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Programacientifico IXsimpIntortopediacãesgatos

Programa aCienti para ortopedia em cães e gatos realizado pela unesp dr jaboticabal realizado pelos mestrandos

Enviado por

Aline Fukuda
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Programa

científico

REALIZAÇÃO

1
Nossa Missão
O Grupo de Pesquisa em Ortopedia e Neurocirurgia Veterinária da Faculdade de Ci-
ências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da UNESP de Jaboticabal - SP foi fundado em
2011 e conta com coordenação conjunta dos professores Bruno Watanabe Minto
e Luís Gustavo Gosuen Gonçalves Dias, ambos docentes do Departamento de Clí-
nica e Cirurgia Veterinária da FCAV - Jaboticabal. A principal missão deste grupo é a
formação de Médicos Veterinários na área de Ortopedia e Neurocirurgia Veterinária,
tanto como cirurgiões quanto como pesquisadores, educadores e formadores de
opinião. O grupo apresenta como característica marcante a forte publicação cientí-
fica e a formação de recursos humanos.

O Grupo de Pesquisa em Ortopedia e Neurocirurgia Veterinária ainda é responsável


pela organização e oferecimento de cursos de formação e aprimoramento, treina-
mentos, estágios e mentorias em ortopedia e neurocirurgia veterinária, os quais re-
cebem alunos de todas as regiões do Brasil e da América do Sul.

@ortoeneurovet _excelencia

REALIZAÇÃO
@ortoeneurovet _excelencia
@ortoeneurovet _excelencia

2
Patrocinadores

Apoio
Apoio

Apoio

REALIZAÇÃO

3
Coordenadores

Bruno Watanabe Minto MS, PhD


FCAV - Unesp - Jaboticabal

Luís Gustavo G. G. Dias MS, PhD


FCAV - Unesp - Jaboticabal

Comissão Organizadora
Alefe Carrera
Angélica Tavares
Brenda Alcântara
Hudimila de Souza
Julia Tasso
Jerlan Barros
Kelly do Nascimento
Lucas Costa
Mateus Veloso
Renato Barroco
Rodrigo Faustino

REALIZAÇÃO

4
Palestrantes
Destaques Internacionais

Stephen Jones MS, ACVS-SA, DECVS


Bark City Veterinary Spectalists, Park City, Utah. Assistant
Professor of Small Animal Orthopedics
at The Ohio State U n ive rsity.

VET. ESP. Javier Corral


Universidad de Buenos Aires (FCV UBA - Argentina)
Board Member AOVET LAT

Renato Otaviano
Doutor pela FMVZ-USP
École Natio nale Vétérinai re de Toulouse - França

REALIZAÇÃO

5
Palestrantes
Destaques Nacionais

Alexandre Schmaedecke
Ortopedia 360 - Curitiba - PR

Denis Rodrigues Prata


Coordenador e Professor da Pós-Graduação em Ortopedia e
Neurocirurgia de Cães e Gatos da ANCLIVEPA-SP

Eloy Curuci
AOVet Board membe r
CEO ORTOPEDIAVET - São Paulo-SP

Guilherme Galhardo Franco


Doutor em Cirurgia Veterinária pela Unesp - Jaboticabal
CEO Orthosciencevet

Ricardo Stanichi Lopes


CEO Fisio Care Pet e Rede Pet Fisio
Autor do Livro Fisiatria em Pequenos Animais

REALIZAÇÃO

6
Palestrantes
Destaques Nacionais

lsis Pincella
Mestre e Doutoranda pela Unesp - Botucatu;
Especialista em fisiatria e fisioterapia veterinária e em
acupuntura (Instituto Bioetihicus).

Patrícia Mallard
Doutora em Ciências Genômicas e Biotecnologia pela UCB,
CEO da BIO, Holding focada no desenvolvimento e aplicação de
biotecnologias inovadoras.

Patrícia Popak
Sócia proprietária do CORA - São Paulo.
Coordenadora ORTOPAK.

Thales Bregadioli
Mestre e doutor em cirurgia FMVZ USP
Sócio proprietário da ORTHOSUPPORT.

Flávia Vassalo
Mestre pela Unesp - Botucatu - SP
EspeciaIista em fisioterapia, fisiatria e reabilitação e acupuntura
Reabilither Vet - Botucatu - SP

REALIZAÇÃO

7
Palestrantes
Destaques Nacionais
Laryssa Petrocini Rosseto
Pós-graduada em Fisiatria e Acupuntura veterinária pelo instituto
Bioethicus; Especialista em acupuntura veterinária;
Mestre e Doutora em Cirurgia Veterinária pela FCAV-Unesp Jaboticabal;
Sócia-proprietária Clínica FisioPet - Ribeirão Preto

Vitória Chies
Mundo a Parte - Ribieirão Preto - SP

Palestrantes
Novos Talentos

Alefe Luiz Caliani Carrera


Mestrando em Ortopedia e Neurocirurgia
pela FCAV-Unesp - Jaboticabal.

Lucas Vasconcelos Costa


Mestre e doutorando pela UNESP - Jaboticabal - SP

REALIZAÇÃO

8
Palestrantes
Novos Talentos

Brenda Mendonça de Alcântara


Doutora em Cirurgia Veterinária Unesp - Jaboticabal - SP

Renato Barroco
Mestre e doutorando pela UNESP - Jabot icabal - SP

Hudimila Dutra Mascarenhas de Souza


Doutoranda UNESP - Jaboticabal - SP
Mestre pela UFG

Rodrigo Faustino
Mestre e doutorando pela UNESP - Jabot icabal - SP

Kelly Karoline Gomes do Nascimento


Doutoranda Unesp - Jaboticabal - SP

REALIZAÇÃO

9
Minicursos
TPLO-M e TPLO
Duplo Corte em cães
Prof. Luciano Barros
Doutor pela FCAV - Unesp
Jaboticabal - SP
CEO CEMEV
Campo Grande - MS
CEO Ortofriends

Curso Avançado de Osteotomias


para luxação de patela em cães
Stephen Jones MS,
ACVS-SA, DECVS
Bark City Veterinary Specialists,
Park City, Utah.
Assistant Professor of Small
Animal Orthopedics FIXIN BRASIL
at The Ohio State Un ivers ity.

REALIZAÇÃO

10
Programação
25 de Abril - Centro de Convenções
17h30
Abertura
18h00

18h10 Puede un check list mejorar mi servicio?


18h40 Javier Corral (Buenos Aires - Argentina)

18h50 La planificación quirúrgica será tan importante como dicen?


19h20 Javier Corral (Buenos Aires - Argentina)

19h20
Coffee Break
19h50

19h50 Novidades no tratamento da não-união de fraturas


20h20 Guilherme Franco (UFES - ES)

20h30 Reabilitação de complicações em fraturas


21h00 Ricardo Lopes - Fisio Care Pet

Mesa Redonda
Comprimir ou não comprimir as fraturas
21h10
Eloy / Javier Corral / Guilherme Franco
21h40
Grandes Embates
Moderador: Bruno Minto

REALIZAÇÃO

11
Programação
26 de Abril - Bloco 1
Horário Centro de Convenções Anfiteatro 1

Uso de impressão 3D no
8h00
planejamento na ortopedia Simpósio Anfivet
8h30
Renato Otaviano (Toulouse - França)

Como os animais voltam a andar


Pontos-chave no tratamento das
8h40 mesmo com secção completa da
fraturas em pacientes TOY
9h10 medula
Denis Prata (Anclivepa - SP)
Ricardo Lopes (Fisio Care Pet)

Retiro de implantes, Pontos-chave na reabilitação de


9h20 cuando y cómo realizarlo paciente com doença do disco
9h50 Javier Corral intervertebral
(Buenos Aires - Argentina) Vitória Chies (Ribeirão Preto)

Mitos e verdades no uso clínico


Andar medular x andar consciente
da terapia celular na ortopedia de
10h00 sem dor profunda: mitos e novos
pequenos animais
10h30 conceitos
Patrícia Mallard
Ricardo Lopes (Fisio Care Pet)
(BIOCELL - Brasília - DF)

10h30 Coffee Break

REALIZAÇÃO

12
Programação
26 de Abril - Bloco 2
Horário Centro de Convenções Anfiteatro 1

Minha experiência usando


11h00 Pré e pós-operatório de TPLO
o sistema EVOLIG
11h30 Isis PincelIa (Anfivet - Botucatu - SP)
Guilherme Franco (UFES-ES)

Pes Varus, de la planificación al O que o fisioterapeuta pode


11h40 tratamiento quirúrgico ajudar na luxação de patela?
12h10 Javier Corral Flávia Vassalo
(Buenos Aires - Argentina) (Rehabiliter Vet - Botucatu - SP)

Mesa Redonda
Tomada de decisão
na infecção na TPLO Pontos chave do pós operatório
12h20 Patrícia Popak, Thales Bregadioli e de cirurgias de quadril
12h50 Javier Corral Laryssa Rosetto
AO DAY: (Ribeirão Preto - SP)
Grandes Embates
Moderador: Bruno Minto

12h50 Lunch Break

REALIZAÇÃO

13
Programação
26 de Abril - Bloco 3
Horário Centro de Convenções Anfiteatro 1

Abordagem precoce da luxação Nutracêuticos na osteoartrose:


14h20
da patela em pacientes juvenis quando e quais utilizar?
14h50
Eloy Curuci (São Paulo - SP) Denis Prata (Anclivepa - SP)

TTT vs 4Ts. Qual é melhor? Tratamento multimodal da


15h00
Renato Otaviano displasia coxofemoral
15h30
(Toulouse - França) Ricardo Lopes (Fisio Care Pet)

Quando indicar e quais os


Uso da osteotomia total da tíbia
resultados da fisioterapia pré-
15h40 no tratamento da luxação de
operatória?
16h10 patela
Flavia Vassalo
Eloy Curuci (São Paulo - SP)
(Rehabiliter Vet - Botucatu - SP)

16h10 Coffee Break

REALIZAÇÃO

14
Programação
26 de Abril - Bloco 4
Horário Centro de Convenções Anfiteatro 1
Como melhorar meus resultados
nas artrodeses
Prótese de tróclea. Quando
16h40 Patrícia Popak (Doutora em Cirurgia
indicar?
17h10 Veterinária pela Unesp Jaboticabal
Denis Prata (Anclivepa - SP)
- CEO Ortopak Veterinária - Sócia
proprietária do Cora - São Paulo)

Advances in the Management Usodeacelerômetrosempequenos


17h20 of CCL Disease [Link]?
17h50 Long Term Joint Health Alefe Carrera
Stephen Jones (EUA) (FCAV - Jaboticabal - SP)

Consolidação óssea: como a


Patellar Luxation- Why Did it fisioterapia pode acelerar esse
18h00
Recur and How to Manage It processo?
18h30
Stephen Jones (EUA) Isis Pincella
(Anfivet - Botucatu - SP)

AO Day Grandes embates


(Moderador: Bruno Minto)
Mesa Redonda
Mesa redonda:
Tratamento conservativo da
18h40 DFO, PTO, TTT.
insuficiência do ligamento.
19h10 Quando indicar?
Vitória Chies, Ricardo Lopes,
Stephen Jones,
Alexandre Schmaedecke
Renato Otaviano,
Eloy Curuci

REALIZAÇÃO

15
Programação
27 de Abril - Bloco 1
Horário Centro de Convenções Anfiteatro 1

CBLO. Quando indicar?


Patrícia Popak
8h00 (Doutora em Cirurgia Veterinária
8h30 pela Unesp Jaboticabal -
CEO Ortopak Veterinária
Sócia proprietária do Cora
São Paulo)

Simple Ostectomy to Address


8h40 Quadriceps Impingement Caused Novos talentos na ortopedia e
9h10 by Distal Femoral Malunion neurocirurgia
Stephen Jones (EUA)

Tomada de decisão em paciente Particularidades do exame


9h20 com TPA excessivo neurológico em felinos
9h50 Thales Bregadioli Hudimila Mascarenhas
(Campinas - SP) (FCAV - Jaboticabal - SP)

Unusual Musculoskeletal Injuries in PRF e PRP. Qual é melhor?


10h00
the Working Dog Renato Barroco
10h30
Stephen Jones (EUA) (FCAV - Jaboticabal - SP)
@ortoeneurovet _excelencia

Mesa redonda
Menisco, quanto realmente
Estudos de biomateriais metálicos
importa?
10h35 na ortopedia
Stephen Jones, Thales Bregadioli,
11h05 Kelly do Nascimento (FCAV -
Alexandre Schmaedecke
Jaboticabal - SP)
AO Day: Grandes embates
(Moderador: Bruno Minto)

11h05 Coffee Break

REALIZAÇÃO

16
Programação
27 de Abril - Bloco 2
Horário Centro de Convenções Anfiteatro 1

Shoulder Lameness Uso clínico da técnica 4Ts


11h35
and Instability Rodrigo Faustino
12h05
Stephen Jones (EUA) (FCAV - Jaboticabal - SP)

Deformidades do membro torácico. Como identificar o centro do


12h10 Quando operar e quando não? joelho na TPLO
12h40 Alexandre Schmaedecke Brenda Alcântara
(Ortopedia 360) (FCAV - Jaboticabal - SP)

Minha experiência tratando


Revisões sistemáticas na
deformidades do rádio em cães -
ortopedia. O que pode trazer de
12h45 Patrícia Popak (Doutora em Cirurgia
benefícios para sua rotina
13h15 Veterinária pela Unesp Jaboticabal
Lucas Costa (FCAV
- CEO Ortopak Veterinária - Sócia
Jaboticabal - SP)
proprietária do Cora - São Paulo)

Novidades na terapia celular. Onde


13h20 já chegamos?
-
13h50 Patrícia Mallard (BIOCELL
Brasília - DF)

13h55 Tratamento das fraturas em gatos


-
14h25 Thales Bregadioli (Campinas - SP)

Mesa Redonda
Fraturas do rádio e tíbia em felinos.
Devo usar duas placas? Thales
14h30
Bregadioli, Alexandre Schmaedecke, -
15h00
Renato Otaviano
AO Day: Grandes embates
(Moderador: Bruno Minto)
REALIZAÇÃO

17
Anais do IX Simpósio
Internacional de
Ortopedia de Cães e Gatos

REALIZAÇÃO

18
LAMINECTOMIA PARA TRATAMENTO DE CISTO ÓSSEO EM PACIENTE
CANINO- RELATO DE CASO
Laminectomy for treatment of bone cyst in a canine patient- Case Report

M.V. Angélica Barreto Leite Tavares 1*, [Link]. Renato Dalcin Sagala 2

[1] Departamento de clínica e cirurgia veterinária, UniversidadeEstadual Paulista “júlio de mesquita


Filho” - Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias.
[2] Mestranda em Ciências Veterinárias, com ênfase em Ortopedia e Neurocirurgia de pequenos
animais pela Faculdade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - Faculdade de Ciências Agrárias e
Veterinárias.
*Avenida Duque de Caxias, 409. CEP:14870-060, Jaboticabal, SP. Email: [Link]@[Link].

O cisto ósseo é uma lesão incomum e geralmente de caráter benigno, cuja etiologia nãoé bem definida,
alguns estudos sugerem correlação destes a traumas ou malformações congênitas. Foi atendido no
hospital veterinário da UNG-Universidade de Guarulhos, um cão macho, Pug, de cinco meses, 7 kg, pós-
trauma de baixa energia ocorrido há 30 dias, tutor pisou acidentalmente no paciente. Na avaliação
neurológica as alterações apresentadas foram paraparesia não ambulatorial, reflexos flexores e patelares
diminuídos e hiperpatia paravertebral lombar. No exame de mielotomografia computadorizada foi
visualizado aumento de volume medindo 1,25 cm de comprimento x 0,94 cm de altura x 0,88 cm de
largura que se projetava para o interior do canal vertebral, desde a epífise cranial até a epífise caudal de
L3, promovendo importante deslocamento lateral direito e compressão da medula espinhal. Considerou-
se a possibilidade de cisto ósseo, hematoma, abscesso, com menor probabilidade, um calo ósseo
exuberante em formação ou neoplasia. O paciente foi encaminhado para intervenção cirúrgica de
descompressão medular usando a técnica de laminectomia de L3, na qual foi possível notar estrutura
semelhante a um cisto ósseo promovendo a compressão extradural da medula espinhal, foi feita a
remoção do material e em seguidaa curetagem. Após 36 horas, o paciente apresentou melhora clínica,
evoluindo para paraparesia ambulatorial, e após 10 dias, apresentava uma ataxia discreta, já com a
propriocepção presente em membros pélvicos. O laudo do exame histopatológico foi compatível com
cisto ósseo. Em conclusão, por mais que os cistos ósseos sejam poucos descritos, eles podem ocorrer e
ocasionar déficits neurológicos importantes. Portanto, o diagnóstico e tratamento precoce devem ser
preconizados.

Palavras chaves: cisto ósseo, laminectomia, medula espinhal.


Key words: bone cyst, laminectomy, spinal cord.

REALIZAÇÃO

19
FORAMINOTOMIA MARINHO MODIFICADA ASSOCIADA A
LAMINECTOMIA PARCIAL L7-S1 EM FELINO
Marinho Modified foraminotomy associated to partial laminectomy L7-S1 in a cat

Beatriz Furrigo Zanco 1*, M.V Arthur Camargo Jacubovski 2, M.V Barbara Araújo 2, MV. Esp. Ricardo
Requena 2, MV. Msc. Dra. Aricia Gomes Sprada 3

[1] Aluno graduação do Curso de Medicina Veterinária,Universidade Cesumar.


[2] Médico Veterinário autônomo
[3] Departamento de cirurgia de pequenos animais, Universidade Cesumar
*Av. Guedner, 1610 - Jardim Aclimacao, CEP: 87050-900, Maringá, PR. E-mail
bia_furrigo@[Link]

A síndrome da cauda equina é uma afecção multifatorial, causada pela compressão das raízes nervosas
que correm pelo canal espinhal lombossacral. Foi atendido um felino, sem raça definida, fêmea, 14 anos
com histórico de postura plantígrada em membro pélvico esquerdo (MPE) e lombalgia. No exame
ortopédico e neurológico, apresentava dor na palpação epaxial em região lombossacral e região posterior
da coxa, no trajeto do nervo isquiático. Também foi observado diminuição do reflexo flexor com
diminuição na flexão do tarso em MPE e reflexo patelar preservado. Além dos exame hematológicos de
rotina o paciente foi encaminhado para ressonância magnética de alto campo, do segmento lombossacral
da coluna vertebral. No exame de imagem foi evidenciado espondilose ventrolateral entre L7 e S1 bem
como degeneração discal com obstrução foraminal L7-S1 esquerda, não se descartando discoespondilite.
O objetivo do tratamento instituido foi promover a abertura do forame isquiático maior esquerdo em L7,
utilizando a técnica deforaminotomia marinho modificada. Com o auxílio de um dril, broca esférica de
4 mm e pinça kerrinson 2 mm, realizou-se a ampliação da zona de entrada, média e saída do forame,
permitindo a descompressão do nervo isquiático. Também foi realizada uma laminectomia parcial em
S1, removendo parte da lâmina com goiva e kerrinson 2 mm, este acesso permitiu a coleta de amostra
dedisco e placa terminal para cultura bacteriana e fúngica, as quais apresentaram resultado negativo.
Durante o trans-operatório também foi destilado acetato de metilprednisolona (depomedrol) 1mg/kg
visando a diminuição do processo inflamatório. Na avaliação com 6 meses de pós-operatório o paciente
apresentou melhora na diminuição da lombalgia e retorno da postura digitígrada do membro pélvico
esquerdo. O tratamento clínico e cirúrgico obteve-se resultados satisfatórios, com diminuição da dor, e
diminuição da postura plantígrada. Animal voltou a pular e retomar as atividades sem sinaisde
desconforto, apresentando melhora do quadro clínico.

Palavras-chave: Forame; mini laminectomia; Ortopedia veterinária; cirugia veterinária; compressão;


Keywords: Foramen; mini laminectomy; veterinary orthopedics; veterinary surgery; compression.

REALIZAÇÃO

20
HEMIPELVECTOMIA PARCIAL CAUDAL ESQUERDA E AMPUTAÇÃO DA
CAUDA EM FELINO

Left caudal partial hemipelvectomy and tail amputation

Beatriz Furrigo Zanco 1*, M.V Arthur Camargo Jacubovski 2, M.V Barbara Araújo 2, MV. Esp. Ricardo
Requena 2, MV. Msc. Dra. Aricia Gomes Sprada 3
[1] Aluno graduação do Curso de Medicina Veterinária,Universidade Cesumar.
[2] Médico Veterinário autônomo
[3] Departamento de cirurgia de pequenos animais, Universidade Cesumar
*Av. Guedner, 1610 - Jardim Aclimacao, CEP: 87050-900, Maringá, PR. E-mail
bia_furrigo@[Link]

O canal pélvico é formado pela junção do ílio, ísquio e púbis, complementado dorsalmente pelo sacro e
primeiras vértebras caudais. A estenose pélvica pós- traumática é uma das causas de constipação
crônica, podendo levar à complicações comoo megacólon. Objetivou-se relatar o caso de um felino, 5
meses, fêmea, sem raça definida,resgatado e, posteriormente, diagnosticado com trauma pélvico crônico.
Após o diagnóstico, o paciente foi submetido à caudectomia entre a vértebra caudal Ca3-Ca4 e excisão
da cabeça e colo femoral bilateral por outro cirurgião. No entanto, dois meses após o procedimento
cirúrgico o paciente permaneceu com sinais de tenesmo e constipação, necessitando de nova avaliação.
No exame radiográfico obtido após aprimeira intervenção cirúrgica, foi observada estenose pélvica
ocasionada por fratura acetabular bilateral e fratura dos ramos craniais do púbis, bem como disjunção
sacroilíaca e luxação sacrococcígea, resultando no permanecimento do fragmento da fratura caudal
mesmo após a caudectomia. Desta forma, foi realizada a osteotomia isquiopúbica removendo-se a
porção isquiática esquerdo do forame obturador com o objetivo de promover a abertura do canal pélvico
e remoção do fragmento da cauda (Ca1, Ca2 e Ca3). Após o procedimento, houve a resolução dos sinais
clínicos. Não houveram complicações relacionadas à cirurgia e o paciente recebeu alta médica. Conclui-
se com este caso que o tratamento cirurgico relatado acima, foi eficiente para a melhora do quadro
clínico do paciente.

Palavras-chave: Fratura pélvica ; Cirurgia veterinária; Ortopedia veterinária; Osteotomiaísquiopúbica;


Keywords: Pelvic fracture; Veterinary surgery; veterinary orthopedics; Ischiopubicosteotomy;

REALIZAÇÃO

21
COAPTAÇÃO EXTERNA COM MOLDE DE ALUMÍNIO EM DOIS
MAMÍFEROS SELVAGENS
External coaptation with aluminum mold in two wild mammals

MV. Me. Guilherme Rech Cassanego 1, MV. Prof. Tit. Sheila Canevese Rahal 3, MV. Prof. [Link]
Jaqueline Mamprim 3, MV. R2. Carime Carrera Pinhatti 2, MV. R2. Ana Julia Tonetti Claro 2, MV. Dr.
Jeana Pereira da Silva 3, MV. Me. Paolla Nicole Franco 3
[1] Programa de Pós-graduação em Animais Selvagens, Faculdade de Medicina Veterinária e
Zootecnia,Câmpus de Botucatu, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, São Paulo –
SP.
[2] Programa de Residência em Animais Selvagens, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia,
Câmpus de Botucatu, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, São Paulo – SP.
[3] Departamento de Cirurgia e Reprodução Animal, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia,
Câmpus de Botucatu, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, São Paulo – SP.
*Rua Prof. Doutor Walter Mauricio Correa, s/n - UNESP Campus de Botucatu - Botucatu/SP - CEP 18618-
681 E-mail [Link]@[Link]

Os mamíferos selvagens são frequentemente atropelados em decorrência do aumento dodesmatamento


e expansão da malha viária. A coaptação externa é uma opção quando apenas um osso é fraturado em
ossos pareados. Relata-se o caso de uma fratura do rádio (simples, oblíqua curta do terço proximal) em
tamanduá-bandeira, jovem adulto (Myrmecophaga tridactyla) com ulna íntegra e uma fratura de tíbia
(simples, oblíqua longa do terço médio distal) em onça parda filhote (Felis concolor) com fíbula íntegra.
Em ambos os casos após sedação profunda, o membro foi mantido tracionado por gravidade com o
próprio peso do animal em torno de 15 minutos. Foi aplicado algodão hidrófobo para proteção e
acolchoamento do membro, seguido de molde de alumínio de 0,8 mm de espessura, incluindo as faces
medial, cranial e caudal, além de uma articulação acima e abaixo da fratura, o qual foi fixado com
esparadrapo. No tamanduá-bandeira a coaptação externa foi trocada três vezes, com intervalo médio de
21 dias, sendo removida com 3 meses. Radiograficamente havia calo externo exuberante com
deslocamento das extremidades fraturadas; porém sem mobilidade à palpação e locomoção sem sinais
de claudicação. A coaptação externa foi mantida na onça parda por 18 dias. Pela palpação não havia
mobilidade do foco de fratura. Pelo exame radiográfico notou-se em torno de 70% de contato entre os
fragmentos fraturado, com presença de calo externo moderado. Aos 60 dias havia remodelação com leve
desvio valgo da diáfise tibial; porém sem sinaisde claudicação. Em ambos os casos, obteve-se resultado
funcional adequado.

Palavras-chave: Osso. Consolidação. Imobilização. Tratamento. Selvagem.


Keywords: Bone. Healing. Immobilization. Treatment. Wildlife.

REALIZAÇÃO

22
TÉCNICA DE TIGHTROPE MODIFICADA PARA CORREÇÃO DELUXAÇÃO
DA ARTICULAÇÃO ESCAPULOUMERAL EM CÃO

Modified Tightrope technique for correction of scapulo-humeral joint luxation in dog

MV. Me. Daniel M. G. P. Neto 1*, MV. Dr. Leonardo A. L. Muzzi 1, MV. Me. Glauco Vinício Chaves
1, MV. Me. Daniel Checchinato 1, MV. Rafaela O. Cunha 2, Luciana [Link] 2.

[1] Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras.


[2] Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Uberlândia.
* Trevo Rotatório Professor Edmir Sá Santos, s/n. Caixa Postal 3037 - CEP: 37203-202,Lavras/MG -
Brasil. E-mail dmunhozneto@[Link]

A luxação da articulação escapuloumeral é uma afecção geralmente de origem traumática que causa
impotência funcional do membro acometido. O tratamento consiste em reestabelecer a anatomia e
possibilitar um retorno funcional do membro. O objetivo deste estudo é relatar o uso da técnica de
TightRope modificada para correção da luxação escapuloumeral traumática em cão. Foi atendida uma
cadela da raça Pinscher, castrada, com oito anos de idade e 3 kg, apresentando claudicação sem apoio do
membro torácicoesquerdo após sofrer ataque por outro cão. Ao exame ortopédico foi observada crepitação
e instabilidade na abdução da articulação escapuloumeral. Houve confirmação do diagnóstico de luxação
do ombro por meio do exame radiográfico. Para correção da afecção, foi realizada estabilização com a
técnica de TightRope modificada. Foi realizado acesso cirúrgico craniolateral da articulação
escapuloumeral e realizou-se a perfuração de um túnel no tubérculo maior do úmero, no qual foi
introduzido um fio de nylon fluorcarbono de 0,52mm atado a um botton ortopédico, no sentido de lateral
para medial.A segunda perfuração foi realizada na face lateral da escápula, imediatamente cranial à
espinha da escápula, com o orifício de saída na altura do colo da escápula. O fio foi entãopassado no
sentido de medial para lateral, sendo utilizada uma cavilha para tensionar e realizar os nós para
travamento do fio. Após o procedimento foi utilizada bandagem de Velpeau durante 14 dias. Em retorno
após 30 dias, notou-se discreta claudicação, com estabilidade articular e sem dor à manipulação, e após
60 dias não foi observada alteraçãoem marcha.

Palavras-chave: Luxação de ombro. Luxação traumática. Claudicação. Articulação do ombro.


Keywords: Shoulder luxation. Traumatic dislocation. Lameness. Shoulder joint.

REALIZAÇÃO

23
ARTROTOMIA EXPLORATÓRIA NA OSTEOTOMIA DE NIVELAMENTODO
PLATÔ TIBIAL (TPLO): FAZÊ-LA OU NÃO?

Exploratory arthrotomy in tibial plateau leveling osteotomy (TPLO): do it or not?

Daniel A. C. Previtali1*, MV. Alefe L. Carrera2, MV. Me. Brenda M. Alcântara2, [Link]. Rodrigo
C. Faustino2, MV. Me. Lucas V. Costa2, MV. Me. Hudimila D.
M. de Souza2, Prof. Dr. Luis G. G. G. Dias3, Prof. Dr. Bruno W. Minto3

[1] Discente de Medicina Veterinária, Universidade Estadual Paulista, campus de Jaboticabal, FCAV
[2] Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias, Universidade Estadual Paulista,
campus Jaboticabal, FCAV
[3] Docente no Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária, Universidade Estadual Paulista,
campus Jaboticabal, FCAV
*Al. Luiz Carlos Miami, CEP: 14883-348, Jaboticabal, SP. [Link]@[Link]

A TPLO é rotineiramente empregada concomitantemente à artrotomia, sendo a técnica mais utilizada


para inspeção articular, visto que lesões meniscais podem ocorrer em até 83% dos cães com lesão de
ligamento cruzado cranial. Portanto, a fim de auxiliarna tomada de decisão, objetivou-se versar sobre
artrotomia na TPLO. Aspectos de examefísico, como presença de artrose radiográfica, clique meniscal e
dor articular intensa são encorajadores à execução da técnica devido ao aumento da chance de lesão
meniscal. Selesionado, a artrotomia é importante para meniscectomia, uma vez que pode potencializara
recuperação em até 1,3x comparado aos não corrigidos. Ainda, a persistência de lesõesmeniscais pós-
TPLO torna-se uma das causas de retardo na recuperação, podendo induzir à reintervenção para
artrotomia. Contudo, a ausência de clique meniscal não deve ser fator desencorajador à artrotomia, visto
a sensibilidade de apenas 31%. Negativamente à sua condução, há o aumento do tempo cirúrgico,
diretamente relacionado com aumento das taxas de infecção, além de gerar uma maior manipulação e,
consequentemente, resposta inflamatória com aumento de, principalmente, IL-6 e neutrófilos. A artrite
pós- cirúrgica relaciona-se rotineiramente a um período máximo de 24h, além de poder ser reduzida com
a execução de técnicas de mini-artrotomias. Apesar da maior resposta inflamatória, a abertura articular
comprovadamente não afeta o apoio de peso sobre o membro. Sendo assim, na impossibilidade de
realizar artroscopia, a artrotomia deve figurar como opção no planejamento cirúrgico de pacientes
submetidos à TPLO com suspeitas de lesão meniscal, tendo em vista a potencialização da
recuperação.

Palavras-chave: Artrotomia, Ligamento cruzado cranial, TPLO, Lesão de menisco


Keyword: Arthrotomy, Cranial cruciate ligament, TPLO, Meniscus injury

REALIZAÇÃO

24
USO DE ACELERÔMETROS EM PEQUENOS ANIMAIS. QUAIS ASVANTAGENS?

Use of accelerometers in small animals. What are the advantages?

Daniel A. C. Previtali1*, MV. Alefe L. Carrera2, MV. Me. Brenda M. Alcântara2, [Link]. Rodrigo C.
Faustino2, MV. Me. Lucas V. Costa2, MV. Me. Hudimila D. M. de Souza2, Prof. Dr. Luis G. G. G.
Dias3, Prof. Dr. Bruno W. Minto3

[1] Discente de Medicina Veterinária, Universidade Estadual Paulista, campus


Jaboticabal, FCAV
[2] Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias, Universidade Estadual Paulista,
campus Jaboticabal, FCAV
[3] Docente no Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária, Universidade Estadual Paulista,
campus Jaboticabal, FCAV
*Al. Luiz Carlos Miami, CEP: 14883-348, Jaboticabal, SP. [Link]@[Link]

A intensificação da rotina ortopédica torna cada vez mais acelerado e desafiador o


acompanhamento de pacientes durante o pós-operatório, sendo que a avaliação interpessoal, pautada em
critérios subjetivos, torna-se ampla e pouco esclarecedora. Portanto, a obtenção de métodos objetivos faz
com que a análise dos resultados pós- cirúrgicos seja mais eficaz. Nesse sentido, objetiva-se estimular a
adoção dos acelerômetros clínicos como método de análise pós-cirúrgica ortopédica. Esses dispositivos
apresentam um custo relativamente baixo e fornecem dados específicos sobrea atividade do animal. Através
da análise de vetores e tempo de exercitação, esses equipamentos incluem número de passos e nível de
atividade, os quais são apresentados na forma de dados numéricos e gráficos. Com isso, através da
interpretação do cirurgião e em concordância com a observação clínica subjetiva do paciente, a avaliação
da recuperação se torna mais objetiva e precisa ao determinar a qualidade do período pós- cirúrgico.
Ademais, além da avaliação do animal, o acelerômetro permite, através da comparação dos resultados
obtidos, definir as melhores técnicas cirúrgicas e modalidadesterapêuticas na prática clínica. Já quanto ao
cirurgião, esses dispositivos também podem oferecer parâmetros de análise em relação à habilidade
individual. Isso permite verificar se a manipulação cirúrgica, a conduta adotada ou as complicações
transoperatórias foram cruciais na determinação do tempo de recuperação e no restabelecimento da
atividade dopaciente. Sendo assim, a incorporação do acelerômetro na rotina clínica figura-se como um
método objetivo de avaliar a recuperação do paciente, assim como a qualidade da cirurgia e do manejo
pós-cirúrgico adotado.

Palavras-chave: Período pós-operatório, Cirurgia veterinária, Ortopedia, Claudicação


Keyword: Postoperative period, Veterinary surgery, Orthopedics, Lameness

REALIZAÇÃO

25
CORREÇÃO DE PES VARUS PELO MÉTODO DE ILIZAROV EM
DACHSHUND
Correction of pes varus by the ilizarov technique in dachshund

MV Carlos Eduardo Penner Belo²; MV. Debora Ostermayer²*

[2] Autônomo
*AV. São jose 752, 80050350, Curitiba-PR. E-mail [Link]@[Link]

Neste caso corrigimos o pes varus por meio de osteotomia de abertura e correção progressiva pelo método
de Ilizarov. Trata-se de um cão da raça dachshund, de 05 meses, com desvio acentuado de tíbia distal sem
demais alterações musculoesqueléticas. Foi realizado exame radiográfico do membro que confirmou a
deformidade varo de 42º distal de tíbia direita. Optou-se pela osteotomia corretiva pelo método de Ilizarov
em decorrência do mínimo fragmento distal e das linhas fisárias abertas. Montou-se um anel proximal e
outro distal de tíbia associados a dois fios de 1.5 mm cruzados em cada anel tensionados a 50N e unidos
por dobradiças sobre a cortical convexa no ápice da deformidade e o motor paralelo as dobradiças. Em
decorrência do tamanho do paciente foi necessário a osteotomia e o centro de rotação discretamente acima
da bissetriz levando a 3º lei de Paley. Aplicamos 1 mm por dia de distração em dois ajustes até o mMDTA
(mechanical Medio-Distal Tibial Angle) ficar igual da tíbia esquerda e acompanhamos radiograficamente
a cada 15 dias até a completa consolidação e remoção dos implantes com 50 dias. Apesar de apresentar
uma neuropraxia com déficit proprioceptivo no início que não impossibilitou o apoio precoce houve boa
evolução e resolução completa da neuropraxia e do desvio com a consolidação sem significativa translação
.

Palavras-chave: deformidade angular; filhotes; ilizarov.


Keyword: angular deformit; puppies; ilizarov.

REALIZAÇÃO

26
EFEITO DA OBESIDADE NA REPARAÇÃO ÓSSEA DE RATOS
Effect of obesity on bone repair of rats

MV Me Julia P. Picelli, MV Me Trayse G. Soares, MV. Me. Marina C. Madeira, MV Dr Me Isabel R.


Rosado1; MV Dr Me Ian Martin1, MV Dr Me Endrigo G. L. Alves1*

[1] Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal nos Trópico da Universidade de Uberaba,
UNIUBE
*
Av. Nenê Sabino, 1801, Bairro Universitário, CEP. 38.055-500, Uberaba, MG. E-mail
endrigoglalves@[Link]

Este estudo avaliou a influência da obesidade na reparação óssea de ratos (Rattus novergicus). Os animais
não obesos (n=28) receberam dieta balanceada e os obesos (n=28), hipercalórica. Foram induzidas falhas
ósseas em ambas as tíbias. As avaliações foram realizadas ao 3, 7, 14 e 21 dias após a lesão. Como
parâmetro de normalidade foram utilizadas tíbias sem lesão de ratos mantidos com dieta balanceada. A
obesidade foi avaliada por parâmetros como massa corporal, IMC, circunferência abdominal e massa das
gorduras viscerais. A reparação óssea foi analisada pela composição óssea (massa óssea total, orgânica e
mineral), testes mecânicos (força máxima, deformação até a falha e elasticidade) e histomorfometria (área
de tecido ósseo e número de osteócitos). Os resultados mostraram um aumento significativo nos indicadores
de obesidade nos animais submetidos à dieta hipercalórica. Os animais obesos apresentaram maior massa
óssea mineral e melhores resultados nos testes mecânicos, sugerindo uma recuperação mais precoce em
comparação com o grupo não obeso. A análise histológica e histomorfométrica indicou uma reparação
óssea do tipo primária com formação de trabéculas ósseas mais espessas no grupo obeso. Conclui-se que,
sob as condições deste estudo, a obesidade parece não interferir negativamente, e pode até ter efeitos
positivos, na reparação óssea primária.

Palavras-chave: Ortopedia, lesão óssea, tecido adiposo.


Keywords: Orthopedics, bone injury, adipose tissue.

REALIZAÇÃO

27
OZONIOTERAPIA NA REPARAÇÃO DE FRATURAS EXPERIMENTAIS EM
FÊMUR DE COELHOS
Ozone therapy in the repair of experimental fractures in rabbit femurs

MV Isabela R. Alves1, MV Me Alessa R. Costa1, MV Dr Me Isabel R. Rosado1, MV Márcio F. Espinoza1,


MV Dr Me Ian Martin1, MV Dr Me Endrigo G. L. Alves1

[1] Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal nos Trópico da Universidade de Uberaba,
UNIUBE
*
Av. Nenê Sabino, 1801, Bairro Universitário, CEP. 38.055-500, Uberaba, MG. E-mail
endrigoglalves@[Link]

Este estudo avaliou o efeito da ozonioterapia na reparação de fraturas experimentais em fêmures de coelhos
(Oryctolagus cuniculus), raça Nova Zelândia, machos, submetidos à osteotomia femoral e osteossíntese.
Foram divididos em dois grupos: controle (n=12), sem tratamento adicional, e ozônio (n=12), que
receberam 10 sessões ozonioterapia subcutânea e retal a cada 48 horas iniciando 72 horas após a cirurgia.
A avaliação clínica incluiu inspeção da ferida e palpação femoral. Avaliações radiográficas (pós-operatório
imediato e aos 15, 30, 45, 60, 75 e 90 dias) e histológicas (45 e 90 dias) foram realizadas. Os dados foram
analisados estatisticamente. Clinicamente, os animais se recuperaram bem, sem complicações significativas
entre os grupos em termos de alinhamento, aparato, aposição e outras características radiográficas.
Entretanto, houve aumento significativo nos escores de formação de calo ósseo e ponte óssea nos primeiros
30 dias, no grupo ozônio, bem como na linha de osteotomia e remodelação em diferentes períodos. O grupo
ozônio apresentou maior atividade biológica aos 30 dias e maior área de neoformação óssea aos 45 e 90
dias, com maior contagem de osteócitos aos 90 dias. Conclui-se que a ozonioterapia favoreceu a reparação
de fraturas pelo aumento do número de osteócitos e produção de matriz óssea.

Palavras-chave: ortopedia, ozônio, osteogênese


Keywords: orthopedics, ozone, osteogenesis

REALIZAÇÃO

28
UNDECILATO DE TESTOSTERONA REPARAÇÃO ÓSSEA DE RATOS
Testosterone undecylate in bone repair of rats

MV Me Trayse G. Soares, MV Me Julia P. Picelli, MV. Me. Marina C. Madeira, MV Dr Me Isabel R.


Rosado1; MV Dr Me Ian Martin, MV Dr Me Endrigo G. L. Alves1*

[1] Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal nos Trópico da Universidade de Uberaba,
UNIUBE
* Av. Nenê Sabino, 1801, Bairro Universitário, CEP. 38.055-500, Uberaba, MG. E-mail
endrigoglalves@[Link]

Este estudo investigou o efeito do undecilato de testosterona, um análogo sintético de longa ação da
testosterona, na reparação óssea em ratos. A testosterona, conhecida por seu papel no desenvolvimento
sexual masculino e anabolismo tecidual, também influencia a formação e reabsorção óssea através de
receptores androgênicos nas células ósseas. Avaliamos a massa óssea total, mineral e orgânica, força
máxima, deformação até falha e elasticidade em 48 ratos submetidos a uma lesão óssea monocortical na
tíbia, tratados com undecilato de testosterona (8 mg/kg a cada 7 dias) ou não tratados (controle). As
avaliações foram realizadas aos 3, 7, 19 e 28 dias pós-operatórios, incluindo histomorfometria para
quantificar o tecido ósseo neoformado. Os resultados mostraram um aumento na massa óssea total e
orgânica nos animais tratados com undecilato em comparação com o controle, especialmente aos 7 e 28
dias. No entanto, aos 19 dias, a massa óssea mineral foi menor no grupo undecilato. Não houve diferenças
significativas em força máxima, deformação até falha, elasticidade ou quantidade de osso neoformado entre
os grupos. Concluiu-se que o undecilato de testosterona exerce um efeito anabólico principalmente em
tecidos moles, aumentando a massa de tecidos moles do osso como órgão, sem afetar significativamente a
quantidade de osso neoformado em lesões ósseas.

Palavras-chave: ortopedia, hormônios, osteogênese


Keywords: orthopedics, hormones, osteogenesis

REALIZAÇÃO

29
CORRELAÇÃO ENTRE AVALIAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA E ACHADOS
TRANSOPERATÓRIOS DE LESÕES MENISCAIS ASSOCIADAS A DOENÇA
DO LIGAMENTO CRUZADO CRANIAL EM CÃES
Correlation between ultrasonographic evaluation and intraoperative findings of
meniscal lesions associated with cranial cruciate ligament disease in dogs

MV. Me. Etiele M. Gomes1*, MV. Me. Endreo A. P. dos Santos1, MV. Maria Eduarda M. Guerra1, MV.
Luiza E. Marques2, MV. Vitória O. Rodrigues2, MV. Dr. Ingrid R. L. Machado2, MV. Dr. Maria Ligia A.
Mestieri1
[1] Departamento de cirurgia de pequenos animais, Universidade Federal do Pampa.
[2] Departamento de diagnóstico por imagem, Universidade Federal do Pampa.
*BR 472 – KM 585, CEP: 97501-970, Uruguaiana, RS
E-mail: etielemaldonado@[Link]

As lesões de menisco em concomitância com a doença do ligamento cruzado cranial (DLCCr) são
frequentemente observadas em cães, sendo o diagnóstico e tratamento dessas lesões fundamentais para o
sucesso cirúrgico da DLCCr. A ultrassonografia articular é uma alternativa não invasiva diagnóstica, que
fornece informações em tempo real sobre as lesões meniscais. Dessa forma, o objetivo do presente relato é
correlacionar a avaliação ultrassonográfica e achados transoperatórios de lesões meniscais em quatro casos
de DLCCr em cães. Os animais foram atendidos na rotina hospitalar pelo serviço especializado de ortopedia
no HUVet da UNIPAMPA e possuíam histórico de claudicação do membro pélvico. Ao exame ortopédico,
todos apresentaram teste de gaveta e compressão tibial positivos, sem presença de ‘click’ meniscal.
Havendo diagnóstico de DLCCr, foi realizado ultrassonografia musculoesquelética de todos os joelhos (4)
para avaliação dos meniscos e decisão cirúrgica quanto a artrotomia para inspeção do menisco. Na avaliação
ultrassonográfica foi observado protusão de menisco medial (4/4), sem alterações visibilizadas no menisco
lateral (4/4). Dessa forma, foi realizada artrotomia exploratória nos joelhos, identificando a lesão do
menisco medial no polo caudal (4/4) e no cranial (2/4). A meniscectomia (total ou parcial) foi realizada e
os joelhos foram estabilizados com a técnica de estabilização extra articular com fáscia lata. Destaca-se que
as alterações ultrassonográficas se correlacionaram com as lesões meniscais intraoperatórias. Apesar da
artroscopia ser o padrão ouro diagnóstico, a ultrassonografia musculoesquelética oferece um acesso mais
amplo na rotina veterinária, sendo potencial exame diagnóstico auxiliar para lesões meniscais
concomitantes com DLCCr.

Palavras-chave: Cirurgia; menisco; ultrassom.


Keywords: Surgery; meniscus; ultrasound.

REALIZAÇÃO

30
ESPINHA BÍFIDA ASSOCIADA À MENINGOCELE LOMBOSSACRAL EM
BULDOGUE FRANCÊS: RELATO DE CASO.
Spina bifida associated with lumbossacral meningocele in a French Bulldog: Case
report.

MV. Ana L. L. Saraiva2, MV. Gabriel M. Kayano2*, MV. Camila O. Melo2, MV. Dr. Me.
Aracele E. Alves1, MV. Dr. Me. Francisco C. D. Mota1

[1] Departamento de Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais, Hospital Veterinário da


Universidade Federal de Uberândia.
[2] Autônomo
* Av. Mato Grosso, 3289 – Bloco 2S, CEP: 38405-314, Uberândia, MG. Email:
gabrielmkayano2@[Link]

Má formações vertebrais e suas complicações neurológicas são comuns em cães braquicefálicos,


especialmente buldogues, onde a espinha bífida associada à meningocele (MC) ou mielomeningocele é
mais prevalente. Esses problemas geralmente surgem nos primeiros dias de vida e podem piorar com o
tempo, requerendo frequentemente intervenção cirúrgica para correção. O diagnóstico preciso é essencial
para a eleição do tratamento. Neste estudo, foi relatado o caso de um buldogue francês submetido a cirurgia
para corrigir uma meningocele secundária à espinha bífida. O paciente, de cinco meses, apresentava
sintomas como alteração anal, incontinência urinária e fecal, além de anormalidades neurológicas,
incluindo paraparesia ambulatória e ataxia medular. Exames de imagem confirmaram a má formação
congênita da coluna vertebral. O tratamento consistiu em laminectomia dorsal e dissecção cuidadosa das
aderências. Durante o procedimento, um cortador ósseo foi usado para remover o processo espinhoso dorsal
da sexta vértebra lombar, proporcionando acesso à medula espinhal. Em seguida, uma perfuratriz
pneumática com broca de tungstênio continuou a criar o defeito até que o osso cortical interno estivesse fino
o suficiente para ser removido. Assim, foram encontradas aderências entre a meninge e o estigma cutâneo,
as quais foram cuidadosamente dissecadas. Esponjas de colágeno e tecido adiposo autólogo foram
posicionados sob o tecido exposto finalizando o procedimento. Quatorze dias após a cirurgia, o paciente
apresentou melhora significativa, incluindo cicatrização completa e recuperação dos déficits locomotores.
Concluímos que a laminectomia dorsal e dissecção das aderências foi eficaz para resolução do quadro de
meningocele secundária à espinha bífida.

Palavras-chave: ataxia proprioceptiva, incontinência, laminectomia dorsal, má formações, paraparesia


Keywords: dorsal laminectomy, incontinence, malformations, paraparesis, proprioceptive ataxia

REALIZAÇÃO

31
USO DE PLACA BLOQUEADA NA OSTEOSSÍNTESE DE RÁDIO E ULNA EM
TAMANDUÁ BANDEIRA (Myrmecophagatridactyla, Linnaeus, 1758) – RELATO
DE CASO.
Use of plate blocked in radio and ulna osteosinthesis in Tamanduá bandeira
(Myrmecophagatridactyla, Linnaeus, 1758) - Case report

MV. Dr. Me. Marcelo Carrijo da Costa3, MV. Gabriel M. Kayano2*, MV. Camila O. Melo2, MV. Débora
Souza de Oliveira2, MV. Leonardo Serafim2, MV. Dr. Me. Aracele E. Alves1,
MV. Dr. Me. Francisco C. D. Mota1

[1] Departamento de Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais, Hospital Veterinário da


Universidade Federal de Uberândia.
[2] Autônomo
[3] Docente do Centro Universitário Presidente Antônio Carlos/ UNIPAC Uberlândia e Instituto
Master de Ensino Presidente Antônio Carlos Araguari
* Av. Mato Grosso, 3289 – Bloco 2S, CEP: 38405-314, Uberândia, MG. Email:
gabrielmkayano2@[Link]

O atropelamento de animais selvagens em rodovias é uma das principais causas de morte e traumas graves
nesses indivíduos, especialmente mamíferos devido à fragmentação de seus habitats. Entre eles, o
Tamanduá Bandeira (Myrmecophaga tridactyla) é frequentemente afetado, com cerca de 15,5% dos
registros clínicos relacionados a lesões traumáticas. Os principais métodos de fixação utilizados em
fraturas de rádio e ulna são fixadores externos, placas de compreensão dinâmicas e atualmente as placas
ósseas bloqueadas (Locking compression plate - LCP). Neste estudo, foi relatado o uso de placas ósseas
bloqueadas na redução de fraturas em rádio e ulna de um tamanduá bandeira jovem. Após sete dias do
trauma, onde no exame radiográfico foi observada fratura completa, fechada e oblíqua curta do rádio e
transversa da ulna, ambos em terço distal, a cirurgia foi realizada. Após preparação do campo cirúrgico,
foram feitas incisões de pele na face crânio medial distal do rádio e na face crânio lateral da ulna para
devida estabilização. No acesso ao foco de fratura, foram utilizadas duas placas bloqueadas para a
osteossíntese, seguindo um protocolo anestésico adequado e técnicas cirúrgicas precisas. O pós-operatório
incluiu medicações específicas e cuidados com a ferida cirúrgica. A recuperação do animal foi observada
ao longo de 90 dias, com retorno completo da função do membro e ausência de complicações relacionadas
ao procedimento cirúrgico. Concluímos que a utilização de placas ósseas bloqueadas mostrou-se eficaz
para a correção de fraturas em tamanduás bandeira, proporcionando uma recuperação rápida e completa
do membro afetado.

Palavras-chave: Atropelamento; fixação; fratura; placas bloqueadas.


Keywords: Trampling; fixation; fracture; locking plates.

REALIZAÇÃO

32
PADRONIZAÇÃO DO MODELO EXPERIMENTAL DE INDUÇÃO DE
ARTRITE REUMATOIDE EM RATOS WISTAR
Standardization of the experimental model for inducing rheumatoid arthritis in Wistar
rats

MV. Me. G. Gallo1, Dra. C. Cardoso2, Dra. C. Cantiga-Silva2, C. S. Wajima2, MV. Dra. S. Bomfim3 Dr.
L.T.A. Cintra2

[1] Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium – Unisalesiano Araçatuba


[2] Departamento Odontologia Preventiva e Restauradora, Faculdade de Odontologia de Araçatuba –
FOA/UNESP
[3] Departamento de Clínica, Cirurgia e Reprodução Animal, Faculdade de Medicina Veterinária de
Araçatuba – FMVA/UNESP
*Rua [Link]. Teotônio Vilela, 3821–Bairro Alvorada CEP:16016-500 Cidade: Araçatuba/SP. E-
mail:vetgabigallo@[Link]

O objetivo deste trabalho foi padronizar a indução do modelo experimental de artrite reumatoide (AR) em
ratos. Foram utilizados 20 ratos Wistar divididos em 2 grupos: controle (C) e AR. A indução da AR foi
realizada com duas injeções subcutâneas em região de base de cauda (dias 0 e 7) contendo 50µL de
albumina bovina metilada (Met- BSA, 40 mg/mL) e glicose 5% emulsificada com CFA/adjuvante completo
de Freund (Mycobacterium sp) e uma injeção intra-articular na articulação femortibial direita (dia 14) da
mesma solução com volume de 25µL. O perímetro das articulações infiltradas foi mensurado durante todo
o período experimental para avaliação de sinais efusivos. Após 30 dias da primeira injeção, os animais foram
anestesiados e eutanasiados. As articulações femorotibiais foram coletadas, processadas e coradas em
Hematoxilina e Eosina (H&E) para análise histológica pelas colorações de Picrosirius Red (PSR) e
Tricrômico de Masson (TM) para verificação da maturação colágena. Testes estatísticos foram aplicados
(p<0,05). O grupo AR apresentou maior volume do joelho a partir do 7º dia de experimento, comparado ao
grupo C (p<0,05). A análise das articulações demonstrou características compatíveis com as da artrite no
grupo AR, além de maior quantidade de fibras colágenas imaturas quando comparado ao grupo C (p<0,05).
Desta forma, através dos achados clínicos e histológicos, foi possível confirmar a indução do modelo
experimental de artrite reumatoide em ratos Wistar.

Palavras-chave: Artrite reumatoide, histologia, maturação colágena.


Keywords: Rheumatoid arthritis, histology, collagen maturation.

REALIZAÇÃO

33
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS, DE IMAGEM E LABORATORIAIS EM CÃO
COM POLIARTRITE IMUNOMEDIADA EROSIVA: RELATO DE CASO
Clinical, imaging and laboratory characteristics in a dog with erosive immunemediated
polyarthritis: case report

M.V. MsC. Hudimila D. Mascarenhas¹*, M.V. MsC. Alefe C. Carrera¹, M.V. MsC. Brenda
M. Alcântara¹, M.V. Felipe Navarro¹, M.V. MsC. Rodrigo C. Faustino¹, M.V. MsC. Lucas V. Costa¹, Prof.
Dr. Luis G. G. G. Dias¹, Prof. Dr. Bruno W. Minto¹.

¹ Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária, Universidade Estadual Paulista – Faculdade de Ciências


Agrárias e Veterinárias (FCAV), Jaboticabal, São Paulo, Brasil.
*Rua Carlos Buck, 670, Jaboticabal, São Paulo, Brasil, CEP 14883292.

A poliartrite imunomediada (PAIM) é caracterizada por acúmulo de complexos imunes inflamatórios nas
articulações afetadas, levando a sinais clínicos como dor, efusão articular, claudicação, febre e letargia. As
articulações mais afetadas são carpo, tarso, joelho e cotovelo. O diagnóstico é baseado na exclusão de
outras condições, exame físico, radiografias articulares, e exames laboratoriais de amostras colhidas das
articulações. A PAIM pode ser classificada em erosiva e não erosiva de acordo com exame radiográfico.
Este resumo objetiva relatar um caso de PAIM em cão, SRD, 13 anos de idade, 6 kg, atendido no Hospital
Veterinário da Unesp FCAV. O paciente apresentava caquexia e relutância em andar. No exame ortopédico
apresentou dor na palpação das articulações, além de aumento de volume em joelhos e carpo esquerdo. O
teste de gaveta e compressão tibial eram positivos bilateralmente. Em exame radiográfico observou-se área
de erosão em calcâneo e côndilo femoral direito. Sorologia e painel de PCR para pesquisa de doenças
infeciosas foram negativos. Foram realizadas também artrocenteses e biópsia de cápsula articular. A análise
do líquido sinovial indicou processo inflamatório e o histopatológico demonstrou infiltrado
linfoplasmocítico. Com base em todos os achados, foi feito diagnóstico de PAIM. O tratamento foi
instituído com prednisolona 1,1mg/kg BID, no retorno de 22 dias, o paciente estava sem dor e a locomoção
reestabelecida, desta forma foi feita redução de 25% da dose e reagendado retorno de acompanhamento. A
PAIM pode ser de difícil diagnóstico, porém este trabalho demonstra a importância da investigação clínica
e instituição de tratamento adequado.

Palavras chave: articulação, autoimune, canino, ortopedia


Key-words: joint, autoimmune, canine, orthopedics

REALIZAÇÃO

34
NEUROPATIA DO NERVO ISQUIÁTICO SECUNDÁRIA À MIGRAÇÃO DE
PINO INTRAMEDULAR EM FÊMUR EM CÃO - RELATO DE CASO
Ischiatic Nerve Neuropathy Secondary to Migration of Intramedular Pin in Femur in a
Dog - Case Report

Isadora V. B. Souza¹*, MV. Maíra F. F. Martins², MV. Maiara F. F. Martins³, MV. Dr. Elói S. Portugal⁴

[1]Discente em Medicina Veterinária, IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho


[2]Aprimoranda em Medicina Veterinária, IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho
[3]Aprimoranda em Medicina Veterinária, IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho
[4]Docente orientador em Medicina Veterinária, IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho
*Rua Riachuelo, 190 A, 37890-000, Muzambinho, MG. E-mail: [Link]@[Link]

Complicações decorrentes de cirurgias ortopédicas são comumente descritas na literatura. O objetivo deste
relato é descrever o caso de uma paciente canina, com histórico de trauma aos 6 meses de idade, resultando
em fratura do fêmur esquerdo, tratado por colocação de pino intramedular sem acompanhamento
radiográfico pós-operatório. Realizado o procedimento cirúrgico, a paciente apresentou impotência
funcional do membro acometido e, cerca de 5 anos após, desenvolveu lesões de arrasto, momento que foi
atendida no Hospital Veterinário do IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho, apresentando lesões de
arrasto, incapacidade de flexionar o membro, dor e atrofia muscular. Ao exame neurológico, constatou-se
a ausência do reflexo flexor, déficit proprioceptivo e de nocicepção, justificando as lesões de arrasto com
perda óssea. Devido ao histórico de cirurgia pregressa sem informações, foi solicitada a avaliação
radiográfica, elucidando a presença de um pino intramedular migrado, lesionando o nervo isquiático
consequentemente. A paciente foi encaminhada à cirurgia para remoção do pino e realização de bloqueio
coxofemoral intracapsular com triancinolona (20 mg/articulação) e bupivacaína (1,5 mg/kg/articulação)
para avaliação da possibilidade de futura colocefalectomia. Após uma semana do tratamento, foi relatada
melhora progressiva seguida de piora aguda. Foi realizada nova radiografia constatando fratura da cabeça
femoral esquerda e procedeu-se a colocefalectomia. O procedimento não foi realizado anteriormente
para avaliar a capacidade de apoio do membro contralateral devido a evidência de displasia coxofemoral
que contraindica o procedimento na impossibilidade de locomoção. Terminadas as intervenções
demandadas, houve recuperação clínica na deambulação, alívio da dor e remissão das lesões por arrasto.

Palavras-chave: neuropatia; nervo isquiático; pino intramedular.


Keyword: neuropathy; ischiatic nerve; intramedullary pin.

REALIZAÇÃO

35
CABEÇA E COLO FEMORAL COMO FONTE DE TECIDO ÓSSEO
ESPONJOSO PARA ENXERTO AUTÓGENO EM FRATURA DIAFISÁRIA DE
FÊMUR EM UM CÃO – RELATO DE CASO
Femoral head and neck as a source of cancellous bone tissue for autogenous grafting in
diaphyseal femoral fracture in a dog – case report

João Pedro Cosmo Machado1*, Gabriel Mazurechen da Silva2, Guilherme Calichio Barbosa2, Maycon
Felipe Calichio Barbosa2

[1] Discente do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná – UFPR Setor Palotina
[2] Médico Veterinário Autônomo
*
Rua Tom Jobim, 1266, CEP: 85.950-000, Palotina, PR. E-mail: joaomachado@[Link]

Enxertos ósseos autógenos são amplamente aplicados para o tratamento de defeitos ósseos. De modo
geral, enxertos esponjosos ou cortico-esponjosos são utilizados a depender das características e tamanho
da falha óssea. A porção proximal do fêmur é considerada uma fonte de tecido ósseo esponjoso, sendo a
área subtrocantérica lateral uma região adequada para a colheita. Objetivou-se no presente trabalho relatar
a aplicação da cabeça e colo femoral (CCF) como enxerto autógeno em uma fratura cominutiva de diáfise
femoral em um cão acometido pela respectiva afecção associada a luxação coxofemoral. Um cão, sem
raça definida, apresentou histórico trauma automobilístico e impotência funcional do membro pélvico
direito com evolução de 15 dias. O exame radiográfico evidenciou fratura cominutiva em diáfise femoral
associada a luxação coxofemoral (LC) no mesmo membro. Optou-se pela correção cirúrgica como
tratamento das duas afecções. Após devido preparo do paciente e acesso a articulação coxofemoral, foi
realizada a artroplastia excisional de CCF. O tecido ósseo excisado foi preparado, com o auxílio de uma
goiva, para ser utilizado como enxerto autógeno de osso esponjoso no foco da fratura de diáfise femoral.
Em seguida, a região diafisária do fêmur foi acessada e realizada osteossíntese por plate rod, utilizando
placas e parafusos de 2.7 milímetros e pino intramedular em associação ao enxerto autógeno com CCF
previamente preparado. É possível concluir que, em casos específicos, a CCF pode ser utilizada como
fonte de tecido ósseo esponjoso para a realização de enxertos autógenos em cães que apresentam LC e
fraturas com considerável tempo de evolução.

Palavras-chave: trauma; osteossíntese; luxação coxofemoral; articulação coxofemoral.


Keyword: trauma; osteosynthesis; coxofemoral luxation; coxofemoral joint.

REALIZAÇÃO

36
CERCLAGEM E PARAFUSOS PARA RECONSTRUÇÃO DE LIGAMENTO
COLATERAL LATERAL COMO TRATAMENTO DE LUXAÇÃO DE
COTOVELO LATERAL EM UM FELINO - RELATO DE CASO
Cerclage and screws for lateral collateral ligament reconstruction as treatment
for lateral elbow luxation in a feline – case report

João Pedro Cosmo Machado1*, Giovane Franchesco de Carvalho2

1
Discente do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná – UFPRSetor Palotina
2
Médico Veterinário Autônomo
*
Rua Tom Jobim, 1266, CEP: 85.950-000, Palotina, PR. E-mail: joaomachado@[Link]

Luxações de cotovelo são lesões traumáticas incomuns em felinos e ocorrem secundariamente a forças
rotacionais de alta energia, que são transferidas para a articulação úmero-radio-ulnar (AURU) por meio
de ligamentos ou tendões. Dentre os tratamentos cirúrgicos, destacam-se próteses ligamentares e suturas
circulares transpassadas por túneis ósseos. O objetivo desse trabalho é relatar a reconstrução sintética do
ligamento colateral lateral (LCL) utilizando cerclagem e parafusos para a redução da luxação lateral de
cotovelo e estabilização da AURU em um felino. Um felino apresentou histórico de trauma
automobilístico, evidenciando impotência funcional em membro torácico direito. O exame radiográfico
constatou luxação lateral de cotovelo. Diante de tentativa falha de redução fechada, optou-se pelo
procedimento cirúrgico comoconduta terapêutica. Após devido preparo do paciente, foi realizada incisão
cutânea de 4centímetros no aspecto lateral do cotovelo, de modo a expor a AURU. Essa etapa revelou
ruptura do LCL, acarretando instabilidade articular. Diante desse cenário, foram aplicados dois parafusos
corticais de 2 milímetros, um no epicôndilo lateral do úmero e ooutro na cabeça do rádio, pontos de
origem e inserção do LCL. A fim de mimetizar a função ligamentar, utilizou-se um fio de cerclagem de
0,6 milímetros entrelaçando os dois parafusos em um formato de “8”. Radiografias pós-operatórias
revelaram satisfatória redução da luxação e adequado alinhamento do membro. Conclui-se que a técnica
de reconstrução do LCL com cerclagem e parafusos pode promover estabilidade articular, além de
reestabelecer a função e biomecânica do membro em luxações laterais de cotovelo em felinos.

Palavras-chave: prótese; trauma; instabilidade; articulação úmero-radial; articulação úmero-ulnar;


felino.
Keyword: prosthesis; trauma; instability; humeroradial joint; humeroulnar joint; feline.

REALIZAÇÃO

37
OSTEOTOMIA DISTAL DE FÊMUR (DFO) E SUBSTITUIÇÃO DO SULCO
PATELAR (PGR) PARA TRATAMENTO DE LUXAÇÃO PATELAR EM UM
CÃO – RELATO DE CASO
Distal femur osteotomy (DFO) and patellar groove replacement (PGR) as
patellarluxation treatment in a dog – case report

João Pedro Cosmo Machado1*, Gabriel Mazurechen da Silva2, Guilherme CalichioBarbosa2, Maycon
Felipe Calichio Barbosa2

[1] Discente do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná – UFPRSetor Palotina
[2] Médico Veterinário Autônomo
*
Rua Tom Jobim, 1266, CEP: 85.950-000, Palotina, PR. E-mail: joaomachado@[Link]

A DFO corresponde a uma técnica cirúrgica utilizada para correção de luxação patelar medial (LPM)
secundária a deformidades angulares do fêmur, como o varo femoral distal (VFD), que desalinha o
mecanismo extensor do quadríceps. Em casos crônicos que apresentam erosão da cartilagem articular e
arrasamento do sulco troclear, além da deformidade angular, é recomendada a associação com a PGR. O
objetivo desse trabalhoé relatar a associação entre DFO e PGR para tratamento de luxação patelar medial
grau IV em um cão. A DFO associada a PGR foi instituída como conduta terapêutica para umSpitz
Alemão, apresentando LPM previamente operado em outro serviço. O exame radiográfico evidenciou
LPM, com presença de osteófitos em região femoro-patelar e perda da silhueta troclear, sugestivo de
osteoartrite e arrasamento do sulco patelar, além de desvio VFD. Após devido planejamento cirúrgico e
preparo do paciente, foi realizadaosteotomia em closing wedge lateral sobre o centro de rotação da
angulação (CORA) e fixação por double plate, uma placa de 2.0 milímetros na face lateral e outra de 1.5
milímetros na face medial do fêmur. Em seguida, foi realizado acesso parapatelar medialna cápsula
articular, permitindo osteotomia da tróclea, esta que apresentava severo processo de osteoartrite. Após a
osteotomia, foi realizada a estabilização da prótese de tróclea por meio de parafusos transpassados pelo
próprio implante. Por fim, a patela foi reduzida e foi realizada imbricação retinacular. Conclui-se que a
associação entre DFO ePGR foi eficaz para a correção do VFD e restauração biomecânica da articulação
femoro-patelar.

Palavras-chave: varo femoral distal; prótese; osteoartrite; articulação femoro-patelar


Keyword: distal femoral varus; prosthesis; osteoarthritis; femoropatelar joint.

REALIZAÇÃO

38
USO DE PLASMA ATMOSFÉRICO A FRIO PREVINE CONTAMINAÇÃO
FÚNGICA DE SUPERFÍCIES DE IMPLANTES METÁLICOS

Use of cold atmospheric plasma prevents fungal contamination of metal implant


surfaces

Oliveira, K. D. S* 1, Morais, D. I.; Francelino, L. E.C 2.; Leite, V. G. S.1; Vitoriano, J.O.2; Feijó, F. M.
C.2; Santos, C. S.1; ALVES C.; Junior. 3; Moura, C. B. E 1.

[1] Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal (PPGCA), UFERSA, campus Mossoró RN;
[2] Programa de Pós-Graduação Engenharia Mecânica - UFRN, campus Natal RN;
[3] Laboratório de Plasmas e Processos - Instituto Tecnológico de Aeronáutica, São José dos Campos – SP.
*Avenida Francisco Mota 250, CEP: 59.625-300, Mossoró RN, Email: kalyneoliveira93@[Link]

Este trabalho evidenciou a capacidade do plasma atmosférico a frio (CAP) para promover o aumento da
molhabilidade e consequentemente reduzir o crescimento de Candida albicans sobre superfícies de
implantes metálicos. Para isto, discos da liga de titânio-alumínio-vanádio (Ti6Al4V) foram lixados, polidos,
lavados em cuba ultrassom, selados em grau cirúrgico e divididos em grupos controle e tratado. O CAP foi
obtido a 13Kv e 600Hz com gás hélio a 2L/min. A molhabilidade das superfícies foi analisada pelo ângulo
de contato (AC) através do Software ImageJ. Para avaliar o efeito sobre o crescimento de fungo, 10-6 de
cepas (ATCC, 10231) foram inoculadas e incubadas por 4 horas para avaliar a adesão inicial. Após,
amostras das superfícies foram coletadas e plaqueadas em ágar sabouraud por 24h e posteriormente houve
a contagem de unidades formadoras de colônicas (UFC). Os resultados mostraram que o AC das amostras
controle se apresentaram com média 68,9º, enquanto que as amostras que receberam a intervenção do CAP
apontaram redução significativa do AC por até cinco dias (Dia 0: 48,9º; dia 1: 52,4º; dia 3: 55,1º; dia 5:
60,7º, P < 0,05). As amostras tratadas com CAP e inoculadas com C. albicans apresentaram uma redução
significativa no número de UFC (26000 ± 17,10 vs. 50000 ± 9,35, p< 0,05). Assim, o CAP mostrou-se
como uma ferramenta eficaz para promover o aumento da molhabilidade e redução do crescimento fúngica
em superfícies de implantes de Ti6Al4V embaladas em grau cirúrgico.

Palavras Chaves: Plasma atmosférico a frio; Molhabilidade; Candida albibans.


Key words: Cold atmospheric plasma; Wettability; Candida albicans.

AGRADECIMENTOS: A empresa nacional de implantes [Link] (Titanium Fix).

REALIZAÇÃO

39
OSSEOINTEGRAÇÃO DE SUPERFÍCIES DE TITÂNIO FUNCIONALIZADAS
POR PLASMA EM RATOS WISTAR.
Osseointegration of plasma-functionalized titanium surfaces in wistar rats

Oliveira, K.D.S¹* ; Fernandes, N. S¹.; Morais, D. I.¹; Guimarães, G. E. C¹.; Leite, V. G. S¹.; Oliveira Filho,
M. S¹.; Torres, R. M¹.; Fernandes, I. M¹.; Vitoriano, J.O.²; ALVES C.; Junior.³; Moura, C. B. E¹.

[1] Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal (PPGCA), UFERSA, campus Mossoró, RN;
[2] Programa de Pós-Graduação Engenharia Mecânica - UFRN, campus Natal RN;
[3] Laboratório de Plasmas e Processos - Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), São José dos Campos
– SP.
*Av. Francisco Mota, 250 - Alto de São Manoel, CEP: 59625-300, Mossoró-RN, E-mail
kalyneoliveira93@[Link]

Objetivou-se analisar os efeitos do tratamento de plasma atmosférico à frio (CAP) na osseointegração de


superfícies de implantes de liga de titânio, alumínio e vanádio (Ti-Al-V) em ratos Wistar. Foram utilizados
7 ratos Wistar, adultos, não castrados, os animais foram mantidos no Biotério de Pequenos Mamíferos da
UFERSA, em condições controladas de luminosidade e temperatura. Os animais receberam água e ração
para roedores ab libitum. Foram 14 utilizados implantes de Ti-Al-V de 1.5mm x 5 mm (comprimento x
espessura), fornecidos pela Titanium Fix, sendo 20 deles tratados com CAP com fluxo de 2L/min de
argônio, aquecido simultaneamente a 200 ºC durante 30 minutos. Os animais foram anestesiados com a
associação de dexmedetomidina 10 µg/kg, metadona 0,4 mg/kg e cetamina 15mg/kg, via IM. Foi inserido
um parafuso controle e um tratado na metáfise proximal de cada tíbia. Após 30 dias, os animais foram
eutanasiados e foram coletadas as tíbias para avaliações por Tomografia computadorizada (TC) com intuito
de analisar parâmetros estruturais perimplantar e avaliar a osteointegração. Para avaliação através da TC
foram obtidas as relações da densidade óssea da interface e da cortical em quatro pontos (A, B, C e D) entre
a tíbia e implante e observou-se um aumento significativo da densidade óssea entre as interfaces C dos
implantes tratados em relação ao controle (p< 0,05), esse aumento da densidade nos implantes tratados
pode ter ocorrido devido a maior hidrofilicidade que o tratamento proporciona a superfície, favorecendo
uma maior aderência de osteoblastos que atuam diretamente na cicatrização óssea.

Palavras-chave: Biocompatibilidade, Modificação de superfícies, Osteopatia.


Keywords: Biocompatibility, Surface modification, Osteopathy.

REALIZAÇÃO

40
OSTEOTOMIA ULNAR PROXIMAL DINÂMICA BI-OBLÍQUA PARA
CORREÇÃO DE INCONGRUÊNCIA ARTICULAR E DISPLASIA DE
COTOVELO EM UM CANINO: RELATO DE CASO
Bi-oblique dynamic proximal ulnar osteotomy for correcting joint incongruence and
elbow dysplasia in a dog: case report

M. V. Lara C. M. Lopes¹*, M.V. MsC. Alefe C. Carrera¹, M. V. Isabella J. Rodrigues¹, M.V. MsC. Rodrigo
C. Faustino¹, M.V. MsC. Brenda M. Alcântara¹, M.V. MsC. Lucas V. Costa¹, M.V. MsC. Hudimila D. M.
de Souza¹, M.V. Yulia S. Torres¹, Prof. Dr. Luis G. G. G. Dias¹, Prof. Dr. Bruno W. Minto¹.

[1] Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária, Universidade Estadual Paulista – Faculdade de


Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV), Jaboticabal, São Paulo, Brasil.
*Avenida Doutor José Adriano Arrobas Martins, 618, apartamento 8, Jaboticabal, São Paulo, Brasil, CEP
14883298. E-mail: laracristinalopes@[Link]

A assincronia entre o crescimento ósseo ulnar e radial está presente como uma etiologia da displasia de
cotovelo canina. O fechamento fisário precoce pode figurar como causa, onde a ulna pode ser acometida.
Uma das estratégias cirúrgicas para reverter esta sobrecarga articular se dá por meio da Osteotomia Ulnar
Proximal Bi-oblíqua (OUPBO), a qual permite a tração tricipital do segmento ulnar proximal a fim de gerar
congruência articular, sem que haja perda do contato ósseo. Objetiva-se descrever um tratamento cirúrgico
com OUPBO de um canino jovem, de sete meses, SRD, 39kg, atendido com queixa de desvio valgo de
carpo em membros torácicos, sem claudicação, que apresentava fechamento precoce de fise ulnar distal.
No estudo radiográfico dos membros foi identificada incongruência de cotovelo bilateral causada por
possível fechamento precoce de fise ulnar distal, com maior gravidade em membro torácico direito, e por
isso foi o primeiro a passar por intervenção cirúrgica. A osteotomia foi realizada com 25º graus no plano
frontal e 30º no sagital. Na radiografia pós-operatória foi evidenciado que a linha da osteotomia estava
satisfatória; no acompanhamento de 15 dias a distração entre os fragmentos ocorreu como o planejado e o
paciente não apresentava claudicação; com 40 dias a consolidação estava quase completa e a articulação do
cotovelo congruente. O atual caso corrobora com dados na literatura que relatam que a técnica de OUPBO
apresenta bons resultados em pacientes com alterações compatíveis de displasia de cotovelo, cursando com
melhora clínica, readequação articular e ausência de complicações maiores pós-operatórias.

Palavras-chave: ortopedia, deformidade angular, cirurgia


Key-words: orthopedics, angular deformity, surgery

REALIZAÇÃO

41
OSTEOCONDRITE DISSECANTE DE OMBRO EM UM CANINO TRATADA
PELA TÉCNICA DE ARTROTOMIA E MICROPICKING: RELATO DE CASO
Osteochondritis dissecans of the shoulder in a canine treated by arthrotomy and
micropicking techniques: case report

M. V. Lara C. M. Lopes¹*, M.V. MsC. Rodrigo C. Faustino¹, M.V. MsC. Alefe C. Carrera¹*, ¹, M.V. MsC.
Brenda M. Alcântara¹, M.V. MsC. Lucas V. Costa¹, M.V. MsC. Hudimila D. M. de Souza¹, Prof. Dr. Luis
G. G. G. Dias¹, Prof. Dr. Bruno W. Minto¹.

[1] Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária, Universidade Estadual Paulista – Faculdade de


Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV), Jaboticabal, São Paulo, Brasil.
*Avenida Doutor José Adriano Arrobas Martins, 618, apartamento 8, CEP 14883-298, Jaboticabal, São
Paulo, Brasil, laracristinalopes@[Link].

A Osteocondrite Dissecante (OCD) do ombro canino trata-se de uma doença do desenvolvimento onde
alterações na ossificação endocondral levam à ruptura da superfície articular com consequente formação
de retalho cartilaginoso, geralmente localizado na cabeça umeral caudal. Os sinais clínicos ocorrem em
cães jovens e incluem claudicação e dor na avaliação do ombro. A cirurgia é o principal tratamento,
envolvendo artrotomia ou artroscopia, excisão do flap de cartilagem, curetagem e incentivo à formação de
fibrocartilagem. O atual trabalho objetiva relatar o tratamento cirúrgico bem sucedido para OCD de ombro
em um cão, Border Collie, de sete meses, 16 kg, atendido no Hospital Veterinário da Unesp FCAV. O
paciente apresentava claudicação de MTD com piora após atividades físicas há um mês, sem histórico de
traumas. No exame físico apresentou dor em hiperextensão e flexão de ombro direito. Em exame
radiográfico foi observada área de achatamento do osso subcondral em região caudal da cabeça umeral,
compatível com presença de retalho de cartilagem. O paciente foi tratado por artrotomia caudo-lateral para
retirada do retalho de cartilagem, curetagem da área lesionada e a técnica de micropicking para estimular a
formação de tecido fibrocartilaginoso. No retorno de 15 dias, o paciente não apresentou claudicação e
desconforto durante a hiperextensão articular. A abordagem cirúrgica neste caso de OCD para remoção do
flap e o micropicking foi um tratamento efetivo, corroborando com achados na literatura, que relatam a
eficácia da técnica em cães com claudicação persistente, visto que apresenta bons resultados precoces, sem
recidivas ou maiores complicações pós-operatórias.

Palavras chave: ortopedia, cirurgia, articulação do ombro, cão


Key-words: orthopedics, surgery, shoulder joint, dog

REALIZAÇÃO

42
TÉCNICAS DE TPLO MODIFICADA E OSTEOTOMIA EM CUNHA DE
FECHAMENTO MEDIAL PARA TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA DO
LIGAMENTO CRUZADO CRANIAL, LUXAÇÃO MEDIAL DE PATELA E DESVIO
VALGO PROXIMAL DA TÍBIA EM CÃO
Modified TPLO and medial closing wedge osteotomy techniques for the treatment of cranial
cruciate ligament insufficiency, medial patellar luxation, and proximal tibial valgus deviation in a
dog

MV. Lucas S. Pereira¹*, MV. Dr. Leonardo A. L. Muzzi¹, MV. Me. Daniel M. G. P. Neto¹, MV. Dr.
Fernando Y. K. Kawamoto².
[1] Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras.
[2] Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Unilavras.
*Av. Caramuru, 2450, torre 02, ap. 77, CEP 14025710, Ribeirão Preto, SP. E-mail
lucasouzapereira@[Link].

A insuficiência do ligamento cruzado cranial (ILCCr) é uma das causas mais comuns de claudicação em
cães. Existe um subgrupo de cães nos quais essa condição ocorre simultaneamente com luxação de patela
e ainda apresentam deformidade proximal da tíbia. O objetivo deste estudo é relatar o uso das técnicas
combinadas de TPLO modificada e osteotomia em cunha de fechamento medial para tratamento da
ILCCr associada à luxação medial da patela (LMP) e desvio valgo proximal da tíbia em uma cadela. A
paciente era sem raça definida, com 4 anos, pesando 9,5 kg e apresentava ILCCr e LMP grau 2 associada
ao desvio valgo proximal da tíbia. Foi realizada a TPLO modificada para correção da ILCCr e da LMP,
que consistiu na rotação caudal e translação medial do segmento proximal da tíbia para o realinhamento
do mecanismo extensor do quadríceps, estabilizando a patela no sulco troclear femoral. Associou-se
ainda a técnica de osteotomia em cunha crescente com fechamento medial para tratamento do desvio
valgo proximal da tíbia. No planejamento radiográfico pré-operatório, a paciente apresentou um ângulo
do platô tibial (APT) de 28º e ângulo mecânico tibial proximal medial (mMPTA) de 101º. Considerando
o mMPTA alvo de 93º, a correção angular calculada foi de 8º. Pela avaliação radiográfica pós-operatória
imediata, foi alcançado o APT de 5º e o mMPTA de 91º. Após a intervenção, a paciente apresentou ótima
recuperação da função do membro, demonstrando que a combinação das técnicas é uma opção viável
para pacientes com essas comorbidades na articulação do joelho.

Palavras-chave: Osteotomias da tíbia. Platô tibial. Deformidade óssea angular. Pequenos Animais.
Ortopedia.
Keywords: Tibial osteotomies. Tibial plateau. Angular bone deformity. Small animals. Orthopedics.

REALIZAÇÃO

43
SUBSTITUIÇÃO PROTÉTICA DOS LIGAMENTOS COLATERAIS PARA
TRATAMENTO DE LUXAÇÃO TRAUMÁTICA CRÔNICA DE COTOVELO –
RELATO DE CASO
Prosthetic replacement of collateral ligaments for treatment of chronic thaumatic
dislocation of the elbow – case report

Giulia V. C. Santos* 1, MV. Gabriel G. Moraes 1, MV. Me. Brenda M. Alcântara 1, M.V Angélica B. L.
Tavares 1, MV. Dr. Luís G. G. G. Dias 1, MV. Dr. Bruno W. Minto 1.

[1] Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária, Universidade Estadual Paulista – Faculdade de


Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV), Jaboticabal, São Paulo, Brasil.
*Avenida Jaime Ribeiro 988, CEP 14085-430, Jaboticabal, SP. E-mail [Link]@[Link]

A luxação de cotovelo corresponde na perda da congruência úmero-rádio-ulnar, podendo ser de origem


traumática ou congênita. No caso presente, cão, SRD, seis anos, 17 kg, macho, foi atendido no Hospital
Veterinário da UNESP-Jaboticabal com trauma e claudicação de membro torácico esquerdo. Em exame
ortopédico, observou-se dor, crepitação, deslocamento lateral do olécrano e instabilidade do cotovelo.
Radiograficamente, constatou-se luxação lateral traumática de cotovelo. Após tentativa sem sucesso de
redução fechada, optou-se pela redução aberta e substituição protética dos ligamentos colaterais. Depois da
constatação, no transoperatório, das rupturas totais dos ligamentos colaterais medial e lateral, implantou-se
um parafuso 2,7 mm na porção lateral do úmero, imediatamente distal e cranial ao epicôndilo. No rádio, o
implante foi alocado na porção lateral ao nível do ponto de inserção do ligamento colateral. Em ato
contínuo, a implantação também foi realizada na porção medial do úmero e rádio. Foram utilizados, para
sustentar os fios de sutura, arruelas do sistema 2,7 mm. Para fixação protética, mimetizando os ligamentos,
foram utilizados fios de poliéster número 5, formando uma figura de “8”, mantendo a angulação do membro
de aproximadamente 135 graus ao atar os nós. A redução aberta se torna mais indicada em casos crônicos
com fibrose periarticular e contratura do músculo quadríceps braquial, em avulsões e rupturas ligamentares
e quando há fratura articular ou osteófitos intra-articulares. Após 30 dias de pós-operatório o cão apresentou
retorno a função do membro com leve claudicação e sem dor à manipulação do membro, permitindo
concluir que a técnica proposta foi efetiva mesmo sendo caso de luxação crônica.

Palavras-chave: arruela, umeroradioulnar, parafuso.


Keyword: humeroradioulnar, screw, washer.

REALIZAÇÃO

44
RELATO DE CASO: INSTABILIDADE ATLANTOAXIAL CRÔNICA EM CÃO
Case report: chronic atlantoaxial instability in dog

Mariana Bugov 1*, M.V. Gabriel G. de Moraes 1, M.V MsC. Lucas V. Costa 1, M.V. MsC. Renato B. Neto
1, M.V. Dr. Bruno W. Minto 1, M.V. Dr. Luis Gustavo G. G. Dias 1.

[1] Departamento de Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais, Universidade EstadualPaulista “Júlio


de Mesquita Filho” – Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV), Jaboticabal, São Paulo,
Brasil.
* Endereço: Av. Jaime Ribeiro, 888. CEP: 14883-125, Jaboticabal, SP. E-mail: [Link]@[Link].

A subluxação atlantoaxial pode estar relacionada a agenesia, hipoplasia ou fratura/ruptura do processo


odontoide e/ou dos ligamentos alares, apical, transverso e atlantoaxial dorsal. Objetivou-se relatar a
ocorrência de subluxação atlantoaxial em cadela, Yorkshire, dois anos, 1,4 kg no Hospital Veterinário da
UNESP-Jaboticabal com histórico de queda de escada há seis meses. Em exame neurológico apresentou
tetraparesia não-ambulatorial e hiperestesia cervical, manutenção do reflexo flexor e nocicepção nos
quatro membros, além de propriocepção ausente e reflexos segmentares normais/aumentados. Tomografia
computadorizada e ressonância magnética constataram subluxação da articulação atlantoaxial, sem
alterações na morfologia do processo odontoide, podendo a afecção estar associada à ruptura dos
ligamentos de sustentação. A paciente foi encaminhada para estabilização da articulação C1-C2 por acesso
ventral. Para tal, alocou-se três parafusos bloqueados de titânio (Fixin 1,7 mm de diâmetro) no Atlas (C1),
sendo dois alocados em cada pedículo e um em seu corpo vertebral, e quatro parafusos no Axis (C2), sendo
dois no processo articular cranial, um cranial e um caudal ao corpo vertebral, posteriormente, aplicou-se
cimento ósseo estéril após a redução articular das vértebras em questão. Após quinze dias, a paciente
apresentou melhoraclínica com propriocepção presente em membros pélvicos. A recuperação dos sinais
neurológicos varia entre os pacientes, mas em sua maioria ocorre entre trinta e sessenta dias de pós-
operatório. O tratamento cirúrgico demonstrou ser eficaz, sendo indicado para os pacientes que
apresentam deficiências neurológicas moderadas a graves, o diagnóstico e tratamento precoce devem ser
preconizados, para evitar disfunções neurológicas graves e respostas insatisfatórias ao tratamento.

Palavras-chave: Medula espinhal, Neurologia, Subluxação, Tetraparesia, Vértebras Cervicais.


Keywords: Cervical Vertebrae, Neurology, Spinal cord, Subluxation, Tetraparesis.

REALIZAÇÃO

45
ARTROSCOPIA PARA DISPLASIA DO COTOVELO, OSTEOTOMIA
CORRETIVA DO ÚMERO, RÁDIO E SEPARAÇÃO LONGITUDINAL DA
ULNA DE PETAZZONI (PLUS) EM PASTOR ALEMAO
Elbow dysplasia arthroscopy, corrective osteotomies of the humerus, radius and
Petazzoni longitudinal ulnar splitting (PLUS) in a german shepherd

MV. PhD. R. Otaviano do Rego1*, MV. R. Fantera2, MV. G. Basso2, MV. T. Maciejowski2, MV. M.
Petazzoni2

[1] Unidade de Cirurgia, Universidade de Toulouse, École Nationale Vétérinaire de Toulouse, ENVT,
França.
[2] Médico Veterinário – Clinica Veterinária Milano Sud – CVMS, Milão, Itália.
*École Nationale Vétérinaire de Toulouse, ENVT, Unité de Chirurgie, 23 Chemin des Capelles, 31300,
Toulouse, France. E-mail: renato.otaviano_do_rego@[Link]

A displasia de cotovelo e desvios angulares são comuns em ortopedia veterinária de cães e gatos, sendo
avaliados, planejados e tratados com técnicas e implantes específicos. Este estudo descreve um caso
complexo envolvendo o úmero, rádio e ulna tratados com artroscopia, artrotomia e osteotomias corretivas
em um pastor alemão de 1,5 anos, 33kg, macho que apresentava claudicação em membro torácico direito.
Após avaliação da locomoção e exame físico ortopédico realizou-se radiografias posicionadas, tomografia
computadorizada e impressão 3D para diagnóstico e planejamento cirúrgico revelando: fragmentação do
processo coronóide bilateral, não união do processo ancôneo direito, torção do úmero (42o) e do rádio
(37o), neste varus proximal (11o), valgus distal (12o) e procurvatum (30o), corrigindo 26o entre crânio-
medial distalmente. Artroscopicamente, removeu-se o processo coronóide e ancôneo desbridando-se com
shaver, bilateralmente. A osteotomia transversal umeral com JIG foi estabilizada com duas placas de
titânio bloqueadas reconstrutivas ortogonais (3.5mm). Estabilizou-se as osteotomias do rádio em cunha
com placas em T bloqueadas conicamente por acoplamento (3.5mm) e, distalmente, reforçando com placa
de reconstrução bloqueada de titânio de ângulo fixo em até 15o recoberta por prata (3.5mm). Enfim,
realizou-se uma osteotomia longitudinal de Petazzoni para divisão da ulna (PLUS) para aumentar o grau
de liberdade do cotovelo. O diagnóstico, planejamento e as técnicas cirúrgicas empregadas foram
satisfatórios apresentando um bom tratamento para displasia do cotovelo e desvios angulares do úmero,
rádio e ulna com correto alinhamento, aposição e aparatos. Conclui-se que as técnicas avançadas
escolhidas foram necessárias para corrigir as afecções do presente animal.

Palavras-chave : artrotomia, artrose, deformidade angular, impressão 3D.


Keywords : arthrotomy, arthrosis, angular deformity, 3D print.

REALIZAÇÃO

46
ABORDAGEM ALTERNATIVA DE COAPTAÇÃO EXTERNA PARA
FRATURAS DO TIBIOTARSO E TARSOMETATARSO DE AVES

Alternative approach of external coaptation for fractures of the tibiotarsus andtarsometatarsus


of birds

MV. Me. Guilherme Rech Cassanego 1, MV. Prof. Dra. Sheila Canevese Rahal 2, MV. Prof. Dra. Maria
Jaqueline Mamprim 2, MV. Me. Anita Marchionatti Pigatto 1, MV. Gabriel Corrêa de Camargo 2, MV.
Mylena Oliveira Miranda 3, MV. Bruno Oliani de Risso 3

[1] Programa de Pós-graduação em Animais Selvagens, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia,


Câmpus de Botucatu, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, São Paulo – SP.
[2] Departamento de Cirurgia e Reprodução Animal, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia,
Câmpus de Botucatu, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, São Paulo – SP.
[3] Programa de Residência em Animais Selvagens, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia,
Câmpus de Botucatu, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, São Paulo – SP.
*Rua Prof. Doutor Walter Mauricio Correa, s/n - UNESP Campus de Botucatu - Botucatu/SP - CEP 18618-
681 E-mail [Link]@[Link]

As fraturas traumáticas do tibiotarso e tarsometatarso são frequentes em aves e, geralmente, decorrentes de


quedas ou colisões. A escolha do método de tratamento depende do tipo de fratura, condições físicas da
ave, perspectiva pós-tratamento do uso do membro, além das condições financeiras, em especial, naquelas
de vida livre. Visandoempregar um método de fácil aplicação e baixo custo, o objetivo do estudo foi
verificaro emprego de molde de alumínio em seis fraturas no tibiotarso (2 Caturritas, 1 Periquitão, 1 Periquito
Australiano, 1 Corujinha-do-mato e 1 Gralha-azul), e quatro no tarsometatarso(2 Pombos-domésticos, 1
Tucanuçu e 1 Urubu-de-cabeça-preta). Todas as fraturas foram fechadas, sendo seis transversas e quatro
multifragmentares. Após sedação da ave, a fratura foi reduzida por manipulação digital e utilizou-se algodão
hidrófobo para proteção e acolchoamento do membro. Na sequência, aplicou-se o molde de alumínio de 0,5
mm de espessura, conforme a anatomia do membro, incluindo as faces medial, cranial e caudal da região
afetada, além de uma articulação proximal e distal à fratura. O molde de alumínio foi então fixado com
esparadrapo. Com relação ao comportamento das aves, seis removeram parcialmente o esparadrapo, sendo
que destas, quatro ainda tiraram parte do algodão hidrófobo. Aos 14 dias foi notada presença de calo externo
à palpação, sem mobilidade do foco, sendo então removida a coaptação externa. Conclui-se que o método
empregado é uma opção factível para o tratamento de fraturas nos membros pélvicos emaves, em especial
do tibiotarso e tarsometatarso.

Palavras-chave: Consolidação; Imobilização; Osso; Pássaros; Tratamento.


Keywords: Healing; Immobilization; Bone; Birds; Treatment.

REALIZAÇÃO

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FRATURA TRANSVERSA DE PATELA EM FELINO – RELATO DE CASO
Transverse patellar fracture in a cat – case report

Lucas Dill Mocellin ¹*, Marcio Umemura ², Fabrício Quirolli ³, Ana Carla Rigo de Souza ⁴

[1] Discente do curso de Medicina Veterinária UFPR – Setor Palotina;


[2] Médico Veterinário Autônomo;
[3] Médico Veterinário Autônomo;
[4] Discente do curso de Medicina Veterinária Uningá – PR.
*Rua Cuiabá, 964, CEP: 85819730, Cascavel – PR, email: mocellin245@[Link]

Este trabalho tem como objetivo relatar o caso de uma felina, sem raça definida (SRD), 3 anos, 4 kg,
atendida em uma clínica veterinária, com queixa de impotência funcional em membro pélvico direito. Ao
exame ortopédico, foi constatado deslocamento de patela e imediatamente encaminhado para o exame
radiográfico, no qual se obteve o laudo de fratura transversa do terço distal da patela com deslocamento do
segmento proximal em relação ao sulco troclear. Após constatar a fratura de patela, optou-se por
intervenção cirúrgica como método de tratamento. Em seguida da indução anestésica, foi realizado bloqueio
do nervo femoral e isquiático, incisão de pele e acesso à articulação do joelho. Após a localização dos
fragmentos da patela, foi realizado uma sutura para redução da fratura, em formato de “U”, iniciada em
tecidos moles, tangenciando o fragmento patelar proximal e abraçando o fragmento distal, desta forma,
retornando o fio para o local inicial e concluindo o nó. Em seguida, foi realizado um túnel na tuberosidade
da tíbia e outro no músculo quadríceps, por onde foi passado um fio tetrafluorcarbono, cruzando-o
internamente de modo a formar um oito. O objetivo deste procedimento foi reduzir a fratura de patela de
modo a suportar as forças de tração e reposicioná-la em seu local anatômico. Em conclusão, mesmo que
fraturas de patela sejam raramente descritas em felinos, a técnica exposta foi eficaz para a redução da fratura
e retorno da função do membro pélvico em 3 semanas de pós-operatório.

Palavras-chave: Articulação do joelho; osteossíntese; tetrafluorcarbono.


Key words: Stifle joint; osteosynthesis; tetrafluorocarbon.

REALIZAÇÃO

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CIMENTOPLASTIA COMO TRATAMENTO PALIATIVO DO
OSTEOSSARCOMA APENDICULAR EM UM CÃO
Cementoplasty as palliative treatment of appendicular osteosarcoma in a dog

MV. R. S. M. Borges1, MV. MSc R. Bernardes2, MV. DECVIM-Onc D. Sayag3, MV. PhD S. Palierne2,
MV. Marti Sarra Ferrer4, MV. Jonathan Habsiger5, MV. PhD R. Otaviano do Rego2.

[1] Mestranda em Ciência Animal, Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.


[2] Unidade de Cirurgia, Universidade de Toulouse, École Nationale Vétérinaire de Toulouse – ENVT,
França.
[3] Serviço de Oncologia, Universidade de Toulouse – ENVT, França.
[4] Res. Anestesiologia, ECVAA, Universidade de Toulouse – ENVT, França.
[5] Interno, Chuvac, Universidade de Toulouse – ENVT, França.
*
Avenida Presidente Antônio Carlos, 6627, Pampulha, CEP: 31270-901, Belo Horizonte - MG. E-mail:
ryshelysonaly09@[Link].

O osteossarcoma é uma neoplasia óssea primária maligna caracterizada por osteólise significativa,
resultando em dor e claudicação. O tratamento convencional envolve amputação do membro afetado e,
frequentemente, quimioterapia. A cimentoplastia emerge como uma técnica minimamente invasiva para o
alívio da dor e a melhoria da qualidade de vida, particularmente em casos paliativos. Este estudo descreve
o uso da cimentoplastia em um caso de osteossarcoma apendicular em um cão Rottweiler de sete anos. A
paciente apresentava claudicação e aumento de volume na região do rádio e ulna distal do membro torácico
esquerdo. Exames clínicos e de imagem confirmaram a presença de lesões líticas consistentes com
osteossarcoma, sem evidência de metástases. Devido à recusa do proprietário em submeter o animal à
amputação, a cimentoplastia foi realizada para controle da dor e melhoria do conforto. O procedimento foi
conduzido sob anestesia geral, com orientação fluoroscópica. Uma agulha 18G foi posicionada sobre a
lesão, seguida de uma abordagem microcirúrgica em face cranial do rádio esquerdo, para criar uma cavidade
para o cimento. A injeção de 12ml de cimento (BIOCERA-VET-OSA, Theravet) foi realizada de forma
controlada após a criação de uma cavidade com uma trefina e curetagem óssea, monitorada por fluoroscopia
para evitar extravasamento. No pós-operatório, a paciente apresentou melhora na claudicação e alívio da
dor. No entanto, radiografias realizadas após 17 dias mostraram progressão do osteossarcoma. Apesar disso,
houve evidência de alívio da dor e melhoria na qualidade de vida do animal, demonstrando a eficácia do
tratamento paliativo utilizando cimentoplastia neste caso específico.

Palavras-chave: flouroscopia; neoplasia óssea; qualidade de vida.


Keywords: fluoroscopy; bone neoplasia; quality of life.

REALIZAÇÃO

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RELATO EM CÃO: FIXADOR EXTERNO ASSOCIADO A COLAR DE
PÉROLAS IMPREGNADO COM ANTIBIÓTICO PARA FRATURA EXPOSTA
DE TÍBIA
Report in dog: external fixator associated with pearl necklace impregnated with
antibiotics for an open tibia fracture
MV. Victor M. Souza1*, MV. Letícia F. Mangolin1, MV. Danilo C. Sousa1,
MV. João D. Rocha Junior1, MV. Marina M. Ferreira1, MV. João Antônio U. Oliveira2, Tayná Santos3,
MV. Me. Jessé R. Rocha1, MV. Dra. Valeska Rodrigues1,
MV. Dra. Fernanda G. Gonçalves Dias1

[1] Departamento de Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais, Universidade de Franca, UNIFRAN.


[2] Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária - FCAV UNESP, Jaboticabal.
[3] Curso de Graduação em Medicina Veterinária, Universidade de Franca, UNIFRAN.
*Av. Dr. Armando Salles de Oliveira, 800, casa 112, CEP: 14404-600, Franca-SP,
e-mail: souzamvictor@[Link]

As fraturas expostas de tíbia são frequentes na rotina cirúrgica de cães, sendo que a correção cirúrgica
normalmente é feita com fixadores externos, com o intuito de ter menor contato implante-osso, evitando a
criação de biofilme bacteriano, o qual é caracterizado como importante fator de contaminação do implante.
Assim, este relato teve o objetivo de descrever a utilização de fixador externo em fratura exposta tipo II de
tíbia direita, associado a colar de pérolas impregnadas com gentamicina e ceftriaxona em cão errante, sem
raça definida e sem histórico clínico. Ao exame físico, o paciente apresentava febre, além de claudicação,
odor fétido, secreção purulenta e edema na região da fratura. A cirurgia procedeu-se com a redução da
fratura e colocação de fixador externo biplanar com pinos rosca central de 3,5 mm, estabilizados com
polimetilmetacrilato e um pino intramedular “tie-in” de 2,5 mm . Após, foram colocados quatro colares de
pérolas de cimento ósseo (GMReis®), impregnadas com 2 mL de gentamicina e um frasco de ceftriaxona
nas quatro interfaces do osso. O paciente foi mantido internado no Hospital Veterinário da UNIFRAN por
14 dias, tendo apoio satisfatório do membro e liberado para o canil municipal. Decorridos 30 dias, retornou
para exame radiográfico controle apresentando coaptação dos fragmentos ósseos e ausência de claudicação
do membro. Diante do caso, é possível admitir que o uso de fixador externo biplanar “tie-in” associado aos
colares de pérolas com antibióticos foram eficientes no tratamento da fratura exposta de tíbia, além de
oferecer retorno da função do membro e qualidade de vida.

Palavras-chave: ferida, osteomielite, osteossíntese, ortopedia veterinária.


Key words: wound, osteomyelitis, osteosynthesis, veterinary orthopaedics.

REALIZAÇÃO

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RECONSTRUÇÃO DO TENDÃO GASTROCNÊMIO COM ENXERTO DE FÁSCIA LATA
Gastrocnemius tendon reconstruction with fascia lata graft

MV. Douglas F. Paleari 1*, MV. Dr. Luciane R. Mesquita 1, MV. Dr. Sheila C. Rahal 1, Giovana P.
Dagola 1, MV. Me. Guilherme R. Cassanego 1

[1] Departamento de Cirurgia Veterinária e Reprodução Animal, Faculdade de Medicina Veterinária e


Zootecnia de Botucatu, Universidade Estadual Paulista.
* Rua Joaquim Fidélis nº520, CEP: 17012180, Bauru, SP. E-mail [Link]@[Link].

A ruptura do tendão gastrocnêmio é um grande desafio ao cirurgião, pois a contratura muscular após a lesão
faz com que seja difícil restabelecer o comprimento do mesmo, para que sua função no membro não seja
comprometida. Objetiva-se relatar a utilização da fáscia lata como enxerto na reconstrução do tendão do
gastrocnêmio. Um canino, macho, da raça pointer, cinco anos de idade foi atacado por um javali no membro
pélvico direito e devido a mordedura desenvolveu impotência funcional do membro. Ao exame ortopédico
observou-se que o tendão do gastrocnêmio estava rompido. Foi realizada a tricotomia ao redor da ferida e
limpeza da lesão com solução salina, em seguida foi feita a aplicação de pomada tópica à base de neomicina.
Também foi administrado o antibiótico amoxicilina (22mg/kg) e anti-inflamatório meloxicam (0,1 mg/kg)
por via oral. Após debelar a infecção, optou-se pela reconstrução do tendão, o qual apresentava um
encurtamento em torno de 1,5 cm. A fáscia lata do membro pélvico direito foi retirada na face craniolateral
do fêmur e o enxerto coletado foi suturado no defeito tendíneo por meio de uma sutura padrão Bunnell com
nylon 2-0. De forma a não romper a sutura durante a cicatrização do tendão, imobilizou-se a articulação
tíbiotársica com um fixador esquelético externo tipo II durante 30 dias. A recuperação funcional do membro
foi reestabelecida com dez dias de pós-operatório, mas a evolução satisfatória da amplitude das articulações
só foi observada aos 45 dias, logo após a retirada da artrodese temporária. A enxertia com fáscia lata
demonstrou-se eficaz em ruptura do tendão do gastrocnêmio.

Palavras-chave: cão, tíbia, músculo.


Keyword: dog, tibia, muscle.

REALIZAÇÃO

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Aldrivet

REALIZAÇÃO

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REALIZAÇÃO

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Simpósio—
Atualidades e controvérsias
na ortopedia de cães e gatos.
SIOV 2024
25 a 27 de Abril, 2024 Jaboticabal, Brasil PROGRAMA

Bruno
Minto
Chairperson

Dia 01 - Quinta-feira, 25 de Abril, 2024


Sessão 1 - Moderador Bruno Minto
21:10-21:40 Mesa redonda: Comprimir ou não comprimir as fraturas. Eloy Curuci / Javier Corral /
Guilherme Galhardo Franco

Dia 02 - Sexta-feira, 26 de Abril, 2024


Sessão 2 - Moderador Bruno Minto
12:20-12:50 Mesa redonda: Tomada de decisão na infecção na TPLO. Thales Bregadioli
Javier Corral
Patrícia Popak
Sessão 3 - Moderador Bruno Minto
19:00-19:30 DFO, PTO, TTT. Quando indicar? Stephen Jones
Renato Otaviano
Eloy Curuci

Dia 03 - Sábado, 27 de Abril, 2024


Sessão 4 - Moderador Bruno Minto
10:00-10:30 Menisco, quanto realmente importa? Stephen Jones
Thales Bregadioli
REALIZAÇÃO Alexandre Schmaedecke
Sessão 5 - Moderador Bruno Minto
14:20-14:50 Fraturas do rádio e tíbia em felinos. Thales Bregadioli
Devo usar duas placas? Alexandre Schmaedecke
Renato Otaviano

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Programa
científico

REALIZAÇÃO

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