Economia
3. Oferta e Teoria do
Produtor
Economia | Ivo Dias
3. Oferta e Teoria do Produtor
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3. Oferta e Teoria do Produtor
PANORÂMICA
• Teoria Elementar da Oferta (Bloco Digital)
• Função Produção (Bloco Digital)
• Custos de Produção (Bloco Digital)
• Rendimento de Escala (Bloco Digital)
• Economias de Escala
• Economias de Gama
• Economias de Experiência
• Elasticidades (Bloco Digital)
• Excedente do Produtor
• Decisão do Produtor (Bloco Digital)
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Teoria Elementar da Oferta
PANORÂMICA
• Oferta
• Fatores Determinantes da Oferta
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Teoria Elementar da Oferta
OFERTA
• Conceito:
– Disponibilização para venda de determinada quantidade
de bens ou serviços.
• Oferta Individual:
– Quando se considera a disponibilização para venda de
bens ou serviços de apenas um agente económico.
• Oferta Global ou de Mercado:
– Quando se considera a disponibilização para venda de
bens ou serviços de todos os agentes económicos.
• Curva da Oferta:
– Resulta da união dos pontos que traduzem o nível de
produção e de venda desejada do bem para cada nível de
preço.
– É positivamente inclinada (Lei dos Rendimentos (Tribe, 2011, p. 64)
Decrescentes).
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Teoria Elementar da Oferta
OFERTA
• Função Oferta: P S
q = a + bp, p2
b (>0): declive da reta
p1
q1 q2
Q
• Deslocamentos da Função Oferta:
P
– Ao longo da curva: Decorrentes da variação no preço do S3 S1
bem; p1
– Da curva: Resultantes da alteração de outros fatores
(dimensão, inovação, intervenção do Estado, etc.)
q1 q2 Q
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3
Teoria Elementar da Oferta
FATORES DETERMINANTES DA OFERTA
• Preço;
• Tecnologia;
• Custos de Produção;
• Preços dos Fatores;
• Regulamentação;
• Organização do Mercado;
• Impostos e Subsídios;
• Relações Laborais
• Sazonalidade;
• Expectativas.
(Tribe, 2011, p. 76)
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Teoria do Produtor
PANORÂMICA
• FUNÇÃO PRODUÇÃO
• FATORES DETERMINANTES DA OFERTA
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Função de Produção
PANORÂMICA
• FUNÇÃO DE PRODUÇÃO
• RELAÇÃO ENTRE FATORES E PRODUTO
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Função de Produção
FUNÇÃO DE PRODUÇÃO
• Conceito:
– Relação entre a quantidade necessária de
fatores de produção e a quantidade de produto
que pode ser obtida
• Determina:
– Quantidade máxima de produto que pode ser
produzida com uma dada quantidade de
fatores de produção. É definida para um
desenvolvimento técnico e um conhecimento
tecnológico determinados.
• Expressão:
q = f (v1, v2) q = f (K, L)
COM:
V1 - Fatores Variáveis; V2 - Fatores Fixos
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Função de Produção
FUNÇÃO DE PRODUÇÃO
• Fatores a Considerar na Produção de um Bem
– O que produzir?
– Para quem produzir?
– Quanto produzir?
– Como produzir?
• Fatores que influenciam a oferta de um bem
– Objetivos das empresas
– Preço do bem que se pretende vender
– Preços dos outros bens, relacionados ou não
– Custo dos fatores de produção
– Nível de desenvolvimento tecnológico
– Estrutura de mercado
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Função de Produção
FUNÇÃO DE PRODUÇÃO
• Exemplo:
F K L
Nível de produção Capital Trabalho
F1 200 10 5
200 8 8
200 6 13
F2 400 12 8
400 10 11
400 8 15
• Fronteira das Possibilidades de Produção (Capacidade Produtiva Instalada)
– Quantidade máxima que a empresa pode produzir, considerando o limite estabelecido pelos fatores
fixos.
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Função de Produção
RELAÇÃO ENTRE FATORES E PRODUTO
PRODUTO TOTAL
5000
• Relação entre Quantidade de Produto e Quantidade 4000
de Recursos (Capital, Terra e Trabalho) 3000
2000
– Produto Total: 1000
• Quantidade total do produto obtida a partir da adição sucessiva de
um ou vários fatores de produção
1 2 3 4 5
• Varia com o aumento de um ou mais fatores de produção
TRABALHO
– Produto Marginal:
PRODUTO MARGINAL
• Produto suplementar obtido pelo acréscimo de uma unidade de
5000
fator de produção 4000
3000
– Produto Médio:
2000
• Relação entre produto total e unidades do fator de produção 1000
1 2 3 4 5
TRABALHO
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Função de Produção
RELAÇÃO ENTRE FATORES E PRODUTO
• Relação entre Quantidade de Produto e
Quantidade de Recursos (Capital, Terra e
Trabalho)
– Exemplo:
Unid. Trabalho Prod. total Prod. Marg. Prod. Médio
0 0 0 0
1 2000 2000 2000
2 3000 1000 1500
3 3500 500 1167
4 3800 300 950
5 3900 100 780
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Função de Produção
FUNÇÃO DE PRODUÇÃO
• Função Input/Output
Y = f(K,L) ➔ Y = AKαLβ
(Função Cobb-Douglas)
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Custos de Produção
PANORÂMICA
• CUSTOS FIXOS
• CUSTOS VARIÁVEIS
• CUSTOS TOTAIS
• CUSTO MÉDIO
• CUSTOS MARGINAIS
• CUSTOS AFUNDADOS
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Custos de Produção
CUSTOS FIXOS
• Conceito:
– São os custos que são designados de custos
irreversíveis
– Têm que ser pagos ainda que a empresa não
produza nada e não variam mesmo que a
produção se altere.
• Exemplos:
– Rendas de fábricas ou de escritórios
– Pagamentos contratuais de equipamentos
– Juros de empréstimos
– Salários de empregados com contratos de
longo prazo
– Etc.
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Custos de Produção
CUSTOS VARIÁVEIS
• Conceito:
– Variam quando o nível de produção se altera
• Exemplos:
– Matérias-primas exigidas para a produção
– Acréscimo da despesa em salários
– Recursos Energéticos
– Custos de financiamento adicional
– Outras despesas adicionais
• Expressão Analítica:
CV = f (Q)
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Economia | Ivo Dias (Tribe, 2011, p. 109)
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Custos de Produção
CUSTOS TOTAIS
• Conceito:
– Representa a menor despesa monetária total
necessária para produzir cada nível de
produção Q
– Os CT aumenta quando Q aumenta.
• Expressão Analítica:
CT =CF +CV
19 (Tribe, 2011, p. 109)
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Custos de Produção
CUSTO MÉDIO OU UNITÁRIO (CM)
• Conceito:
– Resulta da divisão do custo total (CT) pela
quantidade produzida (Q)
– Pode ser entendido como custo unitário de
produção, ou seja, para um determinado nível de
produção representa o custo de cada unidade
produzida
– É muito utilizado nas empresas que o comparam
com o preço de venda.
• Expressão Analítica:
(Tribe, 2011, p. 109)
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Custos de Produção
CUSTOS MARGINAIS (CMg)
• Conceito:
– Representa o custo adicional, ou
suplementar, com a produção de uma
unidade adicional de produto
– A curva do custo marginal é a curva de
oferta da empresa
• Expressão Analítica:
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Custos de Produção
CUSTOS AFUNDADOS (SUNK COSTS)
Exemplo:
Ir a Sintra para comprar uma t-shirt com
• Conceito: desconto. Uma vez lá não há o seu número e as
t-shirts do seu tamanho estão ao mesmo preço
– Já ocorreram e são irrecuperáveis se a empresa do que cá: O CUSTO DA VIAGEM É UM CUSTO
interromper a atividade AFUNDADO
– Irrelevantes para a tomada de decisão. Erros:
Não comprar a T-shirt porque o preço não
• Erros Frequentes: justifica a viagem – MAS A VIAGEM JÁ FOI
FEITA!
– Tratar estes custos como se não fossem custos Ou comprar a T-shirt por qualquer preço para
justificar a viagem, o que ganha é menos do
afundados que nada!
– Tentar compensar esses custos – acabar a deitar
bom dinheiro fora depois de já o ter feito com os
custos afundados!
• Exemplos:
– Produtos e serviços altamente especializados
com muito pouco valor para outros usos:
• Estudos de mercado
22 • Linhas férreas entre dois destinos
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Rendimentos de Escala
CONCEITO E TIPOLOGIA
• Conceito:
– A ampliação da escala de produção (variação simultânea de todos os fatores produtivos)
proporciona diferentes rendimentos de escala.
• Tipologia:
– Constantes:
• O aumento da produção é proporcional ao aumento da capacidade produtiva
– Decrescentes:
• O aumento da produção é menos que proporcional ao aumento da capacidade produtiva
• Resulta de problemas de organização e gestão da produção
– Crescentes:
• O aumento da produção é mais que proporcional ao aumento da capacidade produtiva
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Economias de Escala
CONCEITOS
• Economias de Escala
– Benefícios adicionais de produção causados por um
aumento das escalas de produção
– São os fatores que conduzem à redução do custo médio de
produção de um determinado bem à medida que a
quantidade produzida aumenta
– Existem economias de escala enquanto o custo médio se
reduz com o aumento da escala de produção da empresa.
• Deseconomias de Escala
– A partir do momento em que os custos médios crescem
com o aumento da dimensão.
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Elasticidades
ELASTICIDADE-PREÇO DA OFERTA (Ɛ)
• Classificação da Oferta em Função da Elasticidade:
– Mede o grau de sensibilidade da oferta à variação dos preços
(variação percentual da procura em resposta à variação
percentual dos preços)
– Ɛ = variação % da quantidade oferecida / variação % dos preços
• Expressão Analítica:
– Ɛ = variação % da quantidade oferecida / variação % dos preços
– Expressão Analítica (Para Variações Discretas/(Elasticidade no
Arco):
QS
P
E =−
S
x
P Q
P S
(Tribe, 2011, p. 103)
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Elasticidades
ELASTICIDADE-PREÇO DA OFERTA (Ɛ)
• Classificação da Oferta em Função da Elasticidade:
– | ep,q | > 1: Oferta Elástica
– | ep,q | = 1: Oferta com Elasticidade Unitária
– | ep,q | < 1: Oferta Rígida
• Em Concorrência Perfeita:
– A elasticidade da oferta é reduzida pois para uma dada tecnologia e capacidade produtiva, se
houver um aumento de preço, o produtor, no curto prazo, só pode elevar o seu nível de
produção à custa de uma maior aplicação de capital variável.
– A introdução de unidades suplementares de capital variável gera custos marginais
crescentes e logo rendimentos decrescentes.
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Decisão do Produtor
PANORÂMICA
• Isoquantas
• Taxa Marginal de Substituição Técnica (Tmst)
• Isocusto
• Decisão Ótima de Produção
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Decisão do Produtor
ISOQUANTAS
• Conceito:
– Isoquantas (ou Curvas de Indiferença da Produção) são
uniões de pontos que correspondem a quantidades de
fatores de produção que geram a mesma quantidade
de produto
• Propriedades (semelhantes às das curvas de
indiferença do consumidor):
– São negativamente inclinadas (substituibilidade)
Q2
– São convexas (lei dos rendimentos marginais
decrescentes)
– Cada isoquanta representa o máximo de produção com Trabalho
uma dada combinação de fatores (racionalidade)
– Quanto mais afastada da origem estiver a isoquanta
28 maior o nível de produção correspondente
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Decisão do Produtor
TAXA MARGINAL DE SUBSTITUIÇÃO TÉCNICA (TMST)
• Conceito:
– A TMST é a quantidade a aumentar de um fator quando
diminui em uma unidade a quantidade do outro fator,
de modo a manter o mesmo nível de produção
– Corresponde à inclinação da Isoquanta
• Expressão:
TMST = PmK / PmL
– Com:
• PmK = Produtividade Marginal do Capital
• PmL = Produtividade Marginal do Trabalho
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Decisão do Produtor
ISOCUSTO
• Conceito:
– A reta de Isocusto é a possibilidade de consumo
dos 2 fatores de produção dado os recursos
Capital
financeiros disponíveis
• Propriedades (semelhantes às das retas de
restrição orçamental na teoria do
consumidor):
– Tal como anteriormente, os dois pontos
extremos são obtidos dividindo o custo total da
produção pelo preço da terra e pelos salários I0
respetivamente
– A inclinação da reta é igual ao rácio dos preços Trabalho
dos fatores de produção. Ela dá-nos a taxa a que
o mercado está disposto a trocar um fator pelo
30 outro (r/w)
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Decisão do Produtor
ISOCUSTO
• Expressão Analítica:
rK+ wL = m
– Onde:
• M é o custo total que a empresa está disposta a suportar na produção
• r é a remuneração do fator capital
• w é o preço do trabalho (salário)
• K é a quantidade de fator capital
• L é a quantidade de fator trabalho
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Decisão do Produtor
DECISÃO ÓTIMA DE PRODUÇÃO
• Dado o nível de produção, o ÓTIMO
situa-se no ponto C, ponto de
tangência em que: Q2
– TMST=r/w (a taxa marginal de B
substituição técnica iguala o rácio dos
preços dos fatores de produção)
C
Q3
E
Q1
Trabalho
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3. Oferta e Teoria do Produtor
BIBLIOGRAFIA
• Bibliografia Essencial:
– Frank, R. (2013), Microeconomia e Comportamento. 8ª Edição. Lisboa, McGraw-Hill. (Parte 3, Capítulos 9
e 10)
– Neves, J.L.C. (2017). Introdução à Economia. 11ª Edição. Verbo, Lisboa. (Parte I, Capítulo 4; Parte II,
Capítulo 2)
– Samuelson, P. e Nordhaus, W. (2011). Economia. 19ª Edição. McGraw-Hill, Lisboa. (Parte I, Capítulo 3;
Parte II, Capítulos 4, 6 e 7).
– Ucha, I. (2013). Introdução à Economia – Guia de Apoio à «Introdução à Economia» de João César das
Neves, Sínteses, Exercícios e Soluções. 6ª Edição. Editorial Verbo, Lisboa.
• Bibliografia Complementar:
– Frank, R. H., & Bernanke, B. S. (2012). Princípios de Economia. AMGH Editora. (Parte 1)
– Mata, J. (2013). Economia da Empresa. 8ª edição. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. (capítulos 1, 2,
5 e 6)
– Mata, J. (2012). Exercícios de Economia da Empresa. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. (capítulos 2,
5 e 6)
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