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DPOC e ASMA

DPOC e ASMA, RESUMOS COMPLETOS.
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DPOC e ASMA

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Suelen Mayara Hartwig 2025/1

AULA: DPOC (Profº Danielle Polegatto Cristo)

A DPOC é uma doença comum, evitável e tratável, caracterizada por


sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a
anormalidades nas vias aéreas, geralmente causadas por exposição
significativa a partículas ou gases nocivos e influenciada por fatores do
hospedeiro. Comorbidades significativas podem ter impacto na morbidade e
mortalidade.

EPIDEMIOLOGIA

 Afeta mais de 5% da população;


 Associado a alta morbimortalidade;
 Quarta causa de morte nos EUA;
 Alta utilização de recursos de saúde;
 Diversas características dos pacientes com DPOC identificam indivíduos
com diferentes prognósticos e/ou respostas ao tratamento; >> destruição dos capilares pulmonares +
o Dificuldade no tratamento = difícil controle do maior FR que é estímulo para hiperplasia da camada íntima dos vasos pulmonar dificultando
o tabagismo. o mecanismo de vasoconstricção e vasodilatação = via aérea com pouca
o Extremamente heterogênea = variados graus de superfície de troca e vaso rígido.
sintomatologias, adesão ao tto.
 Cor pulmonale crônico: pct desenvolve hipertensão pulmonar
SUBTIPOS devido alterações fisiopatológicas, e que a longo prazo pode levar
à alteração do ventrículo direito.
1. BRONQUITE CRÔNICA: tosse crônica produtiva que dura >3 meses por
ano, por min. de 2 anos; pode proceder ou suceder a limitação ao fluxo FATORES DE RISCO:
aéreo.
1. Tabagismo
2. ENFISEMA: alterações estruturais, aumento anormal e permanente dos
2. Deficiência-alfa 1 antitripsina: é uma enzima anti-protease, ou seja, se
espaços aéreos distais e destruição do espaço aéreo (dificuldade na
ela está em falta, as proteases agem mais. O grau dependerá do
troca gasosa);
genótipo do paciente.
Hoje, não é tão bem dividido. Os pacientes podem flutuar entre eles. 3. Exposição a fumaça e poeiras: fábricas, serrarias, etc.
4. Asma: remodelamento das vias aéreas em paciente grave  alteração
FISIOPATOLOGIA estrutural, padrão DPOC.
5. Ocupacionais
 Alterações encontradas: vias aéreas, parênquima pulmonar e
vasculatura pulmonar.
 Inflamação: linfócitos TCD8, neutrófilos, macrófagos, citocinas.
 Final: destruição do epitélio celular e da matriz celular, fazendo com
que os mecanismos de reparos sejam insuficientes.

*classificação 2023 - medcof

TABAGISMO

 Quantidade e duração contribuem para gravidade.


 Nº de maços-ano (maços consumidos por dia x anos) = carga tabágica.
o Quando < 15 maços-ano, provavelmente não desenvolverão
DPOC.
 Relação com predisposição genética, ambiental e profissional.
 Fator desencadeante e fator de exacerbação.

CLÍNICA E DIAGNÓSTICO

 Dispneia: persistente e progressiva, piora com exercício.


 Tosse crônica: pode ser intermitente; produtiva ou não; chiado
recorrente.
 Produção de escarro: Qualquer padrão de produção crônica de escarro
pode indicar DPOC.
 Sibilos: Inspiratórios e/ou expiratórios; Aperto no peito mal localizado,
contração muscular isométrica dos m. intercostais;
o Ocorre pp quando tem crise de broncoespasmo.
o Não é a mais comum. Mais comum: MMV diminuído.
o Não tem relação de gravidade.
 Infecções recorrentes de VAI: Maior facilidade para adquirir
pneumonia (2-4x/ano).
 Fadiga: Sensação subjetiva de cansaço ou exaustão. Um dos sintomas
mais comuns.

EXAME FÍSICO – Achados variam de acordo com gravidade DPOC


Suelen Mayara Hartwig 2025/1
o Tórax hiperinsuflado (em tonel – diâmetro antero posterior
aumentado).
o Uso de musculatura acessória;
o Perda ou ganho de peso (não se alimenta ou não pratica exercícios
físicos);
o Cianose de extremidades (hipoxemia crônica)
o Expiração com lábios franzidos,
o Cor pulmonale.

QUESTIONÁRIO – CAPTURE

 TC TÓRAX: imagem tridimensional. Faz diferença na gravidade.


o Enfisema centrolobular: pp lobos superiores (ápices); várias
pequenas bolinhas. Orifícios centrais nos lóbulos pulmonares,
com paredes imperceptíveis e vasos centrais visíveis. “queijo
suíço”
o Enfisema panlobular: pp bases; envolve todo um lóbulo
pulmonar; escassez de estruturas vasculares. Sem bolinhas
brancas dentro (que seriam vasos sanguíneos).
o Enfisema parasseptal: na borda e cissura. Coleções gasosas
 Triagem de pacientes com FR, na UBS. subpleurais.
 1 ponto para cada “sim”. Exceto última pergunta.
 0 a 1: Não considerados em risco para DPOC clinicamente significativo
 2 a 4: “big flow”  O pico de fluxo expiratório determina se há
indicação de avaliação adicional
 5 ou 6: Alta probabilidade de doença sintomática. Encaminhar para
avaliação com espirometria + especialista.

ESPIROMETRIA
Enfisema centrolobular
 Pedra angular: doenças que além do sintoma tem limitação do fluxo
aéreo.
 Ajuda a determinar grau de gravidade.
 Pré e Pós-BD (broncodilatador)** >
 VEF1, CVF e VEF1/CVF
 VEF1/CVF < 0,7 pós BD** > em discussão para diagnostico mesmo com
essa relação no pré bd. Determina a presença ou não de obstrução
fluxo aéreo.
 % VEF1 previsto pós-BD - gravidade
Enfisema panlobular – “grande bolha”
 Suspender medicação 12/4 horas (longa/curta duração) antes da
espirometria.

Diagnóstico (combinação de 03 fatores):

Enfisema parasseptal – bordas.

EXAMES DE IMG: Auxiliar no diagnóstico diferencial/etiológico da dispneia e


exacerbações. Não é essencial ao diagnóstico. Pode ser normal. AVALIAÇÃO INICIAL:

EXAMES LAB: Auxilia no diagnóstico diferencial e acompanhamento; Afim de orientar a terapia, deve se concentrar na determinação dos
BNP/Pro-BNP; Hemograma e gasometria. seguintes quatro aspectos: gravidade da limitação ao fluxo aéreo, natureza e
magnitude dos sintomas atuais, história prévia de exacerbações moderadas
 RX CONVENCIONAL: fácil acesso, amplo. e graves; presença e tipo de outras doenças (multimorbidades).
o Tórax largo: faz parábola ao lado = mto cheio.
o Parênquima hipertransparente = mto ar.  GRAVIDADE DA OBSTRUÇÃO (GOLD): espiro VEF1/CVF <0,7
o Alongamento do mediastino, “coração em gota”.
o Retificação da cúpula diafragmática GOLD 1: VEF1 >=80%. Tem limitação de gravidade leve.
o Aumento espaços intercostais, devido hiperinsuflação. GOLD 2: VEF1 >= 50% e <80%. Moderado.
GOLD 3: VEF1 >= 30% e < 50%. Grave.
GOLD 4: VEF1 < 30%. Muito grave.

 SINTOMAS USUAIS / DIA-A-DIA (mMRC). >=2 mto sintomático.


Suelen Mayara Hartwig 2025/1
Grau 0: Dispneia aos esforços muito intensos.
Grau 1: Dispneia aos grandes esforços (apressar o passo, subir escadas,
ladeiras etc.)
Grau 2: dispneia aos moderados esforços (parar ao andar no próprio passo,
andar mais devagar que pessoas na mesma idade).
Grau 3: dispneia aos pequenos esforços (parar muitas vezes ao andar
próximo de 100m ou poucos minutos no plano).
Grau 4: dispneia para atividades de vida diária (não poder sair de casa, ajuda
para se vestir, higienizar etc.).

OU

CAT: avalia de 0 a 5 os itens: tosse, catarro, pressão no peito, falta de ar,


limitação atv em casa...

TRATAMENTO – melhorar qualidade de vida + diminuir exacerb.

 Redução dos sintomas: Alívio dos sintomas; melhora na tolerância aos


exercícios; melhora no status de saúde.
 HISTÓRICO DE EXACERBAÇÕES  Redução de riscos: Prevenção da progressão da doença; prevenir e
tratar exacerbações; redução da mortalidade.
o Impacto significativo no estado de saúde
o Aumentam taxa de declínio da função pulmonar Pilares: farmacológicas + vacinas + Broncodilatadores inalatórios.
o Pioram prognóstico
o O melhor preditor é a história prévia de exacerbações 1. Medidas não farmacológicas
o Agravamento da obstrução ao fluxo aéreo ↑ risco exacerbações a. Educação: Autogerenciamento: motivar, envolver e treinar o
o A cada exacerbação  progressão da doença. paciente para se adaptar positivamente seus comportamentos;
o Pp FR: já ter tido uma exacerbação! b. Cessação do tabagismo – Maior impacto;
c. Dieta/nutrição;
 MULTIMORBIDADE i. Subnutrido: não há proteína para produção de Ac 
redução do SI.
o Influencia a mortalidade e as hospitalizações; d. Atividade física (de resistência com carga constante ou
o DPOC aumenta o risco de outras doenças: Ca Pulmão; intercalada).
o Doenças cardiovasculares; Sd metabólica; Osteoporose; Depressão; e. Controle de demais comorbidades;
Ansiedade. f. Adesão a terapia + técnica de uso;
o Ao invés de descompensar um órgão, irá descompensar + de 1, a ponto g. Oxigenioterapia - indicações de 02 domiciliar são >> Pa02 <=
de não ser resolvível. 55mmhg ou Sat02 <= 88% com ou sem hipercapnia.
o IC com FE 18%: em uma exacerbação vai descompensar, da h. Suporte ventilatório: VNI em casos de hospitalização;
mesma forma o contrário. i. DPOC + apneia do sono = CPAP.

AVALIAÇÃO É COMBINADA: confirma pela espirometria  avaliação da Obs: a fisioterapia respiratória é mais necessária no grupo E, para melhorar a
limitação fluxo aéreo  avaliação de sintomas/risco de exacerbações. capacidade funcional pulmonar.

- Exacerbação que vai determinar o tratamento e, não os sintomas. 2. Vacinas


a. Influenza, pneumococo e COVID-19.
b. 2025:
i. Vírus sincicial respiratório >65 anos com comorbidades
(bronquiolite infantil);
ii. Coqueluche com esquema incompleto ou não vacinados
previamente (DDTA);
iii. Herpes zoster para DPOC >50 anos.

3. Broncodilatadores inalatórios
a. B2-agonista:
i. SABA (duração 6h)
ii. LABA (duração 12h)
b. Antagonista muscarínicos
i. SAMA (atua em M2)
ii. LAMA (atua em M3)
Suelen Mayara Hartwig 2025/1

 Melhorou só dispneia mas exacerbou OU não melhorou nenhuma:


o Se monoterapia: associar 2ª droga
o Em dupla terapia: indicação de corticoide? EO <300/asma.
o Tripla terapia:
 Roflumilast quando VEF1 <50% e bronquite crônica.
 Azitromicina: pp em tabagistas atuais, como
imunomodulador.

TTO INTERVENCIONISTA

 Cirurgia de redução de volume - BULECTOMIA


GRUPO A: o Ressecam segmento com enfisema.
o Válvulas endobrônquicas, bobinas pulmonares, ablação térmica,
 01 inalador broncodilatador de forma contínua, diária. bulectomia;
 Usar de curta duração se exacerbação. o Intereferem: extensão e padrão do enfisema, gravidade da
 Se pouquíssimos sintomas: só em crise. obstrução (VEF1 < 20% é contraindicação);
 único que permite escolher de b2 de longa ou curta duração, mas  Transplante de pulmão
preferir longa duração, exceto em casos de dispneia muito o DPOC é a 2º principal indicação;
ocasional. O SABA tira o paciente da crise. = algum de longa todo o Indicados para limitação grave do fluxo aéreo, limitação severa as
dia, B2 de curta em crise (falta de ar, sibilos, dispneia). atividades;
o Pacientes não devem ter outras comorbidades (ICC, cirrose, DRC) e
GRUPO B: recomendado é LABA (B2) + LAMA (Antagosnista muscarínico)
nem ser fumante.
(superior à monoterapia).
EXACERBAÇÕES NA DPOC
o Se monoterapia: LABA. Até o paciente ter condições de cobrar
ou ter acesso de alto custo pelo SUS. Representam um evento agudo no curso natural da doença, com mudança
no padrão da dispneia, tosse ou expectoração ou mudança na coloração do
GRUPO E:
escarro.
o LABA + LAMA  reduz exacerbações. A melhor.
Frequência 1 a 3x/ano; mortalidade varia de 3% a 10% aumentando para 15
o CORTICOIDE INALATÓRIO a 24% nos admitidos na UTI; 50% acontecem sem necessidade de idas ao
o Indicações: eosinófilos >300 – perfil inflamatório e/ou médico e 35-16% requerem hospitalização.
asma.
o Recomendado: ICS + LABA + LAMA. Não usar LABA + ICS.
o DPOC + ASMA = deve ser tto como asma, em que o corticoide
inalatório é obrigatório.

SEGUIMENTO

 Paciente já em tto de manutenção (como estão os sintomas no dia a


dia e as exacerbações?)
 Direcionar a limitação (dispneia, exacerbações, dispneia +
exacerbações).
 Revisar, avaliar e ajustar: revisar sintomas de dispneia e exacerbações, - Betabloqueador não é CI em DPOC (ele pode induzir broncoespasmo),
avaliar técnica e adesão ao tto inclusive das medidas não podem ser usadas opções cardiosseletivas, e ICC não tratada pode ser fator
farmacológicas, ajustar tto de acordo com limitações. desencadeante.

IMG ACIMA - Melhorou só um ou outro:

 Melhorou só exacerbações:
o Investigar outras causas: gripe, IC; revisar importância de medidas
não farmacológicas; considerar troca do dispositivo ou técnica de
uso.
o Se em monoterapia: associar 2ª droga
Suelen Mayara Hartwig 2025/1
 Instabilidade hemodinâmica

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

CLASSIFICAÇÃO APÓS A OCORRÊNCIA DO EVENTO EM:  CTC VO: Pred 40-60mg, 1x/d, 5-7 dias. Para todos. Benefícios: melhor
oxigenação, melhora mais rápida dos sintomas, melhora da função
 Leve: uso de broncodilatador de curta duração apenas; em casa pulmonar, aumento do intervalo até a próxima exacerbação e menor
 Moderada: uso de broncodilatador de curta duração + corticoide oral, tempo de hospitalização.
com ou sem ATB. PCR >= 10, hipóxia e hipercapnia à espirometria.  ATB: Benefícios: igual corticoide oral, exceto melhora da função
 Grave: Requer hospitalização ou idas frequentes ao pronto-socorro, pulmonar;
podendo se associar com insuficiência respiratória. Presença de acidose o Escolha de ATB depende de fatores de risco (idade > 65 anos, FEV1
respiratória. < 50%, maior ou igual a 2 exacerbações/ano e doença cardíaca);
o Se nenhum fator de risco: macrolídeos (azitromicina,
AVALIAÇÃO INICIAL: História clínica e comorbidades; exame físico; exames
claritromicina), ou cefuroxima, ou doxiciclina, ou
laboratoriais e de imagem; ECG e Avaliação da secreção.
sulfametoxazol/trimetropina.
GASOMETRIA ARTERIAL o Se algum fator de risco: amoxicilina + clavulanato, quinolona
respiratória (levofloxacino, moxifloxacino).
 Gravidade da exacerbação
 Acidose respiratória por hipercapnia OXIGENIOTERAPIA: Cateter nasal, máscara facial, com meta SatO2 88-92%.
 Critérios de Gravidade Coletar gasometria após 1h do início. Cuidados com hiperóxia. Dar muito 02
o PaO2 ≤ 60 mmHg com FiO2 21%; para quem retém CO2  NARCOSE (rebaixamento) + EROS.
o PaCO2 ≥ 45 mmHg ou elevação
VNI
o PaCO2 > 10 mmHg do basal;
o Elevação PaCO2 com pH < 7,30.  Reavaliar resposta a cada 30 min a 2h.
o Benefícios: melhora troca gasosa; redução da PCO2 e melhora
pH; melhora fadiga muscular; reduz tempo de internação, IOT e
mortalidade;
o Início da melhora precisa ocorrer nos primeiros 30 min.
 Indicações:
o Acidose respiratória (PCO2 > 45 mmHg e pH 7,35;
GRAVIDADE DA EXACERBAÇÃO o Dispneia grave com sinais de fadiga da musculatura respiratória
e uso de musculatura acessória;
o Hipoxemia persistente, mesmo após suplementação O2;

VENTILAÇÃO INVASIVA – IOT.

 Indicações
o Incapacidade de tolerar VNI ou falha;
o Estado pós PCR;
o Rebaixamento nível de consciência, agitação psicomotora
inadequadamente controlada;
o Aspiração maciça ou vômito persistente;
POTENCIAIS INDICAÇÕES DE HOSPITALIZAÇÃO o Incapacidade de proteger vias aéreas;
o Instabilidade hemodinâmica grave sem resposta a fluidos e drogas;
 Sintomas graves, como piora súbita da dispneia em repouso, o Arritmias ventriculares ou supraventriculares graves;
taquipneia, dessaturação, confusão, sonolência. o Hipoxemia com risco de vida em pacientes que não toleram VNI.
 Insuficiência respiratória aguda.
 Aparecimento de novos sinais físicos, como cianose, edema periférico;
 Falha de uma exacerbação em responder ao tto inicial
 Presença de comorbidades g-raves;
 Condição social insuficiente.

INTERNAÇÃO UTI

 Dispneia grave e sem resposta ao tto inicial


 Necessidade IOT + VM
 Alteração nível de consciência
 Piora ou persistência da hipoxemia, hipercapnia ou acidose
respiratória, mesmo com VNI ou O2 suplementar
Suelen Mayara Hartwig 2025/1
AULA: ASMA (Profª Danielle Polegatto Cristo) FATORES DESENCADEANTES: Alérgenos, infecções de vias aéreas
superiores, exercícios e hiperventilação, estresse, ar frio, gases
DEFINIÇÃO: doença heterogênea, caracterizada por inflamação irritantes, fármacos, aerossóis domésticos  geram crises!
pulmonar crônica das vias aéreas que gera hiperresponsividade
brônquica e obstrução ao fluxo aéreo com evolução variável e FISIOPATOLOGIA
caráter reversível em sua maioria.
FR + genéticos  exposição ao alérgeno  processo inflamatório
EPIDEMIOLOGIA com predomínio de céls TH2, eosinófilos, neutrófilos e mastócitos

 Acomete 29% da população mundial (300 milhões pessoas) Epitélio alveolar friável  ativação dos miofibroblastos
 Aumento da prevalência em países desenvolvidos  ↓
urbanização; Formação de camada fibrosa.
 Acomete qqlr idade, porém: Pico de incidência aos 3 anos.
o Até os 2 anos: árvore traqueobrônquica ainda imatura. Por  Ocorre concomitante, produção de óxido nítrico (pp por reação
isso até os 2 anos pode ser temporária (“bebê chiador”) eosinofílica)  vasodilatação e hiperplasia das glândulas
o Predomínio maior pelo sexo masculino na infância. submucosas e céls caliciformes.
 Os sintomas e a limitação ao fluxo aéreo variam o Gera produção de muco e broncoespasmo.
caracteristicamente ao longo do tempo e em intensidade;
 A gravidade da asma não varia de modo significativo em um RESULTADO: Brônquio constricto, com secreção. Não tem
determinado paciente: se o paciente tem asma grave ele já destruição celular desde o início como a DPOC (em que o maior
abre o quadro com essa manifestação, que permanece ao expositor é o cigarro).
longo da vida. Caracterizada de forma retrospectiva, tem
relação com a quantidade de medicação usada para controle.

FENÓTIPOS

1. ASMA ALÉRGICA
 Início na infância. + fácil de reconhecer;
 HF de atopias, alergias alimentares;
 Intensa inflamação eosinofílica;
 Respondem bem a terapia CI.
2. ASMA NÃO ALÉRGICA
 Sem associação com alergias;
 Perfil celular neutrofílico, eosinofílico ou apenas céls
inflamatórias.
 Resposta menor a terapia com CI.
3. ASMA DE INÍCIO TARDIO
 Início dos sintomas na adolescente, idade adulta.
 Predominante sexo feminino, geralmente ñ alérgicas;
 Requerem doses mais altas de CI.
 Excluir asma ocupacional* (ausência de sintomas ao fds
em casa por ex.)
4. ASMA COM LIMITAÇÃO PERSISTENTE DO FLUXO AÉREO
 Evolução dos casos de asma, de longa duração.
 Limitação persistente ou pouco reversível. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
 Via área sofre remodelamento com aquisição de tecido
fibroso que leva à constrição quase irreversível, 1. Dispneia (Devido broncoespasmo)
semelhante ao DPOC. 2. Sibilos (ar passando na via aérea estreita)
5. ASMA COM OBESIDADE 3. Tosse (seca ou produtiva hialina)
 Sintomas respiratórios mais proeminentes.
Sinais de obstrução grave: taquicardia, taquipneia, fase expiratória
 Costuma cursar com apneia obstrutiva do sono.
prolongada, posição tripé.
 Padrão celular pouco eosinofílico.
AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO
Obs: Pacientes com asma grave tem benefício em abordar fenótipos.
I. ESPIROMETRIA (exame de escolha)
FATORES DE RISCO
 Obg em todos os casos suspeitos de asma- evitar tto
desnecessário ou excessivo; evitar perda de diagnósticos;
i. Não é necessária para iniciar tto;
 Limitação do fluxo aéreo (↓VEF1/CVF < 0,7) – estipular
gravidade
 Resposta ao broncodilatador
i. Inalação de 200 a 400 mcg de salbutamol e repetir
após 10 a 15 minutos.
ii. Aumento > 12% e > 200 ml no VEF1.
Suelen Mayara Hartwig 2025/1
 Suspender medicações inalatórias, não pode ter tido IVA nas ii. A relevância da exposição e sua relação com os
últimas 03 semanas. sintomas devem ser confirmados pela história do
II. TESTE BRONCOPROVOCAÇÃO paciente;
 Útil para diagnosticar asma em pacientes com fluxo aéreo
basal normal ou sem variabilidade na limitação ao fluxo.
 Um estímulo provocativo, como exercício, metacolina DIAGNÓSTICO
inalatória, histamina ou hiperventilação de ar seco é  História clínica: sintomas intermitentes típicos de asma +
utilizado para estimular a broncoprovocação; sibilos associados;
 A concentração provocativa é a quantidade do agonista  Espirometria com distúrbio obstrutivo ventilatório;
inalado necessário para reduzir o VEF1 em 20% da linha de  Espirometria normal
base, que é menor em asmáticos; o Repetir na presença de sintomas;
 PC20 < 8 mg/ml é compatível com asma (usou dose pequena
o Medidas PFE: Registros que documentam mais de
e já tem modificação).
20% de variabilidade no VEF 1 ou PEF ao longo do
i. PC 20 > 16 mg/ml é considerado negativo.
tempo;
 Razoavelmente sensível, pouco específico.
o Broncoprovocação: alto valor preditivo negativo;
 Paciente virgem de tto e veio negativo = realmente não é
asma. CONTROLE
 Se ele vier positivo = levar em conta outros achados.
Representa a eficácia do tratamento em reduzir ou remover as
III. PFE – PICO DE FLUXO EXPIRATÓRIO manifestações da asma. Compreende o controle das limitações
 Medido durante uma expiração breve e vigorosa; clínicas atuais e a redução de riscos futuros. É o principal parâmetro
 Técnica: para julgar a necessidade de ajuste no plano terapêutico. O controle
i. Inspiração máxima, colocar o dispositivo na boca, selar tem 02 obj:
os lábios ao redor do bocal e soprar o mais forte e
I. Limitações clínicas atuais
rápido possível;
a. Sintomas diurnos e noturnos; reduzir
ii. Realizada 3x, registrando-se a maior das 3 medidas;
medicações de resgate e limitações nas atv
 Valores normais são baseados em altura e idade, média de 80
físicas.
a 100 L/min;
II. Redução de riscos futuros
 Útil para monitorar tratamento (asma já diagnosticada) e
a. Reduzir exacerbações, perda da função
durante crises (avaliar o fluxo perdido).
pulmonar, e efeitos adversos ao tto.
 Variação >10% ao longo do tempo; observar queda 20% do
basal quando sintomas presentes. ASTHMA CONTROL TEST (ACT): paciente classifica de 0 a 5. 20 a 25
 Avaliar exposição específica; Usar sempre o mesmo pontos = asma bem controlada. 16-19 pontos = parcialmente
dispositivo (variação em torno de 15%). controlada. 5-15 pontos = asma não controlada.

IV. FeNO – FRAÇÃO EXALADA DE ÓXIDO NÍTRICO Nas últimas 04 semanas, o paciente teve:
 Avalia a inflamação eosinofílica das vias aéreas, medindo a
 Sintomas diurnos de asma +2x/sem?
quantidade de óxido nítrico que sai na expiração.
 Algum despertar noturno devido asma?
i. Pode auxiliar no diagnóstico em combinação com
 SABA para aliviar os sintomas +2x/sem?
outros testes;
 Alguma limitação da atividade devido asma?
ii. Exame normal não exclui diagnóstico de asma;
 FeNO ≥ 40 – 50 partes por bilhão pode ser sugestivo; Nenhum desses = bem controlado
 Auxilia na resposta ao tratamento;
i. Normalização dos níveis de NO com uso do CI. 1-2 destes = parcialmente controlado

3-4 destes = descontrolado


V. TESTES DE ALERGIA
 Teste de sensibilização específico: identificar sensibilidade a FATORES DE RISCO PARA DESFECHOS RUINS DA ASMA:
gatilhos alérgeno suspeitos.
 Indicados: *FEV1 deve ser medido no início do tto, 3-6 meses de tto contendo
i. Pacientes com história de sintomas que ocorrem após ICS para avaliar função pulmonar e após isso, periodicamente.
exposição a aeroalérgenos;
 Fatores de risco para exacerbações
ii. Sintomas persistentes;
o Asma descontrolada;
iii. Suspeita de alérgenos no ambiente doméstico;
o Uso elevado de medicações de resgate
iv. Sintomas moderados a graves apesar da terapia;
 Dosagem de IgE e contagem de eosinófilos  Salbutamol ótimo para crise. Deixa de usar CI.
i. Identificar a presença de atopia; o Baixa adesão ao CI – precisa lavar a boca após o uso.
ii. PP em casos com indicação de anti-IgE o Técnica incorreta;
(imunomodulador); o Obesidade, rinossinusite, alergias;
 Testes positivos o Exposições (tabaco, vape, poluição);
i. Não necessariamente significa que o alérgeno seja a o VEF1 < 60% (asma moderada);
causa dos sintomas; o Eosinofilia, FeNO elevado;
o Exacerbações prévias, IOT.
Suelen Mayara Hartwig 2025/1
 Limitação persistente do fluxo aéreo  AVALIAR: confirma diag., controle sintomas e FR,
o Prematuridade, baixo peso ao nascer, obesidade comorbidades, técnica e adesão ao tto, preferência do paciente
infantil, hipersecreção. e obj.
o Falha no tto com CI em paciente com história de  AJUSTAR: tto de FR modificáveis e comorbidades; estratégias
exacerbação grave; não farmacológicas; educação e treinamento de habilidades;
o Exposições; ajuste de medicações se necessário.
o VEF1 reduzido.
CATEGORIAS DE MEDICAMENTOS
 Efeitos colaterais do tto  CONTROLADORAS
o Evitar uso de corticoide sistêmico; o Medicações para controle dos sintomas;
o CI usar doses menores, evitar doses altas; o No step 1-2, o tto controlador é feito com CI + Formoterol
o Técnica inalatória ruim. baixa dose quando os sintomas ocorrerem ou antes do
exercício ou exposição;
GRAVIDADE
o Steps 3 a 5, uso de CI + Formoterol diariamente e como
Descreve uma propriedade intrínseca da doença e orienta quanto a alívio (terapia de manutenção e alívio);
intensidade da terapia necessária para controle. Os critérios de  ALÍVIO
gravidade são mais usados para categorizar pacientes que ainda não o Medicações para cessar os sintomas agudos, durante o
estão usando medicação. agravamento da asma ou exacerbações;
o CI + Formoterol, CI + SABA, apenas SABA;
 LEVE  COMPLEMENTARES
o Bem controlada com tto de baixa intensidade: CI + o LAMA;
LABA/SABA baixa dose S.O.S. o Azitromicina em baixa dose;
o VEF1 >80% do predito o Montelucaste;
o Imunobiológicos.
 MODERADA
o Bem controlada com STEPS 3 e 4 (doses baixas ou IMPORTÂNCIA DO CI:
intermediárias de CI + LABA).
o VEF1 60 a 80% do predito  CI + fermoterol baixa dose SOS = menos exacerbações e dias ao
PS, independente dos sintomas basais.
 Iniciar tto apenas com SABA treina o paciente a considera-la
 GRAVE
como seu principal tto e aumenta a chance de baixa adesão;
o Permanece descontrolada apesar do tto otimizado com
 Melhora função pulmonar;
altas doses de CI + LABA;
 Maior declínio da função pulmonar nas exacerbações em
o Diferente da asma de difícil tto devido tto inadequado, má
pacientes que não usa CI.
aderência, comorbidades como rinossinusite crônica,
obesidade, DRGE, apneia do sono, exposição... ANTES DE INICIAR TTO:
o VEF1 < 60% do predito
 Registrar evidências para o diagnóstico de asma;
 Registre o nível de controle dos sintomas, FR e função
pulmonar;
 Considere fatores que influenciam a escolha entre as opções de
tto disponíveis, bem como prováveis adesão ao CI.
 Escolha inalador adequado e certifique seu uso correto.
 Agende um horário para uma visita de acompanhamento.
OBJ DO TRATAMENTO
DEPOIS DE INICIAR TTO:
 Bom controle dos sintomas: Sintomas crônicos mínimos (de
preferência nenhum), inclusive noturno;  Revise a resposta do paciente após 2-3 meses ou antes.
 Exacerbações mínimas;  Verifique adesão e técnica inalatória com frequência.
 Reduzir uso de medicações de resgate;  Reduzir o tto assim que o bom controle for mantido por 3
 Nenhuma limitação as atividades, incluindo exercícios; meses.
 Minimizar risco de morte;
STEP 1
 Evitar limitação persistente do fluxo aéreo.
 Baixa dose de CI + formoterol (SOS) sob demanda
PILARES: educação do paciente (explicar doença, reconhecer
 Alternativa: SABA de resgate, seguida de CI sempre que usar
gatilhos e orientar uso dos dispositivos), tto de fatores
SABA.
desencadeantes (reconhecer e tratar) e medicamentoso (degraus
 Previsibilidade de desencadeamento de crise 5 a 20 min antes
de tto).
 Casos leves
SEMPRE:
STEP 2
 REVISAR: exacerbações, EA, função pulmonar, comorbidades,
 Baixa dose de CI + formoterol (SOS) sob demanda
satisfação paciente/família.
 Alternativa: CI em baixa dose diariamente + SABA sob demanda
seguido de CI.
Suelen Mayara Hartwig 2025/1
 Outras opções: SBPT - montelucaste em substituição ao CI.  Abordar cada etapa como uma tentativa terapêutica e traçar
 Diferenciar asma intermitente e persistente leve é arbitrária; um plano de ação junto ao paciente;
 Certificar-se que há medicação necessária para retorno a dose
STEP 3 atual, se necessário;
 CI + formoterol manutenção e alívio  Reduzir a dose do CI em 25-50% em intervalos de 3 meses;
 Alternativa: CI baixa dose + LABA (não formoterol) + SABA SOS OUTRAS ABORDAGENS:
seguido de CI.
 Outras: aumentar dose de CI, associar montelucaste, LAMA.  VACINAS
o Não há contraindicação de vacinação em asmáticos;
STEP 4 o Vacina anti-pneumocócica e influenza;
 Dose intermediária CI + formoterol manutenção e CI +  IMUNOTERAPIA
formoterol baixa dose SOS o Via subcutânea ou sublingual;
 Alternativa: Dose intermediária/alta CI + LABA manutenção + o Útil em asmáticos com componente alérgico
SABA S.O.S seguido de CI; proeminente
 Outros: Associar LAMA, montelucaste; Imunobiológicos;
Corticoide oral;
Medicações:
STEP 5

 Avaliação especialista CORTICOIDES INALATÓRIOS ISOLADOS: Budesonida, Clenil spray,


 Fenotipagem: Anti-IgE, anti-IL5, anti-IL4r flixotide.
 Dose alta CI + formoterol + LAMA
CI + LABA: alenia, foraseq, symbicort, fostair, lugano, seretide.
o Baixa dose de CI + formoterol sob demanda
 Se usar LABA não formoterol  SABA de resgate CI + LABA DE ULTRALONGA DURAÇÃO: relvar
 Azitromicina baixa dose 3x/sem
 Imunobiológicos CI + SABA: clenil
OBS: SABA: Salbutamol
 MONTELUCASTE
LAMA: spiriva,
o Antagonista de leucotrienos;
o Bloqueia broncoconstrição e reduz inflamação;
o Não é inferior ao CI no controle de asma, mas nas
exacerbações sim;
o Pode ser associado ao CI nas etapas II a IV ou associado a CI
+ LABA na etapa IV;
o Pode ser opção ao SABA na asma induzida pelo exercício;

 IMUNOBIOLÓGICOS
o Omalizumabe
 Anti-IgE; Indicado na etapa V;
 Dose e frequência são determinados pela
dosagem de IgE sérica basal e peso prévios ao
início do fármaco;
o Mepolizumabe
 Anticorpo que inibe IL-5;
 Indicado na etapa V;
 Caracterizar eosinofilia;
o Benralizumabe:
EXACERBAÇÕES DA ASMA
 Anticorpo monoclonal IgG1-kappa;
 Útil na asma com eosinofilia. Exacerbações representam uma piora aguda ou subaguda nos
sintomas e na função pulmonar. É caracterizada por aumento
MONITORAMENTO
progressivo dos sintomas de dispneia, tosse, sibilos, configurando
 Consultas de seguimento, com periodicidade de 1 a 6 meses; uma mudança do estado habitual do paciente.
 Os sintomas das últimas 4 semanas: avaliar a cada consulta;
FATORES DESENCADEANTES:
 Interrogar sobre hospitalizações, uso de corticoide sistêmico;
 Repetir espirometria quando necessário.  Infecções respiratórias virais: rinovírus, influenza, adenovírus,
covid.
PRINCÍPIOS GERAIS DA REDUÇÃO DO TTO
 Exposição a alérgenos: pólen, poeiras, mofo, esporos.
 Considerar redução do tratamento após controle da asma por  Alergia alimentar: durante reação anafilática;
2-3 meses, com função pulmonar estável;  Poluição, mudanças sazonais e baixa adesão ao CI.
 Escolher o momento apropriado, longe de viagens e gestação;
FATORES QUE AUMENTAM MORTALIDADE
Suelen Mayara Hartwig 2025/1
 História de asma quase fatal que requer IOT + VM;  Ajuste na terapia de manutenção
 Hospitalização ou atendimento no PS por asma no último ano;  Corticoide oral
 Uso do CI no curso da exacerbação; o Orientar quando e como utilizar;
 Uso excessivo de SABA, especialmente se mais de 1 o Indicações:
frasco/mês;  Falha em responder ao aumento da
 Baixa adesão ao tto contendo CI; medicação de manutenção com CI;
 Alergia alimentar;  Rápida deterioração clínica ou queda
 Multimorbidade PFE/VEF1;
 História de exacerbações súbitas;
DIAGNÓSTICO
TRATAMENTO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
 PFE, comparando com o basal: essas medições são indicadoras
mais confiáveis da gravidade da exacerbação que os sintomas. 1. 02 – visando Sat02 92-95%
 Piora dos sintomas basais 2. SABA
 Exames laboratoriais (causas) a. Leve a mod: salbutamol 4-10 puffs a cada 20 min na
 Imagem RX, TC (causas) 1ª hora, seguido de 4 puffs 4/4h ou 6/6h;
b. Pode-se associar ipratrópio.
AVALIAR GRAVIDADE DA EXACERBAÇÃO
3. Corticoide sistêmico
 Anamnese: Momento de início e causa; gravidade dos a. Prednisolona 1mg/lkg máx 50 mg/dia;
sintomas, incluindo qualquer limitação ou distúrbio do sono; b. Prednisona 40 mg; 5 a 7 dias;
sintomas de anafilaxia; fatores de risco para mortalidade; 4. CI + FORMOTEROL
 Exame físico: Sinais de gravidade da exacerbação e sinais vitais: a. Pode ser utilizado;
nível de consciência, temperatura. FC, FR, PA, capacidade de b. Necessita de mais estudos, porém não há nenhum
completar frases, musculatura acessória; Fatores dado que comprove a inferioridade desse esquema;
complicadores (anafilaxia) e condições alternativas;
TRATAMENTO UTI/EMERGÊNCIA
 Medições objetivas: Oximetria, PFE.
02 – visando Sat02 92-95%
FATORES QUE AUMENTAM A PROBABILIDADE DE INTERNAÇÃO
SABA (igual atenção primária)
 Sexo feminino, idade avançada Epinefrina (IM em casos de anafilaxia)
 Uso > 8 inalações de B2 nas 24h anteriores Corticoide sistêmico: precoce, importante se falha tto com
 Gravidade da exacerbação SABA, VO ou IV, 5-7 dias.
 História pregressa de exacerbações MAGNÉSIO: Sulfato de Mg IV é recomendado em casos
 Visitas não programadas ao consultório ou PS que necessitaram refratários; Infusão de até 2g;
de corticoide inalatório CI + FORMOTEROL (igual acima)

AUTOCONTROLE DAS EXACERBAÇÕES

 Educação: autocuidado guiado, evitando fatores


desencadeantes;
 CI + FORMOTEROL – alívio
 CI + SABA – quando em uso de CI contínuo + CI/SABA de
manutenção, usar 02 puffs de cada até 6x/dia.
Suelen Mayara Hartwig 2025/1

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