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Fajopa - SACRAMENTOS

questionário sobre os sacaramentos da Eucaristia, penitência, crisma e unção dos enfermos

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Aurelio Leite
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SACRAMENTOS: Eucaristia, Penitência e Unção dos Enfermos

Semana 1
1) Com suas palavras descreva uma ou mais questões, quejulga importantes, e
presentes no texto estudado (Eucaristia).
A Eucaristia, na primeira comunidade cristã, é entendida como um "memorial" (anamnesis)
que vai além da simples lembrança, atualizando e tornando presente a realidade da morte
e ressurreição de Cristo. Conhecida como "Fração do Pão" ou "Ceia do Senhor", ela
integrava a vida comunitária, incluindo ensinamentos, oração e comunhão. O memorial une
passado, futuro escatológico e o "hoje" da celebração, permitindo à comunidade
experimentar a presença viva de Jesus ressuscitado. Essa celebração, simples e alegre,
está enraizada nas tradições judaicas da refeição sagrada, páscoa e ações de graças, e
reflete a participação dos fiéis no evento salvador e no reino de Deus.
Semana 2
1) Descreva a matéria, forma e transubstanciação Eucarística
A matéria usada na Eucaristia é simples, mas cheia de significado: pão de trigo recém-
preparado e vinho natural de uva em bom estado. Um gesto marcante na liturgia é a
adição de gotas de água ao vinho, simbolizando a união dos fiéis com Cristo e recordando
a água e o sangue que jorraram de Seu lado na cruz, sinal de sua entrega total.
A forma do sacramento está nas palavras de Jesus na Última Ceia: "Isto é o meu corpo...
Isto é o meu sangue". Quando o sacerdote as pronuncia na oração eucarística, acontece a
transformação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo, renovando o mistério de
sua doação.
A Igreja chama esse acontecimento de transubstanciação, ou seja, embora os sinais
externos do pão e do vinho permaneçam, sua essência se torna Cristo vivo e glorioso.
Essa explicação se baseia na distinção entre substância (o que algo é em si) e acidentes
(as características visíveis).
A Eucaristia, portanto, não é um símbolo qualquer, mas a presença real de Cristo. Como
dizia Santo Ambrósio, ela é superior ao maná do deserto: quem a recebe com fé alimenta-
se do próprio Cristo, fonte da vida eterna.
Semana 3
1) Com suas palavras desenvolva um breve comentário sobre a fundamentação
bíblica do sacramento da penitência.
A palavra “Penitência”, em sua origem, significa sentir dor, arrepender-se. Esse
sacramento, como os demais, foi instituído por Jesus Cristo, conforme suas palavras: “A
quem perdoardes os pecados, serão perdoados” (Jo 20,23). Por meio dele, Cristo vem em
auxílio da fragilidade humana — aquela que o traiu e negou —, reconciliando o pecador
com Deus Pai e com a comunidade eclesial. No momento dessa reconciliação, o ser
humano é renovado, recriado como uma nova criatura, recuperando a semelhança com o
Criador, que havia sido ferida pelo pecado.
É importante lembrar que, a reconciliação já existia antes mesmo da queda do homem,
pois “Deus é plenitude do Ser e de toda perfeição, sem princípio nem fim”. Ele é, por
essência, perdão, amor e misericórdia, sempre disposto a acolher e perdoar. Além disso,
os acontecimentos do mundo, sejam bons ou ruins, não alteram a natureza divina, que
permanece imutável em sua perfeição.
Semana 4
1) Comente sobre a matéria e a forma do sacramento da Reconciliação.
A matéria (ou quase-matéria) do sacramento da Reconciliação são os atos do penitente
que, arrependido, se volta para Deus. Mais precisamente, o Concílio de Trento declara que
a matéria deste sacramento consiste nos atos de contrição, confissão e satisfação.
A forma do sacramento é a ação de Deus que perdoa o pecador. Consiste na fórmula de
absolvição sacramental. É importante notar que a fórmula da absolvição tem o caráter de
uma sentença judicial. Não se trata de uma mera declaração de que Deus já perdoou os
pecados em vista da contrição do penitente; ao invés disso, pelas palavras do ministro que
absolve, a graça do perdão de Deus passa ao penitente
2) O que dizer do ministro do sacramento da Reconciliação e sobre as indulgências
parciais e plenárias?
Os ministros do sacramento da Reconciliação são os Bispos e os presbíteros, conforme
definido pelo Concílio de Trento (1545-1563). No entanto, os presbíteros só podem exercer
esse ministério após receberem a jurisdição do seu Bispo para tal. Isso ocorre porque o
poder das chaves é uma competência própria dos Bispos, que eles delegam aos
presbíteros. A razão para isso é que reconciliar significa reintegrar na Igreja alguém que se
afastou por pecado grave, e é o Bispo, como pastor diocesano, quem representa a Igreja
nesse contexto. Uma exceção importante é que qualquer sacerdote pode absolver uma
pessoa que esteja em perigo de morte.
A instituição das indulgências serve como um estímulo para que o cristão coloque o
máximo de seu zelo amoroso em cada uma de suas ações. A Igreja distingue dois tipos de
indulgências:
• Indulgência plenária: Aquela que livra de toda desordem interior.
• Indulgência parcial: Aquela que livra de parte dessa desordem, sendo proporcional ao
amor com que se realiza a obra indulgenciada
3) Comente sobre as três modalidades de se ministrar o sacramento da
Reconciliação.
Celebração Individual: O penitente confessa seus pecados em particular com o sacerdote,
que oferece orientação, atribui uma penitência e concede a absolvição.
Moldura Comunitária: A confissão ocorre dentro de uma assembleia comunitária, mas cada
pessoa se confessa e é absolvida individualmente, destacando a dimensão eclesial do
sacramento.
Celebração comunitária: a absolvição é feita perante a assembleia, sem confissão
individual prévia. Esta última deve ser utilizada somente em caracter emergenciais, onde o
tempo é um fator importante. Sabe-se que não pratica a confissão individual não recebe o
sacramento e perdão dos pecados graves, mas receberá o perdão dos pecados leves se
participou contrita e sinceramente da paraliturgia penitencial.
Semana 5
1) Qual a fundamentação bíblica para o sacramento da unção dos enfermos?
“Alguém dentre vós está doente? Chame os presbíteros da Igreja, e estes façam oração
sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração feita com fé salvará o
doente, o Senhor o aliviará e, se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.”
Esse texto mostra claramente a prática da Igreja primitiva de recorrer aos líderes da
comunidade (os presbíteros) para interceder pelos enfermos por meio da oração e da
unção com óleo. A passagem também destaca os efeitos espirituais do sacramento: cura,
alívio, fortalecimento e perdão dos pecados.
Além disso, o ministério de cura de Jesus durante sua vida pública — como nos inúmeros
relatos de curas físicas e espirituais nos Evangelhos — serve de base para entender que a
Unção dos Enfermos prolonga na Igreja a ação misericordiosa de Cristo junto aos doentes.
2) Quais são as novas notas que caracterizam o sacramento da unção dos
enfermos?
A matéria do sacramento é óleo de oliveira, é licito recorrer a qualquer outro óleo vegetal,
os destinatários do sacramento são os fieis cujo estado de saúde esteja gravemente
comprometido por doença ou por velhice, pode-se conferir a unção dos enfermos antes de
uma intervenção cirúrgica se a causa da operação é uma doença perigosa. Ás crianças
seriamente enferma é licito ministrar desde que tenha uso da razão e posam compreender
o valor do sacramento. A gravidade da moléstia há de ser avaliada segundo as categorias
da prudencia e da probabilidade.
Semana 6
1) Tendo presente as linhas doutrinárias do sacramento da Unção dos Enfermos,
relacione os principais "Sinais" deste Sacramento e elabore um comentário sobe um
ou dois deles.
Os principais sinais presentes no Sacramento da Unção dos Enfermos incluem o sinal
messiânico, que manifesta a ação contínua de Cristo como Salvador e curador dentro da
Igreja. Há também o sinal real, que transmite verdadeiramente a graça divina, não se
limitando a um simples símbolo. O sinal público-interpelativo expressa sua dimensão
comunitária, ao mesmo tempo que convida os presentes à fé e à conversão. O sinal
escatológico antecipa a vida eterna, fortalecendo a esperança do enfermo. Por fim, o sinal
da salvação total oferece não apenas a cura física, mas também o perdão, o consolo e o
fortalecimento da alma. Dentre esses sinais, destacam-se dois: o da salvação total, que
evidencia que o sacramento não se restringe à recuperação corporal, mas alcança também
o perdão dos pecados e o vigor espiritual; e o escatológico, que orienta o coração do
enfermo para a vida eterna, ajudando-o a viver seu sofrimento com fé e confiança em
Deus.
2) Partindo da ressurreição de Jesus, qual reflexão teológica relacionada ao
sacramento da Unção dos Enfermos pode-se elaborar?
A Unção dos Enfermos nos remete à humanidade de Jesus Cristo, que, sendo o próprio
Filho de Deus, assumiu plenamente as dores humanas durante sua Paixão. Ele sofreu
como homem, mas seus sofrimentos tiveram um propósito redentor: por meio de sua morte
na Cruz e de sua Ressurreição, trouxe-nos a esperança de uma vida nova. Com isso,
Jesus atribuiu um novo sentido ao sofrimento, pois é justamente na fragilidade extrema
que o ser humano se torna mais aberto à ação da graça divina, que pode conduzir à
salvação. Cristo nos deixou todos os recursos necessários para alcançar o Pai; sua vida e
suas ações nos indicam o caminho, e mesmo nas horas mais dolorosas, Ele nos ensina
que é pela entrega total, pela obediência e pelo amor que se encontra a verdadeira
salvação.
Semana 7
1) Faça um breve comentário sobre o tema: sacramento de comunhão e sacramento
de cura.
Sacramento de comunhão (a Eucaristia): Ao comungar, o ser humano se alimenta do
Corpo e do Sangue de Jesus, o Verbo encarnado. Nessa união sagrada, ele participa da
natureza divina de Cristo, recebendo d’Ele virtudes humanas e espirituais que o
transformam interiormente, tornando-o uma “nova criatura”. Por meio dessa comunhão
verdadeira, nasce nele uma vida renovada, redimida, cuja fonte de transformação é a
graça oriunda da união com Deus. A Eucaristia tem sua raiz na Encarnação do Verbo:
Jesus, ao assumir nossa condição humana no seio de Maria e viver entre nós, expressou o
desejo profundo de estabelecer essa comunhão com a humanidade. Podemos
compreender essa união em dois níveis distintos: um pessoal – entre o indivíduo e Deus –
e outro comunitário – entre a Igreja e Deus. Esta dimensão coletiva expressa a unidade de
um só Corpo, um só Senhor e um só Espírito, pois todos participamos do mesmo Pão e do
mesmo Cálice.
Sacramentos de cura (a Reconciliação e a Unção dos Enfermos) revelam que curar faz
parte da missão de Cristo, unindo corpo e espírito, saúde e moral. Nos Evangelhos, a cura
realizada por Jesus é sempre um convite à fé e tem como objetivo a salvação integral da
pessoa. Essas curas não são gestos mágicos ou terapêuticos, mas expressões da
misericórdia divina, realizadas com compaixão e proximidade, por meio de gestos
concretos de amor.
O núcleo teológico das curas é a manifestação do Reino de Deus, que transforma todas as
coisas, libertando-as do mal. Essa libertação acontece especialmente por meio do perdão
dos pecados, que cura o espírito e inaugura uma nova vida. O sacramento da Penitência,
portanto, não é apenas um ato moral, mas uma ação salvadora de Deus que restaura
totalmente a pessoa, como se vê nas histórias do Filho Pródigo e da mulher adúltera.
Perdoar, nesse contexto, é curar com amor, oferecendo uma libertação completa e gratuita
ao ser humano.

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