FACULDADE ESTÁCIO DO AMAZONAS
CONSTATINO NERY
CUIDAR DE QUEM CUIDA: ACOLHIMENTO, AUTOCUIDADO E
BEM-ESTAR PARA FAMÍLIAS ATÍPICAS.
ALEXANDRA DOS SANTOS DINIZ
CAIO EMMANUEL MARIANO SILVA LASMAR
CIBELLY DA SILVA PORFIRO
MARIA LUIZA GRAÇA FONSECA
PEDRO FRANCISCO VARGAS MARTINS
RAISSA VIANA CRUZ DE SOUZA
RODRIGO SEABRA DA SILVA
Professor Orientador: Hilda Nogueira dos Santos
2025
Manaus/Amazonas
DIAGNÓSTICO E TEORIZAÇÃO
1. Identificação das partes envolvidas e parceiros
A presente proposta de intervenção constitui como parte das ações previstas
no âmbito da disciplina Teorias e Técnicas Psicoterápicas que será desenvolvida em
um enfoque sobre instituição não governamental, por alunos do curso de psicologia,
da Faculdade Estácio do Amazonas, sob supervisão da docente: Hilda Santos.
A instituição lócus do trabalho será a AATEA (Associação Amazonense do
Transtorno do Espectro Autista), localizada na Rua Chaves Ribeiro, nº 39, Bairro
São Geraldo, zona centro-sul de Manaus. A AATEA é uma instituição sem fins
lucrativos, filantrópica idealizada por pais, professores e amigos, que tem como
objetivo atender crianças, adolescentes e adultos com TEA com morbidades em
TDAH, TOD, entre outras neuro diversidades e crianças TEA com deficiências como
visual, síndrome de down, microcefalia entre outras.
O seu propósito é proporcionar apoio integral a portadores do TEA e demais,
servindo como rede de apoio e suporte também para pais atípicos. Tendo em vista a
dificuldade em encontrar vagas no plano de saúde, disponibilidade e apoio para o
respectivo caso. A instituição atua oferecendo uma variedade de serviços sociais:
psicólogos, fonoaudiólogos, hidroterapia, outras terapias e apoio psicossocial. Com
funcionamento de segunda à sábado. Além disso, a instituição desenvolve projetos
sociais voltados para a promoção da cidadania, e inclusão social, visando contribuir
para a melhoria da qualidade de vida das pessoas atendidas na sociedade.
Eles oferecem assistência tanto para crianças, quanto para adolescentes,
buscando proporcionar um ambiente seguro e acolhedor para todos. Dependendo
das necessidades da comunidade atendida, a AATEA pode focar em diferentes
áreas de atuação, mas seu objetivo geral é sempre o de oferecer suporte
abrangente para aqueles que mais necessitam.
2. Demandas e/ou situações problemas identificados
Durante a visita, entendemos que a finalidade é dar acolhimento a portadores
do TEA em situação de vulnerabilidade social, uma realidade recorrente em diversas
instituições similares. Ao estabelecer contato direto com a instituição que atende
crianças na faixa etária entre 4 a 11 anos e pessoas de outras faixas etárias,
juntamente com o Psicólogo Geovani Braz Dantas e o Diretor, por meio de uma roda
de conversa identificaram-se tais problemáticas principais:
Observou-se a demanda de materiais para seus respectivos departamentos,
notada evidentemente pela presença de uma sala que futuramente será equipada
com recursos tecnológicos, sala sensorial, sala de arteterapia, sala de linguagem,
sala de música, sala multiprofissional, sala de psicomotricidade, todas precisam de
apoio material para realizar as atividades com mais desempenho.
Como principal problemática, objeto de interesse e enfoque no contexto do
projeto de extensão, refere-se aos pais e cuidadores que enfrentam dificuldades
nessa jornada caracterizadas pela sobrecarga emocional e física, falta de tempo
para si mesmos, culpa e autocrítica, dentre outros obstáculos. Demandando terapias
práticas e autoterapia.
3. Demanda sociocomunitária e motivação acadêmica
Pais e cuidadores de portadores do TEA, enfrentam uma série de desafios –
muitos deles diários e acumulativos. Problemática esta que merece nossa atenção
com os pais e cuidadores da associação AATEA. É importante lembrar que o público
majoritariamente feminino só cresce, composto por mães solteiras em situação de
abandono, avós, irmãs dentre outros graus de vinculação. A proposta seria mostrar
abordagens práticas acessíveis que valorizem o cotidiano para sua superação, com
uma melhor qualidade de vida e saúde mental.
Foi identificado essa problemática na instituição, conforme nossa observação
do local, vimos que os pais e cuidadores ficam em um espaço chamado
“Acolhimento” onde esperam seus filhos enquanto estes estão em terapia. Muitas
das vezes dispersos, alguns conversam entre si, somente esperando o tempo
passar. Aparece então a dúvida: por que não trabalhar também com esses pais e
cuidadores? Seria significante para eles um momento de acolhimento?
Para combater essa problemática é importante mostrar aos pais e cuidadores
que é de grande importância o autocuidado, a terapia, o cuidado com a saúde
mental. De acordo com as reflexões, é necessário que as atividades sejam
coerentes e que despertem os pais e cuidadores. Dessa forma, será mostrado para
eles que é através disso que irão melhorar sua qualidade de vida, renovar
pensamentos, trocar experiências, expor suas emoções falando de si mesmos.
4. Objetivos/resultados efeitos a serem alcançados (com relação ao problema
identificado sob a ótica do público envolvido).
4.1 Objetivo Geral
Desenvolver e implementar intervenções psicoterapêuticas, baseadas em
terapia e autoterapia, com o objetivo de promover a saúde mental, o bem-estar
emocional e a qualidade de vida de pais e cuidadores de crianças com Transtorno
do Espectro Autista.
4.2 Objetivos Específicos:
I. Favorecer a melhoria da qualidade de vida dos pais e cuidadores.
II. Promover práticas de autoterapia e autocuidado.
III. Ensinar estratégias psicoterapêuticas que ajudem no combate ao enfrentamento do
estresse e
desafios presentes no cotidiano.
IV. Facilitar o acesso a informações e recursos psicoeducativos sobre o TEA e o papel
do cuidador, a fim de levar informações e ampliar o conhecimento.
5. Referencial teórico (subsídio teórico para propositura de ações da extensão).
No que tange ao tema apresentado, "Cuidar de Quem Cuida: Acolhimento,
Autocuidado e Bem-Estar Para Famílias Atípicas.", é importante abordar várias
áreas relevantes, como teorias, papel social, estratégias de intervenção e apoio. O
cuidado de uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) representa uma
experiência complexa que impacta diretamente a saúde mental dos pais e
cuidadores. Diversos estudos apontam que esse público está mais vulnerável a
desenvolver sintomas de estresse crônico, ansiedade, depressão, sobrecarga
emocional e desgaste das relações familiares (Silva & Schalock, 2012; Benevides et
al., 2017).
Diante desse cenário, a psicoterapia surge como um recurso essencial na
promoção do bem estar psicológico desses cuidadores. Abordagens como a Terapia
Cognitivo
Comportamental (TCC), proposta por Aaron Beck (1979), demonstram
eficácia na reestruturação de padrões disfuncionais de pensamento, especialmente
em situações de autocrítica excessiva, culpa e exaustão. A TCC fornece estratégias
objetivas para o enfrentamento de dificuldades emocionais, sendo especialmente útil
em contextos de sobrecarga parental.
Outra abordagem relevante é a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT),
desenvolvida por
Hayes, Strosahl e Wilson (1999), que busca promover a aceitação de experiências
difíceis e o comprometimento com ações baseadas em valores pessoais. A ACT
tem se mostrado eficaz na redução do esquivamento experiencial e no
fortalecimento do vínculo cuidador-portador, contribuindo para a flexibilidade
psicológica dos cuidadores (Ciarrochi et al., 2010).
Além disso, práticas baseadas em mindfulness, como as propostas por
Kabat-Zinn (1990), vêm sendo incorporadas com sucesso em intervenções para
pais de crianças com necessidades especiais. O treinamento da atenção plena
ajuda os cuidadores a desenvolverem maior consciência do momento presente,
favorecendo a autorregulação emocional, a diminuição da reatividade e o
fortalecimento da resiliência.
As estratégias de autoterapia também se destacam como ferramentas
importantes no cuidado de si. Intervenções baseadas em autocompaixão, conforme
descritas por Kristin Neff (2011), oferecem caminhos para o desenvolvimento de
uma postura mais acolhedora e não julgadora em relação a si mesmo, sendo
particularmente úteis para cuidadores que sofrem com culpa ou sentimento de
inadequação.
Por fim, o uso de recursos psicoeducativos — como grupos de apoio, oficinas
temáticas e materiais informativos — contribui para a construção de um saber
compartilhado e para o fortalecimento da rede de apoio social, como indicam
estudos de Singer et al. (2007). Dessa forma, ao integrar psicoterapia, autoterapia e
psicoeducação, o presente projeto propõe uma abordagem ampliada, sensível e
adaptada à realidade dos pais e cuidadores de pessoas com TEA, buscando não
apenas reduzir o sofrimento psíquico, mas também promover qualidade de vida,
pertencimento e autonomia emocional.
PLANEJAMENTO PARA DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
1. Identificação do público participante
O projeto visa acolher e apoiar cuidadores de crianças com Transtorno do
Espectro Autista (TEA), um público que apresenta não apenas a necessidade de
suporte emocional, mas também a busca por ferramentas práticas para lidar com os
desafios diários. A identificação do público participante é um passo fundamental na
operacionalização do projeto, assegurando que as intervenções propostas sejam
relevantes e eficazes. O público-alvo é composto por cuidadores com idade entre 26
e 70 anos, abrangendo uma variedade significativa de experiências e perspectivas.
A participação é aberta a ambos os gêneros, masculino e feminino, e inclui avós,
tias, pais, mães e acompanhantes terapêuticos, reconhecendo a diversidade de
papéis que desempenham no cuidado das crianças com TEA.
Focando principalmente em cuidadores da classe baixa e média, o projeto se
propõe a atender aqueles que frequentemente enfrentam desafios financeiros que
podem impactar seu bem-estar mental e emocional. A maioria dos cuidadores
incluídos no projeto é composta por trabalhadores autônomos nas áreas de beleza,
vendas e serviços, bem como servidores públicos e aposentados, muitos dos quais
dedicam suas vidas profissionais exclusivamente ao cuidado das crianças,
abandonando suas carreiras anteriores.
O projeto foi estruturado para acolher entre 10 a 15 pais e responsáveis, um
número escolhido para promover um ambiente íntimo e seguro, onde cada
participante possa compartilhar suas experiências e desafios. Não foram
estabelecidos critérios rígidos de inclusão ou exclusão, permitindo que o projeto
fosse acessível a todos os responsáveis interessados em participar. Essa
abordagem inclusiva reconhece que cada experiência é válida e oferece uma
contribuição única ao grupo.
A seleção dos participantes foi realizada de forma direta e pessoal. A equipe
do projeto visitou o local de execução das atividades propostas, apresentando o
projeto aos responsáveis da instituição, no dia da intervenção em horário de grande
demanda de responsáveis o convite foi feito na hora para os pais responsáveis
presentes. Essa estratégia facilitou a participação e promoveu um senso de
envolvimento comunitário, onde os responsáveis se sentiram convidados e
valorizados por terem um convite direto dos discentes do projeto. O principal
objetivo ao identificar e envolver esse público é proporcionar acolhimento e suporte
à saúde mental dos cuidadores, muitos dos quais carecem de atenção e cuidados
fundamentais para seu bem-estar.
Ao reunir este grupo, o projeto pretende criar um espaço seguro para que os
cuidadores compartilhem suas experiências, expressem suas preocupações e, por
meio do apoio mútuo, descubram novas estratégias para lidar com os desafios no
cuidado das crianças com TEA. Este objetivo está alinhado com a meta geral do
projeto, que busca atender às necessidades emocionais e práticas desse grupo
muitas vezes negligenciado, promovendo não apenas a saúde mental dos
cuidadores, mas também, indiretamente, o desenvolvimento e a felicidade das
crianças sob seus cuidados.
2. Elaboração do plano de trabalho
O plano de trabalho do projeto foi desenvolvido com o objetivo de
proporcionar aos pais e responsáveis atendidos pela AATEA um espaço de
acolhimento, reflexão e fortalecimento emocional. A proposta surgiu a partir da
percepção da necessidade de trabalhar o autocuidado e a saúde mental dessas
pessoas, que, frequentemente, colocam as demandas dos filhos em primeiro lugar e
acabam não olhando para si mesmos.
Diante disso, o projeto estruturou uma intervenção dividida em dois turnos, manhã
e tarde, possibilitando maior participação dos responsáveis. Cada momento foi
planejado em etapas, garantindo organização, clareza nas ações e uma experiência
significativa para todos os participantes.
Estrutura da Intervenção:
1. Apresentação: o projeto foi apresentado, trazendo uma introdução sobre a
proposta, seguida de perguntas reflexivas sobre bem-estar, para introduzir o tema.
2. Dinâmica de Quebra-Gelo – “Receita do Bem-Estar”: cada participante pôde
construir, de forma simbólica, sua própria receita de bem-estar, utilizando materiais
simples como cartões de papel e canetas.
3. Roda de Conversa: momento essencial para troca de experiências e
reflexões. Foi possível observar que, ao serem questionados sobre si, muitos
responsáveis redirecionaram a fala para os filhos, evidenciando uma dificuldade em
falar sobre si mesmos. Por isso, a roda também teve como proposta conduzir um
exercício de auto percepção, onde os participantes foram estimulados a se
reconhecerem como sujeitos que também precisam de cuidado.
4. Vídeo Motivacional: apesar de estar no roteiro, essa etapa encontrou alguns
desafios devido ao ruído dos ambientes utilizados, o que prejudicou a execução.
Ainda assim, o projeto manteve a proposta de reflexão por meio do diálogo e da
escuta ativa.
5. Encerramento com Entrega de Lembrancinhas: o fechamento foi marcado por
um gesto simbólico, reforçando o cuidado e a valorização dos participantes.
3. Descrição da forma de envolvimento do público participante na
formulação do projeto, seu desenvolvimento e avaliação.
O projeto de extensão “Cuidar de quem cuida: acolhimento, autocuidado e
bem-estar para famílias atípicas” teve como princípio norteador o envolvimento ativo
do público-alvo — composto por mães, pais e outros familiares de crianças atípicas
— em todas as etapas: formulação, desenvolvimento e avaliação. A proposta partiu
do reconhecimento de que escutar e valorizar as vivências desses cuidadores é
essencial para construir ações realmente significativas e acolhedoras.
A fase inicial do projeto contou com uma apresentação conduzida pela
extensionista Alexandra Dos Santos Diniz, na qual foram apresentados os objetivos
do grupo, o tema central do projeto e a importância de se discutir a saúde mental de
quem exerce o papel de cuidador. Esse momento de abertura buscou criar um
ambiente de confiança e conexão com os participantes, favorecendo sua escuta e
participação nas atividades seguintes.
O envolvimento direto do público na formulação do projeto ocorreu por meio da
dinâmica “Receita do Bem-estar”, conduzida pelos extensionistas Caio Emanuel e
Rodrigo Seabra. A proposta tinha como objetivo promover uma reflexão sobre
pequenas ações que proporcionam bem-estar no cotidiano dos cuidadores. Cada
participante recebeu um papel com frases incompletas para preencher, como “1
colher de… (algo que te acalma) ”, “2 pitadas de… (algo que te alegra) ” e “misturar
com… (uma atitude que te fortalece) ”. Ao final, cada um levou sua “receita” como
lembrete pessoal de autocuidado. A dinâmica possibilitou que os participantes
expressassem, de forma simbólica e afetiva, suas necessidades emocionais,
servindo como base para nortear as ações do projeto de maneira participativa.
Na sequência, a colega Raissa Viana conduziu uma roda de conversa com os pais
e mães atípicos, fortalecendo ainda mais o vínculo entre o grupo acadêmico e a
comunidade. Nesse espaço, os participantes tiveram liberdade para compartilhar
suas experiências pessoais, falar sobre o que gostavam de fazer, do que sentiam
falta e refletir sobre os desafios cotidianos do cuidado. Raissa abordou de maneira
sensível a importância do autocuidado, mesmo diante das dificuldades de se
encontrar tempo para si em meio às demandas da parentalidade atípica. O
momento foi profundamente acolhedor e gerou forte engajamento emocional; alguns
participantes se emocionaram, sentindo-se ouvidos e compreendidos. Além de
promover a escuta, a atividade reforçou a ideia de pertencimento a uma rede de
apoio composta por outras famílias que vivenciam realidades semelhantes.
Por fim, a avaliação do projeto ocorreu de forma espontânea e contínua, por meio
de trocas informais, feedbacks, durante e após as atividades, e observações do
grupo extensionista sobre o engajamento dos participantes. Um dos momentos mais
marcantes dessa etapa foi quando, ao final do projeto, uma avó atípica se
aproximou da equipe para compartilhar o quanto havia se sentido acolhida pela roda
de conversa e como aquele espaço havia sido importante para ela. Ela destacou a
relevância de ações como essa, promovidas pela universidade, no apoio às famílias
atípicas, e reforçou o quanto é fundamental que projetos de extensão se
mantenham presentes nessas instituições. O vínculo foi tão positivo que ela
manifestou o desejo de manter contato com os integrantes do projeto, tornando-se
próxima do grupo e pedindo que a universidade retornasse sempre que possível.
Esse retorno espontâneo e afetivo foi uma importante validação da proposta e uma
evidência do impacto positivo gerado na comunidade atendida.
4. Cronograma do projeto
Quando O que será Por que Onde Por quem? Quanto
feito custará?
11/04 Primeira Para Associaçã Alexandra R$ 11,16
visita técnica identificaçã o
Raissa
o das AATEA
demandas Rodrigo
14/04 Entrega da Para a Faculdad Pedro ficou -
primeira correção. e responsável
etapa. Estácio por enviar o
trabalho.
21/05 Aplicação do Conclusão Associaçã Alexandra, R$
Projeto – da o Caio, 63.,00
Intervenção. Segunda AATEA Cibelly,
Etapa. Maria
Luiza,
Pedro,
Raissa,
Rodrigo.
30/05 Entrega da Conclusão Portal do Pedro ficou
segunda da segunda Aluno. responsável
etapa. etapa. por enviar o
trabalho.
11/06 Entrega da Conclusão Portal do Raissa
terceira da terceira aluno. entregou.
etapa. etapa.
5. Equipe de trabalho (descrição da responsabilidade de cada
membro).
O projeto "Cuidar de quem cuida: acolhimento, autocuidado e bem-estar para
famílias atípicas" foi desenvolvido com o objetivo de promover e implementar
intervenções psicoterapêuticas, baseadas em terapia e autoterapia, com o objetivo
de promover a saúde mental, o bem-estar emocional e a qualidade de vida de pais e
cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista, atendidos pela AATEA.
A equipe se dedicou a criar uma intervenção dinâmica e acolhedora,
combinando elementos de perguntas sobre bem-estar, dinâmica de quebra-gelo e
roda de conversa. Cada membro da equipe desempenhou um papel fundamental no
sucesso do projeto.
Responsabilidades individuais de cada membro da equipe:
Alexandra dos Santos Diniz: fez o primeiro contato com a instituição,
marcando horário e dia para a realização da 1ª visita. Esteve presente na primeira
visita, apresentando o projeto ao diretor da instituição, juntamente com os demais
colegas. Participou ativamente na confecção e construção da primeira parte do
relatório coletivo: Diagnóstico e Teorização. Esteve presente na intervenção, durante
os dois horários, exercendo as funções propostas na elaboração do plano. Dando
início à atividade de intervenção, apresentando e interagindo com o público alvo.
Colaborou monetariamente para a compra das lembranças entregues ao final da
intervenção. Participou ativamente na construção da segunda parte do relatório
coletivo, na confecção e correção. Esteve presente nas aulas e em todas as
reuniões propostas pelo grupo e pela professora orientadora Hilda Santos.
Caio Emmanuel Mariano Silva Lasmar: participou na confecção da 2ª etapa
do projeto, assumiu a responsabilidade pelo item 2, dissertando detalhadamente o
plano de intervenção, o que exigiu um esforço cuidadoso de planejamento e
organização metodológica. Auxiliou na edição de texto e corpo teórico na terceira
etapa. Para a elaboração dessa parte, realizou pesquisas, contribuindo
substancialmente com embasamento teórico que sustentou o desenvolvimento das
ações propostas, colaborando com empenho na aplicação e condução da dinâmica
no primeiro horário, o que exigiu habilidade em mediação de grupo e sensibilidade
para lidar com os participantes. Sua atuação foi essencial para garantir a coerência
entre teoria e prática no planejamento da intervenção. Esteve presente nas aulas e
em reuniões propostas pelo grupo e pela professora orientadora Hilda Santos.
Embora não tenha participado da primeira visita em virtude da negativa de liberação
do seu emprego, esteve ativamente em contato com o grupo.
Cibelly da Silva Porfiro: teve participação fundamental na segunda etapa do
projeto, sendo a responsável pela elaboração do item 4, o cronograma. Seu trabalho
garantiu organização e viabilidade na execução da intervenção, durante a
intervenção, esteve presente em ambos os horários, auxiliou na condução da
dinâmica e no acolhimento dos participantes, promovendo um ambiente colaborativo
e respeitoso, integrou a equipe responsável pelo registro fotográfico da atividade,
contribuindo para a documentação visual do projeto. Assim como seus colegas,
colaborou financeiramente para a compra das lembranças oferecidas ao final da
intervenção. Esteve presente nas aulas e em reuniões propostas pelo grupo e pela
professora orientadora Hilda Santos. Embora não tenha participado da primeira
visita em virtude de sua indisponibilidade de transporte no horário previsto pois a
discente tem residência fixa em outro município.
Maria Luiza Graça Fonseca: Colaborou com o projeto tanto na fase de
elaboração quanto na intervenção. Ficou responsável pelo item 5 da segunda etapa
do projeto, mostrando-se atenta aos detalhes da proposta e contribuindo com
conteúdo relevante para o corpo teórico e metodológico do trabalho da terceira
etapa, fez a edição final do relatório. Na execução da intervenção, esteve presente
no primeiro horário, contribuindo de forma direta com a condução e o suporte das
ações realizadas, também participou do financiamento coletivo para a compra das
lembranças entregues. Esteve presente nas aulas e em reuniões propostas pelo
grupo e pela professora orientadora Hilda Santos. Embora não tenha participado da
primeira visita em virtude da negativa de liberação do seu emprego, esteve
ativamente em contato com o grupo.
Pedro Francisco Vargas Martins: esteve presente em todas as reuniões
realizadas ao longo do desenvolvimento do projeto, contribuindo ativamente para a
sua execução e colaborando também com a elaboração da fundamentação teórica.
Além disso, auxiliou financeiramente, colaborando com os recursos necessários
para a viabilização do projeto. Embora não tenha participado da primeira visita em
virtude de um quadro de doença, manteve-se sempre engajado e em comunicação
constante com os demais colegas acadêmicos envolvidos.
No dia da intervenção, presente em ambos os turnos programados, sendo
responsável pela condução da atividade do vídeo motivacional, que, contudo, não
foi possível executar devido à limitação do tempo disponível. Cumpriu com a
responsabilidade de realizar os registros fotográficos do projeto, atividade que foi
executada com êxito.
Raissa Viana Cruz de Souza: ofereceu contato e indicação da instituição que
recebeu o projeto. Sua contribuição se estendeu à produção e edição das duas
primeiras etapas do projeto, especialmente na parte referente à identificação do
público participante. Além disso, Raissa colaborou na pesquisa de referencial teórico
que embasou a intervenção, fortalecendo a fundamentação científica do trabalho.
Durante a execução da intervenção, esteve presente nos dois horários, sendo
responsável por iniciar e conduzir a roda de conversa, que foi a atividade central da
ação. Também colaborou financeiramente para a aquisição das lembranças
distribuídas aos participantes, reforçando seu envolvimento com o projeto em todas
as suas dimensões. Esteve presente nas aulas e em reuniões propostas pelo grupo
e pela professora orientadora Hilda Santos.
Rodrigo Seabra da Silva: Esteve presente nas reuniões, na primeira visita
técnica, colaboração monetária para as lembranças entregues ao final da
intervenção, confecção e edição do relatório nas 1ª e 2ª etapas, presente nos dois
horários da intervenção participando ativamente exercendo sua função de conduzir
a dinâmica de quebra-gelo durante a realização da intervenção.
6. Metas, critérios ou indicadores de avaliação do projeto
Conforme o desenvolvimento do projeto de extensão, foi tido como objetivo
principal a conscientização sobre o autocuidado e bem-estar dos pais das crianças
atípicas, através disso foi realizado dinâmicas, juntamente com uma roda de
conversa, com o intuito de promover práticas de autoterapia e autocuidado, também
visando favorecer a melhoria de vida dos pais. A roda de conversa serviu para
sensibilizar os pais, mostrando a eles estratégias que os ajudem no combate e alívio
do estresse encontrados no cotidiano de cada um deles.
7. Recursos previstos
MATERIAL QUANTIDADE VALOR
Transporte - R$ 27.56
Impressões 4 R$ 7,00
Lembrança - R$ 61,49
TOTAL DE CUSTOS R$ 96,05
8. Referências
BECK, Aaron T. Cognitive therapy and the emotional disorders. New York:
Meridian, 1979.
BENEVIDES, R. et al. Cuidadores de pessoas com transtorno do espectro
autista: sobrecarga e qualidade de vida. Revista Brasileira de Enfermagem,
Brasília, v. 70, n. 5, p.
1065–1070, 2017.
CIARROCHI, Joseph; HAYES, Steven C.; BAILEY, Allan. A aceitação e o
compromisso na terapia: a experiência da aceitação e da mudança. Porto
Alegre: Artmed, 2010.
HAYES, Steven C.; STROSAHL, Kirk D.; WILSON, Kelly G. Acceptance and
commitment therapy: an experiential approach to behavior change. New York:
Guilford Press, 1999.
KABAT-ZINN, Jon. Full catastrophe living: using the wisdom of your body and
mind to face stress, pain, and illness. New York: Delacorte, 1990.
NEFF, Kristin. Self-compassion: the proven power of being kind to yourself.
New York: William Morrow, 2011.
SILVA, José A.; SCHALOCK, Robert L. Qualidade de vida: aplicação e avaliação
nos serviços de apoio às pessoas com deficiência. São Paulo: Santos, 2012.
SINGER, George H.; POWELL, Dottie S.; LEWIS, Margaret L. Strengthening
family supports: meeting the needs of families of children with disabilities.
Baltimore: Brookes Publishing, 2007
9. Anexos
Figura 1: Momento onde se inicia a dinâmica “Quebra gelo” no primeiro horário
Figura 2: Momento onde se abre o espaço para roda de conversa no primeiro horário.
Figura 3: Momentos onde recebemos feedback e escutamos os responsáveis.
Figura 4: Abertura da dinâmica Quebra gelo sendo conduzida no segundo horário no
ambiente externo da instituição.
Figura 5: Momento da roda de conversa no segundo horário.