1.
Os principais impactos ambientais das actividades económicas e Estratégias de
mitigação
Impactos ambientais são as alterações no meio ambiente causadas por atividades
humanas, sejam elas positivas ou negativas. Essas alterações podem afetar a saúde,
segurança e bem-estar da população, além das atividades econômicas, a biota e a
qualidade dos recursos ambientais (Dias, 2004)
Os impactos podem ser locais, regionais ou globais, e incluem poluição do ar e da água,
desmatamento, perda de biodiversidade, mudanças climáticas e desertificação, entre
outros.
As actividades económicas podem ter impactos ambientais significativos, tanto
positivos como negativos. No entanto, os impactos negativos são frequentemente mais
visíveis e preocupantes, incluindo a poluição do ar e da água, a degradação do solo, a
perda de biodiversidade, as alterações climáticas e o esgotamento de recursos naturais.
1.1.Principais impactos ambientais
Emissões de gases de efeito estufa e mudanças climáticas
A queima de combustíveis fósseis em setores como indústria, transporte e
geração de energia é uma das principais fontes de emissão de gases como
dióxido de carbono (CO₂), metano e óxidos de nitrogênio, impulsionando o
aquecimento global e eventos climáticos extremos como secas, tempestades e
aumento do nível do mar (Dias, 2004)
Desmatamento e perda de biodiversidade
A expansão agrícola, pecuária, exploração madeireira e mineração tem levado ao
desmatamento, resultando em destruição de habitats e extinção de espécies. No
Brasil, entre 1985 e 2017, a pecuária sozinha foi responsável pela conversão de
39 milhões de hectares de vegetação em pastagens.
Poluição do ar, da água e do solo
A contaminação do ar é causada por emissões industriais e veículos; da água,
por efluentes industriais, agrícolas e esgotos; e do solo, por agrotóxicos,
fertilizantes químicos e resíduos industriais. Esses contaminantes afetam
ecossistemas e a saúde humana.
Contaminação do solo
Práticas como uso excessivo de pesticidas, fertilizantes químicos e descarte
inadequado de resíduos industriais degradam a fertilidade do solo,
comprometendo a produção agrícola e provocando contaminações que afetam a
biodiversidade e a saúde humana (Dias, 2004)
Esgotamento e escassez de recursos naturais
O consumo acelerado de recursos não renováveis, como combustíveis fósseis,
minerais e água, vem esgotando esses recursos e comprometendo sua
disponibilidade futura.
Degradação do solo e erosão
A desvegetação, monocultura e impermeabilização do solo por urbanização
aumentam a erosão, reduzem a fertilidade e dificultam a recarga de aquíferos,
além de elevar o risco de enchentes.
Impactos específicos da mineração
A mineração provoca remoção da vegetação, contaminação da água e do solo
com produtos químicos, erosão, sedimentação de rios, poluição do ar e sonora, e
descarte indevido de rejeitos.
Impactos de usinas hidrelétricas
Apesar de serem apresentadas como “limpas”, muitas hidrelétricas causam
alagamentos que desmatam áreas, alteram ciclos de rios, liberam gases de efeito
estufa (como metano), deslocam comunidades e prejudicam biodiversidade
aquática.
Poluição plástica e acidificação dos oceanos
O acúmulo de plástico nos oceanos impacta negativamente a vida marinha e
comunidades costeiras. Além disso, a absorção de CO₂ pelos oceanos leva à
acidificação, ameaçando corais, mariscos e outros organismos marinhos (Dias,
2004).
Destruição da camada de ozônio
Substâncias químicas como CFCs, usadas no passado em aerossóis e
refrigeração, degradaram a camada de ozônio. Embora muitos desses produtos
tenham sido banidos, os efeitos persistem em alguns locais.
1.2. Interconexões entre os impactos
Esses impactos não agem isoladamente. Por exemplo:
O desmatamento intensifica as mudanças climáticas e também agrava a erosão
do solo.
Poluição do solo e da água pode afetar habitats e a biodiversidade, impactando a
saúde humana.
1.3. Estratégias de mitigação
Tecnologias limpas: Investir em processos industriais mais eficientes e menos
poluentes, como energias renováveis (solar, eólica) e tecnologias de captura de
carbono (Dias, 2004)
Reflorestamento e conservação: Promover o plantio de árvores e proteger
áreas naturais para manter a biodiversidade e os serviços ambientais.
Gestão sustentável dos recursos: Utilizar os recursos naturais de forma
racional, evitando o uso excessivo e promovendo a reciclagem e reutilização de
materiais.
Legislação e políticas ambientais: Implementar leis que limitem a emissão de
poluentes, incentivem práticas sustentáveis e punam atividades prejudiciais ao
meio ambiente.
Educação ambiental: Sensibilizar a sociedade sobre a importância de preservar
o meio ambiente e adotar hábitos mais sustentáveis (Dias, 2004).
Essas estratégias ajudam a equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação
do meio ambiente, garantindo um futuro mais sustentável para todos
Referências bibliográficas
Dias, G. F. (2004). Educação Ambiental: princípios e práticas. São Paulo: Gaia.