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Princípios Básicos Da Análise Do Comportamento I - Introdução À Análise Do Comportamento Aplicada

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Princípios Básicos da

Análise do
Comportamento I -
Introdução à Análise
do Comportamento
Aplicada
Profa. Me. Camila Ferreira

Mestre em Educação – Programa de Pós-Graduação


em Educação da Universidade Federal de São
Carlos

Especialista em Educação: Ciência, Tecnologia e


Sociedade – Instituto Federal de São Paulo

Licenciada em Educação Especial – Universidade


Federal de São Carlos
Introdução à ABA

A Análise do Comportamento Aplicada (ABA) é uma abordagem científica que visa


compreender e modificar o comportamento humano com base em princípios
empiricamente validados. Originada nos fundamentos do behaviorismo radical, a ABA
tem como objetivo promover mudanças socialmente relevantes por meio da
observação sistemática, mensuração do comportamento e aplicação de procedimentos
baseados em evidências.
Histórico e Origem da ABA

• A Análise do Comportamento Aplicada surgiu


oficialmente nos anos 1960, com a publicação
do artigo de Baer, Wolf e Risley (1968), que
estabeleceu os sete princípios fundamentais da
ABA. Esses critérios garantem que a
intervenção seja eficaz, ética e cientificamente
embasada. A ABA nasce da tradição
experimental da psicologia comportamental e
visa transpor esse conhecimento para o mundo
real, promovendo comportamentos desejáveis e
reduzindo comportamentos disfuncionais de
maneira sistemática e mensurável.
Os sete princípios da ABA

• Foca em comportamentos
Aplicada
socialmente significativos.

Os sete princípios definidos por Comportamental


• Baseia-se em mensuração
direta do comportamento.
Baer, Wolf e Risley (1968)
• Exige demonstração de
estabelecem os critérios que Analítica controle sobre o
comportamento.
uma intervenção deve atender
• Os procedimentos devem ser
para ser considerada uma Tecnológica
descritos com precisão.

aplicação autêntica da Análise Conceitualmente • Fundamentada nos princípios


do Comportamento. São eles Sistemática do comportamento.

que garantem o rigor científico, Eficaz


• Mudanças significativas no
comportamento.
a relevância social e a
efetividade da prática. Generalizável
• Efeitos devem se manter ao
longo do tempo e em novos
contextos.
Conceitos Fundamentais:
Comportamento, Estímulo e Ambiente

• A compreensão da ABA requer o domínio de alguns conceitos-chave.


Comportamento é qualquer interação do organismo com o ambiente que
possa ser observada e mensurada. Já o estímulo é qualquer alteração no
ambiente que possa influenciar o comportamento, podendo ser
antecedente ou consequente. O ambiente, por sua vez, é tudo aquilo que
envolve o organismo em um dado momento. A relação entre
comportamento e ambiente é central para a prática analítica, uma vez que
é a partir dessa interação que se constroem as intervenções.
Avaliação e coleta de dados na ABA

• A prática da ABA se ancora na observação direta e


na coleta de dados como instrumentos de
avaliação e monitoramento das intervenções.
Através de registros sistemáticos, gráficos e
protocolos, o analista do comportamento é capaz
de tomar decisões baseadas em evidências. Os
dados permitem ajustes contínuos nos
procedimentos, assegurando a eficácia da
intervenção e sua aderência aos princípios
científicos. O uso de dados é também um
compromisso ético com a transparência e a
responsabilidade profissional.
Áreas de aplicação da ABA

 Educação (especial e regular): apoio


ao desenvolvimento de habilidades
• A ABA é amplamente acadêmicas e sociais.
reconhecida por sua  Clínica (principalmente TEA): redução
aplicabilidade em diversos
contextos, com destaque para de comportamentos disruptivos,
a educação especial e a promoção da comunicação.
clínica do autismo. No  Organizações: análise e modificação
entanto, seu campo de de comportamentos em contextos
atuação é bem mais amplo, corporativos.
com contribuições  Saúde: adesão a tratamentos, hábitos
importantes em outras áreas. saudáveis.
 Justiça criminal: programas de
reabilitação e reinserção social.
O papel do analista do comportamento

• O analista do comportamento é o profissional


capacitado para aplicar os princípios da ABA em
diferentes contextos. Sua atuação exige rigor
técnico, fundamentação teórica e sensibilidade
ética. Ele é responsável por planejar intervenções,
avaliar seus efeitos e ajustá-las com base em
dados. Também precisa garantir que os objetivos
da intervenção sejam socialmente relevantes,
respeitando os direitos e a dignidade dos
indivíduos. A formação e a supervisão constante
são essenciais para uma prática ética e eficaz.
ABA na Educação: um exemplo prático

• Em um ambiente escolar, a ABA pode ser utilizada


para promover habilidades acadêmicas e
comportamentos sociais apropriados. Por exemplo,
em um caso de um estudante com autismo que
apresenta comportamentos de fuga diante de
atividades de escrita, o analista pode realizar uma
análise funcional para identificar as funções desses
comportamentos. A partir disso, são propostas
estratégias como reforçamento diferencial, ensino por
tentativas discretas e ensino incidental, adaptando o
ambiente para favorecer a aprendizagem e reduzir os
comportamentos inadequados.
Reflexões críticas sobre a ABA

• Apesar de sua eficácia amplamente documentada, a ABA não está


isenta de críticas. Algumas abordagens apontam para o risco de uso
excessivo de controle e a necessidade de respeitar a individualidade e a
autonomia dos sujeitos. Por isso, é fundamental que a prática da ABA
seja embasada não apenas em evidências científicas, mas também em
princípios éticos sólidos, promovendo a dignidade, a escolha e o bem-
estar da pessoa atendida. A sensibilidade cultural e o respeito às
diferenças devem nortear toda intervenção.
intervenção baseada em evidências:
compromisso ético e científico

• A ABA se alinha ao conceito de


intervenção baseada em evidências, ou
seja, aquelas que demonstram, por meio
de pesquisa sistemática, sua efetividade.
Esse compromisso com a ciência torna a
prática da ABA especialmente valiosa,
uma vez que permite replicação,
avaliação e generalização. No entanto, o
analista do comportamento deve integrar
esse compromisso à escuta ativa das
necessidades do indivíduo, articulando
ciência e humanidade.

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