais
eficientes.
1. INTRODUÇÃO
As culturas do milho e feijão são atividades agropecuárias muito
importante para o Brasil. Além de ser cultivado na maioria das propriedades
do país, são utilizados para diversas finalidades – desde a produção de
rações para animais a alimentos para a população, combustível e fabricação
de plástico.
O milho é uma matéria-prima essencial para o setor agropecuário. É uma
planta de alto poder comercial com a sua origem no continente americano,
especificamente no México. Para se ter uma ideia, é um dos três cereais mais
importantes para a alimentação mundial, estando ao lado do arroz e do trigo.
A lavoura do milho apresenta características intrínsecas que permitem o
seu posicionamento entre as mais propícias e adequadas à agricultura de
subsistência. Em condições normais de cultivo, a partir de cerca de 80 dias
após a emergência das plantas, já se é possível a obtenção do “milho verde”,
a base de alimentos humanos como milho cozido, pamonha, curau, bolos,
etc. e de forragens com a parte aérea da planta disponibilizada diretamente
aos animais ou ainda através de sua ensilagem, possibilitando a conservação
de forragens a serem utilizadas em ocasiões de déficits alimentares.
Sob um outro aspecto, os grãos do milho podem ser considerados como
um dos produtos mais indispensáveis à alimentação humana, seja através de
sua utilização direta como óleo, fubá e seus subprodutos, ou ainda e
principalmente, de forma indireta como insumo imprescindível para a
suinocultura e avicultura. Dessa forma, o seu uso e/ou a sua comercialização
podem representar significativos rendimentos para o produtor rural.
Complementando a versatilidade da cultura, a comercialização das
espigas de milho verde ou ainda de seus subprodutos (agregando-lhes
valores), pode propiciar a obtenção de recursos necessários à manutenção
de outras atividades inerentes à agricultura familiar.
2. A CULTURA DO FEIJÃO
O cultivo de feijão envolve várias etapas, desde a preparação do solo até
a colheita. Aqui está um guia geral sobre o processo:
Figura 1 - Planta de feijão em estágio inicial
2.1 Escolha da Variedade
Escolha da semente: Selecione variedades de feijão que sejam
adequadas para o clima e o solo da sua região. Variedades comuns incluem
o feijão carioca, preto, jalo, entre outros.
2.2 Preparo do Solo
Análise do solo: Realize uma análise do solo para verificar a necessidade
de correção do pH e a adição de nutrientes.
• Correção do solo: Adicione calcário se necessário para corrigir a
acidez.
• Adubação: Aplique adubos orgânicos ou químicos conforme as
necessidades identificadas na análise do solo. O feijão geralmente
requer nitrogênio, fósforo e potássio.
2.3 Plantio
• Época de plantio: Plante na época adequada para sua região. O
feijão geralmente é plantado na primavera ou no início do verão.
• Espaçamento: Semeie as sementes com um espaçamento
adequado, geralmente entre 3 a 5 cm de profundidade e com um
espaçamento entre linhas de 40 a 60 cm.
• Irrigação: Após o plantio, irrigue regularmente, mantendo o solo
úmido, mas sem encharcamento.
2.4 Cuidados Durante o Crescimento
• Capina: Realize capinas para controlar as ervas daninhas que
competem por nutrientes e água.
• Controle de pragas e doenças: Monitore a lavoura e aplique
defensivos agrícolas se necessário. O feijão pode ser atacado por
pragas como a lagarta-do-cartucho e doenças como a antracnose.
• Irrigação: Continue irrigando conforme necessário, especialmente
durante os períodos secos.
Figura 2 - Início do desenvolvimento da planta de feijão
2.5 Floração e Formação das Vagens
• Polinização: A maioria das variedades de feijão é autopolinizadora,
mas algumas podem se beneficiar da presença de polinizadores.
• Adubação complementar: Dependendo da condição das plantas,
pode ser necessário uma adubação complementar com
micronutrientes.
2.6 Colheita
• Maturação: A colheita deve ser feita quando as vagens estiverem
secas e amareladas, geralmente 70 a 90 dias após o plantio.
• Método de colheita: A colheita pode ser feita manualmente ou
mecanicamente. As plantas são cortadas ou arrancadas e as
vagens são debulhadas.
2.7 Pós-Colheita
• Secagem: As vagens ou grãos devem ser secos ao sol ou em
secadores até atingirem um teor de umidade adequado (cerca de
13%).
• Armazenamento: Os grãos devem ser armazenados em local seco
e ventilado para evitar o ataque de pragas e o desenvolvimento de
mofo.
2.8 Comercialização
• Classificação: Classifique os grãos de acordo com a qualidade,
separando os danificados dos sadios.
• Embalagem: Embale os grãos em sacos apropriados para a
comercialização.
2.9 Dicas Gerais
• Rotação de culturas: Pratique a rotação de culturas para manter a
fertilidade do solo e reduzir a incidência de pragas e doenças.
• Tecnologia: Utilize técnicas modernas de cultivo e manejo
integrado de pragas para aumentar a produtividade.
Seguir esses passos pode ajudar a garantir uma colheita de feijão
saudável e produtiva.
Figura 3 - Plantação de Feijão
3. A CULTURA DO MILHO
O mercado de milho no Brasil é um dos mais importantes do mundo, tanto
em termos de produção quanto de exportação. O país é um dos principais
produtores e exportadores globais de milho, competindo com os Estados
Unidos, a Argentina e a Ucrânia.
Figura 4 - A cultura do milho
3.1 Produção
A produção de milho no Brasil é dividida principalmente em duas safras:
• Safra de Verão (Primeira Safra): Plantada no início da estação
chuvosa, geralmente entre setembro e dezembro, e colhida entre
fevereiro e maio.
• Safrinha (Segunda Safra): Plantada após a colheita da safra de
soja, geralmente entre janeiro e março, e colhida entre junho e
agosto. A safrinha tem ganhado cada vez mais importância e, em
muitos anos, supera a produção da safra de verão.
3.2 Exportação
O Brasil exporta uma grande parte de sua produção de milho. Os
principais destinos incluem países da Ásia, Oriente Médio e União Europeia.
O aumento da produção de etanol de milho também está contribuindo para a
demanda interna, mas as exportações continuam sendo um componente vital
do mercado.
3.3 Desafios
O mercado de milho no Brasil enfrenta vários desafios, como:
• Variações Climáticas: O clima pode impactar significativamente as
safras. Períodos de seca ou chuvas excessivas podem reduzir a
produtividade.
• Infraestrutura: Problemas de infraestrutura, como estradas e portos
inadequados, podem afetar a eficiência no escoamento da
produção.
• Câmbio: As flutuações na taxa de câmbio afetam a competitividade
das exportações brasileiras de milho.
3.4 Tendências Recentes
• Tecnologia e Inovação: A adoção de tecnologias agrícolas
modernas, como sementes geneticamente modificadas, está
ajudando a aumentar a produtividade.
• Expansão do Plantio Direto: Este método de cultivo ajuda a
conservar o solo e a água, além de aumentar a eficiência.
• Aumento do Uso de Etanol de Milho: A produção de etanol de milho
está crescendo, especialmente em estados como Mato Grosso.
O mercado de milho no Brasil continua a evoluir, impulsionado por
inovações tecnológicas e a demanda global crescente. O panorama
internacional do mercado de milho é dinâmico e influenciado por vários
fatores econômicos, climáticos e políticos. Aqui está um resumo das
principais características e tendências:
3.5 Principais Produtores
• Estados Unidos: O maior produtor e exportador de milho do mundo.
A produção é altamente mecanizada e utiliza tecnologias
avançadas. O milho dos EUA é fundamental para a produção de
etanol, alimentação animal e exportações.
• China: Grande produtor e consumidor de milho, principalmente
para alimentação animal. A China tem aumentado suas
importações nos últimos anos devido à demanda crescente e
políticas de estoques.
• Brasil: Como mencionado anteriormente, é um dos principais
produtores e exportadores, com duas safras anuais.
• Argentina: Outro grande exportador, conhecido por sua eficiência
agrícola e qualidade do milho.
• União Europeia: Produz consideráveis quantidades de milho, mas
também é um grande importador devido à alta demanda interna.
3.6 Principais Exportadores
• Estados Unidos
• Brasil
• Argentina
• Ucrânia: tem se destacado nos últimos anos como um importante
exportador para a Europa e outros mercados.
3.7 Principais Importadores
• China: Tem aumentado suas importações para atender à demanda
interna.
• México: Importa grandes quantidades, principalmente dos EUA,
devido à proximidade e acordos comerciais.
• Japão e Coreia do Sul: Importam milho principalmente para
alimentação animal.
• União Europeia: Importa tanto para alimentação animal quanto
para a produção de biocombustíveis.
3.8 Tendências e Desafios
• Mudanças Climáticas: Eventos climáticos extremos, como secas e
enchentes, afetam a produção de milho em várias regiões, levando
a flutuações nos preços.
• Tecnologia Agrícola: O uso de sementes geneticamente
modificadas, irrigação avançada e práticas agrícolas sustentáveis
está aumentando a produtividade em muitos países.
• Demanda por Biocombustíveis: A produção de etanol de milho é
uma parte significativa do mercado, especialmente nos EUA e,
cada vez mais, no Brasil.
• Política Comercial: Tarifas, subsídios e políticas de comércio
internacional impactam o fluxo de milho entre países. Tensões
comerciais, como as entre EUA e China, podem causar volatilidade
no mercado.
• Segurança Alimentar: Com a crescente população global, a
demanda por milho como alimento humano e animal continua a
subir, pressionando os mercados.
3.9 Perspectivas Futuras
O mercado internacional de milho deve continuar crescendo,
impulsionado pela demanda global por alimentos, ração animal e
biocombustíveis. A inovação tecnológica e a adaptação às mudanças
climáticas serão cruciais para manter a produção e atender à demanda
crescente. Além disso, a geopolítica e as políticas comerciais continuarão a
desempenhar papéis importantes na dinâmica do mercado de milho.
3.10 Estrutura Anatômica do Grão de Milho
O grão de milho é uma semente complexa que possui várias partes, cada
uma com suas funções específicas:
Pericarpo:
• Descrição: Também conhecido como casca, é a camada externa
do grão.
• Função: Protege as partes internas do grão contra danos físicos e
patógenos.
Endosperma:
• Descrição: É a parte mais volumosa do grão, composta
principalmente de amido.
• Função: Serve como reserva de nutrientes para o embrião
durante a germinação.
Gérmen (Embrião):
• Descrição: Localizado na base do grão, é a parte do grão que
dará origem a uma nova planta.
• Função: Contém o material genético e nutrientes essenciais para
o desenvolvimento inicial da planta.
Camada Aleurona:
• Descrição: Camada de células que envolve o endosperma.
• Função: Rica em proteínas, vitaminas e minerais, tem um papel
importante na germinação, fornecendo enzimas que ajudam a
quebrar o amido do endosperma.
3.11 Composição Química do Grão de Milho
A composição química do grão de milho varia conforme o tipo e as
condições de cultivo, mas, de maneira geral, é composta pelos seguintes
componentes:
Carboidratos:
• Principal componente: Amido (60-70%)
• Função: Fonte de energia, principalmente armazenada no
endosperma.
Proteínas:
• Conteúdo: Aproximadamente 8-10%
• Principais proteínas: Zeínas (proteínas do endosperma) e
gluteínas.
• Função: Essenciais para a nutrição e o desenvolvimento do
embrião.
Lipídios:
• Conteúdo: Aproximadamente 4-5%
• Localização: Principalmente no gérmen.
• Função: Fonte de energia concentrada e componentes estruturais
das membranas celulares.
Fibra:
• Conteúdo: Aproximadamente 8-10%
• Componentes principais: Celulose, hemicelulose e lignina.
• Função: Importante para a saúde digestiva em humanos e
animais.
Vitaminas e Minerais:
• Principais vitaminas: Vitamina E, vitaminas do complexo B
(especialmente tiamina e riboflavina).
• Principais minerais: Fósforo, magnésio, potássio e ferro.
• Função: Essenciais para diversas funções metabólicas e
estruturais.
Água:
• Conteúdo: Aproximadamente 10-15%
• Função: Essencial para a vida do grão, envolvida em processos
metabólicos e na manutenção da estrutura celular.
3.12 Importância da Estrutura e Composição
A estrutura anatômica e a composição química do grão de milho são
cruciais para suas várias aplicações, que incluem alimentação humana e
animal, produção de biocombustíveis, e usos industriais. A compreensão
detalhada dessas características permite a otimização do uso do milho em
diferentes setores e a melhoria das técnicas de cultivo e processamento.
4. CLASSIFICAÇÃO DO MILHO
A classificação do milho quanto ao tipo de grão é baseada nas características
físicas e anatômicas dos grãos, principalmente na dureza e na composição do
endosperma. Aqui estão os principais tipos de milho.
4.1 Milho Dentado (Zea mays indentata)
• Descrição: Possui um sulco ou "dente" no topo do grão.
• Endosperma: Mistura de amido duro e mole, com a parte central sendo
mole.
• Uso Principal: Alimentação animal, produção de etanol e processamento
de alimentos.
4.2 Milho Duro (Zea mays indurata)
• Descrição: Grãos lisos e arredondados, sem sulco.
• Endosperma: Predominantemente amido duro, o que confere uma textura
vítrea ao grão.
• Uso Principal: Alimentação humana (farinha de milho, fubá),
processamento industrial e alguns usos em alimentação animal.
4.3 Milho Doce (Zea mays saccharata)
• Descrição: Grãos translúcidos e enrugados quando secos, com alto teor
de açúcar.
• Endosperma: Principalmente amido mole, com altos níveis de sacarose.
• Uso Principal: Consumo humano direto, especialmente como milho verde
ou enlatado.
4.4 Milho Pipoca (Zea mays everta)
• Descrição: Grãos pequenos e duros, que estouram quando aquecidos.
• Endosperma: Predominantemente amido duro, com um pequeno núcleo
de amido mole que causa a explosão quando aquecido.
• Uso Principal: Produção de pipoca.
4.5 Milho Farináceo ou Mole (Zea mays amylacea)
• Descrição: Grãos opacos e macios, facilmente moídos.
• Endosperma: Principalmente amido mole.
• Uso Principal: Produção de farinha de milho e outros produtos
alimentícios.
4.6 Milho Flint (Zea mays indurata)
• Descrição: Grãos duros e vítreos, geralmente arredondados e lisos.
• Endosperma: Principalmente amido duro.
• Uso Principal: Alimentação humana e animal, produção de grãos integrais
e polenta.
4.7 Milho Ceroso (Zea mays ceratina)
• Descrição: Grãos com uma aparência cerosa e brilhante.
• Endosperma: Contém um tipo específico de amido chamado
amilopectina.
• Uso Principal: Produção de alimentos industrializados e amidos
modificados para uso em alimentos e produtos industriais.
Cada tipo de milho tem suas características únicas que determinam suas
melhores aplicações, desde o consumo direto até usos industriais. A seleção do
tipo adequado de milho para uma aplicação específica é fundamental para
otimizar a qualidade e a eficiência do produto final.
5. TECNOLOGIAS UTILIZADAS NA CULTURA DO MILHO
No Brasil, o cultivo de milho tem se beneficiado de várias tecnologias
agronômicas que aumentam a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade.
Aqui estão algumas das principais tecnologias utilizadas:
5.1. Sementes Geneticamente Modificadas (OGM)
• Tecnologia Bt (Bacillus thuringiensis): Proporciona resistência a
insetos, como a lagarta-do-cartucho.
- *Sementes Tolerantes a Herbicidas*: Facilitam o controle de plantas
daninhas, permitindo o uso de herbicidas específicos sem danificar a cultura de
milho.
5.2. Sementes Híbridas
• Alta Produtividade: Melhoram o rendimento e a resistência a doenças.
• Adaptabilidade: Híbridos específicos para diferentes regiões e
condições climáticas.
5.3. Plantio Direto
• Conservação do Solo: Minimiza a erosão e melhora a retenção de
água.
• Redução de Custos: Diminui a necessidade de operações de preparo
do solo.
5.4 Manejo Integrado de Pragas (MIP)
• Controle Biológico: Utilização de inimigos naturais das pragas.
• Controle Químico: Uso racional de pesticidas para minimizar impactos
ambientais e resistências.
5.5. Adubação e Nutrição de Plantas
• Adubação de Precisão: Uso de tecnologias, como sensores e drones,
para aplicar nutrientes de forma específica e eficiente.
• Fertirrigação: Combinação de fertilização com irrigação para otimizar
a distribuição de nutrientes.
5.6. Irrigação
• Sistemas de Irrigação por Gotejamento e Aspersão: Melhoram a eficiência
no uso da água.
• Manejo da Irrigação: Ferramentas para monitoramento de umidade do
solo e previsão de demanda hídrica.
5.7 Biotecnologia e Melhoramento Genético
• CRISPR e Edição Genética: Desenvolvimento de variedades mais
resistentes e produtivas.
• Seleção Assistida por Marcadores: Acelera o processo de
melhoramento genético.
5.8 Ferramentas Digitais e Agricultura de Precisão
• Drones e Sensores Remotos: Monitoramento da saúde das plantas e
identificação de áreas com problemas.
• Mapeamento Geoespacial: Uso de GPS e GIS para otimizar o plantio
e as práticas de manejo.
• Software de Gestão Agrícola: Para planejamento, monitoramento e
análise de dados de produção.
5.9 Rotação de Culturas
• Diversificação: Alternância de culturas para melhorar a saúde do solo
e reduzir a pressão de pragas e doenças.
• Integração Lavoura-Pecuária: Uso de pastagens e culturas de
cobertura para melhorar a fertilidade do solo.
5.10 Controle de Doenças
• Fungicidas e Tratamento de Sementes: Para prevenir e controlar
doenças fúngicas.
• Variedades Resistentes: Desenvolvimento de cultivares resistentes a
doenças comuns do milho.
5.11. Inoculantes Biológicos
• Fixação de Nitrogênio: Uso de bactérias fixadoras de nitrogênio para
reduzir a necessidade de fertilizantes nitrogenados.
• Promotores de Crescimento de Plantas*: Bactérias e fungos que
melhoram a saúde das plantas e a absorção de nutrientes.
5.12. Técnicas de Poupança de Recursos
• Cultivo de Milho de Segunda Safra (Safrinha): Maximiza a utilização
das áreas agrícolas durante o ano.
• Minimização de Perdas Pós-colheita: Uso de tecnologias para
secagem e armazenamento eficiente dos grãos.
Essas tecnologias combinadas têm permitido que o Brasil continue a
aumentar sua produção de milho de maneira sustentável, competitiva e eficiente,
atendendo à demanda interna e às exigências do mercado internacional.
6. DESENVOLVIMENTO DO MILHO
O crescimento e desenvolvimento do milho são divididos em estádios ou
fases que refletem as principais mudanças no desenvolvimento da planta. Estes
estágios são geralmente classificados em vegetativos (V) e reprodutivos (R).
Aqui está uma visão geral das principais fases de desenvolvimento do milho:
6.1 Estágios Vegetativos (V)
• VE (Emergência):
Descrição: A plântula emerge do solo. As folhas começam a se desdobrar.
Fatores Importantes*: Temperatura do solo e umidade são cruciais para
uma emergência uniforme.
• V1 a V (n) (Primeiras Folhas até Folhas Sucessivas)
Descrição: As folhas emergem sucessivamente. Cada novo estádio
vegetativo é designado como V1, V2, etc., até o número de folhas com colar
visível.
Fatores Importantes: A fotossíntese aumenta à medida que a área foliar se
expande. Nutrição e manejo de pragas são críticos.
• V5 (Cinco Folhas Desenvolvidas)
Descrição: A planta tem cinco folhas com colares visíveis.
Fatores Importantes: O desenvolvimento das raízes acelera, e a planta
começa a se preparar para a fase reprodutiva.
• V6 (Seis Folhas Desenvolvidas)
Descrição: A planta possui seis folhas com colares visíveis.
Fatores Importantes: O meristema apical (ponto de crescimento) se eleva
acima do nível do solo, tornando a planta mais suscetível a danos mecânicos e
herbicidas pós-emergência.
• VT (Pendoamento)
Descrição: A planta atinge a maturidade vegetativa com o aparecimento
das flores masculinas (pendões).
Fatores Importantes: É uma fase crítica para a nutrição, especialmente para
o nitrogênio, que afeta o desenvolvimento da espiga.
6.2 Estágios Reprodutivos (R)
• R1 (Florescimento - Espigamento):
Descrição: As sedas (fios de cabelo) aparecem nas espigas. É o início do
processo de polinização.
Fatores Importantes: A polinização adequada é crucial para o
desenvolvimento dos grãos. A disponibilidade de água e nutrientes é vital.
• R2 (Grão Leitoso):
Descrição: Os grãos começam a se desenvolver e têm uma consistência
leitosa quando pressionados.
Fatores Importantes: A planta ainda está em crescimento ativo e necessita
de boa nutrição e manejo de pragas.
• R3 (Grão Pastoso):
Descrição: Os grãos têm uma consistência pastosa e começam a acumular
amido.
Fatores Importantes: A planta começa a translocar nutrientes das folhas
para os grãos.
• R4 (Grão Massudo):
Descrição: Os grãos estão mais sólidos, mas ainda têm um teor de umidade
elevado.
Fatores Importantes: A nutrição é menos crítica, mas a proteção contra
doenças e pragas ainda é importante.
• R5 (Maturação Fisiológica):
Descrição: Os grãos atingem o tamanho máximo e começam a perder
umidade.
Fatores Importantes: A planta está finalizando o translocamento de
nutrientes para os grãos.
• R6 (Maturidade Fisiológica):
Descrição: Os grãos atingem a maturidade fisiológica, caracterizada pela
formação da "camada preta" na base do grão.
Fatores Importantes: A colheita pode ser planejada com base no teor de
umidade desejado.
6.3 Considerações Gerais
• Água e Nutrientes: A disponibilidade de água e nutrientes é crítica em
todas as fases, mas especialmente durante o pendoamento e o
enchimento de grãos.
• Controle de Pragas e Doenças: O manejo de pragas e doenças deve
ser contínuo, com especial atenção durante as fases críticas de
desenvolvimento.
• Monitoramento: Ferramentas de monitoramento, como imagens de
satélite e drones, podem ajudar a identificar problemas de
desenvolvimento e a ajustar práticas de manejo em tempo real.
Compreender esses estádios de desenvolvimento ajuda os agricultores a
implementar práticas de manejo apropriadas em cada fase, garantindo uma
colheita saudável e produtiva.
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A importância do cultivo do milho e do feijão é inegável, tanto do ponto de
vista econômico quanto social e ambiental. Essas culturas são fundamentais
para a segurança alimentar, pois são a base da alimentação de milhões de
pessoas, especialmente em regiões em desenvolvimento. O milho, com sua alta
produtividade e versatilidade, é usado não só na alimentação humana, mas
também na ração animal e em diversas indústrias, desde a produção de etanol
até a fabricação de produtos alimentícios processados. Já o feijão, rico em
proteínas e nutrientes essenciais, é uma fonte vital de alimento, principalmente
em dietas onde o acesso a proteínas animais é limitado.
O cultivo dessas culturas também desempenha um papel crucial na rotação
de culturas e na manutenção da fertilidade do solo. O feijão, sendo uma
leguminosa, fixa nitrogênio no solo, melhorando sua qualidade e reduzindo a
necessidade de fertilizantes químicos. Além disso, ambos os cultivos podem ser
adaptados a diferentes condições climáticas e solos, tornando-os acessíveis a
pequenos agricultores e promovendo a agricultura sustentável.
A diversificação do plantio, combinando milho e feijão, pode aumentar a
resiliência das lavouras contra pragas e doenças, além de otimizar o uso dos
recursos naturais. Esses benefícios são especialmente importantes em um
contexto de mudanças climáticas, onde a resiliência agrícola é fundamental para
garantir a produção contínua de alimentos. Em conclusão, o milho e o feijão são
pilares da agricultura global, essenciais não só para a segurança alimentar, mas
também para a sustentabilidade e a viabilidade econômica das comunidades
agrícolas.
REFERENCIAS
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FANCELLI, A. L.; DOURADO NETO, D. Produção de milho. Guaiba:
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